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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

FÁBULA (POEMA): O QUE OS OLHOS NÃO VEEM - RUTH ROCHA - COM GABARITO

 Fábula (Poema): O que os olhos não veem

             Ruth Rocha

Havia uma vez um rei
num reino muito distante,
que vivia em seu palácio
com toda a corte reinante.
Reinar pra ele era fácil,
ele gostava bastante.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgu0A0qmR1ZPOI4UePhwC0eFmyTC0SsoUQ9XYVk7QXUtoMMGJXdPSaf9NaTglYlgirERpJDESI58f6dIFt6vcD-d-3mhNQ-nQgcG0d4-5x4czM-8RfTtD5O01KLmV_sPNEb3tkRPrRSk7fOprptFF-mhj2GZbW5CgMXAxGLksqqQlVvu65r4vKpMnWjvo4/s320/images.jpg



Mas um dia, coisa estranha!
Como foi que aconteceu?
Com tristeza do seu povo
nosso rei adoeceu.
De uma doença esquisita,
toda gente, muito aflita,
de repente percebeu...

Pessoas grandes e fortes
o rei enxergava bem.
Mas se fossem pequeninas,
e se falassem baixinho,
o rei não via ninguém.

Por isso, seus funcionários
tinham de ser escolhidos
entre os grandes e falantes,
sempre muito bem nutridos.
Que tivessem muita força,
e que fossem bem nascidos.
E assim, quem fosse pequeno,
da voz fraca, mal vestido,
não conseguia ser visto.
E nunca, nunca era ouvido.

O rei não fazia nada
contra tal situação;
pois nem mesmo acreditava
nessa modificação.
E se não via os pequenos
e sua voz não escutava,
por mais que eles reclamassem
o rei nem mesmo notava.

E o pior é que a doença
num instante se espalhou.
Quem vivia junto ao rei
logo a doença pegou.
E os ministros e os soldados,
funcionários e agregados,
toda essa gente cegou.

De uma cegueira terrível,
que até parecia incrível
de um vivente acreditar,
que os mesmos olhos que viam
pessoas grandes e fortes,
as pessoas pequeninas
não podiam enxergar.

E se, no meio do povo,
nascia algum grandalhão,
era logo convidado
para ser o assistente
de algum grande figurão.
Ou senão, pra ter patente
de tenente ou capitão.
E logo que ele chegava,
no palácio se instalava;
e a doença, bem depressa,
no tal grandalhão pegava.

Todas aquelas pessoas,
com quem ele convivia,
que ele tão bem enxergava,
cuja voz tão bem ouvia,
como num encantamento,
ele agora não tomava
o menor conhecimento...

Seria até engraçado
se não fosse muito triste;
como tanta coisa estranha
que por esse mundo existe.

E o povo foi desprezado,
pouco a pouco, lentamente.
Enquanto que próprio rei
vivia muito contente;
pois o que os olhos não veem,
nosso coração não sente.

E o povo foi percebendo
que estava sendo esquecido;
que trabalhava bastante,
mas que nunca era atendido;
que por mais que se esforçasse
não era reconhecido.

Cada pessoa do povo
foi chegando à convicção,
que eles mesmos é que tinham
que encontrar a solução
pra terminar a tragédia.
Pois quem monta na garupa
não pega nunca na rédea!

Eles então se juntaram,
Discutiram, pelejaram,
E chegaram à conclusão
Que, se a voz de um era fraca,
Juntando as vozes de todos
Mais parecia um trovão.

E se todos, tão pequenos,
Fizessem pernas de pau,
Então ficariam grandes,
E no palácio real
Seriam logo avistados,
Ouviriam os seus brados,
Seria como um sinal.

E todos juntos, unidos,
fazendo muito alarido
seguiram pra capital.
Agora, todos bem altos
nas suas pernas de pau.
Enquanto isso, nosso rei
continuava contente.
Pois o que os olhos não veem
nosso coração não sente...

Mas de repente, que coisa!
Que ruído tão possante!
Uma voz tão alta assim
só pode ser um gigante!
-- Vamos olhar na muralha.
-- Ai, São Sinfrônio, me valha
neste momento terrível!
Que coisa tão grande é esta
que parece uma floresta?
Mas que multidão incrível!

E os barões e os cavaleiros,
ministros e camareiros,
damas, valetes e o rei
tremiam como geleia,
daquela grande assembleia,
como eu nunca imaginei!

E os grandões, antes tão fortes,
que pareciam suportes
da própria casa real;
agora tinham xiliques
e cheios de tremeliques
fugiam da capital.

O povo estava espantado
pois nunca tinha pensado
em causar tal confusão,
só queriam ser ouvidos,
ser vistos e recebidos
sem maior complicação.

E agora os nobres fugiam,
apavorados corriam
de medo daquela gente.
E o rei corria na frente,
dizendo que desistia
de seus poderes reais.
Se governar era aquilo
ele não queria mais!

Eu vou parar por aqui
a história a que estou contando.
O que se seguiu depois
cada um vá inventando.
Se apareceu novo rei
ou se o povo está mandando,
na verdade não faz mal.
Que todos naquele reino
guardam muito bem guardadas
as suas pernas de pau.

Pois temem que seu governo
possa cegar de repente.
E eles sabem muito bem
que quando os olhos não veem
nosso coração não sente.

 

        Moral: A história é uma metáfora (uma comparação figurada) sobre a desigualdade social e a força da união do povo.

 

Disponível em: http://www2.uol.com.br/ruthrocha/historias_08.htm

 

Entendendo a fábula:

01 – O texto que você leu foi escrito em verso. Sabendo que cada linha do poema é um verso e que cada conjunto de versos forma uma estrofe, responda:

a) Quantas estrofes têm o poema?

      O poema é formado por 18 estrofes.

b) Todas as estrofes têm o mesmo número de versos?

      Não. O poema é heterostrófico (suas estrofes variam de tamanho). Existem estrofes com 6, 7 e até 10 versos.

 

02 – Um recurso sonoro muito utilizado em poemas é a rima. Rimas são repetições dos mesmos sons ao final das palavras. Releia as duas primeiras estrofes e escreva no caderno as rimas que encontrar.

      1ª Estrofes: distante rima com reinante e bastante.

      2ª Estrofes: aconteceu rima com adoeceu e percebeu.

esquisita rima com aflita.

 

03 – O texto afirma que o rei ficou doente. Qual era a doença dele?

      A doença do rei era uma cegueira e surdez seletivas: ele só conseguia enxergar e ouvir as pessoas grandes, fortes, ricas e bem-nascidas. As pessoas pequenas, de voz fraca e pobres eram completamente invisíveis para ele.

 

04 – Comparando a história com a realidade, quem você acha que representa as pessoas grandes e fortes? E as pequeninas?

      Pessoas grandes e fortes: Representam os ricos, os influentes, os políticos e a elite social, que detêm o poder econômico e a atenção dos governantes.

      Pessoas pequeninas: Representam a classe trabalhadora, os mais pobres e marginalizados da sociedade, que costumam ser ignorados pelas autoridades públicas.

 

05 – O que acontecia com as pessoas que viviam junto ao rei?

      A doença era "contagiosa". Assim que alguém passava a conviver com o rei no palácio — até mesmo uma pessoa do povo que ficasse grande —, logo pegava a mesma cegueira e passava a ignorar os pequenos e pobres.

 

06 – O que o povo fez para resolver o problema da cegueira do rei?

      O povo uniu suas forças:

      -- Uniram as vozes: Perceberam que juntas as vozes fracas soavam como um trovão.

      -- Usaram pernas de pau: Subiram em pernas de pau para ficarem altos o suficiente para serem enxergados pelo rei e sua corte.

      -- Marcharam juntos: Foram em multidão até a capital exigir ser ouvidos.

 

07 – As atitudes do rei e das pessoas próximas a ele são resumidas no provérbio “o que os olhos não veem, nosso coração não sente”. Você conhece outro provérbio que possa resumir as atitudes do povo? Qual?

      Existem alguns ditados populares que combinam muito com a atitude coletiva do povo na história:

      "A união faz a força." (O mais adequado, pois refere-se diretamente ao grupo se juntando para vencer a dor).

      "Quem não chora, não mama." (Mostra que eles tiveram que protestar para serem atendidos).

      "De grão em grão, a galinha enche o papo."

 

08 – O eu lírico (a voz que fala no poema) sugere que cada um vá inventando o que aconteceu depois que o problema foi resolvido. Invente o seu final para a história.

      Resposta pessoal do aluno. Sugestão: Após a fuga do rei e dos nobres, o povo percebeu que não precisava de um monarca para dizer o que devia ser feito. Eles se reuniram em uma grande praça e criaram um conselho formado por representantes de cada bairro e profissão. As pernas de pau foram guardadas no museu da cidade para lembrar a todos que, dali para frente, ninguém mais seria invisível naquele lugar.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

FÁBULA: A LEBRE E A TARTARUGA - ESOPO - COM GABARITO

 Fábula: A lebre e a tartaruga

                         Esopo

 

        A lebre vivia a se gabar de que era o mais veloz de todos os animais. Até o dia em que encontrou a tartaruga.

        – Eu tenho certeza de que, se apostarmos uma corrida, serei a vencedora – desafiou a tartaruga.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEixQEvajKCC-3KXyAgNm8zTeZ-Co0FCENMH19MKJ7gCN4xxbZDaVuboPCR9SctrqgOfSd9eLFqIkyohr6hbIjVnIyiHOeGFtB2zhQBg5wBFGJvJGlyptQQOR8Oo-7jmDTmtL2fjOqTKvvUNxipPnWv_C8yVhGZhxbBXhSql1_5N6tqt6hXH9ONuarz4QB4/s320/images.jpg 


        A lebre caiu na gargalhada.

        – Uma corrida? Eu e você? Essa é boa!

        – Por acaso você está com medo de perder? – perguntou a tartaruga.

        – É mais fácil um leão cacarejar do que eu perder uma corrida para você – respondeu a lebre.

        No dia seguinte a raposa foi escolhida para ser a juíza da prova. Bastou dar o sinal da largada para a lebre disparar na frente a toda velocidade. A tartaruga não se abalou e continuou na disputa. A lebre estava tão certa da vitória que resolveu tirar uma soneca.

        "Se aquela molenga passar na minha frente, é só correr um pouco que eu a ultrapasso" – pensou.

        A lebre dormiu tanto que não percebeu quando a tartaruga, em sua marcha vagarosa e constante, passou.

        Quando acordou, continuou a correr com ares de vencedora. Mas, para sua surpresa, a tartaruga, que não descansara um só minuto, cruzou a linha de chegada em primeiro lugar.

        Desse dia em diante, a lebre tornou-se o alvo das chacotas da floresta. Quando dizia que era o animal mais veloz, todos a lembravam de uma certa tartaruga...

       Moral da história: Quem segue devagar e com constância sempre chega na frente.

 

http://www.metaforas.com.br/infantis/a_lebre_ea_tartaruga.htm

 

Entendendo a fábula:

01 – Neste texto vários animais estão envolvidos na realização de uma corrida. Eles são personagens da história. Quem são eles?

      Os personagens mencionados no texto são a lebre, a tartaruga, a raposa e, de forma figurada/geral, o leão e os outros animais da floresta.

 

02 – Segundo o texto, qual foi a tarefa escolhida para a raposa?

      A raposa foi escolhida para ser a juíza da prova (ou seja, responsável por dar o sinal da largada e acompanhar a corrida).

 

03 – “É mais fácil um leão cacarejar do que eu perder uma corrida para você.” O que será que a lebre quis dizer com isso?

      A lebre quis dizer que era impossível ela perder a corrida para a tartaruga. Como um leão nunca cacareja (pois isso é som de galinha), ela usou esse exemplo exagerado para mostrar quanta certeza e deboche tinha sobre a sua própria vitória.

 

04 – Por que a lebre tornou-se o alvo das chacotas da floresta?

      Porque ela vivia se gabando de ser o animal mais rápido de todos, mas acabou perdendo a corrida para a tartaruga (um dos animais mais lentos) por causa do seu excesso de confiança e de ter dormido durante a prova.

 

05 – Como você entendeu a moral da história?

      A moral ensina que a determinação, a paciência e a dedicação contínua valem mais do que o talento natural acompanhado de preguiça ou excesso de confiança. Mesmo sendo mais devagar, se você não desistir e mantiver o foco, conseguirá atingir seus objetivos, enquanto quem é muito arrogante pode acabar falhando

domingo, 26 de julho de 2026

FÁBULA: O SEGREDO DO VALE VERDE - COM GABARITO

 Fábula: O Segredo do Vale Verde

         No Vale Verde, a água era o bem mais precioso. O pequeno coelho Théo passava os seus dias cavando pequenos canais de irrigação para levar a água do rio principal até as plantações das famílias mais humildes da floresta. Théo acreditava que, se todos trabalhassem juntos, ninguém passaria fome. Seu sonho era ver o vale prosperar de forma justa.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjeUCywDlLDxXrEI3qyFNK22GhvGGDzRioVS9pgEZ_fAXBnFuL4BXJlsZjKoSsCR_Aou4V8W2wvxbS1AhmIOGq7XlCvKR0Pt17vVRRCxhviXCuwsCHIE6wJV_XY6RP-NBH8ZxD5kKGMKBehJuipEGdeGjRx0H-c2b1WTFqBUbAsnwDetWwce883Ewo4xe0/s320/images.jpg


        No entanto, o Lobo Lobo-Gris, o bicho mais poderoso da região, tinha outros planos. Ele construiu uma grande represa de pedras, desviando todo o curso do rio para suas próprias terras. Lobo-Gris queria cobrar um preço altíssimo por cada balde de água que os outros animais precisassem usar. "Quem tem a força faz as regras", zombava o lobo, enquanto as plantações dos vizinhos começavam a secar.

        Ao perceber a maldade, Théo não se intimidou pela diferença de tamanho. Ele reuniu os animais à noite e, usando a inteligência, desenhou um plano para abrir as comportas da represa sem que o lobo percebesse. A união e a persistência do coelho devolveram a vida ao Vale Verde, mostrando que o egoísmo não vence o trabalho coletivo.

        Moral: A união, a inteligência e o trabalho coletivo são mais fortes do que a força bruta, o egoísmo e a ganância.

Autor desconhecido. Texto é considerado de domínio público/autoria anônima escolar.

 

Entendendo a fábula:

01 – Quem é o protagonista da história e qual é o seu principal objetivo? Justifique com elementos do texto.

      O protagonista é o coelho Théo. Ele ocupa esse papel porque a história gira em torno de suas ações e de seu desejo de ajudar a comunidade. Seu objetivo principal era levar água do rio para as plantações das famílias humildes da floresta para que ninguém passasse fome.

 

02 – O Lobo-Gris atua como o antagonista da narrativa. Explique qual ação dele cria o conflito principal da história e o que ele pretendia alcançar com isso.

      Lobo-Gris é o antagonista porque ele cria o obstáculo central que impede o protagonista de realizar seu objetivo. A ação que gera o conflito é a construção de uma represa para desviar a água do rio. Ele pretendia, com isso, monopolizar a água e cobrar um preço altíssimo dos outros animais, agindo por ganância.

03 – A habilidade EF69LP44 nos convida a identificar valores sociais e humanos nos textos. Quais valores sociais opostos o comportamento de Théo e o de Lobo-Gris representam?

      O comportamento de Théo representa os valores da cooperação, empatia e senso de comunidade, pois ele trabalha pelo bem de todos. Já o comportamento de Lobo-Gris representa o egoísmo, a ganância e o individualismo, pois ele pensa apenas no próprio lucro, mesmo que isso cause o sofrimento alheio.

 

04 – No segundo parágrafo, o lobo afirma: "Quem tem a força faz as regras". Pensando na nossa sociedade real, que tipo de visão de mundo ou comportamento essa frase critica? Como o desfecho da história rebate essa ideia do lobo?

      A frase do lobo critica a visão de mundo baseada na opressão, onde os mais fortes ou poderosos acreditam que podem explorar os mais fracos sem sofrer consequências. O desfecho da história rebate essa ideia ao mostrar que a inteligência, a união e a organização coletiva dos animais menores foram capazes de vencer a força bruta e o autoritarismo do lobo.

 

 

FÁBULA: SEMPRE ALERTA! - MILLÔR FERNANDES - COM GABARITO

 Fábula: Sempre Alerta!

           Millôr Fernandes

        Grande espírito, o daquele escoteiro. Estava na rua, segurando seu feroz cão policial, quando viu parar um ônibus. Os passageiros desceram, subiram, o ônibus pôs-se a andar. No momento em que o ônibus ia andando apareceu um velhinho tentando pegá-lo. Correu atrás do ônibus. Quando já o ia pegando, o ônibus aumentou a velocidade. No instante exato em que o velhinho, aborrecido, ia desistir do ônibus, o escoteiro não teve dúvida: soltou o cachorro policial em cima dele. O velho pôs-se a correr desesperadamente e, como única salvação, pegou o ônibus que já ia quinhentos metros adiante. O escoteiro segurou de novo o cão e voltou para casa, feliz, tendo praticado sua boa ação do dia.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjlez_JJk0I7_CX72c3MrBApwnN667ed-DCRKH1nZNwJXvwqciQyj8FBDQRpPU3JPeygKuqnpCvca0tVftY9_zaezA9_pyNdKqnRWvl-60hB0iamqkLjuj5yJ3uOFHCkSqe-kTQyKiHPdHwEVUHhAmi8Y_gksUHY8_9-zJwH9nlF94n1mIjXJ8xR9ZdnR8/s320/images.jpg


        Moral: Nem toda "ajuda" é motivada por empatia — às vezes, boas intenções executadas sem noção do perigo geram o resultado certo pelos motivos inteiramente errados.

 

Entendendo a fábula:

01 – O que é um "escoteiro"?

      Pessoa que cuida da natureza e auxilia pessoas que precisam de ajuda.

 

02 – Por que, afinal, o escoteiro soltou o cachorro policial em cima do velhinho?

a) para assustar o velhinho

b) para fazer com que o velhinho alcançasse o ônibus.

c) para livrar-se do cão

d) para que ele atacasse o velhinho.


03 – "O velho pôs-se a correr desesperadamente." Qual é o significado da expressão em destaque?

a) voltou                         c) movimentou-se

b) pensou                       d) começou.

 

04 – Que fato é responsável pelo humor da tirinha?

       Que o escoteiro soltou o cachorro pra cima do velhinho para que ele corresse e alcançasse o ônibus.

 

05 – Que outra solução você daria para ajudar o velhinho?

      Resposta pessoal do aluno.

sábado, 25 de julho de 2026

FÁBULA: CÃO! CÃO! CÃO! - MILLÔR FERNANDES - COM GABARITO

 Fábula: CÃO! CÃO! CÃO!

           Millôr Fernandes

 

        Abriu a porta e viu o amigo que há tanto não via. Estranhou apenas que ele, amigo, viesse acompanhado por um cão. Cão não muito grande, mas bastante forte, de raça indefinida, com toda efusão. “Quanto tempo!”. O cão aproveitou as saudações, se embarafustou casa adentro e logo o barulho na cozinha demonstrava que ele tinha quebrado alguma coisa. O dono da casa encompridou um pouco as orelhas, o amigo visitante fez um ar de que a coisa não era com ele. “Ora, veja você, a última vez que nos vimos foi...” “Não, foi depois, na...” “E você, casou também?” O cão passou pela sala, o tempo passou pela conversa, o cão entrou pelo quarto e novo barulho de coisa quebrada. 

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFZrD3W8J0b5Sz6SkzuuOJQH1BvdYq2mKhyphenhyphen_bfK9O1xommjmkjKVTYE4i9Shdo-HJySCzVn0zJ-9_srqMdCqJknbEIKp1x809y0YqBKXFBpryRODQHJTJjp1I1LPr2HPp5eyxg4se63ceaSHjv_uUlaFiWg_RMkn1ZElIFIlY5f-pm2Uxb0jQPnJVo9Ck/s320/images.jpg


Houve um sorriso amarelo por parte do dono da casa, mas perfeita indiferença por parte do visitante. “Quem morreu definitivamente foi o tio... Você se lembra dele?” “Lembro, ora, era o que mais... não?” O cão saltou sobre um móvel, derrubou o abajur, logo trepou com as patas sujas no sofá ( o tempo passando) e deixou lá as marcas digitais de sua animalidade. Os dois amigos tensos, agora preferiam não tomar conhecimento do dogue. E, por fim, o visitante se foi. Se despediu, efusivo como chegara, e se foi. Mas ainda indo, quando o dono da casa perguntou: “Não vai levar o seu cão?” “Cão? Cão? Cão? Ah, não! Não é meu, não. Quando entrei, ele entrou naturalmente comigo e eu pensei que fosse seu. Não é seu, não?”

 

        MORAL: Quando notamos certos defeitos nos amigos, devemos sempre ter uma conversa esclarecedora.

 Entendendo a fábula:

01 – Quais são os personagens da história?

      Os dois amigos e o cão.

02 – O autor não utilizou travessões para indicar os diálogos. Que recurso Millôr Fernandes usou para representar as falas dos personagens?
      Aspas.
03 – O cão era vira-lata. Que expressão do texto indica isso?

      De raça indefinida.

04 – Enquanto os amigos conversavam, o cão passou por três cômodos da casa. Indique quais são os cômodos e o que o cão fez em cada um deles.

      Cozinha (quebrou algo), quarto (quebrou algo), sala (derrubou o abajour e deixou suas marcas no sofá).


05 – Por que os amigos foram ficando tensos à medida que o tempo ia passando?

      Porque o cachorro estava quebrando tudo e ninguém fazia nada.
06 – O que significa o sorriso amarelo do dono da casa no meio de sua conversa com o amigo?

      Que ele estava sem graça.

07 – Por que nenhum dos amigos reagiu às destruições do cachorro?

      Porque o cão não era de nenhum dos dois.

08 – Que fato é responsável pelo humor do texto?

      Que um fica achando que o cão era do outro e não era de ninguém.

 

FÁBULA: O LOBO E O CÃO - RUTH ROCHA - COM GABARITO

 Fábula: O lobo e o cão

            Ruth Rocha

 

        Certo dia, um Lobo só pele e osso encontrou um cão gordo, forte e com o pelo muito lustroso enquanto andava pela estrada. Via-se bem que não passava fome. O Lobo, admirado, quis saber onde é que ele conseguia obter tanta comida.

        -- Se me seguires ficarás tão forte como eu – respondeu o cão. – O homem dar-te-á restos saborosos.

        -- Mas o que preciso fazer em troca? – quis saber o Lobo.

        -- Muito pouco, na verdade – respondeu o Cão. – Uivar aos intrusos, agradar ao dono e adular os seus amigos. Só por isto receberás carne e outras iguarias muito bem cozinhadas. De vez em quando, receberás também festas no dorso.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhtbgVjA0huxfiSRoBVvW3Lymw4a3-qg3hVre6qyZzeNHf7cFoN3tL2bP0vGra-L5JW0boeJ3XNEZP6RuXBh7kwUn_jo4LCg7LhMIZ-JTlOYj2Q9ORWP8gy569of5t6Hdlxi2eLsJyqdofb6g5aLCkKYKiQTliRW2geO9K-okwm44bOuXN3qz6uBCXL5z4/s320/images.jpg


        O Lobo ficou encantado com a ideia e meteram-se ambos ao caminho. A dada altura, o Lobo reparou que o cão tinha o pescoço esfolado.

        -- O que tens no pescoço? – perguntou.

        -- Nada de grave. É da argola com que me prendem – explicou o Cão.

        -- Preso? Então não podes correr quando queres? – exclamou o Lobo. – Esse é um preço demasiado elevado: não troco a minha liberdade por toda a comida do mundo.

        Dito isto, desatou a correr o mais depressa que pode para bem longe dali.

        Moral da história: A tua liberdade não tem preço.

 

Entendendo a fábula:

01 – Qual era a diferença física entre o lobo e o cão no início da história?

      O lobo estava extremamente magro, descrito como "só pele e osso", enquanto o cão era gordo, forte e tinha o pelo muito lustroso, demonstrando que se alimentava bem.

 

02 – O que o cão disse que o lobo precisaria fazer para receber comida saborosa e carinho do dono?

      O lobo precisaria fazer pouca coisa: uivar para os intrusos, agradar ao seu dono e adular os amigos dele. Em troca, receberia carne, comida bem cozinhada e carinho no dorso.

 

03 – O que fez com que o lobo mudasse de ideia e desistisse de acompanhar o cão?

      O lobo reparou que o cão tinha o pescoço esfolado por causa da corrente/coleira e descobriu que ele ficava preso, não tendo a liberdade de correr quando quisesse.

 

04 – Qual é o ensinamento (a moral) trazido por essa fábula?

      A moral da história é que "a tua liberdade não tem preço". Ela mostra que nenhuma fartura, conforto ou segurança vale o custo de perder a própria independência.

 

05 – Na frase “Esse é um preço demasiado elevado: não troco a minha liberdade por toda a comida do mundo”, o que a palavra “demasiado” significa no contexto?

      A palavra "demasiado" significa excessivo, muito grande ou alto demais. O lobo quis dizer que ficar preso era um custo alto demais a se pagar apenas por comida.

 

 

 

 

sábado, 11 de julho de 2026

FÁBULA: O LÍRIO - LEONARDO DA VINCI - COM GABARITO

 Fábula: O Lírio

 

        Nas verdes margens do rio Ticino um belo lírio mantinha-se reto e alvo em sua haste, mirando o reflexo de suas brancas pétalas na água. A água ansiava possuir o lírio.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEighGdiYlIgbiff9EuROtMf2sYsVHNAPxCr_Ldjfntd1e76URww7Y1zvQGDLN35RJC30ySBViyaRAH6xqL7_wC0BJ_MDAWLExNfBis2ZSYvF9DFdorFO6UtdHPBzUGGJjja3HUSBlX_-kYQvHllo1wYe5jONCivkchTZ9y020oyf-oxyuyOXE7bUA6aGuU/s320/images.jpg


        A cada ondulação da superfície passava a imagem da linda flor branca. E o desejo da água voltava-se para as ondulações que ainda estavam por vir.

        E assim todo o rio começou a estremecer e a correnteza tornou-se rápida e turbulenta. A água não conseguiu arrancar o lírio, que mantinha-se firme no alto de sua forte haste, e então atirou-se furiosamente contra a margem, que foi arrastada pela inundação.

        E junto com a margem foi-se a linda e solitária flor.

        Moral: A paixão cega, obsessiva e violenta destrói aquilo que mais deseja possuir.

 

Leonardo da Vinci. Fábulas de Leonardo Da Vinci (Século XV).

 

Entendendo a fábula:

01 – Onde o lírio vivia e o que ele costumava fazer em sua rotina?

      O lírio vivia nas verdes margens do rio Ticino. Ele mantinha-se reto e alvo em sua haste, admirando o reflexo de suas próprias pétalas brancas na água do rio.

02 – Que sentimento o rio desenvolveu pelo lírio ao ver seu reflexo?

      O rio desenvolveu um desejo obsessivo de possuir o lírio. A cada nova ondulação na superfície que carregava a imagem da flor, o desejo da água se renovava e aumentava para as próximas ondas que viriam.

03 – Como o rio reagiu fisicamente à intensidade do seu próprio desejo?

      O rio começou a estremecer por inteiro, fazendo com que sua correnteza se tornasse extremamente rápida, turbulenta e violenta na tentativa de alcançar e tomar a flor para si.

04 – O que impediu o rio de arrancar o lírio diretamente em um primeiro momento?

      O lírio mantinha-se firme e seguro no alto de sua própria haste, que era muito forte, resistindo à força inicial da água que tentava arrancá-lo de onde estava.

05 – Diante da resistência da haste, qual foi a atitude furiosa do rio e qual foi a consequência final para o lírio?

      Sem conseguir arrancar a flor diretamente, a água atirou-se furiosamente contra a margem do rio, provocando uma inundação que arrastou a terra. Com a destruição da margem, o lírio perdeu sua base e foi levado junto pela correnteza, sendo destruído pelo próprio rio que o desejava.

 

 

sexta-feira, 10 de julho de 2026

FÁBULA: A NEVE - LEOANRDO DA VINCI - COM GABARITO

 Fábula: A Neve

 

        No cume de uma montanha muito alta havia uma pedra. E na borda da pedra havia um floco de neve.

        A neve olhou para o Universo em torno e pôs-se a pensar consigo mesma:

        -- As pessoas devem achar que sou convencida e presunçosa, e é verdade! Como pode um pedacinho de neve, um mero floco de neve, como eu, permanecer aqui no alto sem sentir vergonha? 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWDkfIREIlOH7EHQylrRDI9P_qH_PJSwGEZSiWZRiWeWv0iABSHZ8RKE98_KPHcZwy4khEaR83szzk9BBbUBroi1U-mrGG4uyHHKoN7k1rZBB3-cnvQi7Nn-VCkED5-o2mfLzfMXsPMOGDxPiDW2r9W5QcoTuYsM45U7wMgvonvmUtJVPQ_x4rZt3f1oY/s320/images.jpg


Qualquer pessoa que olhe para esta montanha pode ver que todo o resto da neve está mais embaixo. Um pequenino floco de neve, como eu, não tem direito a alturas tão vertiginosas, e chego a merecer que o Sol faça comigo o mesmo que fez ontem com meus companheiros, derretendo-me com um simples olhar. Mas vou escapar á justa ira do Sol descendo para um nível mais apropriado para alguém tão pequeno como eu.

        Ao dizer isto, o pequenino floco de neve, rígido de frio, atirou-se do alto da pedra e rolou para baixo do cume da montanha. Porém quanto mais rolava maior se tornava. Em breve transformou-se numa grande bola de neve e depois em avalanche. Finalmente parou numa colina, e a avalanche era tão grande quanto a colina que ficava por baixo dela.

        E por isso, quando chegou o verão, essa foi a última neve a ser derretida pelo Sol.

        Moral: A verdadeira humildade eleva os pequenos, enquanto a soberba derruba os orgulhosos.

          Leonardo da Vinci. Fábulas de Leonardo Da Vinci (Século XV).

 

Entendendo a fábula:

01 – O que motivou o floco de neve a se atirar do cume da montanha?

      O floco de neve foi motivado pelo sentimento de humildade e autocrítica. Ele achava que era presunção de sua parte estar no ponto mais alto da montanha, enquanto o restante da neve estava mais abaixo, e temia a ira do Sol por estar em uma altura tão vertiginosa sendo tão pequeno.

02 – O que aconteceu com o floco de neve à medida que ele rolava montanha abaixo?

      À medida que rolava, o floco de neve foi acumulando mais neve e crescendo. Ele se transformou primeiro em uma grande bola de neve e, eventualmente, em uma enorme avalanche. 

03 – Onde a avalanche finalmente parou e qual era o seu tamanho naquele momento?

      A avalanche parou em cima de uma colina, e o seu tamanho tornou-se tão monumental que ela ficou tão grande quanto a própria colina que estava por baixo dela.

04 – Qual foi a consequência física do crescimento do floco de neve quando o verão chegou?

      Por ter se tornado uma massa de neve gigantesca (uma avalanche), aquela foi a última neve de toda a região a ser derretida pelo Sol quando o verão chegou.

05 – Como a atitude inicial do floco de neve ironicamente mudou o seu destino final?

      Ironicamente, ao tentar fugir do Sol e do topo para não ser destruído por sua "presunção", o floco de neve tomou uma atitude que o tornou gigante. Se tivesse ficado parado no topo como um simples floco, teria sido derretido rapidamente pelo Sol; ao descer com humildade, ganhou a resistência necessária para sobreviver por muito mais tempo.

 

 

 

quinta-feira, 9 de julho de 2026

FÁBULA: A OSTRA E O CARANGUEJO - LEONARDO DA VINCI - COM GABARITO

 Fábula: A Ostra e o Caranguejo

 

        Uma ostra estava apaixonada pela Lua. Sempre que a Lua cheia brilhava no céu ela passava horas olhando-a boquiaberta.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg_ef4cH0lETORz6cdkjUk_lq_aqpxjEhRKA0n1v5NadXWZvg0qHTMvTNqMmGLmEPrroM0_ouHyo-WVodIxr_afCi9P1hvCRMnItsXwZtgT4i3BcMURlmRz4r2JNKgk3wpHOqqGKGM-_UUA_3FkpQ7GWPGO9GG9gfA6K7_ywmK-iAzrnvaNin6ER4nUp6w/s320/a-ostra-e-a-perola.jpg


        Um caranguejo viu, de seu posto de observação, que durante a Lua cheia a ostra ficava completamente aberta, e decidiu comê-la.

        Na noite seguinte, quando a ostra se abriu, o caranguejo colocou um pedregulho dentro da concha.

        A ostra, imediatamente, tentou fechar-se novamente, porém o pedregulho impediu que assim o fizesse.

        Moral: Isso acontece a qualquer pessoa que abra a boca para contar seus segredos. Há sempre um ouvido à escuta.

 

Leonardo da Vinci. Fábulas de Leonardo Da Vinci (Século XV).

 

Entendendo a fábula:

 

01 – Por que a ostra ficava com a concha completamente aberta durante a Lua cheia?

      A ostra estava apaixonada pela Lua. Por isso, sempre que a Lua cheia brilhava no céu, ela passava horas olhando para o alto, boquiaberta de admiração, o que a fazia abrir totalmente sua concha.

 

02 – O que o caranguejo planejou fazer ao observar o comportamento da ostra?

      O caranguejo percebeu que, ao ficar maravilhada com a Lua, a ostra se esquecia de sua segurança e ficava vulnerável. Ele aproveitou essa distração e decidiu que iria comê-la.

 

03 – Qual foi a estratégia utilizada pelo caranguejo para impedir que a ostra se protegesse?

      Na noite seguinte, assim que a ostra se abriu para olhar a Lua, o caranguejo colocou rapidamente um pedregulho dentro da concha dela, impedindo que ela conseguisse se fechar totalmente de novo.

 

04 – De acordo com a fábula, o que a ostra deveria ter feito para evitar o ataque do caranguejo?

      Ela deveria ter sido mais cautelosa e não ter se exposto tanto. Ao abrir totalmente sua concha e revelar sua vulnerabilidade (ou seu "segredo"), ela deu ao caranguejo a oportunidade perfeita para atacá-la.

 

05 – Como a moral apresentada no texto relaciona o comportamento da ostra com a vida humana?

       A moral alerta que o mesmo acontece com as pessoas que "abrem a boca" para contar seus segredos a qualquer um. Assim como o caranguejo usou a abertura da ostra para destruí-la, sempre existem pessoas mal-intencionadas ("ouvidos à escuta") prontas para usar nossos segredos e vulnerabilidades contra nós.

 

 

quarta-feira, 8 de julho de 2026

FÁBULA: A OSTRA E O CAMUNDONGO - LEONARDO DA VINCI - COM GABARITO

 Fábula: A Ostra e o Camundongo

 

        Uma ostra viu-se, juntamente com um grande número de peixes, dentro da casa de um pescador, pouco distante do mar.

        -- Vamos todos morrer – pensou a ostra ao ver seus companheiros espalhados pelo chão, quase asfixiados.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi00WZQ5r4PARyKkAr1MDEp3HjVAjHxIYcAd-QqyNGl9j7uM3oGTWRSA7fNdNSYeUcQ39orlDBytv6cLfqvOuR77noB5n6_cKKzX378QIeQvMFb94cyYsahzDl1W6_DPvQ5jOm5XjWg2kQ_TmsswiKFDsXPTo5oXO_zUFGvdcugSRJzaYj375m0RBPhrEI/s320/images.jpg


        Um camundongo veio passando.

        -- Escute, camundongo! – disse a ostra – será que você pode fazer favor de me levar para o mar!

        O camundongo olhou para a ostra: era grande e bonita. Devia ser deliciosa.

        -- Certamente – respondeu o camundongo, decidido a comê-la – mas você precisa abrir sua concha, porque assim, fechada desse jeito, não posso carregá-la.

        A ostra abriu cautelosamente a concha e o camundongo imediatamente meteu o focinho para abocanhá-la. Porém, em sua pressa, enfiou demais a cabeça e a ostra fechou-se, prendendo o roedor pelo pescoço. O camundongo deu um grito. Um gato ouviu, veio correndo e devorou-o.

        Moral: A ganância cega e a pressa excessiva levam à própria ruína.

 

Leonardo da Vinci. Fábulas de Leonardo Da Vinci (Século XV).

 

Entendendo a fábula:

 

01 – Onde a ostra se encontrava no início da história e qual era o seu maior temor?

      A ostra estava dentro da casa de um pescador, que ficava pouco distante do mar. Ao ver os peixes espalhados pelo chão e quase asfixiados, seu maior temor era que todos eles — inclusive ela — fossem morrer.

 

02 – Que pedido a ostra fez ao camundongo quando este passou por perto?

      A ostra implorou para que o camundongo fizesse o favor de levá-la de volta para o mar, na esperança de salvar sua vida.

 

03 – Qual era a verdadeira intenção do camundongo ao aceitar ajudar a ostra?

      A intenção do camundongo não era ajudar. Ao ver que a ostra era grande e bonita, ele achou que ela devia ser deliciosa e decidiu que iria comê-la. Por isso, exigiu que ela abrisse a concha, inventando a desculpa de que não conseguiria carregá-la fechada.

 

04 – Como a ostra conseguiu se defender do ataque do camundongo?

      Quando a ostra abriu a concha cautelosamente, o camundongo enfiou a cabeça com muita pressa para abocanhá-la. Percebendo o perigo, a ostra fechou-se rapidamente, prendendo o roedor pelo pescoço.

 

05 – Qual foi o destino final do camundongo após ficar preso na concha?

      Ao ficar preso pelo pescoço, o camundongo deu um grito de dor ou desespero. Um gato que estava por perto ouviu o barulho, veio correndo e devorou o camundongo.

 

segunda-feira, 29 de junho de 2026

FÁBULA: AS CHAMAS - LEONARDO DA VINCI - COM GABARITO

 Fábula: As Chamas

        As chamas brilhavam há mais de um mês na fornalha do soprador de vidro, onde eram feitos vidros e garrafas.

        Um dia viram aproximar-se uma vela colocada num castiçal fino e brilhante. Imediatamente, com um desejo ardente, as chamas tentaram aproximar-se da linda vela.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjvAfsoYsC4AM_6MVhu4OMGcIw1fauEuKVucAwjk7on6GKXh6I4hym1jzkh8783V2DpiIxHdxgIP-gIIdOVRw7xOocGzNEgD6gtSdKp0SzyHhckyss-m6vGsB81CNJ_FnjQ6ESOzYwDldfrhp73g9sSJyIN_99Ky2YiDjFgYDT73wY9nrenPB2FXxtjpOA/s320/DancingFlames.jpg 


        Uma delas, saltando da brasa que a alimentava, virou-se de costas para a fornalha e, passando através de uma pequenina fresta, atirou-se para cima da vela, devorando-a sofregamente.

        Porém a ávida chama logo consumiu a pobre vela e, não desejando morrer com ela, tentou voltar para a fornalha de onde havia fugido.

        Porém não conseguiu desgrudar-se da cera amolecida e, em vão, gritou para as outras chamas, pedindo socorro.

        A chama rebelde transformou-se numa sufocante fumaça, e deixou todas suas irmãs resplandecentes, com a perspectiva de uma vida longa e brilhante.

        Moral: A ganância, o egoísmo e a busca por prazeres imediatos destroem aquilo que cobiçam e isolam o indivíduo de sua fonte de segurança.

 

Leonardo da Vinci. Fábulas de Leonardo Da Vinci (Século XV).

 

Entendendo a fábula:

01 – Onde as chamas viviam inicialmente e há quanto tempo estavam lá?

      As chamas viviam e brilhavam há mais de um mês na fornalha de um soprador de vidro, local onde eram fabricados vidros e garrafas.

02 – O que despertou o desejo ardente de uma das chamas e a fez sair da fornalha?

      O desejo foi despertado quando as chamas viram aproximar-se uma linda vela colocada em um castiçal fino e brilhante. Atraída por ela, uma das chamas saltou de sua brasa alimentadora e escapou por uma pequena fresta para alcançá-la.

03 – O que aconteceu logo após a chama rebelde pular em cima da vela?

      A ávida chama devorou a vela sofregamente e, por ser um combustível limitado, acabou consumindo-a por completo rapidamente.

04 – Por que a chama não conseguiu retornar para a segurança da fornalha?

      Porque ela ficou presa na cera amolecida da vela que havia acabado de derreter. Sem conseguir desprender-se e sem combustível para se manter viva, ela não pôde retornar.

05 – Qual foi o destino final da chama rebelde em comparação ao de suas irmãs?

      A chama rebelde apagou-se, transformando-se em uma fumaça sufocante e escura. Enquanto isso, suas irmãs permaneceram unidas na fornalha, resplandecentes e seguras, com a perspectiva de uma vida longa e brilhante.