domingo, 9 de agosto de 2026

TEXTOS: DISSERTATIVOS ARGUMENTATIVOS - COM GABARITO

 Textos: Dissertativos Argumentativos

 

        Os textos dissertativos argumentativos procuram emitir uma visão pessoal de questões relevantes nos mais diversos campos: economia, política, comportamento, cultura, psicologia, educação, saúde, ecologia etc. Pode-se dizer que esses textos querem convencer os leitores, muitas vezes contrapondo-se ao senso comum, isto é, àquilo que todo mundo repete sem necessariamente analisar.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhbS9ZSzlB0HD9_Tit1Kx2CnTVWgtuvw1Z85lf3wCjxf-cqG39Q0solPU4t_g1v9LlqspRFSfiXrrEHKXwD0LITu3UXXXmWbhHM5Ke2zE7zNb-kt09xDjnB0gtZHmWr9XSowDjZVTwXWJOzxbat9GPxgoF55SdWjkQtbzM98i1myZSc1N44usYbfNhpAbw/s320/images.jpg 


        O texto dissertativo deve ser bem estruturado e é por isso que se recomenda que a redação siga, em linhas gerais, o esquema abaixo, dividido em três partes.

        Introdução – 1º parágrafo: Apresentação do tema e da tese.

        Desenvolvimento (argumentação) – 2º ou 3º parágrafos centrais: comprovação da tese por meio de comentários e análises sustentados por dados estatísticos, exemplos, informações históricas, geográficas e científicas.

        Conclusão – último parágrafo: Finalização da discussão, de modo a sintetizar os aspectos discutidos e reafirmar a tese. Dependendo do tema, é possível que na conclusão se anunciem propostas de ação convenientes.

 

Entendendo o texto:

01 – É aconselhável empregar a 1ª pessoa do singular?

      Não. A dissertação procura convencer o leitor. Para isso, as opiniões só valem se forem comprovadas, de modo que pareçam “universalmente” válidas. Assim, não interessa tanto quem emite as opiniões, mas os argumentos que é capaz de apresentar. Daí ser preferível não utilizar o eu, mas uma linguagem mais impessoal.

 

02 – Pode-se empregar a 1ª pessoa do plural?

      Sim. O emprego de nós se justifica quando se refere a um conjunto adequado ao tema e suficientemente compreensível no contexto: nós, pode se referir aos brasileiros, a toda a humanidade, aos jovens. Não cai bem usar o nós para se referir a um grupo muito restrito, específico, como “nós, que moramos na Zona Oeste da cidade”, a não ser que esse grupo seja central para o tema da dissertação.

 

03 – A linguagem precisa ser formal?

      Em termos. A linguagem da dissertação deve estar de acordo com as normas mais importantes da gramática (grafia, acentuação, pontuação, concordância, regência), de modo a não comprometer o entendimento do leitor nem depor contra o texto (quem confia em um autor que erra constantemente a grafia das palavras?). por outro lado, não é preciso exagerar: é péssimo hábito usar palavras desconhecidas apenas porque soam difíceis, empregar termos técnicos sem necessidade, adotar uma linguagem “barroca”, com frases longas e cheias de inversões e intercalações. Tudo o que dificulta inutilmente o entendimento do texto e parece simples enfeite deve ser evitado.

 

04 – Posso inventar dados e exemplos?

      Não. Em hipótese nenhuma devem ser incluídos dados e exemplos que não correspondam à realidade. A dissertação, como qualquer outro texto opinativo argumentativo, não pode, sob pena de perder a credibilidade, falsificar informações para comprovar um ponto de vista.

 

05 – É aceitável usar frases de terceiros?

      Sim. A citação de filósofos, cientistas sociais, artistas, psicólogos, médicos é uma ótima estratégia de convencimento, desde que inclua no texto a voz de personalidades reconhecidamente autorizadas a opinar sobre o assunto. Mas não exagere: não faça de sua dissertação uma simples colagem de frases de outro, deixando de emitir sua opinião.

 

06 – Posso propor perguntas no texto?

      Sim. Fazer perguntas pode ser uma boa estratégia tanto na introdução quanto no desenvolvimento ou na conclusão. A resposta nem precisa vir imediatamente na sequência, mas o texto deve dar pistas para que o leitor consiga, ao final, chegar a uma resposta.

 

07 – É aceitável empregar linguagem metafórica?

      Sim. Desde que o leitor consiga entender as metáforas e outras figuras de linguagem empregadas na dissertação, é possível dar sabor à linguagem dissertativa por meio da conotação. A ironia é igualmente uma arma poderosa na crítica.

 

08 – Pode-se defender mais de uma opinião simultaneamente?

      Em termos. O texto dissertativo não pode ser incoerente. Não se deve afirmar que existe um problema e depois chegar a uma conclusão contrária. Mas é possível mostrar que, em certas circunstâncias, uma ideia é verdadeira, enquanto em outras circunstâncias, ela deixa de o ser. Um fato pode ser vantajoso num certo aspecto, mas representa uma desvantagem em outros. Nesses casos, o importante é discutir quais são essas circunstâncias e quais são esses aspectos.

 

09 – É aconselhável analisar o tema sob mais de um ângulo?

      Sim. É muito importante perceber que a maioria dos temas permite análises distintas, dependendo da perspectiva que se adote. É enriquecedor que a dissertação consiga — sem cair na contradição nem no simples impasse — revelar a perspectiva dos diferentes envolvidos (médicos/pacientes; governo/povo; jovens/pais; economistas/sindicalistas etc.) em relação ao tema discutido.

 

 

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