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sexta-feira, 22 de maio de 2026

FÁBULA: A FORMIGA - ESOPO - COM GABARITO

 Fábula: A Formiga


        Diz uma lenda que a formiga atual era em outros tempos um homem que, consagrado aos trabalhos de agricultura, não se contentava com o produto de seu próprio esforço, senão que olhava com inveja o produto alheio e roubava os frutos de seus vizinhos.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj_jK8vIhNX-TU-rRMOqheITy8XgHFfMV5yFmlPQ1QqTuNiCnC_JJfSV0nI3cSspmoitOfFnj6BdjG5IqRcPpOmGpLOrfo8si6Q8Pgr_NCOELzehDvsWg0FNhDnuMXXeWHPDqBRKMrRddG0J0JZ4BDqX6xzGamg2kPRlaVjrIQj07SiCdEouxHrJeeOE3w/s1600/FORMIGA.jpg


        Indignado Zeus pela avareza deste homem, transformou-o em formiga.

        Porém ainda que tenha mudado de forma, não mudou seu caráter, pois até hoje percorre os campos e recolhe o trigo e a cevada alheios e os guarda para seu uso.


Moral da Estória: Ainda que aos malvados se lhes castigue severamente, dificilmente mudarão sua natureza.

 

Fábulas de Esopo.

Entendendo a fábula:

01 – De acordo com a lenda, como era a vida da formiga antes de ser transformada e quais eram os seus principais defeitos?

      Antes da transformação, a formiga era um homem dedicado à agricultura. Os seus principais defeitos eram a inveja e a avareza, pois ele não se contentava com o resultado do seu próprio trabalho e preferia cobiçar e roubar os frutos do esforço dos seus vizinhos.

02 – Qual foi a reação do deus Zeus perante o comportamento do agricultor e que punição lhe aplicou?

      Zeus ficou profundamente indignado com a ganância e a desonestidade do homem. Como castigo por essa avareza, o deus transformou-o num inseto: a formiga.

03 – Que semelhanças no comportamento da formiga atual provam que ela manteve o seu caráter da vida passada?

      Mesmo com o corpo de um inseto, o seu caráter permaneceu o mesmo. A prova disso é que a formiga continua a percorrer os campos para recolher e acumular o trigo e a cevada que foram cultivados e produzidos por outros, guardando-os egoisticamente para o seu próprio uso.

04 – Como a metamorfose imposta por Zeus falhou em alcançar uma mudança interna no homem?

      A punição de Zeus alterou apenas a forma física (a aparência externa) do homem, transformando-o num animal pequeno. No entanto, o castigo falhou em regenerar a sua mente ou a sua moral, mostrando que a essência gananciosa do indivíduo permaneceu intacta.

05 – Explique a relação entre as ações da formiga e a moral da história: "Ainda que aos malvados se lhes castigue severamente, dificilmente mudarão sua natureza."

      A moral reflete-se perfeitamente no facto de que, apesar de o homem ter sofrido um castigo divino severo e humilhante (perder a sua condição humana), ele não se arrependeu. Isso demonstra que as penalizações externas, por mais duras que sejam, raramente conseguem transformar o caráter de alguém que é intrinsecamente mau ou egoísta; a criatura apenas adapta a sua maldade à nova realidade.

 

FÁBULA: A RAPOSA QUE PERDEU A CAUDA - ESOPO - COM GABARITO

 Fábula: A Raposa que perdeu a cauda


        Uma Raposa foi apanhada numa armadilha. Conseguiu escapar, mas ficou sem a cauda porque a armadilha a cortou.
Sentindo-se envergonhada e ridícula, pensou convencer as outras raposas a cortarem também as suas.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEixa7QF8CpeU-QsXyMBkbrGUTo5H-IVBws0mVFBf99p_Z2IZzxTcQZdV-SUThcy21hiSTEsBmRVJOn4Rh5HPnWc8kRXz5TiSg0olWesW1H1wKotlFPSZUyJ0rRBWFmRDB3ENOo3h5jZR79z2wFl-sstf0_RlnlVlV3rKmc_5VmmMIxcQiLPihsV9FcteOs/s320/raposa.jpg


        Reuniu um bom número de amigas e explicou-lhes que, sem cauda, não só ficariam muito mais bonitas, mas também se livrariam de um peso inútil.

        Ouvindo isto, uma das raposas interrompeu-a e perguntou-lhe:

        -- Se não tivesses perdido a tua cauda, também nos aconselharias a cortar as nossas?


Moral da história: Tem cuidado com quem te dá conselhos tendo em vista os seus próprios interesses.

 

Fábula de Esopo.

Entendendo a fábula:

 

01 – O que aconteceu à raposa no início da história e qual foi a consequência física desse acontecimento?

      A raposa foi apanhada numa armadilha. Embora tenha conseguido escapar com vida, a armadilha acabou por cortar e prender a sua cauda, deixando-a permanentemente sem ela.

02 – Qual foi o verdadeiro motivo que levou a raposa a tentar convencer as outras a cortarem as suas caudas?

      O verdadeiro motivo foi a vergonha e o sentimento de ridículo por ser a única raposa sem cauda. Para não se sentir inferiorizada ou isolada, ela quis que todas as outras ficassem na mesma situação que ela.

03 – Que argumentos a raposa usou perante as suas amigas para justificar que viver sem cauda era uma vantagem?

      A raposa tentou usar a vaidade e o pragmatismo, argumentando que, sem a cauda, elas ficariam muito mais bonitas esteticamente e que também se livrariam de um peso que, segundo ela, era completamente inútil no dia a dia.

04 – De que forma a pergunta feita pela raposa que a interrompeu desmascarou as intenções da protagonista?

      A pergunta questionou se o conselho seria o mesmo caso a protagonista ainda tivesse a sua cauda. Isto expôs o facto de que o conselho não era genuíno nem focado no bem-estar do grupo, mas sim uma estratégia motivada puramente pela sua nova condição de sobrevivente mutilada.

05 – Como a moral da história se aplica ao comportamento da raposa principal na fábula?

      A moral alerta para termos cuidado com conselhos de quem tem interesses próprios. Na fábula, a raposa principal não queria ajudar as amigas a melhorar; ela queria apenas resolver o seu próprio complexo de inferioridade. Ela disfarçou um desejo puramente egoísta de um conselho amigo.

 

 

FÁBULA: A FAIA E A CANANOURA - ESOPO - COM GABARITO

 Fábula: A Faia e a Cananoura

 

        A Faia alta e direita não queria dobrar-se ao vento, antes vendo a Cananoura que se meneava facilmente, a aconselhava que estivesse tesa, sem dobrar-se. Respondeu a Cananoura:

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhvqVUiE5blTeee99xeJ8ypf0VqA5zRN2M031LYO4Wc_B1BltTvSEquhqRnJTLDzjio08SnnErWdOo0JBviaz7c3N90bRW_cAU0Y5BK2aWLGK_q_aGjbwkyPWfw0p8bTi_uf5p-J4uFAnhVm6aKyiVp4pdFzyJTrknyl_-uSMgP75cuj5MKpDHno2-byiw/s320/Faia.jpg


        -- Tu podes resistir e eu não, que não tenho raízes compridas, nem sou forte como tu és.

        Dizendo isto, veio um pé de vento com braveza, que arrancou a Faia com raízes e tudo; mas a Cananoura, que se dobrou, ficou em pé.

 

Moral da fábula: A importância do autoconhecimento.


Fábulas de Esopo.

Entendendo a fábula:

 

01 – Qual era o conselho que a faia dava à cananoura e qual era a justificativa para essa atitude?

      A faia aconselhava a cananoura a manter-se tesa, firme e sem se dobrar perante o vento. A faia agia assim porque confiava na sua própria estrutura física, por ser uma árvore alta, direita e forte, acreditando que a rigidez era a melhor forma de enfrentar as adversidades.

02 – De que forma a resposta da cananoura demonstra que ela possuía uma qualidade que faltava à faia?

      A resposta da cananoura demonstra que ela possuía autoconhecimento e humildade. Ao reconhecer que não tinha raízes compridas nem a força da faia, ela assumiu as suas fraquezas biológicas. Essa consciência permitiu-lhe adotar uma estratégia de sobrevivência baseada na flexibilidade, enquanto a faia, por orgulho e ignorância das suas limitações face a uma força maior, preferiu a rigidez.

03 – O que aconteceu a cada uma das plantas quando o "pé de vento com braveza" atingiu o local?

      A faia, que se recusou terminantemente a ceder e a dobrar-se, acabou por ser arrancada do solo com raízes e tudo pela força do vento. Por outro lado, a cananoura, que se inclinou e acompanhou o movimento do vento com facilidade, conseguiu resistir à tempestade e permaneceu em pé após o perigo passar.

04 – Como o desfecho da fábula ilustra o contraste entre o conceito de força bruta e o conceito de adaptabilidade?

      O desfecho mostra que a força bruta e a rigidez (representadas pela faia) parecem invencíveis à primeira vista, mas tornam-se frágeis e quebram quando enfrentam um poder superior. Em contrapartida, a adaptabilidade e a maleabilidade (representadas pela cananoura) provam ser muito mais eficazes para a sobrevivência, já que ceder temporariamente não significa derrota, mas sim uma forma inteligente de preservação.

05 – Explique como o comportamento das personagens se relaciona diretamente com a moral da história: "A importância do autoconhecimento."

      A fábula liga-se à moral mostrando que o autoconhecimento salva vidas. A cananoura conhecia os seus limites e, por saber que era frágil, usou a flexibilidade a seu favor e sobreviveu. Já a faia carecia de autoconhecimento real: ela julgava-se inabalável devido à sua altura e porte, mas não soube avaliar que o vento podia ser mais forte do que as suas raízes. A falta de noção sobre si mesma e sobre o ambiente levou à sua destruição total.

 

FÁBULA: O CÃO, O GALO E A RAPOSA - ESOPO - COM GABARITO

 Fábula: O cão, o galo e a raposa

         Um Cachorro e um Galo que viajavam juntos, resolveram se abrigar da noite, em uma árvore. O Galo se acomodou num galho no alto, enquanto o cão deitou-se num oco, na base do tronco da mesma. Quando amanheceu, o Galo, como de costume, cantou ao despertar.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiwL0EFqPSWro7ySu4GOT-bB02JBKdm89bE16sxjoAvIzQOldUoAAtYmohRx0Y5p7whYb5GxZfsHUMCw0u6Y8cotxwsDB-T1ijIfngmqcv7JxSDqANKiq1B6E7NMBJtRlRa3ZO8V9wE2T_-qWIOsUKFkd5NPU_hqq9GkVM2iPxa2m06QOxrkNGPQVNxNkE/s320/cao.jpg


        Uma Raposa, que procurava comida ali perto, ao escutar o canto, se aproximou da árvore, e foi logo dizendo o quanto lhe agradaria conhecer de perto, o dono de tão extraordinária voz.
"Se você me permitir", ela disse, "Ficarei muito grato de passar o dia em sua companhia, apreciando sua voz."

        O Galo então disse: "Senhor, por favor, dê a volta na árvore, e peça para meu porteiro lhe abrir a porta, pois eu o receberei de bom grado."

        Quando a Raposa se aproximou da árvore, o Cachorro a atacou afugentando-a para longe.


Moral da História: Quem age de má fé, cedo ou tarde acaba por cair na própria armadilha.

Fábula de Esopo.

Entendendo a fábula:

 01 – Como o cão e o galo se organizaram para passar a noite e de que forma essa escolha estratégica influenciou o desfecho da história?

      O galo e o cão escolheram uma mesma árvore para se abrigar, mas em alturas diferentes: o galo acomodou-se num galho alto e o cão deitou-se num oco na base do tronco. Esta organização foi crucial para o desfecho, pois permitiu que o galo ficasse seguro e fora do alcance imediato de predadores, enquanto o cão ficou posicionado estrategicamente no chão, pronto para agir caso algum perigo se aproximasse da base da árvore.

02 – Qual era a verdadeira intenção da raposa ao elogiar a voz do galo e que argumento ela utilizou para tentar convencê-lo a descer?

      A verdadeira intenção da raposa, que estava à procura de comida, era caçar e devorar o galo. Para alcançar o seu objetivo sem levantar suspeitas, ela usou a lisonja e o fingimento, elogiando a "extraordinária voz" do galo e afirmando que ficaria muito grata se pudesse passar o dia na sua companhia apenas para apreciar o seu canto.

03 – Como o galo demonstrou astúcia ao responder à proposta capciosa da raposa?

      O galo demonstrou grande inteligência ao não se deixar levar pelos elogios da raposa. Em vez de descer do galho seguro, ele fingiu aceitar o pedido, mas direcionou a raposa para a base da árvore, dizendo de forma irónica que ela deveria falar primeiro com o seu "porteiro" para que este lhe abrisse a porta. Com isso, ele fez com que a raposa fosse ao encontro do cão sem que ela suspeitasse do perigo.

04 – O que aconteceu quando a raposa seguiu as instruções do galo e como o conflito foi resolvido?

      Seguindo a indicação do galo, a raposa aproximou-se do oco da árvore à procura do suposto "porteiro". Nesse momento, o cão, que ali dormia, acordou e atacou-a imediatamente, afugentando-a para longe. O conflito resolveu-se através da união e da proteção mútua entre os dois animais viajantes, que neutralizaram a ameaça da predadora.

05 – De que maneira o desfecho da narrativa ilustra a moral da história: "Quem age de má fé, cedo ou tarde acaba por cair na própria armadilha."?

      A moral ilustra-se no facto de a raposa ter tentado criar uma armadilha psicológica (usando a mentira e a falsa amizade) para enganar o galo e transformá-lo em refeição. No entanto, por agir de má fé, a sua própria ganância cegou-a para os perigos ao redor, fazendo com que ela caísse na "armadilha" armada pelo galo, acabando por ser surpreendida e atacada pelo cão que ela não previu que estivesse ali.

 

 

quarta-feira, 20 de maio de 2026

FÁBULA: O MORCEGO E A DONINHA - ESOPO - COM GABARITO

 Fábula: O Morcego e a Doninha

         Um dia, um Morcego caiu num buraco de uma Doninha e foi apanhado por ela. Pediu-lhe que lhe poupasse a vida, mas a Doninha recusou respondendo-lhe que não o podia fazer porque era inimiga dos pássaros.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgL7aO_KjJslHznTUNoUIVlrwdyFmsnZjkrwcvma4bi5h1iG57Fw4qhxxnhwXzFWRZa-CUKmGu-fux-CtptOZ11ots-yVzFpHQ2JYQr0rldFH9ODdcurL5S0aFhrPpYg1BaWVUF5JCt6sokw21HKWjnbvctJ-WzIw_g0eRehHCY9N9z0mForcwyLarXFCY/s320/morcego.jpg
 

        -- Mas eu não sou um pássaro, sou um rato! – argumentou o Morcego.

        Ouvindo isto, a Doninha poupou-lhe a vida e deixou-o partir.

        Pouco tempo depois, o Morcego voltou a cair e foi apanhado por outra Doninha. Desta vez, quando o Morcego lhe pediu que lhe poupasse a vida, a Doninha respondeu que não podia, porque detestava ratos.

        -- Mas eu não sou um rato, sou um pássaro! – respondeu-lhe o Morcego.

        A Doninha deixou-o partir, poupando-lhe a vida.

Moral da história: É bom sabermos adaptar-nos às circunstâncias.

Fábula de Esopo.

Entendendo a fábula:

01 – No primeiro encontro, por que a Doninha recusou inicialmente o pedido do Morcego para lhe poupar a vida e qual foi o argumento utilizado por ele para se salvar?

      A Doninha recusou poupar a vida do Morcego porque afirmou que era, por natureza, inimiga declarada dos pássaros. Para se salvar, o Morcego usou a sua anatomia ambígua a seu favor, argumentando que ele não era um pássaro, mas sim um rato. Ao ouvir essa justificativa, a Doninha mudou de ideias e libertou-o.

02 – O que aconteceu no segundo encontro do Morcego que o colocou novamente em perigo de vida? Como a ameaça desta segunda Doninha diferia da primeira?

      O Morcego cometeu o erro de cair novamente num buraco e foi capturado por uma segunda Doninha. A ameaça desta nova Doninha era exatamente o oposto da primeira: enquanto a primeira odiava pássaros, esta segunda afirmou que detestava ratos, o que invalidava o argumento anterior que o Morcego tinha utilizado para sobreviver.

03 – Como o Morcego conseguiu salvar-se da segunda Doninha, considerando que ela detestava a criatura que ele dizia ser no primeiro encontro?

      O Morcego adaptou rapidamente o seu discurso à nova ameaça. Como a segunda Doninha detestava ratos, ele alterou a sua identidade e afirmou: "Mas eu não sou um rato, sou um pássaro!". Mostrando as suas asas, ele convenceu o predador e conseguiu que a sua vida fosse poupada mais uma vez.

04 – As características físicas do morcego (ter asas como uma ave, mas corpo e feições semelhantes aos de um roedor) são fundamentais para o desenvolvimento da história. Explique como o personagem usou essa dualidade de forma estratégica.

      O Morcego usou a sua dualidade física como uma estratégia de sobrevivência baseada na conveniência. Ele não mentiu completamente em nenhuma das situações, mas escolheu omitir uma parte da sua natureza e enfatizar a outra dependendo de quem o atacava. Contra o inimigo dos pássaros, agiu como rato; contra o inimigo dos ratos, agiu como pássaro.

05 – A moral da história afirma que "É bom sabermos adaptar-nos às circunstâncias". De que forma as ações do Morcego exemplificam essa lição e como isso pode ser aplicado à vida real?

      O Morcego exemplifica a moral ao não demonstrar um comportamento rígido ou teimoso; ele avaliou o perigo de cada momento e mudou a sua postura para sobreviver. Na vida real, a fábula ensina que a flexibilidade e a astúcia são ferramentas essenciais. Em vez de nos lamentarmos perante as dificuldades, devemos analisar o cenário e ajustar o nosso comportamento e argumentos para superar os diferentes obstáculos que surgem.

 

FÁBULA: A LAMPARINA - ESOPO - COM GABARITO

 Fábula: A lamparina

 

        Uma lamparina cheia de óleo gabava-se de ter um brilho superior ao do Sol.

 Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWZ1mINa9LzGVhyWDTe4OzgXyloZVgolnTHRnGDZMPjifykiK7Ud0nFbpt1p7ldf0nphSw5_kX6YYj0-KouxOsF8ETYv-n1eylZeV6tZNQHfQ3lUMUkMo40uhCAj574TUVAqQuGnB-WFs2xBBg4FyKi1T0HCB_zjl08y3_Z14raWVYuQiIkJBUSN90jhs/s320/LAMPARINA.jpg


        Um assobio, uma rajada de vento e ela apagou-se.

        Acenderam-na de novo e lhe disseram:

        -- Ilumina e cala-te. O brilho dos astros não conhece o eclipse.

Moral da Estória:

        Que o brilho de uma vida gloriosa não te encha de orgulho. Nada do que adquirimos nos pertence de verdade.


Fábulas de Esopo

Entendendo a fábula:

01 – Por que a lamparina se gabava no início da fábula?

      A lamparina se gabava porque estava cheia de óleo e acreditava que o seu brilho era superior ao do próprio Sol.

02 – O que aconteceu para que a lamparina se apagasse?

      Bastaram um assobio e uma rajada de vento para que a chama da lamparina se apagasse completamente.

03 – O que disseram à lamparina depois que a acenderam novamente?

      Disseram para ela iluminar e calar-se, lembrando-lhe que o verdadeiro brilho dos astros (como o Sol e as estrelas) não sofre eclipses ou se apaga facilmente como ela.

04 – Qual é a principal crítica feita ao comportamento da lamparina?

      A crítica é direcionada à sua arrogância e vaidade. Ela se orgulhava de algo temporário e frágil (seu brilho alimentado por óleo) comparando-se a algo grandioso e permanente (o Sol).

05 – Qual é a moral da história e o que ela nos ensina sobre o orgulho?

      A moral é que o brilho de uma vida gloriosa não deve nos encher de orgulho, pois nada do que adquirimos nos pertence de verdade. Ela nos ensina que o sucesso e as posses materiais são passageiros e que devemos cultivar a humildade.

 

 

 

domingo, 17 de maio de 2026

FÁBULA: AS CABRAS MONTANHESAS E O CABREIRO - ESOPO - COM GABARITO

Fábula: As cabras montanhesas e o cabreiro

              Esopo

         Levou um cabreiro a pastar a suas cabras e de pronto viu que as acompanhavam unas cabras montanhesas. Legada a noite, levou todas a sua gruta.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhvPhQ1W7tK3NvjY77F1EFs43WoP-uS25uz8QcMRygxaRggJGxBFUmm9K3Cvu3j7WtbUrt8EfMoYZIa4Q9vuGAZJbtOBcHRzusjOeKAhvJylWZukwwa0RmHNBnZAFbjF2pFrKX0scyTgtKigJFphGrp2mlwZ5i_xQBiZtMxIgkiEMNAzu0gXypuWeupf8g/s1600/CABRAS.jpg

         Na manhã seguinte caiu uma forte tormente e não podendo levá-las, cuidou lá mesmo. Porém, enquanto dava a suas próprias cabras um punhado de forragem, às montanhesas servia muito mais, com o propósito de ficar com elas. Terminou por fim o mau tempo, e saíram todas ao campo, porém as cabras montanhesas escaparam para a montanha. Acusou-as o pastor de ingratas, por abandoná-lo depois de tê-las atendido tão bem, mas elas lhe responderam:
- Maior razão para desconfiar de ti, porque se a nós recém chegadas nos tratou melhor que a tuas velhas e leais escravas, significa isto que se logo vierem outras cabras, tu nos depreciaria por elas.

       Nunca confíes em quem pretende tua nova amizade a ponto de abandonar a que já tinha.


Entendendo o texto

01. O que o cabreiro percebeu de diferente enquanto levava as suas cabras para pastar no início do texto?

a. percebeu que o lobo estava vigiando o seu rebanho de longe.

b. viu que algumas cabras montanhesas haviam se juntado às suas cabras.

c. notou que o pasto estava seco e que precisaria buscar abrigo em uma gruta.

d. descobriu que metade do seu rebanho havia fugido para a montanha.

 

02. Por qual motivo o pastor decidiu dar muito mais alimento (forragem) para as cabras montanhesas do que para as suas próprias cabras?

a. porque as cabras montanhesas estavam muito mais magras e doentes que as dele.

b. porque ele tinha medo de ser atacado pelas cabras montanhesas dentro da gruta.

c. porque ele tinha o propósito de agradá-las para que elas ficassem com ele definitivamente.

d. porque suas próprias cabras se recusavam a comer a forragem durante a tormenta.

 

03. Como as cabras montanhesas reagiram assim que o mau tempo acabou e todos os animais saíram ao campo?

a. elas atacaram o pastor para defender as outras cabras.

b. elas agradeceram ao cabreiro e prometeram voltar no próximo inverno.

c. elas fugiram imediatamente de volta para a montanha.

d. elas decidiram expulsar as cabras velhas para liderar o rebanho.

 

04. O pastor acusou as cabras montanhesas de serem ingratas. Qual foi o argumento utilizado por elas para justificar a fuga?

a. disseram que preferiam a liberdade da montanha do que a comida da gruta.

b. explicaram que, se o pastor tratou as recém-chegadas melhor do que as suas velhas e leais escravas, ele faria o mesmo com elas se outras cabras surgissem no futuro.

c. afirmaram que a comida oferecida pelo pastor era de má qualidade e as deixou doentes.

d. responderam que o rebanho antigo do pastor não as aceitou bem e foi agressivo.

 

05. A moral da história alerta para nunca confiar em quem pretende uma nova amizade a ponto de abandonar a que já tinha. Na história, quem representa essa atitude criticada?

a. as cabras montanhesas, que abandonaram o pastor após comerem bastante.

b. as cabras antigas, que não defenderam o dono diante das estrangeiras.

c. a forte tormenta, que mudou o rumo dos animais sem aviso prévio.

d. o cabreiro, que desvalorizou suas companheiras leais e antigas para tentar bajular as novas cabras.

  

sábado, 16 de maio de 2026

FÁBULA: A RAPOSA E O PORCO ESPINHO - ESOPO - COM GABARITO

 Fábula: A raposa e o porco espinho

             Esopo

 Uma Raposa, que precisava atravessar a nado um rio não muito caudaloso, acabou surpreendida por uma forte e inesperada enchente.

Depois de muita luta, teve forças apenas para alcançar a margem oposta, onde caiu quase sem fôlego e exausta.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiXu1tw9tXvGMEFtH7ISrDKFEiZgiS4a6VSM9pEdySaTZylDQPxH2IteOjcpErrD1ONOg8MTjS-xT_fzFB3yAYotSExB8YPPS7SBSet94zSGBRW0vPKoy4jMehnhN771MYBWm7OVCEEtiFqs9MtesUfwfH5KxEivbldn_w2nVsOacNg1JF-4F_fEj800Y8/s1600/raposa.jpg 


Mesmo assim, estava feliz por ter vencido aquela forte correnteza, da qual chegou a imaginar que jamais sairia com vida.
Pouco tempo depois, veio um enxame de moscas sugadoras de sangue e pousaram sobre ela. Mas, ainda fraca para fugir delas, permaneceu quieta, repousando, em seu canto.
Então veio um Porco Espinho, que vendo todo aquele seu drama, gentilmente se dispôs a ajudá-la e disse:
- "Deixe-me espantar estas moscas para longe de você!"
E exclamou a Raposa quase sussurrando:
- "Não! Por favor não perturbe elas. Elas já pegaram tudo aquilo de que precisavam. Se você as espanta, logo outro enxame faminto virá e irão tomar o pouco sangue que ainda me resta!"

Moral: Pode ocorrer que, algumas vezes, o remédio para a cura de um mal é pior que o mal em si mesmo.

Entendendo o texto

01. O que aconteceu com a raposa no início do texto enquanto ela tentava atravessar o rio?

a) ela foi atacada por um enxame de moscas sugadoras antes de entrar na água.

b) ela foi surpreendida por uma forte e inesperada enchente.

c) ela desistiu da travessia por achar o rio muito caudaloso e perigoso.

d) ela foi salva por um porco-espinho que a puxou de dentro da correnteza.

 

02. Por que a raposa não conseguiu fugir ou espantar as moscas assim que elas pousaram sobre o seu corpo?

a) ela estava com muito medo de entrar na água novamente.

b) ela achou que as moscas eram suas amigas e não lhe fariam mal.

c) ela estava fraca, exausta e sem fôlego devido ao esforço para sobreviver à correnteza.

d) ela estava presa nos espinhos de um arbusto na margem oposta.

 

03. Qual foi a atitude do porco-espinho ao se deparar com a situação dramática da raposa?

a) ele se ofereceu gentilmente para espantar as moscas para longe dela.

b) ele riu do sofrimento da raposa e continuou o seu caminho pela floresta.

c) ele aconselhou a raposa a pular de volta no rio para se livrar dos insetos.

d) ele chamou outros animais para ajudar a carregar a raposa até um lugar seguro.

 

04. Por qual motivo a raposa recusou a ajuda oferecida pelo porco-espinho?

a) ela temia que os espinhos do porco-espinho a machucassem ainda mais.

b) ela explicou que aquelas moscas já estavam satisfeitas, e que se fossem espantadas, um novo enxame faminto viria sugar o resto de seu sangue.

c) ela preferia resolver seus próprios problemas sozinha, sem a ajuda de estranhos.

d) ela percebeu que o porco-espinho estava aliado às moscas para enganá-la.

 

05. A moral da história afirma que "o remédio para a cura de um mal é pior que o mal em si mesmo". Como essa lição se aplica à decisão da raposa?

a) mostra que ela preferiu continuar sofrendo com as moscas atuais porque a solução proposta traria um sofrimento ainda maior.

b) indica que o porco-espinho queria piorar a situação da raposa de propósito.

c) comprova que o rio era o verdadeiro mal da história e que não havia cura para a raposa.

d) sugere que a raposa errou ao não aceitar o remédio que o porco-espinho lhe ofereceu.

 

FÁBULA: O BURRO, A RAPOSA E O LEÃO - ESOPO - COM GABARITO

 Fábula: O Burro, a Raposa e o Leão

              Esopo

O Burro e a Raposa acordaram proteger-se mutuamente e foram juntos para a floresta em busca de comida. Mal tinham começado a caminhada quando encontraram um Leão. Perante este perigo, a Raposa aproximou-se do Leão e propôs-lhe:
- Se me poupares, ajudo-te a caçares o Burro sem grande esforço.

 
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O Leão aceitou a troca. Satisfeita, a Raposa voltou para junto do Burro e tranquilizou-o:
- Não tenhas receio porque o Leão prometeu que não nos fará mal.
O Burro acreditou no que ela disse e continuou a pastar despreocupadamente. Mas, a pouco e pouco, a Raposa conduziu-o para a beira de uma ravina e provocou a sua queda.
Vendo que o Burro já não podia fugir-lhe, o Leão atirou-se à raposa e comeu-a.

Moral da história: Não confies nos teus inimigos.

Entendendo o texto

01. Qual era o objetivo do acordo inicial feito entre o Burro e a Raposa antes de entrarem na floresta?

a) dividir o território da floresta para que nenhum dos dois ficasse sem espaço.

b) protegerem-se mutuamente enquanto buscavam comida juntos.

c) enganar o Leão para conseguir roubar o alimento dele.

d) apostar quem conseguiria encontrar o caminho de volta primeiro.

 

02. O que a Raposa fez logo após o grupo encontrar o Leão na floresta?

a) correu para se esconder atrás do Burro e pedir proteção a ele.

b) atacou o Leão de surpresa para salvar a vida do Burro.

c) propôs um acordo secreto ao Leão, oferecendo-se para ajudá-lo a caçar o Burro em troca de sua própria vida.

d) aconselhou o Burro a pular na ravina para escapar do predador.

 

03. Como a Raposa conseguiu fazer com que o Burro caísse na ravina sem que ele suspeitasse de suas intenções?

a) ela o assustou com um grito alto, fazendo-o correr na direção errada.

b) ela mentiu dizendo que o Leão não lhes faria mal, deixando-o despreocupado enquanto o guiava lentamente para a armadilha.

c) ela usou a força física para empurrá-lo enquanto ele estava distraído bebendo água.

d) ela o desafiou para uma corrida até a beira do precipício.

 

04. Como o Leão agiu assim que percebeu que o Burro estava preso na ravina e não tinha como fugir?

a) ele cumpriu o trato com a Raposa e dividiu a presa com ela.

b) ele libertou o Burro da ravina por pena e expulsou a Raposa da floresta.

c) ele atacou primeiro a Raposa e a comeu, quebrando a promessa que havia feito.

d) ele foi embora sem atacar nenhum dos dois animais.

 

05. A moral da história é "Não confies nos teus inimigos". Diante do comportamento do Leão com a Raposa, que outra lição pode ser extraída sobre a traição?

a) quem trai um aliado para se salvar acaba se tornando uma vítima da própria falta de caráter de quem se aliou.

b) a inteligência da Raposa foi recompensada no final, pois ela conseguiu o que queria.

c) o Leão mostrou-se um parceiro confiável e justo com os animais mais fracos da floresta.

d) o Burro foi o verdadeiro culpado pela situação por não ter corrido mais rápido.

 

FÁBULA: AS RÃS QUE QUERIAM UM REI - ESOPO - COM GABARITO

 FÁBULA: AS RÃS QUE QUERIAM UM REI

                  Esopo

 Irritadas com a anarquia que reinava entre elas, as rãs enviaram uma delegação a Zeus: queriam um rei. Zeus viu como elas eram ingénuas. Jogou então um pedaço de madeira no açude dizendo-lhes que aquilo era seu rei. A princípio assustadas com o ruído, as rãs fugiram para a parte mais profunda do açude. Depois, como o pedaço de madeira permanecesse imóvel, elas voltaram à superfície e começaram a zombar do seu soberano a ponto de montar em suas costas.

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Achando-se logradas, voltaram a Zeus e pediram um rei um pouco mais enérgico. Zeus então lhes enviou uma hidra que se lançou sobre elas e as devorou.

Mais vale ter como governante um bravo homem, embora lento, que um celerado que semeia o terror.

Entendendo o texto

01. No início do texto, qual foi o motivo que levou as rãs a pedirem um rei a Zeus?

a.  Elas queriam alguém para protegê-las da hidra.

b.  Elas estavam cansadas da anarquia (falta de ordem) em que viviam.

c.  Elas queriam ser famosas entre os outros animais do açude.

d.  Zeus as obrigou a escolher um governante.

 

02. Como as rãs reagiram ao primeiro rei (o pedaço de madeira) após perceberem que ele não se movia?

a.  Ficaram com medo e permaneceram no fundo do açude.

b.  Trataram o pedaço de madeira com muito respeito e submissão.

c.  Começaram a zombar dele e chegaram a subir em suas costas.

d.  Decidiram que não precisavam mais de nenhum rei.

 

03. Por que as rãs voltaram a procurar Zeus após a chegada do primeiro rei?

a.  Porque acharam o rei madeira muito parado e queriam alguém mais enérgico.

b. Porque o pedaço de madeira havia afundado no açude.

c. Porque queriam agradecer a Zeus pelo presente recebido.

d. Porque a hidra já estava atacando o açude e elas precisavam de ajuda.

 

04. O que aconteceu quando Zeus enviou o segundo rei (a hidra)?

a. A hidra organizou o açude e acabou com a anarquia.

b. A hidra tornou-se amiga das rãs e brincava com elas.

c. A hidra ignorou as rãs, agindo da mesma forma que o pedaço de madeira.

d. A hidra atacou as rãs e começou a devorá-las.

 

05. A moral da fábula sugere que:

a. É sempre melhor mudar de governante quando não estamos satisfeitos.

b. É preferível um líder tranquilo e honesto do que um cruel que cause medo.

c.  A anarquia é a melhor forma de convivência para os animais.

d. Devemos sempre pedir coisas difíceis aos deuses para sermos ouvidos.

 

 

 

 

quarta-feira, 14 de maio de 2025

FÁBULA: A RATOEIRA E O RATO - ESOPO - COM GABARITO

Fábula: “A Ratoeira e o Rato”

              ESOPO

        Numa planície da Ática, perto de Atenas, morava um fazendeiro com sua mulher; ele tinha vários tipos de cultivares, assim como: oliva, grão de bico, lentilha, vinha, cevada e trigo. Ele armazenava tudo num paiol dentro de casa, quando notou que seus cereais e leguminosas, estavam sendo devoradas pelo rato. O velho fazendeiro foi a Atenas vender partes de suas cultivares e aproveitou para comprar uma ratoeira.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjZktR-tuni1O_jE2fu_rfaDThgWdMEC4aN8u6F5hPpkc9vRFAa78Fsm7EM16OuxuiLHDgWicngwsyzWAsQma_X_xVSJiCgIoHgFAXBSbGHgr7WA2Yy0qI96O966zUj-7gtnzZYxhVsUOlPTJOlTKnt1oFRRgNiZDxjq3RJzWq7N7c3lbnFXc_dahc2dk0/s320/RATO.png


        Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali.

       Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.

      Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:

       - Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!

      A galinha disse:

      - Desculpe-me Senhor Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.

     O rato foi até o porco e disse:

     - Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!

     - Desculpe-me Senhor Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranquilo que o Senhor será lembrado nas minhas orações.

      O rato dirigiu-se à vaca. E ela lhe disse:

      - O que? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não! Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima.

      A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego.

       No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher. O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.

      Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.

     Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.

     Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.

     A mulher não melhorou e acabou morrendo.

     Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.

Moral: Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco. O problema de um é problema de todos.

Compreendo o texto

01. Em "O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal", o autor referiu-se:

a. a uma faca grande para matar a vaca.

b. a uma bota para esmagar o rato.

c. a uma faca grande para matar a galinha.

d. a um animal grande desconhecido que serviria de jantar.

02. Qual dos seguintes animais NÃO foi procurado pelo rato para alertar sobre a ratoeira?

a. A galinha.

b. O porco.

c. O gato.

d. A vaca.

03. Onde se passava a história da fábula?

a. Numa floresta distante.

b. Numa cidade movimentada.

c. Numa planície da Ática, perto de Atenas.

d. Numa montanha isolada.

04. Qual foi o primeiro evento inesperado que aconteceu após a ratoeira ser colocada?

a. O rato foi pego na ratoeira.

b. A galinha ficou doente.

c. A ratoeira pegou a cauda de uma cobra venenosa.

d. O porco fugiu da fazenda.

05. Qual foi o último animal sacrificado pelo fazendeiro na história?   

a. galinha.

b. O porco.

c. A vaca.

d. O rato.

06. Qual é a principal moral da fábula "A Ratoeira e o Rato"?

a. Devemos sempre ter medo de coisas novas.

b. Os problemas dos outros não nos afetam.

c. Quando há um perigo para um, todos estão em risco.

d. É importante ter muitos amigos e vizinhos.