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domingo, 30 de novembro de 2025

ARTIGO INFORMATIVO: DEGRADAÇÃO E CONSERVAÇÃO DO SOLO - ALTIERE, M.A. - COM GABARITO

 Artigo informativo: Degradação e conservação do solo

        O ser humano deve conservar o solo, mantendo a produtividade desse recurso.

        O que degrada o solo?

        Uma fina camada de solo pode demorar centenas de anos para se formar. Entretanto, o solo pode ser degradado rapidamente, como em poucos anos ou até em horas. Essa degradação pode ocorrer tanto na área rural quanto na urbana e é consequência de vários processos. Vamos conhecer alguns deles.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhUaZGHx54sFCSxYKQCVDiKa_aIcHiA91J_zJAbwWaEay8g0Hp694AeK6ZritSYL-cv4wyBl5eTfqnHlmkkqJPgIJ8WNKe5XcA8cciYJERr-0ExoE4-bBVvJXn3S6kPqk7QcaeA6BiwFjlSES4v02MfGZgJy4GitUrdpY2LLJxsrdQ5sMBMnrY4IFa2cm4/s320/SOLO.jpg

        Erosão

        A erosão é a perda de grãos minerais e material orgânico causada principalmente pela ação dos ventos e da água. Um dos fatores que favorecem a ocorrência da erosão é a retirada da cobertura vegetal. O solo fica exposto e sua camada superficial, que em geral é a mais fértil, acaba sendo arrastada.

      A erosão pode ser principalmente hídrica ou eólica.

        A erosão hídrica é causada pela ação da água da chuva, da irrigação, dos rios e dos mares. Em relevos inclinados, partículas de solo são arrastadas pela água que escorre (enxurrada). Por isso, a erosão hídrica é mais intensa nesse tipo de terreno.

        A erosão eólica é causada pelo vento. Ocorre principalmente quando o solo está seco e suas partículas podem ser facilmente levantadas e transportadas.

        A erosão do solo pode fazer com que os materiais arrastados pelas águas se depositam em leitos de rios, córregos, lagos e açudes. Esse processo, chamado de assoreamento, diminui a profundidade das reservas de água, fazendo com que elas transbordem facilmente.

        A desertificação e a arenização podem ser causadas pela erosão. com a perda da parte fértil do solo e sem a vegetação, as enxurradas carregam as partículas mais dinas (silte e argila), restando apenas grãos de areia. Esses processos tornam o solo improdutivo.

        Poluição e contaminação

        Outra causa da degradação do solo é o lançamento de resíduos e produtos químicos que causam sua poluição ou contaminação. Poluição é qualquer alteração do solo original que pode ou não causar doenças, como a retirada da cobertura vegetal; já a contaminação envolve a presença de agentes patogênicos ou químicos, em quantidades nocivas aos seres vivos.

        Nas áreas rurais, a principal fonte de contaminação do solo são os agrotóxicos, utilizados para combater as pragas que ameaçam lavouras, e os adubos químicos, usados para corrigir a falta de nutrientes do solo.

        Nas áreas urbanas, a poluição e a contaminação do solo ocorrem principalmente pelo descarte de esgoto e / ou lixo doméstico que não passam por tratamento. As indústrias que lançam produtos químicos no solo também contribuem par sua contaminação.

        Plásticos, pneus, lâmpadas, materiais de construção, garrafas, baterias, pilhas, material hospitalar, entre tantos outros, precisam receber destinação adequada. A redução do consumo, o reaproveitamento e a reciclagem de produtos são alternativas para diminuir a quantidade de lixo gerada.

        A poluição e a contaminação atingem a camada superficial do solo. Mas os agentes causadores podem ser levados pela água e, assim, chegar ao lençol subterrâneo ou ao leito de rios e lagos. Por essa razão, a poluição e a contaminação do solo podem atingir a água, causando danos à fauna e à flora que dependem dela.

        Há casos em que a contaminação do solo impede a construção de moradias e o plantio, além de aumentar o risco de transmissão de diversas doenças.

        Compactação e impermeabilização

        O tráfego intenso de máquinas, de pessoas e de outros animais provoca a compactação do solo, ou seja, a redução do espaço entre seus grãos.

        Com isso, o solo torna-se impermeável. Não há espaço para a água e o gás oxigênio penetrarem entre as partículas do solo, que assim não chegam às raízes das plantas. As raízes também têm dificuldade em penetrar no solo compacto. O reabastecimento dos reservatórios de água subterrânea também fica comprometido.

        Nas áreas urbanas, a impermeabilização também é causada pela pavimentação, principalmente por concreto ou asfalto, que impede a penetração da água da chuva no solo. Ela se acumula na superfície, podendo provocar enchentes.

        Queimadas

        A queimada de pastagens ou matas nativas é uma técnica muito antiga usada para iniciar uma atividade agrícola, pastoril ou mesmo uma construção. Atualmente, essa prática é proibida, pois causa diversos impactos ambientais, como a redução da umidade e da quantidade de húmus no solo, além de prejudicar diversos seres vivos que vivem no local. Em decorrência do aumento da quantidade de poluentes no ar, as queimadas causam danos à saúde e contribuem para a intensificação do efeito estufa e o consequente aumento da temperatura global.

        Em algumas regiões, principalmente com baixa umidade, ocorrem queimadas naturais e por incidência de raios ou por seca prolongada. Essas queimadas costumam causar menos impactos e são até essenciais para alguns ecossistemas, como o Cerrado.

        O que conserva o solo?

        Vimos que diversos tipos de ação humana provocam a degradação do solo. Para conservá-lo, é preciso que as atividades sejam planejadas, de modo que o aproveitamento do solo não comprometa seu uso pelas gerações futuras.

        A seguir vamos conhecer algumas atitudes que cooperam para a conservação dos solos.

        Cobertura vegetal

        Manter a cobertura vegetal evita a erosão, o empobrecimento do solo e preserva a biodiversidade.

        A cobertura vegetal impede que as chuvas e os ventos atinjam o solo diretamente, o que causaria erosão. Além disso, as raízes das plantas fixam o solo e abrem espaço para a entrada de água e ar, tornando o solo mais poroso. Isso diminui o risco da ocorrência de enxurradas, que arrastam a camada mais superficial do solo, intensificando a erosão.

        Em terrenos inclinados, a cobertura vegetal ajuda a prevenir desmoronamentos. É o que acontece nas encostas dos morros e à beira de nascentes, rios e lagos. A preservação da mata ciliar, que cresce nas margens dos corpos d’água, evita o assoreamento e, por isso, é fundamental para diversos seres vivos.

        Em ambientes urbanos, além de tornar a paisagem mais agradável, a presença de áreas verdes reduz a impermeabilização do solo, ajudando a evitar enchentes, e diminui a temperatura local.

        Técnicas adequadas de plantio

        A agricultura é um dos fatores que pode contribuir para a degradação do solo. No entanto, algumas práticas agrícolas simples podem ser adotadas para conservar o solo. Veja a seguir alguns exemplos.

        O plantio direto é aquele feito sem que os restos de cultivos anteriores, como a palha, sejam retirados ou queimados. Essa camada, rica em matéria orgânica, também ajuda a evitar a erosão e a perda de água do solo por evaporação.

      Na adubação verde são acrescentadas ao cultivo plantas que melhoram as condições do solo. É comum realizar a adubação verde com leguminosas, que se associam a bactérias fixadoras de nitrogênio, tornando o solo rico nesse nutriente necessário ao crescimento das plantas.

        Outras formas conservacionistas de cultivo são o plantio em nível e o terraceamento. Elas são realizadas em terrenos inclinados para diminuir a velocidade da água em seu caminho morro abaixo. No plantio em nível, o cultivo é feito em linhas que cortam o trajeto de descida da água. No terraceamento, são construídos terraços no solo, que reduzem a velocidade de escoamento da água. Ao diminuir a velocidade da água, essas técnicas facilitam sua infiltração no solo. Assim, evitam a erosão e a perda de nutrientes do terreno.

        A rotação de culturas alterna o plantio de diferentes culturas vegetais em uma mesma área para evitar que os nutrientes do solo se esgotem. É comum, por exemplo, alternar o cultivo de leguminosas, que enriquecem o solo, e de plantas como o milho e os cereais, que podem esgotá-lo.

Fonte: ALTIERE, M. A. Agroecologia: bases científicas para uma agricultura sustentável. Guaíba: Agropecuária. 2002.

Fonte: Set Brasil. Ensino Fundamental, anos finais, 6º ano, livro 2. Thaís Ginícolo Cabral – São Paulo: Moderna, 2019. p. 248-253.

Entendendo o artigo:

01 – De acordo com o texto, qual o significado das palavras abaixo:

-- Leguminosa: planta como o feijão, a soja, a ervilha e a lentilha, cujas sementes ficam dentro de vagens.

-- Gleba: porção de terra própria para cultivo.

02 – Quanto tempo uma fina camada de solo pode demorar para se formar e em quanto tempo o solo pode ser rapidamente degradado?

      Uma fina camada de solo pode demorar centenas de anos para se formar. Entretanto, o solo pode ser degradado rapidamente, em poucos anos ou até em horas.

03 – O que é a erosão do solo, e qual é um dos principais fatores que a favorecem?

      A erosão é a perda de grãos minerais e material orgânico causada principalmente pela ação dos ventos e da água. Um dos fatores que favorecem sua ocorrência é a retirada da cobertura vegetal.

04 – Quais são os dois tipos principais de erosão mencionados no texto, e onde a erosão hídrica é mais intensa?

      Os dois tipos principais são a erosão hídrica (causada pela água da chuva, irrigação, rios e mares) e a erosão eólica (causada pelo vento). A erosão hídrica é mais intensa em relevos inclinados.

05 – O que é o assoreamento, e qual é a sua consequência para as reservas de água (rios, lagos, açudes)?

      Assoreamento é o processo em que os materiais arrastados pela erosão (pelas águas) se depositam em leitos de rios, córregos, lagos e açudes. Sua consequência é a diminuição da profundidade dessas reservas de água, fazendo com que elas transbordem facilmente.

06 – Qual é a diferença entre poluição e contaminação do solo, de acordo com o texto?

      Poluição é qualquer alteração do solo original que pode ou não causar doenças (ex.: retirada da cobertura vegetal). Contaminação envolve a presença de agentes patogênicos ou químicos em quantidades nocivas aos seres vivos.

07 – Quais são as principais fontes de contaminação do solo nas áreas rurais e nas áreas urbanas, respectivamente?

      Nas áreas rurais, a principal fonte de contaminação do solo são os agrotóxicos e os adubos químicos. Nas áreas urbanas, a contaminação ocorre principalmente pelo descarte de esgoto e/ou lixo doméstico sem tratamento e pelo lançamento de produtos químicos por indústrias.

08 – O que causa a compactação do solo e qual é o efeito dessa compactação sobre a penetração de água, oxigênio e raízes?

      A compactação do solo é causada pelo tráfego intenso de máquinas, pessoas e outros animais, provocando a redução do espaço entre seus grãos. O efeito é que o solo se torna impermeável, dificultando ou impedindo a penetração de água e gás oxigênio nas raízes, e impedindo as raízes de penetrarem no solo.

09 – Qual é a principal crítica feita à prática de queimadas para fins agrícolas ou de construção, e quais são os impactos ambientais causados por elas?

      A prática de queimadas é criticada e atualmente proibida por causar diversos impactos ambientais. Estes incluem a redução da umidade e da quantidade de húmus no solo, o prejuízo a diversos seres vivos, danos à saúde devido aos poluentes no ar e a contribuição para a intensificação do efeito estufa e aumento da temperatura global.

10 – De que formas a manutenção da cobertura vegetal contribui para a conservação do solo, especialmente em terrenos inclinados e em ambientes urbanos?

      A cobertura vegetal conserva o solo, pois impede que chuvas e ventos atinjam o solo diretamente (evitando erosão), e suas raízes fixam o solo, tornando-o mais poroso. Em terrenos inclinados (como encostas e margens de rios), ajuda a prevenir desmoronamentos e o assoreamento (preservação da mata ciliar). Em áreas urbanas, reduz a impermeabilização e ajuda a evitar enchentes.

11 – Explique resumidamente o Plantio Direto e a Rotação de Culturas como práticas conservacionistas.

      O Plantio Direto é a prática de cultivo onde os restos de cultivos anteriores (como palha) não são retirados ou queimados, formando uma camada rica em matéria orgânica que evita a erosão e a perda de água por evaporação. A Rotação de Culturas é a alternância do plantio de diferentes culturas vegetais em uma mesma área para evitar que os nutrientes do solo se esgotem.