Parábola: O Pote Rachado
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Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito. Quando o
aguadeiro chegava à casa do seu patrão, depois de uma longa e penosa viagem, um
dos potes estava cheio, enquanto o pote rachado trazia só metade da água. Esta
foi a sina que se repetiu ao longo de dois anos... o aguadeiro a entregar um
pote e meio de água na casa do seu patrão.
O pote que era perfeito estava orgulhoso da sua façanha. O outro, porém, cada
vez vivia mais envergonhado da sua imperfeição, por se sentir incapaz de
produzir tanto quanto o outro. Depois de carregar durante dois anos esse
sentimento de culpa, o pote rachado desabafou a sua amargura com o aguadeiro,
na beira do poço:
Estou envergonhado... e quero pedir desculpas...
Desculpas, porquê? – Perguntou o homem.
Nestes dois anos, apenas consegui chegar ao destino com meia carga de água,
pois esta rachadura faz com que ela vaze pelo caminho. Por causa deste meu
defeito, tu precisas de fazer mais viagens a carregar água e isso aumenta o teu
trabalho...
O homem ficou triste e compadecido daquele velho pote... e disse:
Quando regressarmos a casa, quero que prestes atenção à beira do caminho.
De fato, à medida que iam subindo a montanha, o velho pote rachado foi
percebendo uma trilha de flores, exuberantes e belas, na beira do caminho. Achou
lindo... pois nunca reparado nelas... mas isso ainda não foi suficiente para o
fazer esquecer a sua angústia e, no fim da viagem, novamente pediu desculpas ao
aguadeiro pela sua imprestabilidade. E o aguadeiro, paciente, explicou ao pote:
Notaste que ao longo do caminho, havia uma trilha de flores... e essa trilha
era apenas do teu lado. De fato, quando eu percebi a tua rachadura, logo nas
primeiras viagens, tirei proveito desse teu defeito e resolvi lançar sementes
ao longo do caminho. Cada dia, ao passar, a tua rachadura deixava vazar água
que regava as plantas. E, durante estes dois anos, eu tive a possibilidade de
sentir o perfume das flores e apreciar a sua beleza, enquanto fazia o meu
trabalho!
Entendendo o texto
01. Qual era o motivo da
tristeza e da vergonha do pote rachado?
a)
ele sentia inveja da beleza das flores que cresciam no caminho. b) ele acreditava que sua rachadura prejudicava o trabalho do
aguadeiro, entregando menos água.
c)
ele não gostava da vara que o aguadeiro usava para carregá-lo todos os dias.
d)
ele tinha medo de que o patrão o trocasse por um pote mais novo e mais bonito.
02. Durante quanto tempo
a rotina de entregar apenas um pote e meio de água se repetiu?
a)
por apenas alguns meses, até o pote ser consertado.
b)
durante um ano inteiro de viagens penosas.
c) ao longo de dois anos.
d)
por tempo indeterminado, já que o texto não menciona datas.
03. O que o aguadeiro fez
ao perceber a rachadura do pote, logo nas primeiras viagens?
a)
decidiu ignorar o defeito e continuar trabalhando normalmente.
b) plantou sementes de flores apenas do lado do caminho onde o pote
rachado passava.
c)
tentou tapar a rachadura com barro para não desperdiçar água. d) pediu ao
patrão que comprasse um pote perfeito para substituir o velho.
04. Qual foi a reação do
pote rachado ao ver as flores na beira do caminho pela primeira vez?
a)
ele sentiu-se imediatamente curado de sua angústia e parou de pedir desculpas.
b) ele achou as flores bonitas, mas continuou se sentindo triste por
sua "imprestabilidade".
c)
ele ficou com raiva por ter que carregar água para flores em vez de para o
patrão.
d)
ele não conseguiu ver as flores porque estava muito ocupado chorando.
05. Qual é a principal
lição de moral que o aguadeiro tenta ensinar ao pote no final da história?
a)
que a perfeição é a única forma de agradar ao patrão e ter sucesso no trabalho.
b)
que devemos esconder nossos defeitos para que ninguém perceba nossas falhas.
c) que mesmo nossas imperfeições podem criar algo belo e útil se
soubermos aproveitá-las.
d)
que é melhor carregar flores do que carregar água em um deserto.
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