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domingo, 12 de abril de 2026

NOTÍCIA: PRÓS E CONTRAS DO USO DE TECNOLOGIA NAS SALAS DE AULA - FRAGMENTO - REVISTA VERSAR - COM GABARITO

 Notícia: Prós e contras do uso de tecnologia nas salas de aula – Fragmento

        Enquanto escolas querem inovar na aprendizagem, expoentes da revolução digital escolhem centros de educação sem tablets ou computadores para seus filhos

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg9nasL2kHZYRIGeJ_GcIEXVj92t0rkNqhQlyRvMOVI47lGKA7-ntPjx8ni8fiNmGDHszm-8BVg5YdckyHhdl7-alRqlGC-xN2ya2TklGLz6a-s-n_EEhK40VwFWKc1xGMe8F3VIopbT5xduLFriT1L-zTMDRtYpWQqxF76-WYISxxMnsaZlo97Ihslneo/s320/Gr%C3%A1fico_de_Processo_Fluxograma_em_Azul_Rosa_e_Ciano.png


        Escolas de todo o mundo se esforçam para introduzir métodos inovadores que incorporam gadgets, aplicativos e celulares nas salas de aula. Enquanto isso, no Vale do Silício, Estados Unidos, epicentro da revolução digital das últimas décadas, grandes nomes da tecnologia preferem que seus filhos, sobretudo as crianças, estudem em escolas que praticamente proíbem o uso de telas no processo de aprendizagem.

        Dentro dessa polêmica a psicopedagoga Lorena Nolasco fala sobre o uso da tecnologia nas escolas infantis.

        -- A utilização de telas, tanto em casa quanto nas escolas, deve ter firme moderação e observância porque as crianças estão sendo expostas a longos períodos de ações virtuais que mexem muito com a emoção e a satisfação momentânea – explica ela, que também é especialista em desenvolvimento cognitivo infantil.

        Confira uma lista com oito prós e contras do uso de dispositivos tecnológicos no processo de aprendizagem:

PRÓS

-- A imersão possibilitada pelos equipamentos de realidade virtual pode levar quem está aprendendo para dentro do conhecimento. Com mais sentidos envolvidos, o aprendizado tende a ficar mais concreto e envolvente.

-- Usar a tecnologia na sala de aula, a favor da aprendizagem, aguça a percepção das crianças.

-- A criação de fóruns pela internet voltados aos debates de temas tratados em sala de aula pode estimular a troca de informações e facilitar o aprendizado.

-- As telas de computadores ou tablets podem promover inclusão já que são adaptáveis para crianças com deficiências motoras, auditivas ou de visão.

CONTRAS

-- Criatividade é algo essencialmente humano. Ao inserir telas diante de uma criança com o intuito de facilitar a aprendizagem, dependendo de como forem utilizadas, as crianças podem ter suas habilidades motoras e a emoção de aprender limitadas.

-- Tablets e celulares são estimulantes visuais que podem reduzir a capacidade de concentração e atenção para além das atividades escolares. [...]

-- O uso individualizado de tablets, notebooks e celulares nas salas de aula pode diminuir a socialização. [...]

Prós e contras do uso de tecnologia nas salas de aula. Revista Versar, 2 jun. 2019. Disponível em: https://www.revistaversar.com.br/tecnologia-nas-salas-de-aula/. Acesso em: 15 out. 2020. (Adaptado).

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 220.

Entendendo a notícia:

01 – Qual é o contraste marcante apresentado no início do texto em relação ao Vale do Silício?

      O contraste é que, enquanto escolas do mundo todo se esforçam para introduzir tecnologias (gadgets e aplicativos), os grandes nomes da tecnologia no Vale do Silício preferem que seus filhos estudem em escolas que praticamente proíbem o uso de telas.

02 – Segundo a psicopedagoga Lorena Nolasco, por que o uso de telas deve ter "firme moderação"?

      Porque as crianças estão sendo expostas a longos períodos de ações virtuais que impactam fortemente as emoções e buscam a satisfação momentânea, o que exige cuidado e observância por parte dos responsáveis e educadores.

03 – De que forma a realidade virtual pode atuar como um ponto positivo ("pró") na aprendizagem?

      A realidade virtual permite uma imersão profunda no conhecimento. Ao envolver mais sentidos, o aprendizado tende a se tornar mais concreto, envolvente e dinâmico para o aluno.

04 – Como a tecnologia pode atuar como uma ferramenta de inclusão nas salas de aula?

      O texto destaca que tablets e computadores são adaptáveis. Eles podem ser configurados para atender às necessidades específicas de crianças com deficiências motoras, auditivas ou de visão, facilitando o acesso ao conteúdo.

05 – Qual é o risco mencionado no texto em relação à criatividade e às habilidades motoras das crianças?

      O risco é que, se as telas forem utilizadas apenas para facilitar o aprendizado sem uma estratégia adequada, elas podem acabar limitando as habilidades motoras e a emoção de aprender, que são processos essencialmente humanos.

06 – Por que o uso de dispositivos móveis é considerado um "contra" no quesito concentração?

      Porque tablets e celulares são estimulantes visuais muito fortes. Esse excesso de estímulo pode reduzir a capacidade de concentração e de atenção da criança, inclusive em atividades que ocorrem fora do ambiente escolar.

07 – Além das questões cognitivas, qual impacto social negativo o uso individualizado de tecnologia pode causar?

      O texto alerta que o uso individual de notebooks e celulares dentro da sala de aula pode diminuir a socialização, já que o aluno interage mais com o dispositivo do que com os colegas e professores.

 

 

NOTÍCIA: POLUIÇÃO DO SOLO - FRAGMENTO - ALMANAQUE RECREIO - COM GABARITO

 Notícia: POLUIÇÃO DO SOLO – Fragmento

        É na camada mais externa da superfície terrestre, chamada solo, que se desenvolvem os vegetais. Quando o solo é contaminado, tanto os cursos subterrâneos de água como as plantas podem ser envenenadas.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhYeKkk9UvVlotAk4Q6barNrVZhbAAD7ZdKtjqLSi0rzdEH3t6eZLF1G_EzvlgTs2KkQuRi_h9MoUgU9I2mrhFzDiURQk29NH-P9IEO46hmbAp1lSabJwy_yN4JeTuPDGuuItcEYpDhau4JF8fqdnsbCAC2w3YoUSrxQCud4fDVKUdIqRoopq9LPRv4DTk/s1600/SOLO.jpg

 

        Os principais poluentes do solo são os produtos químicos usados na agricultura. Eles servem para destruir pragas e ervas daninhas, mas também causam sérios estragos ambientais.

        O lixo produzido pelas fábricas e residências também pode poluir o solo. Baterias e pilhas jogadas no lixo, por exemplo, liberam líquidos tóxicos e corrosivos. Nos aterros, onde o lixo das cidades é despejado, a decomposição da matéria orgânica gera um liquido escuro e de mau cheiro chamado chorume, que penetra no solo e contamina mesmo os cursos de água que passam bem abaixo da superfície.

        [...]

Almanaque Recreio. São Paulo: Abril. Almanaques CDD_056-9. 2003.

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 153.

Entendendo a notícia:

01 – Qual é a importância da camada mais externa da superfície terrestre mencionada no texto?

       A camada mais externa é o solo, e sua importância fundamental reside no fato de ser nela que se desenvolvem os vegetais, que servem de base para a vida e a agricultura.

02 – Como a poluição do solo pode atingir recursos que não estão na superfície?

      Através da infiltração. Substâncias como o chorume (gerado nos aterros) e produtos químicos penetram na terra, contaminando os cursos subterrâneos de água que passam bem abaixo da superfície.

03 – Quais são os principais poluentes originados da agricultura e qual é a contradição no seu uso?

      São os produtos químicos (agrotóxicos). A contradição é que, embora sejam utilizados para finalidades consideradas "úteis" pelo agricultor — como destruir pragas e ervas daninhas —, eles acabam causando sérios e graves estragos ao meio ambiente.

04 – De que forma o lixo doméstico e industrial, especificamente pilhas e baterias, contribui para a degradação do solo?

      Quando são descartados incorretamente no lixo comum, esses objetos liberam líquidos tóxicos e corrosivos que envenenam a terra e comprometem a saúde do ecossistema.

05 – O que é o chorume e como ele se forma de acordo com a notícia?

      O chorume é um líquido escuro, de mau cheiro e altamente poluente. Ele se forma nos aterros sanitários a partir do processo de decomposição da matéria orgânica presente no lixo das cidades.

 

NOTÍCIA: MORFOSSINTAXE - FLÁVIA DE BARROS CARONE - COM GABARITO

 Notícia: Morfossintaxe

            Flávia de Barros Carone

        Quando o falante de uma língua depara um conjunto de duas palavras, intuitivamente é levado a sentir entre elas uma relação sintática, mesmo que estejam fora de um contexto mais esclarecedor.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEighEqMl5LNKWfFfVsqiQ2LcaL7lLFlbvuQT2e9XT_siHRyfqTuJtti7LwFHaGVEiH7jlfiCoWoppCPDQ93JWng66To8GAsITsy6NQW25tyslT4DwgxAzSwucmd3q8OnGQcBoVFtxH3bQZoEAMiUS4qdDl4prYkQmegpJ6WSGza4vn1cq8WsRUZf1z2oh8/s1600/MORFO.png


        Assim, além de captar o sentido básico das duas palavras, o receptor atribui-lhes uma gramática – formas e conexões. Isso acontece porque ele traz registrada em sua mente toda a sintaxe, todos os padrões conexionais possíveis em sua língua, o que o torna capaz de reconhece-los e identifica-los. As duas palavras não estão, para ele, apenas dispostas em ordem linear: estão organizadas em uma ordem estrutural.

        A diferença entre ordem estrutural e ordem linear torna-se clara se elas não coincidem, como nesta frase que um aluno criou em aula de redação, quando todos deviam compor um texto para outdoor, sobre uma fotografia da célebre cabra de Picasso: “Beba leite de cabra em pó!”. Como todos rissem, o autor da frase emendou: “Beba leite em pó de cabra!”.

        Pior a emenda do que o soneto.

Flávia de Barros Carone. Morfossintaxe, 1986. Adaptado.

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 200.

Entendendo a notícia:

01 – O que acontece intuitivamente quando um falante se depara com um conjunto de duas palavras, segundo o texto?

      O falante é levado a sentir uma relação sintática entre elas, mesmo que não haja um contexto maior. Além de entender o significado das palavras, ele atribui a elas uma "gramática", ou seja, formas e conexões baseadas nos padrões que já conhece.

02 – O que permite que o receptor identifique padrões conexionais em sua língua?

      Isso ocorre porque o falante já traz registrada em sua mente toda a sintaxe e os padrões possíveis de sua língua. Isso o torna capaz de reconhecer e organizar as palavras em uma ordem estrutural, e não apenas como uma lista linear.

03 – Qual é a diferença fundamental entre "ordem linear" e "ordem estrutural" mencionada pela autora?

      Ordem linear é a simples disposição das palavras uma após a outra na frase. Já a ordem estrutural é a organização lógica e hierárquica entre essas palavras, que define como elas se relacionam e qual sentido o conjunto produz.

04 – Por que a frase “Beba leite de cabra em pó!” causou riso nos alunos?

      Por causa de uma falha na ordem estrutural que gerou ambiguidade. A posição da expressão "em pó" logo após "cabra" sugere, na estrutura da frase, que a própria cabra é que está em pó, e não o leite.

05 – Por que a autora afirma que, na tentativa de correção (“Beba leite em pó de cabra!”), a emenda foi pior que o soneto?

      Porque a nova frase continua soando estranha ou gerando confusão sintática. Embora tente aproximar "em pó" de "leite", a estrutura "leite em pó de cabra" ainda cria uma conexão incomum, mostrando que a simples troca linear de palavras nem sempre resolve o problema de clareza da estrutura profunda da frase.

 

NOTÍCIA: KKKKK, JAJAJA, 5555: AS CURIOSAS FORMAS DE DIGITAR RISADAS EM VÁRIAS LÍNGUAS - FRAGMENTO - BBC-BRASIL - COM GABARITO

 Notícia: Kkkkk, jajaja, 5555: as curiosas formas de digitar risadas em várias línguas – Fragmento

        Quase ninguém sabe, mas o riso em espanhol é separado por vírgulas: ja,ja,ja,ja.

        Ao contrário do que normalmente é visto em bate-papos ou nas redes sociais hispânicas – jajajaja –, o uso de vírgula é uma recomendação feita pela Real Academia Espanhola (RAE) para onomatopeias como o riso.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjDvsO7KaALM5RZ8pNclbERxalBH621JBNFYlvDTwV7xVkwJjpsxgdsm6GKs5bkme0sxbZAWR9PoKTa9LMcOrnl7dKk_Oq7tqTykFJB1No-3zdmEje4Mk4Iyvr-AO4SutBjRIPbWCZdjrmxkOwr9kyM13T_6KTLOXhUwA02ZmHZf2MoW5gK38G494NlKpo/s1600/JAJAJA.jpg
 

        Já no português, a expressão se traduz como uma sequência de letras "k", que acabam produzindo uma onomatopeia de risada: kkkkkk. Uma maneira alternativa de rir no idioma é "rsrsrs", [...]. Mas além do português e dos nossos vizinhos do espanhol, outras línguas têm formas peculiares de rir na internet.

        Em francês, o riso é escrito como "hahaha", mas também é comum encontrar um "mdr" como abreviação de mort de rire, ou seja, morrer de rir, de certa forma, parecido com o "lol", abreviação de laughing out loud (rindo bem alto), comum nos países de língua inglesa. Em italiano, a diferença está na ordem das letras, que começam com um "a" precedendo o "h", para formar um "ahahah".

        Se em alguma ocasião você encontrar uma mensagem informal em tailandês – um idioma da família Tai-Kadai predominante no sudeste da Ásia – com vários números 5, não estranhe. Não é um recado cifrado. Uma sequência deste número – 555555 – é como o riso é expresso por escrito, já que a pronúncia do numeral é quase idêntica ao "ja" em espanhol. E quanto mais cincos houver, mais graça o interlocutor deseja transmitir. Outra maneira curiosa de expressar o riso é encontrada no japonês. A palavra warai é usada na grafia do idioma e, dela, tira-se apenas a letra "w", que é repetida para indicar risos: wwwwww.

Kkkkk, jajaja, 5555: as curiosas formas de digitar risadas em várias línguas.BBC-Brasil, 5 set. 2019. Disponível em:  https://www.bbc.com/portuguese/internacional-49574751. Acesso em: 15 out. 2020. (Adaptado).

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 217.

Entendendo a notícia:

01 – De acordo com a Real Academia Espanhola (RAE), qual é a forma gramaticalmente correta de escrever o riso em espanhol?

      A recomendação oficial da RAE é que o riso seja escrito como uma onomatopeia separada por vírgulas, ou seja: "ja, ja, ja, ja". Isso difere do uso comum em redes sociais, onde as pessoas costumam digitar de forma contínua ("jajajaja").

02 – Por que o número "5" é utilizado para representar risadas na Tailândia?

      O uso do "55555" ocorre porque a pronúncia do número cinco em tailandês é quase idêntica ao som de "ja". Assim, repetir o número cria uma sonoridade semelhante a uma gargalhada, e quanto mais números são usados, maior é a intensidade do riso.

03 – Qual é a origem da forma de rir "wwwwww" utilizada no Japão?

      Essa forma deriva da palavra japonesa warai (que significa riso ou sorriso). Os internautas passaram a utilizar apenas a letra inicial "w" de forma repetida para indicar que estão rindo.

04 – No francês, além do tradicional "hahaha", quais outras expressões são comuns e o que elas significam?

      É muito comum o uso da abreviação "mdr", que significa mort de rire (morrer de rir). O texto também menciona que essa expressão se assemelha ao "lol" (laughing out loud) utilizado nos países de língua inglesa.

05 – Qual é a particularidade do riso em italiano mencionada no texto em comparação com outras línguas que usam o "h"?

      A diferença principal está na ordem das letras. Enquanto muitas línguas começam com o "h" (hahaha), no italiano a letra "a" precede o "h", formando a sequência "ahahah".

 

 

quinta-feira, 26 de março de 2026

NOTÍCIA: 2021 ESTARÁ ENTRE OS SEIS ANOS MAIS QUENTES DA HISTÓRIA - JORNAL JOCA - COM GABARITO

 NOTÍCA: 2021 estará entre os seis anos mais quentes da história

 

Apesar disso, o clima será mais fresco do que no ano passado (  ) Aquilo que No fim de dezembro, o centro de meteorologia do governo do Reino Unido divulgou uma nota prevendo que 2021 será um dos seis anos mais quentes da história, com cerca de 1,03°C (grau Celsius) a mais do que os anos 1850-1900. Isso deve acontecer por influência das mudanças climáticas provocadas pelo homem com a poluição e o desmatamento.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjBTH-JYepsY66gGyb9UNruPDSGZKUVqyDfnII76ItuJFZrFl4bP6KvU-I_w7lTHT6YYysJuFFa5W5eornaQRP0iYUNaiGNmHj_pRxluUkBQL198cgXKzRq66do1veqxgBha52JRMYwdI_hdRVgUIyqdjyKNEtXEQ9apSYOAwxtc0zUBU9onDH3d-jCa0Q/s320/SOL.jpg


Por outro lado, o estudo também apontou que o ano será um pouco mais fresco do que 2020, que bateu recordes de calor em janeiro. “É improvável que a temperatura global para 2021 seja a de um ano recorde em razão da influência atual da La Niña, mas será muito mais quente do que outros anos anteriores que tiveram o fenômeno, como 2011 e 2000, por causa do aquecimento global”, disse Adam Scaife, chefe de previsão do centro de meteorologia do Reino Unido, em entrevista à BBC.

 A La Niña é um fenômeno natural que ocorre quando ventos fortes empurram as águas quentes da superfície do Oceano Pacífico próximas à América do Sul. Com isso, águas que estão submersas (ou seja, na parte de baixo, escondidas do sol) sobem à superfície e resfriam a atmosfera. [...]

Fonte: JORNAL JOCA https://www.jornaljoca.com.br/2021-estara-entre-os-seis-anos-mais-quentes-dahistoria/ 

Entendendo o texto


01. A palavra improvável significa:

a. Aquilo que se consegue provar. é esperado.

b. Aquilo que não se consegue provar.

c. Aquilo que é fácil.

02. Em qual parágrafo da notícia apresenta um resumo das informações que serão desenvolvidas no texto:

a. 1º parágrafo.

b. 2º parágrafo.

c. 3º parágrafo.

d. Nenhuma das opções.

03.De acordo com o texto qual o efeito do fenômeno La Niña?

a. Causa tempestades.

b. Resfria a atmosfera.

c. Diminui os ventos.

d. Empurram as águas frias do oceano.

04. De acordo com o centro de meteorologia do Reino Unido, qual é a previsão para o ano de 2021 em relação à temperatura histórica? a. Será o ano mais frio já registrado desde 1850.

b. Estará entre os seis anos mais quentes da história.

c. Terá exatamente a mesma temperatura que o ano de 2020.

d. Não sofrerá nenhuma influência das mudanças climáticas.

05. Quais são os principais fatores mencionados no texto como causas das mudanças climáticas provocadas pelo homem?

a. Apenas o fenômeno natural La Niña.

b. O resfriamento das águas do Oceano Pacífico.

c. A poluição e o desmatamento.

d. O aumento natural dos ventos na América do Sul.

06. Por que é improvável que 2021 bata recordes de calor, sendo um pouco mais fresco que 2020?

a. Devido à influência do fenômeno natural La Niña.

b. Porque o desmatamento parou de acontecer no mundo.

c. Devido ao fim do aquecimento global.

d. Porque não haverá mais ventos no Oceano Pacífico.

 

 

segunda-feira, 23 de março de 2026

NOTÍCIA: O QUE É EDUCAÇÃO DE QUALIDADE? FRAGMENTO - ROSA MARIA TORRES - COM GABARITO

 Notícia: O que é educação de qualidade? – Fragmento

        Qualidade, associada à educação, é entendida e trabalhada de muitas maneiras. [...]

        As famílias e os políticos tendem a se ater ao que está logo à vista: a infraestrutura. Assumem – equivocadamente – que se o prédio é moderno, a educação no seu interior é boa. E, ao contrário: se o lugar é precário ou a educação se faz ao ar livre, presumem – erroneamente – que a educação é má. Ultimamente, as tecnologias são cobiçadas: ter computadores e internet na escola é sinônimo de modernidade (ainda que usem pouco ou mal) e de emprego no futuro. Não obstante, se pode fazer uma educação péssima em meio aos aparatos eletrônicos e uma educação excelente sem cabos, mais próxima das pessoas e da natureza. [...]. A avaliação está na moda. Muitos creem que quanto mais avaliação – de alunos, docentes, estabelecimentos etc. – melhor. Isso não é necessariamente assim. [...].

 Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgCP_uB__jQgX028ZsMdRyzYAOhyHAQAGGqeDbPI5jYmTXX-gq5TpS7DLdmjTc-JspprOwZCr4G-krNFuw3_2Mq7tyizEahKGfleOgjLViT5a15T-W6YwAD4hECkW8hnNSiItZz4f4fYnW8pndf_WU9nz6AScY1-taYpJslTx9hiJJkNmHcpPw0BUlDk44/s320/EDUCA%C3%87%C3%83O.jpg


        Também é difundida a ideia de que a educação pública é ruim e a privada boa. Há, no entanto, péssima educação privada (mesmo se é muito cara) e boa educação pública. Muitos – pobres e ricos – dizem que é boa a escola que oferece uma segunda língua prestigiosa. [...]. Para os pobres, muitas vezes, a qualidade da escola passa simplesmente por uma comida segura por dia, um professor ou uma professora que não falte, que não maltrate muito e que, oxalá, ao menos entenda a língua dos alunos. [...]. O afeto, o interesse, o amor pela leitura, o gosto de aprender e a ausência de medo são ingredientes indispensáveis para uma educação de qualidade em qualquer idade. Avançar na direção de uma educação de qualidade implica, justamente, que a cidadania se informe melhor a fim de saber por que e como reivindicá-la.

TORRES, Rosa Maria. O que é educação de qualidade? Portal Aprendiz, 18 jun. 2014. Disponível em: https://portal.aprendiz.uol.com.br/2014/06/18/0-que-e-educacao-de-qualidade/. Acesso em: 31 out. 2020.

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 194.

Entendendo a notícia:

01 – Segundo o texto, qual é o equívoco comum cometido por famílias e políticos ao avaliarem uma escola?

      O equívoco consiste em avaliar a qualidade da educação apenas pela infraestrutura (o que está "logo à vista"). Eles assumem erroneamente que prédios modernos garantem uma boa educação e que ambientes precários ou ao ar livre resultam em uma educação ruim.

02 – De que forma o texto relativiza a importância das tecnologias (computadores e internet) na escola?

      O texto afirma que, embora as tecnologias sejam cobiçadas como sinônimo de modernidade e garantia de emprego, elas não asseguram qualidade. É possível ter uma educação péssima mesmo com aparatos eletrônicos, assim como é possível ter uma educação excelente sem eles, priorizando a proximidade com as pessoas e a natureza.

03 – O que a autora defende sobre a relação entre educação pública e privada?

      A autora contesta a ideia difundida de que a educação pública é sempre ruim e a privada é sempre boa. Ela pontua que existe educação privada de péssima qualidade (mesmo sendo cara) e educação pública de boa qualidade.

04 – Quais são os critérios de "qualidade" para as famílias mais pobres, conforme mencionado no fragmento?

      Para as famílias pobres, a qualidade muitas vezes é medida por necessidades básicas e dignidade: ter ao menos uma refeição segura por dia, professores que não faltem, que não maltratem os alunos e que consigam compreender a língua/realidade dos estudantes.

05 – Quais são os "ingredientes indispensáveis" para uma educação de qualidade em qualquer idade, segundo o texto?

      Segundo o fragmento, a qualidade real depende de elementos subjetivos e humanos: o afeto, o interesse, o amor pela leitura, o gosto de aprender e, fundamentalmente, a ausência de medo.

 

NOTÍCIA: À BEIRA-MAR - REVISTA RETRATOS - COM GABARITO

 Notícia: À beira-mar

        Paisagens litorâneas mudam com o avanço do turismo

        Quando olhamos para uma paisagem é difícil imaginar como ela era no passado. Foi esse o exercício que fizemos em nossa matéria de capa: produzimos uma foto da Praia do Forte, em Cabo Frio (RJ), a partir do mesmo ponto em que se posicionou o fotógrafo Wolney Texeira, em 1945. A reportagem mostra os impactos do crescimento do turismo em quatro cidades costeiras: Cabo Frio e Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, e Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina. 

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjBM0TZkWSj-s0Wvy0KfR7Qc1nGJjnlwP7wDMmwJ1TpHkLXcu6OerCI3kMlfQPnkfSHtGvtXD-pal77t_g02eOVKf2IYZr8yarLEkkuQ9KWN3qYdQF2dRPusrLM9lZI0CS316Oj7Y9mW2HX_Tyii55CRayTwuFxMO2yKMnoOmAHFtxbE04igqDD8QW7IwY/s1600/PRAIA.jpg


        Em ano de realização da coleta de dados do Censo Agropecuário, diversas vertentes do rural brasileiro vêm sendo realçadas nas páginas da Retratos. É nesse sentido que a segunda parte da reportagem sobre aspectos das atividades agrícolas na Amazônia ganha destaque nesta edição.

        A Retratos nº 5 também dá continuidade à série de entrevistas sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), cujos indicadores que irão mensurar o cumprimento de um conjunto de metas até 2030 estão em fase de elaboração. Dessa vez, o tema escolhido foi o ODS 16: paz, justiça e instituições eficazes.

        O que significa ter uma geladeira, um celular ou uma máquina de lavar? Essa é a pergunta que a matéria sobre bens duráveis no domicílio vai responder. Texto e gráficos vão mostrar para o leitor a importância que esses e outros itens ganharam ao longo do tempo nos lares do país. Boa leitura.

Revista Retratos, n. 5 nov. 2017. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/media/com_mediaibge/arquivos/be148cc41e68e2e5fe9b53867c0221a1.pdf. Acesso em: 15 out. 2020.

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 210.

Entendendo a notícia:

01 – Qual foi o exercício comparativo realizado pela reportagem de capa na Praia do Forte?

      A reportagem produziu uma foto atual da Praia do Forte, em Cabo Frio (RJ), a partir do mesmo ponto de vista de uma fotografia tirada pelo fotógrafo Wolney Texeira no ano de 1945, permitindo visualizar as mudanças na paisagem ao longo do tempo.

02 – Quais cidades são citadas como exemplos dos impactos do crescimento do turismo?

      O texto menciona quatro cidades costeiras: Cabo Frio e Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, e Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina.

03 – Além do turismo litorâneo, qual outro tema geográfico e econômico ganha destaque nesta edição da revista?

      O texto destaca o Censo Agropecuário e as atividades agrícolas na Amazônia, reforçando a análise das diversas vertentes do meio rural brasileiro.

04 – Sobre qual Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) a edição traz uma entrevista?

      A revista traz uma entrevista sobre o ODS 16, que trata dos temas: paz, justiça e instituições eficazes, visando o cumprimento de metas até o ano de 2030.

05 – Qual é o objetivo da matéria que aborda bens duráveis (como geladeira e celular) nos domicílios?

      O objetivo é responder ao significado de possuir esses itens e, por meio de textos e gráficos, mostrar ao leitor a importância que esses bens ganharam ao longo do tempo nos lares brasileiros.

 

sábado, 21 de março de 2026

NOTÍCIA: COMPETIÇÃO E INDIVIDUALISMO EXCESSIVOS AMEAÇAM SAÚDE DOS TRABALHADORES - COM GABARITO

 Notícia de Divulgação Científica/Social.

Competição e individualismo excessivos ameaçam saúde dos trabalhadores

 

Ideologia do individualismo

            O novo cenário mundial do trabalho apresenta facetas como a da competição globalizada e a da ideologia do individualismo. A afirmação foi feita pelo professor da Universidade de Brasília (UnB) Mário César Ferreira, ao participar do seminário Trabalho em Debate: Crise e Oportunidades.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWaJQqMEkxmfe0g9LR9HgQ6mTpEEhJGLq117U7K-hzAwwvmCUmfMdga6GThJcKJqeBi4KdNGmTjSAcEVMWneIzRh5cDFAY5YCsUQFkkOvfKs1IU0H4dEJBd0z5J0XplkreonkErnKHyD5UbHA_W21Mt9qcErzc50SCC3k6j9Ztb6lkSin8NhwF9z9wDhA/s320/excesso-de-competitividade-1200x900.jpg


            Segundo ele, pela primeira vez, há uma ligação direta entre trabalho e índices de suicídio, sobretudo na França, em função das mudanças focadas na ideia de excelência.

Fim da especialização

            “A configuração do mundo do trabalho é cada vez mais volátil”, disse o professor. Ele destacou ainda a crescente expansão do terceiro setor, do trabalho em domicílio e do trabalho feminino, bem como a exclusão de perfis como o de trabalhadores jovens e dos fortemente especializados. “As organizações preferem perfis polivalentes e multifuncionais.” Desta forma, a escolarização clássica do trabalhador amplia-se para a qualificação contínua, enquanto a ultraespecialização evolui para a multiespecialização.

Metamorfoses do trabalho

            Ele ressaltou que as “metamorfoses” no cenário do trabalho não são “indolores” para os que trabalham e provocam erros frequentes, retrabalho, danificação de máquinas e queda de produtividade.

            Outra grande consequência, de acordo com o professor, diz respeito à saúde dos trabalhadores, que leva à alta rotatividade nos postos de trabalho e aos casos de suicídio. “Trata-se de um cenário em que todos perdem, a sociedade, os governantes e, em particular, os trabalhadores”, avaliou.

Articulação entre econômico e social

            Para a coordenadora da Diretoria de Cooperação e Desenvolvimento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Christiane Girard, a problemática das relações de trabalho envolve também uma questão: qual o tipo de desenvolvimento que nós, como cidadãos, queremos ter?

            Segundo Christiane, é preciso “articular” o econômico e o social, como acontece na economia solidária.

            “Ela é uma das alternativas que aparecem e precisa ser discutida. A resposta do trabalhador se manifesta por meio do estresse, de doenças diversas e do suicídio. A gente não se pergunta o suficiente sobre o peso da gestão do trabalho”, disse a representante do Ipea.

Adaptado de www.diariodasaude.com.br

 

Entendendo o texto

01. De acordo com o professor Mário César Ferreira, qual é a principal característica do novo cenário mundial do trabalho?

a. A cooperação entre as empresas e o fim da concorrência.

b. A competição globalizada e a ideologia do individualismo.

c. O aumento do tempo de descanso e lazer para os funcionários.  d. A redução das máquinas e o retorno ao trabalho manual.

02. O texto menciona uma consequência grave e inédita ligada às mudanças no trabalho focadas na "excelência". Que consequência é essa?

a. O aumento das férias remuneradas.

b. A ligação direta entre o trabalho e índices de suicídio.

c. A criação de novas faculdades de medicina.

d. O fim de todas as doenças contagiosas no escritório.

03. Atualmente, as organizações preferem trabalhadores com qual tipo de perfil profissional?

a. Trabalhadores jovens e sem nenhuma experiência.

b. Profissionais ultraespecializados que só sabem fazer uma única tarefa.

c. Perfis polivalentes e multifuncionais, que tenham qualificação contínua.

d. Pessoas que não possuem escolarização clássica.

04. Segundo o professor da UnB, as "metamorfoses" (mudanças) no mundo do trabalho não são "indolores". O que isso causa nas empresas?

a. Erros frequentes, retrabalho, danificação de máquinas e queda de produtividade.

b. Aumento imediato de lucros e felicidade de todos os envolvidos. c. Diminuição da carga horária e aumento dos salários.

d. A contratação de mais estagiários para consertar as máquinas.

05. Qual é a alternativa sugerida pela representante do Ipea, Christiane Girard, para melhorar as relações de trabalho?

a. Focar apenas no desenvolvimento econômico, ignorando o social.

b. Articular o econômico e o social, como acontece na economia solidária.

c. Substituir todos os trabalhadores humanos por inteligência artificial.

d. Aumentar a competição entre os cidadãos para gerar mais riqueza.

 

quinta-feira, 19 de março de 2026

NOTÍCIA: AGIR DE FORMA EGOÍSTA NÃO GARANTE RESULTADOS MELHORES - SABRINA BRITO - COM GABARITO

 Notícia: Agir de forma egoísta não garante resultados melhores, diz estudo

         Segundo nova pesquisa, hostilidade e frieza não levam a cargos melhores ou carreiras mais bem-sucedidas

        Por Sabrina Brito – 1 set 2020

        De acordo com uma nova pesquisa, publicada no último dia 31 no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences, ao contrário do que pode se pensar, agir de modo egoísta no âmbito profissional não leva a uma carreira de maior sucesso. O estudo foi feito com base no acompanhamento dos participantes e de seus empregos ao longo de 14 anos.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhP3rxfMIv72wg4xVCVEgl8C-FMl36mD4LiSDdzivq8zu2Wlx6W4S4-CBRgrsxU4Cm2pdIsOpvQ9q10nhp5-RF5cuqSuXcw9w4N8L5rcncNLpzJT9mw3ojxP2gQPgD_XmPDmsr7c6duZwxFHxMdFmT90DfMS48SY11a74JUmKaaTxhX9SDl9ZA_ueFfEjo/s320/EGO.jpg


        Os cientistas consideraram como “desagradáveis” indivíduos que possuíssem algumas das seguintes características: falta de abertura a novas experiências, pouca conscientização, hostilidade, frieza, conduta neurótica, entre outras. Segundo as conclusões dos pesquisadores, independentemente do contexto, nenhum tipo de desagradabilidade ou egoísmo resultou em vantagens profissionais — nem mesmo nas culturas organizacionais mais extremas.

        Isso não significa, é claro, que indivíduos egoístas não chegam a posições de poder. O que o estudo aponta é que, de forma geral, eles não obtêm esses empregos mais rapidamente do que os demais. Ou seja, o comportamento individualista não traz impactos positivos no âmbito profissional.

        De acordo com os coordenadores da pesquisa, isso indica que empresas colocam pessoas desagradáveis e pessoas generosas em cargos superiores com a mesma frequência, o que possibilita que os indivíduos menos fáceis de lidar, em suas posições de poder, causem dano à organização. Para eles, o estudo contesta a ideia de que é preciso ser hostil para ter sucesso — imagem que, segundo os cientistas, foi reforçada pelo comportamento incisivo de personalidades como Steve Jobs.

BRITO, Sabrina. Agir de forma egoísta não garante resultados melhores, diz estudo. Veja, 1º set. 2020. Disponível em: https://veja.abril.com.br/ciencia/agir-de-forma-egoista-nao-garante-resultados-melhores-diz-estudo/. Acesso em: 26 out. 2020.

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 74.

Entendendo a notícia:

01 – Qual é a principal conclusão do estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences?

      A pesquisa concluiu que, ao contrário do senso comum, agir de forma egoísta, hostil ou fria no ambiente de trabalho não garante uma carreira mais bem-sucedida nem acelera a chegada a cargos de poder.

02 – Como os cientistas envolvidos na pesquisa definiram um indivíduo como "desagradável"?

      Foram considerados desagradáveis aqueles que apresentavam características como falta de abertura a novas experiências, pouca conscientização, hostilidade, frieza e conduta neurótica.

03 – O estudo afirma que pessoas egoístas não chegam a posições de poder? Explique.

      Não. O estudo esclarece que pessoas egoístas podem, sim, chegar a cargos altos, mas elas não alcançam essas posições mais rapidamente do que pessoas generosas. O comportamento individualista, portanto, não oferece uma vantagem competitiva ou impacto positivo na ascensão profissional.

04 – De acordo com os coordenadores da pesquisa, qual é o risco de as empresas promoverem pessoas com perfis "desagradáveis"?

      Como as empresas promovem pessoas desagradáveis e generosas com a mesma frequência, o risco é que esses indivíduos difíceis de lidar, ao atingirem posições de poder, acabem causando danos à organização devido ao seu comportamento.

05 – Qual figura histórica é mencionada no texto como um exemplo que ajudou a reforçar a ideia (contestada pelo estudo) de que é preciso ser hostil para ter sucesso?

      O texto menciona Steve Jobs, cujo comportamento incisivo e estilo de liderança ajudaram a consolidar a imagem de que a hostilidade seria um ingrediente necessário para o sucesso extraordinário.

 

NOTÍCIA: O QUE PENSAM OS BRASILEIROS SOBRE OS NOSSOS POVOS INDÍGENAS - FRAGMENTO - LEONARDO BARROS SOARES - COM GABARITO

 Notícia: O que pensam os brasileiros sobre os nossos povos indígenas – Fragmento

          Leonardo Barros Soares

        Às vésperas das festividades de 500 anos do “descobrimento” do Brasil, o Instituto Socioambiental (ISA), em parceria com o IBOPE, realizou a primeira e única pesquisa de opinião sobre os povos indígenas brasileiros de caráter nacional. Devido à sua singularidade temática e sobretudo aos achados surpreendentes por ela constatados, configura-se como uma pesquisa valiosa para os estudiosos do tema no país. Como se trata de uma época “pré-redes sociais” o que, portanto, significa para muitos uma época quase ágrafa, sem registros de existência, vale a pena recuperar suas principais afirmações.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiZX-Lex4tVXb-2RVNGV_xKkjjMO9YOabySAh53Yfb8buwHdXkED9UFJGSmsDq-LvRRW2d_lPynri21JKT5Kv5VSyddN7bZIYscnOZe6bsA4tR5B2jnHnjzYiYHzXLV15EaEHfllwfTGNJEi_-wVt4Uc5NEm2PjtsIMJ8PrYOlvUfkmiGnBcMJ7rBJ9H6w/s320/INDIOS.jpg


        No que se refere à imagem difusa que os brasileiros e brasileiras têm sobre os povos indígenas, as respostas conformaram um quadro surpreendentemente positivo: 88% dos respondentes concordaram que os índios conservam a natureza e vivem em harmonia com ela; 78% consideraram que os índios são bons, mas que aprendem coisas ruins com os brancos. Apesar dos 36% que consideram os índios violentos e perigosos, 89% concordam com a afirmação de que eles o são apenas com quem invade suas terras. Mais de 80% não considera os índios nem preguiçosos nem ignorantes, apenas com culturas distintas e formas de trabalho diferenciadas.

        Incrível? Pois ainda tem mais.

        No bloco de perguntas relativas aos direitos dos povos indígenas, 92% dos respondentes afirmaram concordar com a ideia de que os povos indígenas devem ter o direito de viver em suas terras de acordo com seus costumes; quando perguntados sobre a famosa expressão “muita terra para pouco índio”, apenas 22% concordaram com ela, ao passo em que os demais consideraram que há ou uma quantidade de terras razoável ou pequena para as necessidades dos povos indígenas. Além disso, 70% dos entrevistados não consideraram que os índios que “falam português e se vestem como nós” devessem perder o direito sobre as terras tradicionais. Convenhamos, são dados muito impressionantes, que demonstram claramente que a maioria dos brasileiros concordava, nos anos 2000, com a ideia de direitos territoriais indígenas.

        Na sequência, no bloco de questões relativas a problemas enfrentados pelos povos indígenas e providências a serem tomadas pelo estado brasileiro, a invasão de terras indígenas pelos brancos foi considerado o principal problema, seguido do desrespeito para com seus valores e culturas e as doenças contraídas em contatos com a sociedade circundante.

        Para 14% dos respondentes, a “solução” (final?) para estes problemas seria deixar os índios serem extintos (massacrados, em outras palavras). Felizmente, 82% recusaram esta opção. A maioria também não achava que os índios devessem ser “preparados para viver como nós”, mas que poderiam ter uma educação que mesclasse a educação formal dos brancos com as formas tradicionais de conhecimento de cada sociedade. Implantar programas de saúde e educação, demarcação de terras e programas econômicos foram apontados como medidas importantes a serem adotas pelo estado para que os povos indígenas pudessem continuar a viver e prosperar em sua condição singular.

        Por fim, no bloco das questões relativas ao futuro dos povos indígenas, 78% dos brasileiros e brasileiras tinham respondido que se interessavam muito pelo tema. 45% criam que os povos indígenas permaneceriam em suas terras no futuro e conservariam suas culturas, ao passo em que 21% consideravam que eles migrariam cada vez mais para as cidades e assimilariam os costumes dos brancos.

        O quadro traçado por esta pesquisa, realizada às barbas do século XXI, apresentava um quadro da opinião pública nacional amplamente favorável aos povos indígenas brasileiros. Há uma franca desconsideração dos estereótipos coloniais seculares do índio como preguiçoso, violento e ignorante. O próprio Márcio Santilli, que apresentou a pesquisa, comenta com incredulidade os resultados. Realmente, é algo que não deixa de impressionar os estudiosos do tema.

        Seria interessante discutir a pesquisa e seus achados à luz da conjuntura da época, algo ao qual não me disporei a fazer aqui. De imediato, no entanto, se impõe a realização de uma nova pesquisa, dezenove anos depois, para aferir a variação da opinião pública a respeito dos índios desde então. Muita água rolou, nós sabemos: as inúmeras mobilizações indígenas em todo o Brasil, a construção de Belo Monte, a carta coletiva dos Guarani-Kaiowá, a morte de indígenas em situações de conflitos territoriais, [...].

        Por fim, cabe questionar essa própria ideia acima anunciada: [...]. Na esfera etnoalucinatória da grande mídia e das redes sociais, tendemos a achar que a vaca já foi para o brejo há muito tempo e nada mais pode ser feito. Em meio ao tóxico ambiente das polêmicas midiáticas e do senso comum galopante, é muito bom poder trabalhar com dados concretos que nos confrontam com uma realidade inesperada. Conhecer pode ajudar a superar o fatalismo com que lidamos com a questão indígena no Brasil.

        Agora, é trabalhar para que tenhamos outra pesquisa desta natureza em breve.

SOARES, Leonardo Barros. O que pensam os brasileiros sobre os nossos povos indígenas? Amazônia: notícia e informação, 23 jul. 2019. Disponível em: https://amazonia,org.br/2019/07/o-que-pensam-os-brasileiros-sobre-os-nossos-povos-indigenas/. Acesso em: 05 nov. 2020. (Adaptado).

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 82-83.

Entendendo a notícia:

01 – Qual é a importância histórica da pesquisa mencionada no texto?

      A pesquisa é considerada valiosa por ser a primeira e única de caráter nacional sobre a opinião dos brasileiros em relação aos povos indígenas. Além disso, ela foi realizada em uma época "pré-redes sociais", registrando um momento histórico cujos dados surpreenderam os estudiosos do tema.

02 – Como a maioria dos brasileiros entrevistados percebia a relação entre os indígenas e a natureza?

      A percepção foi amplamente positiva: 88% dos respondentes concordaram que os indígenas conservam a natureza e vivem em harmonia com ela.

03 – O texto apresenta dados que confrontam estereótipos coloniais. Quais são eles?

      A pesquisa revelou que mais de 80% dos brasileiros não consideravam os índios preguiçosos ou ignorantes, mas sim detentores de culturas e formas de trabalho diferenciadas. Além disso, 89% acreditavam que a violência indígena só ocorria contra quem invadia suas terras.

04 – Qual foi a reação da maioria dos entrevistados em relação à tese de que há "muita terra para pouco índio"?

      Apenas 22% dos entrevistados concordaram com essa expressão. A grande maioria considerou que a quantidade de terras destinadas aos indígenas é razoável ou até pequena para suas necessidades.

05 – Segundo o levantamento, o fato de um indígena falar português e vestir roupas ocidentais deveria afetar seus direitos territoriais?

      Não para a maioria. 70% dos entrevistados afirmaram que o indígena que utiliza a língua portuguesa e se veste "como nós" não deve perder o direito sobre suas terras tradicionais.

06 – Quais foram os principais problemas enfrentados pelos povos indígenas apontados pelos entrevistados e quais soluções foram sugeridas para o Estado?

      O principal problema citado foi a invasão de terras por brancos, seguido pelo desrespeito cultural e doenças. Como soluções, a maioria defendeu a demarcação de terras, programas de saúde, economia e uma educação que mesclasse o ensino formal com os conhecimentos tradicionais.

07 – Por que o autor defende a realização de uma nova pesquisa dezenove anos depois?

      O autor argumenta que "muita água rolou" desde os anos 2000, citando eventos como a construção de Belo Monte, conflitos territoriais e a morte de indígenas. Ele acredita que é necessário aferir como a opinião pública variou após quase duas décadas de novas mobilizações e mudanças no cenário nacional.