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sábado, 21 de março de 2026

ENSAIO HUMANÍSTICO: O DIREITO À LITERATURA - ANTÔNIO CANDIDO - COM GABARITO

 ENSAIO HUMANÍSTICO:  O DIREITO À LITERATURA

                                     Antônio Candido

               Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura, desde o que chamamos folclore, lenda, até as formas mais complexas e difíceis da produção escrita das grandes civilizações.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh2jM5NM_c5sACfOIZw9h_GB4xD7M8FQQyLKnslbUyozRo5wbSmI2raEqy8IB0wjv0dvgQLWL9QwLg9OFqiG8odkWQS7mVjqHQxv5IC-XeERLMP2g7fyiNFjgoobVYez9eVWX6gJ6pQDVNecCRmc17Jr2TZGQ4ukFtAaGfQokNBFhAbyKkXBT6uTc0FgUY/s1600/LITERATURA.jpg


            Vista deste modo a literatura aparece claramente como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabulado. O sonho assegura durante o sono a presença indispensável deste universo, independentemente da nossa vontade. E durante a vigília a criação ficcional está presente em cada um de nós, como anedota, história em quadrinhos, noticiário policial, canção popular. Ela se manifesta desde o devaneio no ônibus até a atenção fixada na novela de televisão ou na leitura seguida de um romance.

            Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito.

            Podemos dizer que a literatura é o sonho acordado das civilizações. Portanto, assim como não é possível haver equilíbrio psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Deste modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade, inclusive porque atua em grande parte no subconsciente e no inconsciente.

            Cada sociedade cria as suas manifestações ficcionais, poéticas e dramáticas de acordo com os seus impulsos, as suas crenças, os seus sentimentos, as suas normas, a fim de fortalecer em cada um a presença e atuação deles. Por isso é que nas nossas sociedades a literatura tem sido um instrumento poderoso de instrução e educação, entrando nos currículos, sendo proposta a cada um como equipamento intelectual e afetivo.

                                                                                                          Antonio Candido

Adaptado de Vários escritos. São Paulo: Duas Cidades, 1995.

 

ENTENDENDO O TEXTO

01. Qual é a definição de "literatura" adotada pelo autor no início do texto?

a. Apenas as obras escritas clássicas e difíceis das grandes civilizações.

b. Todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático, desde o folclore até o romance complexo.

c. Somente as notícias de jornal e os fatos reais do cotidiano.

d. Apenas os livros que são ensinados obrigatoriamente nas escolas.

02. Antônio Candido compara a literatura ao ato de "sonhar". Qual é o objetivo dessa comparação?

a. Dizer que a literatura serve para fazer as pessoas dormirem mais rápido.

b. Mostrar que, assim como o sonho é uma necessidade biológica para o equilíbrio psíquico, a ficção é uma necessidade universal para o equilíbrio social.

c. Afirmar que a literatura não tem valor real, sendo apenas uma fantasia sem importância.

d. Provar que as pessoas que leem muito sofrem de insônia.

03. O autor afirma que a literatura é um "fator indispensável de humanização". Segundo o texto, por que ela exerce esse papel?

a. Porque ela ensina as pessoas a lerem mais rápido e a escreverem sem erros.

b. Porque ela confirma o homem na sua humanidade, atuando inclusive no seu subconsciente e nas suas crenças e sentimentos. c. Porque ela obriga as pessoas a serem boazinhas umas com as outras o tempo todo.

d. Porque ela é o único instrumento que permite ao homem ganhar dinheiro e status social.

04. Na frase "a literatura é o sonho acordado das civilizações", o que o autor sugere sobre a função social da arte ficcional?

a. Que a sociedade vive em um estado de sono profundo e não percebe a realidade.

b. Que a literatura permite que a sociedade processe seus impulsos, crenças e normas de forma criativa, mantendo seu equilíbrio.

c. Que as civilizações antigas eram melhores porque sonhavam mais que as modernas.

d. Que o direito à literatura deveria ser exercido apenas durante a noite.

05. Por que a literatura é incluída nos currículos escolares e proposta como "equipamento intelectual e afetivo"?

a. Para punir os alunos que não gostam de ler histórias em quadrinhos.

b. Porque ela é um instrumento poderoso de instrução e educação, ajudando a fortalecer os sentimentos e normas de uma sociedade. c. Porque o governo precisa vender mais livros para as bibliotecas públicas.

d. Porque ler romances é a única forma de aprender sobre a história das guerras.

quinta-feira, 6 de março de 2025

ARTIGO DE OPINIÃO(ENSAIO): COMO AMAR UMA CRIANÇA - JANUSZ KORCZAK - COM GABARITO

 ARTIGO DE OPINIÃO(ENSAIO): COMO AMAR UMA CRIANÇA

           Janusz Korczak

        A criança que você pôs no mundo pesa 10 libras. É feita com oito libras de água e um punhado de carbono, cálcio, azoto, sulfato, fósforo, potássio e ferro. Você deu à luz a oito libras de água e a duas libras de cinzas. Assim cada gota de seu filho era o vapor da nuvem, o cristal da neve, da bruma, do orvalho, da água da nascente e da lama de um esgoto. Milhões de combinações possíveis de cada átomo de carbono ou de azoto.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj2iYyOzmD_hb4cy4Dhl-UPnCJ4pLhukMiwsJG5neHkWqlKSAriZtLKqSlfCg33Etqj-aULRRuGrY3Ft1Q4YvZ3PuZFGK7IRhNTI3SLJ84PHYldzBXqbbctQnXaJgXlOwT7Gfh6Fp5Ym7GEFWBlaavSUjON77jnRyRoMKf7MRbnCE5Y5iAS6Vuil84jqRg/s320/dia-das-criancas-desenho7.png


        Você apenas reuniu o que já existia.

        Olhe a Terra suspensa no infinito.

        O Sol, seu próximo companheiro, está a 50 milhões de milhas.

        Nosso pequeno planeta não é mais que 3.000 milhas de fogo recoberto por uma película que tem apenas dez milhas.

        Sobre essa fina película, um punhado de continentes jogados entre os oceanos.

        Sobre esses continentes, no meio das árvores, arbustos, pássaros e animais – o ruído dos homens.

        Entre estes milhões de homens, está você, que deu à luz a um homem a mais. O que é ele? Um galinho, uma poeira – um nada.

        É tão frágil que uma bactéria pode matá-lo; uma bactéria que aumentada mil vezes é apenas um ponto no campo visual.

        Mas este nada é irmão das vagas do mar, do vento, do relâmpago, do Sol, da Via Láctea. Este grão de poeira é irmão da espiga do milho, da relva, do carvalho, da palmeira, irmão de um passarinho, do filhote de leão, de um potrinho, de um cãozinho.

        Neste nada há qualquer coisa que sente, deseja, observa; que sofre e que odeia; que é feliz e que ama; que tem confiança e que duvida; que acolhe e que rejeita.

        Este grão de poeira encerra o seu pensamento as estrelas e os oceanos, as montanhas e os precipícios. E o que é a essência da alma senão todo o Universo, faltando apenas as suas dimensões.

        É esta a contradição inerente ao ser humano: nascido de um quase nada, Deus está nele.

Janusz Korczak. Como amar uma criança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984.

Fonte: Português – Novas Palavras – Ensino Médio – Emília Amaral; Mauro Ferreira; Ricardo Leite; Severino Antônio – Vol. Único – FTD – São Paulo – 2ª edição. 2003. p. 564-565.

Entendendo o texto:

01 – Qual a composição básica de um bebê recém-nascido, segundo o autor?

      O bebê é composto principalmente de água (oito libras) e uma mistura de elementos como carbono, cálcio, azoto, sulfato, fósforo, potássio e ferro (duas libras de cinzas).

02 – Como o autor descreve a vastidão do universo em relação à Terra e aos seres humanos?

      O autor destaca a pequenez da Terra e dos seres humanos em comparação com a imensidão do universo, enfatizando a fragilidade da vida humana.

03 – Qual a aparente contradição que o autor destaca na natureza humana?

      A contradição está em como um ser humano, que nasce de "um quase nada" e é extremamente frágil, carrega dentro de si a essência do universo e até mesmo de Deus.

04 – O que o autor quer dizer ao afirmar que "a essência da alma (humana) senão todo o universo, faltando apenas as suas dimensões"?

      Ele quer dizer que, apesar de sermos pequenos e frágeis, carregamos em nós a capacidade de sentir, pensar e experienciar o mundo de forma profunda e complexa, tal como o universo em sua totalidade.

05 – Qual a analogia utilizada pelo autor para ilustrar a relação do ser humano com os elementos da natureza?

      O autor utiliza a analogia de que o ser humano é "irmão das vagas do mar, do vento, do relâmpago, do Sol, da Via Láctea", destacando a conexão intrínseca entre os seres humanos e o mundo natural.

06 – Como o autor descreve a fragilidade da vida humana?

      O autor descreve a fragilidade da vida humana ao mencionar que "uma bactéria pode matá-lo; uma bactéria que aumentada mil vezes é apenas um ponto no campo visual".

07 – O que o autor enfatiza sobre a capacidade de sentir e experienciar do ser humano?

      O autor enfatiza que, apesar de sua pequenez, o ser humano é capaz de sentir, desejar, observar, sofrer, odiar, ser feliz, amar, ter confiança e duvidar, acolher e rejeitar.

 

 

ARTIGO DE OPINIÃO(ENSAIO): AUTORIDADE EM ÉTICA - (FRAGMENTO) - BERTRAND RUSSELL - COM GABARITO

 ARTIGO DE OPINIÃO(ENSAIO): Autoridade em Ética – Fragmento

             Bertrand Russell

        Pode-se dizer, em tese, que a essência da ética provém da pressão da comunidade sobre o indivíduo. O homem pouco tem de gregário, e nem sempre sente, instintivamente, os desejos comuns à sua grei. Esta, ansiosa para que o indivíduo aja no seu interesse, tem inventado vários artifícios com o fim de harmonizar os interesses individuais com os seus próprios. Um destes é o governo, outro é a lei e o costume, e o outro é a moral. A moral torna-se uma força eficiente de duas maneiras: primeiro, através do louvor e da censura dos que o cercam e das autoridades; e segundo, através do autolouvor e da autocensura, os quais são chamados de “consciência”. Por meio destas várias forças — governo, lei, moral — o interesse da comunidade se faz sentir sobre o indivíduo. [...]

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7tyuByXdul-Ggf0mx_Nebi40PY8HJsAGIFEGfSQ65j3Z5FX9NIGyM3e0duq-UBMrV5kxjfFp1SCbChWaM_LgnPP9oxwOnF1XHZfx16al_dgVo70XnkWUzBeZVy7L0Ra7l6onG52Fmd5irxwfvbX04cST_-m3D5IZCuIlJXkwD7fPfUz3VNjmou0IdGZg/s320/ETICA.png


        Chego agora a meu último problema, que se relaciona com os direitos do indivíduo, em contraposição aos da sociedade. A ética, nós o dissemos, é parte de uma tentativa para tornar o homem mais gregário do que a natureza o fez. As pressões que a moral exerce sobre o indivíduo são, pode-se dizer, devidas ao gregarismo apenas parcial da espécie humana. Mas isto é uma meia verdade. Muitas de suas melhores cousas vêm do fato de não ser ela completamente gregária. O homem tem seu valor intrínseco, e os melhores indivíduos fazem contribuições para o bem geral que não são solicitadas e que, muitas vezes, chegam a sofrer reação por parte do resto da comunidade. É, pois, uma parte essencial da busca do bem geral, o permitir aos indivíduos liberdades que não sejam, evidentemente, maléficas aos outros. É isto que dá origem ao permanente conflito entre a liberdade e a autoridade, e estabelece limites ao princípio de que a autoridade é a fonte da virtude.

Bertrand Russell. A sociedade humana na ética e na política. Título original: Human society in Ethics and Politics. Tradução de Oswaldo de Araujo Souza. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1956.

Fonte: Português – Novas Palavras – Ensino Médio – Emília Amaral; Mauro Ferreira; Ricardo Leite; Severino Antônio – Vol. Único – FTD – São Paulo – 2ª edição. 2003. p. 592.

Entendendo o texto:

01 – Qual a origem da ética, segundo Bertrand Russell?

      Segundo Russell, a ética provém da pressão da comunidade sobre o indivíduo, buscando harmonizar os interesses individuais com os coletivos.

02 – Quais os artifícios criados pela comunidade para influenciar o comportamento individual?

      A comunidade utiliza artifícios como o governo, a lei, o costume e a moral para influenciar o comportamento individual.

03 – De que formas a moral se torna uma força eficiente?

      A moral se torna eficiente através do louvor e da censura dos outros e das autoridades, e também através do autolouvor e da autocensura, que constituem a consciência.

04 – Qual o conflito permanente abordado por Russell?

      Russell aborda o conflito permanente entre a liberdade individual e a autoridade da sociedade.

05 – Como Russell equilibra a importância da sociedade e do indivíduo na busca do bem geral?

      Russell reconhece que a sociedade influencia o indivíduo através da ética, mas também destaca o valor intrínseco do indivíduo e a necessidade de permitir liberdades individuais que não prejudiquem os outros.

 

 

 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

ENSAIO: REFLETINDO SOBRE O ESTAR SÓ - GILBER MARTINS DUARTE - COM GABARITO

 ENSAIO:  REFLETINDO SOBRE O ESTAR SÓ!

                  Gílber Martins Duarte

 De um modo geral, algumas pessoas acreditam que estar só é uma coisa negativa, porém, isso é um grande engano. Na verdade, no fundo, todo mundo é só. Observe, ninguém pode andar por você, sorrir por você, amar por você, dançar por você, sentir por você, pensar por você, chorar por você, estar alegre por você, estar triste por você. Todas essas sensações da vida são experimentadas unicamente pelo seu ser, então, ao invés de ficar com medo da solidão, faça o contrário, aprecie a alegria de ser só, curta o prazer de ser unicamente você mesmo. 

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjExryQS4uegREVMoU-cHKxbJWyQP9nTHZk1gGGL9RCBshlvc5Tw-91ootd82frsYS-Ub5CdbA4vjWOiwgGWMxV7B_K9XWsd5dRGPaMSgnxSZkz1AWIq7BQ6iQUKMz21HYEn8Oiv8XzcbzPFh7U2K5rvmRcQYdbHWEjv2xj3IuzNXJl9ES269A77bq44Lk/s320/Era-da-Solidao-Einstein.jpg


Pense nisso, essa atitude perante a vida pode fazer uma grande diferença! Aliás, na solidão, você imagina que alguma coisa está faltando em sua vida, mas ensino-lhe outra atitude perante o estar só. Quando você se perceber só, não pense que algo está faltando em sua vida, pois, na verdade, nada está faltando, afinal, você está presente. Seja uma boa companhia para você mesmo e verá que estar só é algo divino!

Texto de autoria de Gílber Martins Duarte – In: Material didático On Line: “Por uma abordagem linguístico-discursiva da Língua Portuguesa” – www.socialistalivre.wordpress.com

Entendendo o texto

01-Marque (V) para efeitos de sentidos pertinentes ao texto-discurso e (F) para efeitos de sentidos não pertinentes:

    a-( V   ) Percebe-se o discurso de que estar só é visto, de um modo geral, como algo negativo;

    b-(  V  ) Percebe-se o discurso de que no fundo todo mundo é só;

    c-( F   ) Percebe-se o discurso de que se deve ter medo da solidão;

    d-( V  ) Percebe-se o discurso de que se deve aprender apreciar a alegria de estar só;

    e-(  V ) Percebe-se o discurso de que a solidão é a sensação de que algo está faltando na vida;

     f-(  F ) Percebe-se o discurso de que não se deve ser uma boa companhia para si mesmo, o melhor a se fazer é ficar lamentando a solidão

02-Qual a tese central defendida no texto-discurso?

    a- deve-se evitar ficar só;

    b- deve-se lamentar a solidão;

    c- deve-se entender o fato de que, no fundo, todo mundo é só e, diante disso, aprender ser uma boa companhia para si mesmo;

    d- deve-se entender que cada ser é único e curtir essa alegria.

03-Qual o tema central do texto-discurso?

    a- o medo da solidão;

    b- como lidar com o fato de estar só;

    c- a sensação de que na solidão alguma coisa falta;

    d- a negatividade de estar só.

04-No argumento “...algumas pessoas acreditam que estar só é uma coisa negativa, porém, isso é um grande engano.”, a conjunção grifada é adversativa, porque:

    a- introduz um dizer negativo, depois de ter dito algo também negativo;

    b- introduz um dizer positivo, depois de ter dito algo também positivo;

    c- introduz um dizer negativo, depois de ter dito algo positivo;

    d- introduz um dizer positivo, depois de ter dito algo negativo.

05-No enunciado De um modo geral, algumas pessoas acreditam que estar só é uma coisa negativa, porém, isso é um grande engano.”, a que se refere o pronome grifado?

    a- algumas pessoas;

    b- acreditar que estar só é negativo;

    c- porém;

    d- um grande engando.

06-A tese  “Na verdade, no fundo, todo mundo é só.” sugere:

    a- a tristeza de ser só;

    b- a inevitável negatividade de ser só;

    c- a impossibilidade de fugir do fato de ser só, cabendo ao ser humano lidar bem com esse fato;

    d- a impossibilidade de fugir do fato de ser só, cabendo ao ser humano sofrer com esse fato.

07-Qual argumentação foi usada para exemplificar a tese segundo a qual “todo mundo é só”?

    a- “...algumas pessoas acreditam que estar só é uma coisa negativa...”

    b- “...ninguém pode andar por você, sorrir por você, amar por você, dançar por você, sentir por você, pensar por você, chorar por você, estar alegre por você, estar triste por você...”

    c- “...aprecie a alegria de ser só, curta o prazer de ser unicamente você mesmo...”

08-No enunciado “ao invés de ficar com medo da solidão, faça o contrário, aprecie a alegria de ser só, curta o prazer de ser unicamente você mesmo.”, os argumentos grifados são usados para exemplificar justamente o contrário sugerido anteriormente pelo autor. São argumentos contrários a quê?

    a- à alegria de ser só;

    b- ao prazer de ser unicamente você mesmo;

    c- a ficar com medo da solidão.

09-No enunciado Quando você se perceber só, não pense que algo está faltando em sua vida, pois, na verdade, nada está faltando, afinal, você está presente.”, qual argumento foi usado pelo autor para justificar que nada está faltando na vida?

O autor argumenta que a simples presença de si mesmo já é suficiente, ou seja, a companhia mais importante é a própria. Ao estar presente, a pessoa já tem tudo o que precisa para ser feliz e completa.

10-Produza um texto-discurso, refletindo, ao seu modo, sobre como lidar com o estar só!

A solidão, muitas vezes vista como um fardo, pode se transformar em um refúgio para o autoconhecimento e o crescimento pessoal. Ao invés de temer a solidão, podemos abraçá-la como uma oportunidade para explorar nossos pensamentos, sentimentos e desejos mais profundos.

Em um mundo cada vez mais conectado, a solidão pode parecer contraintuitiva. No entanto, é justamente nessa desconexão que encontramos a chance de nos reconectar conosco mesmos. Ao passar tempo sozinhos, podemos desenvolver nossas habilidades, cultivar nossos hobbies, e fortalecer nossa autoestima.

A solidão não é um sinônimo de tristeza ou vazio. Ela pode ser um período de grande criatividade e produtividade. É nesse isolamento que muitas ideias inovadoras surgem e grandes obras são criadas. Ao invés de buscar constantemente a companhia dos outros, podemos aprender a desfrutar da nossa própria companhia.

É importante lembrar que a solidão não é uma condição permanente, mas sim uma fase da vida. Podemos escolher como lidar com ela: com medo e angústia ou com aceitação e positividade. Ao cultivar uma atitude positiva em relação à solidão, podemos transformá-la em uma experiência enriquecedora e transformadora.

 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

ENSAIO: RACIOCINANDO SOBRE A INTELIGÊNCIA! - GÍLBER MARTINS DUARTE - COM GABARITO

 ENSAIO: RACIOCINANDO SOBRE A INTELIGÊNCIA!

                 GÍLBER MARTINS DUARTE

 É comum as pessoas acharem que existem alguns que são inteligentes e outros não. Essa ideia é falsa: todos possuem uma inteligência em potencial, isto é, todos possuem o princípio da inteligência em seu cérebro. Por que faço essa afirmação? Porque fui à raiz de como funciona a inteligência. Você sabe o que é a inteligência? Já pensou sobre isso? Não? Então, convido-lhe a entender o seu funcionamento.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhLDkuewy8D9t1xDqe725FZyc1LgQlgjqXpjR8VyJUMCKTnDw9XzQlJdF53qw3ayqPdiKWzy6GnD6BviYHLkn8I5KT7-Jc-VKnnjJu4dtKjosqGtYVuMQR1HASVIE-GbPFWoZW-8BA_9PyhUbg338VKlKL52niiZkquETt1KvS2KQKcgrERL2GSblaiBgs/s320/INTELIGENCIA.jpg


A inteligência baseia-se em uma operação simples: nasce da operação cerebral que consiste em juntar-ligar um ALGO A com uma ALGO B, à procura de um resultado C, que, na prática, tanto pode ser um resultado positivo, quanto negativo. Por exemplo, se eu junto-ligo duas laranjas + duas laranjas, eu tenho como resultado quatro laranjas. Se eu junto-ligo um palito de fósforo aceso com uma chama de gás aberta, eu tenho como resultado uma chama de fogo. Se eu junto-ligo o corte de uma faca contra um objeto relativamente macio, eu obtenho como resultado pedaços desse objeto. Se eu junto-ligo palavras sempre gentis dirigidas às pessoas, eu tenho como resultado amigos. Se eu junto-ligo água diariamente a uma planta no vaso, eu tenho como resultado uma bela planta. Se eu junto-ligo tempo dedicado à construção de uma roupa, usando corte, fiação e tecidos adequados, eu obtenho a peça de roupa esperada.

Mas a inteligência também consegue prever resultados negativos. Por exemplo, se eu ligo-junto óleo de soja, ao invés de sabão líquido, para esfregar-lavar minha camiseta, eu obterei uma camiseta totalmente estragada. Se eu ligo-junto água ao tanque de gasolina do meu carro, eu obtenho como resultado um carro que não vai conseguir se mover. Se eu ligo-junto palavras sempre agressivas dirigidas às pessoas, com certeza, não vou obter amigos, vou obter cada vez mais inimigos.

A partir dessa operação simples, a inteligência se desenvolve em níveis cada vez mais complexos, assim também se dá juntando-ligando A + B + C + D + E + F + G + etc... para obter um determinado resultado. Por exemplo, se eu junto-ligo dois pneus, duas rodas, um quadro, uma corrente ligada a um par de pedais, um cilindro, um guidão, eu obtenho como resultado uma bicicleta. Enfim, entendeu o princípio da inteligência? É a capacidade de juntar-ligar um ALGO com outro ALGO ou outros ALGOS para obter um dado resultado e também saber que algumas coisas juntadas-ligadas a outras coisas nunca poderão dar certos resultados esperados. Exercite sua inteligência: pratique essa operação.

Texto de autoria de GÍLBER MARTINS DUARTE In: Material didático On Line: “Por uma abordagem linguístico-discursiva da Língua Portuguesa” – www.socialistalivre.wordpress.com

Entendendo o texto

01-Qual a tese central defendida no texto-discurso?

     a- que alguns são inteligentes, outros não;

     b- que todos possuem o princípio da inteligência e que esta consiste em juntar-ligar um ALGO a outro ALGO em busca de um dado resultado;

    c- que a inteligência consegue prever resultados negativos;

    d- que é preciso exercitar a inteligência.

02-Marque (V) para efeitos de sentidos pertinentes ao texto-discurso e (F) para efeitos de sentidos não pertinentes:

     a-( V ) Percebe-se o discurso de que é falso considerar que algumas pessoas não são inteligentes;

     b-(  F  ) Percebe-se o discurso de que nem todos possuem uma inteligência em potencial;

     c-( V   ) Percebe-se o discurso de que a inteligência nasce de uma operação simples que consiste em juntar-ligar um ALGO A com um ALGO B, em busca de um resultado C;

     d-( V ) Percebe-se o discurso de que a inteligência consegue prever resultados negativos, quando fica ciente de que juntar-ligar determinado ALGO A com determinado ALGO B, não pode gerar um resultado positivo;

     e-( V  ) Percebe-se o discurso de que a inteligência desenvolve-se em níveis cada vez mais complexos, juntando-ligando A + B + C + D + E + F + G+ H, etc., com vistas a um obter um resultado X;

       f-(  F  ) Percebe-se o discurso de que a inteligência não pode ser exercitada;

03-No argumento “Se eu junto-ligo palavras sempre gentis dirigidas às pessoas, eu tenho como resultado amigos.”, exemplifica-se:

     a- que a amizade é construída;

     b- que a amizade é resultado de uma operação inteligente;

     c- que a amizade é casual;

     d- que a amizade é fruto da gentileza.

04-No enunciado Se eu junto-ligo um palito de fósforo aceso com uma chama de gás aberta, eu tenho como resultado uma chama de fogo.”, a conjunção grifada indica tratar-se de:

     a- uma explicação;

     b- uma conclusão;

     c- uma hipótese;

     d- uma adição.

05-No argumento “Mas a inteligência também consegue prever resultados negativos.”, a palavra grifada:

      a- marca o momento em que a inteligência consegue prever resultados negativos;

      b- ressalta o lugar em que a inteligência consegue prever resultados negativos;

      c- adiciona outra ação realizada pela inteligência, a de prever resultados negativos.

06-No enunciado “todos possuem uma inteligência em potencial, isto é, todos possuem o princípio da inteligência em seu cérebro.”, o operador argumentativo grifado serve para:

     a- opor-se ao que foi dito antes;

     b- reelaborar com outra argumentação o que foi dito antes;

     c- concluir o que foi dito antes;

     d- adicionar outra informação ao que foi dito antes.

07-No enunciado “Por que faço essa afirmação? Porque fui à raiz de como funciona a inteligência.”, o uso dos porquês está explicado corretamente em:

     a- na primeira ocorrência o “Por que” é explicativo; na segunda ocorrência o “Porque” é também explicativo;

     b- na primeira ocorrência o “Por que” é para fazer pergunta no início do questionamento; na segunda ocorrência o “Porque” é para explicar o que foi questionado antes;

     c- na primeira ocorrência o “Por que” é para fazer pergunta no final do questionamento; na segunda ocorrência o “Porque” é para fazer uma explicação sobre o que foi dito antes.

08-No enunciado “Se eu junto-ligo o corte de uma faca contra um objeto relativamente macio, eu obtenho como resultado pedaços desse objeto.”, o advérbio indica:

      a- o modo do corte;

      b- o modo da faca;

      c- o modo do objeto;

      d- o modo da maciez do objeto.

09-Qual argumento foi utilizado para exemplificar a operação simples da inteligência:

     a- Se eu junto-ligo água diariamente a uma planta no vaso, eu tenho como resultado uma bela planta.

     b- Se eu ligo-junto água ao tanque de gasolina do meu carro, eu obtenho como resultado um carro que não vai conseguir se mover.

     c- se eu junto-ligo dois pneus, duas rodas, um quadro, uma corrente ligada a um par de pedais, um cilindro, um guidão, eu obtenho como resultado uma bicicleta.

10-Qual argumento foi usado para exemplificar a operação complexa da inteligência:

      a- Se eu junto-ligo um palito de fósforo aceso com uma chama de gás aberta, eu tenho como resultado uma chama de fogo.

     b- se eu junto-ligo dois pneus, duas rodas, um quadro, uma corrente ligada a um par de pedais, um cilindro, um guidão, eu obtenho como resultado uma bicicleta.

     c- Se eu ligo-junto palavras sempre agressivas dirigidas às pessoas, com certeza, não vou obter amigos, vou obter cada vez mais inimigos.

11-No enunciado “A partir dessa operação simples, a inteligência se desenvolve em níveis cada vez mais complexos, assim também se dá juntando-ligando A + B + C + D + E + F + G + etc...”, a palavra grifada:

a-   adiciona outra ação realizada pela inteligência;

b- opõe-se às outras ações realizadas pela inteligência;

c- localiza a ação realizada pela inteligência.

12-No enunciado Enfim, entendeu o princípio da inteligência?”, no último parágrafo, a conjunção grifada demarca:

     a- adição de informações a tudo o que foi dito antes;

     b- conclusão acerca de tudo o que foi dito antes;

     c- oposição a tudo o que foi dito antes;

     d- explicação sobre tudo o que foi dito antes.

13-Para quem foram dirigidos os conselhos dados em “Exercite sua inteligência: pratique essa operação.”?

     a- autor;

     b- leitor;

     c- pessoa que possui inteligência;

     d- estudioso da inteligência.

14-Qual o tema central do texto-discurso?

      a- a inteligência e suas dificuldades;

      b- o funcionamento da inteligência;

      c- os resultados positivos e negativos conseguidos pela inteligência;

      d- a importância de ser inteligente.

15-O texto-discurso é predominantemente:

      a- narrativo, pois conta uma história sobre a inteligência;

      b- injuntivo, pois dá instruções de como ser inteligente;

      c- expositivo, pois apresenta uma teoria e explicações de como funciona a inteligência;

      d- argumentativo, pois tenta convencer o leitor a ser cada vez mais inteligente.

16-A quem ou a que se referem as palavras sublinhadas no texto-discurso?

"seu": refere-se ao leitor.

 "uma chama de fogo": refere-se ao resultado da combinação do palito de fósforo e da chama de gás.

 "um dado resultado": refere-se ao objetivo da operação de juntar-ligar.

 "essa operação": refere-se à operação de juntar-ligar.

17-No enunciado “Você sabe o que é a inteligência? Já pensou sobre isso? Não? Então, convido-lhe a entender o seu funcionamento.”, a palavra grifada poderia ser substituída sem prejuízo do sentido em:

   a- Enfim;

   b- Assim sendo;

   c- Ou seja;

   d- Porém.

18-No enunciado “um palito de fósforo aceso”, qual palavra é o núcleo central da informação?

     a- um;

     b- palito;

     c- de;

     d- aceso.

19-Produza um texto-discurso, mostrando e exemplificando, ao seu modo, como se pode usar a inteligência para gerar resultados positivos ou para prever possíveis resultados negativos.

A Inteligência no Cotidiano:

A inteligência, como bem definido pelo autor, é a habilidade de conectar diferentes elementos para alcançar um objetivo. No nosso dia a dia, utilizamos essa capacidade constantemente, muitas vezes sem perceber. Ao escolher a roupa que vamos vestir, estamos juntando-ligando cores, tecidos e estilos para criar um visual que combine com a ocasião. Ao preparar uma refeição, combinamos ingredientes, temperos e técnicas de cozimento para obter um sabor agradável.

A inteligência também nos permite prever resultados. Ao planejar uma viagem, por exemplo, levamos em consideração diversos fatores, como o clima, a distância, o orçamento, para evitar imprevistos. Ao estudar para uma prova, associamos conceitos e informações para resolver problemas e responder às questões.

É importante ressaltar que a inteligência não é uma habilidade estática, mas sim algo que se desenvolve ao longo da vida. Quanto mais exercitamos nosso cérebro, resolvendo problemas, aprendendo coisas novas e fazendo conexões entre diferentes áreas do conhecimento, mais inteligente nos tornamos.