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domingo, 23 de agosto de 2026

TEXTO: HISTÓRIA DO 8 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES - COM GABARITO

 Texto: História do 8 de março

 

        No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como: redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

 
Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7QRhj6cEIQp0svz53EZNd1YB0s0YwYJW9rMwdW_a4gFx22Nd082M97xCi6BxzL7c6rzsRAGQ8Td0beTcztYr_DBYYFHU1MZRlBjm20T_kg6eN2V6V-uuwyqSCc0ngOQb_9QlNQlHq9L3Y8J9XwJ7eoWSm_1lQuTObpH_QuutqIY8drLHHE4D6f4rcvRI/s320/images.jpg

        A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

        Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

 

In: http://www.suapesquisa.com/dia_internacional_da_mulher.htm

 

Entendendo o texto:

01 – A finalidade do texto é: 

a) informar.    

b) fazer humor.   

c) defender opiniões sobre um tema.   

d) emocionar.

 

02 – Segundo o texto, as mulheres da fábrica reivindicavam:

a) melhores condições de moradia.   

b) melhores condições de estudo.

c) melhores condições de trabalho.  

d) melhores condições de transporte.

 

03 – Quais eram as três principais reivindicações feitas pelas operárias da fábrica de tecidos durante a greve em Nova Iorque, em 1857?

      As operárias reivindicavam:

      Redução da carga horária de trabalho de 16 horas para 10 horas diárias.

      Equiparação salarial com os homens, já que recebiam até um terço do salário masculino para realizar a mesma função.

      Tratamento digno no ambiente de trabalho.

 

04 – Descreva o trágico desfecho da manifestação das tecelãs em 1857 e informe o número aproximado de vítimas.

      A manifestação foi reprimida de forma violenta: as mulheres foram trancadas no interior da fábrica, que em seguida foi incendiada. Como consequência desse ato desumano, aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas.

 

05 – Com base no texto, explique em quais anos ocorreram dois marcos importantes para o reconhecimento do Dia 8 de Março como o "Dia Internacional da Mulher" e o que aconteceu em cada um desses anos.

      Os dois marcos mencionados são:

      1910: Durante uma conferência realizada na Dinamarca, ficou decidido que o dia 8 de março seria o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem às operárias mortas no incêndio de 1857.

      1975: A data foi oficialmente reconhecida e decretada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

 

 

TEXTO: O ESPAÇO - COM GABARITO

 Texto: O Espaço

        "O Espaço" retrata a história de uma menina imaginativa que deseja viajar para o universo. Trata-se de uma atividade escolar clássica (frequentemente associada a blogs educativos como o Armazém de Texto), cujo objetivo original é identificar e corrigir falas repetitivas, erros de pontuação, problemas de ortografia e misturas de foco narrativo.



Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgEMLf7Flmt6dXxhmr56_aBqH70JCuOE1FCU8CAkPWeYTGUJnGrd5mQZTgd62otLRq0A5j7uuHZIbnxhZri0ZZbw-LDFnyjPaWg9JiGX_JBxKGPCL8WFlJHXiYOB1FUzX2gRlFpYakQ383dejU-5yJyfxTIX-pw2SkOZHJbv1uHq-6HTdFsY-4oTvmQm9I/s320/images%20(1).jpg 


        O Espaço

        Era uma vez uma menina imaginativa. Ela estava pensando em ir para o espaço e disse:

        -- Se eu for para o espaço deixarei meus pais preocupados.

        E fiquei confusa se ia para o espaço ou se avisava meus pais. Eu podia ir para o espaço e disse:

        -- Se avisar meus pais aposto que eles não vão deixar eu ir para o espaço.

        E o problema era esse: como ir para o espaço.

        O primeiro problema foi resolvido eu não ia avisar meus pais que eu ia para o espaço, mas o outro não resolvi e disse:

        -- Vou dormir já e muito tarde a manhã de manhã resolverei esse problema e irei para o espaço.

        E dormi todo alegre e sonhei que estava no espaço, estava assentada e ouvi passos e corri, entrei num objeto estranho e era cheio de computadores. Descobri que era a espaçonave daquele passos que eu ouvi e fiquei com medo e quando eu ia sair da espaçonave os marcianos entraram e me pegaram quando iam me paralisar eu acordei e descobri que era um sonho e disse:

        -- Sabi, eu acho que eu não vou para o espaço não.

 

        O Texto Corrigido (Versão Revisada)

        Esta versão ajusta a pontuação, remove repetições viciosas (como o uso excessivo de "para o espaço") e padroniza a narrativa em 3ª pessoa.

        O Espaço

        Era uma vez uma menina muito imaginativa que planejava uma viagem ao espaço sideral. Pensativa, refletiu:

        — Se eu for, deixarei meus pais muito preocupados.

        Dividida entre partir em segredo ou avisar, concluiu:

        — Se eu contar, aposto que não me deixarão ir.

        O primeiro impasse estava resolvido: não avisaria a família. No entanto, o verdadeiro problema persistia: como chegar lá?

        Exausta, decidiu:

        — Vou dormir, pois já é muito tarde! Amanhã de manhã resolvo esse mistério e viajo de vez.

        Então, a menina imaginativa pegou no sono, feliz e cheia de sonhos.

Fonte: Língua Portuguesa Palavras. 5ª série. Hermínio Geraldo Sargentim. IBEP. 1ª edição. São Paulo, 2002. p. 83.

Entendendo o texto:

01 – No texto original, observa-se uma instabilidade quanto ao ponto de vista do narrador. Explique como essa oscilação ocorre ao longo da narrativa original e de que maneira a versão revisada corrigiu essa incoerência.

      No texto original, há uma mistura indevida de foco narrativo: a narrativa começa em 3ª pessoa ("Era uma vez uma menina imaginativa. Ela estava pensando..."), mas logo migra para a 1ª pessoa sem justificativa ("E fiquei confusa...", "E dormi todo alegre..."). A versão revisada corrigiu esse problema padronizando toda a narração em 3ª pessoa do singular, mantendo a 1ª pessoa restrita apenas aos travessões do discurso direto (as falas das personagens).

02 – A repetição excessiva de termos compromete a qualidade da coesão textual. Identifique a expressão mais repetida no texto original e explique quais recursos foram utilizados na versão reescrita para evitar essa redundância.

      A expressão exaustivamente repetida é "para o espaço". Na versão revisada, para evitar o vício de linguagem, empregaram-se recursos de substituição vocabular e sinônimos (como "ao espaço sideral", "ao universo", "viajo de vez"), o uso de advérbios de lugar ("chegar lá") e a omissão do termo quando o contexto já o tornava subentendido (elipse).

03 – Analise o trecho do sonho no texto original ("E dormi todo alegre e sonhei que estava no espaço, estava assentada e ouvi passos e corri..."). Como a escassez de pontuação afeta a leitura desse trecho e como isso poderia ser solucionado?

      A falta de vírgulas e pontos-finais cria um longo período truncado (uma "frase-chiclete"), acumulando ações coordenadas pela conjunção "e". Isso gera um ritmo acelerado e confuso, prejudicando a clareza das ações da personagem. A solução consiste em fragmentar o período com ponto-e-vírgula ou pontos continuativos, organizando a sequência temporal dos acontecimentos (ouvidos os passos – corrida – entrada na nave – encontro com os marcianos).

04 – Identifique no texto original dois erros referentes à norma-padrão — um de ortografia e outro de concordância nominal — e apresente a correção adequada para ambos.

      Erro de Ortografia: A palavra "a manhã" escrita separadamente no trecho "a manhã de manhã". A forma correta para indicar o dia seguinte é o advérbio de tempo "amanhã" (amanhã de manhã). Além disso, há o desvio ortográfico na fala final com a palavra "Sabi" em vez de "Sabe".

      Erro de Concordância Nominal: No trecho "E dormi todo alegre", a concordância de gênero falha, pois a protagonista é apresentada como "uma menina imaginativa". O correto seria "toda alegre".

05 – Qual é o conflito central enfrentado pela protagonista ao longo da história e como a experiência do sonho atua na resolução desse conflito?

      O conflito central da menina é um dilema de tomada de decisão: ela deseja ir ao espaço, mas se vê dividida entre avisar os pais (e ser proibida) ou não os avisar (e deixá-los preocupados), além da dúvida prática sobre como realizar essa viagem. O sonho atua como o elemento desestruturador da fantasia, pois o susto de ser capturada por marcianos traz um choque de realidade simbólico. Com isso, a menina desiste do desejo inicial, resolvendo o impasse de forma cômica e simplista.

06 – Na fala final da personagem — "-- Sabi, eu acho que eu não vou para o espaço não." —, identificam-se marcas características da linguagem falada. Quais são essas marcas e qual é a função delas dentro do discurso direto em uma narrativa?

      As marcas de oralidade presentes são:

      A grafia fonética da palavra "Sabi" (reproduzindo a pronúncia informal da consoante final /e/ como /i/);

      A dupla negação enfática ("não vou [...] não"), típica da fala informal no português brasileiro.

 

 

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

TEXTO: CONVERSA COM O MAR - FRAGMENTO - ANÍBAL M. MACHADO - COM GABARITO

 Texto: Conversa com o mar – Fragmento

         Aníbal M. Machado

        “Hoje vim mais cedo continuar a nossa conversa. Trouxe banana e sanduíche, posso ficar mais tempo”.

        Abriu o embrulho de comestíveis: “Vim como ontem, tal como me vês.” Estranho que outros não estejam aqui a te contemplar. Nem me lembro bem como foi a nossa conversa de ontem, pois a noite veio tão depressa e o sono, que até pensei que a mamãe estava perto. Eu deixei meus pais, um avô e três tias no planalto e ainda não sei dizer se fico por aqui. Sonhei com um peixe que me chamava. Foi quando escureceu que eu senti tua noite mais profunda que as noites da montanha. Agora vejo por que os namorados abusam tanto de teu luar. Mas não sei o teu mistério... 

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpRQYwOEdQz1xEiym1weB-icBxyFyOKqk-r6yfWk3YbHfBaG4d8yNwkv2Kf0Aywpi-f6fnwSFqV8hTQCGm5T7P0-QYnkeWOsZ0ZZZm5xAaDyZ9OGPu3TtkqgJPzlTN-pL2IHCPThV_oA-fTqBrHXc9O1C5azCwwqEDxON8NKZVFxv1a0NRlvnNiK4kGYM/s320/images.jpg 


Será que vais guardar esse jeito assim tão novo? Lá em casa, quando se ouvia a palavra mar, meu avô se levantava agitado e perguntava se não estávamos sentindo cheiro de maresia. E quando vinha o temporal, a casa boiava entre os vagalhões da Mantiqueira. Ah, meu avô nunca disse por que se afastou de tuas águas!... Tu, agora, tão perto, tão perto!... Os astros passam alto, as nuvens correm longe, o vento a gente nem vê... Tu, não... tu chegas pertinho, e ficas. Agachar e brincas nas tuas águas assusta. Custo acreditar que esteja tocando a tua pele. Pensar que terminas nos meus dedos!... Outro dia me assustei também quando levantei os olhos da pedra de uma igreja enorme. Mar, o que eu queria te dizer é que pertenço a uma espécie aborrecida que não escolhi. Posso um dia optar pelas tuas águas? Mergulha-se e fica... Ninguém vai notar a ausência...

        As ondas mudando de cor. Ou seria perturbação da vista. Começou a mastigar outra banana.

        “Acho que aí no fundo, nas raízes do rochedo, não há dor nem alegria. Se o rochedo falasse!...”.

Anibal M. Machado. João Ternura. 3. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1976.

Fonte: Língua Portuguesa Palavras. 5ª série. Hermínio Geraldo Sargentim. IBEP. 1ª edição. São Paulo, 2002. p. 143.

Entendendo o texto:

01 – O texto é construído a partir da fala direta de uma personagem com o oceano ("Hoje vim mais cedo continuar a nossa conversa..."). Qual recurso estilístico fundamenta esse tipo de interlocução e de que maneira ele revela o estado emocional e o isolamento da personagem?

      O recurso estilístico fundamental é a prosopopeia (ou personificação), em que o mar é dotado de capacidade de escuta e presença quase humana ("Custo acreditar que esteja tocando a tua pele"). Essa conversa unidirecional evidencia um profundo isolamento e solidão: distante da família que ficou no planalto, a personagem não encontra interlocutores humanos e busca no mar um ouvinte para suas angústias, incertezas e desejos de evasão.

02 – Analise como o texto estabelece uma oposição entre o espaço de origem da personagem (o planalto e a Mantiqueira) e o novo espaço em que ela se encontra (a beira-mar). Qual é o significado simbólico do mar nessa transição?

      O espaço de origem (a montanha/Mantiqueira) representa a memória familiar, as raízes e a proteção do lar ("Lá em casa..."). Em contrapartida, o mar representa o desconhecido, o fascínio e o mistério ("não sei o teu mistério..."). A transição do interior para o litoral simboliza uma ruptura com o passado familiar e a atração por um elemento dinâmico e tátil ("tu chegas pertinho, e ficas"), que contrasta com a distância imutável dos astros e das nuvens.

03 – No trecho final do diálogo, a personagem faz uma reflexão profunda sobre a sua condição humana e o fundo do mar ("Posso um dia optar pelas tuas águas? Mergulha-se e fica... Ninguém vai notar a ausência..."). Como essa fala pode ser interpretada sob a perspectiva da evasão da realidade?

      A fala expressa um desejo de evasão radical e anulação do sofrimento. A personagem declara pertencer a uma "espécie aborrecida" e vislumbra o fundo do mar como um lugar neutro, pacífico e livre de angústias ("não há dor nem alegria"). O ato de mergulhar e "ficar" surge como uma ideia de refúgio definitivo ou dissolução da existência, no qual o esquecimento social ("Ninguém vai notar a ausência") funcionaria como libertação do peso de viver.

04 – Qual é a importância da figura do avô nas lembranças trazidas pela personagem e como essa memória se conecta com a presença do mar no presente?

      O avô surge como uma figura de conexão ancestral e misteriosa com o mar. Mesmo vivendo no interior, a palavra "mar" o deixava agitado e à procura do "cheiro de maresia", fazendo com que a própria casa parecesse boiar nos "vagalhões da Mantiqueira". A lembrança do avô, que nunca explicou por que se afastou das águas, lança uma aura de herança psicológica sobre a personagem: ela parece dar continuidade à mesma atração enigmática que o avô sentia, vivendo agora fisicamente a proximidade que ele apenas evocava na memória.

05 – Identifique no fragmento dois recursos de linguagem que reforçam a dimensão sensorial da experiência da personagem ao lado do mar.

      A Sensopercepção Tátil: O uso de metáforas que atribuem ao mar características físicas e biológicas, como em "tocando a tua pele" e "terminas nos meus dedos", tornando concreta e íntima a relação do corpo com a água.

      A Percepção Visual e Cromática: A observação do dinamismo das ondas e da luz ("As ondas mudando de cor", "abusam tanto de teu luar"), aliada a atos cotidianos simples como "mastigar outra banana", que contrapõem a grandiosidade da natureza ao gesto humano comum.

 

 

domingo, 9 de agosto de 2026

TEXTOS: DISSERTATIVOS ARGUMENTATIVOS - COM GABARITO

 Textos: Dissertativos Argumentativos

 

        Os textos dissertativos argumentativos procuram emitir uma visão pessoal de questões relevantes nos mais diversos campos: economia, política, comportamento, cultura, psicologia, educação, saúde, ecologia etc. Pode-se dizer que esses textos querem convencer os leitores, muitas vezes contrapondo-se ao senso comum, isto é, àquilo que todo mundo repete sem necessariamente analisar.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhbS9ZSzlB0HD9_Tit1Kx2CnTVWgtuvw1Z85lf3wCjxf-cqG39Q0solPU4t_g1v9LlqspRFSfiXrrEHKXwD0LITu3UXXXmWbhHM5Ke2zE7zNb-kt09xDjnB0gtZHmWr9XSowDjZVTwXWJOzxbat9GPxgoF55SdWjkQtbzM98i1myZSc1N44usYbfNhpAbw/s320/images.jpg 


        O texto dissertativo deve ser bem estruturado e é por isso que se recomenda que a redação siga, em linhas gerais, o esquema abaixo, dividido em três partes.

        Introdução – 1º parágrafo: Apresentação do tema e da tese.

        Desenvolvimento (argumentação) – 2º ou 3º parágrafos centrais: comprovação da tese por meio de comentários e análises sustentados por dados estatísticos, exemplos, informações históricas, geográficas e científicas.

        Conclusão – último parágrafo: Finalização da discussão, de modo a sintetizar os aspectos discutidos e reafirmar a tese. Dependendo do tema, é possível que na conclusão se anunciem propostas de ação convenientes.

 

Entendendo o texto:

01 – É aconselhável empregar a 1ª pessoa do singular?

      Não. A dissertação procura convencer o leitor. Para isso, as opiniões só valem se forem comprovadas, de modo que pareçam “universalmente” válidas. Assim, não interessa tanto quem emite as opiniões, mas os argumentos que é capaz de apresentar. Daí ser preferível não utilizar o eu, mas uma linguagem mais impessoal.

 

02 – Pode-se empregar a 1ª pessoa do plural?

      Sim. O emprego de nós se justifica quando se refere a um conjunto adequado ao tema e suficientemente compreensível no contexto: nós, pode se referir aos brasileiros, a toda a humanidade, aos jovens. Não cai bem usar o nós para se referir a um grupo muito restrito, específico, como “nós, que moramos na Zona Oeste da cidade”, a não ser que esse grupo seja central para o tema da dissertação.

 

03 – A linguagem precisa ser formal?

      Em termos. A linguagem da dissertação deve estar de acordo com as normas mais importantes da gramática (grafia, acentuação, pontuação, concordância, regência), de modo a não comprometer o entendimento do leitor nem depor contra o texto (quem confia em um autor que erra constantemente a grafia das palavras?). por outro lado, não é preciso exagerar: é péssimo hábito usar palavras desconhecidas apenas porque soam difíceis, empregar termos técnicos sem necessidade, adotar uma linguagem “barroca”, com frases longas e cheias de inversões e intercalações. Tudo o que dificulta inutilmente o entendimento do texto e parece simples enfeite deve ser evitado.

 

04 – Posso inventar dados e exemplos?

      Não. Em hipótese nenhuma devem ser incluídos dados e exemplos que não correspondam à realidade. A dissertação, como qualquer outro texto opinativo argumentativo, não pode, sob pena de perder a credibilidade, falsificar informações para comprovar um ponto de vista.

 

05 – É aceitável usar frases de terceiros?

      Sim. A citação de filósofos, cientistas sociais, artistas, psicólogos, médicos é uma ótima estratégia de convencimento, desde que inclua no texto a voz de personalidades reconhecidamente autorizadas a opinar sobre o assunto. Mas não exagere: não faça de sua dissertação uma simples colagem de frases de outro, deixando de emitir sua opinião.

 

06 – Posso propor perguntas no texto?

      Sim. Fazer perguntas pode ser uma boa estratégia tanto na introdução quanto no desenvolvimento ou na conclusão. A resposta nem precisa vir imediatamente na sequência, mas o texto deve dar pistas para que o leitor consiga, ao final, chegar a uma resposta.

 

07 – É aceitável empregar linguagem metafórica?

      Sim. Desde que o leitor consiga entender as metáforas e outras figuras de linguagem empregadas na dissertação, é possível dar sabor à linguagem dissertativa por meio da conotação. A ironia é igualmente uma arma poderosa na crítica.

 

08 – Pode-se defender mais de uma opinião simultaneamente?

      Em termos. O texto dissertativo não pode ser incoerente. Não se deve afirmar que existe um problema e depois chegar a uma conclusão contrária. Mas é possível mostrar que, em certas circunstâncias, uma ideia é verdadeira, enquanto em outras circunstâncias, ela deixa de o ser. Um fato pode ser vantajoso num certo aspecto, mas representa uma desvantagem em outros. Nesses casos, o importante é discutir quais são essas circunstâncias e quais são esses aspectos.

 

09 – É aconselhável analisar o tema sob mais de um ângulo?

      Sim. É muito importante perceber que a maioria dos temas permite análises distintas, dependendo da perspectiva que se adote. É enriquecedor que a dissertação consiga — sem cair na contradição nem no simples impasse — revelar a perspectiva dos diferentes envolvidos (médicos/pacientes; governo/povo; jovens/pais; economistas/sindicalistas etc.) em relação ao tema discutido.

 

 

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

TEXTO: SAPOS, RÃS, PERERECAS E CIÊNCIA CIDADÃ - FRAGMENTO - JOÃO V. LACERDA - COM GABARITO

 Texto: Sapos, rãs, pererecas e ciência cidadã – Fragmento

 

        [...]

        De repente, um toc-toc-toc à noite, perto do brejo, chama a atenção. “Quem bate?” Na verdade, a pergunta deveria ser: “quem coaxa?”, porque o som é típico da perereca-martelo. Na sequência, ouve-se um “fiu-fiu-fiu”. Seria um passarinho caído da árvore? Que nada! É a rãzinha-assobiadora, que não se contém de alegria depois de um banho de chuva.

 

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgDl42EZhFHSXN4IZQrTDs162ScbyxklEH4u3TOE7Nw-Iv0GZcpHWycz-U4HugKjUFJJgAL5a8iWYAj2dKLeB3fj85jUU4gLfOOq9r6Pb8YLsGWNAhbIlta5jH_yX5Knq4dMhS-6SluJI7FoZkuhek95uVJ2k5BAzO6nODl84m8wFzk8aCUfzhVmmbdWLU/s320/images.jpg  

LACERDA, João V.; GHILARDI-LOPES, Natalia P. Sapos, rãs, pererecas e ciência cidadã. Ciência Hoje das Crianças, Rio de Janeiro, n. 353, abr. 2024. Disponível em: https://chc. org.br/artigo/sapos-ras-pererecas-e-ciencia-cidada/. Acesso em: 26 maio 2026.

 

Entendendo o texto:

01 – As expressões destacadas no texto são exemplos de:

a) metáforas.

b) onomatopeias.

c) comparações.

d) personificações.

 

02 – Ao descobrir que o som não é produzido por alguém “batendo”, mas por um animal, o texto provoca no leitor:

a) medo e preocupação.

b) curiosidade e surpresa.

c) tristeza e desânimo.

d) indiferença e distração.

 

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

TEXTO: REGULAMENTO DA BIBLIOTECA ESCOLAR - HABILIDADE EF69LP56 - COM GABARITO

 Texto: Regulamento da Biblioteca Escolar

           Habilidade EF69LP56

       Para garantir que todos possam estudar com tranquilidade, os alunos devem seguir estas normas:

1 – Sobre o comportamento: é dever do estudante manter o silêncio; não consumir alimentos ou bebidas; e tratar os funcionários com respeito.

2 – Sobre os livros: o aluno pode retirar até dois livros por vez; deve cuidar para não rasgar as páginas; e precisa devolver o material na data correta.

3 – Sobre o ambiente: é necessário manter as cadeiras organizadas; jogar o lixo no local adequado; e desligar os aparelhos sonoros.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjfUICRMBlscXCiu2OH6rZhtApHfYGzlM_53mqTUrOxZNxFlJgy_aswUk4hoUEW1OQJXmBAKHXRSnSx7rpWNHOGeii7JcRrs1VLHN3RxNoYah1haRUsLMXRpt-w7huVNh0HdAWEnhdJx3krWPx8tgpZNHmmjw2clzLyMd7t18tqwdT92pAjLIsCJ5ifUZ4/s320/images.jpg


Entendendo o texto:

01 – No texto, foram usadas listas de regras. Que sinal de pontuação aparece logo após os títulos (como “Sobre os livros”) para indicar que a lista vai começar.

      O sinal de dois-pontos (:).

02 – Dentro das regras, o autor separou os deveres usando o ponto e vírgula (;). Por que esse sinal foi usado em vez de terminar a frase com um ponto final?

      O ponto e vírgula foi usado para separar os itens de uma enumeração que fazem parte do mesmo assunto.

03 – Releia a regra número 1. Quais são as três coisas proibidas ou obrigatórias sobre o comportamento?

      Manter o silêncio, não comer ou beber e tratar bem os funcionários.

04 – O texto utiliza palavras como “deve”, “precisa” e “necessário”. Qual é o objetivo dessas palavras em um regulamento?

      Essas palavras servem para indicar uma obrigação ou uma norma que precisa ser seguida por todos.

sábado, 1 de agosto de 2026

TEXTO: PARTICIPAÇÃO: PALAVRA DE ORDEM - FRAGMENTO - SILVIO GALLO - COM GABARITO

 Texto: Participação: palavra de ordem – Fragmento

         Silvio Ggallo

        Volta e meia, a sociedade chama seus membros para participar. Participar de uma missa, de um torneio esportivo, de uma campanha de aquisição de agasalhos etc. Participação, essa é a palavra de ordem. Porém, será que já paramos para pensar nessa tal participação?

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQX8gmZ6KkdWe93enYkgMy7Ms-RKOm8fi9gjkEBHgtffXh0H7miHzJmqpwUu239GvUQJO7HgzcVvjfAaZR-xTQ_Scm8FYkofJs9Zgf41lCHaul9FEI-ySYTdiwboaLa868axincV4vYoIGwMbk7Ff_kU-eP5F9RJnBK7r6m105NA6CnJTiOA-vkc_qyeQ/s320/images.jpg


        Interessante reparar, antes de mais nada, que o ato de participar nunca é feito sozinho; não é um ato isolado de alguém que não tem companhia, mas algo que fazemos com os outros.

        O solidário, que está sempre disposto a participar, porta-se desta maneira: está em comunhão; vive ansioso pelo encontro; faz questão de trocar suas experiências de vida com os outros. Sabe muito bem que viver é acima de tudo con-viver. O solidário é companheiro; você já pensou sobre i significado dessa palavra? Ela vem do latim, cum-panere, e significa algo mais ou menos como “aqueles que comem juntos o pão da vida”. Logo, o companheiro, o solidário, é aquele que divide sua vida com os outros, aquele para quem a vida não é apenas uma coexistência com os outros, mas uma verdadeira convivência, um viver com os outros. [...]

GALLO, Sílvio (Coord.). Grupo de Estudos sobre Ensino de Filosofia, Ética e Cidadania – Caminhos da filosofia. 3. ed. São Paulo, Papirus, 1998. p. 26.

Fonte: Linguagem Nova. Faraco & Moura. 8ª série. 15ª edição, 2ª impressão. Editora Ática. São Paulo. 2003. p. 70.

Entendendo o texto:

01 – De acordo com o texto, de que maneira a sociedade costuma convocar seus membros e qual é a provocação feita pelo autor em relação a essa convocação?

      A sociedade chama seus membros para participar de diversas atividades do cotidiano, como missas, torneios esportivos ou campanhas de agasalhos, tornando a "participação" uma verdadeira palavra de ordem. A provocação do autor é para que as pessoas parem para refletir criticamente sobre o que realmente significa esse ato de participar.

02 – Qual é a característica fundamental do ato de participar destacada no segundo parágrafo do texto?

      A característica fundamental é que a participação nunca ocorre de forma isolada ou individual. Participar é, por definição, uma ação coletiva, algo que só se realiza em conjunto com outras pessoas.

03 – Como se comporta a pessoa considerada solidária em relação à convivência social e à troca de experiências?

      O indivíduo solidário coloca-se em comunhão com os demais, vive ansioso pelo encontro com o outro e faz questão de compartilhar suas experiências de vida. Ele compreende que o ato de viver é, essencialmente, um "con-viver".

04 – Qual é a origem latina da palavra "companheiro" apresentada no texto e qual é o seu significado prático segundo o autor?

      A palavra vem do latim cum-panere, que significa "aqueles que comem juntos o pão da vida". Na prática, o companheiro é aquele que divide sua existência com o outro, transformando o cotidiano em uma divisão ativa e participativa.

05 – Qual é a diferença implícita no texto entre os conceitos de "coexistência" e "verdadeira convivência"?

      A coexistência refere-se apenas ao fato de estar no mesmo espaço que os outros de forma passiva ou neutra, sem interação real. Já a verdadeira convivência ("viver com") exige solidariedade, companheirismo, partilha da própria vida e envolvimento ativo com as pessoas ao redor.

 

 

segunda-feira, 15 de junho de 2026

TEXTO: MARIA VAI COM AS OUTRAS EM AÇÃO - COM GABARITO

 Texto: Maria vai com as outras em ação

 

        Os mesmos que hoje adotam Dunga como queridinho, em redes sociais e no twitter, [...] serão os que voltar-se-ão contra o técnico da Seleção em caso de fracasso.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh1Kj6rgGS3lIFvvZs2-K0Z7Md6bV5-8AnB4n9Ug-hrag_P1gvvKGOAIEvx3p_RM9F_KePkxHgyPXeRgIoZuBC08jSh6K46W7RhDYZQPkKA6xYG-Ok9wth5BaHnjZ-5QYS0pi_xS1b_ou-fiR1FLSAhQTUZebiePl7inbmBWv-CsU0_ylP9PcgRTXSZye8/s320/dunga1.jpg


        E o farão sem dó nem piedade. É uma legião de maria vai com as outras, cujo cérebro não resiste à manutenção de uma opinião própria.

        Seus conceitos e preconceitos migram de forma proporcional à capacidade neuronal de raciocínio: quase nula. Podem cobrar depois.

http://wp.clicrbs.com.br/castiel/2010/06/24/maria-vai-com-as-outras-eletronicos/?topo=77,2,18.

 

Entendendo o texto:

01 – Segundo o texto, a expressão “Maria vai com as outras” significa pessoas que:

(A) têm pouca capacidade de raciocínio.  

(B) adoram o técnico da seleção.

(C) falam mal do Dunga.                           

(D) seguem a opinião dos outros.

 

02 – Qual é a crítica central que o autor faz aos usuários de redes sociais em relação ao técnico Dunga?

      O autor critica a volatilidade e a falta de opinião própria dessas pessoas. Ele aponta que os mesmos internautas que hoje elogiam e apoiam o técnico serão os primeiros a atacá-lo de forma cruel ("sem dó nem piedade") caso a Seleção Brasileira fracasse, mudando de lado apenas para seguir a corrente do momento.

 

03 – No trecho “...serão os que voltar-se-ão contra o técnico...”, a palavra “que” refere-se a qual termo dito anteriormente?

      Refere-se aos "mesmos" (os usuários de redes sociais / internautas) mencionados no início do parágrafo ("Os mesmos que hoje adotam Dunga...").

 

04 – Que recurso o autor utiliza no último parágrafo para demonstrar total convicção na previsão que fez?

(A) Ele cita dados estatísticos extraídos do Twitter.

(B) Ele desafia o leitor com a frase "Podem cobrar depois".

(C) Ele elogia a capacidade de raciocínio dos torcedores.

(D) Ele usa argumentos científicos sobre os neurônios humanos.

 

05 – O tom geral do texto do autor pode ser classificado como:

(A) Irônico e crítico.

(B) Neutro e informativo.

(C) Divertido e acolhedor.

(D) Indeciso e elogioso.

terça-feira, 12 de maio de 2026

TEXTO: ANDRÉIA - FRAGMENTO - IVANA VERSIANI - COM GABARITO

 Texto: Andréia – Fragmento

          Ivana Versiani

        É, eu tenho uma dessas irmãs. Das que dão certo em tudo.  Adiantada na escola, bonita, cheia de amigas. Mais velha do que eu dois anos. [...]

        Andréia. Até o nome dela é chique. O meu é Clarice, não é que seja feio, mas Andréia é muito mais bacana.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEihJYz4NuZUYCqbTYk6G8KWYbz3rSg0By9jz5FzPKrcF97WPel7hBwRPxHMOjUAEy-Q98lN-XtZsFDPkCjCaleZ8Sdg95D6EykMQfS9K_Ty29DqLFWYYhOE4xLIMDtJNBdy0nzJ5sQQUE4cgdTs5yAu0huo47zK_bu2q_7LfI6MXYb0gElxbLG5BSanIo8/s1600/aNDREIA.jpg


        Eu e ela estudamos infelizmente na mesma escola. Estou cansada de saber que os professores todos nos comparam, mesmo sem comentar nada. É claro que nenhum professor vai falar “sua irmã é melhor do que você”. Não falam, mas pesam. Basta olhar as notas dela e as minhas, os cadernos e os livros dela e os meus. Às vezes eu herdo os livros dela, quando não saem do programa, mas nem posso dizer que é por isso que eles estão estragados. Quando eu pego, parecem quase novos. Estragam é comigo, nem sei por quê, mas na segunda semana já estão diferentes. Com cara de coisa minha. 

        Herdar as coisas dela! A vida toda foi isso. Roupa, sapato, livro.

        -- Olha, Clarice, esta calça está novinha e não entra mais na Andréia. Experimenta e vê se te serve. [...]

        E as amigas de Andréia. Chegam e vão para a sala, ela fecha a porta e começa os cochichos, as risadas. Tenho uma vontade de entrar! Mas sei que não deixam. São metidas as moças, me acham criançola.

Ivana Versiani. Irmã com irmã se paga. São Paulo, FTD, 1994.  

Fonte: Língua portuguesa. Entre Palavras, edição renovada. Mauro Ferreira – 6ª série – FTD. São Paulo – 1ª edição. 2002. p. 19-20.

Entendendo o texto:

01 – Quem é a narradora da história e qual é a sua relação com a personagem Andréia?

      A narradora é Clarice, a irmã mais nova de Andréia. Ela narra em primeira pessoa a experiência de viver à sombra da irmã, que é dois anos mais velha.

02 – Como Clarice descreve a personalidade e o desempenho de sua irmã Andréia?

      Andréia é descrita como uma pessoa que "dá certo em tudo": é adiantada na escola, bonita, popular (cheia de amigas) e extremamente zelosa com seus pertences, como livros e roupas, que parecem sempre novos.

03 – Qual é o sentimento de Clarice em relação ao fato de estudar na mesma escola que a irmã?

      Clarice sente-se incomodada e cansada. Ela acredita que os professores as comparam constantemente, mesmo que de forma silenciosa, e sente o peso dessa comparação ao contrastar suas notas e o estado de seus cadernos com os de Andréia.

04 – O que a expressão "com cara de coisa minha" revela sobre a percepção que Clarice tem de si mesma em relação aos objetos que possui?

      Revela uma percepção de descuido ou desorganização, em contraste com a perfeição da irmã. Enquanto os livros de Andréia parecem novos mesmo após o uso, os de Clarice se estragam rapidamente, adquirindo uma marca pessoal que ela associa a algo menos "chique" ou "perfeito".

05 – Por que Clarice não participa do círculo de amizades de Andréia quando as amigas visitam sua casa?

      Porque as amigas de Andréia se trancam na sala para conversar e rir de forma reservada e, segundo Clarice, elas a consideram "criançola" e não permitem sua entrada no grupo. Isso demonstra uma barreira geracional e social entre as duas irmãs.

 

 

sábado, 14 de março de 2026

TEXTO: CORTE DA OTAN NÃO DESNUCLEARIZA EUROPA DE BERLIM - FOLHA DE S.PAULO - COM GABARITO

 TEXTO: Corte da Otan não desnucleariza Europa De Berlim

           O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan, a aliança militar ocidental), Manfred Woerner, afirmou que apesar da redução de 80% no arsenal da organização, a Europa não será uma área desnuclearizada no futuro. Ele participou de uma reunião de dois dias da Otan em Taormina (Itália).

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhY8E6qh3vpegoUNvqRu_Hzfdkjz9tAk0gzmnGpgCdDgQKhX4ryLTLbceIMQtcX6xWdSFvU9OC_Q-fOKrti0Y4NIH_y10KXhnPT4YrCx84bE1x4DAK6XVAzwiWd_UEtB9yafmOEq-5hYpYpa4lR9rYcVJrRyPCt7NOzUQlZQFha-Bj68wgfVMt77GCshng/s1600/OTAN.jpg


         Depois do corte de armas a Otan ainda manterá cerca de 700 bombas nucleares, das 1.400 que possui, na Europa. Os outros cortes foram a retirada das armas nucleares de curto alcance (granadas e mísseis Lance). Essas armas deverão ser devolvidas aos Estados Unidos onde serão destruídas. Segundo a Otan, não existe um prazo definido para a operação, que não inclui as armas nucleares francesas e britânicas.

         O projeto de uma força militar da Comunidade Européia, lançado pela França e pela Alemanha, também foi discutido durante a reunião. Os ministros da Defesa dos países-membros estavam preocupados com o esvaziamento da Otan, mas foram informados pelo ministro da Defesa da Alemanha, Gerhardt Stoltenberg, que a nova força não vai competir com a Otan e que seu efetivo ainda não foi precisado.

(FG) (Folha de S. Paulo, 19/10/91.)

 

Entendendo o texto

 01. Qual foi a principal afirmação de Manfred Woerner sobre o futuro nuclear da Europa?

Ele afirmou que, apesar da redução expressiva de 80% no arsenal da organização, a Europa não se tornará uma área desnuclearizada no futuro.

 02. Quantas bombas nucleares a Otan planejava manter em território europeu após os cortes mencionados?

A organização planejava manter cerca de 700 bombas nucleares, metade das 1.400 que possuía na época.

 03. O que aconteceria com as armas nucleares de curto alcance (granadas e mísseis Lance) retiradas da Europa?

Elas deveriam ser devolvidas aos Estados Unidos para serem destruídas, embora o texto ressalte que não havia um prazo definido para essa operação.

04. Quais países europeus possuem armas nucleares que não foram incluídas no plano de redução da Otan citado no texto?

As armas nucleares da França e da Grã-Bretanha não foram incluídas na operação de corte da Otan.

05. Qual era a preocupação dos ministros da Defesa em relação ao projeto de uma força militar da Comunidade Europeia e como foram tranquilizados?

Eles temiam o esvaziamento da Otan com a criação dessa nova força. Foram tranquilizados pelo ministro da Defesa da Alemanha, Gerhardt Stoltenberg, que garantiu que a nova força (proposta por França e Alemanha) não competiria com a Otan.