domingo, 11 de outubro de 2026

POEMA: ENFIM, SÓ! - DORA LÚCIA ALCÂNTARA - COM GABARITO

 Poema: Enfim, só!

          Dora Lúcia Alcântara

Finalmente,

hoje trago a certeza

de não ser só.

Será isto maturidade?

Será isto autenticidade?

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjeUXtYWPu02K07W58AP-kPn6iJy3i1slpLyDWlwRgjlO45gg2k7zSkYpC-KFQMvMEzVUTeMz0DfdsfpWksQRzhJyH2cdR0YbIG8tq4m1l0G5T5mrSciPHf7aML88qOvJeGw5rGucr3KihPxt4lB-BkeURuneMIJHvkaFh6HO60lRdxT7Sn3dr_xzPdndc/s320/images.jpg 

 

Já não espero do outro,

ninguém me decepciona mais.

e assim, vivo leve e solta!

É bom dividir, doar, amar.

Mas ninguém me acolherá completamente.

Ninguém terá tudo a me dar...

E sem cobrar, irei trocar.

 

Dependo de mim,

do que fizer,

do que me der...

Vou sempre buscar

e nunca me saciar,

só assim poderei me amar,

libertar e

CRIAR!

Dora Lúcia Alcântara. 7 outubro 2000. Retirado do site: www.existencialismo.org.br

Fonte: Língua Portuguesa. Trabalhando com a linguagem. Givan Ferreira/Isabel C. Cordeiro/Maria Ap. Almeida Kaster/Mary Marques. 6ª série – 7º ano. 1ª edição – São Paulo – 2004. Quinteto Editorial. p. 123.

Entendendo o poema:

01 – Como o título "Enfim, só!" se articula com a afirmação inicial da poetisa de ter a "certeza de não ser só"?

      Apesar de o título sugerir solidão, o poema ressignifica esse conceito para o de solitude (o estar bem consigo mesma). A autora percebe que não está verdadeiramente "só" porque encontrou em si mesma a sua própria companhia e força. Essa mudança de perspectiva traz a maturidade de entender que a plenitude vem de dentro, e não da dependência de terceiros.

02 – De que modo a perda das expectativas em relação aos outros gera a leveza mencionada na segunda estrofe?

      Quando a poetisa afirma que "já não espero do outro, ninguém me decepciona mais", ela liberta o outro da obrigação de suprir suas necessidades e a si mesma do ciclo de frustrações. Ao abandonar cobranças e expectativas irrealistas, a vida torna-se "leve e solta", permitindo relações mais autênticas, baseadas na troca espontânea e não na dependência.

03 – Como o poema equilibra a autonomia individual com a capacidade de se relacionar e amar os outros?

      O eu lírico não rejeita o convívio nem o afeto; pelo contrário, afirma que "é bom dividir, doar, amar". Contudo, reconhece com clareza que "ninguém terá tudo a me dar". O equilíbrio reside em amar e trocar sem cobranças, compreendendo que nenhum relacionamento externo pode substituir a autoaceitação e a responsabilidade pelo próprio bem-estar.

04 – Qual é o sentido do verso "Vou sempre buscar / E nunca me saciar" para o desenvolvimento pessoal da autora?

      A busca constante sem jamais se saciar representa o motor do crescimento e da evolução contínua. Para a autora, a satisfação plena e estática levaria à acomodação. O desejo ininterrupto de buscar e aprender é o que mantém a chama interior acesa, impulsionando a autoestima, a liberdade e o processo criativo.

05 – Qual é a relação entre a autoaceitação ("me amar") e a capacidade final de "libertar e CRIAR"?

      A autoaceitação e a independência emocional libertam o indivíduo do medo do julgamento alheio e da necessidade de aprovação. Somente quando a pessoa se torna dona de sua própria jornada ("dependo de mim") e se ama por inteiro é que ela alcança a verdadeira liberdade interior, condição essencial para dar asas à imaginação e ao ato criativo.

 

REPORTAGEM: A LÍNGUA DO BRASIL - ORIGENS E INFLUÊNCIAS - FRAGMENTO - CLAUDIO ANGELO - COM GABARITO

 Reportagem: A língua do Brasil – origens e influências – fragmento

        [...]

        Quando ouvir dizer que o Brasil é um país tupiniquim, não se irrite. Nos primeiros dois séculos após a chegada de Cabral, o que se falava por estas bandas era o tupi mesmo. O idioma dos colonizadores só conseguiu se impor no litoral no século XVII e, no interior, no XVIII. Em São Paulo, até o começo do século passado, era possível escutar alguns caipiras contando casos em língua indígena. No Pará, os caboclos conversavam em nheengatu até os anos 40.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgNEArSB_15M2j_u1fAC9CKXcCJ2nGqoS7gupIPMx9-5runmOpR9GlVmkG2KYDoZNWpRKcA59o6gpIEVZpy7lVT0J5vM1uYOg7rgBXg-upQkDOQpDu7XDd_Zs_YgejzDVZFipFoC1LHLxNtSN7kyY9AIUp9FdX4bUwbb_vzRtRZ8N3CDGhhq2hyT0dyy9Y/s320/images.jpg


        Mesmo assim, o tupi foi quase esquecido pela História do Brasil. ninguém sabe quantos o falavam durante o período colonial. Era o idioma do povo, enquanto o português ficava para os governantes e para os negócios com a metrópole. “Aos poucos estamos conhecendo sua real extensão”, disse à SUPER Aryon Dall’Igna Rodrigues, da Universidade de Brasília, o maior pesquisador de línguas indígenas do país. Os principais documentos, como as gramáticas e dicionários dos jesuítas, só começaram a ser recuperados a partir de 1930. a própria origem do tupi ainda é um mistério. Calcula-se que tenha nascido há cerca de 2.500 anos, na Amazônia, e se instalado no litoral no ano 200 d.C. “Mas isso ainda é uma hipótese”, avisa o arqueólogo Eduardo Neves, da USP.

        Três letras fatais

        Quando Cabral desembarcou na Bahia, a língua se estendia por cerca de 4.000 quilômetros de costa, do norte do Ceará a Iguape, ao sul de São Paulo. só variavam os dialetos. O que predominava era o tupinambá, o jeito de falar do maior entre os cinco grandes grupos (tupinambás, tupiniquins, caetés, potiguaras e tamoios). Daí ter sido usado como sinônimo de tupi. As brechas nesse imenso território idiomático eram os chamados tapuias (escravo, em tupi), pertencentes a outros troncos linguísticos, que guerreavam o tempo todo com os tupis. Ambos costumavam aprisionar os inimigos para devorá-los em rituais antropofágicos. A guerra era uma atividade social constante de todas as tribos indígenas com os vizinhos, até com os da mesma unidade linguística.

        Um dos viajantes que escreveram sobre o Brasil, Pero Magalhães Gândavo, atribuiu, delirantemente, a belicosidade dos tupinambás à língua. “Não se acha nela F, nem L, nem R, coisa digna de espanto, pois assim não têm Fé, nem Lei, nem Rei e, desta maneira, vivem sem justiça e desordenadamente”, escreveu em 1570. Para os portugueses, portanto, era preciso converter os selvagens à fé católica, o que aconteceu quando os primeiros jesuítas chegaram ao Brasil, em 1553. Esses missionários se esmeraram no estudo do tupi e a eles se deve quase tudo o que hoje é conhecido sobre o idioma.

        Também, não havia outro jeito. Quando Portugal começou a produzir açúcar em larga escala em São Vicente (SP), em 1532, a língua brasílica, como era chamada, já tinha sido adotada por portugueses que haviam se casado com índias e por seus filhos. “No século XVII, os mestiços de São Paulo só aprendiam o português na escola, com os jesuítas”, diz Aryon Rodrigues. Pela mesma época, no entanto, os faladores do tupi do resto do país estavam sendo dizimados por doenças e guerras. No começo daquele mesmo século, a língua já tinha sido varrida do Rio de Janeiro, de Olinda e de Salvador, as cidades mais importantes da costa. Hoje, os únicos remanescentes dos tupis são 1.500 tupiniquins do Espírito Santo e 4.000 potiguaras da Paraíba. Todos desconhecem a própria língua. Só falam português.

        [...]

        Coisa do diabo

        Irritado com o uso generalizado das línguas nativas, o Marquês de Pombal (1699-1782), que então governa Portugal e suas colônias, resolveu impor o português na marra, por decreto, em 1758. Num documento maluco, o Alvará do Diretório dos Índios, proibiu o uso de todas as línguas indígenas e o ensino do nheengatu, “invenção diabólica” dos jesuítas. No ano seguinte, vilas de toda a Amazônia foram rebatizadas com topônimos portugueses. Surgiram, assim, Santarém e Óbidos no Pará, Barcelos e Moura no Amazonas.

        A briga culminaria com a expulsão dos jesuítas, em 1759. “Mas a língua geral não sumiu de imediato”, observa o etno-historiador José de Ribamar Bessa Freire, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. “O português só veio se firmar no final do século passado, quando os nordestinos migraram em massa para a Amazônia, atrás da borracha”. Hoje o uso daquela língua geral se restringe à região do alto Rio Negro e a um pedaço da Venezuela.

        Como os índios, o tupi chegou ao final do século XX. Modificado, reduzido, mas ainda respirando. Da próxima vez que alguém chamar o Brasil de tupiniquim na sua frente, orgulhe-se. O país deve muito aos tupis. E até fala um pouquinho da língua deles.

Claudio Angelo. Revista Superinteressante. São Paulo, Editora Abril, dez. 1998. p. 82-5.

Fonte: Língua Portuguesa. Trabalhando com a linguagem. Givan Ferreira/Isabel C. Cordeiro/Maria Ap. Almeida Kaster/Mary Marques. 6ª série – 7º ano. 1ª edição – São Paulo – 2004. Quinteto Editorial. p. 160-161.

Entendendo a reportagem:

01 – Como se deu a transição do predomínio do tupi para o português no território brasileiro ao longo dos séculos coloniais?

      Durante os dois primeiros séculos após a chegada dos colonizadores, o tupi (ou língua geral) era o idioma falado pela maioria da população, enquanto o português ficava restrito aos governantes e às negociações formais com a metrópole. O português só conseguiu se impor de forma predominante no litoral durante o século XVII e no interior apenas no século XVIII. Em regiões isoladas como São Paulo e o Pará, relatos e conversas em variantes da língua indígena ainda podiam ser ouvidos até o início e meados do século XX, respectivamente.

02 – O que levou Pero Magalhães Gândavo a relacionar a ausência de certas letras na língua indígena com a conduta social dos tupinambás?

      Em 1570, o viajante Pero Magalhães Gândavo relacionou a ausência das consoantes F, L e R no idioma tupi às palavras Fé, Lei e Rei. Sob uma visão eurocêntrica e sem fundamentação científica, ele interpretou essa característica linguística como uma prova de que os nativos viviam "sem justiça e desordenadamente", justificando, assim, a necessidade de impor a ordem e converter os indígenas à fé católica.

03 – Qual foi o papel dos missionários jesuítas na preservação e na disseminação das línguas indígenas no Brasil colonial?

      Ao chegarem em 1553 com a missão de evangelizar os nativos, os jesuítas dedicaram-se ao estudo aprofundado do tupi, sendo responsáveis pela criação das primeiras gramáticas e dicionários da língua. Por usarem o idioma como principal ferramenta de ensino e catequese, eles garantiram que a língua continuasse viva e difundida — criando inclusive a "língua geral" (nheengatu) —, o que preservou quase todo o conhecimento histórico e linguístico que se tem do tupi atualmente.

04 – Quais foram os fatores determinantes para o declínio gradual dos falantes nativos do tupi ao longo do período colonial?

      O declínio resultou de uma combinação de fatores demográficos, epidemiológicos e políticos. Os falantes nativos foram drasticamente dizimados por guerras territoriais e por doenças trazidas pelos europeus, fazendo com que o idioma fosse eliminado de grandes centros como Rio de Janeiro, Olinda e Salvador já no início do século XVII. Mais tarde, a imposição oficial do português pelo Marquês de Pombal no século XVIII acelerou ainda mais o desaparecimento do idioma.

05 – Em que consistiu o Alvará do Diretório dos Índios de 1758 e quais foram suas consequências políticas e linguísticas?

      O Alvará do Diretório dos Índios foi um decreto emitido pelo Marquês de Pombal em 1758 para impor o uso do português no Brasil. A medida proibiu o ensino e a utilização de todas as línguas indígenas e do nheengatu, rebatizou vilas da Amazônia com nomes em português e culminou na expulsão dos jesuítas no ano seguinte (1759), enfraquecendo a presença institucional das línguas nativas na colônia.

06 – Segundo o etno-historiador José de Ribamar Bessa Freire, qual evento histórico consolidou definitivamente a língua portuguesa na região amazônica?

      O professor Bessa Freire aponta que a legislação de Pombal não eliminou a língua geral imediatamente. O português só se consolidou definitivamente na Amazônia no final do século XIX, impulsionado pela migração em massa de nordestinos para a região durante o ciclo da borracha, o que alterou a dinâmica demográfica e linguística local.

07 – Com base nas informações do texto, por que o uso do adjetivo "tupiniquim" para se referir ao Brasil deve ser visto com orgulho e não como motivo de irritação?

      O termo deve ser motivo de orgulho porque resgata as raízes históricas e culturais que moldaram a identidade nacional. O tupi foi a verdadeira língua do povo nos primeiros séculos de formação do país e deixou marcas definitivas no vocabulário, na toponímia e nos costumes dos brasileiros, demonstrando a forte herança indígena presente até hoje.

 

POEMA: NA ILHA POR VEZES HABITADA - JOSÉ SARAMAGO - COM GABARITO

 Poema: Na Ilha Por Vezes Habitada

           José Saramago

Na ilha por vezes habitada do que somos, há noites, manhãs e madrugadas em que não precisamos de morrer.

Então sabemos tudo do que foi e será.

O mundo aparece explicado definitivamente e entra em nós uma grande serenidade, e dizem-se as palavras que a significam.

Levantamos um punhado de terra e apertamo-la nas mãos.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg2DYT5o3PHNnN75FGpBGcdxXXKLV1tuU2x3nuCJuMrbnmaBSh13CRJC9ONk62hiwMRGHlPjnWYn8czi4QUpU-Q8aV_zKf_w2tOutNFflYZHT12oGhJBRPe5IjSCW1mESpfgCM0nabV9_ZD6CXx6A6afvb-GrTKRKkNUECI15mGrKegr2aUzjJrkhf2rqI/s320/images.jpg


Com doçura.

Aí se contém toda a verdade suportável: o contorno, a vontade e os limites.

Podemos então dizer que somos livres, com a paz e o sorriso de quem se reconhece e viajou à roda do mundo infatigável, porque mordeu a alma até aos ossos dela.

Libertemos devagar a terra onde acontecem milagres como a água, a pedra e a raiz.

Cada um de nós é por enquanto a vida.

Isso nos baste.

José Saramago. In: Provavelmente alegria. 3. ed. Editorial Caminho, Lisboa, 1985.

Fonte: Língua Portuguesa. Trabalhando com a linguagem. Givan Ferreira/Isabel C. Cordeiro/Maria Ap. Almeida Kaster/Mary Marques. 6ª série – 7º ano. 1ª edição – São Paulo – 2004. Quinteto Editorial. p. 123.

Entendendo o poema:

01 – O que simboliza a metáfora da "ilha por vezes habitada do que somos" no poema de Saramago?

      A "ilha" representa a interioridade humana, a alma ou a própria existência individual, marcada pelo isolamento e pela introspecção. Ao dizer que essa ilha é "por vezes habitada", o eu lírico sugere que nem sempre estamos plenamente conscientes ou presentes em nós mesmos; há momentos de alheamento e desconexão. Contudo, existem instantes de iluminação em que nos habitamos por inteiro, alcançando uma profunda compreensão da própria existência.

02 – Como o eu lírico caracteriza os momentos em que "não precisamos de morrer" e qual é o impacto desse estado na percepção do mundo?

      Esses momentos representam estados de plenitude, clareza e paz absoluta, nos quais o medo da finitude e a angústia da morte desaparecem temporariamente. Nesses instantes, o mundo parece "explicado definitivamente", trazendo uma sensação de transcendência e serenidade em que o indivíduo sente ter compreendido o sentido do passado e do futuro sem a necessidade de buscar respostas fora da vida presente.

03 – Qual é o significado poético e filosófico do gesto de levantar um "punhado de terra" e apertá-lo nas mãos "com doçura"?

      O gesto de segurar a terra simboliza a reconexão com a matéria, com a natureza e com a brevidade da condição humana. Ao apertá-la com doçura, o eu lírico aceita a vida como ela é, contida na simplicidade da matéria. A terra representa a "verdade suportável" — os contornos, as vontades e os limites da existência —, mostrando que a verdadeira sabedoria não está em alcançar o infinito, mas em reconhecer e acolher as próprias limitações humanas.

04 – De que modo o ato de ter "mordido a alma até aos ossos dela" conduz o indivíduo à verdadeira liberdade e à paz?

      A expressão "morder a alma até aos ossos" sugere uma vivência radical, profunda e sem subterfúgios do próprio ser, enfrentando as dores, contradições e verdades mais íntimas. A liberdade e a paz descritas por Saramago não surgem da ilusão ou da fuga, mas sim do autoconhecimento doloroso e corajoso. Quem mergulhou tão fundo em si mesmo ("viajou à roda do mundo infatigável") alcança o sorriso de quem se reconhece e aceita integralmente.

05 – Qual é a reflexão final trazida pelos versos "Cada um de nós é por enquanto a vida. / Isso nos baste"?

      A estrofe final traz uma mensagem de aceitação da finitude e de valorização do presente. A expressão "por enquanto" lembra a transitoriedade da existência, ressaltando que somos portadores temporários da vida. Ao concluir que "isso nos baste", o eu lírico propõe o desapego de pretensões grandiosas e a celebração do simples fato de existir. Viver o agora e ser a própria vida, mesmo que por um breve período, é o suficiente para dar sentido à experiência humana.

 

CLASSES DE PALAVRAS - ACENTUAÇÃO - COM GABARITO

 Classes de palavras Acentuação

        É comum encontrarmos falha na acentuação gráfica das palavras em textos escolares e extra-escolares, porque muitas pessoas a utilizam conforme a palavra é pronunciada e desconhecem as regras básicas de acentuação. Não se trata de decorar regras, mas sim de entende-las e familiarizar-se com elas. E, em caso de dúvidas, é só consultar um dicionário ou uma gramática.

        Como esse assunto não é novo, na primeira etapa você fará uma pesquisa direcionada, utilizando gramáticas e outros livros que contenham o estudo de acentuação.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi6jGC0v_Lbaubb8gvd4KLF8s7mBxFnOwbjufUp4NItWdDx1uw7KqmL8qE2LdNFdYIYQ0J7MkktWram2aNRQ9Pl8ez8OSp80wneREAX_PmXp6Wl3cOHZFRPN0UkQdhUycYLY8771x4jLKKGNCVQ6W3eDzWozXJxAJp6P8UXZtmimkYTE_MV2e1xuydjipo/s320/images.png 


        O que pesquisar:

01 – O que são sílabas tônicas e sílabas átonas?

      Sílaba tônica é aquela pronunciada com mais intensidade na palavra e átona é aquela pronunciada com menos intensidade.

02 – O que são monossílabas tônicas, monossílabas átonas, oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas?

      Monossílabas tônicas são palavras constituídas por apenas uma sílaba e que não se apoiam foneticamente nas outras que acompanham e monossílabas átonas são as que se apoiam; oxítonas são palavras cuja sílaba tônica recai na última sílaba; paroxítonas são palavras cuja sílaba tônica recai na penúltima sílaba e proparoxítonas são palavras cuja tônica recai na antepenúltima sílaba.

03 – Quando as monossílabas tônicas, as oxítonas, as paroxítonas e as proparoxítonas recebem acento gráfico? Exemplifiquem cada caso.

      As monossílabas tônicas terminadas em -a(s), -e(s), -o(s) são acentuadas. As oxítonas terminadas em -a(s), -e(s), -o(s), -em(-ens) são acentuadas. As paroxítonas terminadas em -i(s), -us, -i, -n, -r, -x, -um(-uns), -ôo(s), -ã(s), -ão(s) e ditongos são acentuadas. Todas as proparoxítonas são acentuadas.

04 – Às vezes encontramos “novas” definições para as palavras... é o caso destas que selecionamos no Livro Novo dicionário enciclopédico humorístico. Copie-as em seu caderno, acentuando graficamente as palavras, quando necessário, e justifique o acento usado em cada caso:

Alfaiate: Adversário implacável do nudismo.

Bode: Animal que, sem ser arrombador, adora um “pé-de-cabra”.

Colete: Camisa metida a paletó.

Desfigurar: Fazer plástica no rosto.

Dólar: Grã virtude norte-americana.

Êxito: Sorte alheia, mérito nosso.

Guarda de segurança: Pessoa contratada para ser a 1ª vítima dos assaltos.

Lâmpada: Objeto que dá luz sem gestação.

Nefrologista: Médico que estuda matemática por causa dos “cálculos” renais.

Ninguém: Alguém depois de sair.

w. Soares Carneiro. Novo dicionário enciclopédico humorístico. Belém, CEJUP, 1987.

      Adversário – paroxítona terminada em ditongo; Implacável – paroxítona terminada em -i; Pé – monossílabo tônico terminado em -e; Paletó – oxítona terminada em -o; Plástica, Êxito, Mérito, Vítima, lâmpada, médico, matemática e cálculos – proparoxítonas; Dá – monossílaba tônica terminada em -a; Ninguém, Alguém – oxítona terminada em -em; Dólar – paroxítona terminada em -r.

 

Casos especiais de acentuação

        Leia as frases observando as palavras em destaque e responda à questão:

        O céu está estrelado.

        Você teve coragem de sair com seu vestido cheio de estrelas na rua?

Qual a diferença sonora quando se pronunciam as palavras céu e seu em relação ao ditongo?

      Em céu o ditongo é pronunciado de forma aberta e em seu o ditongo é pronunciado de forma fechada.

NOTÍCIA: RUÍDOS AFETAM OUVIDOS E SISTEMA NERVOSO - FRAGMENTO - LORIANE COMELI - COM GABARITO

 Notícia: Ruídos afetam ouvidos e sistema nervoso – Fragmento

           Loriane Comeli

        Quem nunca se irritou com algazarra em bares, buzinas e alarmes de carros, barulho da máquina da construção civil, música alta na casa do vizinho ou outra situação envolvendo ruídos incômodos e repetitivos, às vezes, até dentro de sua própria casa?

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiNF5XNiK3tSsG6b1s8mIx4dWZhiQYbZ2aRVJ6PcEpO2KZBUAtS0qR1QFC9ju0BkNNGPC3KRAJhMzaJD5wbTdoi0Eauie6iMfziszxWIBKtlzLKOGRXg60HHMBor_RMllAQoq6qsdLBwkv3TOZ9QmmhOs9pC9qzZkzWld7ddK8aiDkHzG5MdINR5KS6r6M/s320/images.jpg 


        A irritação é um dos primeiros sintomas dos efeitos nocivos da poluição sonora, que incluem estresse, problemas no sono, dores de cabeça, alergias, doenças gástricas, falta de concentração, aumento do batimento cardíaco, hipertensão, perda de capacidade auditiva e surdez. [...]

        A diretora da Rádio Universidade, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Janete El Haouli, que desenvolveu sua tese de doutorado sobre as paisagens sonoras, defende um processo educativo para acabar com os ruídos indevidos. Ela explica que o conjunto de sons do ambiente podem ser entendidos como música e apreciados, mas é necessário o respeito ao direito de quem não deseja ouvi-los. “Há pessoas que querem escutar música, outras não. Mas sempre tendemos a respeitar aqueles que querem. Temos que ter consciência de que o ouvido não tem pálpebras, como afirmou um estudioso das paisagens sonoras, Murray Schafer”.

        [...]

Loriane Comeli. Jornal de Londrina, Londrina/Paraná, 16 dez. 2001. p. 5-A.

Fonte: Língua Portuguesa. Trabalhando com a linguagem. Givan Ferreira/Isabel C. Cordeiro/Maria Ap. Almeida Kaster/Mary Marques. 6ª série – 7º ano. 1ª edição – São Paulo – 2004. Quinteto Editorial. p. 156.

Entendendo a notícia:

01 – Quais são as principais consequências da poluição sonora para a saúde física e mental das pessoas, segundo o texto?

      A poluição sonora causa diversos prejuízos à saúde. No âmbito psicológico e comportamental, provoca irritação (apontada como um dos primeiros sintomas), estresse, falta de concentração e distúrbios do sono. No aspecto físico, o ruído excessivo pode desencadear dores de cabeça, alergias, problemas gástricos, alteração dos batimentos cardíacos, hipertensão e, no sistema auditivo, perda gradual da capacidade de ouvir até a surdez.

02 – O que Janete El Haouli propõe como solução para combater o problema dos ruídos indevidos? Explique sua proposta.

      A pesquisadora e diretora da Rádio Universidade (UEL) defende um processo educativo. Ela propõe o desenvolvimento da conscientização sobre o respeito ao direito do outro em não querer ouvir determinados sons. Para Janete, existe um desequilíbrio social em que se costuma priorizar a vontade de quem quer produzir ou escutar barulho em detrimento daqueles que preferem o silêncio, sendo necessário reverter essa lógica por meio da educação e do respeito mútuo.

03 – Explique o significado e o impacto da metáfora "o ouvido não tem pálpebras", atribuída a Murray Schafer no texto.

      A metáfora enfatiza a vulnerabilidade do sistema auditivo humano em relação ao meio ambiente. Diferentemente dos olhos, que possuem pálpebras que podemos fechar para bloquear a visão e nos proteger de estímulos visuais indesejados, os ouvidos permanecem constantemente abertos e expostos aos sons do entorno. Isso significa que não temos um mecanismo biológico para "desligar" a audição voluntariamente, tornando-nos reféns passivos do barulho e da poluição sonora ao nosso redor.

04 – Como o texto aborda a dualidade entre a percepção do som como arte/música e o som como ruído incômodo?

      O texto apresenta, por meio da fala de Janete El Haouli, a ideia de que o conjunto de sons do ambiente pode ser interpretado e apreciado como música. No entanto, a distinção entre som agradável e ruído incômodo depende da subjetividade e do consentimento individual: o que é prazeroso para uma pessoa pode ser invasivo para outra. A convivência harmônica exige reconhecer essa dualidade e entender que a apreciação sonora não deve ser imposta a quem prefere o silêncio.

05 – De que maneira o texto exemplifica a presença da poluição sonora no cotidiano das pessoas? Cite os exemplos mencionados.

      O texto mostra que a poluição sonora está difusa na rotina diária, manifestando-se tanto em espaços públicos e comerciais quanto no ambiente privado. Os exemplos citados no texto incluem a algazarra em bares, buzinas e alarmes de veículos, barulho de máquinas na construção civil, música alta vinda da casa de vizinhos e outros ruídos incômodos que ocorrem, inclusive, dentro da própria residência do indivíduo.

 

RESENHA: HARRY POTTER E O PRISIONEIRO DE AZKABAN (LIVRO 3) - FRAGMENTO - MOZER DIAS - COM GABARITO

 Resenha: Harry Potter e O Prisioneiro de Azkaban (livro 3) – Fragmento

        As coisas estão ficando ainda mais complicadas para Harry e seus amigos durante o terceiro ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Em Harry Potter e O Prisioneiro de Azkaban, nossos bruxos vão enfrentar adversários ardilosos e muito perigosos. A terceira leitura desse projeto incrível está melhor do que nunca!

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhvkaMyXnmlsGFnSIiFlmK3qo_DTBnfkKvAq00lSSVhW3amRiKw1NVGH767vBVSQ3fEgGrecyYSLDYHk4b1PF4ia4HZr_X5OOopDXJSLDTV3mub-GwsBmJHvHjTx8ctVa_k13-5oSgDL4hX2xAhxfcszhY_WfdmmIf5DUIVIK60caiHPRAdYF3S92CPkKo/s320/images.jpg


        Agora, Harry, Rony e Hermione estão diante de uma ameaça silenciosa: o bruxo Sirius Black, braço direito de Voldemort, fugiu de Azkaban e tudo indica que ele está indo atrás do herdeiro de Tiago e Lilian Potter. Como precaução, os terríveis dementadores, os guardas da prisão, estão rondando o castelo de Hogwarts em busca do foragido e causando muitos inconvenientes. Em meio a tantos segredos, cabe a Harry e seus dois companheiros investigarem por conta própria o que aconteceu com Black.

        Desde o início da saga, este é o primeiro livro em que a ameaça principal não é o Lorde das Trevas. Apesar de Voldemort ser a convergência de todas as maquinações, a sua figura não é o centro das atenções dessa vez. A presença de Sirius ao redor da escola e o perigo em potencial que ele representa mesmo sem dar as caras causa uma atmosfera de apreensão e suspense intensa.

        Essa característica está ainda mais marcante, pois conseguimos notar como a narrativa de J. K. está amadurecendo juntamente com os personagens. Harry Potter e O Prisioneiro de Azkaban tem aquele mesmo ingrediente que a autora usa em seus livros policiais sobre o detetive Cormoran Strike: um ar sombrio, a iminência de algo assustador prestes a acontecer e um segredo que ninguém sabe exatamente o que é até as últimas páginas. Isso inclui inúmeras reviravoltas, o retorno ao passado de figuras-chave para a história e o acréscimo de novas pessoas na trama.

        Um personagem que se destaca é Remo Lupin, o professor de Defesa Contra As Artes das Trevas. Novamente o ocupante desse cargo tem importância para o enredo, entretanto Lupin vai além. Ele tem relação com o passado de Hogwarts e com os pais de Harry, fazendo a ponte de ligação entre alguns indivíduos e dando sentido a alguns ressentimentos de Severo Snape. Outra professora nova é Sibila Trelawney, que dá a aula de Adivinhação. Ela é conhecida na escola por suas previsões agourentas para o futuro que nunca chegam a acontecer. Mas mesmo assim, algo nela incomoda Harry mais do que o normal.

        A maturidade da escrita de J. K. nota-se quando paramos para pesquisar os diversos prêmios que este livro ganhou. Entre eles, estão o Prêmio Locus de Melhor Fantasia e o Bram Stoker Award de Melhor Trabalho para Jovens Leitores, ambos em 1999; além de uma indicação ao Prêmio Hugo de Melhor Romance em 2000.

        Esse reconhecimento é mais que merecido pois Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, assim como todos os livros da saga, tem a capacidade de acompanhar seus leitores e crescer junto com eles, apresentando uma trama inteligente e que não subestima a inteligência de seu público.

DIAS, Mozer. Harry Potter e O Prisioneiro de Azkaban (livro 3) – Resenha. Quarta Parede. 19 mar. 2019. Disponível em: https://quartaparede.com.br/criticas/resenha-harry-potter-e-o-prisioneiro-de-azkaban. Acesso em: 31 mar. 2022.

Fonte: Maxi: Séries Finais. Caderno 1. Língua Portuguesa – 8º ano. 1.ed. São Paulo: Somos Sistemas de Ensino, 2021. Ensino Fundamental 2. p. 25-26.

Entendendo a resenha:

01 – Com base no texto, qual é o principal diferencial do livro Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban em relação aos livros anteriores da saga no que diz respeito à ameaça enfrentada pelos personagens?

      O principal diferencial é que este é o primeiro livro da saga em que a ameaça principal não é diretamente o Lorde das Trevas (Voldemort). Embora ele seja a convergência das maquinações, a figura central das atenções nesta obra é Sirius Black, um bruxo que fugiu da prisão de Azkaban e estaria supostamente atrás de Harry Potter.

02 – Segundo a resenha, quais fatores contribuem para a criação de uma atmosfera de apreensão, suspense e tom sombrio na narrativa?

      A atmosfera de suspense e apreensão é gerada pela presença constante e ameaçadora de Sirius Black ao redor de Hogwarts, mesmo sem ele aparecer diretamente, somada ao incômodo causado pelos terríveis dementadores que rondam o castelo. Além disso, o texto destaca o ingrediente estilo "policial" utilizado por J. K. Rowling, que traz o ar sombrio de algo assustador prestes a acontecer e um mistério mantido até as últimas páginas, com reviravoltas e segredos do passado.

03 – Qual é a importância do personagem Remo Lupin para o enredo da história, segundo o fragmento lido?

      Remo Lupin, o novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, destaca-se por ter uma ligação direta com o passado de Hogwarts e com os pais de Harry Potter. Ele atua como uma ponte de ligação entre vários personagens e ajuda a explicar o sentido de alguns ressentimentos guardados pelo professor Severo Snape.

04 – De acordo com o texto, de que maneira a evolução da escrita de J. K. Rowling se reflete nos personagens e na recepção da obra?

      A narrativa de J. K. Rowling amadurece em conjunto com os próprios personagens e com seus leitores. Essa maturidade da escrita se reflete no reconhecimento crítico e na premiação do livro, que conquistou premiações importantes como o Prêmio Locus de Melhor Fantasia (1999) e o Bram Stoker Award (1999), além de uma indicação ao Prêmio Hugo (2000), demonstrando uma trama inteligente que não subestima seu público.

05 – Como é descrita a professora Sibila Trelawney e qual é o impacto de sua presença sobre Harry, conforme apresentado na resenha?

      Sibila Trelawney é a nova professora responsável pela aula de Adivinhação, conhecida na escola por fazer previsões agourentas sobre o futuro que nunca se realizam. Apesar dessa reputação de previsões não cumpridas, a resenha aponta que há algo nela que incomoda Harry mais do que o normal.

06 – Em “Harry Potter e O Prisioneiro de Azkaban”, o grande vilão de toda saga não aparece. Quem é esse personagem importante na série, conhecido como Lorde das Trevas?

      O personagem é Voldemort, também chamado de Lorde das Trevas.

07 – Embora a figura central da maldade na saga não esteja presente, esse terceiro livro não fica sem a representação do mal. Quem é o vilão da história e o que ele quer?

      O vilão é Sirius Black, que fugiu de Azkaban e está atrás de Harry Potter.

 

NOTÍCIA: A IMPORTÂNCIA E A RESPONSABILIDADE DOS BOMBEIROS - FRAGMENTO - JSZN - COM GABARITO

 Notícia: A importância e a responsabilidade dos bombeiros – Fragmento

        Bombeiro é uma das profissões mais importantes para a segurança social.

        No dia 2 de julho, comemora-se o Dia do Bombeiro Brasileiro. Todos têm a compreensão da necessidade e da importância do Corpo de Bombeiros para qualquer cidade, estado e país.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhi_4r090tKX0jkPJOQIZdV8Jk0xTfcmPHQvB_E3dxu7PhdREe9wK6-p4bxQLYe2fQTWHqDHS_Tmcq-A1EkNegWPj7rxESQRBoKVJJCKz-BKyiFNQU2jSGaWbIeXo5U_BLWj-og9xTC4z_qnoa0LHpRwKyi_EdYm68Vmy-gIN5wclRKg6DWJItMdUoFfaM/s320/images.jpg 


        O trabalho do bombeiro se iniciou com a missão de apagar incêndios. Entretanto, há muito tempo a ampliação das suas atividades levou a aumentar a sua responsabilidade e a necessidade de sua presença cada vez maior na sociedade brasileira.

        [...]

        Atuando muitas vezes em controle de inundações e resgate de vítimas de acidentes em lugares de difícil acesso, epidemias, catástrofes, incêndios e [...] na fiscalização de prédios e de edifícios, são múltiplas suas atribuições e suas responsabilidades. [...]

        [...] Esses heróis anônimos, que arriscam as suas vidas para salvar o próximo, são dignos de todo o respeito e admiração.

JSZN. A importância e a responsabilidade dos bombeiros. Semanário da Zona Norte. São Paulo, 28 jun. 2019. Disponível em: www.semanariozonanorte.com.br/noticia/a-importancia-e-a-responsabilidade-dos-bombeiros. Acesso em: 31 mar. 2022. Adaptado.

Fonte: Maxi: Séries Finais. Caderno 1. Língua Portuguesa – 8º ano. 1.ed. São Paulo: Somos Sistemas de Ensino, 2021. Ensino Fundamental 2. p. 07.

Entendendo a notícia:

01 – Que relação é possível estabelecer entre o herói da ficção e os bombeiros, quanto à proteção das pessoas?

      Os bombeiros têm o papel de proteger e de zelar pela segurança e pelo resgate de pessoas em situação de risco. Tais características os aproximam dos super-heróis da ficção.

02 – Explique o uso da expressão destacada na passagem do texto atribuída ao bombeiro. “Esses heróis anônimos, que arriscam as suas vidas para salvar o próximo, são dignos de todo o respeito e admiração”.

      Herói anônimos refere-se ao fato de os bombeiros terem um papel fundamental em salvar e proteger vidas, sem que sejam conhecidos seus nomes, ou seja, por aquilo que é feito no anonimato de sua função.

03 – Quais outros profissionais você poderia citar como exemplo de heróis anônimos?

      Os profissionais que operam na proteção e no socorro das pessoas na sociedade, como médicos, policiais, e também em determinadas organizações sociais nacionais e internacionais de amparo profissional e humanitário em situações de conflitos, guerras, carências.

 

DÚVIDAS ORTOGRÁFICAS

 Dúvidas ortográficas

        Com certeza, as palavras seriam escritas de maneiras diferentes, já que a pronúncia estaria sujeita às influências da região em que os falantes morassem e/ou do grupo social ao qual pertencessem. Portanto, é fundamental haver uma forma unificada de escrita para que os usuários de uma língua possam ler textos em seu idioma com facilidade e, ao lê-los oralmente, pronunciá-los a seu modo.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh1VGwu2dMjY6_bKAGcFn0vhrNxEWphN7nDcU2TWN3Xhyphenhyphen5r5FQyn6Ce_xNzwE-8PPDvHpJiLyCnu-_l-ag7tCFwyfbtU4h_oIgQf65mQjHeNAGyLh0XFty0kFPBmepxP1vrQt21jKCmC-UN3wtmyUnk1NsEjKJdPLvst0wJL4QakAis83GnxQJDnG1eQjQ/s320/ortografia1.jpg 


        A fim de que as pessoas escrevessem de uma forma única, no século XVI, intensificou-se a pesquisa da origem das palavras e procurou-se estabelecer regras de escrita para a língua portuguesa. Foi somente no século XX que se fixaram pela primeira vez as regras ortográficas (palavra de origem grega: orto – correto + grafia – escrita) de nossa língua.

01 – Cite outras palavras em que ocorre a variação de pronúncia como as já exemplificadas. E na região em que você mora, como é a pronúncia dessas palavras? Comente.

      “Leite”, “leitchi”; “menino”, “meninu”, “mininu”, “menino”, etc. Respostas pessoal do aluno.

02 – O que você costuma fazer quando tem dúvidas quanto à escrita correta de uma palavra? Por quê?

      Respostas pessoal do aluno.

        No estudo ortográfico, é importante ir recuperando as regras que for descobrindo ou conhecendo e, diante da dúvida, procurar informações. Você sabe que a troca de letras (como sexta e cesta) pode provocar confusões de sentido. Então, esforce-se para escrever de acordo com as normas ortográficas.

        Além de conhecer os casos em que há regras, com o tempo, em suas constantes leituras e produções textuais, acompanhadas de consultas ao dicionário, você irá dominando um vasto vocabulário e o conhecimento ortográfico de muitas palavras.

        Uso de G ou J

01 – Na frente de que vogais ocorre dúvida quanto ao uso de g ou j?

      Na frente das vogais e e i.

         Palavras escritas com g: ligeiro. Higiene, urgente, estrangeiro, constrangido, gente, bugiganga, sugestão, gengiva, gengibre, monge, fugir.

        Palavras escritas com j: gorjeta, jerimum, injeção, projeto, jejum, majestade, jiló, objeto, traje, rejeição, jipe, jérsei.

Fonte: Língua Portuguesa. Trabalhando com a linguagem. Givan Ferreira/Isabel C. Cordeiro/Maria Ap. Almeida Kaster/Mary Marques. 6ª série – 7º ano. 1ª edição – São Paulo – 2004. Quinteto Editorial. p. 172-173.

FILME(ATIVIDADES): O MÁGICO DE OZ - FRAGMENTO - LYMAN FRANK BRAWN - COM GABARITO

 Filme (Atividades): O mágico de Oz – Fragmento

         Lyman Frank Brawn

Sinopse

        Um ciclone atinge a casa onde Dorothy vive com os tios e ela e seu cachorro Totó são levados pela ventania e param na Terra de Oz. Por lá, Dorothy faz novos amigos, vive histórias fantásticas e precisa enfrentar seus próprios medos.

        "Quando estava na metade do caminho, ouviu-se um grito fortíssimo do vento e a casa sacudiu com tanta força que Dorothy perdeu o equilíbrio e caiu sentada no chão. E então uma coisa muito estranha aconteceu. A casa rodopiou duas ou três vezes e começou a levantar voo devagar, Dorothy teve a sensação de que subia no ar a bordo de um balão."

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiENIV6jhaI_HLGAEp8tZB0HWmlUOv7TvI4ozNnW6cZs591tctj1_Nck32hN2hwRntQIIYmS5w4UDkDYib8hFzeZ0AQkzJMvEksvdox1RBRKVaAcrFK1qb7pLx3QRv-zcs6l7pwyc5f0xPcWIWx0DPiUYuwdLnyr8moMs2yW2Olw3RqoQV0VzQlhJhrJpA/s320/images.jpg


        Um ciclone atinge a casa onde Dorothy vive com os tios e ela e seu cachorro Totó são levados pela ventania e param na Terra de Oz. Por lá, Dorothy faz novos amigos – o Espantalho, o Lenhador de Lata e o Leão Covarde –, encara perigos, vive histórias fantásticas e precisa enfrentar seus próprios medos. Depois de tantas aventuras, a menina descobre que seus Sapatos de Prata têm poderes mágicos e podem levá-la para qualquer parte. Mas não existe melhor lugar no mundo do que a própria casa.

        [...]

BRAUM, Lyman Frank. O mágico de Oz. In: Apresentação. Clássicos Zahar. Companhia da Letras, 2013. Disponível em: www.companhiadasletras.com.br/livro/9788537809662/o-magico-de-oz-edicao-bolso-de-luxo. Acesso em: 31 mar. 2022.

 Fonte: Maxi: Séries Finais. Caderno 1. Língua Portuguesa – 8º ano. 1.ed. São Paulo: Somos Sistemas de Ensino, 2021. Ensino Fundamental 2. p. 33-34.

Entendendo o filme:

01 – No trecho do texto, é descrito o exato momento em que a casa de Dorothy é atingida pelo ciclone. De acordo com o fragmento, qual foi a sensação vivida pela personagem durante esse acontecimento e qual elemento da natureza provocou esse fenômeno?

      A sensação de Dorothy foi a de estar subindo no ar a bordo de um balão, logo após a casa rodopiar e começar a levantar voo devagar. O elemento da natureza responsável por provocar esse fenômeno foi um forte ciclone (ventania).

02 – Ao chegar à Terra de Oz, Dorothy inicia uma jornada em que constrói novas relações. Quais são os companheiros que a garota encontra ao longo de seu caminho e qual é o papel da amizade nessa aventura?

      Dorothy faz amizade com o Espantalho, o Lenhador de Lata e o Leão Covarde (além de seu cachorro Totó). A amizade entre eles é fundamental para enfrentar os perigos da Terra de Oz, pois a união do grupo permite que eles superem desafios e enfrentem seus próprios medos juntos.

03 – O texto menciona que Dorothy precisa "enfrentar seus próprios medos". Explique de que maneira a viagem para a Terra de Oz funciona como um processo de amadurecimento e descoberta pessoal para a protagonista.

      A viagem até a Terra de Oz tira Dorothy de sua zona de conforto e a coloca diante de situações desconhecidas e perigosas. Ao encarar os desafios do caminho ao lado de seus novos amigos, ela descobre sua própria coragem, capacidade de liderança e resiliência, transformando a aventura em uma jornada de crescimento pessoal e autoconhecimento.

04 – No final do texto, é revelado que os Sapatos de Prata possuem poderes mágicos. O que esse objeto simboliza para a trajetória de Dorothy na história?

      Os Sapatos de Prata simbolizam o poder e a autonomia que Dorothy já possuía desde o início para voltar para casa, embora não soubesse disso. Eles representam a ideia de que a solução para os nossos maiores problemas muitas vezes já está conosco, bastando que aprendamos a reconhecer e usar nossos próprios recursos.

05 – O fragmento é encerrado com a seguinte afirmação: "Mas não existe melhor lugar no mundo do que a própria casa." Qual é a principal lição ou moral transmitida por essa mensagem ao leitor?

      A mensagem transmite a ideia de que, por mais fascinantes e extraordinárias que sejam as aventuras e descobertas pelo mundo, nada substitui o valor do lar, da família e do sentimento de pertencimento. A jornada ensina a dar valor às coisas simples e ao afeto que nos espera em casa.