sábado, 27 de junho de 2026

FÁBULA: A BORBOLETA E A CHAMA - LEONARDO DA VINCI - COM GABARITO

 Fábula: A Borboleta e a Chama

 

        Uma borboleta multicor estava voando na escuridão da noite quando viu, ao longe, uma luz.

        Imediatamente voou naquela direção e ao se aproximar da chama pôs-se a rodeá-la, olhando-a maravilhada. Como era bonita!

 Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjw17l5hPYtxGETOjwtMIKBSK4iq7uyenkLEXcKCLK8nowBO7-5W4AH1rb0xrg1CeVH-QNt1kvX7yiGsNvxcavxRI7JIPXNnTQiw2KaeQxxUcNDqB3kRlxCKS_aSYnPqdeqGWMtrtduXpchUa9fV3RX2Rg4pd-OGvDSJ1BLCppTleX6gL428qZbLBMl_Lc/s320/maxresdefault.jpg


        Não satisfeita em admirá-la, a borboleta resolveu fazer o mesmo que fazia com as flores perfumadas. Afastou-se e em seguida voou em direção à chama e passou rente a ela.

        Viu-se subitamente caída, estonteada pela luz e muito surpresa por verificar que as pontas de suas asas estavam chamuscadas.

        -- Que aconteceu comigo? – pensou ela.

        Mas não conseguiu entender. Era impossível crer que uma coisa tão bonita quanto a chama pudesse causar-lhe algum mal. E assim, depois de juntar um pouco de forças, sacudiu as asas e levantou voo novamente.

        Rodou em círculo e mais uma vez dirigiu-se para a chama, pretendendo pousar sobre ela. E imediatamente caiu, queimada, no óleo que alimentava a brilhante e pequenina chama.

        -- Maldita luz – murmurou a borboleta agonizante – pensei que ia encontrar em você a felicidade e em vez disso encontrei a morte. Arrependo-me desse tolo desejo, pois compreendi, tarde demais, para minha infelicidade, o quanto você é perigosa.

        -- Pobre borboleta – respondeu a chama – eu não sou o Sol, como você tolamente pensou. Sou apenas uma luz. E aqueles que não conseguem aproximar-se de mim com cautela são queimados.

        Moral: Esta fábula é dedicada àqueles que, como a borboleta, são atraídos pelos prazeres mundanos, ignorando a verdade. Então, quando percebem o que perderam, já é tarde demais.

 

Leonardo da Vinci. Fábulas de Leonardo Da Vinci (Século XV).

 

Entendendo a fábula:

01 – O que atraiu a borboleta em direção à chama e o que ela resolveu fazer ao se aproximar?

      A borboleta foi atraída pela beleza e pelo brilho da luz na escuridão da noite. Ao se aproximar e ficar maravilhada, ela não se contentou em apenas admirá-la; resolveu tratá-la como tratava as flores perfumadas, tentando voar rente a ela e, mais tarde, pousar sobre ela.

 

02 – O que aconteceu na primeira tentativa da borboleta de se aproximar da chama e qual foi a sua reação?

      Na primeira tentativa, ela passou rente à chama e caiu estonteada, com as pontas das asas chamuscadas. Sua reação foi de total surpresa e incompreensão, pois ela achava impossível que algo tão bonito pudesse lhe causar algum mal.

 

03 – Por que a borboleta insistiu em voar em direção à chama mesmo depois de ter se machucado a primeira vez?

      Porque ela foi ingênua e não conseguiu entender o perigo. Ela se deixou guiar pela ilusão de que encontraria a felicidade na luz, recusando-se a acreditar que a beleza da chama escondia uma ameaça real.

 

04 – Como foi o fim da borboleta e o que ela lamentou em suas últimas palavras?

      Em sua segunda tentativa, a borboleta caiu queimada diretamente no óleo que alimentava a chama. Em suas últimas palavras, ela amaldiçoou a luz, lamentando ter sido guiada por um "tolo desejo" e confessando que compreendeu o perigo tarde demais.

 

05 – Qual foi a explicação dada pela chama sobre a tragédia da borboleta?

      A chama explicou que a borboleta foi tola ao confundi-la com o Sol. Ela afirmou que era apenas uma luz comum e deixou claro que a culpa da tragédia foi da própria borboleta, pois aqueles que não se aproximam dela com cautela e prudência acabam se queimando.

 

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