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segunda-feira, 18 de maio de 2026

TEXTO INFORMATIVO: O MUNDO DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS - FRAGMENTO - LEILA R. IANNPNE E ROBERTO A. IANNONE - COM GABARITO

 Texto informativo: O mundo das histórias em quadrinhos – Fragmento

         Leila R. Iannone e Roberto A. Iannone

        Como surgiram as histórias em quadrinhos

        Desde o tempo das cavernas, o homem tem utilizado desenhos e outros elementos gráficos para retratar suas aventuras e misticismos. No entanto pode-se dizer que as precursoras das histórias em quadrinhos surgiram apenas no século passado (séc. XIX). Não apresentavam, ainda, a forma atual, mas estavam muito próximas. As ilustrações predominavam, e os textos, quando existiam, eram diminutos e apareciam sob cada quadro ou desenho. Em geral vinham em forma de prosa ou verso e o diálogo praticamente inexistia.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEijv3jZkMt1klzVZTW6GQf8_Q7e1XvbPsQZR1pWY3e3Zlk3o2XqDDYsdINNUxfNoN-XI7M2DdVcKynRV-9x9475rgfwIdpDiHz3RsyLXL0Di9sWTlJDTDiF941n2z2_zGh0-BfXl4Eh1CFTOOLbiM96LstFoMGDV2DB07t6fP3-Kg45a8u30LIruhMcNEI/s320/comic-cuts-considerada-a-primeira-revista-em-quadrinhos-1526567831799_v2_580x731.jpg


        No princípio, os desenhistas desenvolveram as ilustrações para retratar cenas ou contar histórias. Muitas vezes, tudo era mostrado em um único desenho. Em outras, as ilustrações apareciam em sequência, sem legendas. [...]

        As primeiras histórias e personagens

        Em 1897, Rudolph Dirks, jovem desenhista norte-americano da equipe do Morning Journal, apresentou um modelo de expressão cômico-gráfica que ficaria definitivamente conhecido como história em quadrinhos. [...]

        William Hearst [proprietário do jornal] incumbiu Dirks de desenvolver uma nova história, baseada nos personagens Max e Moritz, do desenhista alemão Wilhelm Busch. O exemplar inaugural da série chamou-se Acb, Those Katzenjammer Kids! (Ah! Esses garotos Katzenjammer), com os personagens Hans e Fritz. Driks [...] foi o primeiro autor a apresentar uma história em quadrinhos completa. [...].

        Pouco a pouco, as aventuras de Hans e Fritz consolidaram-se como a série pioneira dos comics. Depois, por volta de 1899, o autor já havia elaborado tantos desenhos da dupla que foi possível aponta-la também como a primeira série permanente do gênero.

        Uma curiosidade: a palavra alemã Katze significa “gato” e Katzenjamme, além de “miado”, é uma expressão de gíria que corresponde a “ressaca”. Sem dúvida, uma referência às consequências das travessuras dos garotos.

        Os personagens principais, os irmãos Hans (o loiro) e Fritz, viviam em guerra com o pai adotivo, o Capitão, e com o inspetor escolar, o Coronel. Todos eram alvos das traquinagens dos garotos, inclusive sua mãe, Dona Chucruts. [...] Essas histórias são publicadas até hoje, com o título de The Captain and The Kids (Os sobrinhos do Capitão). [...]

        Os elementos

        Os quadrinhos – Em sua estrutura usual, a história em quadrinhos compõe-se de quadros que combinam dois meios de comunicação distintos: desenho e texto. seu veículo principal é o próprio quadrinho, também denominado “vinheta”, criado para transmitir uma mensagem. Juntando-se dois ou mais quadros para contar uma história, obtém-se uma sequência. É ela que sugere o movimento ou, em outras palavras, a ação da história.

        Seu formato mais comum é o retângulo, delimitado por linhas retas (moldura). Esse traço que envolve o quadrinho não tem presença obrigatória, pois, na maioria dos casos, sua única função consiste na divisão (separação) das vinhetas. [...]

        A imagem – A imagem é o desenho contido no interior do quadrinho. Geralmente, apresenta uma cena (cenário) que traduz a mensagem do autor para seus leitores. Além da cena, o artista insere os textos (balões e letreiros), compondo o quadro (enquadramento). A análise de uma tira ou sequência permite constatar que o desenhista procura organizar a distribuição das imagens e orientar a leitura.

        O enquadramento – O artista “arranja” o cenário, isto é, o espaço interior do quadrinho para que as figuras associadas ao texto transmitam a sensação de movimento (ação) e facilitem a compreensão da mensagem. Isso significa que o desenhista procura a forma que melhor traduza sua intenção, ou seja, busca uma organização que permite o desenvolvimento da história.

        De modo semelhante ao que se faz no cinema ou na televisão, nos quadrinhos o desenho também pode ser apresentado em planos e ângulos de visão diferentes.

        Os tipos de plano variam de acordo com o destaque que o artista quer dar ao cenário ou aos personagens. Parece que o desenhista usa uma lente zoom, como no cinema ou na fotografia, para aproximar uma figura ou mostrar uma visão geral da cena. Por exemplo, para enfatizar a reação de um determinado personagem, ele pode desenhar apenas o rosto do herói, ocupando todo o quadrinho com essa imagem. [...]

        Os personagens – O personagem principal é o herói e os demais são os coadjuvantes (figuras secundárias ou auxiliares). Algumas histórias trazem mais de um personagem principal, como as estreladas pela dupla Batman e Robin, pela turminha da Mônica, pelo Pato Donald e seus sobrinhos Huguinho, Luizinho e Zezinho e tantos outros casos.

        Sempre que se fala em personagem, surge a questão da tipologia, ou seja, dos traços característicos dos personagens. Segundo a tradição (do cinema, do desenho animado e dos contos de fadas), o mocinho não pode ser confundido com o bandido, nem a heroína com a megera. Desse modo, o artista recorre, mais uma vez, ao traço do desenho para diferenciá-los. Na terminologia dos quadrinhos, o que distingue os diferentes personagens é o chamado “tipo”. Assim, de acordo com o traço e as feições utilizados pelo desenhista, o personagem assume um tipo, independentemente da sua descrição. Pode-se encontrar o tipo tímido, o galante, o espertalhão e assim por diante.

        Outra característica refere-se ao “modelo” que determinados personagens representam para o leitor. Assim, certos personagens acabam virando símbolos. No linguajar técnico, esse símbolo ou padrão é denominado “arquétipo” e, nesses casos, o tipo por si só determina as características do personagem. Tarzan exemplifica o modelo clássico de herói: é esbelto, bonito, esperto, inteligente e, principalmente,  justo. Já o bandido tem como marcas registradas o mau-caráter e a fisionomia abrutalhada.

        Nas histórias infantis, os personagens bons se diferenciam dos maus pela expressão e também pela figura. As aventuras de Disney estão repletas de bons exemplos. Como ele utiliza a imagem de bichos, procura transferir as características de determinado animal para o personagem. Assim, Tico e Teco são dois inocentes esquilos, preocupados basicamente com a estocagem de nozes nos troncos ocos das árvores. Já o Lobão, que é um vilão, passa todo o seu tempo perseguindo os pobres porquinhos. [...]

        Nada acontece por acidente nos comics. A rigor, eles não têm movimento, som e dimensão: essas sensações são apenas sugeridas e nisso residem o desafio e a arte do desenhista. No cinema ou diante da televisão, o público é o espectador. Já os quadrinhos exigem maior envolvimento do leitor, que precisa interpretar e co-participar da ação, como se houvesse uma interação com o artista.

Leila R. Iannone e Roberto A Iannone. O mundo das histórias em quadrinhos. São Paulo, Moderna, 1994.

Fonte: Língua portuguesa. Entre Palavras, edição renovada. Mauro Ferreira – 6ª série – FTD. São Paulo – 1ª edição. 2002. p. 146-150.

Entendendo o texto:

01 – De acordo com o texto, quando surgiram as primeiras precursoras das histórias em quadrinhos e qual era a sua principal característica gráfica?

      As precursoras surgiram no século XIX (século passado). Elas se caracterizavam pelo predomínio de ilustrações, com textos diminutos que apareciam sob cada quadro ou desenho (geralmente em prosa ou verso), e o diálogo praticamente inexistia.

02 – Quem foi o desenhista norte-americano que apresentou, em 1897, o modelo de expressão cômico-gráfica definitivamente conhecido como história em quadrinhos?

      O jovem desenhista foi Rudolph Dirks, membro da equipe do jornal Morning Journal.

03 – Em quais personagens de um desenhista alemão Rudolph Dirks se baseou para criar a série pioneira "Ah! Esses garotos Katzenjammer"?

      Dirks baseou-se nos personagens Max e Moritz, criados pelo desenhista alemão Wilhelm Busch.

04 – O que é uma "vinheta" dentro da estrutura usual das histórias em quadrinhos e qual é a função da sequência de quadros?

      A vinheta é o próprio quadrinho, veículo principal criado para transmitir uma mensagem combinando desenho e texto. A junção de dois ou mais quadros forma uma sequência, que tem a função de sugerir o movimento ou a ação da história.

05 – Como o texto explica a variação dos tipos de plano no enquadramento e qual recurso tecnológico é comparado a essa técnica?

      Os tipos de plano variam de acordo com o destaque que o artista quer dar ao cenário ou aos personagens. O texto compara essa técnica ao uso de uma lente zoom do cinema ou da fotografia, utilizada para aproximar uma figura (como o rosto do herói para enfatizar uma reação) ou mostrar uma visão geral da cena.

06 – O que é um "arquétipo" no contexto dos personagens de quadrinhos, segundo os autores, e qual exemplo é citado para ilustrar o modelo clássico de herói?

      O arquétipo é um símbolo ou padrão no qual o tipo, por si só, determina as características marcantes do personagem. O exemplo citado é Tarzan, que representa o modelo clássico de herói: esbelto, bonito, esperto, inteligente e, principalmente, justo.

07 – Por que os quadrinhos exigem maior envolvimento do leitor em comparação com o cinema ou a televisão?

      Porque os quadrinhos não possuem movimento, som e dimensão reais; essas sensações são apenas sugeridas pelo desenhista. Assim, enquanto na TV o público é um mero espectador, nos quadrinhos o leitor precisa interpretar e co-participar da ação, interagindo diretamente com a arte.

 

sexta-feira, 28 de março de 2025

TEXTO INFORMATIVO: O PRIMEIRO RESTAURANTE PERSA NO BRASIL - PARATY.COM - COM GABARITO

 Texto informativo: O primeiro restaurante persa no Brasil

        Sob a direção da “Cadbanou” iraniana Nasrin Haddad Battaglia

        Visitando Paraty, você tem uma oportunidade excelente para conhecer os temperos iranianos. Foi apenas a partir dos anos 80 que começaram a ser bem difundidos no Ocidente. São obras-primas da natureza que brotam no clima muito especial daquele país.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgV1oNGbB00HJ2tAW_Wmz5UfYiNAWcMJroOyJ0AZM_PRR52RupQBsPWI8hdA3v8eRO4KqQWVHM1K1GGMUCvYB4xUom4PzHVObPxw_jUD7A3uBrhI-GbCUTZPTbAAOO7tXfuiLYLCh_mW0LizTeRUuPbytTvBZNx0nyBMdi2uScPsj0oKfrbO_Z5SyG3tIQ/s1600/images.jpg


        O surgimento de dezenas de restaurantes iranianos nas grandes cidades europeias e americanas nos últimos 20 anos vem tornando conhecida a culinária persa. É comum um estrangeiro, ao visitar Paraty e encontrar o “AMIGO DO REI”, aproveitar para matar as saudades dos temperos. Em geral relatam que os pratos em Paraty são superiores em sabor aos que conheciam. Chegam alguns a ir cumprimentar na cozinha a Cadbanou Nasrin Haddad Battaglia, que realiza um trabalho primoroso. Cozinha com paixão!

        O resultado é excelente.

        A escolha do nome do restaurante é uma simpática referência ao famoso poema de Manuel Bandeira. Pasárgada foi construída pelo Rei Ciro há 2500 anos.

        O cardápio é constituído de pratos bem representativos da sabedoria da cozinha de um país várias vezes milenar. Os temperos, vindos diretamente de Teerã, encantam pela novidade dos sabores.

        Peixes, carnes e aves são preparados com esses temperos suaves e surpreendentes.

        Aberto diariamente das 18 às 23hs. Domingos das 12 às 16hs. Folga às quintas-feiras. Música ambiental iraniana.

http://paraty.com.br/amigo2.htm.

Fonte: Português. Série novo ensino médio. Volume único. Faraco & Moura – 1ª edição – 4ª impressão. Editora Ática – 2000. São Paulo. p. 295-296.

Entendendo o texto:

01 – Quem é a Cadbanou que dirige o restaurante persa em Paraty?

      A Cadbanou é Nasrin Haddad Battaglia, uma iraniana que comanda o restaurante "Amigo do Rei".

02 – Quando a culinária iraniana começou a se popularizar no Ocidente?

      A culinária iraniana começou a se popularizar no Ocidente a partir dos anos 80.

03 – Qual a qualidade dos pratos servidos no restaurante em Paraty, segundo os clientes?

      Os clientes elogiam a qualidade dos pratos, afirmando que são superiores em sabor aos que já experimentaram em outros lugares.

04 – Qual a origem do nome do restaurante?

      O nome do restaurante é uma referência ao famoso poema "Vou-me embora pra Pasárgada" de Manuel Bandeira.

05 – De onde vêm os temperos utilizados no restaurante?

      Os temperos utilizados no restaurante vêm diretamente de Teerã, capital do Irã.

06 – Quais os tipos de pratos oferecidos no restaurante?

      O cardápio do restaurante oferece pratos com peixes, carnes e aves, preparados com temperos iranianos.

07 – Qual o horário de funcionamento do restaurante?

      O restaurante funciona diariamente das 18h às 23h, e aos domingos das 12h às 16h. Ele fecha às quintas-feiras.

 

sábado, 28 de maio de 2022

TEXTO EXPOSITIVO: RESPEITANDO O PISO TÁTIL - COM GABARITO

 Texto expositivo: Respeitando o piso tátil

       A norma técnica NBR 9050/2004 caracteriza o piso tátil pela diferenciação de textura em relação ao piso do lugar. Ele é instalado para servir de alerta ou de linha-guia perceptível por pessoas com deficiência visual.

        Assim, há dois tipos de piso tátil: o de alerta (com bolinhas salientes) e o direcional (com faixas lineares em relevo). O piso tátil deve ter, ainda, cor contrastante em relação às áreas próximas para permitir a orientação de pessoas que enxergam não utilizem esse recurso.

        O piso tátil de alerta deve ser instalado em rebaixamento de guias, no início e término de escadas e rampas, próximo a portas e sempre que houver algum obstáculo suspenso ou outros desníveis que possam provocar acidentes a uma pessoa que não os enxergue.

        O piso tátil direcional orienta a locomoção de pessoas com deficiência visual que sentem as faixas com os pés ou com bengala longa. Portanto, quando há esse tipo de piso, é provável que pessoas com deficiência visual transitem por lá.

        Então, se você estiver em uma calçada que tenha piso tátil, evite andar por ele. Dessa maneira, você colabora com a mobilidade das pessoas com deficiência visual e evita que elas esbarrem sem querer em você, poupando-as de situações constrangedoras e atrasos, que percam bengalas, por quebrá-las ou empená-las no choque, e que sofram acidentes mais graves, como colidir com um poste ou cair na rua ou na via de um trem ao tentar desviar de você.

        Se você não precisa, deixe o piso tátil livre. Não é simples?

                                   Piso tátil direcional e piso tátil de alerta. São Paulo, 2013. Disponível em: http://www.fernandazago.com.br/2012/01/acessibilidade-em-gestos-simples.html. Acesso em: 7 nov. 2017. Texto adaptado.

         Fonte: livro – Língua portuguesa – Buriti mais português – 4° ano – ensino fundamental – Anos iniciais – 1ª edição, São Paulo, 2017. Moderna. p. 190-2.

Entendendo o texto:

01 – Você já viu um piso tátil? Onde?

      Resposta pessoal do aluno. Sugestão: Sim, em estações de trem e metrô, em shopping ou nas vias públicas de grande circulação.

02 – O que você faria se visse alguém desrespeitando o piso tátil?

      Resposta pessoal do aluno.

03 – As explicações do texto vão alterar alguma coisa na sua atitude em relação às pessoas com dificuldades de visão? Comente.

      Resposta pessoal do aluno.

04 – O que está sendo descrito no texto?

      O piso tátil.

05 – Quais são os dois tipos de piso tátil apresentados?

      Piso tátil direcional e o piso tátil de alerta.

06 – Que pessoas são beneficiadas por esses pisos?

      As pessoas com deficiência visual (cegos e pessoas com baixa visão).

07 – Qual são as características e funções dos pisos tátil?

      Piso tátil de alerta: deve ser instalado em rebaixamento de guias, no início e término de escadas e rampas, próximo a portas e sempre que houver algum obstáculo suspenso ou outros desníveis que possam provocar acidentes a uma pessoa que não os enxergue.

      Piso tátil direcional: orienta a locomoção de pessoas com deficiência visual que sentem as faixas com os pés ou com bengala longa. Portanto, quando há esse tipo de piso, é provável que pessoas com deficiência visual transitem por lá.

08 – Pela informação dada no texto, o piso tátil lhe parece uma medida necessária?

      Sim, pois ele ajuda as pessoas com deficiência visual a se orientar e a se locomover com mais segurança e autonomia.

09 – Que orientação é dada na conclusão do texto?

      “Se você não precisa, deixe o piso tátil livre.”

10 – Você sabe o que significam as placas táteis abaixo? Onde elas costumam ser encontradas?


     

Fonte da imagem -https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjfuCFUYWBGiGp5L12sZxWqXNVpmEegh_4ZwT5NSIRZDfXjmFy6QYm5CKVjn55GKIxh4Ew7Xqw4LuoacKCe3Yk6ipVzjlqc3hLkFXdq3wJ1C2rgGUoiZbEVGcaPATKK8PaJPLfNwEymmN8okOK-QJYvKfmWXlcRfcldD4STxvF2rOKhSx5YR6MDP-i5/s1600/TATIL.jpg 
São a identificação em braile dos andares de um edifício encontrada em
elevadores. As placas em braile próximas aos botões auxiliam os deficientes visuais em sua locomoção.

 

sexta-feira, 27 de maio de 2022

TEXTO EXPOSITIVO: COMO NASCERAM AS ESTRELAS? FELIPE BOGAZ NOTARI - COM GABARITO

 Texto expositivo: Como nasceram as estrelas?

                           Felipe Bogaz Notari

  Você gostaria de saber como isso acontece? Antes de as estrelas nascerem, elas são uma grande nuvem de gás e poeira interestelar. Essa nuvem tem o nome de nebulosa e existe dentro das galáxias.

        O processo de formação das estrelas é lento e pode durar bilhões de anos. Primeiro, a nebulosa começa a se condensar formando um ponto cada vez maior. Depois, o interior da nebulosa vai se transformando em uma bola incandescente.

        Nesse momento, acaba de nascer uma estrela.



Fontes: www.observatorio.ufmg.br/pas06.htm www.if.ufrj.br/teaching/astrofis/evoluwcab.html  

Felipe Bogaz Notari, 9 anos.

Fonte: livro – Língua portuguesa – Buriti mais português – 4° ano – ensino fundamental – Anos iniciais – 1ª edição, São Paulo, 2017. Moderna. p. 72-3.

Entendendo o texto expositivo:

01 – Com que propósito um leitor vai ler esse texto?

      Com o objetivo de aprender como nascem as estrelas.

02 – O que você acha que o autor pretendia ao escrever esse texto?

      Transmitir uma informação tendo em vista que o formato por ele escolhido foi o texto expositivo.

03 – Na sua opinião, o autor atingiu o objetivo?

      Resposta pessoal do aluno.

04 – Qual é o tema do texto “Como nascem as estrelas”?

      O tema do texto é a formação das estrelas no Universo.

05 – Qual é a principal informação da introdução?

a)   O processo de formação das estrelas é lento.

b)   As estrelas são nebulosas antes de nascer.

c)   As nebulosas são formadas de gás e poeira interestelar.

06 – Em qual parágrafo do texto o tema é desenvolvido?

      No segundo parágrafo.

·        Circule nesse parágrafo as expressões que indicam uma sequência.

Primeiro e Depois.

07 – Qual das frases abaixo poderia substituir a conclusão do texto.

a)   A formação de uma estrela depende de vários fatores.

b)   Essa bola incandescente é a estrela que acaba de nascer.

c)   Tudo começa com a condensação de uma nebulosa.

quinta-feira, 14 de abril de 2022

TEXTO: PLANTAS CARNÍVORAS - REVISTA RECREIO - COESÃO TEXTUAL - COM GABARITO

 Texto: Plantas carnívoras

       NHAAAC!!!

   As plantas carnívoras têm este nome porque capturam e digerem seres vivos. Mas você não precisa ter medo. Elas são tão pequenas e delicadas que não oferecem perigo para nós.

        Existem cerca de 550 espécies dessas plantas no mundo. Os cientistas acham que as primeiras surgiram na Terra há uns 65 milhões de anos, na época dos dinossauros! A maioria se alimenta apenas de animais minúsculos, mas algumas podem capturar pequenos pássaros e roedores.

        ARMADILHA

As plantas carnívoras atraem bichinhos com suas cores e perfume, mas cada espécie tem um jeito de prendê-los. Algumas se fecham, aprisionando o inseto quando ele se aproxima. Outras capturam a presa com seus pelos pegajosos. E há ainda as que têm folhas colantes. É só um bicho pousar nelas e não consegue mais sair! [...]

Recreio, n° 2.

Fonte: Gramática Reflexiva – 6° ano – Atual Editora – William & Thereza – 2ª edição reformulada – São Paulo. 2008. p. 40.

Entendendo o texto:

01 – O texto lido apresenta coerência, isto é, conexão de ideias? Por quê?

      Sim, pois as ideias têm lógica entre si, de modo que uma vai ampliando ou complementando a outra.

02 – A coerência textual está diretamente ligada à coesão textual, isto é, à conexão entre palavras e partes do texto. Observe o 1° parágrafo do texto.

a)   A que palavra ou expressão empregada anteriormente se referem a expressão este nome e a palavra elas?

Referem-se à expressão plantas carnívoras.

b)   A palavra mas liga duas ideias do texto: o fato de as plantas digerirem seres vivos e a possibilidade de o leitor ter medo das plantas. Que sentido a palavra mas expressa nesse contexto? Marque a melhor opção:

Adição      Oposição      Causa      Consequência.

03 – No 2° parágrafo do texto, as expressões dessas plantas, as primeiras, a maioria e a palavra algumas retomam uma mesma expressão do 1° parágrafo. Qual é ela?

      Espécies dessa plantas.

04 – Observe o 3° parágrafo. A que palavra ou expressão se refere:

a)   A palavra suas?

Plantas carnívoras.

b)   A palavra los, em “perde-los”?

Bichinhos.

c)   As palavras algumas e outras?

Plantas carnívoras.

 

PESQUISA: O FIM DO MITO - CARLA GULLO E RITA MORAES - COM GABARITO

 Pesquisa: O fim do mito

Pesquisa exclusiva ISTO É/Brasmarket mostra que os brasileiros assumem o preconceito racial e derrubam a tese da convivência pacífica entre negros e brancos, apesar da liderança de Celso Pitta na disputa da prefeitura paulista

                Carla Gullo e Rita Moraes

        A maior cidade do país pode ter seu primeiro prefeito negro eleito pelo voto. Celso Pitta, ex-secretário de Finanças de Paulo Maluf, não para de subir nas pesquisas e causa surpresa aos analistas de plantão. Não pelo seu currículo ilustrado nos Estados Unidos e na Inglaterra, mas pelo comportamento do eleitorado tradicionalmente conservador. O poder, em princípio, sempre pertenceu aos brancos. O fato de em 442 anos de existência São Paulo nunca ter feito um prefeito negro é um sintoma de uma doença muito mais profunda que se espalha por todo o território nacional. O Brasil sofre de um intenso e silencioso racismo, especialmente contra o negro.

        O mito da democracia racial começa a cair por terra. No entanto, este é o segundo maior país de descendentes afros do mundo, com mais de 65 milhões de negros e mestiços. Só perde para a Nigéria, com uma população de 112 milhões de habitantes. A ascensão de Pitta não significa a derrubada da barreira do preconceito. Para muitos especialistas se o candidato fosse de uma classe mais baixa, não tivesse estudo e o apadrinhamente de Paulo Maluf, jamais alcançaria índices tão elevados nas pesquisas. “Esses itens superam a rejeição”, diz a historiadora Maria Luiza Tucci Carneiro, da Universidade de São Paulo, autora do livro O racismo na história do Brasil, da editora Ática. Embora o preconceito de cor e classe seja mudo, a população sabe que este País discrimina. “O brasileiro tende a ser politicamente correto e tem dificuldade de assumir o racismo. Mas reconhece o problema, nem que seja no outro”, afirma o sociólogo Carlos Hasenbalg, do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro. Pesquisa exclusiva ISTO É / Brasmarket confirma a tese dos analistas. Um levantamento realizado em 11 capitais mostrou que 83% dos entrevistados acreditam que existe segregação em relação aos negros. A discriminação aos pobres também foi citada: 90,3% acham que há preconceito contra as classes mais baixas.

        Em São Paulo, esses índices são de 84% e 74,8%. Do total de entrevistados, 36% dizem que a discriminação acontece mais no convívio social que no trabalho (18,2%) ou na escola (3,5%). Quase 220% dos brasileiros, contudo, acham que a discriminação contra o negro se dá em todas as áreas. Na capital paulista, os nordestinos são rejeitados. Para 58,9% dos paulistanos é importante tomar medidas que desestimulem a vinda deles para o Sul e o Sudeste e 37,7% acham que essa migração agrava os problemas da cidade. “O nordestino representa o mestiço. Por isso a discriminação se estende a eles”, afirma a historiadora Maria Luiza. O preconceito, mesmo que indiretamente, acaba respingando em Luiza Erundina, apesar de ela ser a segunda colocada na disputa em São Paulo. Ela não é negra, mas vem de uma classe mais baixa, é mulher e, não bastasse, nordestina. “Esse último atributo é o pior a ser vencido”, acredita a candidata. Erundina furou o cerco em 1988, quando foi eleita prefeita da cidade. Ironicamente, na época, sua vitória foi atribuída a uma reação anti-malufista. Hoje, Paulo Maluf refez sua imagem e reconquistou seu eleitorado. “Na rasteira, ele leva milhares de nordestinos mais pobres que tentam imitar a classe média”, explica a antropóloga Terezinha Bernardo, da PUC de São Paulo. “A classe média, por sua vez, não tem ideias próprias. Ela se espalha na elite e muitas vezes é ainda mais conservadora”, acredita. A senadora negra Benedita da Silva, que disputou a Prefeitura do Rio em 1992 com o prefeito César Maia, não teve a mesma sorte de Pitta. “Faziam gestos de macaco para mim e diziam que eu ia plantar bananeira no Palácio”, lembra ela. “Eu era discriminada por ser negra, favelada e mulher”.

Revista ISTO É, 4 set. 1996. p. 74-6.

Fonte: Português – Linguagem & Participação, 6ª Série – MESQUITA, Roberto Melo/Martos, Cloder Rivas – Ed. Saraiva, 1ª edição – 1998, p. 185-6.

Entendendo a pesquisa:

01 – De acordo com o texto, de que se trata?

      Trata-se do preconceito racial. Embora tenha como ponto de partida a eleição de Celso Pitta.

02 – Qual é o tipo do texto quanto à forma?

      É um texto jornalístico que apresenta dados reais e comenta comportamentos e atitudes de brasileiros realmente existentes.

03 – Qual foi o acontecimento que provocou a pesquisa ISTO É / Brasmarket?

      Foi a possibilidade de São Paulo ter o primeiro prefeito negro da sua história.

04 – Por que o problema do racismo é importante em nosso país?

      É importante porque vivem no país mais de 65 milhões de negros. O Brasil é o segundo país de descendentes afros do mundo.

05 – Além dos negros, segundo o texto, quem mais é vítima de discriminação no nosso país?

      Também são discriminados os nordestinos e os mais pobres.

 

PESQUISA: A TELEVISÃO E VOCÊ - CARLOS ALBERTO DI FRANCO - COM GABARITO

 Pesquisa: A televisão e você

              Carlos Alberto Di Franco

 Pesquisa realizada pelo Jornal da Tarde nos dias 12 e 13 de junho comprovou que a televisão, por falta de conteúdo e pela pragmática estratégia de que conquistará audiência com cenas de violência e sexo pesado, se transformou num contínuo clip, assanhado e desregrado, em que as imagens deixaram de se relacionar diretamente com o que está sendo dito, espelho de sua indigência conceitual.

        A pesquisa abrangeu 14 horas de programação, das 8 às 22 horas, incluindo comerciais e programas jornalísticos. Foram analisadas sete emissoras de sinal aberto (Bandeirantes, CNT, Cultura, Globo, Manchete, Record e SBT) e cinco canais por assinatura (Cartoon Network, Fox, HBO, Telecine e TNT). Os canais pagos apresentaram os maiores índices de cenas de violência. Em relação a sexo, drogas e comportamentos antissociais, o ranking ficou dividido entre as emissoras de sinal aberto e as TVs por assinatura.

        Em fevereiro de 1991, na véspera da entrada em vigor do Código de Ética da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), afirmei que a televisão dava um passo importante em direção ao profissionalismo e aos seus deveres éticos e sociais. O código, uma resposta voluntária e sem tutela governamental aos apelos da sociedade, indicava um esforço de responsabilidade editorial por parte da TV brasileira. Defendi, então, um crédito de confiança ao trabalho da Abert.

        Frustrou-se a minha expectativa. O documento, na opinião de inúmeros telespectadores, é um jogo de faz-de-conta. Para verificar a esquizofrenia entre o discurso e a prática não é necessário enfrentar uma noite insone. Basta recorrer à programação da tarde. Segundo a pesquisa do JT, grande parte das cenas é levada ao ar em horários em que o público é predominantemente infantil. A sociedade, atônita e inerte, assiste a uma escalada de corrupção light de menores. A passividade é, de longe, a pior sequela dos 20 anos de ditadura. A cidadania morre na garganta. E a lei não sai do papel.

        O artigo 5°, inciso IX, da Constituição diz que é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença. Esquece-se, no entanto, que essa mesma Constituição determina enfaticamente no seu artigo 221, inciso IV, que as emissoras de rádio e televisão respeitem “os valores éticos e sociais da pessoa e da família”. O direito à liberdade de expressão, inerente à democracia, nada tem que ver com o auê que invadiu a tela mágica. (...)

        Sobram lamúrias, mas faltam iniciativas. Documentos de auto-regulamentação, sérios e operativos, estão aí. Basta invoca-los. Qualquer cidadão pode recorrer ao Código de Defesa do Consumidor ou descobrir as possibilidades do excelente Código de Auto-Regulamentação Publicitária. Por que não tentar a sinceridade d Abert? Você, caro telespectador, já pensou, por exemplo, na eficácia de uma carta dirigida a um jornal ou de um simples telefonema a um anunciante?

        Como salientou Millôr Fernandes, armado de afiada ironia, “Cidadão, num país em que não há qualquer cidadania, passou a significar só cidade grande”. A observação é aguda e dramática. Padecemos de conformismo crônico. Mas atitudes letárgicas não costumam favorecer a liberdade. É preciso fugir do anonimato e exercer os direitos do consumidor. Não clame por censura. Ela é ilusória e, frequentemente, perniciosa. Exija qualidade. Instrumentos não faltam. Talvez, caro leitor, só falte você.

O Estado de S. Paulo, 8 jul. 1996.

Fonte: Português – Linguagem & Participação, 6ª Série – MESQUITA, Roberto Melo/Martos, Cloder Rivas – Ed. Saraiva, 1ª edição – 1998, p. 168-9.

Entendendo a pesquisa:

01 – De acordo com o texto, qual o significado das palavras abaixo:

·        Pragmática: voltada para a prática.

·        Estratégia: planificação das atitudes a tomar para alcançar uma vitória.

·        Atônita: aturdida, estonteada.

·        Inerte: sem reação, imóvel.

·        Indigência: pobreza.

·        Sequela: dano deixado por uma doença.

·        Conceitual: de ideias, de opiniões.

·        Enfaticamente: de modo forte, insistentemente.  

·        Desregrado: sem regras, desenfreado.

·        Inerente: próprio de.

·        Ranking: lista organizada dentro de um critério.

·        Auê: tumulto, confusão.

·        Éticos: relativos aos valores morais.

·        Lamúrias: queixas, reclamações.

·        Código: conjunto de normas.

·        Letárgicas: inertes, apáticas.

·        Tutela: direção, comando.

·        Eficácia: qualidade do que produz efeito.

·        Insone: sem dormir.

·        Ilusória: enganosa.

·        Esquizofrenia: nome de uma doença mental que afasta a pessoa da realidade.

·        Perniciosa: prejudicial.

02 – O que descobriu a pesquisa promovida pelo Jornal da Tarde?

      A pesquisa descobriu que a televisão abusa de cenas de sexo e violência para obter audiência.

03 – Qual é a opinião do autor sobre o Código de Ética da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão, à Abert?

      Na opinião do autor, o código não funciona: propõe um tipo de regulamentação que as TVs não seguem.

04 – Como é a programação da tarde das emissoras de televisão? Que efeito ela produz sobre o público de menores?

      Ela corrompe o público, apresentando programas totalmente inadequados a uma assistência predominantemente infantil.

05 – Você acredita que a programação das rádios e da televisão respeitam os valores éticos e sociais da pessoa e da família? Justifique sua resposta.

      Resposta pessoal do aluno.

06 – Qual a solução proposta pelo articulista do Jornal? Você a considera viável? Por quê?

      Ele propõe que o cidadão deixe de lamúrias e comece a agir. Sugere que, por exemplo, se mandem cartas às emissoras, aos jornais e se telefone aos anunciantes.