Mostrando postagens com marcador FÁBULA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador FÁBULA. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 22 de maio de 2026

FÁBULA: A FORMIGA - ESOPO - COM GABARITO

 Fábula: A Formiga


        Diz uma lenda que a formiga atual era em outros tempos um homem que, consagrado aos trabalhos de agricultura, não se contentava com o produto de seu próprio esforço, senão que olhava com inveja o produto alheio e roubava os frutos de seus vizinhos.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj_jK8vIhNX-TU-rRMOqheITy8XgHFfMV5yFmlPQ1QqTuNiCnC_JJfSV0nI3cSspmoitOfFnj6BdjG5IqRcPpOmGpLOrfo8si6Q8Pgr_NCOELzehDvsWg0FNhDnuMXXeWHPDqBRKMrRddG0J0JZ4BDqX6xzGamg2kPRlaVjrIQj07SiCdEouxHrJeeOE3w/s1600/FORMIGA.jpg


        Indignado Zeus pela avareza deste homem, transformou-o em formiga.

        Porém ainda que tenha mudado de forma, não mudou seu caráter, pois até hoje percorre os campos e recolhe o trigo e a cevada alheios e os guarda para seu uso.


Moral da Estória: Ainda que aos malvados se lhes castigue severamente, dificilmente mudarão sua natureza.

 

Fábulas de Esopo.

Entendendo a fábula:

01 – De acordo com a lenda, como era a vida da formiga antes de ser transformada e quais eram os seus principais defeitos?

      Antes da transformação, a formiga era um homem dedicado à agricultura. Os seus principais defeitos eram a inveja e a avareza, pois ele não se contentava com o resultado do seu próprio trabalho e preferia cobiçar e roubar os frutos do esforço dos seus vizinhos.

02 – Qual foi a reação do deus Zeus perante o comportamento do agricultor e que punição lhe aplicou?

      Zeus ficou profundamente indignado com a ganância e a desonestidade do homem. Como castigo por essa avareza, o deus transformou-o num inseto: a formiga.

03 – Que semelhanças no comportamento da formiga atual provam que ela manteve o seu caráter da vida passada?

      Mesmo com o corpo de um inseto, o seu caráter permaneceu o mesmo. A prova disso é que a formiga continua a percorrer os campos para recolher e acumular o trigo e a cevada que foram cultivados e produzidos por outros, guardando-os egoisticamente para o seu próprio uso.

04 – Como a metamorfose imposta por Zeus falhou em alcançar uma mudança interna no homem?

      A punição de Zeus alterou apenas a forma física (a aparência externa) do homem, transformando-o num animal pequeno. No entanto, o castigo falhou em regenerar a sua mente ou a sua moral, mostrando que a essência gananciosa do indivíduo permaneceu intacta.

05 – Explique a relação entre as ações da formiga e a moral da história: "Ainda que aos malvados se lhes castigue severamente, dificilmente mudarão sua natureza."

      A moral reflete-se perfeitamente no facto de que, apesar de o homem ter sofrido um castigo divino severo e humilhante (perder a sua condição humana), ele não se arrependeu. Isso demonstra que as penalizações externas, por mais duras que sejam, raramente conseguem transformar o caráter de alguém que é intrinsecamente mau ou egoísta; a criatura apenas adapta a sua maldade à nova realidade.

 

FÁBULA: O LEÃO, , A RAPOSA E O RATO - ESOPO - COM GABARITO

 Fábula: O Leão, a Raposa e o Rato


        Era um dia de Verão, o Sol ia alto no horizonte e o Leão dormia calmamente a sua sesta. Nisto, um Rato trepou para cima dele e desatou a correr. 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh6DtEF_w11gwQCNs9RdTU7tidY-8WqG4bQ5S2sSaqix-CRz_BVC3Fm6Yyrl2RGdHfwRhUbY67aR3FKHriREYMrTZp08mmx0ozDrJEWP7P8I6amFUigNavGKAh26SSpoIIKDMbu8oagyRcZwqxm-px4FNaGvl_pC-WhTO_pdhK5BR4gXEONivOwO7QIDiI/s320/leao.jpg


O Leão acordou sobressaltado e pôs-se às voltas sobre si mesmo, à procura do Rato. A Raposa, que o observava, criticou-o dizendo:

        -- Que grande Leão, cheio de medo de um Rato...

        -- Não é do Rato que tenho medo – respondeu-lhe o Leão.

        -- Estou admirado com o seu à vontade e com a sua coragem.


Moral da história: Nunca subestimes o valor dos outros.

 

Fábula de Esopo.

Entendendo a fábula:

01 – Como a raposa interpretou a reação inicial do leão ao acordar sobressaltado e qual foi a crítica que ela fez?

      A raposa interpretou a reação do leão como um sinal de covardia. Ela julgou que o "rei da selva", por estar a dar voltas sobre si mesmo à procura do rato, estava cheio de medo de um animal tão pequeno e frágil, criticando-o ironicamente por essa aparente falta de coragem.

02 – Qual foi a verdadeira razão apresentada pelo leão para a sua inquietação após o despertar?

      O leão explicou que a sua atitude não era motivada pelo medo do rato em si. Na verdade, o que o deixou intrigado e admirado foi a audácia, o à-vontade e a coragem invulgar que o pequeno roedor demonstrou ao atrever-se a trepar e correr por cima de um predador de grande porte.

03 – De que forma o comportamento do rato desafia as expectativas normais num ambiente selvagem?

      Geralmente, espera-se que um animal pequeno como o rato fuja ou se esconda de um leão para garantir a sua sobrevivência. Ao subir para cima do leão e correr livremente, o rato quebra essa expectativa de submissão ou medo, demonstrando uma ousadia que surpreendeu o próprio felino.

04 – Relacione a resposta do leão com a moral da história: "Nunca subestimes o valor dos outros."

      Embora o rato seja fisicamente insignificante comparado ao leão, o leão soube reconhecer e valorizar uma qualidade nobre no roedor: a coragem. Ao invés de o esmagar ou menosprezar pelo seu tamanho, o leão validou a atitude do rato, o que se alinha perfeitamente com a moral de não julgar ou subestimar o valor de alguém pelas suas aparências ou dimensões.

05 – Como a perspectiva da raposa difere da perspectiva do leão nesta fábula?

      A raposa tem uma visão superficial e preconceituosa, focando-se apenas no tamanho dos animais e assumindo imediatamente que o leão deveria ser superior e implacável. Já o leão demonstra uma visão mais madura e observadora, sendo capaz de olhar além do tamanho físico do rato para admirar o seu comportamento e a sua valentia.

 

 

 

FÁBULA: A RAPOSA QUE PERDEU A CAUDA - ESOPO - COM GABARITO

 Fábula: A Raposa que perdeu a cauda


        Uma Raposa foi apanhada numa armadilha. Conseguiu escapar, mas ficou sem a cauda porque a armadilha a cortou.
Sentindo-se envergonhada e ridícula, pensou convencer as outras raposas a cortarem também as suas.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEixa7QF8CpeU-QsXyMBkbrGUTo5H-IVBws0mVFBf99p_Z2IZzxTcQZdV-SUThcy21hiSTEsBmRVJOn4Rh5HPnWc8kRXz5TiSg0olWesW1H1wKotlFPSZUyJ0rRBWFmRDB3ENOo3h5jZR79z2wFl-sstf0_RlnlVlV3rKmc_5VmmMIxcQiLPihsV9FcteOs/s320/raposa.jpg


        Reuniu um bom número de amigas e explicou-lhes que, sem cauda, não só ficariam muito mais bonitas, mas também se livrariam de um peso inútil.

        Ouvindo isto, uma das raposas interrompeu-a e perguntou-lhe:

        -- Se não tivesses perdido a tua cauda, também nos aconselharias a cortar as nossas?


Moral da história: Tem cuidado com quem te dá conselhos tendo em vista os seus próprios interesses.

 

Fábula de Esopo.

Entendendo a fábula:

 

01 – O que aconteceu à raposa no início da história e qual foi a consequência física desse acontecimento?

      A raposa foi apanhada numa armadilha. Embora tenha conseguido escapar com vida, a armadilha acabou por cortar e prender a sua cauda, deixando-a permanentemente sem ela.

02 – Qual foi o verdadeiro motivo que levou a raposa a tentar convencer as outras a cortarem as suas caudas?

      O verdadeiro motivo foi a vergonha e o sentimento de ridículo por ser a única raposa sem cauda. Para não se sentir inferiorizada ou isolada, ela quis que todas as outras ficassem na mesma situação que ela.

03 – Que argumentos a raposa usou perante as suas amigas para justificar que viver sem cauda era uma vantagem?

      A raposa tentou usar a vaidade e o pragmatismo, argumentando que, sem a cauda, elas ficariam muito mais bonitas esteticamente e que também se livrariam de um peso que, segundo ela, era completamente inútil no dia a dia.

04 – De que forma a pergunta feita pela raposa que a interrompeu desmascarou as intenções da protagonista?

      A pergunta questionou se o conselho seria o mesmo caso a protagonista ainda tivesse a sua cauda. Isto expôs o facto de que o conselho não era genuíno nem focado no bem-estar do grupo, mas sim uma estratégia motivada puramente pela sua nova condição de sobrevivente mutilada.

05 – Como a moral da história se aplica ao comportamento da raposa principal na fábula?

      A moral alerta para termos cuidado com conselhos de quem tem interesses próprios. Na fábula, a raposa principal não queria ajudar as amigas a melhorar; ela queria apenas resolver o seu próprio complexo de inferioridade. Ela disfarçou um desejo puramente egoísta de um conselho amigo.

 

 

FÁBULA: A FAIA E A CANANOURA - ESOPO - COM GABARITO

 Fábula: A Faia e a Cananoura

 

        A Faia alta e direita não queria dobrar-se ao vento, antes vendo a Cananoura que se meneava facilmente, a aconselhava que estivesse tesa, sem dobrar-se. Respondeu a Cananoura:

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhvqVUiE5blTeee99xeJ8ypf0VqA5zRN2M031LYO4Wc_B1BltTvSEquhqRnJTLDzjio08SnnErWdOo0JBviaz7c3N90bRW_cAU0Y5BK2aWLGK_q_aGjbwkyPWfw0p8bTi_uf5p-J4uFAnhVm6aKyiVp4pdFzyJTrknyl_-uSMgP75cuj5MKpDHno2-byiw/s320/Faia.jpg


        -- Tu podes resistir e eu não, que não tenho raízes compridas, nem sou forte como tu és.

        Dizendo isto, veio um pé de vento com braveza, que arrancou a Faia com raízes e tudo; mas a Cananoura, que se dobrou, ficou em pé.

 

Moral da fábula: A importância do autoconhecimento.


Fábulas de Esopo.

Entendendo a fábula:

 

01 – Qual era o conselho que a faia dava à cananoura e qual era a justificativa para essa atitude?

      A faia aconselhava a cananoura a manter-se tesa, firme e sem se dobrar perante o vento. A faia agia assim porque confiava na sua própria estrutura física, por ser uma árvore alta, direita e forte, acreditando que a rigidez era a melhor forma de enfrentar as adversidades.

02 – De que forma a resposta da cananoura demonstra que ela possuía uma qualidade que faltava à faia?

      A resposta da cananoura demonstra que ela possuía autoconhecimento e humildade. Ao reconhecer que não tinha raízes compridas nem a força da faia, ela assumiu as suas fraquezas biológicas. Essa consciência permitiu-lhe adotar uma estratégia de sobrevivência baseada na flexibilidade, enquanto a faia, por orgulho e ignorância das suas limitações face a uma força maior, preferiu a rigidez.

03 – O que aconteceu a cada uma das plantas quando o "pé de vento com braveza" atingiu o local?

      A faia, que se recusou terminantemente a ceder e a dobrar-se, acabou por ser arrancada do solo com raízes e tudo pela força do vento. Por outro lado, a cananoura, que se inclinou e acompanhou o movimento do vento com facilidade, conseguiu resistir à tempestade e permaneceu em pé após o perigo passar.

04 – Como o desfecho da fábula ilustra o contraste entre o conceito de força bruta e o conceito de adaptabilidade?

      O desfecho mostra que a força bruta e a rigidez (representadas pela faia) parecem invencíveis à primeira vista, mas tornam-se frágeis e quebram quando enfrentam um poder superior. Em contrapartida, a adaptabilidade e a maleabilidade (representadas pela cananoura) provam ser muito mais eficazes para a sobrevivência, já que ceder temporariamente não significa derrota, mas sim uma forma inteligente de preservação.

05 – Explique como o comportamento das personagens se relaciona diretamente com a moral da história: "A importância do autoconhecimento."

      A fábula liga-se à moral mostrando que o autoconhecimento salva vidas. A cananoura conhecia os seus limites e, por saber que era frágil, usou a flexibilidade a seu favor e sobreviveu. Já a faia carecia de autoconhecimento real: ela julgava-se inabalável devido à sua altura e porte, mas não soube avaliar que o vento podia ser mais forte do que as suas raízes. A falta de noção sobre si mesma e sobre o ambiente levou à sua destruição total.

 

FÁBULA: O LEÃO QUE VAI À GUERRA - JEAN DE LA FONTAINE - TRADUÇÃO DE FILINTO ELÍSIO - COM GABARITO

 Fábula: O leão que vai à guerra



Tendo o leão na ideia certa empresa,
Fez conselho de guerra;
E a todos animais mandou aviso
Por seus régios alcaides.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj8NGnhY2v9Xis2B20qmumGB4k50s7qUl-FmDfKhf3LXEFAMdjEQsKnE0FAnzFcOkR_mETek_EisiLdU30-L3uWe0bjzv-0EnI3hQG5HGsO4bF8cg46au07hbgkAhoBbN0uSrNW4-j9qLdqcs03aBT4UmakN1wjU_wnIyH3xvhGAnWOZciD7p3vYiWoubE/s320/LEAO.jpg


Cada um, por seu teor, entrou no alvitre:
Às costas o elefante
Levar quantos petrechos importasse,
E pelejar, como usa;
Para os assaltos, o urso, aparelhar-se;
Engenhar-se o raposo
A ter inteligências no inimigo,
E diverti-lo o mono
Com suas mogigangas. Alguém disse
Que despedidos fossem,
Por boto o burro, e por medrosa a lebre.
«Oh, não! – disse o monarca –
Quero empregá-los: nem completo fora
Sem eles nosso exército.
De trombeta, que espante, sirva o burro;
E a lebre de correio.»
Do mais ténue vassalo o rei prudente
Tirar proveito sabe:
Todo o talento emprega; nada é inútil,
Onde o bom senso lavra.

Fábula de Jean de La Fontaine. tradução de Filinto Elísio.

Entendendo a fábula:

01 – Qual é o primeiro passo que o leão dá ao decidir iniciar uma nova empresa ou campanha militar?

      O leão convoca um conselho de guerra e, através dos seus oficiais (alcaides), envia um aviso a todos os animais do reino para que se reúnam.

02 – Que funções específicas foram atribuídas ao elefante e ao raposo (raposa) no plano do leão?

      O elefante ficou responsável por carregar todos os mantimentos e equipamentos necessários ("petrechos") e lutar na linha de frente. Já o raposo ficou encarregado de usar a sua astúcia para obter informações secretas ("inteligências") sobre o inimigo.

03 – Por que razão alguns conselheiros sugeriram que o burro e a lebre fossem dispensados do exército?

      Sugeriram a dispensa do burro por considerá-lo estúpido ou vagaroso ("boto") e a da lebre por ser considerada um animal muito medroso, achando que nenhum dos dois seria útil num combate.

04 – Como o leão rebateu a sugestão de dispensar o burro e a lebre, e quais funções lhes deu?

      O leão recusou dispensá-los, afirmando que o exército não estaria completo sem eles. Ele decidiu usar o burro como trombeta (para assustar os inimigos com o seu zurro) e a lebre como correio (aproveitando a sua velocidade para entregar mensagens).

05 – Qual é a moral da história expressa nos versos finais da fábula?

      A moral é que um líder prudente sabe extrair valor e tirar proveito de todos os seus submetidos, por mais simples que sejam. Onde há bom senso, nenhum talento é desperdiçado e ninguém é considerado completamente inútil.

 

 

FÁBULA: O CÃO, O GALO E A RAPOSA - ESOPO - COM GABARITO

 Fábula: O cão, o galo e a raposa

         Um Cachorro e um Galo que viajavam juntos, resolveram se abrigar da noite, em uma árvore. O Galo se acomodou num galho no alto, enquanto o cão deitou-se num oco, na base do tronco da mesma. Quando amanheceu, o Galo, como de costume, cantou ao despertar.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiwL0EFqPSWro7ySu4GOT-bB02JBKdm89bE16sxjoAvIzQOldUoAAtYmohRx0Y5p7whYb5GxZfsHUMCw0u6Y8cotxwsDB-T1ijIfngmqcv7JxSDqANKiq1B6E7NMBJtRlRa3ZO8V9wE2T_-qWIOsUKFkd5NPU_hqq9GkVM2iPxa2m06QOxrkNGPQVNxNkE/s320/cao.jpg


        Uma Raposa, que procurava comida ali perto, ao escutar o canto, se aproximou da árvore, e foi logo dizendo o quanto lhe agradaria conhecer de perto, o dono de tão extraordinária voz.
"Se você me permitir", ela disse, "Ficarei muito grato de passar o dia em sua companhia, apreciando sua voz."

        O Galo então disse: "Senhor, por favor, dê a volta na árvore, e peça para meu porteiro lhe abrir a porta, pois eu o receberei de bom grado."

        Quando a Raposa se aproximou da árvore, o Cachorro a atacou afugentando-a para longe.


Moral da História: Quem age de má fé, cedo ou tarde acaba por cair na própria armadilha.

Fábula de Esopo.

Entendendo a fábula:

 01 – Como o cão e o galo se organizaram para passar a noite e de que forma essa escolha estratégica influenciou o desfecho da história?

      O galo e o cão escolheram uma mesma árvore para se abrigar, mas em alturas diferentes: o galo acomodou-se num galho alto e o cão deitou-se num oco na base do tronco. Esta organização foi crucial para o desfecho, pois permitiu que o galo ficasse seguro e fora do alcance imediato de predadores, enquanto o cão ficou posicionado estrategicamente no chão, pronto para agir caso algum perigo se aproximasse da base da árvore.

02 – Qual era a verdadeira intenção da raposa ao elogiar a voz do galo e que argumento ela utilizou para tentar convencê-lo a descer?

      A verdadeira intenção da raposa, que estava à procura de comida, era caçar e devorar o galo. Para alcançar o seu objetivo sem levantar suspeitas, ela usou a lisonja e o fingimento, elogiando a "extraordinária voz" do galo e afirmando que ficaria muito grata se pudesse passar o dia na sua companhia apenas para apreciar o seu canto.

03 – Como o galo demonstrou astúcia ao responder à proposta capciosa da raposa?

      O galo demonstrou grande inteligência ao não se deixar levar pelos elogios da raposa. Em vez de descer do galho seguro, ele fingiu aceitar o pedido, mas direcionou a raposa para a base da árvore, dizendo de forma irónica que ela deveria falar primeiro com o seu "porteiro" para que este lhe abrisse a porta. Com isso, ele fez com que a raposa fosse ao encontro do cão sem que ela suspeitasse do perigo.

04 – O que aconteceu quando a raposa seguiu as instruções do galo e como o conflito foi resolvido?

      Seguindo a indicação do galo, a raposa aproximou-se do oco da árvore à procura do suposto "porteiro". Nesse momento, o cão, que ali dormia, acordou e atacou-a imediatamente, afugentando-a para longe. O conflito resolveu-se através da união e da proteção mútua entre os dois animais viajantes, que neutralizaram a ameaça da predadora.

05 – De que maneira o desfecho da narrativa ilustra a moral da história: "Quem age de má fé, cedo ou tarde acaba por cair na própria armadilha."?

      A moral ilustra-se no facto de a raposa ter tentado criar uma armadilha psicológica (usando a mentira e a falsa amizade) para enganar o galo e transformá-lo em refeição. No entanto, por agir de má fé, a sua própria ganância cegou-a para os perigos ao redor, fazendo com que ela caísse na "armadilha" armada pelo galo, acabando por ser surpreendida e atacada pelo cão que ela não previu que estivesse ali.

 

 

quarta-feira, 20 de maio de 2026

FÁBULA: O MORCEGO E A DONINHA - ESOPO - COM GABARITO

 Fábula: O Morcego e a Doninha

         Um dia, um Morcego caiu num buraco de uma Doninha e foi apanhado por ela. Pediu-lhe que lhe poupasse a vida, mas a Doninha recusou respondendo-lhe que não o podia fazer porque era inimiga dos pássaros.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgL7aO_KjJslHznTUNoUIVlrwdyFmsnZjkrwcvma4bi5h1iG57Fw4qhxxnhwXzFWRZa-CUKmGu-fux-CtptOZ11ots-yVzFpHQ2JYQr0rldFH9ODdcurL5S0aFhrPpYg1BaWVUF5JCt6sokw21HKWjnbvctJ-WzIw_g0eRehHCY9N9z0mForcwyLarXFCY/s320/morcego.jpg
 

        -- Mas eu não sou um pássaro, sou um rato! – argumentou o Morcego.

        Ouvindo isto, a Doninha poupou-lhe a vida e deixou-o partir.

        Pouco tempo depois, o Morcego voltou a cair e foi apanhado por outra Doninha. Desta vez, quando o Morcego lhe pediu que lhe poupasse a vida, a Doninha respondeu que não podia, porque detestava ratos.

        -- Mas eu não sou um rato, sou um pássaro! – respondeu-lhe o Morcego.

        A Doninha deixou-o partir, poupando-lhe a vida.

Moral da história: É bom sabermos adaptar-nos às circunstâncias.

Fábula de Esopo.

Entendendo a fábula:

01 – No primeiro encontro, por que a Doninha recusou inicialmente o pedido do Morcego para lhe poupar a vida e qual foi o argumento utilizado por ele para se salvar?

      A Doninha recusou poupar a vida do Morcego porque afirmou que era, por natureza, inimiga declarada dos pássaros. Para se salvar, o Morcego usou a sua anatomia ambígua a seu favor, argumentando que ele não era um pássaro, mas sim um rato. Ao ouvir essa justificativa, a Doninha mudou de ideias e libertou-o.

02 – O que aconteceu no segundo encontro do Morcego que o colocou novamente em perigo de vida? Como a ameaça desta segunda Doninha diferia da primeira?

      O Morcego cometeu o erro de cair novamente num buraco e foi capturado por uma segunda Doninha. A ameaça desta nova Doninha era exatamente o oposto da primeira: enquanto a primeira odiava pássaros, esta segunda afirmou que detestava ratos, o que invalidava o argumento anterior que o Morcego tinha utilizado para sobreviver.

03 – Como o Morcego conseguiu salvar-se da segunda Doninha, considerando que ela detestava a criatura que ele dizia ser no primeiro encontro?

      O Morcego adaptou rapidamente o seu discurso à nova ameaça. Como a segunda Doninha detestava ratos, ele alterou a sua identidade e afirmou: "Mas eu não sou um rato, sou um pássaro!". Mostrando as suas asas, ele convenceu o predador e conseguiu que a sua vida fosse poupada mais uma vez.

04 – As características físicas do morcego (ter asas como uma ave, mas corpo e feições semelhantes aos de um roedor) são fundamentais para o desenvolvimento da história. Explique como o personagem usou essa dualidade de forma estratégica.

      O Morcego usou a sua dualidade física como uma estratégia de sobrevivência baseada na conveniência. Ele não mentiu completamente em nenhuma das situações, mas escolheu omitir uma parte da sua natureza e enfatizar a outra dependendo de quem o atacava. Contra o inimigo dos pássaros, agiu como rato; contra o inimigo dos ratos, agiu como pássaro.

05 – A moral da história afirma que "É bom sabermos adaptar-nos às circunstâncias". De que forma as ações do Morcego exemplificam essa lição e como isso pode ser aplicado à vida real?

      O Morcego exemplifica a moral ao não demonstrar um comportamento rígido ou teimoso; ele avaliou o perigo de cada momento e mudou a sua postura para sobreviver. Na vida real, a fábula ensina que a flexibilidade e a astúcia são ferramentas essenciais. Em vez de nos lamentarmos perante as dificuldades, devemos analisar o cenário e ajustar o nosso comportamento e argumentos para superar os diferentes obstáculos que surgem.

 

FÁBULA: A LAMPARINA - ESOPO - COM GABARITO

 Fábula: A lamparina

 

        Uma lamparina cheia de óleo gabava-se de ter um brilho superior ao do Sol.

 Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWZ1mINa9LzGVhyWDTe4OzgXyloZVgolnTHRnGDZMPjifykiK7Ud0nFbpt1p7ldf0nphSw5_kX6YYj0-KouxOsF8ETYv-n1eylZeV6tZNQHfQ3lUMUkMo40uhCAj574TUVAqQuGnB-WFs2xBBg4FyKi1T0HCB_zjl08y3_Z14raWVYuQiIkJBUSN90jhs/s320/LAMPARINA.jpg


        Um assobio, uma rajada de vento e ela apagou-se.

        Acenderam-na de novo e lhe disseram:

        -- Ilumina e cala-te. O brilho dos astros não conhece o eclipse.

Moral da Estória:

        Que o brilho de uma vida gloriosa não te encha de orgulho. Nada do que adquirimos nos pertence de verdade.


Fábulas de Esopo

Entendendo a fábula:

01 – Por que a lamparina se gabava no início da fábula?

      A lamparina se gabava porque estava cheia de óleo e acreditava que o seu brilho era superior ao do próprio Sol.

02 – O que aconteceu para que a lamparina se apagasse?

      Bastaram um assobio e uma rajada de vento para que a chama da lamparina se apagasse completamente.

03 – O que disseram à lamparina depois que a acenderam novamente?

      Disseram para ela iluminar e calar-se, lembrando-lhe que o verdadeiro brilho dos astros (como o Sol e as estrelas) não sofre eclipses ou se apaga facilmente como ela.

04 – Qual é a principal crítica feita ao comportamento da lamparina?

      A crítica é direcionada à sua arrogância e vaidade. Ela se orgulhava de algo temporário e frágil (seu brilho alimentado por óleo) comparando-se a algo grandioso e permanente (o Sol).

05 – Qual é a moral da história e o que ela nos ensina sobre o orgulho?

      A moral é que o brilho de uma vida gloriosa não deve nos encher de orgulho, pois nada do que adquirimos nos pertence de verdade. Ela nos ensina que o sucesso e as posses materiais são passageiros e que devemos cultivar a humildade.

 

 

 

domingo, 17 de maio de 2026

FÁBULA: AS CABRAS MONTANHESAS E O CABREIRO - ESOPO - COM GABARITO

Fábula: As cabras montanhesas e o cabreiro

              Esopo

         Levou um cabreiro a pastar a suas cabras e de pronto viu que as acompanhavam unas cabras montanhesas. Legada a noite, levou todas a sua gruta.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhvPhQ1W7tK3NvjY77F1EFs43WoP-uS25uz8QcMRygxaRggJGxBFUmm9K3Cvu3j7WtbUrt8EfMoYZIa4Q9vuGAZJbtOBcHRzusjOeKAhvJylWZukwwa0RmHNBnZAFbjF2pFrKX0scyTgtKigJFphGrp2mlwZ5i_xQBiZtMxIgkiEMNAzu0gXypuWeupf8g/s1600/CABRAS.jpg

         Na manhã seguinte caiu uma forte tormente e não podendo levá-las, cuidou lá mesmo. Porém, enquanto dava a suas próprias cabras um punhado de forragem, às montanhesas servia muito mais, com o propósito de ficar com elas. Terminou por fim o mau tempo, e saíram todas ao campo, porém as cabras montanhesas escaparam para a montanha. Acusou-as o pastor de ingratas, por abandoná-lo depois de tê-las atendido tão bem, mas elas lhe responderam:
- Maior razão para desconfiar de ti, porque se a nós recém chegadas nos tratou melhor que a tuas velhas e leais escravas, significa isto que se logo vierem outras cabras, tu nos depreciaria por elas.

       Nunca confíes em quem pretende tua nova amizade a ponto de abandonar a que já tinha.


Entendendo o texto

01. O que o cabreiro percebeu de diferente enquanto levava as suas cabras para pastar no início do texto?

a. percebeu que o lobo estava vigiando o seu rebanho de longe.

b. viu que algumas cabras montanhesas haviam se juntado às suas cabras.

c. notou que o pasto estava seco e que precisaria buscar abrigo em uma gruta.

d. descobriu que metade do seu rebanho havia fugido para a montanha.

 

02. Por qual motivo o pastor decidiu dar muito mais alimento (forragem) para as cabras montanhesas do que para as suas próprias cabras?

a. porque as cabras montanhesas estavam muito mais magras e doentes que as dele.

b. porque ele tinha medo de ser atacado pelas cabras montanhesas dentro da gruta.

c. porque ele tinha o propósito de agradá-las para que elas ficassem com ele definitivamente.

d. porque suas próprias cabras se recusavam a comer a forragem durante a tormenta.

 

03. Como as cabras montanhesas reagiram assim que o mau tempo acabou e todos os animais saíram ao campo?

a. elas atacaram o pastor para defender as outras cabras.

b. elas agradeceram ao cabreiro e prometeram voltar no próximo inverno.

c. elas fugiram imediatamente de volta para a montanha.

d. elas decidiram expulsar as cabras velhas para liderar o rebanho.

 

04. O pastor acusou as cabras montanhesas de serem ingratas. Qual foi o argumento utilizado por elas para justificar a fuga?

a. disseram que preferiam a liberdade da montanha do que a comida da gruta.

b. explicaram que, se o pastor tratou as recém-chegadas melhor do que as suas velhas e leais escravas, ele faria o mesmo com elas se outras cabras surgissem no futuro.

c. afirmaram que a comida oferecida pelo pastor era de má qualidade e as deixou doentes.

d. responderam que o rebanho antigo do pastor não as aceitou bem e foi agressivo.

 

05. A moral da história alerta para nunca confiar em quem pretende uma nova amizade a ponto de abandonar a que já tinha. Na história, quem representa essa atitude criticada?

a. as cabras montanhesas, que abandonaram o pastor após comerem bastante.

b. as cabras antigas, que não defenderam o dono diante das estrangeiras.

c. a forte tormenta, que mudou o rumo dos animais sem aviso prévio.

d. o cabreiro, que desvalorizou suas companheiras leais e antigas para tentar bajular as novas cabras.

  

sábado, 16 de maio de 2026

FÁBULA EM POEMA: O RATO CASEIRO E O RÚSTICO - LA FONTAINE - COM GABARITO

 Fábula em Poema: O rato caseiro e o rústico

                                 La Fontaine


Convida, uma vez, ratinho
Mui galante e cortesão,
Certo arganaz montesinho
A sobras dum perdigão.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhELcOI97Xg0MdHhGrgqy5DR1fLQC-is1ZiqZzHQakBv7A41UztuxN974dNdWJs4PGsL0BC1RvgVSjuvzeZT4rLfk8pfgtukz9CEfKYfeKqyn19LKBn6t6GXtn8EwB5Cdf5bvXrSPbjHp8MLULs9kItiX4bezOKzrFuRMxwJA_0r3lPHo-Jx7_GDSgyCSY/s1600/rato.jpg



Em guedelhudo tapete
Luz o esplêndido talher.
São dois, mas valem por sete.
Que apetite! que roer!

Foi folgança regalada;
Nada inveja um tal festim.
Senão quando, na malhada,
Pilha-os súbito motim.

Passos à porta da sala...
Param os nossos heróis.
E o terror, que pronto os cala,
Lança em pronta fuga os dois.

Foi-se a bulha. Muito à mansa
Vêm-se chegando outra vez.
«Dêmos remate à folgança –
Diz o da corte ao montês.

– Nada. Mas vem tu comigo
Jantar amanhã; bem sei
Que lá me não gabo, amigo,
Desta vidinha de rei.

Mas ninguém me turba em meio
Do jantar; sobra o lazer.
E adeus. Figas ao prazer
Que pode aguar um recreio.»

Tradução de José de Sousa Monteiro

Entendendo o texto

01. No início do poema, o que motiva o encontro entre o rato cortesão (caseiro) e o arganaz montesinho (rústico)?

a. o rato do campo convida o rato da cidade para conhecer a vida na floresta.

b. o rato caseiro convida o rato do campo para um banquete com as sobras de um perdigão.

c. ambos decidem se unir para roubar comida da cozinha de um grande rei.

d. o rato rústico precisava de ajuda para fugir de um motim em sua toca.

 

02. O que interrompe a "folgança regalada" e o grande apetite dos dois ratos durante o banquete?

a. a chegada de um gato que destrói o tapete onde eles comiam.

b. a falta de comida, que acabou rápido demais por causa do apetite deles.

c. um barulho repentino de passos à porta da sala, que espalha o terror e os força a fugir.

d. uma briga entre os dois ratos para decidir quem comeria a melhor parte.

 

03. Após o barulho cessar ("foi-se a bulha"), qual é a reação do rato da corte?

a. ele sugere que eles terminem a festa e continuem comendo ("Dêmos remate à folgança").

b. ele desiste de morar na cidade e pede para ir embora com o amigo.

c. ele chora de medo e se recusa a sair do esconderijo.

d. ele briga com o rato rústico por ter feito barulho e chamado a atenção.

 

04. Por que o rato rústico (montesinho) recusa continuar o jantar na corte e convida o amigo para ir à sua casa no dia seguinte?

a. porque na sua casa a comida é muito mais sofisticada e saborosa do que os restos de perdigão.

b. porque ele prefere comer deitado no chão do que em cima de um tapete luxuoso.

c. porque, embora não tenha uma vida de rei, em sua casa ninguém perturba o jantar e há tranquilidade.

d porque ele ficou com raiva do rato caseiro por causa do susto que levou.

 

05. A expressão "Figas ao prazer / Que pode aguar um recreio" dita pelo rato do campo no final do texto significa que:

a. ele prefere passar fome a ter que comer carne de perdigão.

b. ele rejeita qualquer luxo ou prazer que venha acompanhado de medo, perigo e sobressaltos.

c. ele deseja sorte ao amigo cortesão para que ele continue aproveitando a vida na cidade.

d. ele acredita que o prazer de comer na corte compensa o risco de morrer.

 

FÁBULA: A RAPOSA E O PORCO ESPINHO - ESOPO - COM GABARITO

 Fábula: A raposa e o porco espinho

             Esopo

 Uma Raposa, que precisava atravessar a nado um rio não muito caudaloso, acabou surpreendida por uma forte e inesperada enchente.

Depois de muita luta, teve forças apenas para alcançar a margem oposta, onde caiu quase sem fôlego e exausta.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiXu1tw9tXvGMEFtH7ISrDKFEiZgiS4a6VSM9pEdySaTZylDQPxH2IteOjcpErrD1ONOg8MTjS-xT_fzFB3yAYotSExB8YPPS7SBSet94zSGBRW0vPKoy4jMehnhN771MYBWm7OVCEEtiFqs9MtesUfwfH5KxEivbldn_w2nVsOacNg1JF-4F_fEj800Y8/s1600/raposa.jpg 


Mesmo assim, estava feliz por ter vencido aquela forte correnteza, da qual chegou a imaginar que jamais sairia com vida.
Pouco tempo depois, veio um enxame de moscas sugadoras de sangue e pousaram sobre ela. Mas, ainda fraca para fugir delas, permaneceu quieta, repousando, em seu canto.
Então veio um Porco Espinho, que vendo todo aquele seu drama, gentilmente se dispôs a ajudá-la e disse:
- "Deixe-me espantar estas moscas para longe de você!"
E exclamou a Raposa quase sussurrando:
- "Não! Por favor não perturbe elas. Elas já pegaram tudo aquilo de que precisavam. Se você as espanta, logo outro enxame faminto virá e irão tomar o pouco sangue que ainda me resta!"

Moral: Pode ocorrer que, algumas vezes, o remédio para a cura de um mal é pior que o mal em si mesmo.

Entendendo o texto

01. O que aconteceu com a raposa no início do texto enquanto ela tentava atravessar o rio?

a) ela foi atacada por um enxame de moscas sugadoras antes de entrar na água.

b) ela foi surpreendida por uma forte e inesperada enchente.

c) ela desistiu da travessia por achar o rio muito caudaloso e perigoso.

d) ela foi salva por um porco-espinho que a puxou de dentro da correnteza.

 

02. Por que a raposa não conseguiu fugir ou espantar as moscas assim que elas pousaram sobre o seu corpo?

a) ela estava com muito medo de entrar na água novamente.

b) ela achou que as moscas eram suas amigas e não lhe fariam mal.

c) ela estava fraca, exausta e sem fôlego devido ao esforço para sobreviver à correnteza.

d) ela estava presa nos espinhos de um arbusto na margem oposta.

 

03. Qual foi a atitude do porco-espinho ao se deparar com a situação dramática da raposa?

a) ele se ofereceu gentilmente para espantar as moscas para longe dela.

b) ele riu do sofrimento da raposa e continuou o seu caminho pela floresta.

c) ele aconselhou a raposa a pular de volta no rio para se livrar dos insetos.

d) ele chamou outros animais para ajudar a carregar a raposa até um lugar seguro.

 

04. Por qual motivo a raposa recusou a ajuda oferecida pelo porco-espinho?

a) ela temia que os espinhos do porco-espinho a machucassem ainda mais.

b) ela explicou que aquelas moscas já estavam satisfeitas, e que se fossem espantadas, um novo enxame faminto viria sugar o resto de seu sangue.

c) ela preferia resolver seus próprios problemas sozinha, sem a ajuda de estranhos.

d) ela percebeu que o porco-espinho estava aliado às moscas para enganá-la.

 

05. A moral da história afirma que "o remédio para a cura de um mal é pior que o mal em si mesmo". Como essa lição se aplica à decisão da raposa?

a) mostra que ela preferiu continuar sofrendo com as moscas atuais porque a solução proposta traria um sofrimento ainda maior.

b) indica que o porco-espinho queria piorar a situação da raposa de propósito.

c) comprova que o rio era o verdadeiro mal da história e que não havia cura para a raposa.

d) sugere que a raposa errou ao não aceitar o remédio que o porco-espinho lhe ofereceu.

 

FÁBULA: O BURRO, A RAPOSA E O LEÃO - ESOPO - COM GABARITO

 Fábula: O Burro, a Raposa e o Leão

              Esopo

O Burro e a Raposa acordaram proteger-se mutuamente e foram juntos para a floresta em busca de comida. Mal tinham começado a caminhada quando encontraram um Leão. Perante este perigo, a Raposa aproximou-se do Leão e propôs-lhe:
- Se me poupares, ajudo-te a caçares o Burro sem grande esforço.

 
Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjIx2wotweX7MA4XiExrGcKeJCiPsozzzGcoRrokekgCiSJqd9SmqR60J2PjHPh4Yjo-EvFl8qqtzRh8RlRXOBHWwiunKn7-LGmpwjyNUKpX5Sf2oLsYkyF6EVV2GoJJTquFK7IWSgPiJjbDbWl47v6Jof8Iq2DJ-pwKJTV6-NZYhpu7g71YKWUHEjWDZY/s320/BURRO.gif

O Leão aceitou a troca. Satisfeita, a Raposa voltou para junto do Burro e tranquilizou-o:
- Não tenhas receio porque o Leão prometeu que não nos fará mal.
O Burro acreditou no que ela disse e continuou a pastar despreocupadamente. Mas, a pouco e pouco, a Raposa conduziu-o para a beira de uma ravina e provocou a sua queda.
Vendo que o Burro já não podia fugir-lhe, o Leão atirou-se à raposa e comeu-a.

Moral da história: Não confies nos teus inimigos.

Entendendo o texto

01. Qual era o objetivo do acordo inicial feito entre o Burro e a Raposa antes de entrarem na floresta?

a) dividir o território da floresta para que nenhum dos dois ficasse sem espaço.

b) protegerem-se mutuamente enquanto buscavam comida juntos.

c) enganar o Leão para conseguir roubar o alimento dele.

d) apostar quem conseguiria encontrar o caminho de volta primeiro.

 

02. O que a Raposa fez logo após o grupo encontrar o Leão na floresta?

a) correu para se esconder atrás do Burro e pedir proteção a ele.

b) atacou o Leão de surpresa para salvar a vida do Burro.

c) propôs um acordo secreto ao Leão, oferecendo-se para ajudá-lo a caçar o Burro em troca de sua própria vida.

d) aconselhou o Burro a pular na ravina para escapar do predador.

 

03. Como a Raposa conseguiu fazer com que o Burro caísse na ravina sem que ele suspeitasse de suas intenções?

a) ela o assustou com um grito alto, fazendo-o correr na direção errada.

b) ela mentiu dizendo que o Leão não lhes faria mal, deixando-o despreocupado enquanto o guiava lentamente para a armadilha.

c) ela usou a força física para empurrá-lo enquanto ele estava distraído bebendo água.

d) ela o desafiou para uma corrida até a beira do precipício.

 

04. Como o Leão agiu assim que percebeu que o Burro estava preso na ravina e não tinha como fugir?

a) ele cumpriu o trato com a Raposa e dividiu a presa com ela.

b) ele libertou o Burro da ravina por pena e expulsou a Raposa da floresta.

c) ele atacou primeiro a Raposa e a comeu, quebrando a promessa que havia feito.

d) ele foi embora sem atacar nenhum dos dois animais.

 

05. A moral da história é "Não confies nos teus inimigos". Diante do comportamento do Leão com a Raposa, que outra lição pode ser extraída sobre a traição?

a) quem trai um aliado para se salvar acaba se tornando uma vítima da própria falta de caráter de quem se aliou.

b) a inteligência da Raposa foi recompensada no final, pois ela conseguiu o que queria.

c) o Leão mostrou-se um parceiro confiável e justo com os animais mais fracos da floresta.

d) o Burro foi o verdadeiro culpado pela situação por não ter corrido mais rápido.