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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

POEMA: BOM DIA, TODAS AS CORES! RUTH ROCHA - COM GABARITO

 Poema: Bom Dia, Todas as Cores! 

             Ruth Rocha

Meu amigo Camaleão acordou de bom humor.
-- Bom dia, sol, bom dia, flores,
bom dia, todas as cores!

Lavou o rosto numa folha
Cheia de orvalho, mudou sua cor
Para a cor-de-rosa, que ele achava
A mais bonita de todas, e saiu para
O sol, contente da vida.

Meu amigo Camaleão estava feliz
Porque tinha chegado a primavera.
E o sol, finalmente, depois de
Um inverno longo e frio, brilhava,
Alegre, no céu.
-- Eu hoje estou de bem com a vida
-- Ele disse. – quero ser bonzinho
Pra todo mundo...

Logo que saiu de casa,
O Camaleão encontrou
O professor pernilongo.
O professor pernilongo toca
Violino na orquestra
Do Teatro Florestal.
-- Bom dia, professor!
Como vai o senhor?
-- Bom dia, Camaleão!
Mas o que é isso, meu irmão?
Por que é que mudou de cor?
Essa cor não lhe cai bem...
Olhe para o azul do céu.
Por que não fica azul também?

O Camaleão,
Amável como ele era,
Resolveu ficar azul
Como o céu da primavera...

Até que numa clareira
O Camaleão encontrou
O sabiá-laranjeira:
-- Meu amigo Camaleão,
Muito bom dia e você!
Mas que cor é essa agora?
O amigo está azul por quê?

E o sabiá explicou
Que a cor mais linda do mundo
Era a cor alaranjada,
Cor de laranja, dourada.

Nosso amigo, bem depressa,
Resolveu mudar de cor.
Ficou logo alaranjado,
Louro, laranja, dourado.
E cantando, alegremente,
Lá se foi, ainda contente...

Na pracinha da floresta,
Saindo da capelinha,
Vinha o senhor louva-a-deus,
Mais a família inteirinha.
Ele é um senhor muito sério,
Que não gosta de gracinha.
-- bom dia, Camaleão!
Que cor mais escandalosa!
Parece até fantasia
Pra baile de carnaval...

Você devia arranjar
Uma cor mais natural...
Veja o verde da folhagem...
Veja o verde da campina...
Você devia fazer
O que a natureza ensina.

É claro que o nosso amigo
Resolveu mudar de cor.
Ficou logo bem verdinho.
E foi pelo seu caminho...

Vocês agora já sabem como era o Camaleão.
Bastava que alguém falasse, mudava de opinião.
Ficava roxo, amarelo, ficava cor-de-pavão.
Ficava de toda cor. Não sabia dizer NÃO.

Por isso, naquele dia, cada vez que
Se encontrava com algum de seus amigos,
E que o amigo estranhava a cor com que ele estava...
Adivinha o que fazia o nosso Camaleão.
Pois ele logo mudava, mudava para outro tom...

Mudou de rosa para azul.
De azul para alaranjado.
De laranja para verde.
De verde para encarnado.
Mudou de preto para branco.
De branco virou roxinho.
De roxo para amarelo.
E até para cor de vinho...

Quando o sol começou a se pôr no horizonte,
Camaleão resolveu voltar para casa.
Estava cansado do longo passeio
E mais cansado ainda de tanto
mudar de cor.
Entrou na sua casinha.
Deitou para descansar.
E lá ficou a pensar:
-- Por mais que a gente se esforce,
Não pode agradar a todos.
Alguns gostam de farofa.
Outros preferem farelo...
Uns querem comer maçã.
Outros preferem marmelo...
Tem quem goste de sapato.
Tem quem goste de chinelo...
E se não fossem os gostos,
Que seria do amarelo?

Por isso, no outro dia, Camaleão levantou-se
Bem cedinho.
-- Bom dia, sol, bom dia, flores,
Bom dia, todas as cores!

Lavou o rosto numa folha
Cheia de orvalho,
Mudou sua cor para
A cor-de-rosa, que ele
Achava a mais bonita
De todas, e saiu para
O sol, contente
Da vida.

Logo que saiu, Camaleão encontrou o sapo cururu,
Que é cantor de sucesso na Rádio Jovem Floresta.
-- Bom dia, meu caro sapo! Que dia mais lindo, não?
-- Muito bom dia, amigo Camaleão!
Mais que cor mais engraçada,
Antiga, tão desbotada...
Por que é que você não usa
Uma cor mais avançada?

O Camaleão sorriu e disse para o seu amigo:
-- Eu uso as cores que eu gosto,
E com isso faço bem.
Eu gosto dos bons conselhos,
Mas faço o que me convém.
Quem não agrada a si mesmo,
Não pode agradar ninguém...
E assim aconteceu
O que acabei de contar.
Se gostaram, muito bem!
Se não gostaram, AZAR! 

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiPRMCE1aq1kAU6xCuVUPCnDCY5_2fgtQ4WAarRAkA8i0UWv76GpXpUZryvnZh48jy21RHgsc5x9FXetl4XA9XiSq3Ob26qhRhEbhcchsHUbCxHiG8axbzIZUBpZSuW7AdoUIQTMJIFDJ3tjkNr8G1UR7YSpO8LVQi4pVqavRlLx8tGwa1TUj-Zd9VJHGs/s1600/images.jpg 

 

Disponível em: http://www2.uol.com.br/ruthrocha/historias_15.htm

 

Entendendo o poema:

01 – Escreva o nome de alguns personagens do texto.

      Alguns dos personagens que aparecem na história são: Camaleão; Professor Pernilongo; Sabiá-Laranjeira; Senhor Louva-a-Deus (e sua família) e Sapo Cururu.

 

02 – Quem é o personagem principal do texto? Quais suas características?

      O personagem principal é o Camaleão.

      Suas características: Ele é alegre, simpático, amável, bem-humorado e gosta de agradar os outros. No início, ele era muito ingênuo e sem opinião própria, pois "não sabia dizer NÃO" e mudava de cor sempre que alguém sugeria. No final, ele se torna mais autoconfiante e decidido.

 

03 – Qual era a cor preferida do Camaleão?

      A cor preferida dele era a cor-de-rosa, que ele achava a mais bonita de todas.

 

04 – O Camaleão mudou várias vezes de cor. Escreva uma dessas mudanças e porque ela a fez.

      Mudou do rosa para o azul porque o Professor Pernilongo disse que a cor rosa não lhe caía bem e sugeriu o azul do céu.

 

05 – O Camaleão acordava de bom humor e cumprimentava as coisas ao seu redor. Como era esse cumprimento? E você? Costuma cumprimentar as pessoas? Como?

      Como o Camaleão cumprimentava: Ele dizia alegremente: "-- Bom dia, sol, bom dia, flores, bom dia, todas as cores!"

      Resposta pessoal: (Escreva como você costuma dar bom dia ou cumprimentar sua família, amigos e professores no dia a dia, por exemplo: "Sim, eu costumo dar bom dia para minha família com um sorriso" ou "Cumprimento meus amigos na escola com um aceno").

 

06 – Depois de fazer os gostos de todos, o Camaleão mudou de ideia. Mudou para a cor que mais gostava e disse ao sapo:

Eu uso as cores que eu gosto,

E com isso faço bem.

Eu gosto dos bons conselhos,

Mas faço o que me convém.

Quem não agrada a si mesmo,

Não pode agradar ninguém...

        O que você achou das palavras do Camaleão? Concorda ou não com ele?

      Respostas pessoal. Sugestão: Achei as palavras do Camaleão muito sábias. Concordo com ele porque é importante ouvir os conselhos das pessoas, mas não podemos deixar de ser quem realmente somos só para tentar agradar todo mundo. Se não respeitarmos nossos próprios gostos e desejos, nunca seremos felizes de verdade.

 

07 – Agora vamos falar de você. Você costuma mudar de ideia ou fazer alguma coisa só porque os outros querem ou tem suas próprias ideias? Escreva.

      Se você tem opinião própria: "Eu costumo manter minhas ideias. Quando me sugerem algo, eu escuto, mas só mudo de opinião se eu realmente achar que a outra pessoa tem razão."

      Se você costuma ceder: "Às vezes eu acabo mudando de ideia só para agradar meus amigos ou evitar brigas, mas estou aprendendo a defender mais o que eu gosto."

 

08 – Qual mensagem o texto passou a você?

      Respostas pessoal. Sugestão: A mensagem principal é sobre autenticidade, autoaceitação e respeito às diferenças. O texto ensina que é impossível agradar a todos, pois cada pessoa tem gostos e opiniões diferentes. Portanto, o mais importante é estarmos bem conosco mesmos.

 

09 – Identifique os elementos da narrativa seguindo as pistas abaixo:

a) Espaço: Onde acontece a história ou o fato narrado? Que pistas se tem para poder identificar o espaço?

      Na floresta (passando por clareiras, pela pracinha perto da capelinha e pelo caminho de volta para a casa do Camaleão). As pistas no texto são menções a "Teatro Florestal", "clareira", "pracinha da floresta", "campina" e "folhagem".

b) Tempo: Quando acontece a história do Camaleão?

      A história se passa ao longo de dois dias, começando pela manhã bem cedinho na primavera, passando pelo pôr do sol, e terminando na manhã do dia seguinte.

c) Personagem: Quem participou da história? Quem o Camaleão encontrou?

      O Camaleão (protagonista), o Professor Pernilongo, o Sabiá-Laranjeira, o Senhor Louva-a-Deus (com sua família) e o Sapo Cururu.

d) Narrador: Quem contou a história? Foi o camaleão?

      Narrador-observador (em 3ª pessoa). Não foi o Camaleão quem contou a história, mas sim alguém de fora que conhece tudo o que aconteceu ("Meu amigo Camaleão...", "Vocês agora já sabem...").

e) Enredo: O que foi contado? Sobre o que se falou? 

      É a história de um camaleão que, por querer agradar a todos os amigos que encontrava pelo caminho, passava o dia todo mudando de cor. Cansado no fim do dia, ele percebe que cada um tem seu gosto e que é impossível agradar a todos. No dia seguinte, decide usar a cor que ele próprio mais gosta (rosa) e aprende a defender suas vontades.

FÁBULA (POEMA): O QUE OS OLHOS NÃO VEEM - RUTH ROCHA - COM GABARITO

 Fábula (Poema): O que os olhos não veem

             Ruth Rocha

Havia uma vez um rei
num reino muito distante,
que vivia em seu palácio
com toda a corte reinante.
Reinar pra ele era fácil,
ele gostava bastante.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgu0A0qmR1ZPOI4UePhwC0eFmyTC0SsoUQ9XYVk7QXUtoMMGJXdPSaf9NaTglYlgirERpJDESI58f6dIFt6vcD-d-3mhNQ-nQgcG0d4-5x4czM-8RfTtD5O01KLmV_sPNEb3tkRPrRSk7fOprptFF-mhj2GZbW5CgMXAxGLksqqQlVvu65r4vKpMnWjvo4/s320/images.jpg



Mas um dia, coisa estranha!
Como foi que aconteceu?
Com tristeza do seu povo
nosso rei adoeceu.
De uma doença esquisita,
toda gente, muito aflita,
de repente percebeu...

Pessoas grandes e fortes
o rei enxergava bem.
Mas se fossem pequeninas,
e se falassem baixinho,
o rei não via ninguém.

Por isso, seus funcionários
tinham de ser escolhidos
entre os grandes e falantes,
sempre muito bem nutridos.
Que tivessem muita força,
e que fossem bem nascidos.
E assim, quem fosse pequeno,
da voz fraca, mal vestido,
não conseguia ser visto.
E nunca, nunca era ouvido.

O rei não fazia nada
contra tal situação;
pois nem mesmo acreditava
nessa modificação.
E se não via os pequenos
e sua voz não escutava,
por mais que eles reclamassem
o rei nem mesmo notava.

E o pior é que a doença
num instante se espalhou.
Quem vivia junto ao rei
logo a doença pegou.
E os ministros e os soldados,
funcionários e agregados,
toda essa gente cegou.

De uma cegueira terrível,
que até parecia incrível
de um vivente acreditar,
que os mesmos olhos que viam
pessoas grandes e fortes,
as pessoas pequeninas
não podiam enxergar.

E se, no meio do povo,
nascia algum grandalhão,
era logo convidado
para ser o assistente
de algum grande figurão.
Ou senão, pra ter patente
de tenente ou capitão.
E logo que ele chegava,
no palácio se instalava;
e a doença, bem depressa,
no tal grandalhão pegava.

Todas aquelas pessoas,
com quem ele convivia,
que ele tão bem enxergava,
cuja voz tão bem ouvia,
como num encantamento,
ele agora não tomava
o menor conhecimento...

Seria até engraçado
se não fosse muito triste;
como tanta coisa estranha
que por esse mundo existe.

E o povo foi desprezado,
pouco a pouco, lentamente.
Enquanto que próprio rei
vivia muito contente;
pois o que os olhos não veem,
nosso coração não sente.

E o povo foi percebendo
que estava sendo esquecido;
que trabalhava bastante,
mas que nunca era atendido;
que por mais que se esforçasse
não era reconhecido.

Cada pessoa do povo
foi chegando à convicção,
que eles mesmos é que tinham
que encontrar a solução
pra terminar a tragédia.
Pois quem monta na garupa
não pega nunca na rédea!

Eles então se juntaram,
Discutiram, pelejaram,
E chegaram à conclusão
Que, se a voz de um era fraca,
Juntando as vozes de todos
Mais parecia um trovão.

E se todos, tão pequenos,
Fizessem pernas de pau,
Então ficariam grandes,
E no palácio real
Seriam logo avistados,
Ouviriam os seus brados,
Seria como um sinal.

E todos juntos, unidos,
fazendo muito alarido
seguiram pra capital.
Agora, todos bem altos
nas suas pernas de pau.
Enquanto isso, nosso rei
continuava contente.
Pois o que os olhos não veem
nosso coração não sente...

Mas de repente, que coisa!
Que ruído tão possante!
Uma voz tão alta assim
só pode ser um gigante!
-- Vamos olhar na muralha.
-- Ai, São Sinfrônio, me valha
neste momento terrível!
Que coisa tão grande é esta
que parece uma floresta?
Mas que multidão incrível!

E os barões e os cavaleiros,
ministros e camareiros,
damas, valetes e o rei
tremiam como geleia,
daquela grande assembleia,
como eu nunca imaginei!

E os grandões, antes tão fortes,
que pareciam suportes
da própria casa real;
agora tinham xiliques
e cheios de tremeliques
fugiam da capital.

O povo estava espantado
pois nunca tinha pensado
em causar tal confusão,
só queriam ser ouvidos,
ser vistos e recebidos
sem maior complicação.

E agora os nobres fugiam,
apavorados corriam
de medo daquela gente.
E o rei corria na frente,
dizendo que desistia
de seus poderes reais.
Se governar era aquilo
ele não queria mais!

Eu vou parar por aqui
a história a que estou contando.
O que se seguiu depois
cada um vá inventando.
Se apareceu novo rei
ou se o povo está mandando,
na verdade não faz mal.
Que todos naquele reino
guardam muito bem guardadas
as suas pernas de pau.

Pois temem que seu governo
possa cegar de repente.
E eles sabem muito bem
que quando os olhos não veem
nosso coração não sente.

 

        Moral: A história é uma metáfora (uma comparação figurada) sobre a desigualdade social e a força da união do povo.

 

Disponível em: http://www2.uol.com.br/ruthrocha/historias_08.htm

 

Entendendo a fábula:

01 – O texto que você leu foi escrito em verso. Sabendo que cada linha do poema é um verso e que cada conjunto de versos forma uma estrofe, responda:

a) Quantas estrofes têm o poema?

      O poema é formado por 18 estrofes.

b) Todas as estrofes têm o mesmo número de versos?

      Não. O poema é heterostrófico (suas estrofes variam de tamanho). Existem estrofes com 6, 7 e até 10 versos.

 

02 – Um recurso sonoro muito utilizado em poemas é a rima. Rimas são repetições dos mesmos sons ao final das palavras. Releia as duas primeiras estrofes e escreva no caderno as rimas que encontrar.

      1ª Estrofes: distante rima com reinante e bastante.

      2ª Estrofes: aconteceu rima com adoeceu e percebeu.

esquisita rima com aflita.

 

03 – O texto afirma que o rei ficou doente. Qual era a doença dele?

      A doença do rei era uma cegueira e surdez seletivas: ele só conseguia enxergar e ouvir as pessoas grandes, fortes, ricas e bem-nascidas. As pessoas pequenas, de voz fraca e pobres eram completamente invisíveis para ele.

 

04 – Comparando a história com a realidade, quem você acha que representa as pessoas grandes e fortes? E as pequeninas?

      Pessoas grandes e fortes: Representam os ricos, os influentes, os políticos e a elite social, que detêm o poder econômico e a atenção dos governantes.

      Pessoas pequeninas: Representam a classe trabalhadora, os mais pobres e marginalizados da sociedade, que costumam ser ignorados pelas autoridades públicas.

 

05 – O que acontecia com as pessoas que viviam junto ao rei?

      A doença era "contagiosa". Assim que alguém passava a conviver com o rei no palácio — até mesmo uma pessoa do povo que ficasse grande —, logo pegava a mesma cegueira e passava a ignorar os pequenos e pobres.

 

06 – O que o povo fez para resolver o problema da cegueira do rei?

      O povo uniu suas forças:

      -- Uniram as vozes: Perceberam que juntas as vozes fracas soavam como um trovão.

      -- Usaram pernas de pau: Subiram em pernas de pau para ficarem altos o suficiente para serem enxergados pelo rei e sua corte.

      -- Marcharam juntos: Foram em multidão até a capital exigir ser ouvidos.

 

07 – As atitudes do rei e das pessoas próximas a ele são resumidas no provérbio “o que os olhos não veem, nosso coração não sente”. Você conhece outro provérbio que possa resumir as atitudes do povo? Qual?

      Existem alguns ditados populares que combinam muito com a atitude coletiva do povo na história:

      "A união faz a força." (O mais adequado, pois refere-se diretamente ao grupo se juntando para vencer a dor).

      "Quem não chora, não mama." (Mostra que eles tiveram que protestar para serem atendidos).

      "De grão em grão, a galinha enche o papo."

 

08 – O eu lírico (a voz que fala no poema) sugere que cada um vá inventando o que aconteceu depois que o problema foi resolvido. Invente o seu final para a história.

      Resposta pessoal do aluno. Sugestão: Após a fuga do rei e dos nobres, o povo percebeu que não precisava de um monarca para dizer o que devia ser feito. Eles se reuniram em uma grande praça e criaram um conselho formado por representantes de cada bairro e profissão. As pernas de pau foram guardadas no museu da cidade para lembrar a todos que, dali para frente, ninguém mais seria invisível naquele lugar.

BIOGRAFIA: HISTÓRIA DA RUTH ROCHA - COM GABARITO

 Biografia: História da Ruth Rocha

 

        Ruth Rocha nasceu em 1931 na cidade de São Paulo. Filha dos cariocas Álvaro de Faria Machado, médico, e Esther de Sampaio Machado, tem quatro irmãos, Rilda, Álvaro, Eliana e Alexandre. Teve uma infância alegre e repleta de livros e gibis. O bairro de Vila Mariana, onde morava, tinha nessa época muitas chácaras por onde Ruth passava, a caminho da escola – estudava no Colégio Bandeirantes. Mais tarde, terminou o Ensino Médio no Colégio Rio Branco. 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjexIAh9rEKRjT4_7JO5DXpjjmHYU1pysgL56631HEIoHz0o1p6x9qMDqN3f6oc-tvhRI6Xokkf0W3atJP0vO3fJTs82ZUnWqTaTLl7pCnzdPdKV67CGmIh6mSWetDHQTfqDuC7aiWntSPS0ogrTc5BCrG6JelhKFvOGgjIbAZzmdQeb1WCuEf44KCN7qw/s1600/images.jpg


        É graduada em Sociologia e Política pela Universidade de São Paulo e pós-graduada em Orientação Educacional pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Casada com Eduardo Rocha, tem uma filha, Mariana e dois netos, Miguel e Pedro. 

        Durante 15 anos (de 1956 a 1972) foi orientadora educacional do Colégio Rio Branco, onde pôde conviver com os conflitos e as difíceis vivências infantis e com as mudanças do seu tempo. A liberação da mulher, as questões afetivas e de autoestima foram sedimentando-se em sua formação.

        Começou a escrever em 1967, para a revista Claudia, artigos sobre educação. Participou da criação da revista Recreio, da Editora Abril, onde teve suas primeiras histórias publicadas a partir de 1969. “Romeu e Julieta”, “Meu Amigo Ventinho”, “Catapimba e Sua Turma”, “O Dono da Bola”, “Teresinha e Gabriela” estão entre seus primeiros textos de ficção. Ainda na Abril, foi editora, redatora e diretora da Divisão de Infanto-Juvenis.

        Publicou seu primeiro livro, “Palavras Muitas Palavras”, em 1976, e desde então já teve mais de 130 títulos publicados, entre livros de ficção, didáticos, paradidáticos e um dicionário. As histórias de Ruth Rocha estão espalhadas pelo mundo, traduzidas em mais de 25 idiomas.

        Monteiro Lobato foi sua grande influência. Em sua obra, essa influência se traduz pelo seu interesse nos problemas sociais e políticos, na sua tendência ao humor e nas suas posições feministas. 

        Seu livro de forte conteúdo crítico, “Uma História de Rabos Presos”, foi lançado em 1989 no Congresso Nacional em Brasília, com a presença de grande número de parlamentares. Em 1988 e 1990 lançou na sede da Organização das Nações Unidas em Nova York seus livros “Declaração Universal dos Direitos Humanos” para crianças e “Azul e Lindo – Planeta Terra Nossa Casa”.

        Participou durante seis anos do programa de televisão Gazeta Meio-Dia como membro fixo da mesa de debates. 

        Em 1998 foi condecorada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso com a Comenda da Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura.

        Ganhou os mais importantes prêmios brasileiros destinados à literatura infantil da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, da Câmara Brasileira do Livro, cinco Prêmios “Jabuti”, da Associação Paulista de Críticos de Arte e da Academia Brasileira de Letras, Prêmio João de Barro, da Prefeitura de Belo Horizonte, entre outros.

        Seu livro mais conhecido é “Marcelo, Marmelo, Martelo”, que já vendeu mais de 1 milhão de cópias.

        Em 2002 ganhou o prêmio Moinho Santista de Literatura Infantil, da Fundação Bunge. Também nesse ano foi escolhida como membro do PEN CLUB – Associação Mundial de Escritores no Rio de Janeiro. 

        Atualmente é membro do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta. 

 

Disponível em: http://www2.uol.com.br/ruthrocha/historiadaruth.htm

 

Entendendo a biografia:

01 – Construa uma linha do tempo da vida da autora escrevendo, resumidamente, os acontecimentos de cada data abaixo:

1931: Nascimento de Ruth Rocha na cidade de São Paulo.

1967: Início de sua carreira como escritora, publicando artigos sobre educação para a revista Claudia.

1969: Publicação de suas primeiras histórias de ficção infantil na revista Recreio (como "Romeu e Julieta" e "O Dono da Bola").

1976: Publicação do seu primeiro livro, "Palavras Muitas Palavras".

1998: Condecoração pelo presidente Fernando Henrique Cardoso com a Comenda da Ordem do Mérito Cultural.

2002: Ganhou o prêmio Moinho Santista de Literatura Infantil e foi escolhida como membro do PEN CLUB (Associação Mundial de Escritores).

 

02 – O texto que você leu é uma biografia. Tente definir o que é biografia.

      Biografia é um gênero textual que narra os fatos marcantes da história da vida de uma pessoa real. Ela apresenta dados como data e local de nascimento, formação, conquistas, momentos importantes e realizações profissionais, geralmente organizados em ordem cronológica.

 

03 – Qual é a formação acadêmica de Ruth Rocha e qual profissão ela exerceu por 15 anos no Colégio Rio Branco?

      Ela é graduada em Sociologia e Política pela USP e pós-graduada em Orientação Educacional pela PUC-SP. Por 15 anos (de 1956 a 1972), atuou como orientadora educacional no Colégio Rio Branco.

 

04 – Quem foi a grande influência literária de Ruth Rocha e de que forma essa influência se reflete em suas obras?

      Sua grande influência foi Monteiro Lobato. Isso se reflete em seu interesse por problemas sociais e políticos, no tom de humor de suas histórias e em suas posições feministas.

 

05 – Qual é o livro mais conhecido de Ruth Rocha e qual marca de vendas ele atingiu segundo o texto?

      O livro mais conhecido é "Marcelo, Marmelo, Martelo", que já vendeu mais de 1 milhão de cópias.

 

06 – Onde e em quais anos Ruth Rocha lançou livros voltados para os Direitos Humanos e o Meio Ambiente em nível internacional?

      Ela lançou os livros "Declaração Universal dos Direitos Humanos" para crianças e "Azul e Lindo – Planeta Terra Nossa Casa" na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos anos de 1988 e 1990.

 

07 – Qual livro de forte conteúdo crítico a autora lançou no Congresso Nacional em Brasília em 1989?

      O livro "Uma História de Rabos Presos".

 

 

HISTÓRIA: FAZ MUITO TEMPO II - CONTINUAÇÃO - RUTH ROCHA - COM GABARITO

 História: Faz muito tempo II – Continuação

              Ruth Rocha

 

E a história continua! Veja o que aconteceu...

 

Pedrinho gostou logo do seu trabalho.
Para Pedrinho, era o mais bonito de todos.
Ficar lá em cima do mastro mais alto, numa cestinha, e ir avisando tudo o que via.
Aprendeu logo as palavras diferentes que os marujos usavam e, logo que havia alguma coisa, gritava, muito importante:
-- Nau capitânia a bombordo...
-- Baleias a estibordo...

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhEeCjG2H4mES6YzN215X3zJX2W0iV_QnE-wM1fSRm0BwM5XlPl35ZRtagAS7TCrrNCJNUXwwhvyJzWmZxLKoMm3ORz5gjrFe-1dBVLjqbpl9-o_NhJPvwpIFrLRlZo7zWUXlkYu1zs2i5IX5kwNZvm0HfH37ORxoF4_hNw6hWfAx8CqpHfjXfVWOPXUjM/s320/images.jpg 



Depois de alguns dias, Pedrinho viu ao longe as ilhas Canárias, mais tarde, as ilhas de Cabo Verde.
E depois não se viu mais nenhuma terra.
Somente céu e mar, mar e céu.
E peixes, que pulavam fora da água, como se voassem.
E baleias, que passavam ao longe, espirrando colunas de água.
Pedrinho viu noites de lua, quando o mar parecia um espelho.
E noites de tempestade, quando as ondas, enormes, pareciam querer engolir o navio.
E dias de vento, e dias de calmaria.

Até que um dia...
Até que um dia, boiando sobre as águas, Pedrinho avistou alguma coisa.
O que seria?
Folhas, galhos, parecia.
De repente, uma gaivota, voando seu voo branco contra o céu.
Pedrinho sabia o que isso queria dizer:

-- Sinais de terra!!!
Todos vieram olhar e houve grande alegria.
-- Sinais de terra!!!
E todos trabalharam com mais vontade.
Até que, no outro dia, Pedrinho avistou, ao longe, o que parecia um monte.
E gritou o aviso tão esperado:

-- Terra à vista!
E como era o dia da Páscoa, o monte recebeu o nome de Monte Pascoal.

E no outro dia chegaram mais perto e viram.
A praia branca, a mata fechada...

-- Deve ser uma ilha – diziam todos.
Pedrinho, lá do alto, enxergava melhor:
-- A praia está cheia de gente...

Os navios procuraram um lugar abrigado e lançaram suas âncoras.
E esse lugar se chamou Porto Seguro.
E Pedrinho viu o que havia do outro lado do mar.
Era uma terra de sol, terra de matas, terra de mar...

Do outro lado do mar viviam pessoas.
Homens, mulheres, meninos, meninas.
Todos muito morenos, enfeitados de penas, pintados de cores alegres: índios.

Viviam pássaros de todas as cores.
Cobras de todos os tamanhos.
Feras de todas as bravezas.
Do outro lado do mar viviam meninos índios que pensavam:
-- O que é que existe do outro lado do mar?


Adaptação: ROCHA, Ruth. Faz muito tempo. São Paulo: Editora Ática, 2000.

Entendendo a história:

01 – Todos os marinheiros tinham um trabalho a realizar. Qual era a função de Pedrinho?

      A função dele era ficar no topo do mastro mais alto, dentro de uma cestinha (conhecida como cesto de gávea), observando e avisando a tripulação sobre tudo o que via no mar.

02 – Os marinheiros têm uma linguagem diferente, que usam quando estão navegando. Transcreva o trecho em que essas palavras aparecem.

      “-- Nau capitânia a bombordo...” e “-- Baleias a estibordo...”

03 – “─ O que é que existe do outro lado do mar?” [...] Essa fala é utilizada por personagens da história, em dois momentos e em dois lugares diferentes. Quem são esses personagens?

      Pedrinho (em Portugal) e os meninos índios (na terra que viria a ser o Brasil).

04 – Onde se encontravam Pedrinho e os meninos índios ao se perguntarem o que havia do outro lado do mar?

      Pedrinho estava em Portugal (na Europa) e os meninos índios estavam na praia/terra onde os navios desembarcaram (na América / no Brasil).

05 – Explique com suas palavras, por que isso ocorre.

      Respostas pessoal. Sugestão: Isso acontece porque ambos tinham curiosidade sobre o desconhecido. Como nenhum dos dois lados sabia da existência do outro ou o que havia através do oceano, todos se faziam a mesma pergunta sobre o que existia além do horizonte.

06 – Em 1500, as viagens pelo mar demoravam muito, pois as caravelas (barcos) dependiam do vento para se movem no mar. Depois de algum tempo de viagem, Pedrinho teve um sinal de que estava se aproximando de terras. Que sinal foi esse?

      Ele avistou folhas e galhos boiando nas águas, além de uma gaivota voando no céu.

07 – Que nome os navegantes deram às terras? Por quê?

      Deram o nome de Monte Pascoal ao monte avistado, porque no dia em que avistaram a terra era o dia da Páscoa. Já o local onde ancoraram os navios foi chamado de Porto Seguro, por ser um local abrigado.

08 – Retire do texto um trecho que revela as características da terra avistada.

      “Era uma terra de sol, terra de matas, terra de mar...” (Também pode ser citado: “A praia branca, a mata fechada...”)

09 – Escreva a frase que Pedrinho utilizou para dizer que avistava terra.

      “-- Terra à vista!”

10 – “─ Ó menino, tu queres ser marinheiro? Pedrinho arregalou os olhos.” Explique, com suas palavras, o significado da expressão “arregalou os olhos”.

      Significa abrir muito os olhos por ter ficado surpreso, espantado ou muito entusiasmado com a pergunta do padrinho.

11 – A pergunta que Pedrinho fez ao pai, no início da história, foi respondida.

a) Quando isso ocorreu?

      Ocorreu no momento em que a expedição chegou à nova terra e Pedrinho pôde observar a praia, a natureza e as pessoas que moravam lá.

b) Transcreva o trecho que revela o que Pedrinho encontrou do outro lado do mar.

      “Era uma terra de sol, terra de matas, terra de mar... Do outro lado do mar viviam pessoas. Homens, mulheres, meninos, meninas. Todos muito morenos, enfeitados de penas, pintados de cores alegres: índios.”

12 – A curiosidade sobre o que havia do outro lado do mar não estava somente na cabeça de Pedrinho. Do outro lado do mar, para onde Pedrinho viajava, também havia curiosidade em seus habitantes. Escreva o trecho em que é possível identificar esse fato.

      “Do outro lado do mar viviam meninos índios que pensavam: -- O que é que existe do outro lado do mar?”.

HISTÓRIA: FAZ MUITO TEMPO I - FRAGMENTO - RUTH ROCHA - COM GABARITO

 História: Faz muito tempo I – Fragmento

            Ruth Rocha


Foi em 1500, em Portugal, do outro lado do mar.
Havia um menino chamado Pedrinho.
E havia o mar.
Pedrinho amava o mar.
Pedrinho queria ser marinheiro.
Tinha alma de aventureiro.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjgwrUIIW2L8Fdtv5ZLhW39ofbbtsOT2q8wM7kz6zA0psBqMmrzRPFgWVKpRKpBStqYQCWj2oWISegPlHIQ-dmwHIrqeEqttFTuBSFg62tKEJTXnhsKolspMu9YjsHija_Cr0NRDsqqZ-nVXf9Vb8Yq-XENKChSvJAwDF0EbbUtoAGfn5qvlP_NuQtulmA/s1600/images.jpg



Perguntava sempre para o pai:
-- O que é que há do outro lado do mar?
O pai sacudia a cabeça:
-- Ninguém sabe, meu filho, ninguém sabe...
Naquele tempo, ninguém sabia o que havia do outro lado do mar.

Um dia, o padrinho de Pedrinho chegou.
O padrinho de Pedrinho era viajante.
Chegou da Índias.
Trouxe de suas viagens coisas que as pessoas nunca tinham visto...
Roupas bordadas de lindas cores...
Doces de gostos diferentes...
E os temperos, que mudavam o gosto da comida?
E as histórias que ele contava?
De castelos, de marajás, de princesas, de tesouros...
Pedrinho ouvia, ouvia e não se cansava de ouvir.
Até que o padrinho convidou:
-- Ó menino, tu queres ser marinheiro?
Pedrinho arregalou os olhos.
-- Não tens medo, ó Pedrinho?
Pedrinho bem que tinha medo.
Mas respondeu:
-- Que nada, padrinho, homem não tem medo de nada.
-- Pois, se teu pai deixar, embarcamos na semana que vem.
-- Pra onde, padrinho?
-- Para o outro lado do mar, Pedrinho.

Quando chegaram ao porto, que beleza!
Quantas caravelas, de velas tão brancas!
Pedrinho nunca tinha visto tantos navios juntos.
-- Quantos navios, padrinho! Para onde vão?
-- Pois vão conosco, Pedrinho, vão atravessar o mar.

Pedrinho embarcou.
No dia da partida houve grandes festas.
Pedrinho viu, do seu navio, quando o rei, Dom Manoel, se despediu do chefe da expedição, Pedro Álvares Cabral.
E esperaram chegar o vento. E quando o vento chegou, as velas se enfunaram e os navios partiram.

E a grande viagem começou.

[...].

 

Adaptação: ROCHA, Ruth. Faz muito tempo. São Paulo: Editora Ática, 2000.


Entendendo a história:

01 – Pedrinho tinha um desejo. Que desejo era esse?

      O desejo de Pedrinho era ser marinheiro.

02 – Transcreva o trecho que explica a razão desse desejo.

      “Tinha alma de aventureiro.”

03 – O padrinho de Pedrinho perguntou se ele queria ser marinheiro. Qual a condição apresentada pelo padrinho para deixar o menino viajar? Transcreva o trecho que justifica sua resposta.

      A condição era que o pai de Pedrinho autorizasse a viagem.

      Trecho: “-- Pois, se teu pai deixar, embarcamos na semana que vem.”

04 – O narrador apresenta dois personagens que são parentes de Pedrinho. Quem são esses personagens?

      O pai de Pedrinho e o seu padrinho.

05 – Logo no início da história, há indicações do lugar e do ano em que a história se passa. Transcreva o trecho em que você encontra essas informações.

      “Foi em 1500, em Portugal, do outro lado do mar.”

06 – Estamos no ano de 2012. Quanto tempo faz que a história contada ocorreu?

      Faz 512 anos.

07 – Volte ao texto e descubra quem está falando!

a) “─ Ninguém sabe, meu filho, / Ninguém sabe...”

      O pai de Pedrinho.

b) “Foi em 1500, em Portugal, / Do outro lado do mar, / Havia um menino / Chamado Pedrinho.”

      O narrador.

c) “─ O que é que há do outro lado do mar?”

      Pedrinho.

08 – Lendo o trecho abaixo, é possível retirar algumas informações sobre o padrinho de Pedrinho.

        “Um dia, o padrinho de Pedrinho chegou de uma viagem que havia feito às Índias. Trouxe coisas que as pessoas nunca tinham visto... Roupas bordadas de lindas cores, doces de gostos diferentes e temperos que mudavam o gosto da comida... E as histórias que ele contava? De castelos, de marajás, de princesas, de tesouros...”

a) O padrinho estava chegando de viagem. De que lugar ele chegava?

      Das Índias.

b) Ele comprou mercadorias nas Índias. Quais foram elas?

      Roupas bordadas, doces e temperos (especiarias).

c) O padrinho de Pedrinho gostava de contar histórias. Quais eram os temas das histórias que ele contava?

      Histórias de castelos, de marajás, de princesas e de tesouros.

09 – Também podemos apresentar características de objetos, de comidas, de roupas e muito mais. Releia o trecho da questão 8 e destaque as características das roupas, doces e temperos.

      Roupas: Bordadas de lindas cores.

      Doces: De gostos diferentes.

      Temperos: Que mudavam o gosto da comida.

10 – Agora leia o trecho a seguir e destaque as características das pessoas, pássaros, cobras e feras.

        “Do outro lado do mar viviam pessoas. Homens, mulheres, meninos, meninas. Todos muito morenos, enfeitados de cores alegres: índios. Viviam pássaros de todas as cores. Cobras de todos os tamanhos. Feras de todas as bravezas.”

      Pessoas: Muito morenas, enfeitadas de cores alegres (índios).

      Pássaros: De todas as cores.

      Cobras: De todos os tamanhos.

      Feras: De todas as bravezas.

 

sábado, 25 de julho de 2026

FÁBULA: O LOBO E O CÃO - RUTH ROCHA - COM GABARITO

 Fábula: O lobo e o cão

            Ruth Rocha

 

        Certo dia, um Lobo só pele e osso encontrou um cão gordo, forte e com o pelo muito lustroso enquanto andava pela estrada. Via-se bem que não passava fome. O Lobo, admirado, quis saber onde é que ele conseguia obter tanta comida.

        -- Se me seguires ficarás tão forte como eu – respondeu o cão. – O homem dar-te-á restos saborosos.

        -- Mas o que preciso fazer em troca? – quis saber o Lobo.

        -- Muito pouco, na verdade – respondeu o Cão. – Uivar aos intrusos, agradar ao dono e adular os seus amigos. Só por isto receberás carne e outras iguarias muito bem cozinhadas. De vez em quando, receberás também festas no dorso.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhtbgVjA0huxfiSRoBVvW3Lymw4a3-qg3hVre6qyZzeNHf7cFoN3tL2bP0vGra-L5JW0boeJ3XNEZP6RuXBh7kwUn_jo4LCg7LhMIZ-JTlOYj2Q9ORWP8gy569of5t6Hdlxi2eLsJyqdofb6g5aLCkKYKiQTliRW2geO9K-okwm44bOuXN3qz6uBCXL5z4/s320/images.jpg


        O Lobo ficou encantado com a ideia e meteram-se ambos ao caminho. A dada altura, o Lobo reparou que o cão tinha o pescoço esfolado.

        -- O que tens no pescoço? – perguntou.

        -- Nada de grave. É da argola com que me prendem – explicou o Cão.

        -- Preso? Então não podes correr quando queres? – exclamou o Lobo. – Esse é um preço demasiado elevado: não troco a minha liberdade por toda a comida do mundo.

        Dito isto, desatou a correr o mais depressa que pode para bem longe dali.

        Moral da história: A tua liberdade não tem preço.

 

Entendendo a fábula:

01 – Qual era a diferença física entre o lobo e o cão no início da história?

      O lobo estava extremamente magro, descrito como "só pele e osso", enquanto o cão era gordo, forte e tinha o pelo muito lustroso, demonstrando que se alimentava bem.

 

02 – O que o cão disse que o lobo precisaria fazer para receber comida saborosa e carinho do dono?

      O lobo precisaria fazer pouca coisa: uivar para os intrusos, agradar ao seu dono e adular os amigos dele. Em troca, receberia carne, comida bem cozinhada e carinho no dorso.

 

03 – O que fez com que o lobo mudasse de ideia e desistisse de acompanhar o cão?

      O lobo reparou que o cão tinha o pescoço esfolado por causa da corrente/coleira e descobriu que ele ficava preso, não tendo a liberdade de correr quando quisesse.

 

04 – Qual é o ensinamento (a moral) trazido por essa fábula?

      A moral da história é que "a tua liberdade não tem preço". Ela mostra que nenhuma fartura, conforto ou segurança vale o custo de perder a própria independência.

 

05 – Na frase “Esse é um preço demasiado elevado: não troco a minha liberdade por toda a comida do mundo”, o que a palavra “demasiado” significa no contexto?

      A palavra "demasiado" significa excessivo, muito grande ou alto demais. O lobo quis dizer que ficar preso era um custo alto demais a se pagar apenas por comida.

 

 

 

 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

LIVRO(ATIVIDADES): O REIZINHO MANDÃO - RUTH ROCHA - COM GABARITO

 LIVRO(ATIVIDADES): O REIZINHO MANDÃO

                                       Ruth Rocha

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjLJ-FPru2vbwpJTwCZLSkjYgsedFay8j9Ulp2XXrBucWiG3LQQD2NSy9UB9TdtLtAcz8krA3AneIEjX1yURpfsie4fntNvUkm4arujucnULHVXkUxwbLc-jD81MhWhhbv9t9Vc3ctJ5Qd8NK6KyTbNaKnfrNT_ZRv7gP0NyobTzFnk4j87NjENyLP38IY/s1600/reizinho.jpg


 Responda as questões – p.3 e 4

01.    Quando Deus enganar gente, o que vai acontecer? P.3

Passarinho não voar...

A viola não tocar.

02.  Quando o atrás for na frente, acontecerá o que neste dia?

No dia que o mar secar.

03. Cantador vai se calar... quando? p.3

Quando prego for martelo,

Quando cobra usar chinelo.

04.   Quem é que sempre me contava história? p.4

O meu avô.

05.   Ele dizia que essa história aconteceu quando? p.4

Há muitos e muitos anos.

06.  Em que lugar acontecia a história? p.4

Num lugar muito longe daqui.

Responda as questões abaixo:

01.  Neste lugar tinha quem? p. 5

 Um rei.

02.  Descreva esse rei. p. 5

Da barba branca batendo no peito, da capa vermelha batendo no pé.

03.  Como esse rei, era rei de história, ele era como? p. 5

Era um rei muito bonzinho, muito justo...

 04.   E tudo o que ele fazia era o quê? p.5

Era pro bem do povo.

05.   Vai que esse rei morreu, por quê? p. 5

Porque era muito velhinho.

06.   Quem virou rei daquele lugar? p. 5

O príncipe.

Responda as questões abaixo:  p.6

 01.   Como era o príncipe? p. 6

  Era um sujeitinho muito mal-educado, mimado.

02.  Por que eles ficam pensando que são os donos do mundo? p. 6

  Porque as mães deles fazem todas as vontades.

03.  EU tenho uma porção de amigos de que jeito? p. 6

Querem mandar nas brincadeiras ...

Querem que a gente faça tudo o que eles gostam...

04.   O que acontece quando a gente quer brincar de outra coisa? p.6

Ficam logo zangados.

05.    E eles vão logo dizendo o quê? p. 6

“Não brinco mais!”

  Responda as questões abaixo: p.7

 01.      E quando as mães deles vêm ver o que aconteceu, faz-se o quê? p. 7

Se atiram no chão e ficam roxinhos, esperneiam e tudo.

02.     Então as mães deles ficam achando que a gente está fazendo o quê? p. 7

Maltratando o filhinho delas.

03.     Então, como eu estava contando, o tal do príncipe ficou sendo o quê? p. 7

Sendo o rei daquele país.

04.     O reizinho chato era como? p.8

Mandão, teimoso, implicante, xereta!

05.    Ele era tão xereta, tão mandão, que queria mandar em quê? p. 8

Em tudo o que acontecia no reino.

06.      Qual era a diversão do reizinho? p. 8

Era fazer leis e mais leis.

07.     E as leis que ele fazia eram como? p.8

Eram as mais absurdas do mundo.

Responda as questões abaixo: p.9 e 10

 01.      Que lei era para olhar? p. 9

“Fica terminantemente proibido cortar a unha do dedão do pé direito em noite de lua cheia!”

02.    Que outra lei ele fez? p. 9

“É proibido dormir de gorro na primeira quarta-feira do mês.”

 03.   O reizinho tinha mania de quê? p. 9

Mania de mandar em tudo.

 04.     Os conselheiros do rei ficavam desesperados, tentavam dar o que ao reizinho? p.10

Dar conselhos.

 05.     Os conselheiros explicavam que um rei tem que fazer leis importantes para quê? p. 10

Pode tornar o povo mais feliz.

 06.    Quando o reizinho ficava vermelhinho de raiva? p.10

Quando um conselheiro qualquer abrir a boca para dar conselho.

 07.    O reizinho batia o pé no chão e gritava de maus modos, o quê? p. 10

- Cala a boca! Eu é que sou o rei.

Eu é que mando!

 Responda as questões abaixo: p. 11 e 12

 01.      O que o papagaio do reizinho aprendeu falar? p. 11

“ Cala a boca”.

02.     Por que tinha horas que era até engraçado? p. 11

O reizinho gritava “Cala a boca” de cá, e o papagaio gritava “cala a boca de lá”.

 03.    Como foram ficando as pessoas? p. 12

Cada vez mais quietos,

Cada vez mais caladas.

 04.    Todo mundo tinha medo de quê? p. 12

De levar pito do rei.

 05.    O que aconteceu com as pessoas de tanto ficarem caladas? p. 12

Foram esquecendo como é que se falava.

 06.     O que o reizinho percebeu? p. 12

Que ninguém mais no reino sabia falar.

Ninguém!

 Responda as questões abaixo: p.13 e 14

01.  Por que no começo até ele gostou? p. 13

Porque podia falar durante horas e horas e ninguém interrompia.

 02.    Quem é que se enchia da falação? p. 13

O papagaio.

03.   O que o papagaio gritava? p. 13

- Cala a boca! Cala a boca!

04.    O reizinho nem ligava e fazia o quê? p.13

E continuava falando, falando...

05.   O que acontece com tudo que a gente faz sozinho? p. 14

Acaba cansando.

06.  Do que o reizinho começou a enjoar? p. 14

De tanto falar sozinho.

07.    E o reizinho tentava convencer as pessoas a quê? p. 14

A conversarem com ele.

 08.    Vinha assim, como quem não quer nada, e fazia o quê? p. 14

E puxava conversa, perguntava uma coisa e outra.

 09.    Que faziam as pessoas? p.14

Não respondiam nada!

 Responda as questões abaixo: p. 15 e 16

 01.   Ele aí foi ficando louco da vida, fazendo o quê? p. 15

Gritava com as pessoas, xingava.

02.     Chamava os guardas para quê? p. 15

Para prender todo mundo.

 03.    Mas ninguém dizia nada, porque elas não sabiam mais o quê? p. 15

Não sabiam mais falar, mesmo!

 04.    Por que os conselheiros nem podiam dar o menor conselho? p. 15

Eles não sabiam mais, como!...

 05.     E o reizinho foi percebendo o que ele tinha feito com quem? p. 16

Com seu povo.

 06.    O que deu no coração do reizinho? p. 16

Uma tristeza uma dor na consciência...

 07.    Então ele resolveu dar um jeito na situação, fazendo o quê? p.16

Descobrindo uma forma de consertar o estrago que tinha feito.

 Responda as questões abaixo: p. 17 e 18

 01.   O que resolveu fazer o reizinho? p. 17

Resolveu visitar o reino vizinho.

 02.     O que havia no reino vizinho? p. 17

Havia um grande sábio.

 03.    O que ele era capaz de resolver? p. 17

De resolver problemas do arco-da-velha.

 04.   Quem foi junto com o reizinho? p. 17

O papagaio.

 05.   O que não parava de gritar? p. 17

“Cala a boca”?

06.   O reizinho botou o papagaio no ombro, e fez o quê? p. 18

Deu uma última olhada no castelo.

07. E saiu para a estrada, em busca de quem? p.18

Do sábio.

08.   Por que ele demorou um pouco a chegar? P.18

O reino do reizinho era meio grande.

 09.   Ele teve de atravessar o reino todinho, de que forma? p.18

Naquele silêncio de apertar o coração.

 10.   Que aconteceu quando ele atravessou a fronteira e entrou no reino vizinho? p.18

Até levou um susto!

 Responda as questões abaixo: p. 19 e 20

01.   Por que o reizinho levou um susto? P.19

Era um tal de gente cantando, dançando, conversando...

02.               Complete: p. 19

a.   Tinha criança brincando de roda

b.   Tinha menino gritando na rua  

c.   Tinha até um velho parece que fazendo discurso

03.               E todo mundo vinha conversar com o reizinho e perguntar o quê? p.19

O que ele estava fazendo ali.

04.   E ele gostava e ia conversando muito direitinho, sem fazer o quê? p.19

Se mandar ninguém calar a boca, nem nada!

05.   Como era o sábio? p. 2º

Era um velho miudinho,

Que falava pelos cotovelos.

06.    O reizinho agora estava muito diferente, até pediu o quê? p.20

Até pediu desculpas por estar incomodando...

07.     E quando o sábio interrompia o rei, o que ele fazia? P. 20

Ele nem ligava, ficava dando umas risadinhas, pra agradar o velho.

 

Responda as questões abaixo: p. 21 e  22

 01.   O que o velho passou no reizinho? p. 21

Passou um pito.

 02. E o velho andava de um lado pro outro, fazendo o quê? p. 21

Balançava a cabeça, sacudia o dedo, bem no nariz do rei.

 03.   Por que o rei não podia fazer nada? p. 21

Porque ele não era rei daquele lugar, nem nada, e até estava na casa do sábio...

 04.   De repente, o velho sossegou, e fez o quê? p. 22

Sentou junto ao reizinho.

 05.  Que disse ele ao reizinho? p. 22

- Olha aqui, mocinho. Esse negócio de ser rei não é assim, não! Não é só ir mandando pra cá, ir mandando pra lá.

06.     Tem que ter o quê? p.22

Tem que ter juízo, sabedoria.

07.    As coisas que um rei faz, fazem acontecer outras coisas. Veja só o seu caso: mandou e inventou, o quê? p. 22

Inventou uma porção de leis bobocas.

 08.     Que leis bobocas ele inventou? p.22

Mandou todo mundo calar a boca, calar a boca, calar a boca!

  Responda as questões abaixo: - p. 23 a 25

01.    O velho disse ao reizinho que não adiantava emburrar não, e que agora ele teria que fazer o quê? p. 23

Agora você tem que dar um jeito nessa situação.

 02.   O velho disse que o reizinho teria que fazer o quê? p. 23

Sair pelo seu reino batendo de porta em porta.

 03.   Se o reizinho conseguir encontrar uma criança que saiba falar, e ela dizer a ele o que precisa ouvir. Vai acontecer o que no reino? p. 23

Nesse dia seu reino vai ficar livre dessa maldição.

 04.  O reizinho saiu meio desanimado. Mas, que remédio? p. 24

Era sua única esperança...

05.   Como foi o reizinho? p. 25

De papagaio no ombro, de volta para o seu reino.

 06.   O reizinho botou o papagaio no ombro, e fez o quê? p. 25

Batendo de casa em casa, sempre perguntando se as pessoas conheciam uma criança que falasse.

07.   Mas em todo lugar que o reizinho batia, as pessoas ficavam muito espantadas, com muito medo dele, e faziam o quê? p.25

Balançavam a cabeça pra lá e pra cá.

Responda as questões abaixo: p. 26 a 30

01.    Ninguém conhecia a tal criança! E o silêncio era cada vez maior. Por quê? p. 26

Todo mundo quieto, esperando que alguma coisa acontecesse...

02.  Até que um dia... o reizinho chegou perto de uma casa e reparou que, do lado de dentro, estavam fechando as janelas.

E ele começou a gritar, o quê? p. 27

- Não adianta fingirem que não tem ninguém. Eu não saio daqui se não abrirem!

 03.   O reizinho fez a mesma pergunta que ele fazia em todo lugar. Que fez a velha? p. 28

A velha sacudiu a cabeça, assustadíssima, fazendo sinais para o reizinho ir embora.

 04.   O reizinho ficou desconfiadíssimo com a atitude da velha, e fez o quê? p. 28/29

Então ele empurrou a porta e foi entrando, como eu contei, ele era muito mal-educado e ia entrando na casa dos outros mesmo sem convite.

05.  Lá no fundo, meio no escuro, tinha quem? p. 29

Uma menina: magrinha, de trança comprida e de avental xadrez.

 06.    O que o reizinho perguntou a menina com uma vozinha toda macia? p. 30

- Então, linda menina!

Não vai me dizer alguma coisa?


Responda as questões abaixo: p. 31 a 37 

01.  Mas o reizinho, que estava muito desconfiado, ficou como? p. 31

Ficou vermelhinho de raiva e se desmascarou.

 02.   A menininha não disse nada, mas o papagaio, ouvindo a voz antiga do reizinho, arrepiou-se todo e gritou, o quê? p. 31

- Cala a boca!

Cala a boca!

Cala da boca!

 03.  A menininha ficou vermelhinha também, arregalou uns olhos muito brilhantes e gritou, com toda a força, o quê? p. 32

- Cala a boca já morreu! Quem manda na minha boca sou eu!

 04.  No mesmo instante ouviu-se um estalo, como se fosse um trovão, e começou o quê? p. 33

Começou um barulho estranho, que há muito tempo ninguém escutava.

 05.   O que eram? p. 33

Eram vozes e mais vozes, que vinham de todos os lados, de perto e de longe.

 06.   Como ficou o reizinho? p. 34

Foi ficando assustado, amedrontado, perturbado com todo aquele barulho, com toda aquela alegria.

 07.   Que fez o reizinho? P.35

Tapou os ouvidos com as mãos, mas não adiantou.

 08.    O barulho foi deixando o reizinho apavorado, até que ele não aguentou mais, e fez o quê? p.35

Saiu correndo pela estrada.

 09.        Que diziam outros sobre o reizinho? p. 36

Que ele desistiu de ser rei e que deixou o lugar para o irmão dele.

 10.   E há quem dia que quando o encanto se desfez, o que aconteceu com o reizinho? p. 37 (FIM)

O reizinho virou sapo e anda por aí pulando, coaxando e esperando que alguma princesa dê um beijo nele e ele vire rei de novo.