sexta-feira, 7 de agosto de 2026

ARTIGO DE OPINIÃO: A DIVERSIDADE COMO RIQUEZA - FRAGMENTO - MARIA HELENA PIRES MARTINS - COM GABARITO

 Artigo de opinião: A diversidade como riqueza – Fragmento

        — Estava aqui pensando... A gente acaba convivendo com tantas coisas diferentes no dia a dia...

        — Será que ainda vamos entender tudo isso?

        — E, mesmo que a gente entenda, será que vamos ter de achar tudo bom?

        — Deus me livre! Só faltava eu ter de gostar de miolo! Será que não vamos mais poder fazer só o que gostamos?

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEha-ch7f17xKVCqvsQymy5gn5JulpGbTvEKRYS7ce-3yu3PIcfNnsyl53DRCGhggy7mukf-QwCx-tup5on5YhFmXmzTEpcql6_LJslsT9SEv-j3YbjAm2QbEriIjxdXShG98WxkKsyCeHd0w1t6xJb-RCKgSL8KxHeeknNzAZqApXYTSsYuW5vTreEWMAc/s320/images.jpg


        Gostar de tudo é a questão que queremos discutir, afinal gostamos mais daquilo com que estamos acostumados. Se desde pequenos comemos bife e batata frita, vai ser difícil passarmos a comer miolo. Entretanto, acredite, há pessoas que gostam de miolo!

        Do mesmo jeito, se só vemos filme de ação, será que vamos acompanhar com prazer um filme que se desdobra lentamente, por meio da apresentação de aspectos psicológicos dos personagens? Mas, por sua vez, tem gente que gosta tanto de drama como de comédia, de ficção científica e até de filmes de arte.

        Com relação a pessoas acontece o mesmo: gostamos dos nossos amigos porque temos alguma coisa em comum com eles, porque desenvolvemos uma relação de amizade ao longo do tempo, não de uma hora para outra. O que não quer dizer que as únicas pessoas legais do mundo sejam os nossos amigos! Existem muitas outras pessoas que podemos conhecer e admirar!

        O importante é compreender que a diversidade existente no mundo é uma riqueza, é uma fonte inesgotável de novas possibilidades para cada um de nós. Conhecer outros modos de pensar, de viver, de falar, de crer nos dá a possibilidade de ver o mundo por uma perspectiva diferente daquela com a qual estamos acostumados. Dessa forma a nossa compreensão do mundo se amplia e temos a oportunidade de escolher como queremos conduzir a nossa vida.

        Assim como temos o direito de ser a pessoa que somos e de escolher o que queremos para nós, os outros também têm esse mesmo direito. Portanto, o respeito mútuo é a chave da vida em sociedade: respeito pela natureza, por todos os seres humanos, pelas diferentes culturas como expressões de experiências de vida e de necessidades diversas.

        [...]

        Considerando o mundo cultural, vemos que a riqueza se torna quase infinita. Da Pré-História até nossos dias, quantas realizações humanas! Realizações políticas, religiosas, artísticas. Acrescentam-se as formas de convivência social, familiar, os hábitos de nossa vida diária, os costumes que regem nossa alimentação. Quantas línguas foram criadas nesse espaço de tempo! A criatividade humana é realmente inesgotável e é a pluralidade cultural que torna o mundo atraente, interessante, curioso e surpreendente.

        Cada um de nós nasce e cresce dentro de uma cultura, aprendendo a língua materna seguindo hábitos e costumes de um determinado grupo, crendo em certos princípios e dogmas religiosos. Essa cultura comum fortalece os laços entre os indivíduos do grupo, faz com que eles pensem não só como pessoas isoladas, mas também como um conjunto que partilha uma mesma visão de mundo, os mesmos valores.

        Toda essa herança cultural pode ser transformada, alargada em seus horizontes, ao contrário de nossa herança genética, que não pode ser mudada, pelo menos por enquanto. Conhecer uma outra cultura é quase como tornar-se criança outra vez: é enxergar a realidade por outros olhos. Exige de nós o esforço de nos colocarmos dentro de um outro sistema de valores, de usos e costumes para tentar compreendê-los em sua lógica interna.

        Do ponto de vista cultural, não existe cultura certa e cultura errada, superior ou inferior. A cultura do Rio Grande do Sul, por exemplo, não é melhor ou pior do que a cultura do Piauí, assim como a cultura norte-americana e a europeia não são superiores à cultura brasileira. Cada cultura é adequada ao grupo que a cria para expressar a visão de mundo específica desse grupo.

        Muitas vezes, o modo pelo qual nos habituamos a viver, a pensar o mundo e a nos relacionar com o divino pode nos parecer como sendo o único modo certo. Entretanto, os outros modos culturais não são errados, são apenas diferentes. Não precisamos adotá-los, só respeitá-los, reconhecendo que têm tanto valor quanto os nossos. Comer com hashi (aqueles pauzinhos japoneses) é diferente de comer com os dedos ou com a colher e o garfo. Só isso.

        É claro, porém, que cada cultura propõe valores que sempre podem ser analisados no sentido de saber se são adequados a toda a humanidade. Sabemos que existem obras de cultura que promovem a violência, o racismo, o preconceito. É só ligarmos a televisão para encontrarmos exemplos disso em filmes, novelas e programas de variedades. Essa “cultura” precisa ser recusada porque nos leva à barbárie, ao caos, e não nos ajuda a nos tornar mais humanos. Cultura é “aquilo que é cultivado, cuidado”, que cimenta as relações humanas e ajuda a criar uma sociedade mais justa.

        O conhecimento de outras culturas, portanto, nos torna mais flexíveis, mais tolerantes, mais respeitosos. Acima de tudo, esse conhecimento nos possibilita descobrir do que realmente gostamos e do que não gostamos; afina o nosso gosto, abre alternativas para a construção de um projeto de vida mais rico, diferente e único. Porque é o nosso projeto, de ninguém mais.

        Conhecimento sozinho não basta. É necessário que ele venha acompanhado da prática cotidiana do respeito e da tolerância por todos aqueles que são diferentes de nós ou que pensam de modo diferente, a partir de outros valores igualmente humanos.

Maria Helena Pires Martins. Somos todos diferentes!: convivendo com a diversidade do mundo. São Paulo: Moderna, 2001.p.42-6. (Aprendendo a com-viver).

Entendendo o artigo:

01 – De acordo com o texto, qual o significado das palavras abaixo:

-- Dogmas: crenças.

-- Barbárie: selvageria.

02 – O texto é construído com base em uma ideia central.

a) Que ideia é essa?

      A diversidade cultural e de opiniões é uma riqueza que amplia nossa visão de mundo e deve ser acompanhada pelo respeito mútuo.

b) De acordo com o texto como as pessoas devem agir em relação à diversidade cultural?

      Com respeito, tolerância e flexibilidade, reconhecendo que os hábitos e opiniões alheios têm tanto valor quanto os nossos, mesmo que não precisemos adotá-los.

c) Segundo a autora, qual é a importância de conhecer outras culturas?

      Permite enxergar a realidade por novos ângulos, amplia nossa compreensão do mundo, afina nosso gosto pessoal e nos ajuda a construir nosso próprio projeto de vida.

03 – A autora explica o porquê de gostarmos de uma coisa e não de outra. Qual é a justificativa que ela dá para isso?

      A autora justifica que gostamos mais daquilo com que estamos acostumados desde a infância, pois o hábito e a convivência contínua constroem nossas preferências (seja na alimentação, no cinema ou nas amizades).

04 – Em determinado momento do texto, é explicado como as pessoas se inserem em uma cultura. De que forma isso ocorre?

      Ocorre pelo fato de nascermos e crescermos dentro de um grupo específico, aprendendo a língua materna, assimilando hábitos, costumes, tradições e valores compartilhados por essa comunidade.

05 – O texto evidencia a riqueza cultural, destacando seus aspectos positivos, porém cita alguns exemplos negativos exibidos em filmes, novelas e programas de televisão.

a) Identifique alguns aspectos negativos.

      Produções culturais que promovem a violência, o racismo e o preconceito.

b) Segundo a autora, por que eles devem ser evitados?

      Porque nos levam à barbárie e ao caos, em vez de nos humanizarem e contribuírem para uma sociedade mais justa.

06 – Em relação a outras culturas, a autora afirma que não é necessário tomá-las como nossas. No entanto, destaca que é preciso aprendermos a respeitá-las, para que sejamos mais flexíveis e tolerantes com a diversidade. O que a autora propõe para isso?

      A autora propõe a prática cotidiana do respeito e da tolerância, além do esforço empático de tentar compreender a lógica interna dos costumes do outro, sem julgá-los como superiores ou inferiores.

07 – De acordo com o texto, a diversidade “nos dá a oportunidade de ver o mundo por uma perspectiva diferente daquela com a qual estamos acostumados.”. Explique essa afirmação.

      Significa que entrar em contato com outras formas de viver, pensar e crer nos tira do "piloto automático" das nossas próprias rotinas. Isso nos faz perceber que o nosso modo de viver não é o único e nos dá liberdade para escolher como queremos conduzir nossa própria vida.

08 – Releia o seguinte trecho:

        Assim como temos o direito de ser a pessoa que somos e de escolher o que queremos para nós, os outros também têm esse mesmo direito. Portanto, o respeito mútuo é a chave da vida em sociedade...

a) Alguma vez você se sentiu desrespeitado ou presenciou uma atitude de desrespeito por outras pessoas? Como você se sentiu?

      Sim. Em momentos de desrespeito à individualidade ou às opiniões, é comum sentir frustração, mágoa ou injustiça, pois todos desejam ter sua identidade acolhida.

b) É possível afirmar que atitudes como as indicadas nesse trecho podem contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, sem preconceitos e rica culturalmente? Por quê?

      Sim. Quando reconhecemos que o outro tem exatamente os mesmos direitos que nós, eliminamos a ideia de que existe uma forma "certa" ou "superior" de ser, abrindo espaço para a empatia, o diálogo e a convivência harmoniosa.

09 – Releia o seguinte trecho: “Entretanto, acredite, há pessoas que gostam de miolo!”.

a) A quem a autora está se dirigindo? Explique sua resposta.

      Ao leitor, buscando estabelecer um diálogo próximo e direto para persuadi-lo a aceitar um ponto de vista diferente.

b) Quais palavras a seguir podem substituir o termo em destaque, mantendo o sentido da frase?       mas – nem – porém – logo

      Mas e porém.

c) Que sentido essa palavra atribui à ideia expressa: soma, oposição ou conclusão?

      Sentido de oposição (adversidade).

10 – As reticências assumem diferentes funções de acordo com o contexto em que são inseridas. Elas podem interromper uma ideia, marcar uma hesitação ou também apelar para a imaginação do leitor.

        Com que objetivo as reticências foram empregadas no trecho: “— Estava aqui pensando... A gente acaba convivendo com tantas coisas diferentes no dia a dia...”?

      As reticências foram empregadas para indicar uma pausa reflexiva ou hesitação no pensamento do personagem, simulando a espontaneidade da linguagem falada.

11 – No trecho “Comer com hashi [...]”, por que o termo foi destacado em itálico?

      O termo foi destacado em itálico por se tratar de um estrangeirismo (uma palavra oriunda da língua japonesa que não pertence originalmente ao vocabulário da língua portuguesa).

 

 

MÚSICA (ATIVIDADES): SUTILMENTE - SKANK - COM GABARITO

 Música (Atividades): Sutilmente

            Skank

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiWGZvKtdXnEg2OQplttv9i6ZLE49oQFmuzsatmb_6tfd4W822VeHomcnjKKs6VhCejGz5yBMXsSuPDgGNq76CKRyYk0AUdQDpEwQeoJD8xdEGUQ-GPT_FCigyCZ3j7O4VAeXxCoI9k6JbqG7SD0St8wcGzANbMr1PRg8DjQIbkYf6tezqzmYogki2Hwmw/s320/images.jpg
 

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste

E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce, é
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti
Dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste

E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce, é
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti
Dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti, yeah

Composição: Nando Reis, Samuel Rosa.

Entendendo a música:

01 – No trecho "E quando eu estiver triste / Simplesmente me abrace", a oração em destaque expressa uma circunstância de:

a) Causa.

b) Tempo.

c) Condição.

d) Consequência.

02 – Releia a estrofe:

"E quando eu estiver bobo

Sutilmente disfarce, é

Mas quando eu estiver morto

Suplico que não me mate, não"

        A palavra "Mas" estabelece que tipo de relação com o restante do texto?

a) Adição de ideias.

b) Oposição e quebra de expectativa.

c) Explicação de um motivo.

d) Alternância de opções.

03 – Observe os advérbios destacados ao longo da letra: simplesmente, subitamente, suavemente, sutilmente. Qual é o papel desses advérbios de modo na construção do sentido do texto?

      Os advérbios indicam a maneira exata ou a delicadeza com que a outra pessoa deve agir diante de cada estado emocional do eu lírico. Eles demonstram a busca por equilíbrio, tato e sensibilidade na relação, ajustando o comportamento do parceiro ao momento vivido.

04 – Na frase "Suplico que não me mate", a oração destacada em negrito é classificada como:

a) Oração subordinada adverbial final.

b) Oração subordinada substantiva objetiva direta.

c) Oração coordenada sindética explicativa.

d) Oração subordinada adjetiva explicativa.

05 – No verso "Mesmo que o mundo acabe, enfim / Dentro de tudo que cabe em ti", a expressão "Mesmo que" introduz uma ideia de:

a) Concessão (ideia de um obstáculo que não impede a ação).

b) Comparação (igualdade entre duas situações).

c) Proporção (duas ações que mudam juntas).

d) Finalidade (objetivo a ser alcançado).

 

 

 

CONTO: BOB, UM GATO FORA DO NORMAL - JAMES BOWEN - COM GABARITO

 Conto: Bob, um gato fora do normal

           BOWEN, James

        Há uma citação famosa que diz que recebemos uma segunda chance todos os dias, mas geralmente não a aproveitamos. Passei grande parte de minha existência provando que isso é verdade. Mas tudo mudou no começo da primavera de 2007, quando me tornei amigo de um gato, o Bob.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdWOhM6LanUvBKgO4EDNm9423xFhSVpi2jDZb0CZU4X7AymmtQNkQX_F5bE3x7jfM2cko40kPBSu2otHM-LxcY8uQr9JKRhuYMc8dCul0Ti14jojdDKZVsZwoRhFQ3nKr-vEZwblQkZKC26VJaw2y-sSbJE7e4A9170ggQ5KVVCEhSM_DsqR53PUO0CsQ/s320/images.jpg


        Conheci Bob numa noite sombria. Era uma quinta-feira de março. Havia previsão de geada, por isso cheguei em casa, no norte de Londres, um pouco mais cedo do que de costume, após mais um dia nas ruas movimentadas de Covent Garden.

        O elevador do meu prédio não estava funcionando, então minha amiga Belle e eu seguimos em direção à escada. A lâmpada estava quebrada, e o hall de entrada, escuro como breu, mas não pude deixar de notar um par de olhos reluzindo na escuridão. Um gato laranja estava enrolado sobre um capacho, do lado de fora de um dos apartamentos do térreo. Era um macho.

        Ele me encarou com um olhar inteligente. “Então, quem é você e o que faz aqui?”, parecia perguntar.

        Eu me ajoelhei.

        — Olá, companheiro. Nunca te vi antes. Você mora aqui?

        Ele continuou me encarando, me analisando. Fiz carinho no seu pescoço, em parte para ficar amigo dele e, por outro lado, para saber se usava coleira. Não usava.

        Ele adorou a atenção. Seu pelo era desigual, havia falhas em alguns lugares, e ele estava visivelmente faminto. Pelo modo como encostou em mim, pude perceber que precisava de um amigo. 

        — Acho que é um gato de rua — eu disse a Belle.

        Belle sabia que eu adorava gatos.

        — Você não pode ficar com ele, James — ela me advertiu, apontando para o capacho onde o gato estava sentado. — Provavelmente ele pertença a alguém aqui do prédio.

        Ela estava certa. A última coisa de que eu precisava naquele momento da minha vida era de um gato. Já estava bem difícil tomar conta de mim mesmo.

        Na manhã seguinte, o gato ainda estava lá. Fiz novamente um carinho nele, que ronronou, agradecendo a atenção.

        Com a luz do dia, pude perceber que era um animal lindo. Tinha um rosto impressionante, com penetrantes olhos verdes. A julgar pelos arranhões em suas patas e no focinho, devia ter-se envolvido em alguma briga ou acidente. Seu pelo era ralo e espetado, havia buracos em vários lugares. Fiquei realmente preocupado com o bichano.

        Pare de se preocupar com o gato; em vez disso, preocupe-se com você mesmo, pensei. Contrariado, me afastei e fui pegar o ônibus para o distrito de Covent Garden, onde tentaria ganhar alguns trocados me apresentando na rua.

        Ao voltar para casa, já era tarde — quase dez horas. Desci apressado pelo corredor para ver se encontrava o tal gato laranja, mas ele havia ido embora. Parte de mim ficou desapontada, porém, mais do que tudo, fiquei aliviado.

        No dia seguinte, meu coração deu um pulo ao vê-lo novamente, no mesmo lugar. Ele estava mais fraco e mais desgrenhado que nunca. Parecia faminto e com frio, pois estava tremendo.

        Talvez estivesse na hora de Bob encontrar um novo dono. Talvez ele tenha encontrado em mim sua alma gêmea.

        Foi, então, que tomei uma decisão ali mesmo.

        — Vem comigo! — exclamei.

        Senti algo muito bom por ele estar ali no meu apartamento. Eu tinha agora uma companhia.

Novo Conceito. Extraído e adaptado de BOWEN, James. Bob, um gato fora do normal. Ribeirão Preto: Conceito. Ed. 2014.

Entendendo o conto:

01 – De acordo com o texto, qual o significado das palavras abaixo:

-- Hall – corredor de passagem para chegar a algum lugar.

-- Breu – escuro.

-- Ronronou – produziu ruído (os felinos).

02 – Considerando o texto, não se pode afirmar que se trata:

a) da carência de um jovem que precisa de cuidados.

b) das chances que podemos receber da vida.

c) do encontro de um jovem e de um gato perdido.

d) dos maus-tratos sofridos por animais de rua.

e) do afeto entre pessoas e animais.

03 – Enumere as frases abaixo de acordo com a ordem em que os fatos aparecem no texto. Depois, escolha a alternativa que corresponda à resposta correta.

( ) James e Belle viram, pela primeira vez, o gato laranja porque precisaram usar a escada do prédio.

( ) James ficou desapontado, mas, principalmente, aliviado quando não encontrou o gato laranja no corredor.

( ) A previsão de mau tempo levou James a voltar para casa mais cedo do que de costume.

(  ) O rapaz fez carinho no pescoço do animal para ficar seu amigo e, também, para saber se usava coleira.

(  ) A companhia do gato, em seu apartamento, provocou em James uma sensação boa.

a) 2 – 4 – 1 – 3 – 5.          

b) 3 – 1 – 4 – 5 – 2.

c) 1 – 3 – 5 – 2 – 4.          

d) 2 – 4 – 3 – 1 – 5.    

e) 3 – 4 – 2 – 1 – 5.

04 – Analise os trechos sublinhados das frases abaixo e marque (F) se indicar um FATO ou (O) uma OPINIÃO sobre determinado fato. Depois, escolha a alternativa que corresponda à resposta correta.

( ) “Ele me encarou com um olhar inteligente.”

( ) “Na manhã seguinte, o gato ainda estava lá.”

( ) “Desci apressado pelo corredor para ver se encontrava o tal gato laranja, mas ele havia ido embora.”

( ) “Senti algo muito bom por ele estar ali no meu apartamento.”

( ) “Eu tinha agora uma companhia.”

a) F – F – O – O – F        

b) O – F – O – F – O

c) O – F – F – O – F        

d) O – O – F – F – O       

e) F – O – O – F – F.

05 – Se o narrador da história fosse Belle, a frase “Contrariado, me afastei e fui pegar o ônibus para o distrito de Covent Garden, onde tentaria ganhar alguns trocados me apresentando na rua” poderia ser reescrita, mantendo a coerência, como:

a) Contrariado, se afastou e foi pegar o ônibus para o distrito de Covent Garden, onde tentaria ganhar alguns trocados me apresentando na rua.

b) Contrariada, me afastei e fui pegar o ônibus para o distrito de Covent Garden, onde tentaria ganhar alguns trocados me apresentando na rua.

c) Contrariado, se afastou e foi pegar o ônibus para o distrito de Covent Garden, onde tentaria ganhar alguns trocados se apresentando na rua.

d) Contrariados, nos afastamos e fomos pegar o ônibus para o distrito de Covent Garden, onde tentaríamos ganhar alguns trocados nos apresentando na rua.

e) Contrariada, se afastei e foi pegar o ônibus para o distrito de Covent Garden, onde tentaria ganhar alguns trocados se apresentando na rua.

06 – Em “Passei grande parte de minha existência provando que isso é verdade”, o pronome isso se refere:

a) à imensa sorte de recebermos chances todos os dias da nossa vida sem valorizarmos essa excelente oportunidade.

b) às chances perdidas no decorrer das nossas vidas.

c) à ideia de recebermos uma segunda chance todos os dias, e, de modo geral, não a aproveitarmos.

d) à prova de que uma segunda chance deve ser aproveitada.

e) à amizade entre James e Bob.

07 – Em “Conheci Bob numa noite sombria. Era uma quinta-feira de março. Havia previsão de geada, por isso cheguei em casa, no norte de Londres, um pouco mais cedo do que de costume, após mais um dia nas ruas movimentadas de Covent Garden”, os termos em negrito podem ser substituídos, sem mudar o sentido do texto, respectivamente, por:

a) escura – habitualmente.          

b) fria – usualmente.

c) triste – sempre.                         

d) cinzenta – ontem.

e) desanimadora – diariamente.

08 – A partir da leitura do texto e da passagem “… tentaria ganhar alguns trocados me apresentando na rua”, pode-se entender que James:

a) se distrai com as suas apresentações pelas ruas do distrito de Convent Garden.

b) vai para as ruas para alegrar as pessoas que transitam por elas.

c) faz apresentações pelas ruas do distrito para se tornar um artista.

d) tem uma ONG que protege animais de rua.

e) se apresenta nas ruas porque precisa ganhar dinheiro

TEXTO: SAPOS, RÃS, PERERECAS E CIÊNCIA CIDADÃ - FRAGMENTO - JOÃO V. LACERDA - COM GABARITO

 Texto: Sapos, rãs, pererecas e ciência cidadã – Fragmento

 

        [...]

        De repente, um toc-toc-toc à noite, perto do brejo, chama a atenção. “Quem bate?” Na verdade, a pergunta deveria ser: “quem coaxa?”, porque o som é típico da perereca-martelo. Na sequência, ouve-se um “fiu-fiu-fiu”. Seria um passarinho caído da árvore? Que nada! É a rãzinha-assobiadora, que não se contém de alegria depois de um banho de chuva.

 

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgDl42EZhFHSXN4IZQrTDs162ScbyxklEH4u3TOE7Nw-Iv0GZcpHWycz-U4HugKjUFJJgAL5a8iWYAj2dKLeB3fj85jUU4gLfOOq9r6Pb8YLsGWNAhbIlta5jH_yX5Knq4dMhS-6SluJI7FoZkuhek95uVJ2k5BAzO6nODl84m8wFzk8aCUfzhVmmbdWLU/s320/images.jpg  

LACERDA, João V.; GHILARDI-LOPES, Natalia P. Sapos, rãs, pererecas e ciência cidadã. Ciência Hoje das Crianças, Rio de Janeiro, n. 353, abr. 2024. Disponível em: https://chc. org.br/artigo/sapos-ras-pererecas-e-ciencia-cidada/. Acesso em: 26 maio 2026.

 

Entendendo o texto:

01 – As expressões destacadas no texto são exemplos de:

a) metáforas.

b) onomatopeias.

c) comparações.

d) personificações.

 

02 – Ao descobrir que o som não é produzido por alguém “batendo”, mas por um animal, o texto provoca no leitor:

a) medo e preocupação.

b) curiosidade e surpresa.

c) tristeza e desânimo.

d) indiferença e distração.

 

ORAÇÕES COORDENADAS - TIRINHA - COM GABARITO

 Orações Coordenadas – Tirinha

Leia a tirinha do cartunista Jean Galvão:

 


Entendendo a tirinha:

01 – Os amigos se distanciarem e só se encontrarem muito tempo depois é comum. Contudo, essa tirinha nos surpreende, com a intenção de provocar humor. Em que quadrinho ficamos sabendo o real motivo do afastamento dos dois amigos? Explique.

      No 4º quadrinho. Ao bater o "tá" no 3º quadrinho e começar a contar no 4º quadrinho, revela-se o verdadeiro motivo da procura.

 

02 – Há uma conjunção que colabora para a mudança de expectativa do leitor. Que conjunção é essa e que ideia ela expressa? Explique.

      É a conjunção "mas" ("Mas finalmente te achei..."). Ela expressa uma ideia de oposição/adversidade.

 

03 – A conjunção e pode expressar outras ideias além da adição, como adversidade e conclusão. Que ideia essa conjunção expressa no terceiro quadrinho? 

      No terceiro quadrinho ("...te achei e agora está com você!"), a conjunção "e" expressa uma ideia de conclusão (ou consequência / sequência temporal).

 

04 – Reescreva o período do terceiro quadrinho, substituindo a conjunção e por outra, conforme a resposta dada na questão 3. Classifique as orações.

      "Mas finalmente te achei, portanto agora está com você!" (ou "por isso", "logo").

      "Mas finalmente te achei": Oração coordenada sindética adversativa (devido ao "mas" no início).

      "agora está com você": Oração coordenada sindética conclusiva (pela introdução da conjunção "portanto" / "logo").

 

05 – Nos itens abaixo, reúna cada par de orações em um único período, usando uma conjunção que explicite adequadamente a relação lógico-semântica entre elas, depois indique se essa relação é de adição, oposição, alternância, conclusão ou explicação.

a) Sabemos muito sobre o universo. Às vezes, não sabemos o nome do nosso vizinho.

      Período reunido: Sabemos muito sobre o universo, mas às vezes não sabemos o nome do nosso vizinho. (ou "porém", "contudo")

      Relação: Oposição (Adversidade).

b) Com a falta de chuvas a vegetação rasteira secou. O perigo de incêndio era constante.

      Período reunido: Com a falta de chuvas a vegetação rasteira secou, por isso o perigo de incêndio era constante. (ou "portanto", "logo")

      Relação: Conclusão.

c) Lute com toda disposição do mundo. Desista de seus sonhos.

      Período reunido: Lute com toda disposição do mundo ou desista de seus sonhos.

      Relação: Alternância.

d) Lute com toda disposição do mundo. A realização de seus sonhos depende só de você.

      Período reunido: Lute com toda disposição do mundo, pois a realização de seus sonhos depende só de você. (ou "porque", "já que")

      Relação: Explicação.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

POEMA: BOM DIA, TODAS AS CORES! RUTH ROCHA - COM GABARITO

 Poema: Bom Dia, Todas as Cores! 

             Ruth Rocha

Meu amigo Camaleão acordou de bom humor.
-- Bom dia, sol, bom dia, flores,
bom dia, todas as cores!

Lavou o rosto numa folha
Cheia de orvalho, mudou sua cor
Para a cor-de-rosa, que ele achava
A mais bonita de todas, e saiu para
O sol, contente da vida.

Meu amigo Camaleão estava feliz
Porque tinha chegado a primavera.
E o sol, finalmente, depois de
Um inverno longo e frio, brilhava,
Alegre, no céu.
-- Eu hoje estou de bem com a vida
-- Ele disse. – quero ser bonzinho
Pra todo mundo...

Logo que saiu de casa,
O Camaleão encontrou
O professor pernilongo.
O professor pernilongo toca
Violino na orquestra
Do Teatro Florestal.
-- Bom dia, professor!
Como vai o senhor?
-- Bom dia, Camaleão!
Mas o que é isso, meu irmão?
Por que é que mudou de cor?
Essa cor não lhe cai bem...
Olhe para o azul do céu.
Por que não fica azul também?

O Camaleão,
Amável como ele era,
Resolveu ficar azul
Como o céu da primavera...

Até que numa clareira
O Camaleão encontrou
O sabiá-laranjeira:
-- Meu amigo Camaleão,
Muito bom dia e você!
Mas que cor é essa agora?
O amigo está azul por quê?

E o sabiá explicou
Que a cor mais linda do mundo
Era a cor alaranjada,
Cor de laranja, dourada.

Nosso amigo, bem depressa,
Resolveu mudar de cor.
Ficou logo alaranjado,
Louro, laranja, dourado.
E cantando, alegremente,
Lá se foi, ainda contente...

Na pracinha da floresta,
Saindo da capelinha,
Vinha o senhor louva-a-deus,
Mais a família inteirinha.
Ele é um senhor muito sério,
Que não gosta de gracinha.
-- bom dia, Camaleão!
Que cor mais escandalosa!
Parece até fantasia
Pra baile de carnaval...

Você devia arranjar
Uma cor mais natural...
Veja o verde da folhagem...
Veja o verde da campina...
Você devia fazer
O que a natureza ensina.

É claro que o nosso amigo
Resolveu mudar de cor.
Ficou logo bem verdinho.
E foi pelo seu caminho...

Vocês agora já sabem como era o Camaleão.
Bastava que alguém falasse, mudava de opinião.
Ficava roxo, amarelo, ficava cor-de-pavão.
Ficava de toda cor. Não sabia dizer NÃO.

Por isso, naquele dia, cada vez que
Se encontrava com algum de seus amigos,
E que o amigo estranhava a cor com que ele estava...
Adivinha o que fazia o nosso Camaleão.
Pois ele logo mudava, mudava para outro tom...

Mudou de rosa para azul.
De azul para alaranjado.
De laranja para verde.
De verde para encarnado.
Mudou de preto para branco.
De branco virou roxinho.
De roxo para amarelo.
E até para cor de vinho...

Quando o sol começou a se pôr no horizonte,
Camaleão resolveu voltar para casa.
Estava cansado do longo passeio
E mais cansado ainda de tanto
mudar de cor.
Entrou na sua casinha.
Deitou para descansar.
E lá ficou a pensar:
-- Por mais que a gente se esforce,
Não pode agradar a todos.
Alguns gostam de farofa.
Outros preferem farelo...
Uns querem comer maçã.
Outros preferem marmelo...
Tem quem goste de sapato.
Tem quem goste de chinelo...
E se não fossem os gostos,
Que seria do amarelo?

Por isso, no outro dia, Camaleão levantou-se
Bem cedinho.
-- Bom dia, sol, bom dia, flores,
Bom dia, todas as cores!

Lavou o rosto numa folha
Cheia de orvalho,
Mudou sua cor para
A cor-de-rosa, que ele
Achava a mais bonita
De todas, e saiu para
O sol, contente
Da vida.

Logo que saiu, Camaleão encontrou o sapo cururu,
Que é cantor de sucesso na Rádio Jovem Floresta.
-- Bom dia, meu caro sapo! Que dia mais lindo, não?
-- Muito bom dia, amigo Camaleão!
Mais que cor mais engraçada,
Antiga, tão desbotada...
Por que é que você não usa
Uma cor mais avançada?

O Camaleão sorriu e disse para o seu amigo:
-- Eu uso as cores que eu gosto,
E com isso faço bem.
Eu gosto dos bons conselhos,
Mas faço o que me convém.
Quem não agrada a si mesmo,
Não pode agradar ninguém...
E assim aconteceu
O que acabei de contar.
Se gostaram, muito bem!
Se não gostaram, AZAR! 

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiPRMCE1aq1kAU6xCuVUPCnDCY5_2fgtQ4WAarRAkA8i0UWv76GpXpUZryvnZh48jy21RHgsc5x9FXetl4XA9XiSq3Ob26qhRhEbhcchsHUbCxHiG8axbzIZUBpZSuW7AdoUIQTMJIFDJ3tjkNr8G1UR7YSpO8LVQi4pVqavRlLx8tGwa1TUj-Zd9VJHGs/s1600/images.jpg 

 

Disponível em: http://www2.uol.com.br/ruthrocha/historias_15.htm

 

Entendendo o poema:

01 – Escreva o nome de alguns personagens do texto.

      Alguns dos personagens que aparecem na história são: Camaleão; Professor Pernilongo; Sabiá-Laranjeira; Senhor Louva-a-Deus (e sua família) e Sapo Cururu.

 

02 – Quem é o personagem principal do texto? Quais suas características?

      O personagem principal é o Camaleão.

      Suas características: Ele é alegre, simpático, amável, bem-humorado e gosta de agradar os outros. No início, ele era muito ingênuo e sem opinião própria, pois "não sabia dizer NÃO" e mudava de cor sempre que alguém sugeria. No final, ele se torna mais autoconfiante e decidido.

 

03 – Qual era a cor preferida do Camaleão?

      A cor preferida dele era a cor-de-rosa, que ele achava a mais bonita de todas.

 

04 – O Camaleão mudou várias vezes de cor. Escreva uma dessas mudanças e porque ela a fez.

      Mudou do rosa para o azul porque o Professor Pernilongo disse que a cor rosa não lhe caía bem e sugeriu o azul do céu.

 

05 – O Camaleão acordava de bom humor e cumprimentava as coisas ao seu redor. Como era esse cumprimento? E você? Costuma cumprimentar as pessoas? Como?

      Como o Camaleão cumprimentava: Ele dizia alegremente: "-- Bom dia, sol, bom dia, flores, bom dia, todas as cores!"

      Resposta pessoal: (Escreva como você costuma dar bom dia ou cumprimentar sua família, amigos e professores no dia a dia, por exemplo: "Sim, eu costumo dar bom dia para minha família com um sorriso" ou "Cumprimento meus amigos na escola com um aceno").

 

06 – Depois de fazer os gostos de todos, o Camaleão mudou de ideia. Mudou para a cor que mais gostava e disse ao sapo:

Eu uso as cores que eu gosto,

E com isso faço bem.

Eu gosto dos bons conselhos,

Mas faço o que me convém.

Quem não agrada a si mesmo,

Não pode agradar ninguém...

        O que você achou das palavras do Camaleão? Concorda ou não com ele?

      Respostas pessoal. Sugestão: Achei as palavras do Camaleão muito sábias. Concordo com ele porque é importante ouvir os conselhos das pessoas, mas não podemos deixar de ser quem realmente somos só para tentar agradar todo mundo. Se não respeitarmos nossos próprios gostos e desejos, nunca seremos felizes de verdade.

 

07 – Agora vamos falar de você. Você costuma mudar de ideia ou fazer alguma coisa só porque os outros querem ou tem suas próprias ideias? Escreva.

      Se você tem opinião própria: "Eu costumo manter minhas ideias. Quando me sugerem algo, eu escuto, mas só mudo de opinião se eu realmente achar que a outra pessoa tem razão."

      Se você costuma ceder: "Às vezes eu acabo mudando de ideia só para agradar meus amigos ou evitar brigas, mas estou aprendendo a defender mais o que eu gosto."

 

08 – Qual mensagem o texto passou a você?

      Respostas pessoal. Sugestão: A mensagem principal é sobre autenticidade, autoaceitação e respeito às diferenças. O texto ensina que é impossível agradar a todos, pois cada pessoa tem gostos e opiniões diferentes. Portanto, o mais importante é estarmos bem conosco mesmos.

 

09 – Identifique os elementos da narrativa seguindo as pistas abaixo:

a) Espaço: Onde acontece a história ou o fato narrado? Que pistas se tem para poder identificar o espaço?

      Na floresta (passando por clareiras, pela pracinha perto da capelinha e pelo caminho de volta para a casa do Camaleão). As pistas no texto são menções a "Teatro Florestal", "clareira", "pracinha da floresta", "campina" e "folhagem".

b) Tempo: Quando acontece a história do Camaleão?

      A história se passa ao longo de dois dias, começando pela manhã bem cedinho na primavera, passando pelo pôr do sol, e terminando na manhã do dia seguinte.

c) Personagem: Quem participou da história? Quem o Camaleão encontrou?

      O Camaleão (protagonista), o Professor Pernilongo, o Sabiá-Laranjeira, o Senhor Louva-a-Deus (com sua família) e o Sapo Cururu.

d) Narrador: Quem contou a história? Foi o camaleão?

      Narrador-observador (em 3ª pessoa). Não foi o Camaleão quem contou a história, mas sim alguém de fora que conhece tudo o que aconteceu ("Meu amigo Camaleão...", "Vocês agora já sabem...").

e) Enredo: O que foi contado? Sobre o que se falou? 

      É a história de um camaleão que, por querer agradar a todos os amigos que encontrava pelo caminho, passava o dia todo mudando de cor. Cansado no fim do dia, ele percebe que cada um tem seu gosto e que é impossível agradar a todos. No dia seguinte, decide usar a cor que ele próprio mais gosta (rosa) e aprende a defender suas vontades.