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sábado, 18 de abril de 2026

MITO: ARACHNE - COM GABARITO

 Mito: Arachne

 

Arachne morava em Lydia (localidade que teve reputação legendária por produzir alguns dos tecidos mais esplêndidos no mundo antigo) aí cresceu e amadureceu, tornando-se conhecida em toda a Grécia. Arechne era na realidade tão perita na arte de tecer que acabou por se tornar arrogante, reivindicando que a sua habilidade rivalizava com a da deusa Atena. 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj1xIz1vemn_vu_D9tCG8vtipUF9JFiltTC8aVcbR9HLLp0X9byU5JrUNniqPukGrfbNMBF_cJg-0pdJkPSs618_BAfExYI4eUesGV9yNslyY-Jzhh1KCi4bVWCrfmk5zR0nAe0vlolrUFhyphenhyphen9EjIbaIT91o0sIUCwLX1EAgYm7Fw2Hm4JbgLB2ekTyUbIk/s1600/img_arachne_04.jpg


Esta, na qualidade de deusa protectora dos tecedores, depressa tomou conhecimento da existência de Arachne e de imediato viajou até Lydia a fim de se confrontar com essa mulher orgulhosa. Ao chegar, a deusa assumiu o disfarce de um camponês idoso, e suavemente advertiu Arachne para que não comparasse os seus talentos aos de um ser imortal. Mas Arachne rejeitou a repreensão, e assim Atena foi compelida a aceitar o desafio da mulher mortal.
Cada uma delas começou a elaborar uma tapeçaria. Atenas teceu a sua tapeçaria com imagens que prediziam o destino dos humanos que se comparavam às divindades, enquanto a tecelagem de Arachne mostrava imagens dos amores dos deuses. Tão grande era a habilidade de Arachne que o trabalho dela igualou o da deusa. Então Atena, subjugada por uma raiva imensa, golpeou a mulher repetidamente. Apavorada, Arachne tentou fugir, mas Atena transformou-a numa aranha que depressa desapareceu sem deixar rasto.

 

Entendendo o texto


01. Qual era a principal característica de Arachne que deu início ao conflito com a deusa Atena?

a) a sua extrema pobreza e falta de recursos em Lydia.

b) o seu desejo de se tornar uma guerreira tão forte quanto a deusa. 

c) a sua arrogância ao afirmar que sua habilidade superava a de uma divindade.

d) a sua recusa em produzir tecidos para os moradores da Grécia.

02. Como a deusa Atena se apresentou inicialmente diante de Arachne?

a) sob o disfarce de um camponês idoso, para aconselhá-la.

b) em sua forma divina, cercada por luz e poder.

c) como uma compradora de tecidos interessada em sua arte.

d) através de uma mensagem enviada por outros deuses do Olimpo.

03. Sobre as tapeçarias produzidas durante o desafio, é correto afirmar que:

a) Atena teceu imagens sobre os amores dos deuses, enquanto Arachne focou nos humanos.

b) a obra de Arachne foi considerada tecnicamente inferior e feia pela deusa.

c) o trabalho de Arachne era tão perfeito que igualou a habilidade da deusa.

d) ambas as competidoras decidiram desistir da disputa antes de terminarem.

04. Qual foi a reação final de Atena ao perceber a perfeição do trabalho de Arachne?

a) a deusa pediu desculpas e reconheceu Arachne como a melhor tecelã do mundo.

b) tomada por uma raiva imensa, Atena golpeou a mulher e a transformou em aranha.

c) Atena decidiu levar Arachne para viver no Olimpo como sua assistente pessoal.

d) a divindade destruiu apenas a tapeçaria, permitindo que Arachne fugisse.

05. O desfecho do texto serve para explicar, de forma mitológica:

a) por que os tecidos produzidos em Lydia eram os melhores do mundo antigo.

b) por que os deuses gregos preferiam viver disfarçados entre os mortais.

c) a origem do comportamento agressivo das pessoas orgulhosas. 

d) a origem do inseto aranha e o seu hábito constante de tecer.

 

sexta-feira, 17 de abril de 2026

MITO: MÉTIS, A DEUSA DA PRUDÊNCIA - COM GABARITO

 MITO: MÉTIS, A DEUSA DA PRUDÊNCIA


Metis era a deusa da prudência, das habilidades e dos ofícios e pertenceu à geração dos Titãs. Como deusa primordial, era filha de Oceannus e Tétis. Ela tinha o poder de se autotransformar e seu nome significava a qualidade da sabedoria combinada com a astúcia. Esta qualidade altamente admirável, foi considerada como uma das características notáveis do caráter ateniense.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgtQh5d1IZzUdY2yGyZtonVq8IAXXIn-rSxqk1ic8WtDtpXdleV3wMpBeCvKRDAWQ8a5isKpop8fMnODsrAsunwOMnxumoBb-ZEQttr-ujr2TBSfshsfPK695wdsRFMnKw3fNrn6uNRjqDdzmr1SkXvBLBhxaUWh7j7AyvYzagYLbIn1zBp3ryCqvo9sek/s320/METIS.jpg


Ela foi a primeira esposa de Zeus, que temia ser destronado devido a uma profecia que dizia que um de seus filhos se tornaria o deus dos deuses. Propondo uma brincadeira, Zeus sugeriu a Métis transformar-se em uma mosca. Sem perceber as intenções de Zeus, ela voou e pousou em suas mãos. Imediatamente, ele a aprisionou e a engoliu.
Zeus não sabia que Métis estava grávida e depois de algum tempo sua cabeça passou a crescer a cada dia. Não suportando as dores, Zeus pediu a seu filho Hefesto que o libertasse. Hefesto usou um machado para abrir a cabeça de Zeus, de onde saltou Athena, adulta e armada com sua lança, a deusa estrategista da guerra e da sabedoria.

A inclinação guerreira de Atena foi reconhecida a partir de seu nascimento e ela era diferente de seu irmão Ares, o deus da guerra. Athena cultivava seus altos princípios e ponderação sobre a necessidade de lutar para preservar e manter a verdade. Ela era estrategista e equilibrava a força bruta de Ares com sua lógica, diplomacia e sagacidade. Filha da prudência, oferecia armas aos herois mas recomendava que deveriam ser usadas com inteligência, maestria e planeamento.

Entendendo o texto


01. A qual geração de divindades Métis pertencia e quem eram seus pais?

a) À geração dos deuses do Olimpo, filha de Zeus e Hera.

b) À geração dos Titãs, sendo filha de Oceannus e Tétis.

c) À geração dos heróis, filha de Hefesto e Atena.

d) À geração das divindades marinhas, filha de Ares e Éris.

02. O nome "Métis" carrega um significado específico que era muito admirado pelos atenienses. Que significado é esse?

a) A força bruta combinada com a coragem física.

b) A beleza eterna unida à imortalidade.

c) A qualidade da sabedoria combinada com a astúcia.

d) A capacidade de prever o futuro através dos sonhos.

03. Por qual motivo Zeus decidiu enganar e engolir Métis?

a) Porque ela se recusou a se casar com ele e fugiu para o oceano. b) Devido a uma profecia que dizia que um de seus filhos o destronaria.

c) Porque ele queria adquirir o poder de se transformar em animais. d) Para puni-la por ter ajudado Hefesto a fabricar armas de guerra.

04. Como Zeus conseguiu capturar Métis para engoli-la?

a) Ele usou uma rede mágica fabricada por Hefesto.

b) Ele a convenceu a entrar em uma caixa de ouro durante um banquete.

c) Ele propôs uma brincadeira onde ela se transformou em uma mosca.

d) Ele pediu ajuda a Atena para emboscar a deusa da prudência.

05. De que maneira ocorreu o nascimento de Atena, após Métis ter sido engolida por Zeus?

a) Ela nasceu das espumas do mar e foi levada ao Olimpo por cisnes.

b) Ela saltou da cabeça de Zeus, já adulta e armada, após Hefesto abrir o crânio do pai com um machado.

c) Ela foi criada em segredo por Tétis no fundo do oceano até se tornar adulta.

d) Ela nasceu normalmente e foi entregue a Ares para ser treinada nas artes da guerra.

06. De acordo com o texto, qual é a principal diferença entre Atena e seu irmão Ares em relação à guerra?

a) Atena lutava apenas por vingança, enquanto Ares lutava por glória.

b) Ares usava a inteligência tática e Atena usava apenas a força física.

c) Atena equilibrava a força bruta com lógica, diplomacia e sagacidade, enquanto Ares representava a destruição sem lógica. d) Não havia diferença, pois ambos buscavam a carnificina e o caos nos campos de batalha.

07. Como a influência de Métis (a Prudência) pode ser percebida no comportamento de sua filha Atena?

a) Pelo fato de Atena incentivar os heróis a lutarem sem planejamento.

b) Através da recomendação de que as armas devem ser usadas com inteligência, maestria e planejamento.

c) Pela preferência de Atena em se transformar em insetos para espionar seus inimigos.

d) Através do isolamento de Atena, que preferia não se envolver nos conflitos dos deuses.

MITO: ARES, O DEUS DA GUERRA - COM GABARITO

 MITO: ARES, O DEUS DA GUERRA

 

Senhor absoluto da guerra, Ares tinha a crueldade como inspiração. Filho de Hera (Juno) e de Zeus (Júpiter), herdara da mãe a impetuosidade, a cólera e a teimosia. Para Ares a guerra representava a carnificina, o sofrimento, o derramamento do sangue, não importando os lados, longe da inteligência tática, era a verdade diante da armas, jamais da estratégia militar.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgHeT7yhtwEOUPicn9Hn0wIYHykN1YjtyRTW4DcFbQ2g8mLNfLO61G8bxWgJ1qLyA-S5rg2wF8OQSGKJi7ONahyphenhyphenyoi-rGRaAU9Wn24aupJ3DO7w85a8UElPOFZ6ffW_VEWFW3ZRPLakEC6OUE-H46fhyt2RFTY7Zn0McusbFQcV1gXyAjCGjbjSlVrTIwk/s320/ares.jpg


Companheiro eterno do medo, personificava a morte sem glória, à devastação sem o propósito da estratégia, não havendo merecimento na vitória, mas a força bruta como palavra final. Seus filhos representam a força destrutiva humana, sendo eles Fobos, o medo incessante; Deimos, o terror; e, Éris, a discórdia. Terror e Discórdia são seus companheiros eternos. O mais contestado pelos deuses do Olimpo, Ares tem na figura de Atena (Minerva), a sua grande rival. Ambos são deuses da guerra, mas Atena é a deusa da estratégia, da sabedoria na guerra, enquanto que Ares é apenas a destruição sem lógica.
Se na Grécia a figura de Ares é desprezada, em Roma ele é identificado com Marte, o deus da guerra justa e estratégica. A prole de Marte dará origem aos gêmeos Rômulo e Remo, fundadores da cidade eterna, o que lhe confere o estatuto de grande deus, o mais importante a ser cultuado pelos romanos. Ares e Marte, unificados em um só mito, são os que mais divergem na assimilação greco-romana.
O mito de Ares traz um deus forte, de músculos perfeitos, que vestindo armadura e capacete, empunha uma lança e um escudo; percorrendo os campos de guerra em um carro puxado por exuberantes cavalos. Mistura-se aos litigiosos, sem se ater a qualquer lado, à justiça ou às leis. Desfere golpes ao acaso, lançando um brado de terror. Quando termina, contempla a destruição absoluta. É o retrato ímpio da guerra, que transforma os campos em desertos, e as cidades em ruínas. Ao contemplar o sangue derramado, Ares segue vitorioso no seu carro, desaparecendo nos céus do Olimpo.

 Entendendo o texto

01. De acordo com o texto, quais características Ares herdou de sua mãe, Hera?

a) Sabedoria, paciência e força física.

b) Impetuosidade, cólera e teimosia.

c) Inteligência tática e amor pela estratégia.

d) Justiça, lealdade e bondade.

02. Para Ares, o que a guerra representava prioritariamente?

a) Uma disputa baseada na inteligência e na lógica.

b) A busca pela paz entre as diferentes cidades.

c) A carnificina, o sofrimento e o derramamento de sangue.

d) Uma forma de alcançar a glória através da estratégia militar.

03. Quem é a principal rival de Ares no Olimpo e qual a diferença entre eles em relação à guerra?

a) Hera; ela defende a família enquanto ele defende a destruição.

b) Zeus; ele busca a ordem e Ares busca o caos absoluto.

c) Atena; ela é a deusa da estratégia e sabedoria, enquanto Ares é a destruição sem lógica.

d) Éris; ela prefere a discórdia verbal e ele a força bruta.

04. O texto menciona os filhos de Ares. O que eles personificam no contexto humano?

a) A esperança e a vitória gloriosa.

b) A força destrutiva, o medo, o terror e a discórdia.

c) A inteligência, a tática e a união dos povos.

d) A justiça e o cumprimento rigoroso das leis.

05. Como a figura de Ares era vista pelos gregos em comparação aos romanos (que o chamavam de Marte)?

a) Os gregos o adoravam como o deus mais importante, enquanto os romanos o desprezavam.

b) Ambos os povos o viam da mesma forma: como um deus cruel e sem estratégia.

c) Na Grécia ele era desprezado; em Roma, como Marte, era o deus da guerra justa e pai dos fundadores da cidade.

d) Os gregos o viam como o deus da estratégia e os romanos como o deus da força bruta.

06. Qual a importância de Marte para a fundação de Roma, segundo o texto?

a) Ele destruiu os inimigos que tentaram impedir a construção da cidade.

b) Sua prole deu origem aos gêmeos Rômulo e Remo, fundadores de Roma.

c) Ele ensinou aos romanos como utilizar a escrita e as leis.

d) Ele foi o primeiro rei humano a governar a cidade eterna.

07. Sobre a forma como Ares age nos campos de batalha, é correto afirmar que:

a) Ele escolhe sempre o lado mais fraco para proteger e fazer justiça.

b) Ele luta seguindo leis rígidas de conduta militar.

c) Ele desfere golpes ao acaso, sem se importar com justiça ou com que lado está lutando.

d) Ele só entra em combate quando há uma estratégia clara para vencer com glória.

 

 

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

MITO: OS MENINOS QUE VIRARAM ESTRELAS - SÁVIA DUMONT - COM GABARITO

 Mito: Os meninos que viraram estrelas

        Sávia Dumont

        Quem vai ao Mato Grosso se encanta com o céu estrelado. Conta-se por lá que as estrelas nasceram da amizade entre uns indiozinhos e um beija-flor, que sempre os acompanhava em suas estripulias.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhPX2ucZghxMEGzPvZ_Wec1QPHfe_Fv81ia0nNheXmyG6_V3wIGOgKPa_r7eT9QpO8jlAo8_KbEBqQXU0Edvt_TzNZuAijjmmbnC3p587xApp-VTo-Ef2Or9LNJWbB-nh6qz4qeo1l3nHGrwK5JUSWO2uC3DCtNgCNWLY1ymZ-ceMdUwiMsexAKEkUnVaU/s320/CEU.jpg


        Certo dia, as índias da tribo foram colher milho para fazer comidas gostosas para seus maridos, que estavam caçando. Depois de debulhar as espigas, cantando despreocupadas, puseram os grãos para secar ao sol. Enquanto o milho secava foram se banhar no rio.

        Os curumins observavam tudo aquilo loucos para que o milho secasse logo e eles pudessem comer afinal os quitutes prometidos. Mas não tiveram paciência de esperar. Pediram à avó, já bem velhinha, que fizesse logo um bolo para eles. Tanto insistiram que a vovó fez o bolo, devorado por eles num abrir e fechar de olhos.

        O papagaio tagarela, que a tudo assistia, ameaçava:

        -- Vou contar tudo para as índias. Vou contar que vocês usaram o milho e encheram a barriga com o que era guardado para os guerreiros... Vou contar tudo – repetia.

        Com medo de levar uns bons cascudos, os curumins foram correndo se esconder na mata.

        Assim que as índias retornaram à aldeia, o papagaio deu com a língua no bico. Contou o acontecido tintim por tintim. As mães dos meninos ficaram furiosas e prometeram uma surra bem dada quando eles aparecessem.

        Sabendo o que os esperava, os indiozinhos passaram a tarde emendando um no outro os cipós da floresta. Agarraram-se então na corda comprida que fizeram e pediram ao amigo beija-flor que pegasse a ponta do cipó no bico e voasse o mais alto que pudesse. E lá se foi a avezinha, levando para o céu o cipó apinhado de meninos.

        As índias, desesperadas, chamavam o beija-flor de volta. Mas quanto mais elas chamavam, mais alto ele voava.

        À medida que iam subindo, os meninos choravam, e cada lágrima que caía virava uma estrela solta no ar. Fascinados, os curumins continuaram a brincadeira e não voltaram mais para a aldeia. Ficaram morando no céu.

        Fez-se um colar imenso de estrelas. Quando a saudade bate forte, mãe e filhos trocam olhares. Dizem que em cada estrela que brilha desvenda-se um segredo do universo.

ENTENDENDO O TEXTO

01. Qual fenômeno natural o mito se propõe a explicar, conforme a tradição contada na região do Mato Grosso?

a. A origem do rio.

b. O surgimento das estrelas no céu.

c. O motivo por que os papagaios são tagarelas.

d. A razão pela qual as índias se banham no rio.

02. Na narrativa, a palavra "curumins" é utilizada para se referir a qual grupo de personagens?

a. Os maridos das índias que estavam caçando.

b. Os meninos, filhos das índias.

c. Os guerreiros que iriam comer o milho.

d.  As índias que colheram o milho.

03. Qual foi o ato de desobediência que desencadeou o conflito e a fuga dos curumins?

a. Eles roubaram as ferramentas de caça dos guerreiros.

b. Eles pegaram os cipós da floresta sem permissão.

c. Eles não esperaram o milho secar e fizeram a avó preparar um bolo com o alimento reservado aos guerreiros.

d. Eles se esconderam na mata logo que as índias foram se banhar no rio.

04. O papagaio tagarela, ao ameaçar os meninos, afirmou: "Vou contar tudo para as índias. Vou contar que vocês usaram o milho e encheram a barriga com o que era guardado para os guerreiros...". Qual figura de linguagem ou característica narrativa o papagaio representa neste mito?

a. Um objeto inanimado (sem vida).

b. Um recurso para indicar o tempo da história.

c. Um ser vivo com característica humana (fala e delação).

d. O personagem principal da história.

05. A expressão "deu com a língua no bico", usada para descrever a atitude do papagaio quando as índias voltaram, significa que ele:

a. Ficou calado e não contou nada.

b. Começou a falar muito rapidamente, sem parar.

c. Contou o acontecido, delatando os meninos.

d. Quebrou o bico ao tentar falar.

06. Qual material os indiozinhos usaram para construir o meio que os levaria para o céu?

a. Fios de cabelo.

b. Os restos do milho.

c. Um cipó que emendaram um no outro.

d. Cordas feitas de couro de animal.

07. O beija-flor, descrito como amigo dos curumins, teve um papel crucial na fuga. Qual foi a sua ação principal?

a. Ele voou muito rápido e distraiu as mães.

b. Ele quebrou o cipó para que os meninos não fossem para o céu.

c. Ele pegou a ponta do cipó no bico e voou o mais alto que pôde.

d. Ele trouxe comida para os meninos se acalmarem na mata.

08. De acordo com o mito, o que aconteceu com as lágrimas dos meninos enquanto subiam em direção ao céu?

a. Elas caíram no chão e viraram rios.

b. Elas viraram estrelas soltas no ar.

c. Elas viraram pedras preciosas.

d. Elas molharam o cipó, deixando-o escorregadio.

09. O que o narrador afirma ter se formado no céu após os meninos ficarem morando lá, sendo o resultado visual da transformação?

a. Um colar imenso de estrelas.

b. Um arco-íris gigante.

c. Uma nova tribo.

d. Um ninho gigante de beija-flor.

10. Qual sentimento, conforme o parágrafo final, é o responsável por fazer mãe e filhos "trocarem olhares" através das estrelas?

a. A alegria por terem escapado da surra.

b. A raiva pela desobediência.

c. A saudade que bate forte.

d. O medo de que o beija-flor volte.

 

 

quinta-feira, 6 de março de 2025

MITO: O BURACO NO CÉU - ANTON LUKESCH - COM GABARITO

 Mito: O buraco no céu

         Anton Lukesch

        Nos tempos antigos, muito antigos, os Caiapós moravam no Céu; lá, acima do teto do Céu, havia tudo que podiam desejar. Havia batata-doce, macaxeira, inhame, mandioca, milho, frutos de inajá, banana, caça de toda variedade e tartarugas da terra; lá havia para comer tudo o que se podia imaginar.

 
Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEijgmrzcDRfjPA9dfYpVlm65Q5kWdsLiCTwmHYEOE0jMRUDdGTbkv4414oqa_FfSHmebh2BgNzNjh30oH0ntnjA8T3YIMYluP9HIUiu_cptyt_1qwaDIMblN8IjGlVpbgN9wj5ouMjUHv0W_K-aTZDm2DC-jCo2wc6sSbTeIgjoosOUQDI9Q65TXWsE1X4/s320/CAIAPOS.jpg



        Certo dia, um guerreiro experiente, da classe dos Mebenget = me-be-nget, descobriu no mato a cova de um tatu. Como queria caçar o animal, começou a cavar; cavou, cavou o dia todo, até de noite, sem encontrar o tatu. Na manhã seguinte, bem cedo, foi para o mato, a fim de continuar a cavar. Cavou até de noite em vão. No quinto dia, quando já estava cavando bem fundo, de repente, viu o tatu-gigante. No entanto, em sua ânsia de cavar, furou a abóbada celeste. O tatu, então, despencou. Foi caindo, caindo, até chegar na Terra. O velho guerreiro acompanhou-o na queda; porém, quando estava caindo, um vento forte, de tempestade, o pegou e atirou de volta para cima. Desta maneira, retornou ao céu e, através do buraco na abóbada celeste, olhou a Terra embaixo. Lá distinguiu uma pequena floresta de buritis, um grande rio e campos imensos. E desse mundo distante começou a sentir enorme saudade, uma nostalgia infinita.

In Anton Lukesch. Mito e vida dos índios Caipós. São Paulo: Livraria Pioneira / Edusp, 1969.

Fonte: Português – Novas Palavras – Ensino Médio – Emília Amaral; Mauro Ferreira; Ricardo Leite; Severino Antônio – Vol. Único – FTD – São Paulo – 2ª edição. 2003. p. 544.

Entendendo o mito:

01 – Onde os Caiapós moravam nos tempos antigos?

      Nos tempos antigos, os Caiapós moravam no Céu.

02 – O que havia em abundância no local onde os Caiapós moravam?

      Havia tudo que podiam desejar, incluindo batata-doce, macaxeira, inhame, mandioca, milho, frutos de inajá, banana, caça de toda variedade e tartarugas da terra.

03 – O que o guerreiro Mebenget descobriu no mato?

      O guerreiro Mebenget descobriu a cova de um tatu.

04 – O que aconteceu quando o guerreiro cavou fundo demais?

      Em sua ânsia de cavar, o guerreiro furou a abóbada celeste.

05 – O que aconteceu com o tatu após a abóbada celeste ser furada?

      O tatu despencou e caiu na Terra.

06 – O que o guerreiro viu através do buraco na abóbada celeste?

      O guerreiro viu uma pequena floresta de buritis, um grande rio e campos imensos.

07 – O que o guerreiro começou a sentir ao ver a Terra?

      O guerreiro começou a sentir uma enorme saudade, uma nostalgia infinita.

 

 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

MITO: O CÉU DOS INDÍGENAS - (FRAGMENTO) - ESPAÇO CIÊNCIA - COM GABARITO

 Mito: O CÉU DOS INDÍGENAS – Fragmento

         Na Semana dos Povos Indígenas, o Espaço Ciência desafia a buscar no céu algumas constelações dos Guarani

        Que tal aproveitar o tempo de ficar em casa e olhar o céu? [...]

        A observação do céu noturno e a utilização dos astros como forma de orientação no tempo e no espaço são partes dos conhecimentos de diversas civilizações do mundo inteiro. Povos como os Indígenas Guarani e os Aborígenes Australianos já utilizavam as estrelas para projetarem constelações e a associarem à passagem do tempo, épocas de plantio e colheita, períodos de chuvas e estiagem, calor e frio ou mesmo a mal presságios. [...]

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgngO13pQqO7nqcKVvmT5fj9OZ-M6TADAxAHRPnuvwYmkUjnK2Y_70iuQjD8sMSv2uJCtGhJQDu-LNnN4B5zcpHYWYxUrEPDivwWcDIDOZUX63b-YtbyUymdyTJkMMEXS0_7pX75FNLqUzAYZTnVv6Wk1LucOQOq44ScpTl763UnZ4uD8SXsLWLZIBA7Es/s320/tupi-guarani2.jpg


        No entanto, a associação de estrelas para formar figuras varia de acordo com as diferentes culturas e civilizações, pois dependem da imaginação de quem olha para o céu. [...]

        Esta é a constelação do Homem Velho. Na primeira quinzena de dezembro, quando ela surge totalmente no céu, anuncia a chegada do solstício de Verão. Este evento marca o meio do Tempo Novo para os índios Guarani. 

        Para encontrar a parte desta constelação que estará visível, olhe na direção Noroeste a partir das 18h. Fazem parte dela estrelas das constelações ocidentais de Órion e Touro.

        [...].

ESPAÇO CIÊNCIA. O céu dos indígenas. 15 abr. 2020. Disponível em: http://www.espaçociencia.pe.gov.br/?p=16103. Acesso em: 11 jun. 2021.

Fonte: Maxi: Séries Finais. Caderno 1. Língua Portuguesa – 7º ano. 1.ed. São Paulo: Somos Sistemas de Ensino, 2021. Ensino Fundamental 2. p. 10.

Entendendo o mito:

01 – De acordo com o texto, qual o significado das palavras abaixo:

Mau presságio: mau agouro, azar, desconfiança de que algo vai dar errado.

Solstício: momento em que a Terra atinge certa inclinação em seu eixo de rotação em junho e em dezembro.

02 – Qual o principal objetivo da observação do céu por parte dos povos indígenas?

a) Apenas apreciar a beleza das estrelas.

b) Orientar-se no tempo e no espaço, além de interpretar fenômenos naturais.

c) Criar mitos e lendas para entreter as comunidades.

d) Comunicar-se com os deuses.

03 – Por que as constelações indígenas variam de cultura para cultura?

a) Porque as estrelas se movem constantemente no céu.

b) Porque cada cultura possui uma visão de mundo e interpreta os fenômenos naturais de forma diferente.

c) Porque os indígenas não possuem conhecimento científico sobre o universo.

d) Porque as constelações são influenciadas pelas estações do ano.

04 – Qual o significado da constelação do Homem Velho para os Guarani?

a) Representa um período de tristeza e introspecção.

b) Marca o início de um novo ciclo e a chegada do verão.

c) É um sinal de mau presságio.

d) Indica o melhor período para a caça.

05 – Em qual direção do céu podemos encontrar a constelação do Homem Velho no início de dezembro?

a) Nordeste.

b) Sudeste.

c) Noroeste.

d) Sudoeste.

06 – Quais constelações ocidentais fazem parte da constelação indígena do Homem Velho?

a) Ursa Maior e Ursa Menor.

b) Órion e Touro.

c) Andrômeda e Peixes.

d) Leão e Virgem.

 

 

segunda-feira, 17 de junho de 2024

MITO: A ORIGEM DA ÁGUA - FORMAÇÃO DOS OCEANOS E RIOS - SEPÉ KUIKURO - COM GABARITO

 Mito: A origem da águaFormação dos oceanos e rios

        Sepé Kuikuro

        Texto 1

        Antigamente não existia água no mundo. Havia somente um homem, chamado Sagakagagu, que tinha seis cabaças de água.

        O deus Taũgi foi procurar esse homem, pois diziam que ele vivia muito melhor do que todos os outros seres. Taũgi foi procurar o dono da água, até que chegou na aldeia onde Sagakagagu morava. O dono da água falou:

        -- Taũgi, você chegou?

        -- Eu cheguei.

        -- O que você quer comigo?

        -- Eu venho atrás do senhor para lhe pedir pelo menos uma cabacinha de água.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQTfz65aLNEI-H9GP9g0zd2rLoYaVW7GHLiwPtbq7WRuuHIog2tWWGnbzddU-cZxP52ySpMMxl6D2L-mtiWO3PskCqOJxJHurv1oidh-QEgESveq4KmtwOVCMdwDHJ0FuspRDxXEIFa1X8VrW2sYM_JyrHkG0H4lQrjF1PTPP3f1-DJZyy7P0_18Xp5-g/s320/CABA%C3%87A.jpg


        -- Senhor Taũgi, eu tenho água aqui, mas não é boa para tomar banho. Eu tenho água salgada e água doce.

        O dono da água, Sagakagagu, não queria mostrar a água para Taũgi. Taũgi já havia percebido que ele não queria lhe dar a água.

        No dia seguinte o deus Taũgi quebrou rodas as cabaças de água que estavam penduradas na casa do dono da água. Então apareceu o mar que tem água salgada, os igarapés, os lagos, os rios e as lagoas. A água se espalhou pelo Brasil e pelo mundo inteiro.

        Foi assim a origem da água no Brasil. Quem trouxe a água para nós foi o deus Taũgi.

Versão de Sepé Kuikuro. Fonte: Livro das Águas – Índios no Xingu (2002). Disponível em: https://bityli.com/YVn36. Acesso em: 14 fev. 2021.

 

        Texto 2

        A água surgiu pela tartaruga há muitos anos atrás. Os antigos tomavam água do cipó, cortavam todos os dias sem parar, eles bebiam com a família. Os homens e as mulheres enchiam a cuia grande com a água do cipó no mato e traziam para casa. Os antigos foram caçar longe, na volta encontraram a tartaruga no mato, ela estava no barranco alto.

        Eles perguntaram para a tartaruga:

        -- Você sabe fazer água?

        A tartaruga respondeu:

        -- Eu sei fazer água.

        Aí ela começou a cavar o chão, porque a tartaruga tinha casco duro e afiado. A tartaruga enorme falava na língua dos antigos, na mesma língua. Ela foi cavando um buraco até encontrar água.

        A tartaruga foi cavando e aumentando a água, bem rápido. Eles voltaram do mato para casa e chegaram. Eles contaram para as pessoas que a tartaruga fez surgir a água e eles acreditaram. Logo pararam de beber a água do cipó. Eles ficaram contentes porque a tartaruga fez os rios. A tartaruga é que deu origem à água.

Versão de Peranko Panará. Fonte: Livro das Águas – Índios no Xingu (2002). Disponível em: https://bityli.com/WOm6Q. Acesso em: 14 fev. 2021.

Fonte: Maxi: Séries Finais. Caderno 2. Língua Portuguesa – 6º ano. 1.ed. São Paulo: Somos Sistemas de Ensino, 2021. Ensino Fundamental 2. p. 57-59.

Entendendo o mito:

01 – O que as duas narrativas têm em comum?

      As duas explicam a origem da água de acordo com lendas indígenas.

02 – De acordo com a narrativa do povo Kuikuro, quem era o único a ter água, quando no mundo ela ainda não existia para todos?

      Sagakagagu.

03 – De acordo com a mesma narrativa, onde ficava armazenada a única água que existia?

      Na casa do dono da água, em seis cabaças.

04 – Quem foi procurar o dono da água em busca de um pouco de água?

      O deus Taũgi.

05 – Com a negativa de Sagakagagu em ceder um pouco de água, o que fez o deus Taũgi? Qual foi o resultado do seu ato?

      Percebendo que Sagakagagu não queria dar a água, o deus Taũgi, então quebrou as seis cabaças de água do dono das águas, fazendo surgir os igarapés, os lagos, os rios e as lagoas.

06 – De acordo com o povo Panará, de onde veio a água?

      A água veio da tartaruga.

07 – De acordo com a crença do povo Panará como os antigos conseguiam água, antes da tartaruga?

      Eles conseguiam água por meio do cipó.

08 – Por que os antigos eram capazes de se comunicarem com a tartaruga?

      Eles conseguiam comunicar-se com a tartaruga porque falavam a mesma língua.

09 – Como a tartaruga conseguiu encontrar água?

      A tartaruga conseguiu água cavando com o seu casco que era duro e afiado.

terça-feira, 2 de janeiro de 2024

MITO: OS MENINOS QUE VIRARAM ESTRELAS - SÁVIA DUMONT - COM GABARITO

 Mito: Os meninos que viraram estrelas

        Sávia Dumont

        Quem vai ao Mato Grosso se encanta com o céu estrelado. Conta-se por lá que as estrelas nasceram da amizade entre uns indiozinhos e um beija-flor, que sempre os acompanhava em suas estripulias.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgaj_Rb7x5L_Hi59NPI0UK2qJsRtKjGA2VW53UGx4o1yPwhrv_v7LOZbTZVsL9Zx3P_swquONJd6JqQvkW_N2tivyXS2fr0jt3j3n2BRnRyzUbPludluQk_sgMZhxwi8lUTXsggjmYp9lnI7VYyBZPoGa1xADO3HSIg5tSWX7XeXMYnN9_idMq6BXvSjEw/s320/ESTRELAS.jpg


        Certo dia, as índias da tribo foram colher milho para fazer comidas gostosas para seus maridos, que estavam caçando. Depois de debulhar as espigas, cantando despreocupadas, puseram os grãos para secar ao sol. Enquanto o milho secava foram se banhar no rio.

        Os curumins observavam tudo aquilo loucos para que o milho secasse logo e eles pudessem comer afinal os quitutes prometidos. Mas não tiveram paciência de esperar. Pediram à avó, já bem velhinha, que fizesse logo um bolo para eles. Tanto insistiram que a vovó fez o bolo, devorado por eles num abrir e fechar de olhos.

        O papagaio tagarela, que a tudo assistia, ameaçava:

        -- Vou contar tudo para as índias. Vou contar que vocês usaram o milho e encheram a barriga com o que era guardado para os guerreiros... Vou contar tudo – repetia.

        Com medo de levar uns bons cascudos, os curumins foram correndo se esconder na mata.

        Assim que as índias retornaram à aldeia, o papagaio deu com a língua no bico. Contou o acontecido tintim por tintim. As mães dos meninos ficaram furiosas e prometeram uma surra bem dada quando eles aparecessem.

        Sabendo o que os esperava, os indiozinhos passaram a tarde emendando um no outro os cipós da floresta. Agarraram-se então na corda comprida que fizeram e pediram ao amigo beija-flor que pegasse a ponta do cipó no bico e voasse o mais alto que pudesse. E lá se foi a avezinha, levando para o céu o cipó apinhado de meninos.

        As índias, desesperadas, chamavam o beija-flor de volta. Mas quanto mais elas chamavam, mais alto ele voava.

        À medida que iam subindo, os meninos choravam, e cada lágrima que caía virava uma estrela solta no ar. Fascinados, os curumins continuaram a brincadeira e não voltaram mais para a aldeia. Ficaram morando no céu.

        Fez-se um colar imenso de estrelas. Quando a saudade bate forte, mãe e filhos trocam olhares. Dizem que em cada estrela que brilha desvenda-se um segredo do universo.

Sávia Dumont. Os meninos que viraram estrelas e outras histórias brasileiras. Companhia das Letrinhas: São Paulo, 2002.

Fonte: Coleção Desafio Língua Portuguesa – 5° ano – Anos Iniciais do Ensino Fundamental – Roberta Vaiano – 1ª edição – São Paulo, 2021 – Moderna – p. MP145.

Entendendo o mito:

01 – De acordo com o texto, qual o significado das palavras abaixo:

·        Estripulias: brincadeiras; travessuras, traquinagens.

·        Debulhar as espigas: tirar os grãos de espigas de milho.

·        Curumins: garotos; rapazes jovens indígenas.

·        Cascudos: pancadas na cabeça com o nó dos dedos dobrados; coques.

·        Tintim por tintim: nos mínimos detalhes; com minúcias.

·        Apinhado: repleto, cheio; abarrotado.

·        Fascinados: deslumbrados, encantados.

·        Desvenda-se: revela-se; torna-se claro.

02 – Qual é a origem das estrelas de acordo com o mito?

      As estrelas surgiram das lágrimas dos meninos que foram transformados em estrelas enquanto subiam ao céu agarrados a um cipó.

03 – Quais foram as ações dos curumins que levaram à sua transformação em estrelas?

      Eles comeram o milho guardado para os guerreiros, temendo uma surra por parte das índias, fugiram para a mata e, ao serem perseguidos, foram levados ao céu por um cipó carregado pelo beija-flor.

04 – Por que o beija-flor os levou para o céu?

      Os meninos pediram ao beija-flor que os levasse para o céu usando um cipó, pois estavam com medo das consequências de terem comido o milho reservado para os guerreiros.

05 – Como as índias reagiram à ação dos meninos?

      Ficaram furiosas e prometeram uma surra bem dada quando os meninos retornassem à aldeia.

06 – O que aconteceu com as lágrimas dos meninos enquanto subiam ao céu?

      Cada lágrima que caía dos meninos transformava-se em uma estrela solta no ar.

07 – Onde os meninos passaram a morar após terem sido levados pelo beija-flor?

      Eles passaram a morar no céu, transformados em estrelas.

08 – Qual é o significado das estrelas para as mães e filhos conforme o mito?

      Diz-se que em cada estrela que brilha no céu revela-se um segredo do universo, e quando sentem saudades, mães e filhos trocam olhares, conectando-se através das estrelas.