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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

NOTÍCIA: A VIDA ANTES E DEPOIS DO COMPUTADOR E DA INTERNET - ANDRÉ MACHADO - COM GABARITO

 Notícia: A Vida Antes e Depois do Computador e da Internet

 

        Professora usa blog para informar sobre deficiências.

 

        Usar um computador pode de fato dar uma nova dimensão ao dia de um deficiente físico. A professora Marcela Cálamo Vaz Silva, 36, moradora de Guarulhos, SP, é tetraplégica desde os seis anos de idade e conta que a tecnologia mudou sua vida. Ela também cita o Motrix e o Dosvox como exemplos de softwares que ajudam os deficientes, embora seu caso não os exija:

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjWX_f7wTxu36-IaXLfJOhOHur6KJljoavHUCjh1oVwcmU4cu79m873MtIS3kyQbX6iN219hkdufCFx_dVYSAEC8IYwjIEknl9lT3QUCtXz-8bz6tW2LW-enlteQxdfwEqEoR-qEMHoS70QDz20QX5pM_qz7WHkbaygB6r1MbzxqWLsF1_4Qw9S7crHmig/s320/images.jpg 


        -- Nunca usei nenhum software específico para portadores de deficiência, pois, mesmo com uma lesão num nível muito alto, que me classifica como tetraplégica, tenho preservados os movimentos de braços, mãos e dedos – explica, por e-mail. Mas posso dizer, com toda segurança, que minha vida se divide em duas fases: antes e depois do computador, sobretudo a Internet. Meu contato com a rede começou há quatro anos, através dos chats. A fase do chat durou uns dois anos e meio e foi no final dela que descobri o quanto meu mundo poderia crescer através da Internet. Mesmo sendo paraplégica desde os seis anos de idade, meu contato com outros portadores de deficiências Iimitara-se aos poucos anos em que frequentei a AACD (Associação de Apoio à Criança Deficiente). Foi através da Internet que retomei o contato com pessoas com necessidades especiais, como eu, e comecei a me interessar por assuntos relativos à deficiência, como luta por direitos, preconceito, acessibilidade.

        Foi também através de um amigo de chat que Marcela teve o primeiro contato com o mundo dos blogs (em julho, seu blog Maré fará um ano). Hoje, ela é uma blogueira convicta.

        -- No início era apenas um blog com assuntos despretensiosos. Mas, depois, percebi que o estava direcionando para informar meus leitores, a maioria formada por pessoas sem qualquer tipo de deficiência, sobretudo que minha experiência como "cadeirante" permitia. Percebi o quanto as pessoas são mal informadas a respeito de como um portador de deficiência vive e que essa ignorância se deve à falta de convivência ou de alguém que possa dizer a elas como as coisas realmente são. Decidi que faria isso em meu blog.

André Machado, foi adaptado da seção Informática, etc., do jornal O Globo, de 30 de junho de 2003, p. 2.

Entendendo a notícia:

01 – No fragmento "(...) tenho PRESERVADOS os movimentos de braços, mãos e dedos (...)." (2º parágrafo), o ajuste de flexões em "preservados" se explica por um processo de:

a) concordância nominal com “braços”.

b) concordância verbal com “movimentos”.

c) concordância nominal com “movimentos”.

d) concordância verbal com “braços, mãos e dedos”.

e) concordância nominal com “dedos”.

02 – De acordo com o depoimento de Marcela Cálamo Vaz Silva, como a Internet transformou sua relação e interação com outras pessoas com deficiência?

      Antes do acesso à Internet, o contato de Marcela com outras pessoas com deficiência era muito restrito, limitando-se apenas ao período em que frequentou a AACD (Associação de Apoio à Criança Deficiente). Com o surgimento da Internet e o uso de chats, ela conseguiu se reconectar com esse público, o que expandiu seu mundo e despertou seu interesse por pautas sociais importantes, como a luta por direitos, o combate ao preconceito e a busca por acessibilidade.

03 – Apesar de ser tetraplégica, por que Marcela explica que não precisa utilizar softwares adaptados, como o Motrix ou o Dosvox, para usar o computador?

      Marcela explica que, embora sua lesão seja classificada em um nível alto como tetraplegia, os movimentos de seus braços, mãos e dedos continuam preservados. Por esse motivo, ela consegue manusear o teclado e os periféricos convencionais sem a necessidade de tecnologias assistivas ou softwares específicos para acessibilidade.

04 – Qual foi a mudança de objetivo que ocorreu no blog "Maré", mantido por Marcela, e o que motivou essa transformação?

      Inicialmente, o blog tratava de assuntos despretensiosos. No entanto, Marcela percebeu que a maioria de seus leitores era formada por pessoas sem deficiência que ignoravam a realidade das pessoas cadeirantes por falta de convivência. Diante dessa constatação, ela redirecionou o objetivo do blog para informar e conscientizar a população sobre a vida real de uma pessoa com deficiência, usando sua própria experiência pessoal.

05 – Por que a frase "minha vida se divide em duas fases: antes e depois do computador, sobretudo a Internet" sintetiza a ideia central da notícia?

      A frase resume o impacto profundo que a tecnologia teve na autonomia, na inclusão e na vida social de Marcela. O computador e a Internet representaram um divisor de águas que expandiu seus horizontes além do isolamento físico, permitindo-lhe criar novos laços, engajar-se ativamente na defesa de direitos e tornar-se uma educadora e formadora de opinião digital.

 

 

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

NOTÍCIA: COLEIRA É NECESSÁRIA PARA ALGUNS - IÇAMI TIBA - COM GABARITO

 Notícia: Coleira é necessária para alguns

IÇAMI TIBA. ESPECIAL PARA A FOLHA

        A questão do controle dos pais sobre os filhos sempre é controversa, mas é necessário deixar claro que o responsável pelos limites que os adultos estabelecem para a sua autonomia é o próprio adolescente.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjexCjDmt8A4p5iYMJXMPCt4PB8SyIoaoJG9SDCDhOX7sQxOG8eca1ODiUnl8D-Q3P2A7Y0EmQyxfcX9uGDV9l702TE6z6DhE_f0ab8yq4jSl_2SplL2hy9gPVoFHBP61Ts_Y98cKNkJ-5cCvMIluZPX9d_LYMxsWomO42KzAqv7yVqofYRCSvT-5Xt_nQ/s1600/download.jpg


        Quem vai dizer se tem de haver um controle ou não é a própria vida que o adolescente leva nesse processo de "segundo parto” –porque a adolescência é o segundo parto para ganhar a autonomia comportamental.

        Teoricamente, esse jovem não precisa depender dos adultos para decidir o que fazer.

        Agora, uma vez que ele não se mostre competente para ditar os próprios rumos e, em vez de ir à escola fica no bar da esquina, o controle é necessário.

        Nesse contexto, aparelhos rastreadores capazes de deixar os filhos localizáveis o tempo todo, que chamo de "coleira virtual", são bastante viáveis.

        Esses jovens que precisam de controle não tomam as medidas de proteção necessárias e acabam se expondo a todo o tipo de perigo. Em vez de manter a família informada, simplesmente desaparecem. Os pais têm de impor limites: se largar o celular em qualquer lugar, então não merece sair.

        Nesse ponto, tem de ser um pouco mais radical, porque alguns adolescentes transcendem os limites, e os pais só vão saber na hora de tirá-los, na melhor das hipóteses, da delegacia.

        Assim como há jovens que podem ir para a "balada" sem maiores preocupações, existem outros que precisam, sim, dessa "coleira virtual".

IÇAMI TIBA, 63, psiquiatra, é autor de "Quem Ama, Educa!", entre outros livros. Folha de S. Paulo – Cotidiano, 12/12/2004.

Fonte: Língua Portuguesa Ensino Médio. Linguagem em Movimento. Izeti F. Torralvo & Carlos C. Minchillo. Volume 3. 1ª edição. FTD – São Paulo – 2010. p. 203-204.

Entendendo a notícia:

01 – No segundo parágrafo, Içami Tiba se refere à adolescência como um "segundo parto". O que o autor quer dizer com essa metáfora e qual é a relação entre essa fase e o nível de controle exercido pelos pais?

      A metáfora do "segundo parto" simboliza o processo de desligamento da dependência infantil para o nascimento do indivíduo autônomo na vida adulta. Segundo o autor, o nível de controle dos pais deve ser diretamente proporcional ao grau de maturidade demonstrado pelo próprio jovem nesse processo: quanto mais responsabilidade e competência o adolescente demonstra para gerir sua vida, menor precisa ser o controle dos pais, e vice-versa.

02 – O que o autor define como "coleira virtual" no texto e em quais circunstâncias específicas ele defende que essa medida extrema deva ser aplicada?

      A "coleira virtual" refere-se ao uso de tecnologias de rastreamento e localização contínua por meio do celular ou outros aparelhos eletrônicos. Içami Tiba defende o uso dessa medida apenas para os adolescentes que não demonstram competência para impor os próprios limites — aqueles que faltam às aulas, expõem-se ao perigo, não mantêm a família informada e rompem o pacto de confiança com os pais.

03 – De acordo com o texto, qual é a justificativa apresentada pelo autor para que os pais adotem atitudes "um pouco mais radicais" com determinados jovens?

      A justificativa reside na prevenção de riscos graves à integridade física e jurídica do jovem. O autor argumenta que a falta de limites rígidos com adolescentes inconsequentes pode fazer com que eles "transcendam os limites" e se exponham a perigos severos, fazendo com que os pais só venham a descobrir a gravidade dos atos do filho "na hora de tirá-los, na melhor das hipóteses, da delegacia".

04 – Içami Tiba afirma que "se [o jovem] largar o celular em qualquer lugar, então não merece sair". Como essa relação entre responsabilidade e privilégio se encaixa na visão do autor sobre a educação dos filhos?

      Essa relação reforça a premissa central do texto de que os direitos e privilégios da juventude (como a liberdade de sair) devem ser conquistados pelo cumprimento de deveres mínimos de segurança e comunicação. Para o autor, se o jovem não demonstra nem a responsabilidade básica de manter o canal de comunicação/localização ativo com a família, ele prova que ainda não possui a maturidade necessária para usufruir da liberdade de sair sozinho.

05 – No encerramento do texto, o autor contrapõe os jovens que podem ir para a "balada" sem preocupações àqueles que precisam da "coleira virtual". O que essa comparação revela sobre a postura ideal que os pais devem ter em relação aos limites?

      A comparação revela que a educação e o controle parental não devem seguir uma fórmula única e rígida aplicada a todos os filhos igualmente. A postura ideal dos pais deve ser flexível e adaptada à conduta individual de cada jovem: os que demonstram autorresponsabilidade e discernimento demandam autonomia, enquanto os que agem com inconsequência exigem fiscalização e limites mais rígidos.

 

domingo, 23 de agosto de 2026

NOTÍCIA: "VIVA A UTOPIA" - FRAGMENTO - REVISTA RAÇA BRASIL - COM GABARITO

 Notícia: “VIVA A UTOPIA” – Fragmento

        A infância na comunidade carente lhe revelou as faces da pobreza e da violência, das quais ele teve a dádiva de retirar apenas a experiência de vida. “De onde eu vim muitos amigos já morreram ou estão presos”, conta. “Não me considero em nada melhor do que eles. Só tive a sorte de ter uma família me apoiando, de nascer com um dom e de poder desenvolvê-lo”, acrescenta. “Eu me tornei artista para revolucionar e quero servir de bom exemplo. Não me conformo com o mundo como está. Desejo ver a mesma proporção de negros e brancos nas escolas e nas plateias de teatro. Viva a utopia”.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh8KMaLd8ktOKfQJJDsAHvROygYbFseTzekNuT576ju-iQk-ll0nhWkVYBKqZ5ngCRLvu8Wa1piZHmzT4hEboMFUJOBYHZloAKqGq8Gcu3yjM33r8jEOCQ46vV3bofu5rxmc4FZq9gVViqtaRDpKDaY39p8IvGq5QOWFnNgu_IvkGTqhSR62LPXQBxXUmc/s320/images.jpg


        Apesar dos passos trilhados pela Química e pelas vendas, o pendor para as artes vem de bem antes, ainda garoto. Já no início dos anos 80 ele estudava violão e pouco tempo depois entrou para o grupo de teatro da Igreja de Santo Sepulcro, em Madureira. “Em 1985, fiz a minha primeira peça amadora”, relembra. “Subi ao palco antes mesmo de assistir a um espetáculo.” Foi assim que, de grupo em grupo, de peça em peça, a bola-de-neve artística se avolumou, até chegar a participações e pequenos papéis em espetáculos, como Cabaré Brasil e Obrigado, Cartola! além de longas-metragens como Orfeu, Bossa nova e Carandiru, sem contar minisséries, programas humorísticos e novelas da Globo (...)

Adaptado de Revista Raça Brasil, ed. 98, maio/2006. Disponível em http://racabrasil.uol.com.br/Edicoes/98/artigo17492-1.asp.

Entendendo a notícia:

01 – Numere os fatos na ordem em que aconteceram na vida de Loroza:

(3) Estudou Química na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

(5) Conseguiu fama em programas humorísticos e novelas da Rede Globo.

(1) Viveu sua infância no subúrbio carioca de Madureira.

(2) Estudou violão e participou do grupo de teatro da igreja.

(4) Abandonou o emprego para tentar a carreira de artista.

 

02 – Releia:

        “Hoje, ele chama a atenção menos pela circunferência do que pela competência como músico e ator”.

De acordo com o texto, isso significa dizer que:

(  ) Serjão é bastante discriminado por sua aparência física.

(X) A competência artística é o que mais impressiona as pessoas em relação a Serjão.

(  ) Serjão passa despercebido entre as pessoas.

 

03 – Numere cada frase, de acordo com o que está informado:

(1) A informação refere-se apenas a Sérgio Loroza.

(2) A informação refere-se também a um dos personagens de Sérgio Loroza.

(2) “A popularidade mesmo, porém, só veio com o bem-humorado, mulherengo e um tanto mau-caráter dono da agência de empregos do seriado A diarista, da Rede Globo”.

(1) “Para chegar onde está agora, foi com a cara e a coragem”.

(1) “Eu me tornei artista para revolucionar e quero servir de bom exemplo”.

 

04 – Leia o verbete utopia, adaptado do Novo Dicionário Aurélio:

        Utopia. 1. País imaginário, criado pelo escritor inglês Thomas Morus, onde um governo organizado proporciona ótimas condições de vida a um povo equilibrado e feliz. 2. Descrição de qualquer lugar ou situação ideal, em que as normas e instituições políticas sejam muito aperfeiçoadas. 3. Projeto que não se pode realizar, sonho, produto da imaginação, fantasia.

No texto, Sérgio Loroza afirma:

        “Eu me tornei artista para revolucionar e quero servir de bom exemplo. Não me conformo com o mundo como está. Desejo ver a mesma proporção de negros e brancos nas escolas e nas plateias de teatro. Viva a utopia”.

Responda: Qual é a utopia de Loroza?

      A utopia de Loroza é a construção de um mundo mais justo e igualitário, onde haja a mesma proporção e igualdade de acesso de negros e brancos nas escolas e nas plateias de teatro, superando a desigualdade e o preconceito social e racial.

 

NOTÍCIA: MUNDO COR-DE-ROSA - COM GABARITO

 Notícia: MUNDO COR-DE-ROSA

 

        Perfume Barbie B comemora os 50 anos da boneca mais famosa do mundo

 

        Comemoração com cheirinho gostoso: a multinacional espanhola Puig Beauty & Fashion Group acaba de lançar no Brasil a fragrância Barbie B, celebrando os 50 anos da boneca mais famosa do mundo.

        O novo perfume pretende refletir a personalidade moderna e dinâmica das meninas que já se sentem mocinhas e não veem a hora de entrar no mundo adolescente. Esse universo está identificado em detalhes como o frasco, lapidado como uma joia, e na letra "B" estilizada que pode ser usada como um pingente ou um acessório fashion.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjww8T_3ER-KpJ7VTFggge84HCCet-s5SCCABGtJIA1GY3BUe3dnUkiwtQToRTyb38BkFeir0KKF5B723k257OeB-gOlbZGrGIYKUg2rZ4mORCqKDDGFFYcZIJ-PlJow2DDNwgsYXukJNhKskaJFlKru8tateccCBmqRbYw3dd2XxNQnKBO__fdC5cMV8A/s1600/images.jpg


        Floral, frutado e fresco, o lançamento é composto de notas açucaradas com elementos de sândalo e almíscar que se complementam com essências de cereja e framboesa. Nas notas de saída predominam a bergamota, laranja italiana e maçã verde.

        O frasco, nas versões 40ml e 75ml, vem em tons de rosa e fúcsia. A embalagem traz uma imagem da Barbie com um look mais moderno, igual ao das meninas de hoje.

        O preço médio sugerido do frasco de 75ml é R$ 49,50.

        SAC 0800-7265616 / sac@puig.com.br

 

http://extra.globo.com/lazer/canalExtra/ [26/03/09].

Entendendo a notícia:

01 – A finalidade do texto é:  

(A) divertir   

(B) informar.   

(C) opinar.   

(D) emocionar.

 

02 – A informação principal do texto é:

(A) o lançamento do perfume Barbie B.   
(B) a fragrância do perfume Barbie B.

(C) a descrição do frasco e a embalagem do perfume Barbie B.   
(D) a definição do consumidor do perfume Barbie B.

 

03 – De acordo com o texto, qual é o público-alvo pretendido pelo perfume Barbie B e de que forma o design do produto reflete esse universo?

      O público-alvo são as meninas modernas e dinâmicas que já se sentem "mocinhas" e estão prestes a entrar na adolescência. O universo desse público reflete-se em detalhes do design, como o frasco lapidado no formato de uma joia, a presença da letra "B" estilizada (que pode ser removida e usada como pingente ou acessório fashion) e a embalagem com tons de rosa e fúcsia apresentando uma imagem moderna da Barbie.

 

04 – Quais são os componentes e fragrâncias que formam o perfume Barbie B, segundo as informações apresentadas no texto?

      A fragrância é descrita como floral, frutada e fresca. É composta por:

      Notas de saída (predominantes): bergamota, laranja italiana e maçã verde.

      Corpo e complemento: notas açucaradas combinadas com essências de cereja e framboesa.

      Base: elementos de sândalo e almíscar.

 

05 – Qual evento comemorativo motivou o lançamento da fragrância no Brasil e qual é o valor médio sugerido para a versão de 75ml?

      O lançamento do perfume ocorreu para celebrar o aniversário de 50 anos da boneca Barbie. O preço médio sugerido para o frasco de 75ml informado na notícia é de R$ 49,50.

 

 

NOTÍCIA: UMA CONDIÇÃO BÁSICA PARA UMA POLÍCIA EFICIENTE - FRAGMENTO -CONTARDO CALLIGARIS - COM GABARITO

 Notícia: Uma condição básica para uma polícia eficiente – Fragmento

        [...]

        É banal acusar a mídia, sobretudo a televisão e o cinema, de glamourizar a violência. Embora não haja pesquisas sérias que estabeleçam uma relação direta entre os mortos nas telas e os mortos na rua, pede-se uma censura ou autocensura, com a ideia de que narrativas ou notícias menos violentas inspirariam comportamentos menos belicosos (sobretudo aos jovens).

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjKOLj1yMTiIj5qxTOJbXshSiER8SvnIPQ9KTv8O2CvJm7972PrCoA1nynIBfQPxvZ-4cycaWOnGVauobNRudKcmGbV8Z0B5Y1I70Q6xMkJOIp0rUGV-aRm3rUFsU57lv2Ct2_k5JLRY7sJ-jLnnLflrYBetdTa3v_NUMYIwS6IrRu4bxezGzF9-zx57y4/s320/images%20(1).jpg


        Ora, não acredito que forma nenhuma de censura seja benéfica. Mas reconheço que os ideais sociais dependem muito de nossa cultura de massa. Então fazer o quê? Pois bem, o truque não é retirar, é acrescentar. Explico.

        Quando era criança (logo depois da Segunda Guerra Mundial), havia duas grandes brincadeiras para os meninos: alemães-americanos e polícia-ladrão. No primeiro caso, a gente queria ser americano; no segundo, queria ser polícia. Quando nos tocava ser alemão ou bandido, brincávamos com uma certa resignação, pois era implícito que, no fim, alemães e bandidos seriam derrotados, presos ou mortos.

        É provável que brincar de polícia-ladrão não esteja mais na moda. Mas, se nossos filhos quisessem brincar assim, com quem se identificariam? Do lado dos bandidos, não lhes seria difícil encontrar material: fugas mirabolantes, riquezas fáceis, jovens como eles exibindo suas armas e aterrorizando os adultos, destinos trágicos muito mais interessantes que a escola e as aulas de piano ou de inglês.

        E do lado da polícia? Se eles têm televisão a cabo, conhecem "Starsky e Hutch", "Maigret", "Law and Order", "The Shield" e por aí vai. Se gostam de ler, conhecem Mike Hammer, Sherlock Holmes, Hercule Poirot etc.

        Você reparou? Para um menino brasileiro que queira brincar de polícia-ladrão, os bandidos podem ser brasileiros, mas a polícia é americana, inglesa, francesa, alemã, enfim, tudo salvo brasileira.

        A cultura nacional propõe um vasto repertório de malfeitores. É normal: uma sociedade individualista idealiza a transgressão, por consequência, ela nunca deixa de ser fascinada por seus delinquentes. Nisso, a cultura brasileira não está sozinha. Mas é estranho que ela não proponha o contraponto: um repertório de guardiões da ordem (policiais ou detetives particulares) que excitem o imaginário da gente ao menos tanto quanto os malfeitores.

        Não se trata, portanto, de indignar-se porque, sei lá, "Cidade de Deus" transformaria delinquentes em protagonistas de uma história que pode seduzir o jovem espectador. Trata-se, isso sim, de estranhar que o mesmo espectador não tenha a chance de ser seduzido pelas histórias de quem combate o crime.

        [...].

        Pois isto é certo: teremos polícia no dia em que não será ridículo nem vergonhoso que um menino sonhe em ser policial brasileiro.

        Até agora, na cultura nacional, só conheço um exemplo de policial que dá vontade de ser policial. É o delegado Espinosa dos romances de Luiz Alfredo Garcia-Rosa, os quais têm um único defeito: são poucos.

Contardo Calligaris. Reproduzido do Jornal Folha de São Paulo – Ilustrada, fornecida pela Folhapress.

Fonte: Língua Portuguesa Ensino Médio. Linguagem em Movimento. Izeti F. Torralvo & Carlos C. Minchillo. Volume 3. 1ª edição. FTD – São Paulo – 2010. p. 131-132.

Entendendo a notícia:

01 – Qual é a posição do autor em relação à censura ou autocensura das produções de mídia que retratam a violência, e qual alternativa ele propõe para lidar com o problema?

      O autor declara ser abertamente contrário a qualquer forma de censura, argumentando que proibir narrativas violentas não é a solução. Em vez de retirar o conteúdo violento do ar, ele defende a estratégia de "acrescentar": a ideia de que a mídia e a cultura de massa devem oferecer um contraponto positivo, criando repertórios e histórias de heróis ou guardiões da ordem que possam competir com o fascínio exercido pelas figuras dos criminosos no imaginário social.

02 – Como o autor compara as brincadeiras de sua infância com a realidade imaginária das crianças brasileiras de hoje no que diz respeito à identificação com as figuras da polícia e do crime?

      O autor relembra que, na sua infância, ao brincar de "polícia e ladrão", a identificação imediata era com a polícia, enquanto ser o bandido era aceito com resignação, pois sabia-se que este seria derrotado. No entanto, na realidade atual do Brasil, se as crianças fossem brincar disso, o lado do crime ofereceria elementos atraentes de ostentação (armas, riquezas fáceis e destinos trágicos). Em contrapartida, os exemplos de policiais do bem no imaginário infantil vêm predominantemente de produções estrangeiras (americanas, francesas, inglesas), deixando uma ausência de referências policiais positivas que sejam brasileiras.

03 – Segundo o texto, por que uma sociedade individualista tende a idealizar e se fascinar pela figura do delinquente?

      De acordo com o autor, uma sociedade individualista tende a idealizar a transgressão porque valoriza a quebra de regras em nome do interesse próprio. Consequentemente, essa cultura se fascina pelos delinquentes e constrói um vasto repertório de malfeitores que seduzem o público. O autor ressalta que essa fascinação pelo crime não é exclusividade da cultura brasileira, mas sim um traço comum a sociedades com forte viés individualista.

04 – Qual é a crítica central do autor sobre a representação da polícia na cultura nacional brasileira em comparação com as referências estrangeiras?

      A crítica central do autor é que a cultura nacional brasileira oferece um amplo repertório de criminosos marcantes, mas falha em propor uma contrapartida de "guardiões da ordem" (policiais ou detetives nacionais) que excitem a imaginação do público. Para encontrar referências policiais admiráveis, o jovem brasileiro precisa recorrer a personagens da ficção internacional, pois no Brasil faltam histórias culturais em que o combate ao crime seja representado de forma atraente e inspiradora.

05 – Qual é a "condição básica" para se ter uma polícia eficiente no Brasil mencionada no texto, e qual único exemplo positivo da literatura nacional o autor cita para ilustrar isso?

      A condição básica defendida pelo autor é cultural e reputacional: teremos uma polícia eficiente no dia em que não for considerado "ridículo nem vergonhoso que um menino sonhe em ser policial brasileiro". Para ilustrar que isso é possível na ficção, o autor cita como único exemplo da cultura nacional o delegado Espinosa, personagem dos romances policiais do escritor brasileiro Luiz Alfredo Garcia-Rosa.

 

 

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

NOTÍCIA: CRITÉRIO DE RENDA PARA DELIMITAR FOME SUPERESTIMA O PROBLEMA - FRAGMENTO - SONIA ROCHA - COM GABARITO

 Notícia: Critério de renda para delimitar fome superestima o problema – Fragmento

SONIA ROCHA – Especial para a Folha

        Nos últimos 15 anos, grandes mobilizações da sociedade brasileira em torno das questões de pobreza e de desigualdade têm se dado em função do mote e do mito da fome. [...]

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhHXB_4smDn52cGX9mBZMLBbPm-Ngih8lqTMuP2oglgdYyCLkEIZRlxVdTLIYJL0Skk1iPWgXwb7qmNk_5kdnuQh3AspTnouU3wcMwuCIuy8ZZ7GAZPNQDQ8a9qXigqTPNp8WXV56-REh_jxyHADgKXo1Fi2oI6Lpet1N6qsdr9ZWlU74k1a0JxzAryXJk/s320/images.jpg  


        Sem dúvida, a alusão a enormes contingentes de desnutridos e de famintos é eficaz para indignar a sociedade. A todos parece inaceitável a persistência do problema quando, reconhecidamente, o Brasil já atingiu um nível de desenvolvimento produtivo capaz de garantir não só a alimentação, mas um nível de vida adequado para todos os cidadãos.

        No entanto, a alusão à fome atingindo contingentes amplos da população brasileira – 44 milhões, segundo as cifras do programa Fome Zero no início de 2003 – simplesmente não corresponde à realidade. Dito de outra maneira, é incorreto associar pobreza à fome como tem sido feito corriqueiramente, apesar do alerta de especialistas. [...]

        [...]. Utilizar o critério de renda para delimitar a população que "passa fome" significa, felizmente, superestimar o tamanho do problema.

        Os dados recentes divulgados pelo IBGE, derivados da última Pesquisa de Orçamentos Familiares, vêm fornecer evidências inequívocas de que fome não é o problema crucial da pobreza no Brasil. Por um lado, não mostra insuficiência de peso; ao contrário, revela forte tendência a excesso de peso, o que seria evidência de má alimentação, mas não de pouca ingestão de alimentos. [...] Por outro lado, os dados quanto ao consumo monetário de alimentos, isto é, itens alimentares comprados para serem consumidos no domicílio, mostram que as pessoas dependem cada vez mais de alimentos doados e refeições feitas fora de casa, inclusive no trabalho e na escola. Isto significa que o gasto familiar de alimentos e, por extensão, o rendimento, é um indicador cada vez menos adequado para identificar as condições nutricionais adversas. [...]

        No entanto, os desnutridos existem, felizmente em número bem mais modesto do que o de pobres. [...]. Sem dúvida, aqueles que passam fome estão em condição mais crítica entre os pobres. No entanto, saber o seu número depende de indicadores físicos, como baixo peso para a altura e crescimento insuficiente das crianças, e não da renda. Nesse sentido, a nova POF vai fornecer evidências atualizadas preciosas.

Entretanto, já se sabia há muito, com base em evidências empíricas, que havia uma robusta tendência de longo prazo de redução da subnutrição no Brasil. Assim, por exemplo, o indicador mais sensível associado à desnutrição, o de mortalidade infantil, vem declinando no longo prazo: a partir de 117 por mil, em 1970, declinou para 30 por mil, em 2000, tendo caído à metade na última década.

        [...] Enfrentar problemas de fome e de subnutrição depende naturalmente da renda, mas especialmente de ações básicas de saúde voltadas para as populações mais vulneráveis, crianças de menos de cinco anos e suas mães em famílias de baixa renda.

        Atender com prioridade absoluta essa população, inclusive através de transferências de renda, passa necessariamente por ancorar as ações no sistema de saúde, fazendo da rede pública de assistência básica o instrumento de focalização e acompanhamento dos subnutridos. [...]

        É essencial que seja entendido pela sociedade em geral, e pelos governos em particular, que a questão crítica da fome, especificamente da desnutrição, se distingue da questão mais geral da pobreza, demandando, em consequência, ações diversas. Há que ser entendido também que, apesar de a maioria esmagadora dos pobres não terem a subsistência física ameaçada, é inaceitável e insustentável a persistência de grandes contingentes da população vivendo com rendas muito baixas no Brasil.

        Assim, embora a desnutrição não seja uma característica predominante dentre os pobres brasileiros, seu combate é prioritário. A pobreza, como categoria mais geral, persiste no Brasil em função da desigualdade de renda. Neste sentido, não é a fome, mas a desigualdade, o traço fundamental da pobreza brasileira.

Sônia Rocha, economista pela FGV, é autora de "Pobreza no Brasil: Afinal, de que se Trata?" (FGV, 2003). Folha de São Paulo, Cotidiano, 21/12/2004.

Fonte: Língua Portuguesa Ensino Médio. Linguagem em Movimento. Izeti F. Torralvo & Carlos C. Minchillo. Volume 3. 1ª edição. FTD – São Paulo – 2010. p. 51-52.

Entendendo a notícia:

01 – Qual é a tese central defendida pela autora Sonia Rocha no texto?

      A autora defende que é incorreto associar diretamente a pobreza à fome utilizando apenas o critério de renda, pois isso superestima a quantidade de pessoas que passam fome no Brasil. Segundo ela, o traço fundamental da pobreza brasileira não é a fome/desnutrição, mas sim a desigualdade de renda.

02 – Por que a utilização da renda como único parâmetro superestima o número de pessoas que passam fome?

      Porque a renda e o gasto familiar com alimentos se tornaram indicadores cada vez menos precisos para medir a nutrição. As pessoas consomem cada vez mais alimentos doados e refeições feitas fora do domicílio (como na escola ou no trabalho), fazendo com que a baixa renda monetária não signifique necessariamente falta de ingestão de alimentos.

03 – Quais evidências do IBGE (via Pesquisa de Orçamentos Familiares) a autora cita para demonstrar que a fome não é o problema genérico da pobreza no Brasil?

      A autora cita que os dados da POF não mostram insuficiência de peso generalizada, mas sim uma forte tendência ao excesso de peso (indicativo de má qualidade da alimentação, e não de falta de comida). Além disso, destaca o aumento do consumo de refeições fora de casa e doações.

04 – Segundo o texto, quais são os indicadores adequados para identificar e quantificar quem realmente passa fome ou sofre de desnutrição?

      O número de pessoas com fome deve ser medido por indicadores físicos (como baixo peso para a altura e déficit de crescimento em crianças) e indicadores de saúde (como a taxa de mortalidade infantil), em vez de dados puramente financeiros ou de renda.

05 – Qual dado histórico de saúde é apresentado no texto para comprovar a queda da subnutrição no Brasil ao longo do tempo?

      O texto apresenta a evolução da taxa de mortalidade infantil, que caiu de 117 por mil em 1970 para 30 por mil no ano 2000, tendo caído pela metade apenas na década de 1990.

06 – De acordo com a autora, qual deve ser a estratégia pública prioritária e a rede de apoio para combater a desnutrição?

      As ações devem focar nas populações mais vulneráveis (crianças menores de cinco anos e suas mães em famílias de baixa renda). O combate deve ser ancorado no sistema público de saúde (rede básica), utilizando-o como ferramenta de focalização, acompanhamento e atendimento prioritário, além de ações de transferência de renda.

07 – Qual é a distinção conceitual que o texto estabelece entre a questão da fome e a questão da pobreza?

      A fome (desnutrição) é um problema específico de subsistência física que atinge um grupo modesto e muito crítico de pessoas, demandando ações focadas em saúde e nutrição. Já a pobreza é uma categoria mais ampla, que atinge grandes contingentes com rendas muito baixas devido à desigualdade, demandando políticas públicas de outra natureza.

 

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

NOTÍCIA: POR TERRA E POR AR, O INCRÍVEL RESGATE DO CORAÇÃO QUE SALVOU MENINA - JORNAL DA TARDE - COM GABARITO

 Notícia: Por terra e por ar, o incrível resgate do coração que salvou menina

        Eram quase 17h de quarta-feira em Sorocaba quando os médicos anunciaram a morte de um rapaz de 26 anos, atropelado enquanto andava de bicicleta. Avisados, médicos do Instituto do Coração seguiram para a cidade. Às 7h de ontem, eles terminavam o trabalho de retirada do coração, rins, pâncreas, fígado e córneas do rapaz, mas a ambulância que os trazia de volta a São Paulo enguiçou na Castelinho. A PM foi acionada, o trânsito foi interrompido e o helicóptero Águia 7 pousou no meio da estrada para resgatar os médicos e os órgãos. Vinte minutos depois, chegavam ao heliponto do Incor e, às 8h, a menina Ravini de Souza Melo, de 12 anos, começava a receber um novo coração. Após quatro horas, os médicos comemoravam o sucesso do transplante: a menina estava salva.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi0a91qDdnf2PoZVwPR4-NGqR0ijMtZjULtztRLkgBtZv5gpk45Suj2vH-Gg0crKx30NVHZy40QGJHT4Lf1IXK4WNC4SL48JYXnNG9IbH0GLx9FIjb1v_ZQklTu3Sn1-j6cbm6PkcS3_C1_eM56CIZFcX7mrb_uzDW76V4SJ4xEW-BA7tq_deuE7ew4m5Q/s320/images.jpg 


Jornal da Tarde.

Fonte: Língua Portuguesa Palavras. 5ª série. Hermínio Geraldo Sargentim. IBEP. 1ª edição. São Paulo, 2002. p. 249.

Entendendo a notícia:

01 – O primeiro parágrafo de uma notícia costuma responder às perguntas básicas do fato jornalístico: O quê? Quem? Quando? Onde? Identifique na notícia os dados referentes ao local do acidente, à vítima doadora e ao horário da confirmação do óbito.

      Local do acidente/óbito: Sorocaba.

      Vítima doadora: Um rapaz de 26 anos (atropelado enquanto andava de bicicleta).

      Horário da confirmação do óbito: Quarta-feira, por volta das 17h.

02 – Qual foi o imprevisto que colocou em risco o transporte dos órgãos do doador até o local do transplante e qual autoridade foi acionada para resolver a emergência?

      O imprevisto foi o defeito na ambulância (que enguiçou na rodovia Castelinho) durante o trajeto de volta para São Paulo. Para resolver a emergência e garantir o transporte a tempo, a Polícia Militar (PM) foi acionada.

03 – Descreva a estratégia utilizada pela Polícia Militar e pelo resgate aéreo para viabilizar a chegada do coração ao hospital a tempo.

      A PM interrompeu o trânsito da rodovia Castelinho para permitir que o helicóptero Águia 7 pousasse diretamente no meio da estrada. O helicóptero resgatou os médicos e a caixa com os órgãos, levando-os em apenas vinte minutos até o heliponto do Incor (Instituto do Coração), em São Paulo.

04 – Com base nos horários e prazos mencionados na notícia, quanto tempo se passou desde o término da retirada dos órgãos em Sorocaba até a conclusão bem-sucedida da cirurgia de transplante na paciente?

      A retirada dos órgãos terminou às 7h. O transporte aéreo permitiu que a cirurgia de Ravini de Souza Melo começasse às 8h (1 hora após a retirada). Como o procedimento cirúrgico durou quatro horas, o transplante foi concluído com sucesso por volta das 12h (meio-dia), totalizando 5 horas de processo contínuo entre a extração e a finalização do transplante.

05 – Explique por que o título "Por terra e por ar, o incrível resgate do coração que salvou menina" sintetiza com precisão os fatos relatados na Notícia.

      O título é preciso porque reflete diretamente as duas etapas do transporte do órgão: o trecho terrestre (de ambulância, partindo de Sorocaba até a rodovia) e o trecho aéreo (de helicóptero, após a quebra do veículo terrestre, direto para o heliponto do hospital). Além disso, antecipa a urgência e o desfecho positivo da operação: o transplante bem-sucedido que salvou a vida da menina de 12 anos.

 

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

NOTÍCIA: POR QUE ALGUNS ATLETAS TÊM MORTES FULMINANTES? - FRAGMENTO - MUNDO ESTRANHO - COM GABARITO

 Notícia: POR QUE ALGUNS ATLETAS TÊM MORTES FULMINANTES? – Fragmento

 

        Eles estão sujeitos a mortes súbitas na mesma frequência que indivíduos comuns e sedentários. Para isso, basta o atleta ter predisposição ou uma doença crônica. “Como são pessoas públicas, eles são mais observados que um cidadão e o caso se torna maior. Mas mortes súbitas sempre aconteceram, não estão aumentando”, diz o fisiologista Turíbio Leite de Barros, da Unifest (Universidade Federal de São Paulo). Calcula-se que no Brasil, a cada ano, cerca de 160 mil pessoas sejam vítimas de mortes fulminantes. Só que isso não rende muita notícia. Mas basta a vítima ser um atleta mais conhecido [...] para o caso ganhar os jornais.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiTID9wwA3wc9Si2o70ykfAusBmk3aUmgtxjP1S4KcAOGu6HzSsA-9U_5b9byc7hlxI6StPOsWqzRFWxNl-27FVzK1Urs6u6Uw4EjQsN2HanbioV2SPlZBlxXv3ucQFjOBNLdzOHmG6xhCyOWv2bzWWlK1J2KEa8CJ-Sh44f_iLFDphNEAmqacV74_-jiA/s320/images.jpg


        É bom lembrar, porém, que algumas características do dia-a-dia dos atletas são fatores agravantes. A hipertermia, ou seja, o aquecimento excessivo do corpo, especialmente em dias de calor e de alta umidade do ar, é um deles.

        Outro é o possível uso de anabolizantes, pois o usuário tende a ter um aumento no nível de colesterol, o que compromete as funções cardíacas. Por falar nisso, ao contrário do que se pensa, essas mortes repentinas não são sempre relacionadas ao coração. Também podem acontecer óbitos fulminantes ligados a problemas pulmonares ou neurológicos.

        Para evitar novos sustos, os médicos recomendam, além de exames preventivos mais rigorosos, que estádios e ginásios passem a contar com mais recursos, como aparelhos adequados  para ressuscitação.

(Mundo estranho, ed. 26. Publicação mensal da revista Superinteressante – adaptado).

 

Entendendo a notícia:

01 – Segundo o texto:

(A) Somente os atletas com predisposição ou doença crônica sofrem mortes súbitas.

(B) A cada ano, cerca de 160 mil pessoas são vítimas de mortes fulminantes.

(C) Pessoas sedentárias têm mais chances de sofrer uma morte súbita que os atletas.

(D) Óbitos fulminantes ocorrem por problemas pulmonares e neurológicos.

(E) Atletas e indivíduos com vida sedentária têm a mesma chance de sofrer uma morte súbita.

 

02 – Em “Para isso, basta o atleta ter predisposição ou uma doença crônica.”, o pronome isso se refere a(o)(s):  

(A) frequência.            

(B) indivíduos. 

(C) mortes súbitas.                

(D) sujeitos.     

(E) eles – os atletas.

 

03 – No trecho: “Como são pessoas públicas, eles são mais observados que um cidadão e o caso se torna maior. Mas mortes súbitas sempre aconteceram, não estão aumentando”, o pronome eles refere-se a(o)(s):   

(A) mortes súbitas.          

(B) atleta.

(C) pessoas sedentárias.

(D) indivíduos comuns.

(E) fisiologista Turíbio Leite de Barros.

 

04 – Uma das características do dia a dia do atleta que agrava o problema da morte súbita é (são) a (o)(s)

(A) óbitos fulminantes.

(B) mortes relacionadas ao coração.

(C) aumento das funções cardíacas.

(D) dias de calor e baixa umidade.

(E) aquecimento excessivo do corpo.

 

05 – No trecho “Só que isso não rende muita notícia.”, o pronome isso se refere a(o)(s)

(A) jornais, que tornam maior o caso da morte súbita de um atleta.

(B) predisposição ou à doença crônica dos atletas.

(C) indivíduos comuns e sedentários.

(D) fato de que, se a vítima for um atleta conhecido, o caso ganha os jornais.

(E) número de vítimas anuais de mortes fulminantes no Brasil.

 

06 – A solução para o problema levantado apresentada pelo autor do texto é

(A) ter predisposição ou uma doença crônica, mais observados em um cidadão.

(B) o aquecimento excessivo do corpo, especialmente em dias de calor e de alta umidade do ar.

(C) exames preventivos mais rigorosos que estádios e ginásios passem a contar com mais recursos, como aparelhos adequados para ressuscitação.

(D) um aumento no nível de colesterol, o que compromete as funções cardíacas.

(E) óbitos fulminantes ligados a problemas pulmonares ou neurológicos.

 

07 – A pergunta feita no título “POR QUE ALGUNS ATLETAS TÊM MORTES FULMINANTES?” é respondida em:

(A) Para evitar novos sustos, estádios devem contar com mais recursos.

(B) Atletas estão sujeitos a elas com a mesma frequência que indivíduos comuns.

(C) Porque os anabolizantes comprometem as funções cardíacas.

(D) Basta o indivíduo ter predisposição ou doença crônica.

(E) Cerca de 160 mil pessoas são vítimas delas a cada ano.

 

08 – Qual é a tese apresentada pelo texto?

      Eles (os atletas) estão sujeitos a mortes súbitas na mesma frequência que indivíduos comuns e sedentários.

 

09 – Quais os argumentos usados pelo autor para sustentar a tese defendida no texto?

      1º Basta o atleta ter predisposição ou uma doença crônica.

      2º A hipertermia, ou seja, o aquecimento excessivo do corpo, especialmente em dias de calor e de alta umidade do ar, é um deles.

      3º O possível uso de anabolizantes.

      4º Não são sempre relacionadas ao coração, mas também podem acontecer óbitos fulminantes ligados a problemas pulmonares ou neurológicos.