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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

ARTIGO DE OPINIÃO: A DIVERSIDADE COMO RIQUEZA - FRAGMENTO - MARIA HELENA PIRES MARTINS - COM GABARITO

 Artigo de opinião: A diversidade como riqueza – Fragmento

        — Estava aqui pensando... A gente acaba convivendo com tantas coisas diferentes no dia a dia...

        — Será que ainda vamos entender tudo isso?

        — E, mesmo que a gente entenda, será que vamos ter de achar tudo bom?

        — Deus me livre! Só faltava eu ter de gostar de miolo! Será que não vamos mais poder fazer só o que gostamos?

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEha-ch7f17xKVCqvsQymy5gn5JulpGbTvEKRYS7ce-3yu3PIcfNnsyl53DRCGhggy7mukf-QwCx-tup5on5YhFmXmzTEpcql6_LJslsT9SEv-j3YbjAm2QbEriIjxdXShG98WxkKsyCeHd0w1t6xJb-RCKgSL8KxHeeknNzAZqApXYTSsYuW5vTreEWMAc/s320/images.jpg


        Gostar de tudo é a questão que queremos discutir, afinal gostamos mais daquilo com que estamos acostumados. Se desde pequenos comemos bife e batata frita, vai ser difícil passarmos a comer miolo. Entretanto, acredite, há pessoas que gostam de miolo!

        Do mesmo jeito, se só vemos filme de ação, será que vamos acompanhar com prazer um filme que se desdobra lentamente, por meio da apresentação de aspectos psicológicos dos personagens? Mas, por sua vez, tem gente que gosta tanto de drama como de comédia, de ficção científica e até de filmes de arte.

        Com relação a pessoas acontece o mesmo: gostamos dos nossos amigos porque temos alguma coisa em comum com eles, porque desenvolvemos uma relação de amizade ao longo do tempo, não de uma hora para outra. O que não quer dizer que as únicas pessoas legais do mundo sejam os nossos amigos! Existem muitas outras pessoas que podemos conhecer e admirar!

        O importante é compreender que a diversidade existente no mundo é uma riqueza, é uma fonte inesgotável de novas possibilidades para cada um de nós. Conhecer outros modos de pensar, de viver, de falar, de crer nos dá a possibilidade de ver o mundo por uma perspectiva diferente daquela com a qual estamos acostumados. Dessa forma a nossa compreensão do mundo se amplia e temos a oportunidade de escolher como queremos conduzir a nossa vida.

        Assim como temos o direito de ser a pessoa que somos e de escolher o que queremos para nós, os outros também têm esse mesmo direito. Portanto, o respeito mútuo é a chave da vida em sociedade: respeito pela natureza, por todos os seres humanos, pelas diferentes culturas como expressões de experiências de vida e de necessidades diversas.

        [...]

        Considerando o mundo cultural, vemos que a riqueza se torna quase infinita. Da Pré-História até nossos dias, quantas realizações humanas! Realizações políticas, religiosas, artísticas. Acrescentam-se as formas de convivência social, familiar, os hábitos de nossa vida diária, os costumes que regem nossa alimentação. Quantas línguas foram criadas nesse espaço de tempo! A criatividade humana é realmente inesgotável e é a pluralidade cultural que torna o mundo atraente, interessante, curioso e surpreendente.

        Cada um de nós nasce e cresce dentro de uma cultura, aprendendo a língua materna seguindo hábitos e costumes de um determinado grupo, crendo em certos princípios e dogmas religiosos. Essa cultura comum fortalece os laços entre os indivíduos do grupo, faz com que eles pensem não só como pessoas isoladas, mas também como um conjunto que partilha uma mesma visão de mundo, os mesmos valores.

        Toda essa herança cultural pode ser transformada, alargada em seus horizontes, ao contrário de nossa herança genética, que não pode ser mudada, pelo menos por enquanto. Conhecer uma outra cultura é quase como tornar-se criança outra vez: é enxergar a realidade por outros olhos. Exige de nós o esforço de nos colocarmos dentro de um outro sistema de valores, de usos e costumes para tentar compreendê-los em sua lógica interna.

        Do ponto de vista cultural, não existe cultura certa e cultura errada, superior ou inferior. A cultura do Rio Grande do Sul, por exemplo, não é melhor ou pior do que a cultura do Piauí, assim como a cultura norte-americana e a europeia não são superiores à cultura brasileira. Cada cultura é adequada ao grupo que a cria para expressar a visão de mundo específica desse grupo.

        Muitas vezes, o modo pelo qual nos habituamos a viver, a pensar o mundo e a nos relacionar com o divino pode nos parecer como sendo o único modo certo. Entretanto, os outros modos culturais não são errados, são apenas diferentes. Não precisamos adotá-los, só respeitá-los, reconhecendo que têm tanto valor quanto os nossos. Comer com hashi (aqueles pauzinhos japoneses) é diferente de comer com os dedos ou com a colher e o garfo. Só isso.

        É claro, porém, que cada cultura propõe valores que sempre podem ser analisados no sentido de saber se são adequados a toda a humanidade. Sabemos que existem obras de cultura que promovem a violência, o racismo, o preconceito. É só ligarmos a televisão para encontrarmos exemplos disso em filmes, novelas e programas de variedades. Essa “cultura” precisa ser recusada porque nos leva à barbárie, ao caos, e não nos ajuda a nos tornar mais humanos. Cultura é “aquilo que é cultivado, cuidado”, que cimenta as relações humanas e ajuda a criar uma sociedade mais justa.

        O conhecimento de outras culturas, portanto, nos torna mais flexíveis, mais tolerantes, mais respeitosos. Acima de tudo, esse conhecimento nos possibilita descobrir do que realmente gostamos e do que não gostamos; afina o nosso gosto, abre alternativas para a construção de um projeto de vida mais rico, diferente e único. Porque é o nosso projeto, de ninguém mais.

        Conhecimento sozinho não basta. É necessário que ele venha acompanhado da prática cotidiana do respeito e da tolerância por todos aqueles que são diferentes de nós ou que pensam de modo diferente, a partir de outros valores igualmente humanos.

Maria Helena Pires Martins. Somos todos diferentes!: convivendo com a diversidade do mundo. São Paulo: Moderna, 2001.p.42-6. (Aprendendo a com-viver).

Entendendo o artigo:

01 – De acordo com o texto, qual o significado das palavras abaixo:

-- Dogmas: crenças.

-- Barbárie: selvageria.

02 – O texto é construído com base em uma ideia central.

a) Que ideia é essa?

      A diversidade cultural e de opiniões é uma riqueza que amplia nossa visão de mundo e deve ser acompanhada pelo respeito mútuo.

b) De acordo com o texto como as pessoas devem agir em relação à diversidade cultural?

      Com respeito, tolerância e flexibilidade, reconhecendo que os hábitos e opiniões alheios têm tanto valor quanto os nossos, mesmo que não precisemos adotá-los.

c) Segundo a autora, qual é a importância de conhecer outras culturas?

      Permite enxergar a realidade por novos ângulos, amplia nossa compreensão do mundo, afina nosso gosto pessoal e nos ajuda a construir nosso próprio projeto de vida.

03 – A autora explica o porquê de gostarmos de uma coisa e não de outra. Qual é a justificativa que ela dá para isso?

      A autora justifica que gostamos mais daquilo com que estamos acostumados desde a infância, pois o hábito e a convivência contínua constroem nossas preferências (seja na alimentação, no cinema ou nas amizades).

04 – Em determinado momento do texto, é explicado como as pessoas se inserem em uma cultura. De que forma isso ocorre?

      Ocorre pelo fato de nascermos e crescermos dentro de um grupo específico, aprendendo a língua materna, assimilando hábitos, costumes, tradições e valores compartilhados por essa comunidade.

05 – O texto evidencia a riqueza cultural, destacando seus aspectos positivos, porém cita alguns exemplos negativos exibidos em filmes, novelas e programas de televisão.

a) Identifique alguns aspectos negativos.

      Produções culturais que promovem a violência, o racismo e o preconceito.

b) Segundo a autora, por que eles devem ser evitados?

      Porque nos levam à barbárie e ao caos, em vez de nos humanizarem e contribuírem para uma sociedade mais justa.

06 – Em relação a outras culturas, a autora afirma que não é necessário tomá-las como nossas. No entanto, destaca que é preciso aprendermos a respeitá-las, para que sejamos mais flexíveis e tolerantes com a diversidade. O que a autora propõe para isso?

      A autora propõe a prática cotidiana do respeito e da tolerância, além do esforço empático de tentar compreender a lógica interna dos costumes do outro, sem julgá-los como superiores ou inferiores.

07 – De acordo com o texto, a diversidade “nos dá a oportunidade de ver o mundo por uma perspectiva diferente daquela com a qual estamos acostumados.”. Explique essa afirmação.

      Significa que entrar em contato com outras formas de viver, pensar e crer nos tira do "piloto automático" das nossas próprias rotinas. Isso nos faz perceber que o nosso modo de viver não é o único e nos dá liberdade para escolher como queremos conduzir nossa própria vida.

08 – Releia o seguinte trecho:

        Assim como temos o direito de ser a pessoa que somos e de escolher o que queremos para nós, os outros também têm esse mesmo direito. Portanto, o respeito mútuo é a chave da vida em sociedade...

a) Alguma vez você se sentiu desrespeitado ou presenciou uma atitude de desrespeito por outras pessoas? Como você se sentiu?

      Sim. Em momentos de desrespeito à individualidade ou às opiniões, é comum sentir frustração, mágoa ou injustiça, pois todos desejam ter sua identidade acolhida.

b) É possível afirmar que atitudes como as indicadas nesse trecho podem contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, sem preconceitos e rica culturalmente? Por quê?

      Sim. Quando reconhecemos que o outro tem exatamente os mesmos direitos que nós, eliminamos a ideia de que existe uma forma "certa" ou "superior" de ser, abrindo espaço para a empatia, o diálogo e a convivência harmoniosa.

09 – Releia o seguinte trecho: “Entretanto, acredite, há pessoas que gostam de miolo!”.

a) A quem a autora está se dirigindo? Explique sua resposta.

      Ao leitor, buscando estabelecer um diálogo próximo e direto para persuadi-lo a aceitar um ponto de vista diferente.

b) Quais palavras a seguir podem substituir o termo em destaque, mantendo o sentido da frase?       mas – nem – porém – logo

      Mas e porém.

c) Que sentido essa palavra atribui à ideia expressa: soma, oposição ou conclusão?

      Sentido de oposição (adversidade).

10 – As reticências assumem diferentes funções de acordo com o contexto em que são inseridas. Elas podem interromper uma ideia, marcar uma hesitação ou também apelar para a imaginação do leitor.

        Com que objetivo as reticências foram empregadas no trecho: “— Estava aqui pensando... A gente acaba convivendo com tantas coisas diferentes no dia a dia...”?

      As reticências foram empregadas para indicar uma pausa reflexiva ou hesitação no pensamento do personagem, simulando a espontaneidade da linguagem falada.

11 – No trecho “Comer com hashi [...]”, por que o termo foi destacado em itálico?

      O termo foi destacado em itálico por se tratar de um estrangeirismo (uma palavra oriunda da língua japonesa que não pertence originalmente ao vocabulário da língua portuguesa).

 

 

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

ARTIGO DE OPINIÃO: A FUGA DAS GALINHAS. ESSE FILME É MASSA! FRAGMENTO - MARCELO MARTHE - COM GABARITO

 Artigo de opinião: A fuga das galinhas. Esse filme é massa! – Fragmento

        A fuga das galinhas traz de volta à tela a magia da animação de massinha

          Marcelo Marthe

        Imagine um campo de concentração. Cercas de arame farpado isolam os prisioneiros, alimentados com parcas migalhas. De vez em quando, um deles é separado violentamente do grupo e levado para a execução sumária. Pior: os sobreviventes descobrem que está próxima a hora (1) em que todos irão para o forno (2). Parece o mote de um tenebroso documentário sobre 9 Holocausto, certo? Mas, na verdade, estamos falando de um filme para crianças – uma fábula sobre a liberdade, que tem por cenário uma granja e, como heroínas, galinhas tão cheias de alma que, depois de assistir ao filme, o espectador pensará duas vezes antes de degustar um fricassé ou uma coxinha. Com estreia confirmada para esta sexta-feira em todo o país, “A fuga das galinhas” (Chicken run, Inglaterra/EUA, 2000) é o primeiro longa-metragem de animação produzido pelo estúdio Aardman, sediado na cidade inglesa de Bristol. Seus diretores, Nick Park e Peter Lord, se notabilizaram por ir na contramão das tendências. Enquanto os desenhos animados se aproveitam cada vez mais das facilidades (3) proporcionadas pelos computadores, os dois ingleses são fiéis a uma técnica “antiquada”: a modelagem em massinha.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhIGcb_AJKF7LmVdl-06M2OlVi4mK9_ds3P9DdIU1lZotKM8eQSwsQ0FOuRhuznu1Kr5fW9nddugRq2BJZ5IkcDq2V-hR4tQVhuKpjWsACSIQmfhKykkHjczVLOPmZapCJ4rx8swYmIMKcWup6VJjidPdHPBosornh_S3RCYcOHuv4xU_p03Lw6Im0qwnw/s320/images.jpg 


        É uma forma complicadíssima de trabalhar: requereu o apoio de dezenas de profissionais ao longo de quatro anos. [...] Park e sua equipe compõem detalhadamente cada cantinho dos cenários. E os personagens são um capítulo à parte. Além de criar bichos engraçadíssimos, o pessoal da Aardman consegue dar-lhes uma expressividade raramente vista em bonecos ou desenhos animados. cada "protagonista” da história tem feições e traços comportamentais bem diferenciados. Há a franguinha intelectual de óculos, a determinada líder do grupo e uma rechonchuda poedeira que faz tricô (4) Com ajuda de um galo falastrão (voz de Mel Gibson, nas pouquíssimas cópias legendadas) e de outro um tanto caduco, elas pretendem fugir para não virar torta nas mãos da cruel dona da granja (5). [...] Park e companhia relutaram durante duas décadas em encarar parceria com um dos gigantes de Hollywood. Agora, finalmente curvaram-se às inevitáveis concessões para entrar no mercado americano, mas seria uma leviandade afirmar que isso afetou a qualidade do trabalho (6). Nick Park é o rei da massinha, e ninguém tasca.

MARTHE, Marcelo. Veja Cinema. Revista Veja, 20 dez. 2000, p. 214-5.

Fonte: Linguagem Nova. Faraco & Moura. 8ª série. 15ª edição, 2ª impressão. Editora Ática. São Paulo. 2003. p. 129.

Entendendo o artigo:

01 – Classifique as orações subordinadas destacadas no texto da página.

(1) Oração subordinada substantiva objetiva direta.

(2) Oração subordinada adjetiva restritiva.

(3) Oração subordinada adverbial temporal.

(4) Oração subordinada adjetiva restritiva.

(5) Oração subordinada adverbial final.

(6) Oração subordinada substantiva objetiva direta.

02 – Reescreva os períodos que seguem, eliminando a conjugação que:

a) “Todas as galinhas sonhavam que fugiriam um dia”.

      Todas as galinhas sonhavam fugir um dia.

b) Pior: os sobreviventes descobrem que está próxima a hora...

      ... descobrem estar próxima a hora.

03 – Complete os períodos que seguem, por orações subordinadas, conforme a indicação nos parênteses:

a) A fuga exigia, que todas se unissem. (substantiva objetiva direta).

b) A ajuda do galo era fundamental, para que a fuga tivesse sucesso. (adverbial final)

c) Se unirem forças as galinhas se livrarão do cativeiro. (adverbial condicional).

 

ARTIGO DE OPINIÃO: EM DEFESA DA RAZÃO - FRAGMENTO - ISAÍAS RAW - COM GABARITO

 Artigo de opinião: Em defesa da razão – Fragmento

         Isaías Raw

        [...] Durante décadas, lutei desesperadamente para trazer racionalidade às gerações que me sucederiam, acreditando na ciência e em suas conquistas. A caminhada do homem na Lua, as fotos dos planetas distantes, os computadores, a televisão direta dos satélites, as vacinas que eliminaram da face da Terra a varíola e a poliomielite, os remédios desenhados em computadores que curam o câncer quando detectado a tempo, os transplantes de coração e rins, a biotecnologia gerando plantas mais resistentes e mais produtivas, que liquidaram com a profecia de Malthus, afastando o perigo da fome universal. E, apesar disso, o que colhemos? Uma geração de crédulos sem capacidade crítica.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgzIPef0_nVFanNp0pb1aGNB5Z1z04UqIL_qYLqrbh1yy2N0sb7ZsUWVvb2-21NYX5FA79YTNb21g8j11qOLuqAeRS61eNkpDI4VageH6ssb1by6CmRwzgD0tczeeNElWyIb0ssZuav0MPQZ_Ub5qfNIxf5vkcjKRom_HRSuYdgoqQTr6CpoyIAOWbGiPc/s320/images.jpg

 

        Até mesmo pessoas que seguiram carreira técnico-científica não entendem a racionalidade da ciência. Consomem toneladas de pseudomedicamentos sem nenhum efeito positivo para o organismo. Engolem comprimidos de vitaminas que serão eliminadas na urina. Consomem extratos de plantas com substâncias tóxicas e abandonam o tratamento médico. Gastam fortunas com diferentes marcas de xampu que contêm sempre o mesmo detergente mas anunciam "alimentos" para os cabelos, quando estes recebem nutrientes diretamente do sangue que irriga suas raízes. Há os que untam o rosto com colágeno – geleia de mocotó – e ovos e acham que estão rejuvenescendo.

        [...] Fico pasmado ao ver que, às portas do ano 2000, as pessoas leem horóscopos sem jamais comparar as previsões da véspera com o que realmente aconteceu. Desconfiam dos cientistas, mas acreditam nas cartomantes, que preveem o óbvio. Formamos uma geração de pseudo-educados, que querem ser enganados nas farmácias, pelos curandeiros que enfiam agulhas em seus pés e manipulam sua coluna, pelos ufologistas, que veem extraterrestres chegar e sair sem ser detectados pelos radares. Uma geração que se deixa levar por benzedeiras e charlatães com suas poções, por anúncios desonestos na televisão e por pregadores a quem entregam parte do salário. Saem as descobertas e as experiências científicas e entram os duendes, anjos e bruxos.

        [...]

RAW, Isaías. Ponto de vista. Veja, 4 set. 1996. p. 114. (Adaptado).

Fonte: Linguagem Nova. Faraco & Moura. 8ª série. 15ª edição, 2ª impressão. Editora Ática. São Paulo. 2003. p. 194-195.

Entendendo o artigo:

01 – Qual é a principal crítica que o autor faz em relação à geração atual, apesar de todos os avanços científicos alcançados?

      O autor critica o fato de que, mesmo diante de extraordinárias conquistas científicas e tecnológicas (como a ida do homem à Lua, vacinas e biotecnologia), formou-se uma geração de pessoas crédulas e sem capacidade crítica, que continuam acreditando em superstições, pseudociências e charlatanismo.

02 – Quais exemplos de conquistas da ciência são citados no primeiro parágrafo para comprovar o avanço da racionalidade humana?

      Isaías Raw cita a caminhada do homem na Lua, as fotos de planetas distantes, computadores, televisão via satélite, vacinas (que erradicaram a varíola e a poliomielite), remédios contra o câncer desenvolvidos em computadores, transplantes de órgãos e o avanço da biotecnologia na agricultura.

03 – Como o autor demonstra que até mesmo pessoas com formação técnico-científica caem em práticas irracionais?

      Ele aponta que essas pessoas consomem pseudomedicamentos, usam comprimidos desnecessários de vitaminas que são eliminados pela urina, ingerem extratos de plantas tóxicas abandonando tratamentos médicos, compram xampus caros com o mesmo detergente básico e aplicam colágeno no rosto acreditando no rejuvenescimento.

04 – O que o autor quer dizer com a expressão "geração de pseudo-educados" no terceiro parágrafo?

      O autor refere-se a pessoas que possuem acesso à educação e à informação, mas que não desenvolveram o pensamento crítico. Por isso, aceitam ser enganadas por horóscopos, cartomantes, curandeiros, ufologistas, propagandas enganosas e crenças sem comprovação científica.

05 – Qual é a contradição (antítese) destacada na frase final do fragmento: "Saem as descobertas e as experiências científicas e entram os duendes, anjos e bruxos"?

      A contradição está no abandono da razão e do método científico (descobertas e experiências) em favor do resgate do misticismo e do pensamento mágico irracional (duendes, anjos e bruxos), mostrando um retrocesso cultural e intelectual na sociedade.

 

 

ARTIGO DE OPINIÃO: DESCONSTRUINDO O BELO - FRAGMENTO - PAULO CÉSAR TEIXEIRA - COM GABARITO

 Artigo de Opinião: Desconstruindo o Belo – Fragmento

          Paulo César Teixeira

        Afinal, o que é ser belo? Lendas, condicionamentos sociais, imposição de modelos arbitrários, preconceitos de raça e cor, tamanho e volume, tudo parece engrossar o caldo cultural que muda de sabor a todo instante e instaura o padrão de beleza. [...]

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEil-tHHSTPrC8VB1RBwqSCJw9b66Gq90Fb_MyLXkn0_eCUCgB_a3RoS4wlWoiQzTKSOiyMC02YiK_vQvdGest0uKrGkJT2dmfCKZ7ST2USa642S0G0T_dbrDiEp5ZdlF4OruSHuD8y84KJIiTZcAMnX8iwRI9ekla6lZE69f4fz9Gc-fAkrXvkNNXBpJ5k/s320/images.jpg


        O afã de embelezar-se implica riscos para a saúde. A empresária carioca M. P. sofreu uma parada cardíaca durante uma lipoaspiração e ficou em coma 12 dias. Sete anos depois, ainda não recuperou com plenitude a visão. Tem sequelas neurológicas que a impedem de ler ou fazer cálculos simples como dois e dois. Deficiências do tato não permitem sequer abotoar a roupa. “A vaidade pode custar caro”, afirma ela. [...]

        Os psiquiatras diagnosticaram uma forma inversa de anorexia nervosa, chamada disformia muscular, que ataca homens. É o caso do sujeito que se diz fraco e mirrado, quando é grande e musculoso. O distúrbio afetivo causa ansiedade, depressão, compulsão obsessiva e distúrbios de alimentação. Estudos mostram que 15% d o s adolescentes americanos já usaram bombas (anabolizantes) para inflar os músculos, correndo o risco de derrame, infarto e esterilidade. Isso ocorre quando o modelo de beleza se torna patológico. [...]

        As garotas flertam com a anorexia, que pode ser fatal quando a pessoa consome menos de 400 calorias diárias. Emagrecer à custa de dietas inadequadas provoca descontrole da glândula tireóide, taquicardia e arritmia, além de distúrbios nos rins. “A pele fica ressecada e pode até cair o cabelo. Estrias nas pernas não podem ser descartadas. Sem falar em problemas emocionais, como ansiedade e depressão”, afirma o endocrinologista Jorge Bastos Garcia.

http://www.sinpro-rs.org.br/extra/set00/comportamento.asp. Acesso em: 15/06/2006.

Fonte: Linguagem Nova. Faraco & Moura. 8ª série. 15ª edição, 2ª impressão. Editora Ática. São Paulo. 2003. p. 209-210.

Entendendo o artigo:

01 – Segundo o texto, como são formados e consolidados os padrões de beleza na sociedade?

      Os padrões de beleza são estabelecidos por meio de um caldo cultural instável que se transforma constantemente, alimentado por lendas, condicionamentos sociais, imposição de modelos arbitrários e preconceitos de raça, cor, tamanho e volume.

02 – Qual exemplo real o autor utiliza para demonstrar que a busca pela vaidade estética pode trazer graves consequências para a saúde física?

      O autor cita o caso da empresária carioca M. P., que sofreu uma parada cardíaca e ficou 12 dias em coma durante uma cirurgia de lipoaspiração. Como resultado, ela teve sequelas neurológicas permanentes que afetaram sua visão, a capacidade de ler, de fazer cálculos simples e a motricidade fina (tato), impedindo-a até de abotoar as próprias roupas.

03 – O que é a disformia muscular descrita no texto e quais são seus principais riscos e sintomas?

      A disformia muscular é diagnosticada como uma forma inversa de anorexia nervosa que atinge principalmente os homens, fazendo com que o indivíduo se enxergue fraco e mirrado mesmo sendo grande e musculoso. Esse distúrbio afeta o estado emocional (causando ansiedade, depressão e compulsão obsessiva) e leva ao uso perigoso de anabolizantes ("bombas"), que aumentam os riscos de derrame, infarto e esterilidade.

04 – Quais são os danos e complicações à saúde física e emocional provocados pela anorexia e por dietas extremamente restritivas nas jovens?

      A anorexia pode levar à morte quando a ingestão diária fica abaixo de 400 calorias. Além de desencadear problemas emocionais como ansiedade e depressão, traz graves sequelas físicas: descontrole na glândula tireoide, taquicardia, arritmia cardíaca, problemas renais, pele ressecada, queda de cabelo e estrias nas pernas.

05 – Qual é a tese central defendida pelo autor ao longo de todo o fragmento?

      A tese do autor é que a busca obsessiva por um padrão de beleza artificial e imposto pela sociedade deixa de ser uma questão estética e se torna patológica, levando as pessoas a assumirem riscos extremos à integridade física e à saúde mental.

 

 

terça-feira, 4 de agosto de 2026

ARTIGO DE OPINIÃO: EM DEFESA DA HUMANIDADE - JOSÉ TADEU ARANTES - COM GABARITO

 Artigo de opinião: Em defesa da humanidade

          José Tadeu Arantes

        Tudo tem um preço. Nos últimos trezentos anos, o preço que a humanidade pagou por seu extraordinário desenvolvimento científico e tecnológico foi a perda da dimensão espiritual da existência. O homem afastou-se de Deus, isto é, de sua realidade mais íntima, e mergulhou numa profunda alienação. Esquecidos de quem somos, experimentamos então um tríplice divórcio: da humanidade com a natureza (crise ecológica); dos homens, uns com os outros (crise ética, política, social e econômica); do indivíduo consigo mesmo (crise psicológica). Essas três contradições são diferentes faces de uma crise maior, de fundo espiritual, que alcançou escala planetária.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiCyNML_99-QxMdQdiOBi-OW8YIDHhcY1M4-nWPiOIF9DE3tkGV7jdAGNGtHOh-19hKQ-gdTkdbsG1dEyUbNtvcUFmZaCm-RHRCKHLKBMhQYs-NHQTOqDUOQps9vr3aY2xXxdYZ4B5IOY6SAMYzOmEfjCjWdMH1GNzz5hyphenhyphenc9KUuaX27zJg1oX5EIrtnt-s/s320/images.jpg


        Deslumbrados com os poderes da ciência e da tecnologia, passamos a nos comportar como o aprendiz de feiticeiro do conto infantil, agindo no mundo da maneira mais desastrada. Esquecemos que todos os aspectos da realidade fazem parte de um tecido único e que é impossível puxar uma ponta sem balançar as outras. A consequência mais sombria desse comportamento irresponsável é que a humanidade tornou-se capaz de extinguir a si própria. A natureza precisou de 15 bilhões de anos de evolução material para produzir o corpo humano. Pela via das armas nucleares ou de um desastre ecológico, essa maravilha da criação pode ser riscada da face do universo num estalar de dedos.

        Este ainda é o cenário dominante. Mas uma nova perspectiva começa a se desenhar no mundo. Aqui e ali, as consciências despertam e, escapando das armadilhas do materialismo, da superstição e do fanatismo religioso, reencontram, pouco a pouco, os caminhos da espiritualidade. É um movimento difícil – tão difícil quanto nadar num rio de corredeira em sentido contrário ao da corrente. Pois busca alcançar as alturas, quando tudo leva para baixo. E ainda tem que vencer barreiras formadas por pedras pontiagudas, galhos emaranhados e redemoinhos aprisionantes. Tal movimento não se confunde com a adesão a igrejas ou seitas. Pois – embora possam abrigar em seu interior pessoas de espiritualidade autêntica – estas constituem, na maioria dos casos, o principal obstáculo à experiência espiritual, separando o homem de Deus por uma muralha de dogmas, preconceitos, comportamentos massificados, interesses econômicos e mecanismos de poder.

        Importantes cientistas deste século, como Albert Einstein e Niels Bohr, perceberam que a ciência havia chegado a um ponto que exigia o resgate da perspectiva espiritual. E procuraram nas grandes tradições místico-filosóficas do passado as respostas que o árido materialismo não podia oferecer.

        Há pouco mais de dez anos, durante um encontro realizado em Veneza, intelectuais de renome internacional – da estatura de Abdus Salam (Prêmio Nobel de Física) e Jean Dausset (Prêmio Nobel de Medicina) – assinaram uma declaração conjunta, na qual afirmam que a ciência e as tradições espirituais são complementares e não contraditórias e que o intercâmbio entre elas “abre as portas para uma nova visão da humanidade”. Essas ideias vêm ganhando adeptos por toda parte. Mas ainda surpreendem e escandalizam muita gente. entre os que se opõem a elas, há cientistas de inegável valor, que confundem, porém, o pensamento científico com o materialismo. Se estudassem a fundo a história da ciência, reformulariam seus conceitos, pois foi no seio das tradições espirituais que o saber científico nasceu e se desenvolveu. Os primeiros cientistas do mundo foram os xamãs pré-históricos, que atuavam nas sociedades do período paleolítico como elos de ligação entre o mundo do espírito e o mundo da matéria. Ao longo de milhares de anos de prática intensiva, esses homens de conhecimento acumularam numerosas e sofisticadas informações acerca dos reinos mineral, vegetal e animal; do movimento dos astros e de sua relação com os acontecimentos da Terra; do espaço geográfico e da história dos antepassados; da origem, evolução e cura das doenças; das técnicas para induzir o transe e dos domínios contemplados em estados incomuns de consciência.

        Um longo e sinuoso caminho separa o xamã ancestral do cientista contemporâneo. Seria preciso um livro inteiro – ou mesmo um conjunto de livros – para descrevê-lo. Mas o vínculo entre o espírito e a matéria, corporificado na figura do xamã, começa a ser resgatado na atualidade. Ele aponta para uma nova visão de mundo, capaz de reconciliar a humanidade com a natureza, os homens uns com os outros e o indivíduo consigo mesmo. Esse reencontro talvez venha a ser a grande realização do próximo século. Maior do que as mais extraordinárias promessas da informática, da engenharia genética e da exploração espacial. Devemos somar toda a nossa energia, o nosso afeto, o nosso humor, o nosso talento, a nossa criatividade para tornar esse sonho real. Só então terão sentido as loucas palavras do filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900): “Eu vos anuncio o super-homem”.

ARANTES, José Tadeu. Jornalista e professor, editor da revista Galileu/Globo Ciência. (Texto escrito especialmente para este livro).

Fonte: Linguagem Nova. Faraco & Moura. 8ª série. 15ª edição, 2ª impressão. Editora Ática. São Paulo. 2003. p. 196-198.

Entendendo o artigo:

01 – Qual foi o preço pago pela humanidade ao alcançar um extraordinário desenvolvimento científico e tecnológico nos últimos trezentos anos?

      O preço foi a perda da dimensão espiritual da existência. Esse afastamento gerou uma profunda alienação e resultou em um tríplice divórcio: da humanidade com a natureza (crise ecológica), dos homens entre si (crise ética, política, social e econômica) e do indivíduo consigo mesmo (crise psicológica).

02 – A que o autor compara o comportamento humano diante dos poderes da ciência e da tecnologia no segundo parágrafo?

      O autor compara a humanidade ao "aprendiz de feiticeiro" do conto infantil, agindo de forma desastrada e irresponsável por esquecer que a realidade é um tecido único interligado, a ponto de se tornar capaz de extinguir a si própria por meio de armas nucleares ou de um desastre ecológico.

03 – Segundo o texto, a adesão a igrejas ou seitas é garantia de uma espiritualidade autêntica? Por quê?

      Não. O autor afirma que as instituições religiosas muitas vezes constituem o principal obstáculo à experiência espiritual, pois separam o homem de Deus por meio de uma muralha de dogmas, preconceitos, comportamentos massificados, interesses econômicos e mecanismos de poder.

04 – Qual a posição de grandes cientistas citados no texto, como Albert Einstein e Niels Bohr, em relação à ciência e à espiritualidade?

      Eles perceberam que a ciência havia atingido um ponto que exigia o resgate da perspectiva espiritual. Por isso, buscaram nas grandes tradições místico-filosóficas do passado as respostas e o sentido que o materialismo árido não conseguia oferecer.

05 – Qual foi a conclusão da declaração conjunta assinada por intelectuais de renome internacional (como Abdus Salam e Jean Dausset) em Veneza?

      Eles afirmaram que a ciência e as tradições espirituais são complementares e não contraditórias, e que a troca de conhecimentos entre ambas "abre as portas para uma nova visão da humanidade".

06 – Por que, segundo o autor, é um equívoco histórico alguns cientistas associarem o pensamento científico exclusivamente ao materialismo?

      Porque o saber científico nasceu e se desenvolveu no interior das próprias tradições espirituais. O autor exemplifica lembrando que os primeiros cientistas do mundo foram os xamãs pré-históricos, que atuavam como ponte entre o mundo espiritual e o material, acumulando saberes profundos sobre medicina, astronomia e natureza.

07 – O que o autor projeta como a "grande realização do próximo século", superando até mesmo avanços da informática e da engenharia genética?

      A grande realização será o reencontro e a reconciliação entre o vínculo do espírito e da matéria (espiritualidade e razão), capaz de curar as divisões do homem com a natureza, com os seus semelhantes e consigo mesmo, tornando real a promessa de uma humanidade plenamente realizada.

 

sábado, 1 de agosto de 2026

ARTIGO DE OPINIÃO: O MISTÉRIO DOS SUPERFUNGOS - HABILIDADE EF08LP05 - COM GABARITO

 Artigo: O mistério dos superfungos

            Habilidade EF08LP05

        Os fungos estão por toda a parte: do pão mofado até os hospitais! Em geral, eles não representam perigo. Pelo contrário, são parceiros da natureza e até da nossa saúde, porque são utilizados na produção de medicamentos. Mas… existem situações em que os fungos ganham superpoderes, viram “superfungos”! Aí sim, há perigo à vista. Vem com a gente nessa aventura microscópica para entender tudo nos mínimos detalhes!

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjRkkjH-VhPkngh9keSvazmWjYypclG5mMPHVUzn2pXz82rBZWEg4L27nhp3KnTCvTPB3TKjnnOlNOedSpgVfXsU1bgmtIDdmcc29RHOGyi9uHS4omYiIOFelQD7aqS9KizdP73xcu2IC8E5JYfZ7M3kgOB46jUoIBNFrTjJx1mAVRqJZTobhHTCPkdLXw/s320/images.jpg 


        Você sabia que cogumelos são fungos e que o mofo que dá no pão também? Esses são exemplos de fungos visíveis a olho nu, mas a verdade é que a grande maioria dos fungos é microscópica. Sim, os fungos são microrganismos e, como tal, estão por toda a parte: no ar, na água, no solo e até dentro do nosso corpo! Para vê-los, precisamos de um aparelho que aumenta a imagem das coisas bem pequenas e que você já deve conhecer: o microscópio.

        Os fungos microscópicos são como “faxineiros da natureza”, ajudando a transformar restos de comida e outros dejetos em nutrientes, que enriquecem o solo para as plantas crescerem. Mas há situações em que os fungos se tornam perigosos, especialmente para a saúde humana. Isso acontece quando eles desenvolvem mecanismos para se defender dos medicamentos. É aí que ficam ainda mais fortes, como se ganhassem superpoderes! Nessas situações, passam a ser chamados “superfungos”, e ficam difíceis de combater…

Pedro Fernandes Barbosa. Lorena Rezende Franchini Affonso. Gabriel Campos da Silva. André Luís Souza dos Santos.
Rede Micologia RJ – FAPERJ. Instituto de Microbiologia Paulo de Góes. Instituto de Química. Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Entendendo o artigo:

01 – Muitas palavras do nosso dia a dia são formadas a partir de outras que já existem. Observe o quadro e identifique a palavra primitiva de cada termo derivado. Depois aponte qual pedacinho (afixo) foi somado e o que ele significa, seguindo o exemplo:

Palavra derivada: Faxineiro. 

Palavra primitiva: Faxina. 

Afixo: -eiro. 

Significado do afixo: Aquele que faz alguma coisa.

Palavra derivada: Superpoderes.

Palavra primitiva: Poder (es).

Afixo: Super-

Significado do afixo: Indica superioridade, excesso ou intensidade elevada.

Palavra derivada: Microrganismo.

Palavra primitiva: Organismo (s).

Afixo: Micro-.

Significado do afixo: Indica algo muito pequeno ou de dimensão reduzida.

02 – No primeiro parágrafo, o autor utiliza a palavra “medicamentos”. Analise a estrutura dessa palavra e responda:

a) Qual é a palavra primitiva (radical) que deu origem a ela?

      A palavra primitiva é “médico”.

b) O elemento “-mento”, acrescentado no final da palavra, é um prefixo ou um sufixo?

      É um sufixo.

c) Qual é o sentido que esse elemento costuma adicionar as palavras, assim como ocorre em “treinamento”, “ferimento”, etc.

      Esse sufixo costuma indicar o resultado de uma ação ou um meio / instrumento.

03 – Leia as frases:

        A maioria dos fungos é visível.

        A maioria dos fungos é invisível.

        Responda, de que forma o acréscimo do prefixo “in-” muda o sentido da palavra?

      O prefixo “in-” acrescenta uma ideia de negação ao significado da palavra “visível”. Assim, “invisível” passa a significar “aquilo que não pode ser visto”.

ARTIGO: IGREJA DA PAMPULHA (SÃO FRANCISCO DE ASSIS) - FRAGMENTO - COM GABARITO

 Artigo: Igreja da Pampulha (São Francisco de Assis) – Fragmento

        Erguida em 1943, a igreja de São Francisco de Assis, na região da Pampulha, em Belo Horizonte, é considerada um marco na história da arquitetura brasileira e o primeiro trabalho de expressão do jovem arquiteto Oscar Niemeyer [...]. Junto com a Casa do Baile, o Cassino (hoje Museu de Arte da Pampulha) e o Iate Clube, a igreja compõe o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, todos concebidos por Niemeyer.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjaJ2R11JkZtDk-2WgT9mm7uCr3F0ahyO4fZp67fE-CemVv-lyI2auxzjIoB4BSIU7dnIMAaUqWSmSJYOVOSjdwgTTzZccYrLLzPqVW517cgZ8im0pVwF7orhyubJWFLw-AUweVE-UgpSCuP6Vw_zs2mYPh6wmOqTaHXpdRmfqcx2ngSZp7RZjiCDzy8Q8/s320/images.jpg


        Marcado por curvas que fazem uma alusão às montanhas de Minas Gerais, o desenho da igreja traz uma sucessão de abóbadas (tetos arredondados): duas principais, que cobrem a nave e o santuário, e três secundárias, que envolvem a sacristia e anexos. Na fachada principal, uma marquise reta conduz à torre que emerge na lateral. “Era um protesto que eu levava como arquiteto, de cobrir a igreja da Pampulha de curvas, das curvas mais variadas, essa intenção de contestar a arquitetura retilínea que então predominava”, explicou Niemeyer, anos mais tarde. [...]

        A convite de Niemeyer, artistas importantes participaram da construção da igreja.

        Cândido Portinari – O artista plástico é autor do painel externo em azulejo azul e branco, na fachada posterior da igreja, que retrata cenas da vida de São Francisco. Fez também o mural do altar principal e os 14 pequenos quadros que retratam a Via Sacra. Destaca-se o painel em cerâmica que reveste o púlpito, na parede exterior do batistério e no balcão. [...]

Disponível em: www.mg.gov.br/conteudo/conheca-minas/turismo/igreja-da-pampulha-sao-francisco-de-assis. Acesso em: 28 fev. 2022.

Fonte: Maxi: Séries Finais. Caderno 1. Língua Portuguesa – 8º ano. 1. ed. São Paulo: Somos Sistemas de Ensino, 2021. Ensino Fundamental 2. p. 04.

Entendendo o artigo:

01 – Qual é a importância histórica e arquitetônica da Igreja de São Francisco de Assis (Pampulha) no contexto da arquitetura brasileira?

      Erguida em 1943 em Belo Horizonte, a Igreja de São Francisco de Assis é reconhecida como um marco fundamental na história da arquitetura brasileira. Ela representa o primeiro trabalho de grande expressão do arquiteto Oscar Niemeyer, consolidando a introdução de formas orgânicas e inovadoras na arquitetura moderna do país.

02 – Como é descrita a estrutura arquitetônica da igreja em termos de formas e abóbadas, e qual a relação do desenho com a paisagem mineira?

      A estrutura da igreja é marcada pelo uso de curvas que fazem uma direta alusão às montanhas do estado de Minas Gerais. O desenho é composto por uma sucessão de abóbadas (tetos arredondados): duas abóbadas principais, que cobrem a nave e o santuário, e três abóbadas secundárias, que envolvem a sacristia e os anexos. Além disso, na fachada principal, há uma marquise reta que conduz à torre lateral.

03 – Qual era a intenção teórica e conceitual de Oscar Niemeyer ao projetar a igreja com formas predominantemente curvas?

      Segundo o próprio Niemeyer, a escolha por cobrir a igreja com as mais variadas curvas funcionou como uma forma de protesto e contestação contra a arquitetura retilínea (com base em linhas retas) que predominava na época. O arquiteto buscava romper com o rigor geométrico tradicional e expressar liberdade formal.

04 – Quais edificações compõem o Conjunto Arquitetônico da Pampulha ao lado da Igreja de São Francisco de Assis, e quem foi o responsável por seus projetos?

      O Conjunto Arquitetônico da Pampulha é composto pela Igreja de São Francisco de Assis, pela Casa do Baile, pelo Cassino (atualmente Museu de Arte da Pampulha) e pelo Iate Clube. Todos esses prédios foram idealizados e concebidos pelo arquiteto Oscar Niemeyer.

05 – De que maneira o artista plástico Cândido Portinari contribuiu para a composição artística da Igreja da Pampulha?

      Cândido Portinari integrou a equipe de artistas convidados por Niemeyer e realizou importantes intervenções na igreja:

      O painel externo em azulejos azuis e brancos na fachada posterior, retratando cenas da vida de São Francisco;

      O mural do altar principal;

      Os 14 painéis/quadros que retratam a Via Sacra;

      O revestimento em painéis de cerâmica no púlpito, na parede exterior do batistério e no balcão.

06 – De acordo com o texto, qual o significado da palavra Batistério?

      Local designado ao batismo.