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domingo, 26 de julho de 2026

NOTÍCIA: MUNDO COR-DE-ROSA - COM GABARITO

 Notícia: MUNDO COR-DE-ROSA

 

        Perfume Barbie B comemora os 50 anos da boneca mais famosa do mundo

        Comemoração com cheirinho gostoso: a multinacional espanhola Puig Beauty & Fashion Group acaba de lançar no Brasil a fragrância Barbie B, celebrando os 50 anos da boneca mais famosa do mundo.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiKLKZhfNMVYzsgrT5OLHycjTDxUA9TO-WH3P3-4DpSzxxu8OG9QJwW4ynXzwWIetgxpMlbHqw0x_uhusc2IXVKmiUMj44v6WPf-ia3VCjiDGVTMbvA4TeLZ13oX0mjeTiUR7vdMWtMlyrdG006a5iZELGXpOxeQ6zQULHOjjeg5tFBkWq2gJn11FsOeFY/s320/images.jpg


        O novo perfume pretende refletir a personalidade moderna e dinâmica das meninas que já se sentem mocinhas e não veem a hora de entrar no mundo adolescente. Esse universo está identificado em detalhes como o frasco, lapidado como uma joia, e na letra "B" estilizada que pode ser usada como um pingente ou um acessório fashion.

        Floral, frutado e fresco, o lançamento é composto de notas açucaradas com elementos de sândalo e almíscar que se complementam com essências de cereja e framboesa. Nas notas de saída predominam a bergamota, laranja italiana e maçã verde.

        O frasco, nas versões 40ml e 75ml, vem em tons de rosa e fúcsia. A embalagem traz uma imagem da Barbie com um look mais moderno, igual ao das meninas de hoje.

        O preço médio sugerido do frasco de 75ml é R$ 49,50.

            SAC 0800-7265616 / sac@puig.com.br

http://extra.globo.com/lazer/canalExtra/ [26/03/09]

 

Entendendo a notícia:

01 – A finalidade do texto é:  

(A) divertir.    (B) informar.    (C) opinar.    (D) emocionar.

 

02 – A informação principal do texto é:

(A)  o lançamento do perfume Barbie B.

(B)  a fragrância do perfume Barbie B.

(C)  a descrição do frasco e a embalagem do perfume Barbie B. 

(D)  a definição do consumidor do perfume Barbie B.

 

03 – Qual evento especial motivou o lançamento do perfume Barbie B no Brasil?

      O aniversário de 50 anos da boneca Barbie.

 

04 – Qual é o público-alvo do novo perfume, segundo as informações do texto?

      Meninas que já se sentem “mocinhas” e estão na transição para o universo adolescente, buscando refletir uma personalidade moderna e dinâmica.

 

05 – Que elemento presente na embalagem/frasco do perfume pode ser retirado e usado como um pingente ou acessório fashion?

      A letra “B” estilizada.

 

06 – Quais são as essências e notas de saída que compõem a fragrância do perfume?

      As notas de saída contêm bergamota, laranja italiana e maçã verde, além de essências de cereja e framboesa, combinadas com notas açucaradas, sândalo e almíscar.

 

07 – Qual empresa multinacional foi a responsável pelo lançamento da fragrância no Brasil?

      A multinacional espanhola Puig Beauty & Fashion Group.

 

 

sábado, 11 de julho de 2026

NOTÍCIA: O NASCIMENTO DO VANDALISMO - ABADE GREGOIRE - COM GABARITO

 Notícia: O nascimento do vandalismo

               Abade Gregoire 

 

        Ainda que o filósofo Voltaire já fizesse uso da expressão para definir aqueles que atacam as obras de arte, o termo vandalismo ganhou seu estatuto definitivo durante a Revolução Francesa de 1789. O Abade Gregoire, deputado do Terceiro Estado e depois integrante da Convenção Nacional, fora encarregado por seus colegas para fazer um levantamento dos danos. Quais eram os prédios, privados, públicos ou religiosos (palácios, galerias, portais, abadias, mosteiros, conventos, catedrais, igrejas, capelas, cemitérios, tumbas, etc.) que tinham sido alvo da ira popular?

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjUB52zw7iKfgikKhN8YgSxBBFAz1PgWUJpu2Z20U93lt5dPIjgBYD04R-HfYSVNxHtlgq-clNnyvCdiRI-ga43QE_qW0UcAuLSeu57Y2qiGAPriPxZ1K8ZZ_sqCZEx_Ari6Xq9XO7o7ucC227Mroo7t8oybWY75RkDyJpzpHLIhq4RUiNzsDDY3FD7sgc/s320/images.jpg


        Durante os anos anteriores, a partir da Queda da Bastilha em 14 de julho 1789, e do colapso da Monarquia Bourbon, em 20 de setembro de 1792, turbas pilharam diversos tipos de construções pela França inteira. Em forma de uma poderosa onda ou em pequenos grupos, rapinaram ou destruíram os mais variados livros raros, vitrais, quadros religiosos, estátuas de santos, reis ou nobres.

        Qualquer coisa que fosse identificada com o Antigo Regime, com a Igreja Católica ou ainda com a Arte Romana, estava em perigo aos olhos da plebe feroz. Incitados pelo convencional extremista Barère, até mesmo a cripta dos reis franceses situada na basílica de Saint-Denis foi invadida em 31 de junho de 1793 e os restos mortais dos dinastas jogados em valas comuns.

        Isto sem omitir-se o estrago causado nas memoráveis bibliotecas dos monges e das freiras, cujos livros sagrados foram rasgados ou jogados em pilhas fantasmagóricas.

        Fogueiras eram acesas com eles e pequenas multidões dançavam em redor delas como nas imemoriais cerimônias pagãs feitas ao ar livre (alguns estudiosos do comportamento das massas ou turbas observam que, por vezes, a volúpia predadora resulta de uma momentânea ruptura com as injunções do mundo adulto e um regresso aos primeiros anos da infância: crianças sentem um evidente prazer em destruir tudo o que lhes cai nas mãos)

                                   O relatório devastador

        O resultado da investigação resultou no Rapport sur les destructions opérées par le vandalisme et les moyens d'y remédier (“Relatório sobre as destruições operadas pelo vandalismo e os meios de remediá-lo”), apresentado em três sessões na Convenção, a última em setembro de 1794, logo após a queda de Robespierre e dos jacobinos. As observações do abade foram tão precisas que serviram como um modelo das atuais políticas patrimonialistas adotadas na maior parte dos países ocidentais.

        O levantamento era impressionante, quase não houve aldeia, vila ou cidade francesa poupada de alguma atrocidade contra as artes: Bayeux, Douci, Etain, Fontainebleau, Villefranche, Toulouse, Verdun, Versalhes, Chantilly, Arles, Chartres, Troyes e, acima de tudo, em Paris.

        A primeira contradição apresentada pelos atos de vandalismo observou Gregoire, é que era uma escandalosa contradição com os ideais do Iluminismo, a qual a Revolução de 1789 se gabava de ser a herdeira. Como uma sociedade que se reclamava "das Luzes" poderia conviver de braços cruzados enquanto as maltas incendiavam, depredavam e saqueavam o que viam pela frente? O pior nem tanto era o roubo – pelo menos o objeto era mantido inteiro e poderia de algum modo vir a ser recuperado mais tarde –, mas a destruição gratuita e sem sentido.

        Queimar por queimar, derrubar uma estátua no chão e dar marretadas até ela virar pó, apedrejar as vidraças dos palácios, por abaixo os candelabros de cristais, tocarem fogo nos tapetes caríssimos, estourarem os tonéis e garrafas nas adegas. Maravilhas do gênio humano em minutos viravam num nada, como foi o caso da enorme cabeça de Júpiter dilapidada em Versalhes.

        Apelou então aos bons cidadãos para que não permitissem ou mesmo denunciassem ameaças aos monumentos das ciências e das artes do passado. Era o patrimônio da nação francesa que se via ameaçado por uma ação irracional, primitiva, bárbara. Os verdadeiros patriotas eram responsáveis por eles, todos deviam preservá-los por qualquer meio possível.

        O abade Gregoire, homem extraordinário que lutara pela abolição da escravidão e pela integração dos judeus, atribuiu aquela insanidade a três motivos: à ignorância voluntária, à cupidez e ao oportunismo dos larápios e dos tratantes, a escória infiltrada na multidão. Não aceitou qualquer argumento que a justificasse. Nem o exaltado ódio ao passado, nem o justo ressentimento contra as castas dirigentes então depostas e exiladas.

        Recomendou que as autoridades republicanas locais fossem alertadas e responsabilizadas para assegurar a preservação dos bens nacionais e que não recuassem frente à matilha doida e vingativa que empanava há cinco anos – desde a Queda da Bastilha – os bons propósitos da Revolução feita em nome do Esclarecimento.

        Deste então, o termo "vândalo" se universalizou. Não há país que possa se orgulhar de jamais ter sido vítima de uma horda desatinada e predadora, palavra associada para sempre à destruição sem motivo algum, a um ato lunático e gratuito de barbárie. 

        Durante os primeiros meses do desenrolar da Revolução Russa de 1917, A. Lunacharski, o Comissário do Povo da Educação, chegou a ameaçar renunciar ao cargo devido às crescentes notícias de atos de vandalismo que chegavam de várias partes do império czarista recém caído. Populares e soldados juntavam-se para saquear as catedrais e as igrejas ortodoxas. Novamente o fenômeno revolucionário despertava nas massas o furor vandálico que, por igual, se reproduziu durante a Revolução Cultural chinesa por obra da Guarda Vermelha (1966-1976), patrocinada pelo próprio chefe da nação, Mao Tse Tung. 


FONTE: terra.com.br. Abade Gregoire.

Entendendo a notícia:

01 – Quem utilizou o termo "vandalismo" pela primeira vez e quando ele ganhou seu estatuto definitivo?

      O termo já era utilizado anteriormente pelo filósofo Voltaire para definir aqueles que atacavam obras de arte. No entanto, a palavra ganhou seu estatuto definitivo e se universalizou durante a Revolução Francesa de 1789.

02 – Qual foi a missão confiada ao Abade Gregoire pela Convenção Nacional?

      O Abade Gregoire foi encarregado por seus colegas de fazer um levantamento detalhado dos danos causados pela ira popular. Ele deveria identificar quais prédios privados, públicos ou religiosos (como palácios, igrejas, bibliotecas e cemitérios) haviam sido alvo de saques e destruição pela França.

03 – O que aconteceu na basílica de Saint-Denis em junho de 1793?

      Incitados pelo convencional extremista Barère, manifestantes invadiram a cripta dos reis franceses situada na basílica. Os restos mortais dos dinastas foram retirados de seus túmulos e jogados em valas comuns.

04 – Qual foi o nome do relatório apresentado pelo Abade Gregoire e qual a sua importância histórica atual?

      O relatório foi intitulado Rapport sur les destructions opérées par le vandalisme et les meios d'y remédier (“Relatório sobre as destruições operadas pelo vandalismo e os meios de remediá-lo”). Sua importância histórica é enorme, pois as observações precisas do abade serviram como modelo para as atuais políticas patrimonialistas adotadas na maior parte dos países ocidentais.

05 – Por que o Abade Gregoire via uma "escandalosa contradição" nos atos de vandalismo?

      Porque a Revolução Francesa se gabava de ser herdeira dos ideais do Iluminismo (as "Luzes"). Para Gregoire, era contraditório que uma sociedade que se dizia guiada pela razão e pelo esclarecimento tolerasse passivamente que multidões incendiassem, depredassem e destruíssem gratuitamente o patrimônio e as maravilhas do gênio humano.

06 – A quais motivos o Abade Gregoire atribuiu a insanidade dos atos de destruição?

      Ele atribuiu o vandalismo a três fatores principais:

      - À ignorância voluntária;

      - À cupidez (ganância);

      - Ao oportunismo dos larápios e tratantes (a escória infiltrada na multidão). O abade não aceitou nenhuma justificativa para os atos, nem mesmo o ódio ao passado ou o ressentimento contra as antigas castas dirigentes.

07 – O texto menciona que o vandalismo não foi um fenômeno exclusivo da Revolução Francesa. Quais outros dois exemplos históricos são citados?

      O texto cita:

      - A Revolução Russa de 1917, onde populares e soldados saquearam catedrais e igrejas ortodoxas, levando o Comissário da Educação (A. Lunacharski) a ameaçar renunciar.

      - A Revolução Cultural Chinesa (1966-1976), onde o furor vandálico foi reproduzido pela Guarda Vermelha e patrocinado pelo próprio Mao Tse Tung.

 

 

quarta-feira, 8 de julho de 2026

NOTÍCIA: POBRE MENINO WINNIE - FRAGMENTO - MARLEINE COHEN - COM GABARITO

 Notícia: Pobre menino Winnie – Fragmento

         A espessa fumaça levantada pelo bombardeio aéreo sobre Liverpool, Inglaterra, mal tinha se dissipado naquele 9 de outubro de 1940, quando, às 18h30, o choro de um recém-nascido ecoou nos corredores do Oxford Street Maternity Hospital.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEigVSUpJX_zAumsgJ0RoP3KwCdxbzvgCxArIlw1M6jxw7LJAMGc7UvrLGbMG5HolZAKLYwkhLdZyJZg0_JTNRHTPwO3BVP9QOfhVgRLQQDsMMplbo0cyEW8m_3B-HFqNEOFZYj4FQhc-4GB-lVDVnqOsUMCbdZx3LhKV_1DUrjoSVH31Sj1QNuIFVH-cac/s320/pobre-menino-rico-3.jpg


        Depois de um complicado trabalho de parto, Julia Stanley — uma típica jovem dona de casa de classe média baixa — dava à luz seu primeiro filho, o menino John Winston, para quem o pai Alfred, marinheiro e músico amador, só acenaria para desejar as boas-vindas do outro lado do oceano.

        Apesar de ausente — naquele e em tantos outros anos —, Fred cuidou de garantir a linhagem e o provento do guri, assim que ele nasceu: algo portentoso, seu nome de batismo, John Winston Lennon, era uma homenagem ao bisavô Jack (John) Lennon, que havia integrado o grupo musical Andrews Robertson's Kentucky Ministrels, e ao prestigiado primeiro-ministro Winston Churchill, que, naquele tempo, zelava pela soberania da Grã-Bretanha e conduzia os destinos da nação, num mundo ameaçado pelo nazismo.

        Em breve, porém, a distância entre Julia e Fred selaria — a pedido dela — a definitiva separação entre eles e, a partir de 1942, o dinheiro para o sustento do pequeno John minguou. [...]

        Imersa em dificuldades financeiras, Julia — que, naquele momento, já trabalhava, bebia e fumava — se viu à deriva diante da tarefa de educar o menino. Preferiu casar-se novamente e entregar a tutela de John à irmã Mary Elizabeth — a tia Mimi — e seu marido George Smith, um austero casal de meia-idade que não tinha filhos.

        Coube assim ao tio George ensinar o pequeno John Winston a ler e escrever e levá-lo vez ou outra ao cinema. [...]

        Assim, antes de completar 6 anos, John Lennon já tinha provado o dissabor de ser abandonado pelos pais e vivia com os tios no bairro de Woolton, na 251, Menlove avenue, local de grande concentração de médicos e advogados e distante apenas 5 quilômetros da casa da mãe.

        — Eu era um autêntico menino suburbano, cheiroso e bem-cuidado, meio palmo acima da classe social de Paul, George e Ringo, que viviam em moradias subsidiadas pelo governo. Nós, não: tínhamos nossa casa e nosso jardim. Assim, eu era algo como um fruto proibido, em comparação com eles... — contaria mais tarde John, com suas próprias palavras.

        Apesar disso, e desce muito cedo, Lennon se tornou "o garoto que os pais não queriam ao lado de seus filhos": tinha apenas 6 anos quando foi expulso pela primeira vez de uma creche porque aterrorizava as menininhas. [...]

        Os anos 50 arrebataram este jovem transviado, acentuaram seu sarcasmo e irreverência e o lançaram definitivamente no submundo: John Lennon vestiu-se de couro e se empapuçou de gomalina, abraçou o skiffle, mistura de rock e música popular inglesa que virou mania na Grã-Bretanha, ganhou da tia Mimi um violão e enfrentou a primeira morte na família — a do tio George, em 1953, cuja ausência incentivou sua mãe Julia a se aproximar um pouco mais dele, numa relação de franca e despretensiosa camaradagem. Coube a ela, então, lhe ensinar os primeiros acordes de guitarra e encorajá-lo a seguir adiante com a música.

        — Isso é bom como hobby, mas você nunca vai ganhar a vida assim. — instruía a tia Mimi, ao ver o sobrinho dedilhar o instrumento até sangrar os dedos.

        Mas o rock expressava seu inconformismo, sua dor.

        E lhe trazia de volta a companhia da mãe — até que o ano de 1958 a extirpou definitivamente de sua vida, depois que um policial bêbado chamado Eric Clague a atropelou na frente de casa e a matou aos 44 anos de idade, no dia 15 de julho. [...]

        John Lennon tinha então 17 anos:

        — Minha primeira lembrança da vida é a de um pesadelo — confessaria, amargurado, na autobiografia dos Beatles.

De fato, o sonho ainda estava em gestação.

 

COHEN, Marleine. John Lennon. São Paulo: Globo, 2007. p. 23-25. (Col. Personagens que Marcaram Época)

 

Entendendo a notícia:

01 – Sob quais condições históricas marcantes John Lennon nasceu e qual a origem do seu nome completo?

      John Lennon nasceu em Liverpool no dia 9 de outubro de 1940, logo após um bombardeio aéreo em plena Segunda Guerra Mundial. Seu nome completo, John Winston Lennon, foi uma dupla homenagem: "John" veio de seu bisavô Jack (John) Lennon, que fora músico, e "Winston" foi uma homenagem ao então primeiro-ministro britânico Winston Churchill, que liderava o país contra o nazismo.

02 – Por que a mãe de John, Julia, entregou a tutela do menino para os tios e quem eram eles?

      Após a separação e o sumiço do dinheiro enviado pelo pai (Alfred), Julia enfrentou graves dificuldades financeiras. Como já trabalhava, bebia e fumava, ela se viu incapaz de educar o filho sozinha. Optou por casar-se novamente e entregar a tutela de John à sua irmã, Mary Elizabeth (tia Mimi), e ao marido dela, George Smith, um casal austero de meia-idade que não tinha filhos.

03 – Como John Lennon definia a sua própria classe social na infância em comparação com os outros futuros membros dos Beatles?

      Ele se definia como um "autêntico menino suburbano, cheiroso e bem-cuidado", afirmando estar meio palmo acima da classe social de Paul, George e Ringo. Enquanto os outros viviam em moradias subsidiadas pelo governo, John morava com os tios em uma casa própria com jardim em um bairro nobre (Woolton), o que o fazia se sentir um "fruto proibido" perto deles.

04 – Como foi a divisão de papéis entre a tia Mimi e a mãe (Julia) no início da trajetória musical de John na adolescência?

      A relação foi marcada por incentivo e ceticismo:

      A mãe (Julia): Após a morte do tio George em 1953, ela se reaproximou de John, ensinou-lhe os primeiros acordes na guitarra e o encorajou na música.

      A tia Mimi: Embora tenha lhe dado um violão, era cética e dizia a famosa frase: "Isso é bom como hobby, mas você nunca vai ganhar a vida assim", enquanto via o sobrinho dedilhar até sangrar os dedos.

05 – Qual foi a segunda grande tragédia familiar que abalou a vida de John Lennon aos 17 anos?

      Foi a morte trágica de sua mãe, Julia, em 15 de julho de 1958. Ela foi atropelada e morta aos 44 anos na frente de casa por um policial bêbado chamado Eric Clague. Essa perda precoce extirpou Julia definitivamente da vida de John, intensificando a amargura que ele carregava desde a infância.

 

NOTÍCIA: E, ENTÃO, O SONHO ACABOU - FRAGMENTO -MARLEINE COHEN - COM GABARITO

 Notícia: E, então, o sonho acabou – Fragmento

 

        Na segunda metade dos anos 60, mudanças palpáveis marcaram a forma como os Beatles passaram a se apresentar — num prenúncio do que viria a acontecer.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsT_7BJGRcF6QcjR_pZC5pxnQ_8BKanT4nG1kaICQDKz-sBaGJUppHLRuPbI3DtHqAtn4k9wSJ7Uh0ItKOLMXg59Hs1amZcplFIf0CpiLCWjdQyiu6cycJxKWtdcIbk13P9hsEEzlbbR7aqvDaFiuoe8lAMojYEThX88536tXTW6O9ygfc-V_CBbKbaqg/s320/images.jpg 


        Os rapazes dispensaram o corte de cabelo característico e os ternos iguais e cada qual tratou da própria aparência como bem entendia. John assumiu a miopia e substituiu as lentes de contato pelos óculos; Paul cobriu as faces com uma barba cerrada. A nova aparência dos Beatles permitiu não só trazer à tona a verdadeira personalidade de cada um, como também acentuar as diferenças entre eles: assim, de alguma forma, a unidade dos Beatles se rompeu.

        Não bastasse, a banda decidiu abandonar os shows e se concentrar na produção em estúdio. Essa decisão, que culminou com um último espetáculo no Candlestick Park, em São Francisco, Estados Unidos, no dia 29 de agosto de 1966, foi mal recebida pelos críticos. Na ocasião, Brian Epstein também se queixou: "O que será do empresário de uma banda de rock que não se apresenta ao vivo?". [...]

        Os Beatles só voltaram a se reunir em 1969, em torno do projeto Get back, um filme-documentário que pretendia registrar todo o processo de gravação de um álbum. John, Paul, George e Ringo também estavam inclinados a fazer um show ao vivo, ao final das gravações.

        Durante o trabalho, porém, a tensão entre os integrantes da banda aumentou novamente e o filme só fez documentar, na prática, o seu esfacelamento. No fim do filme, os músicos decidiram improvisar um palco no telhado do estúdio e tocar algumas músicas para os pedestres que circulavam nas calçadas. Naquele dia, nem mesmo a polícia conseguiu interromper a apresentação.

        O projeto Get back não agradou e foi arquivado. Pouco depois, foi lançado com outro nome: Let it be.

        Os Beatles se reuniram novamente, e pela última vez, nos estúdios da Apple para gravar o álbum Abbey road — o disco mais vendido do grupo. Em março de 1970, Paul McCartney dava uma entrevista anunciando o fim dos Beatles. [...]

        Sete anos depois — mais de um bilhão de discos vendidos, 13 álbuns lançados, turnês fantásticas e os maiores prêmios da indústria do entretenimento —, o sonho terminava. John, Paul, George, Ringo: uma sinfonia acabada.

 

COHEN, Marleine. John Lennon. São Paulo: Globo, 2007. p. 64, 75. (Col. Personagens que Marcaram Época).

Entendendo a notícia:

01 – A partir de 1966 e 1967, os Beatles abandonaram o visual padronizado de "mop-tops" (terninhos e cabelos de cuia). Como essa mudança na aparência dos integrantes refletiu a evolução da banda em sua fase final?

      A mudança estética, marcada pelo uso de barbas, cabelos compridos e roupas coloridas/psicodélicas, simbolizou a busca por identidades individuais e a transição de "ídolos adolescentes" para artistas sérios e experimentais. Essa liberdade visual acompanhou a complexidade de suas composições no estúdio, mostrando que o grupo não estava mais preso às expectativas da indústria fonográfica ou ao marketing de massa inicial.

02 – Explique os motivos que levaram os Beatles a decidirem interromper as apresentações ao vivo após o show no Candlestick Park em 1966 e qual foi a principal consequência dessa escolha para a sonoridade do grupo.

      Os motivos incluíram a exaustão das turnês mundiais, a histeria das fãs que impedia os músicos de ouvirem o que tocavam e a impossibilidade técnica de reproduzir ao vivo as experimentações sonoras criadas em estúdio. A principal consequência foi o foco total na produção em estúdio, resultando em álbuns revolucionários como Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, onde a banda pôde explorar camadas sonoras complexas sem se preocupar com a execução imediata no palco.

03 – O projeto Get Back (1969), que visava um retorno às raízes do rock e resultou no filme e álbum Let It Be, é frequentemente lembrado pelo clima de tensão. Descreva os principais fatores que geraram o desgaste entre os membros durante esse período.

      As tensões foram alimentadas pelo rigor e controle excessivo de Paul McCartney na direção musical, o desinteresse e apatia de John Lennon (frequentemente acompanhado por Yoko Ono, cuja presença constante incomodava os outros membros), a insatisfação de George Harrison por ter suas composições ignoradas e o ambiente frio e impessoal dos estúdios de Twickenham. O projeto expôs que a democracia interna do grupo havia ruído.

04 – Apesar das crises internas profundas, os Beatles se reuniram uma última vez para gravar Abbey Road. Como esse álbum é avaliado em termos de produção e qual o significado de sua recepção para o encerramento da carreira da banda?

      Abbey Road é avaliado como uma das obras-primas da produção musical, caracterizado pelo uso inovador do sintetizador Moog e pelo famoso "medley" no lado B. O álbum foi um estrondoso sucesso crítico e comercial, provando que, apesar das brigas pessoais, a sinergia musical do grupo permanecia intacta. Ele serviu como uma "despedida digna" e polida, gravada após o caos das sessões de Let It Be.

05 – Como ocorreu o anúncio oficial do fim do grupo em 1970 e quais foram os sentimentos conflitantes envolvidos entre John Lennon e Paul McCartney nesse processo?

      O anúncio oficial foi feito por Paul McCartney em abril de 1970, através de um comunicado de imprensa para promover seu primeiro álbum solo, onde afirmava não prever novos trabalhos com os Beatles. John Lennon sentiu-se traído pelo anúncio, pois ele já havia comunicado internamente sua saída meses antes (o "divórcio"), mas fora convencido a manter segredo por razões comerciais. O desfecho foi marcado por mágoas públicas e batalhas judiciais que selaram o fim definitivo do "sonho".

 

 



terça-feira, 30 de junho de 2026

NOTÍCIA: TIROS NO DAKOTA - MARLEINE COHEN - COM GABARITO

 Notícia: Tiros no Dakota

 

        Um, dois, três... cinco tiros na noite de 8 de dezembro de 1980, em Nova York. Estilhaços de vidro.

        Um homem — casaco de couro, óculos e um punhado de fitas cassete debaixo do braço — esboça, cambaleante, seus últimos passos em direção ao Edifício Dakota. Por fim, cai, não longe da arcada externa do edifício, diante do porteiro do prédio, Jay Hastings.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj8we79jAI9yqn1vzynSTq6rhDNck7XwFrtNrSvAj7QaKVxHht0vVPG8vC5zAxng5w5J_kMM_WIQIiIelOZ7HtpARY-pMBw9_pfEmHM4K8rqTOeOSMSJqXs4He8r_CKSJePY7dH7XPVcPApMTafZC37f9bJah-iYqaYNUv3jefbweIzVQOY5Bd856mrbCQ/s320/images.jpg
 

        — Fui baleado! — consegue balbuciar. Contorce-se, tosse, vomita sangue, pedaços de tecido.

        Interrompendo a leitura de um livro, no elegante pequeno hall de mogno do Dakota, Jay Hastings, estarrecido, aciona o alarme para chamar a polícia e corre para junto do corpo agonizante.

        Tira-lhe os óculos, que parecem fazer pressão sobre seu rosto, despe-se de seu paletó azul e o cobre. O sangue jorra em abundancia do peito — por isso, tira a gravata para fazer um torniquete, mas não há como fazer torniquete algum.

        Retorna ao seu posto, apanha o telefone, disca 911 para pedir uma ambulância, um médico, ajuda.

        De volta, ajoelha-se: olha com ternura para aquele homem cujas canções embalaram sua juventude, negando-se mentalmente a inserir aquela cena na sua extensa coleção de lembranças:

        — Tudo bem; você vai ficar bom — implora.

        23 de outubro de 1980, Havaí: um jovem alto e de compleição forte, 25 anos, pede afastamento do condomínio de alto luxo em Honolulu, onde trabalha como segurança. Ele assina a demissão com um nome falso e, quando lhe perguntam se quer outro emprego, simplesmente responde:

        — Não, já tenho um trabalho para fazer.

        Quatro dias depois, graças à sua antiga ocupação, adquire sem muita dificuldade um revólver calibre 38 numa casa de armas localizada a um quarteirão da chefatura de polícia da capital havaiana, e segue para Nova Iorque.

        Na frente do Dakota, enquanto espera pelo seu ídolo no pátio reservado aos fãs dos moradores do prédio, as horas se arrastam, naquela segunda-feira.

        Finalmente, quando ele passa, a caminho do estúdio Hit Factory, onde estava sendo aguardado pelo produtor Jack Douglas para mixar a música Walking on Thin Ice, com guitarras e teclados bem ao estilo disco music, estende-lhe o disco Double Fantasy e pede um autógrafo.

        Agradece, mas não vai embora: são quase 17h — a noite será longa.

        Para se distrair, leva debaixo do braço um livro empolgante — O apanhador no campo de centeio, de J. D. Salinger, no qual se identificou cegamente com o personagem principal, um adolescente revoltado que odeia falsidade. Se preciso, farão companhia um ao outro, madrugada adentro.

        Mas eis que a limusine que o levara volta em pouco tempo. Para na frente do Dakota; a porta se abre.

        Acompanhado da mulher, o homem de óculos e blusão de couro não demorou muito: passava das 22 horas quando se despediu da equipe do estúdio, prometendo voltar na manhã seguinte. Dispensou até mesmo o jantar marcado no restaurante Stage Deli e decidiu voltar para casa: queria ver o filho, Sean, antes que ele dormisse.

        O homem desce do carro; o jovem o interpela pelo nome:

        — Mister...?

        A miopia os aproxima na escuridão.

        Então, o desconhecido saca a arma do casaco, agacha-se na posição de tiro e dispara, quase a queima-roupa.

        Um, dois, três... cinco tiros na noite de 8 de dezembro de 1980, em Nova York.

        Gritos desesperados, uma sirene, uma radiopatrulha rasgando a cidade a caminho do St. Luke's Roosevelt Hospital.

        No pátio reservado aos fãs dos moradores do Dakota, Mark David Chapman, cidadão norte-americano, aguarda calmamente a polícia: quando Steve Spiro, primeiro policial a chegar ao local do crime, apareceu, Mark deixou cair o revólver, não ofereceu resistência, entregou-se.

        — Você sabe o que fez? — pergunta-lhe um dos porteiros do Dakota.

        — Eu matei John Lennon.

 

COHEN, Marleine. John Lennon. São Paulo: Globo, 2007. p. 9-11. (Col. Personagens que Marcaram Época). (Adaptado).

Entendendo a notícia:

01 – Quando e onde ocorreu o crime narrado no texto?

      O crime aconteceu na noite de 8 de dezembro de 1980, em frente ao famoso Edifício Dakota, na cidade de Nova York.

02 – Quem foi a primeira pessoa a socorrer a vítima e quais providências imediatas ela tomou?

      Foi o porteiro do prédio, Jay Hastings. Ele acionou o alarme para chamar a polícia, correu até o corpo agonizante, tirou os óculos da vítima, cobriu-a com seu próprio paletó azul e discou para o 911 pedindo uma ambulância e apoio médico.

03 – Qual foi a justificativa que o assassino deu ao se demitir de seu emprego no Havaí, semanas antes do crime?

      Ao pedir afastamento e assinar sua demissão com um nome falso em Honolulu (onde trabalhava como segurança), perguntaram-lhe se ele queria outro emprego. Ele respondeu friamente: "Não, já tenho um trabalho para fazer".

04 – O que aconteceu no primeiro encontro entre John Lennon e o assassino por volta das 17h daquela segunda-feira?

      O assassino abordou John Lennon quando este saía a caminho do estúdio de gravação. Ele estendeu o álbum Double Fantasy e pediu um autógrafo ao músico, que o atendeu.

05 – Qual livro o assassino carregava consigo para se distrair e por que ele se identificava com a obra?

      Ele carregava o livro O apanhador no campo de centeio, de J. D. Salinger. Ele se identificava cegamente com o personagem principal da obra, um adolescente revoltado que odiava a falsidade.

06 – Por que John Lennon resolveu voltar cedo do estúdio naquela noite, recusando inclusive um jantar agendado?

      John Lennon passava das 22h quando se despediu da equipe do estúdio Hit Factory. Ele dispensou o jantar que havia marcado no restaurante Stage Deli porque decidiu ir direto para casa para ver seu filho, Sean, antes que o menino dormisse.

07 – Como o assassino reagiu logo após efetuar os cinco disparos e qual foi a sua declaração ao porteiro do prédio?

      Mark David Chapman reagiu com total frieza e calma. Ele deixou a arma cair, não ofereceu nenhuma resistência e aguardou pacificamente a chegada da polícia. Ao ser questionado por um dos porteiros se sabia o que tinha feito, respondeu simplesmente: "Eu matei John Lennon".

 

 

segunda-feira, 15 de junho de 2026

NOTÍCIA: MULHER É ATROPELADA E PÕE A CULPA NO GOOGLE MAPS - COM GABARITO

 Notícia: Mulher é atropelada e põe a culpa no Google Maps

 

        Nos Estados Unidos, quase tudo pode render uma ação judicial. O processo movido pela americana Lauren Rosenberg, vítima de um atropelamento em uma rodovia no Estado de Utah, seria mais um caso de reparação por danos, mas ela quer receber US$ 100 mil (cerca de R$ 183,5 mil) não só do motorista que a atingiu, Patrick Harwood, mas também da empresa Google.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjG8t2ww12kx_DLe9x7ERN4TxhImGimIAgT7lFPnuW8YTjLeDn3NyFw80bXjX5XfduMX-W0ly1HytBRAGp5w4l6gTzV39PhiTTTUcHfYntLuu85uC2fJHV3M-oWXaCv8I4TZzqW0alY2FsFFm32jj_A3_wMjBPVeEJrWc1wzTOwSEnUsa5HbXbvdOZbILU/s1600/images.jpg


        Segundo o jornal inglês The Guardian, Lauren tentou atravessar uma estrada estadual sem passeio para pedestres, à noite, e foi atingida por um carro, em 19 de janeiro de 2009. Ela alega ter seguido as indicações do site Google Maps.

        O advogado Allen Young entrou com a ação judicial na semana passada. Ele argumenta que o site foi "descuidado e negligente" ao indicar a travessia de uma via expressa. "As pessoas confiam nas instruções (dadas pelo Google Maps). Ela acreditou que era seguro atravessar a pista."

        Ao indicar uma rota, o serviço do Google dá um alerta: "Essa rota pode não ter calçadas ou passeio para pedestres". Procurada pelo Guardian, a empresa não quis comentar o caso, que ainda vai dar o que falar.

http://www.diariopopular.com.br.

 

Entendendo a notícia:

01 – O trecho do texto que expressa uma opinião é:

(A) “Nos Estados Unidos, quase tudo pode render uma ação judicial.”

(B) "Essa rota pode não ter calçadas ou passeio para pedestres".

(C) “Ele argumenta que o site foi "descuidado e negligente" [...]”

(D) “Procurada pelo Guardian, a empresa não quis comentar o caso”.

 

02 – Qual é o fato principal (o fato gerador) narrado nessa notícia?

      O fato principal é o processo judicial movido por Lauren Rosenberg contra o motorista que a atropelou e também contra a empresa Google, alegando que o aplicativo de mapas a guiou por uma rota perigosa.

 

03 – O acidente aconteceu à noite, em uma rodovia sem calçadas. Diante disso, qual é o principal argumento de defesa que a empresa Google possui, segundo o próprio texto?

      O principal argumento de defesa é o aviso/alerta que o próprio serviço do Google Maps exibe ao indicar rotas a pé: "Essa rota pode não ter calçadas ou passeio para pedestres". Isso transfere parte da responsabilidade do trajeto para a atenção do próprio usuário.

 

04 – Qual é a justificativa do advogado da vítima para incluir o Google no processo de indenização?

      O advogado Allen Young argumenta que o site foi “descuidado e negligente” ao sugerir que um pedestre atravessasse uma via expressa. Ele defende que a empresa tem responsabilidade porque as pessoas confiam piamente nas instruções dadas pelo aplicativo.

 

05 – No trecho “...o caso, que ainda vai dar o que falar”, a expressão em destaque significa que:

(A) O processo será arquivado rapidamente por falta de provas.

(B) A situação é polêmica e ainda causará muitos debates e discussões.

(C) O motorista do carro confessará a culpa do atropelamento.

(D) O Google mudará imediatamente o funcionamento do seu aplicativo.

 

06 – A partir da leitura do texto, pode-se inferir que a atitude da pedestre Lauren Rosenberg demonstrou:

(A) Extrema prudência, pois ela verificou as condições da pista antes de atravessar.

(B) Desconfiança total em relação às tecnologias de localização.

(C) Confiança cega na tecnologia, deixando de avaliar os riscos reais do ambiente ao seu redor.

(D) Conhecimento profundo das leis de trânsito do Estado de Utah.

 

 

sexta-feira, 12 de junho de 2026

NOTÍCIA: CHEGOU À FESTA JUNINA! - FRAGMENTOS - COM GABARITO

 Notícia: Chegou à festa junina! – Fragmentos

        Antes da era cristã, alguns povos antigos – persas, egípcios, celtas, sírios, bascos, sardenhos, bretões e sumérios – faziam rituais para invocar a fertilidade de suas plantações. Eles acendiam fogueiras para espantar os maus espíritos e desejavam obter uma boa safra. Isso acontecia em junho, época em que se inicia o verão no hemisfério norte. Esses festejos e perpetuaram. Mais tarde, passaram a ser seguidos não só pelos camponeses, mas também pelos homens da cidade na Europa. 

 Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhCQVymVuT0_sa_AJ3gwVSU95I1pid_B4ycsfdu2hM2HxTpL4VeqgX4GoTeIK29RxftMLt8O7SDNmFQr3KGOGS_pwZe_jQuAp1DkW8uI7RZm3zzFflEIvQRMkvAFvRlAzgypKOIRh-rBxVAsUqhSEwonajjkkiU4bGi6CIelHtE5gyMUYVqGltowXRuPfA/s320/festa%20junina2.jpg


No entanto, os rituais eram considerados pagãos pela Igreja Católica. Como não era possível dar fim a uma tradição tão antiga, a Igreja adaptou essa celebração a seu calendário de festividades no século 4. Estava iniciada a Festa Joanina, que recebeu este nome em homenagem a São João Batista, um dos santos mais importantes celebrados em junho – os outros são Santo Antônio (no dia 13) e São Pedro (no dia 29).

 

http://www.cienciahoje.uol.com.br.

Entendendo a notícia:

01 – A igreja adaptou os rituais a seu calendário de festividades porque:

(A) deveria espantar os bons espíritos. 

(B) queria perpetuar os festejos na Europa.

(C) desejava manter os rituais no hemisfério norte. 

(D) seria muito difícil romper com as antigas tradições.

02 – Em “Esses festejos se perpetuaram.”, o trecho que mantém o sentido da expressão em destaque é:

(A) ... “persas, egípcios, celtas, sírios, bascos, sardenhos, bretões e sumérios – faziam rituais para invocar a fertilidade de suas plantações.”

(B) “Mais tarde, passaram a ser seguidos não só pelos camponeses, mas também pelos homens da cidade na Europa.”

(C) “Isso acontecia em junho, época em que se inicia o verão no hemisfério norte.”

(D) “Estava iniciada a Festa Joanina, que recebeu este nome em homenagem a São João Batista, ...”.

03 – Qual era o objetivo principal dos povos antigos ao realizarem os rituais que originaram as festas juninas?

(A) Celebrar o nascimento de São João Batista.

(B) Invocar a fertilidade das plantações e garantir uma boa safra.

(C) Marcar o início do inverno no hemisfério sul.

(D) Adorar os santos da Igreja Católica.

04 – De acordo com o texto, por que os rituais originais acendiam fogueiras?

(A) Para espantar os maus espíritos.

(B) Para cozinhar os alimentos da colheita.

(C) Para homenagear Santo Antônio e São Pedro.

(D) Para aquecer os camponeses no rigoroso inverno europeu.

05 – O nome original da celebração após a adaptação da Igreja Católica era "Festa Joanina". Essa denominação foi escolhida para homenagear:

(A) O verão no hemisfério norte.

(B) Os povos sumérios e bretões.

(C) São João Batista.

(D) O Papa que governava no século 4.

06 – Em qual período do ano e em qual região do planeta esses rituais antigos aconteciam originalmente?

(A) Em dezembro, no hemisfério sul.

(B) No século 4, na cidade de Roma.

(C) Em junho, época de início do verão no hemisfério norte.

(D) No dia 29 de junho, exclusivamente nos campos da Europa.