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domingo, 23 de agosto de 2026

TEXTO: O SEGREDO DO VELHO DIÁRIO - COM GABARITO

 Texto: O segredo do velho diário

  Numa tarde de chuva, Lucas achou uma caixa velha no armário de seu avô. Dentro dela, havia um caderno com capa de couro marrom e páginas amareladas. Era um diário antigo. Na primeira página, o avô havia escrito: "Quem sabe olhar de verdade, nunca fica entediado". Lucas abriu a janela do quarto. O pátio estava molhado, mas ele viu um passarinho azul cantando num galho e formigas trabalhando em fila perto do muro. Ele entendeu que, prestando atenção, até um dia chuvoso tinha uma história bonita para contar.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh2prQSPx2f_AGgw-ykSFCs3Os1ssmgaup1qKJw6Wb6ddL0Xzu9S8pIn2wYOPK8ZDUIa93LZUrOUAo8GFg9LOmwgVDFF2Wn7H4JK___H9-XRCYkIlMPQ-IDOk1UOphoYfQcDXQhxO7zf39KDwCvkBWAz0YCwE6PNZm6AIwAb1LnbfozquxZCAKJaQyaVXI/s320/images.jpg


Entendendo o texto

01. Quanto ao elemento da narrativa 'espaço', em qual ambiente interno da casa a ação principal da descoberta se inicia?

         a.   No pátio externo.

        b.   No quarto do protagonista.

       c.   Na sala de estar.

      d.   No sótão da casa.

 

02. Qual é a marcação do elemento 'tempo' que define o momento em que a história acontece?

a.   Um final de semana de inverno.

b.   Uma manhã ensolarada.

c.   Uma noite tempestuosa.

d.   Uma tarde chuvosa.

 03. Em relação à estrutura dos personagens no texto, como podemos classificar o avô de Lucas?

     a.   Antagonista da história.

     b.   Protagonista principal da narrativa.

    c.   Narrador em primeira pessoa.

    d.   Personagem ausente que conduz a transformação.

 

04. Qual é o tema central abordado pela narrativa?

a.   A beleza da observação atenta do cotidiano.

b.   A necessidade de sair em dias de chuva.

c.   A dificuldade de convivência familiar.

d.   O valor financeiro de objetos antigos.

 

05. Como se caracteriza o foco narrativo adotado no conto?

a.   Narrador que conversa diretamente com o leitor.

b.   Narrador observador em terceira pessoa.

c.   Narrativa em formato de diálogo dramático.

d.   Narrador personagem em primeira pessoa.

 

Questões de Interpretação

 

06. Qual é o objeto que Lucas encontra na caixa velha?

Um caderno com capa de couro (um diário antigo).

07. O que estava escrito na primeira página do diário?

          “Quem sabe olhar de verdade, nunca fica entediado.”

08. O que Lucas viu quando olhou pela janela do quarto?

Um passarinho azul cantando e formigas trabalhando perto do muro.

 

 

 

 

 

domingo, 27 de julho de 2025

DIÁRIO: JONATHAN HARKER; O CASTELO DE DRÁCULA - FRAGMENTO - BRAM STOKER - COM GABARITO

 Diário: Jonathan Harker; o Castelo de Drácula – Fragmento

        Estou em Bistritz, na Transilvânia, região fria, rodeada pelos Montes Cárpatos. Longe de casa, bem longe... Nunca imaginei que pudesse um dia chegar a um lugar como este: selvagem, sombrio e ao mesmo tempo apaixonante.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiN76bkHUV5SUlSKE8kgsH-2-5qFcd27fH2J9wz-6rPBaXaHmzfQZMG89yT-VpBmrqZat-yw8qCjdilwiPs9GP53BlY23SE6Bh-YI_-_9DrHDq7o8N3eILWw7a1vG9tI5pFnSf649EhGI3wzqcWLSR_cDC4hujm85l7rBdsv8j4TWO9UGzDejkluKP4Yss/s1600/DRACULA.jpg

        Saí de Londres há cerca de uma semana. Segui para Munique, onde treinei meu alemão, e de lá partir já faz três dias. Viajei sempre de trem. Passei por Viena antes de chegar a Budapeste, onde pude fazer um pequeno passeio pela cidade. Tive ótima impressão do que vi. Conheci uma das mais lindas pontes da minha vida, sobre o Rio Danúbio. Tudo era tão diferente... Sentia-me saindo do Ocidente e entrando no Oriente.

        Ontem à noite cheguei a Klausenburg, capital da Transilvânia. Hospedei-me no Hotel Royal. Jantei uma excelente galinha, temperada com uma espécie de pimenta-vermelha.

        [...]

        Antes de partir de Londres, tive algum tempo para consultar livros e mapas referente à Transilvânia. O nobre que estou indo encontrar, o conde Drácula, deu algumas referências de como localizar seu castelo. Visitei o Museu Britânico e lá pude descobrir que essa região fica próxima às fronteiras de três Estados: Transilvânia, Moldávia e Bucóvina, entre os Montes Cárpatos, um dos lugares menos explorados da Europa.

        A localidade mais conhecida que o conde mencionou em suas cartas foi Bistritz. Descobri uma série de informações interessantes, que não posso me esquecer de mencioná-las a Mina quando for lhe contar a respeito das minhas viagens. Por exemplo: a população é descendentes dos hunos, antigo povo nômade, e, pelo que parece, as pessoas mais supersticiosas do mundo.

        [...]

        Não dormi bem a noite passada. Tive uma espécie de pesadelo. Tive a sensação de um cão estar latindo sob a minha janela, mas já não sei se foi realidade ou se fez parte do sonho. Importa é que pela manhã serviram-me uma farta refeição com mais pimenta ainda do que a da noite anterior.

        Comi apressadamente, pois o trem partia às oito da manhã. Durante todo o dia atravessamos uma bela região, entremeada de aldeias e castelos situados em encostas de colinas íngremes. Em todas as estações havia grupos de camponeses, sempre metidos em trajes regionais. Muito pitorescos, pareciam bandos sempre prestes a nos assaltar, mas eram inofensivos – nós ingleses é que não estamos acostumados a ver pessoas como essas.

        Estava escurecendo quando cheguei a Bistritz. O conde Drácula havia indicado o Hotel Coroa Dourada, onde uma senhora simpática, vestindo trajes típicos, já me esperava:

        -- É o cavalheiro inglês? – perguntou, inclinando-se para me cumprimentar.

        -- Sim – respondi. – Sou Jonathan Harker.

        [...]

Bram Stoker. Drácula. Adaptação de Leonardo Chianca; ilustração de Rogério Borges. São Paulo: DCL, 2005. p. 7-9.

Fonte: Universos – Língua Portuguesa – Ensino fundamental – Anos finais – 6º ano – Camila Sequetto Pereira; Fernanda Pinheiro Barros; Luciana Mariz. Edições SM. São Paulo. 3ª edição, 2015. p. 303-304.

Entendendo o diário:

01 – Em que região Jonathan Harker se encontra no início do fragmento do diário?

A – Budapeste.

B – Klausenburg.

C – Transilvânia.

D – Londres.

02 – Qual meio de transporte Jonathan Harker utilizou para viajar de Londres até sua localização atual?

A – Carruagem.

B – Trem.

C – A pé.

D – Navio.

03 – Onde Jonathan Harker consultou livros e mapas sobre a Transilvânia antes de sua viagem?

A – O Hotel Royal.

B – A Biblioteca Nacional.

C – A Universidade de Munique.

D – O Museu Britânico.

04 – Qual localidade o conde Drácula mencionou em suas cartas para ajudar Jonathan a localizar seu castelo?

A – Viena.

B – Klausenburg.

C – Montes Cárpatos.

D – Bistritz.

05 – Quem é o narrador do diário que se apresenta no final do fragmento?

A – A senhora do hotel.

B – Conde Drácula.

C – Jonathan Harker.

D – Mina.

 

domingo, 8 de dezembro de 2024

DIÁRIO: DIÁRIO DE UM BANANA - JEFF KINNEY - COM GABARITO

 Diário: Diário de um banana

        Quinta-feira

        Estou tendo um problema sério em me acostumar ao fato de que o verão acabou e eu tenho que me levantar todo dia de manhã para ir à escola!

        Meu verão não começou muito bem, na verdade, graças ao meu irmão mais velho, Rodrick. Uns dois dias depois do começo das férias de verão, Rodrick me acordou no meio da noite. Ele me disse que eu tinha dormido o verão inteiro, mas que, por sorte, tinha acordado bem a tempo para o primeiro dia de aula.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh5Gd6-qHhRqC_ru7aSNGQVY5blwmIHpxKv8EZdttPbHi3AK2ScDjqZzTYm4KSG6OX_XaiRDSmng0aQQfXQrYVp3twLBjXJNBGiolBo4fLXTrl8mLl8MdLlVb1ZXhoUuDr4cCCozAVNw_EczZaEar4podzXYBDGUXHcXAj0qUr1KOdvBbYsA4JswxyuEXA/s320/DIARIO.jpg


        Você pode achar que eu fui muito burro de cair nessa, mas o Rodrick estava vestindo as roupas de escola dele e adiantou o meu despertador para parecer que era de manhã. Além disso, ele fechou as cortinas para eu não ver que ainda estava escuro lá fora.

        [...]

        Mas eu devo ter feito muito barulho porque, quando vi, o papai tinha descido e estava gritando comigo por comer Sucrilhos às 3:00 da manhã.

        Levou um minuto para eu me dar conta do que diabos estava acontecendo...

        Depois disso, eu contei pro papai que o Rodrick tinha pregado uma peça em mim e que era ELE quem devia estar levando a bronca.

        Meu pai desceu para o quarto do Rodrick e eu fui junto. Não via a hora de vê-lo levar o que merecia.

        Mas o Rodrick tinha disfarçado bem as coisas. E acho que até hoje o papai pensa que eu tenho um parafuso solto ou coisa do tipo.

Jeff Kinney. Diário de um banana: um romance em quadrinhos. São Paulo: Vergara & Riba, 2008. v.1.

Fonte: Língua Portuguesa – Jornadas.port – Dileta Delmanto/Laiz B. de Carvalho – Ensino Fundamental – 6º ano. 2ª ed. São Paulo: Saraiva, 2012, p. 14-15.

Entendendo o diário:

01 – Qual é o sentimento principal de Greg Heffley (o narrador) em relação ao fim das férias?

      Greg Heffley demonstra um sentimento de desânimo e frustração com o fim das férias, pois ele não está nada animado em ter que voltar para a escola.

02 – Que tipo de relação Greg tem com seu irmão mais velho, Rodrick?

      A relação entre Greg e Rodrick é marcada pela rivalidade e pelas pegadinhas. Rodrick parece se divertir às custas de Greg, enquanto este último se sente constantemente enganado e irritado com o irmão.

03 – Qual foi a pegadinha que Rodrick pregou em Greg?

      Rodrick fez Greg acreditar que as férias já haviam acabado e que ele tinha dormido o verão inteiro. Para isso, ele se vestiu com o uniforme escolar, adiantou o despertador e fechou as cortinas do quarto de Greg.

04 – Qual foi a reação do pai de Greg quando descobriu que seu filho estava comendo cereal de madrugada?

      O pai de Greg ficou muito bravo com ele por estar comendo cereal às 3 da manhã e o repreendeu por isso.

05 – Por que Greg decidiu contar ao pai sobre a pegadinha de Rodrick?

      Greg decidiu contar ao pai sobre a pegadinha de Rodrick na esperança de que seu irmão mais velho fosse punido por ter o enganado.

06 – Qual foi a reação do pai de Greg após ouvir a versão de Rodrick?

      O pai de Greg não acreditou na versão de Greg e provavelmente pensou que seu filho estava inventando tudo.

07 – Qual é o tom geral do texto?

      O tom geral do texto é humorístico e leve, apesar de retratar os sentimentos de frustração e raiva de Greg. A narrativa em primeira pessoa, com a voz do próprio Greg, contribui para criar um clima de identificação com o personagem e tornar a história ainda mais divertida.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

DIÁRIO FICCIONAL: O QUE LELÊ VAI SER QUANDO CRESCER? JOSÉ ROBERTO TORERO - COM GABARITO

 Diário ficcional: O QUE LELÊ VAI SER QUANDO CRESCER?

                         José Roberto Torero

        Ontem foi o maior chato.

        É que eu tive que ir numa festa de adulto porque a minha mãe não tinha com quem me deixar. E festa de adulto é o maior chato.


        É chato porque não tem outras crianças para brincar, porque a tevê fica desligada, porque não tem vídeo game e porque não tem cachorro-quente nem sorvete, só uns pãezinhos pequeninhos com umas gosmas em cima.

        Mas o

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhDgGbUr-ptTMlG3rjZg3lFo5bEOlp4-Lm3aGlFS31Wl0boZwxtf8aFAmTF5IKkp1yH1eFXk-QW3eOmGq9u00SCZubd3YtXcDy4gnQqFqp2CB8Wiwkgc2zkiiwbG9NKCkdx0pzjYu6NDZqp81qVvdyF7AwosJx8TZIozbmAAU8xPJqEPFHs7WZTYlaDCog/s320/FESTA.jpg

pior é que em festa de adulto eles falam com a gente como se a gente fosse meio abobado.

        Tipo assim, quando eu perguntei onde era o banheiro, a dona da casa respondeu:

        -- “O banheiro é ali. Você já vai sozinho?”.

        Depois, um cara com cara de velho, mas cabelo bem preto me perguntou:

        -- “Quantos anos você tem? Seis ou sete?”

        E uma mulher com unha comprida falou:

        -- “Sabe que você está a cara da sua mãe?”

        Deu vontade de responder: “A cara da minha mãe?! Então eu vou fazer plástica porque eu sou menino e ela é mulher!”.

        Para o homem de cabelo preto eu ia dizer: “Eu tenho quase nove, mas um dia vou ter cento e vinte que nem você!”.

        E para a dona da casa eu ia falar: “Não, não sei ir ao banheiro sozinho. Eu uso fralda!”

        Pô, adulto não sabe conversar direito!

        Mas o pior mesmo é que todo mundo quer saber o que você vai ser quando crescer.

        Parece que é só o que eles sabem falar: “O que você vai ser quando crescer?”, “O que você vai ser quando crescer?”, “O que você vai blá-blá-blá…”

        Teve um casal que chegou perto de mim e aí ela falou assim:

        -- “O que você vai ser quando crescer, Leocádio? Acho que você vai ser médico. Aposto que você vai ficar superbem de branco.”

        E aí o marido dela disse:

        -- “Que nada! Ele vai ser é jogador de futebol.”

        -- Médico!

        -- Jogador de futebol!

        -- Médico!

        -- Jogador de futebol!

        -- Médico!

        -- Jogador de futebol!

        E aí eles começaram a brigar e eu saí dali porque eu sei que não vou ser nenhuma dessas coisas porque eu sou grosso no futebol e, quando eu uso roupa branca, eu sempre fico o maior sujo.

        Bom, eu ainda não sei o que eu quero ser quando crescer, mas eu já pensei em um monte de coisas:

·        eu podia ser palhaço porque é legal fazer os outros darem risada;

·        podia ser astronauta porque fazer viagens espaciais é bacana;

·        podia ser escritor que nem o meu tio porque ele trabalha em casa e sempre dá uma paradinha para jogar Playstation;

·        e podia ser motorista de táxi porque eles passeiam o dia todo e ainda ganham dinheiro para isso (sem falar que eles devem ser o maior inteligente porque sempre sabem a solução para tudo).

        Depois eu fiquei pensando que, quando os adultos perguntam o que você vai ser quando crescer, eles querem saber é “em que você vai trabalhar quando crescer.” Mas isso é esquisito porque a gente não é um trabalho.

        Os adultos não querem saber se eu vou querer morar numa praia ou num morro, se eu vou querer ter um monte de filho ou nenhum, se eu vou ser engraçado ou sério, se eu vou querer ler muitos livros ou ver muita tevê, se eu vou ser alegre ou triste, se eu vou ser alto ou baixinho. Eles só querem saber no que eu vou trabalhar.

        Então eles tinham que perguntar: “No que você vai trabalhar?”, e não “O que você vai ser?”.

        Da próxima vez que um adulto me perguntar o que que eu quero ser quando crescer, eu não vou responder uma profissão porque eu não quero ser um trabalho, eu quero ser outras coisas também.

        Quando eu crescer eu quero ser sabido (que nem motorista de táxi), quero saber fazer piada (que nem palhaço), viajar muito que nem astronauta (pode ser aqui na Terra mesmo), e jogar Playstation que nem o meu tio (que nem ele, não, melhor, porque ele é meio ruim).

        E também quero ser altão, alegre, morar na praia, ler livro e ver tevê ao mesmo tempo.

        Ah, e eu quero ser legal. Mesmo que eu não seja palhaço, astronauta, escritor ou motorista de táxi.

JOSÉ ROBERTO TORERO. As primeiras histórias de Lelê. São Paulo: Panda Books, 2007. P.12-14. (Adaptado).

Fonte: Coleção Desafio Língua Portuguesa – 5° ano – Anos Iniciais do Ensino Fundamental – Roberta Vaiano – 1ª edição – São Paulo, 2021 – Moderna – p. MP108-MP113.

Entendendo o diário ficcional:

01 – Leia, em voz alta, o texto de José Roberto Torero. Depois, releia em voz alta o trecho a seguir desse mesmo texto.

        “É chato porque não tem outras crianças para brincar, porque a tevê fica desligada, porque não tem vídeo game e porque não tem cachorro-quente nem sorvete, só uns pãezinhos pequeninhos com umas gosmas em cima.”

a)   A palavra porque, nesse trecho, reforça os motivos pelos quais a personagem acha a festa chata. Reescreva esse trecho usando a palavra porque uma única vez.

É chato porque não tem outras crianças para brincar, a tevê fica desligada, não tem vídeo game e não tem cachorro-quente nem sorvete, só uns pãezinhos pequeninhos com umas gosmas em cima.

b)   Leia, em voz alta, as palavras retiradas do trecho:

Porque – brincar – fica – cachorro-quente – pequeninos.

·        O que você observa ao pronunciar as letras c ou qu nessas palavras?

          Resposta pessoal do aluno.

c)   Agora complete outras palavras com c ou qu.

·        Quadro.

·        Mosquito.

·        Quatro.

·        Casaco.

·        Queijo.

·        Xerocar.

·        Turístico.

·        Aquático.

02 – Leia três vezes as palavras do quadro abaixo o mais rapidamente que puder.

Crescer – amadurecer – florescer – fortalecer – nascer – engrandecer – decrescer – enfraquecer – falecer – perecer – esmorecer – esmaecer.

a)   Algumas dessas palavras do quadro podem ser o antônimo uma da outra. Identifique-as e escreva-as. Em seguida, leia cada palavra e seu(s) antônimo(s) duas vezes.

Crescer: decrescer; fortalecer: enfraquecer/esmorecer; nascer: falecer/perecer.

b)   Copie no caderno as palavras do quadro, separando-as em duas colunas: palavras escritas com c e palavras escritas com sc (todas com som de s). Depois, complete as colunas com outras palavras escritas da mesma forma.

Palavras com c: amadurecer, enfraquecer, falecer, perecer, esmorecer, engrandecer, esmaecer.

Palavras com sc: crescer, decrescer, florescer, nascer.

Outras palavras: resposta pessoal do aluno.

03 – A história contada por Lelê parece ser um desabafo.

a)   Por que Lelê está desabafando?

Ele está indignado pois teve de ir a uma festa de adultos.

b)   Qual o adjetivo ele utiliza para caracterizar o tipo de festa em que estava?

Chato.

c)   No terceiro e no quarto parágrafo, Lelê enumera cinco razões que justificam seu desabafo. Qual dessas razões tem maior grau de importância para ele? Justifique com uma expressão do texto.

Os adultos falam com as crianças como se elas fossem meio abobadas. O narrador usou a expressão “o pior é” ao apresentar essa razão.

04 – Você concorda com todos os argumentos usados pelo narrador para justificar sua indignação? Acrescentaria outros? Comente.

      Resposta pessoal do aluno.

05 – Leia estas frases e compare-as.

        “Mas o pior mesmo é que todo mundo quer saber o que você vai ser quando crescer”.

        “Mas o pior é que todo mundo quer saber o que você vai ser quando crescer.

·        A palavra mesmo provoca diferença de sentido entre os trechos? Por quê?

Sim. Ela modifica o sentido da expressão “o pior é que”, acrescentando ao fato um grau de importância mais elevado.

06 – Releia:

        “O que você vai ser quando crescer, Leocádio? Acho que você vai ser médico. Aposto que você vai ficar superbem de branco.”

a)   Por que a mulher achava que Lelê seria médico?

Porque, segundo ela, ele ficaria bem vestindo roupa branca.

b)   Na sua opinião, essa justificativa foi satisfatória? Explique.

Resposta pessoal do aluno. Sugestão: Não, uma vez que a boa aparência do garoto usando roupa branca não significa que ele será um bom profissional.

07 – Para Lelê, a pergunta “O que você vai ser quando crescer?” deveria ser outra.

a)   Qual seria a pergunta mais adequada na opinião do menino?

“Em que você vai trabalhar quando crescer?”.

b)   Por que ele propôs essa substituição?

Porque, na opinião dele, quando os adultos fazem essa pergunta, estão interessados apenas em saber em que a criança vai trabalhar quando crescer

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

DIÁRIO: QUARTO DE DESPEJO: DIÁRIO DE UMA FAVELADA - (FRAGMENTO) - CAROLINA MARIA DE JESUS - COM GABARITO

 Diário: Quarto de despejo: diário de uma favelada(Fragmento)

           Carolina Maria de Jesus

        13 DE MAIO Hoje amanheceu chovendo. E um dia simpático para mim. E o dia da Abolição. Dia que comemoramos a libertação dos escravos.

        ...Nas prisões os negros eram os bodes expiatórios. Mas os brancos agora são mais cultos. E não nos trata com despreso. Que Deus ilumine os brancos para que os pretos sejam feliz.

        Continua chovendo. E eu tenho só feijão e sal. A chuva está forte. Mesmo assim, mandei os meninos para a escola. Estou escrevendo até passar a chuva, para eu ir lá no senhor Manuel vender os ferros. Com o dinheiro dos ferros vou comprar arroz e linguiça. A chuva passou um pouco. Vou sair.

        ...Eu tenho tanto dó dos meus filhos. Quando eles vê as coisas de comer eles brada:

        — Viva a mamãe!

        A manifestação agrada-me. Mas eu já perdi o habito de sorrir. Dez minutos depois eles querem mais comida. Eu mandei o João pedir um pouquinho de gordura a Dona Ida. Ela não tinha. Mandei-lhe um bilhete assim:

        — "Dona Ida peço-te se pode me arranjar um pouco de gordura, para eu fazer uma sopa para os meninos. Hoje choveu e eu não pude ir catar papel. Agradeço. Carolina."

        ... Choveu, esfriou. E o inverno que chega. E no inverno a gente come mais. A Vera começou pedir comida. E eu não tinha. Era a reprise do espetáculo. Eu estava com dois cruzeiros. Pretendia comprar um pouco de farinha para fazer um virado. Fui pedir um pouco de banha a Dona Alice. Ela deu-me a banha e arroz. Era 9 horas da noite quando comemos.

        E assim no dia 13 de maio de 1958 eu lutava contra a escravatura atual — a fome!

        15 DE MAIO Tem noite que eles improvisam uma batucada e não deixa ninguém dormir. Os visinhos de alvenaria já tentaram com abaixo assinado retirar os favelados. Mas não conseguiram. Os visinhos das casas de tijolos diz:

        — Os políticos protegem os favelados.

        Quem nos protege é o povo e os Vicentinos. Os políticos só aparecem aqui nas épocas eleitoraes. O senhor Cantidio Sampaio quando era vereador em 1953 passava os domingos aqui na favela. Ele era tão agradavel. Tomava nosso café, bebia nas nossas xícaras. Ele nos dirigia as suas frases de viludo. Brincava com nossas crianças. Deixou boas impressões por aqui e quando candidatou-se a deputado venceu. Mas na Camara dos Deputados não criou um progeto para beneficiar o favelado. Não nos visitou mais.

        ...Eu classifico São Paulo assim: O Palacio, é a sala de visita. A Prefeitura é a sala de jantar e a cidade é o jardim. E a favela é o quintal onde jogam os lixos.

            JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2007. p. 27-28.

Fonte: Práticas de Língua Portuguesa – Ensino Médio – Volume Único – Faraco – Moura – Maruxo – 1ª ed., São Paulo, 2020. Ed. Saraiva. p. 80-1.

Entendendo o Diário:

01 – Que termos a escritora usa para indicar:

a)   O espaço físico onde vivia.

“Os visinhos das casas de tijolos diz: – Os políticos protegem os favelados”; “O senhor Cantidio Sampaio quando era vereador em 1963 passava os domingos aqui na favela”; “Eu classifico São Paulo assim: O Palácio é a sala de visita. A Prefeitura é a sala de jantar e a cidade é o jardim. E a favela é o quintal onde jogam os lixos”.

b)   O contexto histórico em que ocorreram os fatos relatados.

“O senhor Cantidio Sampaio quando era vereador em 1953...”; “Eu estava com dois cruzeiros”.

02 – Que trechos do texto não apenas relatam os acontecimentos, mas expressam uma reflexão de Carolina Maria de Jesus?

      “É um dia simpático para mim. É o dia da Abolição”; “Mas o brancos são mais cultos”; “E no inverno a gente come mais”; “E assim no dia 13 de maio de 1958 eu lutava contra a escravidão atual – a fome!”; “Que Deus ilumine os brancos para que os pretos seja feliz”.

03 – A fome percorre o diário todo, como se esta fosse uma personagem. No trecho lido, como ela aparece?

      Aparece no relato, quando a escritora pede alimentos emprestados e na reflexão dela a respeito da fome.

04 – O título da obra parece ser mais do que uma síntese da favela. Que sentido(s) você consegue perceber nele?

      Resposta pessoal do aluno. Sugestão: Aceite as respostas que lhe pareçam bem argumentadas.