domingo, 12 de abril de 2026

MÚSICA(ATIVIDADES): SEMENTES - FRAGMENTO (PART. DRIK BARBOSA) - EMICIDA - COM GABARITO

 Música (Atividades): Sementes – Fragmento (part. Drik Barbosa)

            Emicida

Se tem muita pressão
Não desenvolve a semente
É a mesma coisa com a gente
Que é pra ser gentil
Como flor é pra florir
Mas sem água, Sol e tempo
Que botão vai se abrir?
É muito triste, muito cedo
É muito covarde
Cortar infâncias pela metade
Pra ser um adulto, sem tumulto, não existe atalho
Em resumo
Crianças não têm trabalho, não, não, não
Não ao trabalho infantil

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEghdBI4rburCRpSl7RwnW6FpYI7Hpv6rjzb5TvgMSiJNA7V3-umuDp3fLejYo9msio2WkQUwQUXMhAJlEAiRCPGJAq19zL552tfXPacpz_juhxC13V5-S8cFcQWgm2jDmt9ZrLKInEBzc8bHx_W1un1VCJaYCAIyz8LH-ChV8oFw4NHMR0RPH5_1_oA9xE/s320/EMICIDA.jpg


Desde cedo, 9 anos, era um pingo de gente
Empurrado a fórceps, pro batente
O bíceps dormente, a mão cheia de calo
Treme, não aguenta um lápis, no fundão de São Paulo (puts)
Se a alma rebelde se quer domesticar
Menina preta perde infância, vira doméstica
Amontoados ao relento, sem poder se esticar
Um baobá vira um bonsai, é só assim pra explicar
Que o nosso povo nas periferia
Precisa encher suas panela vazia
Dignidade é dignidade, não se negocia
Porque essa troca leva infância, devolve apatia
E é pior na pandemia
Sobra ferida na alma
Uma coleção de trauma
Fora a parte física
E nóis já tá na parte crítica
Pra que o nosso futuro não chore
A urgência é: Precisamos ser melhores, viu?

[...]

SEMENTES. Intérpretes: Emicida, Drik Barbosa. Composição: Emicida; Drik Barbosa; Nave; Thiago Jamelão. Sementes: single de Emicida, Drik Barbosa. São Paulo: Laboratório Fantasma, 2020. Digital (3min56s).

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 236.

Entendendo a música:

01 – No início da letra, o autor utiliza uma metáfora comparando o desenvolvimento humano ao de uma planta. O que a 'semente' representa nesse contexto?

a) A semente é uma referência direta à agricultura, tema principal da música.

b) A semente simboliza o dinheiro que as famílias ganham com o trabalho infantil.

c) A semente representa o trabalho pesado que a criança deve realizar desde cedo.

d) A semente representa o potencial de uma criança que precisa de condições adequadas para crescer.

02 – O que o trecho 'Cortar infâncias pela metade' significa em relação ao trabalho infantil?

a) Dividir o tempo da criança entre a escola e o trabalho doméstico.

b) Uma técnica de amadurecimento precoce incentivada pelos autores.

c) A interrupção do desenvolvimento natural e do direito de viver a infância plenamente.

d) O ato de crianças ajudarem os pais em tarefas simples de casa.

03 – A música afirma categoricamente: 'Crianças não têm trabalho'. Qual é a principal mensagem dessa afirmação?

a) Que não existem vagas de emprego para menores de idade no Brasil.

b) Que as crianças são preguiçosas e não gostam de obrigações.

c) Que as crianças não sabem realizar tarefas de forma eficiente.

d) Que a única função da criança deve ser o estudo e o brincar, livre de exploração laboral.

04 – Na estrofe de Drik Barbosa, ela diz: 'Um baobá vira um bonsai'. O que essa comparação simboliza?

a) A adaptação necessária para sobreviver em apartamentos pequenos.

b) A limitação forçada do potencial de uma pessoa devido às condições sociais.

c) A beleza de se tornar um adulto resiliente nas periferias.

d) O crescimento natural de árvores em diferentes ambientes.

05 – De acordo com a letra, por que muitas famílias nas periferias acabam submetendo crianças ao trabalho?

a) Para que os filhos aprendam o valor do dinheiro desde cedo.

b) Porque o trabalho é visto como uma forma de lazer na comunidade.

c) Por falta de interesse dos pais na educação dos filhos.

d) Pela necessidade urgente de combater a fome e 'encher as panelas'.

06 – Quais são as consequências físicas e emocionais do trabalho infantil mencionadas no fragmento?

a) Apenas o cansaço passageiro que se resolve com descanso.

b) Melhora na caligrafia e no desempenho escolar nas escolas de São Paulo.

c) Mãos com calos, bíceps dormentes e traumas na alma.

d) Maior força física e amadurecimento emocional precoce.

07 – O que a letra sugere quando diz que 'Dignidade não se negocia'?

a) Que os direitos básicos de uma criança não devem ser trocados por sobrevivência econômica.

b) Que as negociações salariais devem ser feitas apenas por adultos.

c) Que o trabalho infantil é aceitável se o salário for digno.

d) Que a dignidade só pode ser alcançada por meio do trabalho árduo.

 

 

NOTÍCIA: PRÓS E CONTRAS DO USO DE TECNOLOGIA NAS SALAS DE AULA - FRAGMENTO - REVISTA VERSAR - COM GABARITO

 Notícia: Prós e contras do uso de tecnologia nas salas de aula – Fragmento

        Enquanto escolas querem inovar na aprendizagem, expoentes da revolução digital escolhem centros de educação sem tablets ou computadores para seus filhos

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg9nasL2kHZYRIGeJ_GcIEXVj92t0rkNqhQlyRvMOVI47lGKA7-ntPjx8ni8fiNmGDHszm-8BVg5YdckyHhdl7-alRqlGC-xN2ya2TklGLz6a-s-n_EEhK40VwFWKc1xGMe8F3VIopbT5xduLFriT1L-zTMDRtYpWQqxF76-WYISxxMnsaZlo97Ihslneo/s320/Gr%C3%A1fico_de_Processo_Fluxograma_em_Azul_Rosa_e_Ciano.png


        Escolas de todo o mundo se esforçam para introduzir métodos inovadores que incorporam gadgets, aplicativos e celulares nas salas de aula. Enquanto isso, no Vale do Silício, Estados Unidos, epicentro da revolução digital das últimas décadas, grandes nomes da tecnologia preferem que seus filhos, sobretudo as crianças, estudem em escolas que praticamente proíbem o uso de telas no processo de aprendizagem.

        Dentro dessa polêmica a psicopedagoga Lorena Nolasco fala sobre o uso da tecnologia nas escolas infantis.

        -- A utilização de telas, tanto em casa quanto nas escolas, deve ter firme moderação e observância porque as crianças estão sendo expostas a longos períodos de ações virtuais que mexem muito com a emoção e a satisfação momentânea – explica ela, que também é especialista em desenvolvimento cognitivo infantil.

        Confira uma lista com oito prós e contras do uso de dispositivos tecnológicos no processo de aprendizagem:

PRÓS

-- A imersão possibilitada pelos equipamentos de realidade virtual pode levar quem está aprendendo para dentro do conhecimento. Com mais sentidos envolvidos, o aprendizado tende a ficar mais concreto e envolvente.

-- Usar a tecnologia na sala de aula, a favor da aprendizagem, aguça a percepção das crianças.

-- A criação de fóruns pela internet voltados aos debates de temas tratados em sala de aula pode estimular a troca de informações e facilitar o aprendizado.

-- As telas de computadores ou tablets podem promover inclusão já que são adaptáveis para crianças com deficiências motoras, auditivas ou de visão.

CONTRAS

-- Criatividade é algo essencialmente humano. Ao inserir telas diante de uma criança com o intuito de facilitar a aprendizagem, dependendo de como forem utilizadas, as crianças podem ter suas habilidades motoras e a emoção de aprender limitadas.

-- Tablets e celulares são estimulantes visuais que podem reduzir a capacidade de concentração e atenção para além das atividades escolares. [...]

-- O uso individualizado de tablets, notebooks e celulares nas salas de aula pode diminuir a socialização. [...]

Prós e contras do uso de tecnologia nas salas de aula. Revista Versar, 2 jun. 2019. Disponível em: https://www.revistaversar.com.br/tecnologia-nas-salas-de-aula/. Acesso em: 15 out. 2020. (Adaptado).

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 220.

Entendendo a notícia:

01 – Qual é o contraste marcante apresentado no início do texto em relação ao Vale do Silício?

      O contraste é que, enquanto escolas do mundo todo se esforçam para introduzir tecnologias (gadgets e aplicativos), os grandes nomes da tecnologia no Vale do Silício preferem que seus filhos estudem em escolas que praticamente proíbem o uso de telas.

02 – Segundo a psicopedagoga Lorena Nolasco, por que o uso de telas deve ter "firme moderação"?

      Porque as crianças estão sendo expostas a longos períodos de ações virtuais que impactam fortemente as emoções e buscam a satisfação momentânea, o que exige cuidado e observância por parte dos responsáveis e educadores.

03 – De que forma a realidade virtual pode atuar como um ponto positivo ("pró") na aprendizagem?

      A realidade virtual permite uma imersão profunda no conhecimento. Ao envolver mais sentidos, o aprendizado tende a se tornar mais concreto, envolvente e dinâmico para o aluno.

04 – Como a tecnologia pode atuar como uma ferramenta de inclusão nas salas de aula?

      O texto destaca que tablets e computadores são adaptáveis. Eles podem ser configurados para atender às necessidades específicas de crianças com deficiências motoras, auditivas ou de visão, facilitando o acesso ao conteúdo.

05 – Qual é o risco mencionado no texto em relação à criatividade e às habilidades motoras das crianças?

      O risco é que, se as telas forem utilizadas apenas para facilitar o aprendizado sem uma estratégia adequada, elas podem acabar limitando as habilidades motoras e a emoção de aprender, que são processos essencialmente humanos.

06 – Por que o uso de dispositivos móveis é considerado um "contra" no quesito concentração?

      Porque tablets e celulares são estimulantes visuais muito fortes. Esse excesso de estímulo pode reduzir a capacidade de concentração e de atenção da criança, inclusive em atividades que ocorrem fora do ambiente escolar.

07 – Além das questões cognitivas, qual impacto social negativo o uso individualizado de tecnologia pode causar?

      O texto alerta que o uso individual de notebooks e celulares dentro da sala de aula pode diminuir a socialização, já que o aluno interage mais com o dispositivo do que com os colegas e professores.

 

 

REPORTAGEM: O QUE É EDUCAÇÃO DE QUALIDADE? - FRAGMENTO - ROSA MARIA TORRES - COM GABARITO

 Reportagem: O que é educação de qualidade? – Fragmento

             Rosa Maria Torres

        Qualidade, associada á educação, é entendida e trabalhada de muitas maneiras. [...]

        As famílias e os políticos tendem aa se ater ao que está logo à vista: a infraestrutura.

        Assumem – equivocadamente – que se o prédio é moderno, a educação no seu interior é boa. E, ao contrário: se o lugar é precário ou a educação se faz ao ar livre, presumem – erroneamente – que a educação é má. Ultimamente, as tecnologias são cobiçadas: ter computadores e internet na escola é sinônimo de modernidade (ainda que usem pouco ou mal) e de emprego no futuro. Não obstante, se pode fazer uma educação péssima em meio aos aparatos eletrônicos e uma educação excelente sem cabos, mas próximas das pessoas e da natureza. [...] A avaliação está na moda. Muitos creem que quanto mais avaliação – de alunos, docentes, estabelecimentos etc. – melhor. Isso não é necessariamente assim. [...]

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiZfsFPBJWgsS5k2lQj6X0vRWiQ_FKzf0ZB6bDsqMym8UR4ZzOkdUs7FCurbzVm5WurXNUHa9DU0GUGJab7gdyklm1OjaaR7OD8yN2XinFVdS4ktIn4JRj6iN5JBL62L7qEFGzuEvum-YE2_-H_R2LnKV6jmwQKiooiUHnDn6SVvWO9lHxQ8Lix1Rnegs8/s320/EDUCA%C3%87%C3%83O.jpg 
 

        Também é difundida a ideia de que a educação pública é ruim e a privada boa. Há, no entanto, péssima educação privada (mesmo se é muito cara) e boa educação pública.

        Muito – pobres e ricos – dizem que é boa a escola que oferece uma segunda língua prestigiosa. [...] Para os pobres, muitas vezes, a qualidade da escola passa simplesmente por uma comida segura por dia, um professor ou uma professora que não falte, que não maltrate muito e que, oxalá, ao menos entenda a língua dos alunos. [...] O afeto, o interesse, o amor pela leitura, o gosto de aprender e a ausência de medo são ingredientes indispensáveis para uma educação de qualidade em qualquer idade. Avançar na direção de uma educação de qualidade implica, justamente, que a cidadania se informe melhor a fim de saber por que e como reivindicá-la.

TORRES, Rosa Maria. O que é educação de qualidade? Portal Aprendiz, 18 jun. 2014. Disponível em: https://portal.aprendia.uol.com,br/2014/06/18/o-que-e-educacao-de-qualidade/. Acesso em: 31 out. 2020.

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 194.

Entendendo a reportagem:

01 – De acordo com o texto, qual é o equívoco comum cometido por famílias e políticos ao avaliarem a qualidade educacional?

      O equívoco é focar apenas na infraestrutura física. Eles assumem que prédios modernos garantem automaticamente uma boa educação e que instalações precárias significam uma educação ruim, o que o texto classifica como uma conclusão errônea.

02 – Como a autora analisa a presença de tecnologias (computadores e internet) nas escolas?

      Ela afirma que as tecnologias são frequentemente vistas como sinônimo de modernidade e garantia de emprego futuro. No entanto, ressalta que é possível ter uma educação péssima mesmo com aparatos eletrônicos, se forem usados pouco ou mal, enquanto uma educação excelente pode ocorrer sem esses recursos, desde que próxima das pessoas e da natureza.

03 – O que o texto diz sobre a relação entre a quantidade de avaliações e a qualidade do ensino?

      O texto menciona que a avaliação "está na moda" e que muitos acreditam que quanto mais se avalia alunos e docentes, melhor. Contudo, a autora contesta essa ideia, afirmando que isso não é necessariamente verdade.

04 – Como a reportagem desconstrói o preconceito entre o ensino público e o privado?

      A autora desmente a ideia difundida de que a educação pública é sempre ruim e a privada é sempre boa. Ela argumenta que existe educação privada de péssima qualidade (mesmo sendo cara) e educação pública de boa qualidade.

05 – Quais são as expectativas de qualidade escolar citadas para as famílias pobres, segundo o fragmento?

      Para as famílias pobres, a qualidade muitas vezes é medida por necessidades básicas: ter ao menos uma refeição garantida por dia, um professor que não falte, que não maltrate os alunos e que consiga compreender a língua/realidade dos estudantes.

06 – Além dos recursos materiais, quais são os "ingredientes indispensáveis" para uma educação de qualidade mencionados pela autora?

      Os ingredientes essenciais são subjetivos e humanos: o afeto, o interesse, o amor pela leitura, o gosto de aprender e a ausência de medo no ambiente escolar.

07 – Qual é a condição necessária para que a sociedade possa avançar na direção de uma educação de qualidade?

      Segundo o encerramento do texto, é necessário que a cidadania se informe melhor para que saiba exatamente por que e como reivindicar uma educação que vá além das aparências.

 

NOTÍCIA: POLUIÇÃO DO SOLO - FRAGMENTO - ALMANAQUE RECREIO - COM GABARITO

 Notícia: POLUIÇÃO DO SOLO – Fragmento

        É na camada mais externa da superfície terrestre, chamada solo, que se desenvolvem os vegetais. Quando o solo é contaminado, tanto os cursos subterrâneos de água como as plantas podem ser envenenadas.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhYeKkk9UvVlotAk4Q6barNrVZhbAAD7ZdKtjqLSi0rzdEH3t6eZLF1G_EzvlgTs2KkQuRi_h9MoUgU9I2mrhFzDiURQk29NH-P9IEO46hmbAp1lSabJwy_yN4JeTuPDGuuItcEYpDhau4JF8fqdnsbCAC2w3YoUSrxQCud4fDVKUdIqRoopq9LPRv4DTk/s1600/SOLO.jpg

 

        Os principais poluentes do solo são os produtos químicos usados na agricultura. Eles servem para destruir pragas e ervas daninhas, mas também causam sérios estragos ambientais.

        O lixo produzido pelas fábricas e residências também pode poluir o solo. Baterias e pilhas jogadas no lixo, por exemplo, liberam líquidos tóxicos e corrosivos. Nos aterros, onde o lixo das cidades é despejado, a decomposição da matéria orgânica gera um liquido escuro e de mau cheiro chamado chorume, que penetra no solo e contamina mesmo os cursos de água que passam bem abaixo da superfície.

        [...]

Almanaque Recreio. São Paulo: Abril. Almanaques CDD_056-9. 2003.

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 153.

Entendendo a notícia:

01 – Qual é a importância da camada mais externa da superfície terrestre mencionada no texto?

       A camada mais externa é o solo, e sua importância fundamental reside no fato de ser nela que se desenvolvem os vegetais, que servem de base para a vida e a agricultura.

02 – Como a poluição do solo pode atingir recursos que não estão na superfície?

      Através da infiltração. Substâncias como o chorume (gerado nos aterros) e produtos químicos penetram na terra, contaminando os cursos subterrâneos de água que passam bem abaixo da superfície.

03 – Quais são os principais poluentes originados da agricultura e qual é a contradição no seu uso?

      São os produtos químicos (agrotóxicos). A contradição é que, embora sejam utilizados para finalidades consideradas "úteis" pelo agricultor — como destruir pragas e ervas daninhas —, eles acabam causando sérios e graves estragos ao meio ambiente.

04 – De que forma o lixo doméstico e industrial, especificamente pilhas e baterias, contribui para a degradação do solo?

      Quando são descartados incorretamente no lixo comum, esses objetos liberam líquidos tóxicos e corrosivos que envenenam a terra e comprometem a saúde do ecossistema.

05 – O que é o chorume e como ele se forma de acordo com a notícia?

      O chorume é um líquido escuro, de mau cheiro e altamente poluente. Ele se forma nos aterros sanitários a partir do processo de decomposição da matéria orgânica presente no lixo das cidades.

 

ROMANCE: A MORTE E O METEORO - FRAGMENTO - JOCA REINERS TERRON - COM GABARITO

 Romance: A Morte e o Meteoro – Fragmento

                Joca Reiners Terron

        1 – Grande mal

        [...] No começo, os cinquenta Kaajapukugi iriam para o Canadá. Tendo saído da Amazônia, de um lugar mais quente que o inferno e onde as chuvas equatoriais já não caíam tão caudalosas quanto no passado, dificilmente se adaptariam aos rigores negativos do clima canadense. Assim, terminaram em Oaxaca.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgBZaeGN4rh98_WsKWbZQ1HL14J3X-F5BdEl7ni9pYB8z1Pnl79UfGRLmKgscdP4tJBLGqrj3Q75iG0eZzxWMBtAjItl97IUSMdH3mZ4nKo3jz8r5PVsXx4AMc9piA18ANoaiXJco3wk_6hw1y2Wj1PpynRLEJqVBLpoJunQaykv_P3KLCHiuRssGPaC2Y/s320/A%20MORTE.jpg


        Se a zona árida da planície daqui não servia para eles, nada mais no mundo se parecia com a selva amazônica ou com aquilo que restava dela, algumas dezenas de hectares de árvores agonizantes em vias de serem calcinadas pelo sol. Os Kaajapukugi, uma tribo isolada que recusava contato com o homem branco, viviam numa paisagem desertificada sem estarem preparados. [...]

        O ecossistema onde viviam foi inteiramente destruído [...] e com ele suas plantas medicinais sagradas e até os venenos nos quais embebiam flechas e o timbó que usavam para pescar. Peixes morreram, rios secaram. [...] Nada restou além de areia e erosão. [...].

TERRON, Joca Reiners. A morte e o meteoro. São Paulo: Todavia, 2019. p. 11-24.

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 149.

Entendendo o romance:  

01 – Qual era o destino inicial planejado para os cinquenta Kaajapukugi após saírem da Amazônia e onde eles acabaram se estabelecendo?

      O destino inicial planejado era o Canadá. No entanto, devido ao receio de que não se adaptariam ao clima extremamente frio (rigores negativos) após virem de uma região equatorial, eles acabaram sendo levados para Oaxaca, no México.

02 – Como o autor descreve a situação atual da selva amazônica no trecho citado?

      O autor descreve a selva como algo que praticamente não existe mais, restando apenas "algumas dezenas de hectares de árvores agonizantes" que estão prestes a ser queimadas (calcinadas) pelo sol, transformando-se em uma paisagem desertificada.

03 – Por que a adaptação dos Kaajapukugi ao novo ambiente é considerada difícil, segundo o texto?

      Porque eles formavam uma tribo isolada que recusava o contato com o homem branco e viviam em uma paisagem que se tornou deserta sem que estivessem preparados para isso. Além disso, o texto menciona que nada no mundo (nem o Canadá, nem a zona árida de Oaxaca) se assemelhava mais ao seu habitat original destruído.

04 – Quais foram as consequências práticas da destruição do ecossistema para o modo de vida da tribo?

      A destruição eliminou recursos vitais para a sobrevivência e cultura da tribo, como as plantas medicinais sagradas, os venenos para as flechas e o timbó usado na pesca. O texto enfatiza que os peixes morreram e os rios secaram, restando apenas areia e erosão.

05 – O que o fragmento sugere sobre as mudanças climáticas na região de origem dos indígenas?

      O texto sugere uma mudança drástica no clima e no ambiente: a Amazônia é descrita como um lugar "mais quente que o inferno" e menciona que as chuvas equatoriais, antes abundantes, já não caem com a mesma intensidade (caudalosas) que no passado.

 

POESIA: RELÓGIO - OSWALD DE ANDRADE - COM GABARITO

 Poesia: Relógio

            Oswald de Andrade

As coisas são

As coisas vêm

As coisas vão

As coisas

Vão e vêm

Não em vão

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEheBJLqVo3iSXA7i3u2HcDJtAtXVNG6CAyBrouux96VwnM1W9wlZ_SzIKtVZWn2n0xRxMgroad-obink_yO_TxxUhzV-EIjSq6aN3ceX3F-t8J1k_YQzCK-VXj5Ehb8sy9A0GUouu2oeGVHQVGngjmUa1R8A3-oibzgOADzyu3wSK68c-adeHYEsGhcS-8/s1600/RELOGIO.jpg


As horas

Vão e vêm

Não em vão.

Fonte: ANDRADE, Oswald de. In: ______. Poesias reunidas. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1966. p. 171.

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 153.

Entendendo a poesia:

01 – Como a estrutura visual e rítmica do poema se relaciona com o título "Relógio"?

      A estrutura do poema, composta por versos curtos e repetitivos, mimetiza o movimento mecânico e constante de um relógio (o "tique-taque"). A alternância entre "vêm" e "vão" cria um ritmo cadenciado que sugere a passagem inexorável do tempo e a circularidade dos ponteiros.

02 – Qual é o efeito de sentido produzido pela repetição das palavras "vão" e "vêm" ao longo do texto?

      A repetição enfatiza a ideia de transitoriedade e movimento contínuo. Ao dizer que as coisas e as horas "vão e vêm", o eu lírico destaca que nada é estático na existência; tudo está num fluxo permanente de partida e chegada, de transformação.

03 – No final do poema, o autor utiliza a expressão "Não em vão". O que essa escolha sugere sobre a visão de mundo apresentada?

      A expressão "Não em vão" introduz uma nota de propósito ou significado à transitoriedade. Embora as coisas e o tempo passem rapidamente, essa passagem não é inútil ou vazia; há um sentido ou uma consequência em cada ciclo que se completa, opondo-se a uma visão puramente niilista do tempo.

04 – O poema começa com "As coisas são". Qual é a importância dessa afirmação inicial para o restante da composição?

      Essa afirmação estabelece a existência concreta do mundo antes de descrever o seu movimento. É um ponto de partida ontológico: primeiro as coisas existem ("são") para depois entrarem no fluxo do tempo ("vêm" e "vão"). Isso ancora o poema numa realidade material, característica da estética de Oswald de Andrade.

05 – Considerando as características do Modernismo, como "Relógio" exemplifica a busca pela síntese poética?

      O poema é um exemplo clássico de síntese porque utiliza o mínimo de recursos verbais para expressar uma ideia complexa (a natureza do tempo). Oswald de Andrade elimina adornos, adjetivos e pontuação excessiva, focando-se na essência do substantivo e do verbo, criando um "poema-pílula" que comunica de forma direta e concisa.

 

FICÇÃO CIENTÍFICA: EU, ROBÔ - FRAGMENTO - ISAAC ASIMOV - COM GABARITO

 Ficção científica: Eu, robô – Fragmento

             Isaac Asimov

        Olhei para minhas anotações e não gostei delas. Eu tinha passado três dias na U.S. Robots e poderia muito bem tê-los passado em casa, com a Enciclopédia Telúrica.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiQWyXYTyH0LY3MRgV8ZLQv-KZ4SjMqtq-jXax2TcmKiM4VvtRGE3z41ptdL-uD9wWxmu1d2you7aGThJlG6DU4rAaYJrPdh5ky2y4K-j6PpXa6IKkU7sCJlnMBmyN56fHKbKJ5THnIx_gzUcvCbaKpqX19gXvfcT7fnAUaoj-wMrZAVa_ZHw9x-P4xooc/s320/EU.jpg


        Susan Calvin havia nascido no ano de 1982, disseram-me, o que queria dizer que ela tinha setenta e cinco anos de idade. [...] a U.S. Robots and Mechanical Men, Inc. também tinha setenta e cinco anos, uma vez que fora no ano de nascimento da Dra. Calvin que Lawrence Robertson conseguira os documentos de constituição do que viria a ser o mais estranho gigante industrial da história da humanidade. [...]

        Aos vinte anos, Susan Calvin participara de um seminário específico sobre Psicomatemática, no qual o Dr. Alfred Lanning, da U.S. Robots, apresenta o primeiro robô móvel a ser equipado com voz. Era um robô grande, desajeitado e feio, cheirava a óleo de máquina e fora destinado a trabalhar nas minas projetadas em Mercúrio. Mas podia falar e se fazer entender.

        [...]

        Ela se formou em bacharel na Universidade de Columbia, em 2003, e começou a pós-graduação em cibernética.

        Tudo o que havia sido feito em meados do século XX em relação a “máquinas calculadoras” foi revirado por Robertson e por suas vias de cérebro positrônico. Os quilômetros de retransmissões fotocélulas tinham dado lugar ao globo esponjoso de platina-irídio mais ou menos do tamanho de um cérebro humano.

        Ela aprendeu a calcular os parâmetros necessários para corrigir possíveis variáveis no “cérebro positrônico”; a construir “cérebros” na teoria, de forma que as respostas dadas aos estímulos podiam ser previstas com exatidão.

        [...]

        Em 2008, ela terminou o doutorado e começou a trabalhar no quadro da U.S. Robôs, na qualidade de “psicóloga roboticista”, tornando-se a primeira grande profissional de uma nova ciência. Lawrence Robertson ainda era o presidente da companhia; Alfred Lanning tinha se tornado diretor de pesquisas.

        Durante cinquenta anos, ela observou o progresso humano mudar de direção – e dar um salto adiante.

        Agora ela estava se aposentando [...].

        – Dra. Calvin, – disse eu [...] –, aos olhos do público a senhora e a U.S. Robots são idênticos. Sua aposentadoria vai encerrar uma era e...

        – Você quer abordar o tema pelo ângulo do interesse humano? – Ela não sorriu para mim. Acho que ela não sorria nunca. Mas seu olhar era penetrante, embora não mostrasse raiva. Senti-o passando por mim e atravessando meu occipício, e soube que eu era estranhamente transparente para ela; que todos eram.

        Mas eu respondi:

        – Isso mesmo.

        – Interesse humano em robôs? Isso é uma contradição.

        – Não, doutora. Interesse pela senhora.

        – Bem, eu mesma já fui chamada de robô. Com certeza já lhe disseram que não sou humana.

        [...]

        Ela voltou para a mesa e sentou. De certo modo, ela não precisava de uma expressão no rosto para parecer triste.

        – Quantos anos você tem? – ela quis saber.

        – Trinta e dois – respondi.

        – Então não se lembra de um mundo sem os robôs. Houve um tempo em que a homem enfrentou o universo sozinho e sem amigos. Agora ele tem criaturas para ajudá-lo; criaturas mais fortes que ele próprio, mais fiéis, mais úteis e totalmente devotadas a ele. A humanidade não está mais sozinha. Já pensou sobre essa questão desse modo? [...] Para você, um robô é um robô. Engrenagens e metal; eletricidade e pósitrons. Mente e ferro! Fabricado por humanos! Se necessário, destruído por humanos! Mas você não trabalhou com eles, então não os conhece. Eles são uma espécie melhor e mais perfeita que a nossa.

        [...].

ASIMOV, Isaac. Eu, robô. Tradução de Aline Storto Pereira. São Paulo: Editora Aleph, 2014. p. 13-15. (Adaptado).

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 132-133.

Entendendo a ficção científica:

01 – De acordo com o texto, qual o significado das palavras abaixo:

-- Cérebro positrônico: invenção do autor para fazer referência ao cérebro dos robôs.

-- Cibernética: ciência que estuda os sistemas de comunicação e controle tanto nos seres vivos quanto nas máquinas.

-- Fotocélula: dispositivo que transforma a radiação luminosa em eletricidade.

-- Platina-irídio: elemento químico.

-- Telúrico: referente ao planeta Terra.

-- Occipício: parte posterior e inferior da cabeça.

-- Pósitrons: antipartículas dos elétrons. Possuem carga positiva e são utilizados, por exemplo, em exames médicos como ressonâncias e tomografias.

02 – De acordo com o texto, qual é a coincidência temporal entre o nascimento de Susan Calvin e a U.S. Robots?

a) Ambos surgiram no ano de 1982.

b) A Dra. Calvin nasceu quando a empresa completou 20 anos.

c) A U.S. Robots foi criada após o seminário de Psicomatemática.

d) A empresa foi fundada quando Susan se formou em 2003.

03 – Como era o primeiro robô móvel equipado com voz que Susan Calvin viu aos vinte anos?

a) Grande, desajeitado e com cheiro de óleo de máquina.

b) Pequeno, ágil e com aparência humana.

c) Um globo esponjoso de platina-irídio sem corpo fixo.

d) Uma máquina calculadora imóvel e silenciosa.

04 – Qual foi a grande inovação tecnológica que substituiu as antigas máquinas calculadoras do século XX?

a) O cérebro positrônico feito de platina-irídio.

b) A Enciclopédia Telúrica digital.

c) O sistema de voz para robôs mineiros.

d) A criação de robôs que não precisam de estímulos.

05 – Qual cargo Susan Calvin passou a ocupar na U.S. Robots após terminar seu doutorado em 2008?

a) Presidente da Companhia.

b) Engenheira de minas em Mercúrio.

c) Diretora de Pesquisas.

d) Psicóloga roboticista.

06 – No diálogo com o narrador, como Susan Calvin descreve a diferença entre a visão dela e a do público sobre os robôs?

a) Ela os vê como simples ferramentas de metal e eletricidade.

b) Ela acredita que os robôs são perigosos e precisam ser destruídos.

c) Ela os vê como máquinas desprovidas de qualquer tipo de mente.

d) Ela os considera uma espécie melhor e mais perfeita que a humana.

07 – O que Susan Calvin quer dizer ao afirmar que o homem costumava enfrentar o universo 'sozinho e sem amigos'?

a) Que a humanidade vivia em guerra constante antes de 1982.

b) Que os robôs substituirão os amigos humanos completamente.

c) Que a criação dos robôs trouxe companheiros fiéis e úteis para a espécie humana.

d) Que não existiam outras empresas além da U.S. Robots.

08 – Qual é a reação de Susan Calvin ao ser confrontada com o tema do 'interesse humano' na entrevista?

a) Ela considera contraditório o interesse humano em robôs.

b) Ela sorri para o entrevistador pela primeira vez.

c) Ela fica entusiasmada por poder contar sua história de vida.

d) Ela se sente ofendida por ser comparada a um robô.

 

HISTÓRIA: OS LOHIP-HOPBATOS EM A GUERRA DA RUA DOS SIAMIPÊS - FRAGMENTO - FLAVIO DE SOUZA - COM GABARITO

 História: Os Lohip-hopbatos em A guerra da rua dos siamipês – Fragmento

        2 – O bafafá

        [...]

        A Anita deu um sorrisenorme, como ela chama um sorrisão. E falou:

        -- Valeu, amigueterna. Vambora conhecer o novo vizinho?

        Daí a gente foi dar uma última olhada no espelho. E o Briel entrou correndo. Suado, de tanta pressa. Dizendo:

        -- Parece até que vocês vão pra uma balada. Eu preciso de reforço lá no campo de batalha!

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiRr1Lcd5vkGsRTIL1IetG8davyoWNjJzn_z8wQhBrVTAtksHNBAgjeFoEcx73Hvw3naVlWlocwTpMu__CrWS1voBX24qNzN7mWrY-f2egYox7jTctqdsud8Bk6Pu27REwBJASijIfXLYh1d049-TEW1_74vysGZDFwRTcaa60T06G-XKQdec0LjIQHe8I/s1600/SIAMI.jpg 


        Eu falei:

        -- Calma, Briel. A gente já vai.

        A Anita disse:

        -- Não deu tempo de os ratos catarem o Antônio pra turma deles.

        O Briel falou, não, ele berrou:

        -- Como é que é? Ele está almoçando na casa do Alex! Eles estão todos almoçando na casa do Alex! Se a gente não fizer alguma coisa bem rápido vai ser 4 a 3 pra eles o resto da vida!

        [...]

SOUZA, Flavio de. Os Lohip-hopbatos em A guerra da rua dos siamipês. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2013. p. 16-17.

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 239.

Entendendo a história:

01 – Qual é o neologismo (palavra inventada) que Anita utiliza para descrever um "sorrisão" e como ela chama sua amiga?

      Anita utiliza a palavra "sorrisenorme" para descrever um sorriso grande e chama a amiga de "amigueterna" (amiga eterna).

02 – Por que o personagem Briel entra em cena correndo e suado?

      Briel está com muita pressa e agitação porque considera que está em um "campo de batalha" e acredita que precisa urgentemente de reforço para uma situação que está acontecendo na rua ou no bairro.

03 – Qual é a preocupação de Briel em relação ao placar ou à disputa mencionada no final do texto?

      Ele teme que, se não agirem rápido, o grupo adversário (referido como "os ratos") ficará em vantagem numérica ou de pontuação ("vai ser 4 a 3 pra eles o resto da vida"), já que o novo vizinho, Antônio, está almoçando com o grupo de Alex.

04 – Onde Antônio, o novo vizinho, se encontra no momento do "bafafá"?

      Antônio está almoçando na casa do Alex, junto com os outros integrantes daquele grupo.

05 – Como Anita e a narradora pretendiam se preparar antes da interrupção de Briel?

      Elas estavam se olhando no espelho e se arrumando, tanto que Briel comenta, de forma irônica ou impaciente, que "parece até que elas vão para uma balada".