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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

POEMA: BOM DIA, TODAS AS CORES! RUTH ROCHA - COM GABARITO

 Poema: Bom Dia, Todas as Cores! 

             Ruth Rocha

Meu amigo Camaleão acordou de bom humor.
-- Bom dia, sol, bom dia, flores,
bom dia, todas as cores!

Lavou o rosto numa folha
Cheia de orvalho, mudou sua cor
Para a cor-de-rosa, que ele achava
A mais bonita de todas, e saiu para
O sol, contente da vida.

Meu amigo Camaleão estava feliz
Porque tinha chegado a primavera.
E o sol, finalmente, depois de
Um inverno longo e frio, brilhava,
Alegre, no céu.
-- Eu hoje estou de bem com a vida
-- Ele disse. – quero ser bonzinho
Pra todo mundo...

Logo que saiu de casa,
O Camaleão encontrou
O professor pernilongo.
O professor pernilongo toca
Violino na orquestra
Do Teatro Florestal.
-- Bom dia, professor!
Como vai o senhor?
-- Bom dia, Camaleão!
Mas o que é isso, meu irmão?
Por que é que mudou de cor?
Essa cor não lhe cai bem...
Olhe para o azul do céu.
Por que não fica azul também?

O Camaleão,
Amável como ele era,
Resolveu ficar azul
Como o céu da primavera...

Até que numa clareira
O Camaleão encontrou
O sabiá-laranjeira:
-- Meu amigo Camaleão,
Muito bom dia e você!
Mas que cor é essa agora?
O amigo está azul por quê?

E o sabiá explicou
Que a cor mais linda do mundo
Era a cor alaranjada,
Cor de laranja, dourada.

Nosso amigo, bem depressa,
Resolveu mudar de cor.
Ficou logo alaranjado,
Louro, laranja, dourado.
E cantando, alegremente,
Lá se foi, ainda contente...

Na pracinha da floresta,
Saindo da capelinha,
Vinha o senhor louva-a-deus,
Mais a família inteirinha.
Ele é um senhor muito sério,
Que não gosta de gracinha.
-- bom dia, Camaleão!
Que cor mais escandalosa!
Parece até fantasia
Pra baile de carnaval...

Você devia arranjar
Uma cor mais natural...
Veja o verde da folhagem...
Veja o verde da campina...
Você devia fazer
O que a natureza ensina.

É claro que o nosso amigo
Resolveu mudar de cor.
Ficou logo bem verdinho.
E foi pelo seu caminho...

Vocês agora já sabem como era o Camaleão.
Bastava que alguém falasse, mudava de opinião.
Ficava roxo, amarelo, ficava cor-de-pavão.
Ficava de toda cor. Não sabia dizer NÃO.

Por isso, naquele dia, cada vez que
Se encontrava com algum de seus amigos,
E que o amigo estranhava a cor com que ele estava...
Adivinha o que fazia o nosso Camaleão.
Pois ele logo mudava, mudava para outro tom...

Mudou de rosa para azul.
De azul para alaranjado.
De laranja para verde.
De verde para encarnado.
Mudou de preto para branco.
De branco virou roxinho.
De roxo para amarelo.
E até para cor de vinho...

Quando o sol começou a se pôr no horizonte,
Camaleão resolveu voltar para casa.
Estava cansado do longo passeio
E mais cansado ainda de tanto
mudar de cor.
Entrou na sua casinha.
Deitou para descansar.
E lá ficou a pensar:
-- Por mais que a gente se esforce,
Não pode agradar a todos.
Alguns gostam de farofa.
Outros preferem farelo...
Uns querem comer maçã.
Outros preferem marmelo...
Tem quem goste de sapato.
Tem quem goste de chinelo...
E se não fossem os gostos,
Que seria do amarelo?

Por isso, no outro dia, Camaleão levantou-se
Bem cedinho.
-- Bom dia, sol, bom dia, flores,
Bom dia, todas as cores!

Lavou o rosto numa folha
Cheia de orvalho,
Mudou sua cor para
A cor-de-rosa, que ele
Achava a mais bonita
De todas, e saiu para
O sol, contente
Da vida.

Logo que saiu, Camaleão encontrou o sapo cururu,
Que é cantor de sucesso na Rádio Jovem Floresta.
-- Bom dia, meu caro sapo! Que dia mais lindo, não?
-- Muito bom dia, amigo Camaleão!
Mais que cor mais engraçada,
Antiga, tão desbotada...
Por que é que você não usa
Uma cor mais avançada?

O Camaleão sorriu e disse para o seu amigo:
-- Eu uso as cores que eu gosto,
E com isso faço bem.
Eu gosto dos bons conselhos,
Mas faço o que me convém.
Quem não agrada a si mesmo,
Não pode agradar ninguém...
E assim aconteceu
O que acabei de contar.
Se gostaram, muito bem!
Se não gostaram, AZAR! 

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiPRMCE1aq1kAU6xCuVUPCnDCY5_2fgtQ4WAarRAkA8i0UWv76GpXpUZryvnZh48jy21RHgsc5x9FXetl4XA9XiSq3Ob26qhRhEbhcchsHUbCxHiG8axbzIZUBpZSuW7AdoUIQTMJIFDJ3tjkNr8G1UR7YSpO8LVQi4pVqavRlLx8tGwa1TUj-Zd9VJHGs/s1600/images.jpg 

 

Disponível em: http://www2.uol.com.br/ruthrocha/historias_15.htm

 

Entendendo o poema:

01 – Escreva o nome de alguns personagens do texto.

      Alguns dos personagens que aparecem na história são: Camaleão; Professor Pernilongo; Sabiá-Laranjeira; Senhor Louva-a-Deus (e sua família) e Sapo Cururu.

 

02 – Quem é o personagem principal do texto? Quais suas características?

      O personagem principal é o Camaleão.

      Suas características: Ele é alegre, simpático, amável, bem-humorado e gosta de agradar os outros. No início, ele era muito ingênuo e sem opinião própria, pois "não sabia dizer NÃO" e mudava de cor sempre que alguém sugeria. No final, ele se torna mais autoconfiante e decidido.

 

03 – Qual era a cor preferida do Camaleão?

      A cor preferida dele era a cor-de-rosa, que ele achava a mais bonita de todas.

 

04 – O Camaleão mudou várias vezes de cor. Escreva uma dessas mudanças e porque ela a fez.

      Mudou do rosa para o azul porque o Professor Pernilongo disse que a cor rosa não lhe caía bem e sugeriu o azul do céu.

 

05 – O Camaleão acordava de bom humor e cumprimentava as coisas ao seu redor. Como era esse cumprimento? E você? Costuma cumprimentar as pessoas? Como?

      Como o Camaleão cumprimentava: Ele dizia alegremente: "-- Bom dia, sol, bom dia, flores, bom dia, todas as cores!"

      Resposta pessoal: (Escreva como você costuma dar bom dia ou cumprimentar sua família, amigos e professores no dia a dia, por exemplo: "Sim, eu costumo dar bom dia para minha família com um sorriso" ou "Cumprimento meus amigos na escola com um aceno").

 

06 – Depois de fazer os gostos de todos, o Camaleão mudou de ideia. Mudou para a cor que mais gostava e disse ao sapo:

Eu uso as cores que eu gosto,

E com isso faço bem.

Eu gosto dos bons conselhos,

Mas faço o que me convém.

Quem não agrada a si mesmo,

Não pode agradar ninguém...

        O que você achou das palavras do Camaleão? Concorda ou não com ele?

      Respostas pessoal. Sugestão: Achei as palavras do Camaleão muito sábias. Concordo com ele porque é importante ouvir os conselhos das pessoas, mas não podemos deixar de ser quem realmente somos só para tentar agradar todo mundo. Se não respeitarmos nossos próprios gostos e desejos, nunca seremos felizes de verdade.

 

07 – Agora vamos falar de você. Você costuma mudar de ideia ou fazer alguma coisa só porque os outros querem ou tem suas próprias ideias? Escreva.

      Se você tem opinião própria: "Eu costumo manter minhas ideias. Quando me sugerem algo, eu escuto, mas só mudo de opinião se eu realmente achar que a outra pessoa tem razão."

      Se você costuma ceder: "Às vezes eu acabo mudando de ideia só para agradar meus amigos ou evitar brigas, mas estou aprendendo a defender mais o que eu gosto."

 

08 – Qual mensagem o texto passou a você?

      Respostas pessoal. Sugestão: A mensagem principal é sobre autenticidade, autoaceitação e respeito às diferenças. O texto ensina que é impossível agradar a todos, pois cada pessoa tem gostos e opiniões diferentes. Portanto, o mais importante é estarmos bem conosco mesmos.

 

09 – Identifique os elementos da narrativa seguindo as pistas abaixo:

a) Espaço: Onde acontece a história ou o fato narrado? Que pistas se tem para poder identificar o espaço?

      Na floresta (passando por clareiras, pela pracinha perto da capelinha e pelo caminho de volta para a casa do Camaleão). As pistas no texto são menções a "Teatro Florestal", "clareira", "pracinha da floresta", "campina" e "folhagem".

b) Tempo: Quando acontece a história do Camaleão?

      A história se passa ao longo de dois dias, começando pela manhã bem cedinho na primavera, passando pelo pôr do sol, e terminando na manhã do dia seguinte.

c) Personagem: Quem participou da história? Quem o Camaleão encontrou?

      O Camaleão (protagonista), o Professor Pernilongo, o Sabiá-Laranjeira, o Senhor Louva-a-Deus (com sua família) e o Sapo Cururu.

d) Narrador: Quem contou a história? Foi o camaleão?

      Narrador-observador (em 3ª pessoa). Não foi o Camaleão quem contou a história, mas sim alguém de fora que conhece tudo o que aconteceu ("Meu amigo Camaleão...", "Vocês agora já sabem...").

e) Enredo: O que foi contado? Sobre o que se falou? 

      É a história de um camaleão que, por querer agradar a todos os amigos que encontrava pelo caminho, passava o dia todo mudando de cor. Cansado no fim do dia, ele percebe que cada um tem seu gosto e que é impossível agradar a todos. No dia seguinte, decide usar a cor que ele próprio mais gosta (rosa) e aprende a defender suas vontades.

POEMA: LAMPIÃO & LANCELOTE - FERNANDO VILELA - COM GABARITO

 Poema: Lampião & Lancelote 

          Fernando Vilela

 

Agora eu lhes apresento

Um grande cangaceiro

Nascido em nosso país

Leal e bom companheiro

Para uns foi criminoso

Para outros justiceiro

 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj6RiB7Z46I8zmPXWCDqO04akUmB41l41bUv2hCpNRY1MeHhSwyE6RDcN5xEeR1AHzmoxlEHdxotZq-Nngxz-3neLFeniRpZX-pI9l0fPdyJ1pTSKB0f1ZaFmi1Y3CInFWnsbVRfFSkSV2LnapuSFOO92ZjxXYPF91jURcMwhx06iscLtQU3PfnYStU5as/s320/images.jpg

Criado nas terras secas

Vaqueiro trabalhador

Cuidava de um ralo gado

Com coragem e com valor

Seu nome era Virgulino

Mas um dia veio a dor

 

Ao ver seu pai baleado

Ele partiu pra vingança

À frente dos cangaceiros

Se pôs logo em liderança

Bando de cabras armados

Ao inimigo com ganância!

 

Cajarana Jurity

Caixa de Foço Corisco

Quinta-Feira Ponto Fino

Homens sem temor de risco

Volta-Seca Mergulhão

Luiz Pedro o mais arisco

 

Para um homem uma mulher

Português e sua Cristina

Dadá Maria Pancada

Inácia Maria Jovina

Lampião com sua Maria

Bonita fiel divina

 

Com este bando temido

Atirava igual canhão

Com seu rifle poderoso

Tornava a noite um clarão

Por isso todo orgulhoso

Se chamou de Lampião

 

Montado no seu jumento

Cruzava todo o sertão

Leitor agora eu lhe falo

Preste muita atenção

Este homem foi guerreiro

Que inventou rebelião

 

Invoco este personagem

De nosso seco Nordeste

Desça logo neste livro

Venha cá Cabra da Peste

Mostre o que tem de melhor

Vem chegando e desembeste.

 

Entendendo o poema:

01 – Da primeira estrofe, retire versos que revelem:

a) A opinião que o eu lírico tem de Lampião. 

      “Um grande cangaceiro”, “Leal e bom companheiro”.

b) A opinião que outros têm do mesmo personagem. 

      “Para uns foi criminoso / Para outros justiceiro”.

 

02 – Retire do poema versos que contam sobre quem era Virgulino antes de se tornar Lampião.

      “Leal e bom companheiro”, “Vaqueiro trabalhador / Cuidava de um ralo gado / Com coragem e com valor”.

 

03 – O que motivou Virgulino a entrar para um bando de cangaceiros? Justifique sua resposta com versos do poema.

      A morte do pai. “Ao ver seu pai baleado / Ele partiu pra vingança / À frente dos cangaceiros / Se pôs logo em liderança”.

 

04 – Quais estrofes revelam:

a) os integrantes do bando de Lampião?

      Quarta estrofe.

b) a entrada de mulheres no bando? Quinta estrofe

      Quinta estrofe.

 

05 – Na última estrofe, quem o eu lírico invoca? 

      Lampião.

 

06 – As rimas acontecem entre quais versos? 

      Entre os versos pares.

 

07 – Que características do cordel você observa no texto lido?

      O texto é escrito em versos estruturados em sextilhas e repletos de marcas da oralidade e expressões regionais. As rimas acontecem nos versos pares, e estes tratam de um tema comum em cordéis: os cangaceiros.

 

08 – Nesse cordel, notamos que também há uma invocação, uma chamada ao leitor, estratégia comum desse gênero. Transcreva o(s) verso(s) em que isso acontece.

      “Agora eu lhes apresento” e “Leitor agora eu lhe falo”.

 

09 – Quais eram os integrantes do bando de Lampião? Como eles são referidos no poema?

      Cajarana, Jurity, Caixa de Foço, Corisco, Quinta-Feira, Ponto Fino, Volta-Seca, Mergulhão e Luiz Pedro. Os integrantes do bando de Lampião são referidos por apelidos, exceto Luiz Pedro.

 

10 – Quem foi a amada de Lampião? Ela é mencionada no poema? Se sim, em que verso(s)?

      Foi Maria Bonita, mencionada nos dois últimos versos da quinta estrofe: “Lampião com sua Maria / Bonita fiel divina”.

 

 

 

FÁBULA (POEMA): O QUE OS OLHOS NÃO VEEM - RUTH ROCHA - COM GABARITO

 Fábula (Poema): O que os olhos não veem

             Ruth Rocha

Havia uma vez um rei
num reino muito distante,
que vivia em seu palácio
com toda a corte reinante.
Reinar pra ele era fácil,
ele gostava bastante.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgu0A0qmR1ZPOI4UePhwC0eFmyTC0SsoUQ9XYVk7QXUtoMMGJXdPSaf9NaTglYlgirERpJDESI58f6dIFt6vcD-d-3mhNQ-nQgcG0d4-5x4czM-8RfTtD5O01KLmV_sPNEb3tkRPrRSk7fOprptFF-mhj2GZbW5CgMXAxGLksqqQlVvu65r4vKpMnWjvo4/s320/images.jpg



Mas um dia, coisa estranha!
Como foi que aconteceu?
Com tristeza do seu povo
nosso rei adoeceu.
De uma doença esquisita,
toda gente, muito aflita,
de repente percebeu...

Pessoas grandes e fortes
o rei enxergava bem.
Mas se fossem pequeninas,
e se falassem baixinho,
o rei não via ninguém.

Por isso, seus funcionários
tinham de ser escolhidos
entre os grandes e falantes,
sempre muito bem nutridos.
Que tivessem muita força,
e que fossem bem nascidos.
E assim, quem fosse pequeno,
da voz fraca, mal vestido,
não conseguia ser visto.
E nunca, nunca era ouvido.

O rei não fazia nada
contra tal situação;
pois nem mesmo acreditava
nessa modificação.
E se não via os pequenos
e sua voz não escutava,
por mais que eles reclamassem
o rei nem mesmo notava.

E o pior é que a doença
num instante se espalhou.
Quem vivia junto ao rei
logo a doença pegou.
E os ministros e os soldados,
funcionários e agregados,
toda essa gente cegou.

De uma cegueira terrível,
que até parecia incrível
de um vivente acreditar,
que os mesmos olhos que viam
pessoas grandes e fortes,
as pessoas pequeninas
não podiam enxergar.

E se, no meio do povo,
nascia algum grandalhão,
era logo convidado
para ser o assistente
de algum grande figurão.
Ou senão, pra ter patente
de tenente ou capitão.
E logo que ele chegava,
no palácio se instalava;
e a doença, bem depressa,
no tal grandalhão pegava.

Todas aquelas pessoas,
com quem ele convivia,
que ele tão bem enxergava,
cuja voz tão bem ouvia,
como num encantamento,
ele agora não tomava
o menor conhecimento...

Seria até engraçado
se não fosse muito triste;
como tanta coisa estranha
que por esse mundo existe.

E o povo foi desprezado,
pouco a pouco, lentamente.
Enquanto que próprio rei
vivia muito contente;
pois o que os olhos não veem,
nosso coração não sente.

E o povo foi percebendo
que estava sendo esquecido;
que trabalhava bastante,
mas que nunca era atendido;
que por mais que se esforçasse
não era reconhecido.

Cada pessoa do povo
foi chegando à convicção,
que eles mesmos é que tinham
que encontrar a solução
pra terminar a tragédia.
Pois quem monta na garupa
não pega nunca na rédea!

Eles então se juntaram,
Discutiram, pelejaram,
E chegaram à conclusão
Que, se a voz de um era fraca,
Juntando as vozes de todos
Mais parecia um trovão.

E se todos, tão pequenos,
Fizessem pernas de pau,
Então ficariam grandes,
E no palácio real
Seriam logo avistados,
Ouviriam os seus brados,
Seria como um sinal.

E todos juntos, unidos,
fazendo muito alarido
seguiram pra capital.
Agora, todos bem altos
nas suas pernas de pau.
Enquanto isso, nosso rei
continuava contente.
Pois o que os olhos não veem
nosso coração não sente...

Mas de repente, que coisa!
Que ruído tão possante!
Uma voz tão alta assim
só pode ser um gigante!
-- Vamos olhar na muralha.
-- Ai, São Sinfrônio, me valha
neste momento terrível!
Que coisa tão grande é esta
que parece uma floresta?
Mas que multidão incrível!

E os barões e os cavaleiros,
ministros e camareiros,
damas, valetes e o rei
tremiam como geleia,
daquela grande assembleia,
como eu nunca imaginei!

E os grandões, antes tão fortes,
que pareciam suportes
da própria casa real;
agora tinham xiliques
e cheios de tremeliques
fugiam da capital.

O povo estava espantado
pois nunca tinha pensado
em causar tal confusão,
só queriam ser ouvidos,
ser vistos e recebidos
sem maior complicação.

E agora os nobres fugiam,
apavorados corriam
de medo daquela gente.
E o rei corria na frente,
dizendo que desistia
de seus poderes reais.
Se governar era aquilo
ele não queria mais!

Eu vou parar por aqui
a história a que estou contando.
O que se seguiu depois
cada um vá inventando.
Se apareceu novo rei
ou se o povo está mandando,
na verdade não faz mal.
Que todos naquele reino
guardam muito bem guardadas
as suas pernas de pau.

Pois temem que seu governo
possa cegar de repente.
E eles sabem muito bem
que quando os olhos não veem
nosso coração não sente.

 

        Moral: A história é uma metáfora (uma comparação figurada) sobre a desigualdade social e a força da união do povo.

 

Disponível em: http://www2.uol.com.br/ruthrocha/historias_08.htm

 

Entendendo a fábula:

01 – O texto que você leu foi escrito em verso. Sabendo que cada linha do poema é um verso e que cada conjunto de versos forma uma estrofe, responda:

a) Quantas estrofes têm o poema?

      O poema é formado por 18 estrofes.

b) Todas as estrofes têm o mesmo número de versos?

      Não. O poema é heterostrófico (suas estrofes variam de tamanho). Existem estrofes com 6, 7 e até 10 versos.

 

02 – Um recurso sonoro muito utilizado em poemas é a rima. Rimas são repetições dos mesmos sons ao final das palavras. Releia as duas primeiras estrofes e escreva no caderno as rimas que encontrar.

      1ª Estrofes: distante rima com reinante e bastante.

      2ª Estrofes: aconteceu rima com adoeceu e percebeu.

esquisita rima com aflita.

 

03 – O texto afirma que o rei ficou doente. Qual era a doença dele?

      A doença do rei era uma cegueira e surdez seletivas: ele só conseguia enxergar e ouvir as pessoas grandes, fortes, ricas e bem-nascidas. As pessoas pequenas, de voz fraca e pobres eram completamente invisíveis para ele.

 

04 – Comparando a história com a realidade, quem você acha que representa as pessoas grandes e fortes? E as pequeninas?

      Pessoas grandes e fortes: Representam os ricos, os influentes, os políticos e a elite social, que detêm o poder econômico e a atenção dos governantes.

      Pessoas pequeninas: Representam a classe trabalhadora, os mais pobres e marginalizados da sociedade, que costumam ser ignorados pelas autoridades públicas.

 

05 – O que acontecia com as pessoas que viviam junto ao rei?

      A doença era "contagiosa". Assim que alguém passava a conviver com o rei no palácio — até mesmo uma pessoa do povo que ficasse grande —, logo pegava a mesma cegueira e passava a ignorar os pequenos e pobres.

 

06 – O que o povo fez para resolver o problema da cegueira do rei?

      O povo uniu suas forças:

      -- Uniram as vozes: Perceberam que juntas as vozes fracas soavam como um trovão.

      -- Usaram pernas de pau: Subiram em pernas de pau para ficarem altos o suficiente para serem enxergados pelo rei e sua corte.

      -- Marcharam juntos: Foram em multidão até a capital exigir ser ouvidos.

 

07 – As atitudes do rei e das pessoas próximas a ele são resumidas no provérbio “o que os olhos não veem, nosso coração não sente”. Você conhece outro provérbio que possa resumir as atitudes do povo? Qual?

      Existem alguns ditados populares que combinam muito com a atitude coletiva do povo na história:

      "A união faz a força." (O mais adequado, pois refere-se diretamente ao grupo se juntando para vencer a dor).

      "Quem não chora, não mama." (Mostra que eles tiveram que protestar para serem atendidos).

      "De grão em grão, a galinha enche o papo."

 

08 – O eu lírico (a voz que fala no poema) sugere que cada um vá inventando o que aconteceu depois que o problema foi resolvido. Invente o seu final para a história.

      Resposta pessoal do aluno. Sugestão: Após a fuga do rei e dos nobres, o povo percebeu que não precisava de um monarca para dizer o que devia ser feito. Eles se reuniram em uma grande praça e criaram um conselho formado por representantes de cada bairro e profissão. As pernas de pau foram guardadas no museu da cidade para lembrar a todos que, dali para frente, ninguém mais seria invisível naquele lugar.

POEMA: AS ESTAÇÕES DO ANO - FILOMENA MARIA DA SILVA - COM GABARITO

 Poema: As estações do ano

Nascem os frutos,

Não é frio, nem quente,

No agradável outono,

Eu fico contente.

 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgG1JpgAd1Nf1FDTn3WtKSxUCwkFWovC747YjSjkI8GlIMe4Yo6M170eQndbl8M7i12xieXub3bMxfEfqnJQkK4xl_FLIJx9sCsG6d-kqPAXWnh0C6WjeGGauNuv6YYarUGbg6dtmzHgfNYn73-cAnHNoeMOE_BZPmPYw0yilNc7dw97cOq6X05nBzHs58/s320/images.jpg

Faz tanto frio.

Ao inverno chegar,

Não nado, não brinco,

Não vou passear.

 

Chegou a primavera,

A estação das flores.

Há pássaros, borboletas

De todas as cores.

 

Com muita chuva,

Chegou o verão.

Calor forte e sol

Faz nesta estação.

 

Apenas três meses

Dura cada estação,

E todas elas trazem

Alegria ao coração.

Filomena Maria da Silva. Estação de Minas, 22/7/1995.

Entendendo o poema:

01 – Com base na primeira estrofe, como o eu lírico se sente durante o outono e quais são as características dessa estação mencionadas no texto?

      O eu lírico se sente contente ("Eu fico contente"). As características do outono destacadas na estrofe são o nascimento dos frutos e a temperatura agradável, descrita como uma estação intermediária, que não é nem muito fria nem muito quente.

02 – De que maneira a chegada do inverno transforma as atividades e a rotina do eu lírico? Cite passagens do poema para comprovar.

      A chegada do inverno restringe as atividades do eu lírico devido ao frio intenso. Ele deixa de fazer coisas prazerosas e ao ar livre, como mostrado nos versos: "Não nado, não brinco, / Não vou passear".

03 – Qual é o principal elemento visual e de vida destacado na estrofe que descreve a primavera? Explique como esse elemento contribui para o cenário da estação.

      O principal elemento destacado são as flores, acompanhadas da presença de pássaros e borboletas coloridas. Esse conjunto traz cor, vivacidade e elementos da natureza em movimento, caracterizando a primavera como um período alegre e cheio de vida.

04 – Quais fenômenos meteorológicos são associados ao verão na quarta estrofe do poema?

      Na quarta estrofe, o verão é caracterizado pela presença de muita chuva, calor forte e sol intenso.

05 – Na última estrofe, qual informação sobre a duração temporal das estações é apresentada e qual é o sentimento geral do eu lírico em relação a todas elas?

      A última estrofe informa que cada estação do ano dura três meses. Apesar de cada uma ter suas particularidades, o sentimento geral do eu lírico é de felicidade perante a todas, pois conclui que "todas elas trazem alegria ao coração".

 

 

POEMA: POTIRA - VALDECK DE GARANHUNS - COM GABARITO

Poema: Potira

            Valdeck de Garanhuns

 

Dois amantes viviam a sonhar

bem felizes curtiam sua terra

mas um dia chegou a triste guerra

e o casal teve que se separar.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhLdMwf1ahuaXxrcC1DAG38ULlbAY8dggbSAB1c4p1J9HqnVhROwDmRbYrjClJrxhQpUhDPqESyum7yGCWntO9I7WliIxLTpvU9obAmPQwBsDFq359PC0YozZ3UMEp-_ECfgjzwo8AdntSVeevEMrXnm-xDSx_ZjRgm2eeMmP_krd7wpU-ZKKiiVjm1avM/s320/images.jpg


O guerreiro partiu para lutar

muito triste pois não era seu plano

a esposa ficou em desengano

coração apertado de sofrer

esperando o amado aparecer

pra cantar um martelo alagoano.

 

Prometeu que jamais ia chorar

esperando o regresso do amado

e seu pranto no peito estagnado

só com a morte iria derramar.

Todo dia Potira ia olhar

se seu índio surgia, mesmo insano

mas o rio revelava seu engano

e Potira voltava para a aldeia

pra sonhar sob a luz da lua cheia

e cantar seu martelo alagoano.

 

Essa índia sofreu e esperou

o regresso do índio tão querido

quando soube da morte do marido

todo pranto que tinha derramou.

Lá na beira do rio ela ficou

a chorar seu destino tão tirano

mas tupã o bondoso soberano

transformou suas lágrimas brilhantes

em milhões e milhões de diamantes

e o seu pranto em martelo alagoano.

 

Garanhuns Valdeck de. Mitos e lendas brasileiras em prosa e versos recontados por Valdeck de Garanhuns. Série Folia Popular, 1ª Ed., São Paulo, Moderna, 2007.)


Entendendo o poema: 

01 – Marque a alternativa em que os fatos apresentados no poema que você acabou de ler estejam dispostos em ordem cronológica.

 I. Potira olhava ao longe diariamente.

II. Tupã valorizou o sofrimento de Potira.

III. O índio exerceu a sua função de guerreiro.

IV. O guerreiro e Potira se divertiam com frequência.

V. Potira tem o eu coração estraçalhado.

a) IV, III, V, I, II.

b) III, IV, I, II, V.

c) IV, I, III, V, II.

d) I, IV, III, II, V.

e) III, I, II, IV, V.

 

02 – No verso 4, “e o casal teve que se separar”, a expressão sublinhada indica

a) Desejo.

b) Vontade.

c) Obrigação.

d) Continuidade.

e) Possibilidade.

 

03 – Alguns termos são utilizados para retomar palavras já mencionadas no texto e, assim, evitar a repetição desnecessária. Nos versos de 15 a 17, “Todo dia Potira ia olhar / se seu índio surgia, mesmo insano / mas o rio revelava o seu engano”, a palavra sublinhada retoma o seguinte termo:

a) Potira.

b) Índio.

c) Insano.

d) Rio.

e) Engano.

 

04 – Dependendo do contexto, uma mesma palavra pode apresentar sentidos diferentes. Nos versos 19 e 20, “pra sonhar sob a luz da lua cheia / e cantar seu martelo alagoano”, a palavra destacada indica a adição de duas ações. Quanto aos versos 3 e 4 “mas um dia chegou a triste guerra / e o casal teve que se separar.”, a mesma palavra sublinhada estabelece, com o verso anterior, uma relação de sentido de:

a) Tempo.

b) Condição.

c) Comparação.

d) Causa.

e) Consequência.

 

05 – Pelo que você leu no poema só não se pode afirmar que:

a) A guerra é um FATO e a morte do índio, uma CONSEQUÊNCIA desse fato.

b) A morte do índio é um FATO e a guerra, a CAUSA desse fato.

c) A separação do casal é um FATO e as lágrimas de Potira, a CONSEQUÊNCIA desse fato.

d) A guerra é um FATO e o sofrimento de Potira, a CONSEQUÊNCIA desse fato.

e) A morte do guerreiro é um FATO e o amor de Potira, a CAUSA desse fato.

 

06 – Marque a opção em que a substituição do termo sublinhado pelo que está indicado em seguida altera o sentido da frase.

a) “a esposa ficou em desengano / coração apertado de sofrer” (versos 7 e 8) – desilusão.

b) “mas o rio revelava seu engano / e Potira voltava para a aldeia” (versos 17 e 18) – encobria.

c) “Essa índia sofreu e esperou / o regresso do índio tão querido” (versos 21 e 22) – volta.

d) “Lá na beira do rio ela ficou / a chorar seu destino tão tirano” (versos 25 e 26) – cruel.

e) “mas Tupã o bondoso soberano / transformou suas lágrimas brilhantes” (versos 27 e 28) – deus.

 


terça-feira, 4 de agosto de 2026

POEMA: UMA PATINHA DESENGONÇADA - ARNALDO JUNIOR - COM GABARITO

 Poema: Uma patinha desengonçada

           Arnaldo Junior

Essa história não se passa

Num ambiente rural

No meio de uma fazenda

Nem tampouco no fundo de um quintal

É dentro de uma escola

Que ela se desenrola.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEivCqJwr1t7xqegUlapIYyoUMstlfaa2ch7qypD0dV1WUhZ5yA58DWZGCUgdN5dwnwl1YfDauNYcJnbrz2zOq3MpS4rpNYNRpfgi3mrUTJc3vZSEFZaS5NS7oqhoizuDaQzA08jjlo3JsM02Dvs627ME9Fp1P1aP7WslzUE0s9F9ajpBdmQtBO6wsWCIyw/s320/PATA.jpg 


 

Era uma vez

(Toda história que se preze tem que ter o “era uma vez”)

Uma patinha tão desajeitada

Tão desengonçada

Isso sem contar,

Sua timidez.

 

Ela era tão destrambelhada

Que no dia em que apareceu

As outras patas caíram na gargalhada

Por causa de suas penas

Completamente sem noção

Sem nenhuma combinação

Seu cabelo desarrumado

E do seu jeito de andar

Totalmente descompassado

Que as outras patinhas

Tanto acharam engraçado.

 

Além de magricela e comprida

Era de pouca fala

Quase não tinha amigas na sala

Mesmo sendo estudiosa

Ficava sempre de lado

Quieta, distante, silenciosa.

 

Quando pulava na piscina

Espalhafatosa e deselegante

Chegando do outro lado

Toda ofegante

Todas as outras patinhas riam

No mesmo instante.

 

Assim desprezada

Deixada de lado

A patinha desengonçada desapareceu

Talvez tenha mudado de escola

Mas ninguém percebeu.

 

Passado algum tempo

Algo estranho aconteceu.

 

A escola recebeu a visita

De uma modelo famosa

Toda chique

Estilosa

Era a pata mais admirada

E mais invejada

De toda a Pataquápolis

Aliás, não era uma pata, mas uma cisne

Uma cisne negra e muito rara

Que só vestia pluma de grife

Perfumes e joias caras.

 

E qual não foi a surpresa

Quando ela se revelou:

A tal modelo era na verdade

A patinha desengonçada

Que havia deixado a cidade.

 

Com sua altura

Beleza exótica e jeito de andar

Que todas passaram a imitar

Ela hoje é sucesso na Europa

Estados Unidos e Japão

E para aquelas

Patinhas recalcadas

Que se achavam descoladas

Sobrou, isso sim, uma boa lição.

Arnaldo Junior.

Fonte: Maxi: Séries Finais. Caderno 1. Língua Portuguesa – 8º ano. 1. ed. São Paulo: Somos Sistemas de Ensino, 2021. Ensino Fundamental 2. p. 65.

Entendendo o poema:

01 – Onde se passa a história do poema e como o eu lírico destaca essa escolha de espaço?

      A história se passa dentro de uma escola. O eu lírico faz questão de destacar esse cenário ao explicitar, na primeira estrofe, que os acontecimentos não ocorrem em um ambiente rural, fazenda ou quintal (lugares comumente associados a patos e animais de fazenda em fábulas tradicionais). Essa escolha reflete e aproxima o poema das dinâmicas do cotidiano escolar humano, como a convivência entre colegas e o ambiente de aprendizagem.

02 – Quais eram as características físicas e comportamentais da patinha no início do poema que a tornavam alvo de deboche?

      Fisicamente, a patinha era descrita como desajeitada, desengonçada, magricela, comprida, com penas sem combinação, cabelo desarrumado e um jeito de andar descompassado. Quanto ao comportamento, ela era muito tímida, de pouca fala, quieta, silenciosa, e ficava sempre isolada e distante dos demais, embora fosse muito estudiosa. Além disso, ao pular na piscina, era espalhafatosa e deselegante.

03 – De que maneira as atitudes das outras patinhas em relação à protagonista caracterizam a prática do bullying?

      As atitudes das outras patinhas caracterizam bullying porque envolvem o desprezo, a humilhação sistemática e a exclusão social da protagonista. Elas riam constantemente de sua aparência, do seu modo de andar e de como ela nadava. A consequência desse comportamento cruel foi o isolamento da patinha, que quase não tinha amigas e ficava sempre de lado, culminando em seu desaparecimento da escola sem que ninguém se importasse ou percebesse.

04 – O poema faz referência explícita à figura da fábula clássica de Hans Christian Andersen, O Patinho Feio. De que forma essa intertextualidade se manifesta no texto de Arnaldo Junior?

      A intertextualidade se manifesta no processo de transformação da protagonista e no julgamento equivocado de sua espécie no início. Assim como na fábula clássica, a personagem era ridicularizada por não se encaixar no padrão estético do grupo de patos. Mais tarde, revela-se que ela não era uma patinha comum, mas sim uma majestosa cisne negra. A rejeição inicial ocorreu porque os outros animais julgavam sua aparência antes de seu pleno desenvolvimento e maturidade.

05 – Como ocorreu o reencontro entre a protagonista e as patinhas da escola, e qual foi a revelação trazida por esse momento?

      O reencontro ocorreu quando a escola recebeu a visita de uma modelo famosa, elegante, chique e muito admirada, vinda de fora. A grande surpresa para a comunidade escolar foi a revelação de que essa modelo de beleza exótica e internacionalmente reconhecida era, na verdade, a mesma patinha desengonçada que anos antes fora desprezada e deixada de lado.

06 – Analise a mudança de atitude das outras patinhas ao descobrirem a verdadeira identidade da visitante. O que essa mudança revela sobre a postura delas?

      Antes, as patinhas riam do jeito de andar, das penas e da aparência da protagonista. Após o retorno dela como uma modelo de sucesso, as mesmas patinhas passaram a ter inveja e a imitar seu jeito de andar. Essa mudança drástica revela uma postura superficial, hipócrita e invejosa, pautada apenas por aparências, status social e aprovação externa.

07 – Qual é a principal lição moral que o poema transmite às "patinhas recalcadas"?

      A principal lição é que o valor de uma pessoa não deve ser medido por aparências momentâneas nem por padrões superficiais impostos por um grupo. O poema ensina que o desdém e a prática do bullying revelam a pequenez de quem os pratica, e que o tempo pode mudar radicalmente as circunstâncias, mostrando que aqueles que foram marginalizados podem alcançar grande sucesso e superação.