Música (Atividades) -Bye Bye, Brasil
Chico Buarque & Roberto Menescal
Não
dá pra falar muito não,
Espera
passar o avião.
Assim
que o inverno passar,
Eu
acho que vou te buscar,
Aqui
tá fazendo calor,
Deu
pane no ventilador,
Já
tem fliperama em Macau,
Tomei
a costeira em Belém do Pará,
Puseram
uma usina no mar,
Talvez
fique ruim pra pescar,
Meu
amor.
Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEir6Lw0muHWy3x1iSHha46KnnYT_FYzaH_t2O23vBg7E-ApdHjI7-ruZBoHEoUgCI4H71FTx0-7qyk7M9Aim6PQv__CDLQIcMkX8bqt71NJ9YsbDNsHh_94NWKnMXVmM0yjLbZrsxubgY2EIlWt7N87qzWPYP5htDC0uixtekP8Jw0RriCfhx5-LXrtnyM/s1600/CHICO.jpgNo
Tocantins,
O
chefe dos parintintins
Vidrou
na minha calça Lee,
Eu
vi uns patins pra você,
Eu
vi um Brasil na TV,
Capaz
de cair um toró,
Estou
me sentindo tão só,
Oh,
tenha dó de mim.
Pintou
uma chance legal,
Um
lance lá na capital,
Nem
tem que ter ginasial,
Meu
amor.
No
Tabariz,
O
som é que nem os Bee Gees,
Dancei
com uma dona infeliz,
Que
tem um tufão nos quadris,
Tem
um japonês trás de mim,
Eu
vou dar um pulo em Manaus,
Aqui
tá quarenta e dois graus,
O
sol nunca mais vai se pôr,
Eu
tenho saudades da nossa canção,
Saudades
de roça e sertão,
Bom
mesmo é ter um caminhão,
Meu
amor.
Baby,
bye, bye,
Abraços
na mãe e no pai,
Eu
acho que vou desligar,
As
fichas já vão terminar,
Eu
vou me mandar de trenó
Pra
Rua do Sol, Maceió,
Peguei
uma doença em Ilhéus,
Mas
já tô quase bom.
Em
março vou pro Ceará,
Com
a bênção do meu orixá,
Eu
acho bauxita por lá,
Meu
amor.
Bye,
bye Brasil,
A
última ficha caiu ,
Eu
penso em vocês night and day,
Explica
que tá tudo okay,
Eu
só ando dentro da lei,
Eu
quero voltar, podes crer,
Eu
vi um Brasil na TV,
Peguei
uma doença em Belém,
Agora
já tá tudo bem,
Mas
a ligação tá no fim,
Tem
um japonês trás de mim,
Aquela
aquarela mudou,
Na
estrada peguei uma cor,
Capaz
de cair um toró,
Estou
me sentindo um jiló,
Eu
tenho tesão é no mar,
Assim
que o inverno passar,
Bateu
uma saudade de ti,
Tô
a fim de encarar um siri,
Com
a bênção do Nosso Senhor,
O
sol nunca mais vai se pôr.
Entendendo
a canção
01. Sobre o eu lírico
da canção, onde ele se encontra e como ele se comunica com a pessoa amada?
a.
Ele está em um orelhão (telefone público) em trânsito pelo Brasil.
b. Ele está
em casa escrevendo uma carta sobre suas viagens.
c. Ele
é um locutor de rádio transmitindo notícias de várias capitais.
d. Ele está em uma viagem de férias fixa em
Maceió.
a. Que a imagem
romântica e idealizada do Brasil deu lugar a um país em processo de
modernização e industrialização.
b. Que a natureza
brasileira permanece intocada e idêntica ao passado.
c. Que o Brasil
ficou mais colorido e artístico com o passar do tempo.
d. Que o eu lírico
não gosta mais de música brasileira antiga.
a. A preservação
total da cultura indígena contra influências externas.
b. A
influência da cultura estrangeira e do consumo atingindo até os lugares mais
remotos do Brasil.
c. A exportação de
produtos brasileiros para tribos de outros países.
d. O desinteresse
dos brasileiros pela tecnologia da televisão.
04. A expressão 'Capaz de cair um toró' é um exemplo de qual nível de linguagem?
a.
Linguagem coloquial e informal.
b. Linguagem técnica e científica.
c. Linguagem
culta e formal.
d. Linguagem
arcaica e em desuso.
05. No verso 'Estou
me sentindo um jiló', o eu lírico utiliza uma figura de linguagem para
expressar seu sentimento. Qual é essa figura e o que ela significa?
a. Metáfora, indicando que ele se sente
amargurado ou solitário.
b. Eufemismo, para suavizar uma notícia boa.
c. Personificação,
dando vida ao jiló.
d. Hipérbole,
exagerando o tamanho do seu corpo.
a.
Indicar que a música
foi escrita para ser gravada nos Estados Unidos.
b.
Provar que a língua
inglesa é mais bonita que a portuguesa.
c.
Mostrar que o eu
lírico não sabe falar português corretamente.
d. Refletir a 'invasão' da cultura e língua
inglesa no cotidiano brasileiro da época.
07. Ao final da música, o eu lírico diz: 'Eu tenho saudades da nossa canção / Saudades de roça e sertão'. O que esses versos revelam sobre o sentimento dele?
a. Que ele está feliz com a poluição sonora das
fábricas e usinas.
b. Que ele decidiu se tornar um agricultor no
futuro.
c. Uma nostalgia por um Brasil mais
simples e tradicional que está desaparecendo com a modernidade.
d. Que ele prefere viver nas grandes capitais e
nunca mais voltar.
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