quinta-feira, 6 de agosto de 2026

POEMA: POTIRA - VALDECK DE GARANHUNS - COM GABARITO

Poema: Potira

            Valdeck de Garanhuns

 

Dois amantes viviam a sonhar

bem felizes curtiam sua terra

mas um dia chegou a triste guerra

e o casal teve que se separar.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhLdMwf1ahuaXxrcC1DAG38ULlbAY8dggbSAB1c4p1J9HqnVhROwDmRbYrjClJrxhQpUhDPqESyum7yGCWntO9I7WliIxLTpvU9obAmPQwBsDFq359PC0YozZ3UMEp-_ECfgjzwo8AdntSVeevEMrXnm-xDSx_ZjRgm2eeMmP_krd7wpU-ZKKiiVjm1avM/s320/images.jpg


O guerreiro partiu para lutar

muito triste pois não era seu plano

a esposa ficou em desengano

coração apertado de sofrer

esperando o amado aparecer

pra cantar um martelo alagoano.

 

Prometeu que jamais ia chorar

esperando o regresso do amado

e seu pranto no peito estagnado

só com a morte iria derramar.

Todo dia Potira ia olhar

se seu índio surgia, mesmo insano

mas o rio revelava seu engano

e Potira voltava para a aldeia

pra sonhar sob a luz da lua cheia

e cantar seu martelo alagoano.

 

Essa índia sofreu e esperou

o regresso do índio tão querido

quando soube da morte do marido

todo pranto que tinha derramou.

Lá na beira do rio ela ficou

a chorar seu destino tão tirano

mas tupã o bondoso soberano

transformou suas lágrimas brilhantes

em milhões e milhões de diamantes

e o seu pranto em martelo alagoano.

 

Garanhuns Valdeck de. Mitos e lendas brasileiras em prosa e versos recontados por Valdeck de Garanhuns. Série Folia Popular, 1ª Ed., São Paulo, Moderna, 2007.)


Entendendo o poema: 

01 – Marque a alternativa em que os fatos apresentados no poema que você acabou de ler estejam dispostos em ordem cronológica.

 I. Potira olhava ao longe diariamente.

II. Tupã valorizou o sofrimento de Potira.

III. O índio exerceu a sua função de guerreiro.

IV. O guerreiro e Potira se divertiam com frequência.

V. Potira tem o eu coração estraçalhado.

a) IV, III, V, I, II.

b) III, IV, I, II, V.

c) IV, I, III, V, II.

d) I, IV, III, II, V.

e) III, I, II, IV, V.

 

02 – No verso 4, “e o casal teve que se separar”, a expressão sublinhada indica

a) Desejo.

b) Vontade.

c) Obrigação.

d) Continuidade.

e) Possibilidade.

 

03 – Alguns termos são utilizados para retomar palavras já mencionadas no texto e, assim, evitar a repetição desnecessária. Nos versos de 15 a 17, “Todo dia Potira ia olhar / se seu índio surgia, mesmo insano / mas o rio revelava o seu engano”, a palavra sublinhada retoma o seguinte termo:

a) Potira.

b) Índio.

c) Insano.

d) Rio.

e) Engano.

 

04 – Dependendo do contexto, uma mesma palavra pode apresentar sentidos diferentes. Nos versos 19 e 20, “pra sonhar sob a luz da lua cheia / e cantar seu martelo alagoano”, a palavra destacada indica a adição de duas ações. Quanto aos versos 3 e 4 “mas um dia chegou a triste guerra / e o casal teve que se separar.”, a mesma palavra sublinhada estabelece, com o verso anterior, uma relação de sentido de:

a) Tempo.

b) Condição.

c) Comparação.

d) Causa.

e) Consequência.

 

05 – Pelo que você leu no poema só não se pode afirmar que:

a) A guerra é um FATO e a morte do índio, uma CONSEQUÊNCIA desse fato.

b) A morte do índio é um FATO e a guerra, a CAUSA desse fato.

c) A separação do casal é um FATO e as lágrimas de Potira, a CONSEQUÊNCIA desse fato.

d) A guerra é um FATO e o sofrimento de Potira, a CONSEQUÊNCIA desse fato.

e) A morte do guerreiro é um FATO e o amor de Potira, a CAUSA desse fato.

 

06 – Marque a opção em que a substituição do termo sublinhado pelo que está indicado em seguida altera o sentido da frase.

a) “a esposa ficou em desengano / coração apertado de sofrer” (versos 7 e 8) – desilusão.

b) “mas o rio revelava seu engano / e Potira voltava para a aldeia” (versos 17 e 18) – encobria.

c) “Essa índia sofreu e esperou / o regresso do índio tão querido” (versos 21 e 22) – volta.

d) “Lá na beira do rio ela ficou / a chorar seu destino tão tirano” (versos 25 e 26) – cruel.

e) “mas Tupã o bondoso soberano / transformou suas lágrimas brilhantes” (versos 27 e 28) – deus.

 


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