Fábula: A Borboleta e a Chama
Uma
borboleta multicor estava voando na escuridão da noite quando viu, ao longe,
uma luz.
Imediatamente
voou naquela direção e ao se aproximar da chama pôs-se a rodeá-la, olhando-a
maravilhada. Como era bonita!
Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjw17l5hPYtxGETOjwtMIKBSK4iq7uyenkLEXcKCLK8nowBO7-5W4AH1rb0xrg1CeVH-QNt1kvX7yiGsNvxcavxRI7JIPXNnTQiw2KaeQxxUcNDqB3kRlxCKS_aSYnPqdeqGWMtrtduXpchUa9fV3RX2Rg4pd-OGvDSJ1BLCppTleX6gL428qZbLBMl_Lc/s320/maxresdefault.jpg Não
satisfeita em admirá-la, a borboleta resolveu fazer o mesmo que fazia com as
flores perfumadas. Afastou-se e em seguida voou em direção à chama e passou
rente a ela.
Viu-se
subitamente caída, estonteada pela luz e muito surpresa por verificar que as
pontas de suas asas estavam chamuscadas.
-- Que aconteceu comigo? – pensou ela.
Mas
não conseguiu entender. Era impossível crer que uma coisa tão bonita quanto a
chama pudesse causar-lhe algum mal. E assim, depois de juntar um pouco de
forças, sacudiu as asas e levantou voo novamente.
Rodou
em círculo e mais uma vez dirigiu-se para a chama, pretendendo pousar sobre
ela. E imediatamente caiu, queimada, no óleo que alimentava a brilhante e
pequenina chama.
-- Maldita luz – murmurou a borboleta
agonizante – pensei que ia encontrar em você a felicidade e em vez disso
encontrei a morte. Arrependo-me desse tolo desejo, pois compreendi, tarde
demais, para minha infelicidade, o quanto você é perigosa.
-- Pobre borboleta – respondeu a chama – eu não sou o Sol, como você
tolamente pensou. Sou apenas uma luz. E aqueles que não conseguem aproximar-se
de mim com cautela são queimados.
Moral:
Esta fábula é dedicada àqueles que, como a borboleta, são atraídos pelos
prazeres mundanos, ignorando a verdade. Então, quando percebem o que perderam,
já é tarde demais.
Leonardo da Vinci. Fábulas de Leonardo
Da Vinci (Século XV).
Entendendo a fábula:
01 – O que atraiu a
borboleta em direção à chama e o que ela resolveu fazer ao se aproximar?
A borboleta foi
atraída pela beleza e pelo brilho da luz na escuridão da noite. Ao se aproximar
e ficar maravilhada, ela não se contentou em apenas admirá-la; resolveu
tratá-la como tratava as flores perfumadas, tentando voar rente a ela e, mais
tarde, pousar sobre ela.
02 – O que aconteceu
na primeira tentativa da borboleta de se aproximar da chama e qual foi a sua
reação?
Na primeira
tentativa, ela passou rente à chama e caiu estonteada, com as pontas das asas
chamuscadas. Sua reação foi de total surpresa e incompreensão, pois ela achava
impossível que algo tão bonito pudesse lhe causar algum mal.
03 – Por que a
borboleta insistiu em voar em direção à chama mesmo depois de ter se machucado
a primeira vez?
Porque ela foi ingênua e não conseguiu entender o perigo. Ela
se deixou guiar pela ilusão de que encontraria a felicidade na luz,
recusando-se a acreditar que a beleza da chama escondia uma ameaça real.
04 – Como foi o fim
da borboleta e o que ela lamentou em suas últimas palavras?
Em sua segunda
tentativa, a borboleta caiu queimada diretamente no óleo que alimentava a
chama. Em suas últimas palavras, ela amaldiçoou a luz, lamentando ter sido
guiada por um "tolo desejo" e confessando que compreendeu o perigo
tarde demais.
05 – Qual foi a
explicação dada pela chama sobre a tragédia da borboleta?
A chama explicou
que a borboleta foi tola ao confundi-la com o Sol. Ela afirmou que era apenas
uma luz comum e deixou claro que a culpa da tragédia foi da própria borboleta,
pois aqueles que não se aproximam dela com cautela e prudência acabam se
queimando.
Nenhum comentário:
Postar um comentário