terça-feira, 20 de outubro de 2026

TEXTO: DÉDALO E ÍCARO - RECONTADO - COM GABARITO

 Texto: Dédalo e Ícaro – Recontado

        Dédalo era um renomado inventor, artesão e construtor de Atenas. Sua habilidade chamou a atenção do rei Minos, governante de Creta, que lhe encarregou de criar um labirinto capaz de aprisionar o Minotauro, uma criatura com corpo humano e cabeça de touro. A construção era tão complexa que qualquer pessoa que entrasse nela dificilmente encontraria o caminho de volta.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi5NN-KsMqrpY5bTLEWWfhAduig6_ZOKluiQoDBezNbLM3Pgp8QtCxP6da9nv2g_bnS5zyCpDnALwv61lv7RYkHluBrh4Y8f2utchHU7b0_NsGQ3MGq4VSWpowsdFWR1T9699a_NZ8XYQJr_JpzG1EUm3mCy66MdZfmuZCltEvMI5rkTqApPnaxLzBb3V8/s320/images.jpg


        Após a conclusão da obra, Minos decidiu prender Dédalo e seu filho, Ícaro, no labirinto para impedir que eles revelassem os segredos da estrutura determinado a recuperar a liberdade, Dédalo elaborou um plano de fuga. Como não era possível escapar por terra nem pelo mar, ele resolveu utilizar sua criatividade para voar.

        Assim, fabricou asas com penas presas por cera, uma para si e outra para Ícaro. Antes de partirem, advertiu o filho de que deveria manter uma rota equilibrada: voar muito perto do mar poderia molhar as penas, enquanto se aproximar demais do sol faria a cera derreter.

        No início, a fuga ocorreu sem problemas. Contudo, encantado com a sensação de voar, Ícaro desobedeceu às recomendações do pai e começou a subir cada vez mais alto. Ao chegar perto do Sol, o calor derreteu a cera que sustentava suas asas. Sem conseguir permanecer no ar, ele caiu no mar e morreu.

        Em memória ao jovem, a região onde ocorreu a queda passou a ser conhecida como Mar Ícaro. Dédalo, profundamente abalado pela perda do filho, conseguiu alcançar a Sicília, onde foi recebido pelo rei Cócalo. Embora tenha continuado a exercer suas atividades como inventor e artesão, nunca deixou de lamentar a morte de Ícaro.

Habilidade EF67LP27. Mito de Dédalo e Ícaro recontado para fins didáticos.

Fonte: Mapas de Progresso. Língua Portuguesa: 7º ano. Ensino Fundamental. Anos Finais. 3º bimestre. SEDUC. Rio de Janeiro, 2026. p. 13.

Entendendo o texto:

01 – Qual era a profissão de Dédalo e qual foi o trabalho que ele realizou para o rei Minos de Creta?

      Dédalo era um renomado inventor, artesão e construtor. Ele foi encarregado pelo rei Minos de criar um labirinto complexo capaz de aprisionar o Minotauro.

02 – Por que o rei Minos decidiu prender Dédalo e seu filho, Ícaro, no próprio labirinto que construíram?

      Minos decidiu prendê-los para impedir que revelassem os segredos da estrutura do labirinto.

03 – Como Dédalo planejou a fuga da prisão, já que não podiam escapar nem por terra nem pelo mar?

      Dédalo usou sua criatividade e habilidade para fabricar duas asas feitas com penas presas por cera (uma para si e outra para Ícaro), para que pudessem escapar voando.

04 – Quais foram as advertências que Dédalo deu a Ícaro antes de iniciarem o voo?

      Dédalo alertou o filho para manter uma rota equilibrada: não voar muito perto do mar (para não molhar as penas) nem se aproximar demais do sol (para evitar que a cera derretesse).

05 – O que aconteceu com Ícaro durante o voo e qual foi a consequência de sua desobediência?

      Ícaro desobedeceu ao pai e voou muito alto, encantado com a sensação de voar. O calor do sol derreteu a cera que segurava suas asas, fazendo com que ele caísse no mar e morresse.

 

CRÔNICA: A UM JOVEM - FRAGMENTO - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE - COM GABARITO

 Crônica: A um jovem – Fragmento

            Carlos Drummond de Andrade

        [...]

        Recolha, pois, estes apontamentos, Alípio, e saiba que eu o estimo:

I – Só escreva quando de todo não puder deixar de fazê-lo. E sempre se pode deixar.

II – Ao escrever, não pense que vai arrombar as portas do mistério do mundo. Não arrombará nada. Os melhores escritores conseguem apenas reforçá-lo, e não exija de si tamanha proeza.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgUk8bMHbfi7eaRFcZUeruwUppI2Il7re8gho1zqJLt_JQDFEta4FUYUqN43ytGn0V-st0sCIefH9Pj_4WLzmfw33PfJ4BK8Mos28P1Ey51BOJ-W0w_NDcrD9_751fH3l0HjEkx8-FlFLE12cOOub6t9uUaoEEMBrVneZXtQboxRgl7W9rATd8qlo8X__g/s1600/images.jpg


III – Se ficar indeciso entre dois adjetivos, jogue fora ambos, e use o substantivo.

IV – Não acredite em originalidade, é claro. Mas não vá acreditar tampouco na banalidade, que é a originalidade de todo mundo.

[...]

VII – Não fique baboso se lhe disserem que seu novo livro é melhor do que o anterior. Quer dizer que o anterior não era bom.

[...]

IX – Não responda a ataques de quem não tem categoria literária: seria pregar rabo em nambu. E se o atacante tiver categoria, não ataca, pois tem mais que fazer.

[...]

Habilidade EF06LP04.

ANDRADE, Carlos Drummond de. A bolsa e a vida. Rio de Janeiro: Record, 1998. p. 96.

Fonte: Mapas de Progresso. Língua Portuguesa: 6º ano. Ensino Fundamental. Anos Finais. 3º bimestre. SEDUC. Rio de Janeiro, 2026. p. 6.

Entendendo a crônica:

01 – Qual é o conselho de Drummond em relação ao momento e à necessidade de se escrever um texto?

      O autor aconselha o jovem escritor a só escrever quando for absolutamente impossível deixar de fazê-lo. Além disso, pondera de forma irônica que "sempre se pode deixar", sugerindo cautela, disciplina e contenção diante do ato da escrita.

02 – Como o autor aborda a pretensão que muitos escritores têm de desvendar os grandes mistérios do mundo por meio de seus textos?

      Drummond afirma categoricamente que o escritor não "arrombará" os mistérios do mundo. Ele ressalta que nem mesmo os melhores escritores conseguem essa façanha, pois a função deles é, no máximo, reforçar esses mistérios.

03 – De acordo com o texto, qual deve ser a escolha do escritor ao se deparar com a dúvida entre dois adjetivos? O que esse conselho revela sobre o estilo de escrita defendido?

      Caso o escritor fique em dúvida entre dois adjetivos, a instrução é descartar ambos e utilizar apenas o substantivo. Isso demonstra uma preferência por um estilo de escrita mais direto, enxuto, preciso e sem excessos decorativos.

04 – De que maneira Drummond orienta o jovem a lidar com os conceitos de originalidade e banalidade?

      O autor recomenda não acreditar na originalidade absoluta, mas também alerta para que não se caia na banalidade, definindo-a com ironia como "a originalidade de todo mundo".

05 – O que Drummond aconselha a respeito das críticas e ataques literários recebidos pelo jovem autor?

      Ele orienta a não responder a ataques de pessoas sem categoria literária, pois isso seria perda de tempo ("pregar rabo em nambu"). Por outro lado, afirma que se o crítico tiver verdadeira categoria literária, nem chegará a atacar, pois terá coisas mais importantes para fazer.

 

 

NOTÍCIA: BELMONTE, O CARICATURISTA BRASILEIRO QUE IRRITOU JOSEPH GOEBBELS - FRAGMENTO - COM GABARITO

 Notícia: Belmonte, o caricaturista brasileiro que irritou Joseph Goebbels – Fragmento

        Belmonte, pseudônimo de Benedito Bastos Barreto (1896-1947), foi caricaturista, cartunista, ilustrador, cronista, romancista e, inclusive, pesquisador da história de São Paulo. Seus trabalhos foram publicados nos jornais Folha da Noite e Folha da Manhã, e nas revistas Careta, Fon-Fon! e O Cruzeiro.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh_WtSSZR5R_cWQeuM4qAb6ixC33JHIdazO3M_zRQy-Gg6OIhcc9_DxW_cS0DSn-67Fo2F3vCMi72l-INf2xk9SNlV6uQRy_JQcxTonqMA23Oqy1fOK4nuBeKCbckTcc27yyzcWcx2F1CEVKC-p9lnapDH_4jX13yFz1Gx6CW_1_Dp8vkCbCp8r4YtlxJY/s320/images.jpg


        Em 1925, Belmonte criou o personagem Juca Pato, um sujeito mal-humorado, baixinho, de óculos e careca “por tanto levar na cabeça”, cujo lema era “podia ser pior”, e que reclamava do custo de vida, da burocracia e da corrupção dos governantes. Juca Pato sintetizava a figura do homem comum, trabalhador e honesto da classe média paulistana em suas aspirações e frustrações. A popularidade do personagem de Belmonte, foi tamanha que, nos anos 1930, seu nome aparece associado a cigarros, cadernos escolares, balas, cavalos de corrida e até a marchinhas de carnaval.

        [...] Seus desenhos foram publicados no exterior e repercutiram a ponto de, numa transmissão pela Rádio de Berlim, Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Hitler, acusá-lo: “Certamente o artista foi pago pelos aliados ingleses e norte-americanos.” [...]

DOMINGUES, Joelza Ester. Belmonte, o caricaturista brasileiro que irritou Joseph Goebbels. Ensinar História. 14 ago. 2020. Disponível em: https://ensinarhistoria.com.br/belmonte-o-caricaturista-que-irritou-goebbels/. Acesso em: 31 mar. 2022.

Fonte: Maxi: Séries Finais. Caderno 1. Língua Portuguesa – 8º ano. 1.ed. São Paulo: Somos Sistemas de Ensino, 2021. Ensino Fundamental 2. p. 89.

Entendendo a notícia:

01 – Quem foi Belmonte e quais foram os principais veículos de imprensa nos quais ele publicou seus trabalhos?

      Belmonte era o pseudônimo de Benedito Bastos Barreto (1896-1947), um artista multifacetado que atuou como caricaturista, cartunista, ilustrador, cronista, romancista e pesquisador da história de São Paulo. Seus trabalhos foram publicados nos jornais Folha da Noite e Folha da Manhã, e nas revistas Careta, Fon-Fon! e O Cruzeiro.

02 – Quais eram as características físicas e de personalidade do personagem Juca Pato, criado por Belmonte em 1925?

      Juca Pato era um sujeito baixinho, careca (“por tanto levar na cabeça”), usava óculos e tinha um temperamento mal-humorado. Seu lema marcante era “podia ser pior”.

03 – Quem o personagem Juca Pato representava no contexto da época e quais eram suas principais reclamações?

      Juca Pato sintetizava a figura do homem comum, trabalhador e honesto da classe média paulistana, refletindo suas aspirações e frustrações. Ele usava suas tiras para reclamar constantemente do alto custo de vida, da burocracia e da corrupção dos governantes.

04 – Como se evidencia a imensa popularidade de Juca Pato na sociedade brasileira durante a década de 1930?

      A popularidade do personagem foi tão expressiva que o seu nome passou a ser associado a diversos produtos e elementos do cotidiano nos anos 1930, como marcas de cigarros, cadernos escolares, balas, cavalos de corrida e até mesmo marchinhas de carnaval.

05 – Qual foi a reação do regime nazista alemão ao impacto internacional das caricaturas de Belmonte?

      Devido à repercussão de seus desenhos no exterior, Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Adolf Hitler, acusou Belmonte publicamente durante uma transmissão pela Rádio de Berlim, afirmando que o artista brasileiro certamente havia sido pago pelos aliados ingleses e norte-americanos.

 

 

MINICONTO: QUADROS EM MOVIMENTO - FRAGMENTO - LOURDINHA LEITE BARBOSA - COM GABARITO

 Miniconto: Quadros em Movimento – Fragmento

                Lourdinha Leite Barbosa

        A mala voltara quase vazia como fora; sua mente, no entanto, estava repleta. Visitara museus, bibliotecas e livrarias.

        O pequeno quadro, presente de um amigo, foi acomodado entre os inúmeros que pendiam assimetricamente da parede da sala. Encontrar um espaço ali era quase impossível. Afastou-se para ver o resultado e teve a impressão de que algo se movera. Aproximou-se com medo de que fosse um inseto. Não viu nada.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiMwi1I1vdDoQ6K4crf36xRQrarn39S1-teAAz-HphR1269lMVJ6Odf19m-lJKGUEVMoabcWaX5VyKRYTyTFL6EemPYA3J3-o1QH_ka56CXa5QvwLlmmxPAUvJmCHPxVuqoHohB0nsr3Xgf10TD3Y6TKMokzJ4MhLtT5usgpBO_qmSYMKCUfaAy2fE9zXc/s320/images.jpg


        Os quadros mais antigos se alargaram e forçaram os mais recentes a se comprimirem. Nesse empurra-empurra alguns se inclinaram, Ingrid percebeu o leve rumor e recolocou-os em seus lugares. As cinco mulheres de branco que, no quadro de moldura negra, se dirigiam às suas casinhas assustaram-se com o movimento e apressaram o passo.

        [...]

        Ingrid pôs um CD de Chico Buarque e iniciou uns passos de dança. As pessoas do quadro em tons vermelho e negro, que observavam uma festa popular, voltaram-se e a aplaudiram com entusiasmo. Sem perceber o que se passava na parede de sua casa. Ingrid apanhou as ilustrações que trouxera do Museu Dorsay e estendeu-se no sofá abaixo do quadro em que um pintor fazia seu autorretrato. O pintor abandonou palhetas e tintas e passou a observar, junto com ela, as reproduções.

        Um forte sopro de vento alçou as cortinas e avivou as figuras dos quadros. [...] Já não se obedeciam aos limites impostos pelas molduras. Aprisionadas no tempo, não sabiam para onde ir ou o que fazer. Atônitas descobriam um novo mundo.

        Uma mulher que parecia ter saído de uma revista de modas da década de cinquenta falou em francês para um enorme galo que se mantinha parado: Por que você não se move? — O galo mexeu a cabeça e respondeu em português: Estou nesta posição desde 1972, não consigo mexer as pernas.

        [...]

Habilidade EF69LP47.

BARBOSA, Lourdinha Leite. Quadros em movimento. Caos Portátil, Fortaleza, v. 1, n. 2, p. 20-21, 2005. Disponível em: http://jornaldepoesia.jor.br/Caos%20Port%C3%A1til%20-%20Um%20Almanaque%20de%20Contos%20Vol%202.pdf. Acesso em: 1 jun. 2026.

Fonte: Mapas de Progresso. Língua Portuguesa: 7º ano. Ensino Fundamental. Anos Finais. 3º bimestre. SEDUC. Rio de Janeiro, 2026. p. 14.

Entendendo o miniconto:

01 – Como a mala de Ingrid retornou de sua viagem e o que ela trazia em sua mente?

      A mala voltara quase vazia, mas sua mente estava repleta de vivências após visitar museus, bibliotecas e livrarias.

02 – O que aconteceu com os quadros na parede quando Ingrid acomodou o pequeno quadro que ganhou de presente?

      Os quadros mais antigos se alargaram e forçaram os mais recentes a se comprimirem em um "empurra-empurra", fazendo com que alguns se inclinassem.

03 – Como as cinco mulheres de branco, presentes no quadro de moldura negra, reagiram ao movimento na parede?

      Elas se assustaram com o movimento e apressaram o passo para se dirigirem às suas casinhas.

04 – Qual foi a reação das pessoas do quadro em tons vermelho e negro quando Ingrid colocou um CD de Chico Buarque e começou a dançar?

      Elas se voltaram e a aplaudiram com entusiasmo.

05 – O que o pintor do autorretrato fez quando Ingrid se estendeu no sofá com as ilustrações do Museu Orsay?

      O pintor abandonou suas palhetas e tintas e passou a observar as reproduções junto com ela.

 



sábado, 17 de outubro de 2026

NOTÍCIA: COMEÇARAM AS AULAS - FRAGMENTO - ZIRALDO - COM GABARITO

 Notícia: Começaram as aulas – Fragmento

           Ziraldo

        [...] Em 1957, começou a publicar seus trabalhos na revista A Cigarra e, posteriormente, em O Cruzeiro. É nesta publicação e, a partir de 1963, no Jornal do Brasil, que conquistará notoriedade nacional. Seus personagens, entre eles Jeremias, o Bom, a Supermãe e o Mineirinho, conquistaram os leitores. Ele também publicou charges nas revistas Visão e Fairplay. [...]

Fonte:  https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg2Li-mgwsL3eO7zyUpenEeWiQa3iDm4K3WMhig9ELLxZszxFxp_mR8Ol_G7Nzlk6I1XJPm9lB7EhvKhyphenhyphenylm7CkQTTORxuK9-glMct6tRuobPdDwAZhDP0Gxxmg9TX3WsPuY36P7tIAqPDrlpm-qw2z9dgvpMfA3h_X7rJw1T4uHpDshcI5FGFnSDQUK7s/s320/images.jpg


        Foi fundador e posteriormente diretor do periódico O Pasquim, tabloide de oposição ao regime militar, uma das prováveis razões de sua prisão, ocorrida um dia após a promulgação do Ato Institucional nº 5.

        Com irreverência, humor abusado e charges polêmicas, o artista gráfico Ziraldo é também autor de livros, com uma produção marcada por temas nacionais e voltada para o público infantil, sendo seu maior sucesso editorial O Menino Maluquinho, já adaptado para cinema e televisão. [...]  

 ZIRALDO. Ziraldo, um brasileiro. Apresentação. Ziraldo Artes Produções. Disponível em: http://ziraldoproducoes.com.br/ziraldo. Acesso em: 31 mar. 2022.

Fonte: Maxi: Séries Finais. Caderno 1. Língua Portuguesa – 8º ano. 1.ed. São Paulo: Somos Sistemas de Ensino, 2021. Ensino Fundamental 2. p. 89.

Entendendo a notícia:

01 – Qual foi o veículo de imprensa em que Ziraldo conquistou notoriedade nacional a partir de 1963, e quais foram alguns dos seus personagens de destaque publicados nesse período?

      A notoriedade nacional foi conquistada a partir de 1963 no Jornal do Brasil. Entre os personagens de destaque criados por ele e que conquistaram os leitores nessa época estão Jeremias, o Bom, a Supermãe e o Mineirinho.

02 – Qual era a linha editorial do periódico O Pasquim, do qual Ziraldo foi fundador e diretor, e qual foi a consequência direta dessa atuação durante o regime militar?

      O Pasquim era um tabloide de oposição ao regime militar brasileiro. Como consequência dessa postura crítica e de oposição, Ziraldo foi preso justamente um dia após a promulgação do Ato Institucional nº 5 (AI-5).

03 – Como o texto caracteriza o estilo artístico de Ziraldo e quais são as principais marcas de sua produção literária voltada para o público infantil?

      O texto caracteriza o estilo de Ziraldo por meio de sua irreverência, humor abusado e charges polêmicas. Já sua produção literária voltada para o público infantil é marcada por temas nacionais.

04 – Qual é considerado o maior sucesso editorial de Ziraldo na literatura infantil e quais desdobramentos essa obra teve na mídia?

      O maior sucesso editorial de Ziraldo é o livro O Menino Maluquinho. Devido ao seu enorme impacto e popularidade, a obra acabou sendo adaptada posteriormente tanto para o cinema quanto para a televisão.

05 – Antes de alcançar projeção nacional no Jornal do Brasil, em quais veículos impressos Ziraldo iniciou a publicação de seus trabalhos a partir de 1957?

      A partir de 1957, Ziraldo começou a publicar seus trabalhos na revista A Cigarra e, posteriormente, em O Cruzeiro, antes de consolidar sua fama nacional no Jornal do Brasil.

 

MINICONTO: UM TRONCO NO MEIO DO CAMINHO - ROSANA RIOS - COM GABARITO

 Miniconto: Um tronco no meio do caminho

      Rosana Rios

        Um tronco no caminho pode revelar muitas coisas... Nessa história, mostra, de maneira anedótica, a força e a esperteza que muitos bichos acham que têm. Onça, anta, paca, tatu, cutia e esquilo, mesmo vendo os outros animais já presos debaixo do tronco, insistem em vencer o obstáculo em seu caminho de um jeito pouco inteligente e já demonstrado ineficaz. É a esperteza de uma minúscula formiga que resolve a questão nessa divertida história cumulativa que convida os pequenos leitores a pensar antes de tomar decisões.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiMKyK4CQgDNZLEuVQ0yx-JzxfWwg6gAk45JKFcm-EViCHyCJ-KmDo4AeWM2X2eZgCJ4GFAdapmKz0h5VWqZb_4TrcV9BsFMZJUslRtzvqKd7Q6mQpsk45sM-5vMS9sAFFpg8uSAnlvZ5nYSnLEC0JoiTo0UivZxMV94uMehkhEeui12YkU24avf3W5JQE/s320/images.jpg


        Era uma vez lá na floresta.

        A onça foi beber água no rio. E viu um tronco de árvore caído no meio do caminho.

        -- Sai da frente, tronco! – disse a onça.

        O tronco nem se mexeu.

        A onça se achava muito forte: entrou num vão e empurrou o tronco.

        Mas ficou presa debaixo dele.

        Miou de zanga e rosnou de raiva; não adiantou nada, porque troncos nem ligam para onças zangadas.

        A anta foi beber água. Viu um tronco, com a onça embaixo, caído no meio do caminho.

        -- Sai da minha frente, tronco! – disse a anta.

        O tronco nem se mexeu.

        A anta quis mostrar à onça que era mais forte que ela.

        Entrou no vão e empurrou a onça, que empurrou o tronco.

        E a anta ficou presa junto com a onça, debaixo do tronco.

        A cutia foi beber água. E viu um tronco, com a onça embaixo, com a anta junto, com a paca espremida ao lado, com o tatu entalado, caído no meio do caminho.

        -- Sai da minha gente, tronco! – disse a cutia.

        O tronco nem se mexeu.

        A cutia era esperta.

        Entrou no vão e empurrou o tatu, que empurrou a paca, que empurrou a anta, que empurrou a onça, que empurrou o tronco.

        E a cutia ficou presa com o tatu, entalado com a paca, espremida ao lado da anta, junto com a onça, debaixo do tronco.

Habilidade EF06LP04.

RIOS, Rosana. Um tronco no meio do caminho. Curitiba: Positivo, 2010. p. 4-7.

Fonte: Mapas de Progresso. Língua Portuguesa: 6º ano. Ensino Fundamental. Anos Finais. 3º bimestre. SEDUC. Rio de Janeiro, 2026. p. 5/6.

Entendendo o miniconto:

01 – Qual é o objetivo inicial comum a todos os animais da história ao se depararem com o tronco?

      Todos os animais estavam a caminho do rio com o objetivo de beber água quando encontraram o tronco de árvore caído no meio do caminho.

02 – Como a atitude dos animais maiores (como a onça e a anta) demonstra a sua ingenuidade diante do obstáculo?

      A onça e a anta agem com presunção e falta de raciocínio lógico: primeiramente, ordenam que o tronco (um objeto inanimado) saia do caminho; em seguida, tentam usar a força bruta para empurrá-lo, ignorando o fracasso dos animais que tentaram antes e acabando presas também.

03 – Por que a tentativa da anta em demonstrar ser mais forte do que a onça acabou falhando?

      A anta tentou provar sua superioridade em força entrando no vão e empurrando a onça para que esta empurrasse o tronco. O método se mostrou ineficaz porque apenas somou mais um corpo sob a madeira, fazendo com que a anta ficasse presa junto com a onça.

04 – Segundo a introdução do texto, qual é a estrutura narrativa utilizada pela autora e qual lição ela transmite aos leitores?

      Trata-se de uma história cumulativa com tom anedótico. A narrativa transmite a lição de que é fundamental pensar antes de agir ou tomar decisões, mostrando que a força bruta e o orgulho costumam ser ineficazes quando comparados à verdadeira inteligência.

05 – Quais animais aparecem na sequência contada na história até a tentativa da cutia?

      Os animais citados no desenrolar da narrativa são a onça, a anta, a paca, o tatu e a cutia (além da menção na introdução ao esquilo e à formiga).

06 – De acordo com a introdução do texto, de que forma o problema do tronco no caminho é finalmente resolvido?

      O problema é resolvido pela esperteza de uma minúscula formiga, que se diferencia dos grandes animais por não tentar usar a força bruta e sim agir de maneira inteligente.

07 – Como a repetição das ações dos animais cria o efeito cumulativo na narrativa?

      O efeito cumulativo é construído à medida que cada novo animal repete o mesmo padrão de conduta (dar uma ordem ao tronco e empurrar o bicho anterior), gerando uma reação em cadeia em que todos se empurram em fila e terminam igualmente presos debaixo do tronco.

 

 

CRÔNICA: O QUADRO - FRAGMENTO - LEWIS C. S. - COM GABARITO

 Crônica: O Quadro – Fragmento

          Lewis, C. S.

        "A nossa história começa numa tarde em que Edmundo e Lúcia aproveitavam juntos alguns minutos preciosos. Como é óbvio, falavam de Nárnia, nome do país secreto deles. Acho que todos nós temos um país secreto, que, para a maioria, é apenas um país imaginário. Edmundo e Lúcia eram bem mais felizes: o seu país secreto era real. (...) E lá tinham recebido uma promessa, ou algo muito próximo disso, de que voltariam algum dia.”

        [...]

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgjOPxxTMbZxDbUT2HLCT9td43NxpFLj9FPx8bVwR6CCHJLd5RWmCvm5_NrE-T93R0zkw_fbJjyzB4a7BQ3VTJfxzsXYOObVCXbNV0JZXMNM1VxNelUEUFRpsSJvj-9ui-PePsnR-fCKXYa7kOkO5W6ya9GBm3TpozEDH_GynNiT5zyS5mLPu0WCwNvak0/s320/images.jpg


Habilidade EF67LP32.

LEWIS, C. S. As crônicas de Nárnia. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2009. p. 404.

Fonte: Mapas de Progresso. Língua Portuguesa: 6º ano. Ensino Fundamental. Anos Finais. 3º bimestre. SEDUC. Rio de Janeiro, 2026. p. 10.

Entendendo a crônica:

01 – No fragmento apresentado, o autor estabelece uma distinção entre o "país secreto" da maioria das pessoas e o de Edmundo e Lúcia. Explique qual é essa diferença e o que ela revela sobre a percepção da realidade pelos irmãos.

      Enquanto para a maioria das pessoas o "país secreto" é apenas imaginário (fruto da fantasia ou da ficção), para Edmundo e Lúcia ele é real, pois eles realmente o vivenciaram. Isso revela que, no universo de Nárnia criado por C.S. Lewis, a fronteira entre o mundo físico e o mundo espiritual/mágico é tênue, e as experiências vividas lá possuem uma concretude palpável e verdadeira para os irmãos, indo muito além de um simples devaneio infantil.

02 – O texto menciona que Edmundo e Lúcia receberam "uma promessa, ou algo muito próximo disso, de que voltariam algum dia". Considerando o contexto das obras de C.S. Lewis (como As Crônicas de Nárnia), qual é o significado simbólico ou emocional dessa promessa para os personagens?

      A promessa de retorno funciona como uma âncora de esperança e consolo para Edmundo e Lúcia. Viver em nosso mundo após conhecerem Nárnia gera um sentimento de saudade e exílio. Portanto, a expectativa de voltar representa a fé em uma realidade maior e mais bela, mantendo viva a conexão deles com o divino ou com o transcendente que Nárnia frequentemente simboliza na obra do autor.

03 – O fragmento inicia afirmando que os irmãos aproveitavam "alguns minutos preciosos" para falar sobre Nárnia. Por que momentos como esse podem ser considerados tão valiosos para Edmundo e Lúcia dentro da narrativa?

      Esses momentos são preciosos porque funcionam como um refúgio emocional contra a realidade cinzenta ou comum do mundo em que vivem. Compartilhar memórias sobre Nárnia permite que eles mantenham viva a identidade heroica e as vivências profundas que tiveram lá, além de fortalecer o vínculo fraternal, já que Nárnia é um segredo e um patrimônio emocional exclusivo dos dois.

 

FÁBULA: O VELHO, O MENINO E A MULINHA - FRAGMENTO - MONTEIRO LOBATO - COM GABARITO

 Fábula: O velho, o menino e a mulinha – Fragmento

          Monteiro Lobato

        [...]

        — Isto é bem certo, disse dona Benta. Quem quer contentar todo mundo, não contenta a ninguém. Sobre todas as coisas há sempre opiniões contrarias. Um acha que é assim, outro acha que é assado.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhqPZKb7GSbjBYHDFRiPkknQNUFvB_HJtIVz1bb30_XwBwAr8SJ-CmXk6WtAz_rg28t00qO6CAQydPeOjC572-XHo1qu0Pu22jJceeRn0Yo1hRRVEfRbBQLvOjt_P_WCe9ndoORf7CKr4ccWzT9_n091eubIkxAGa8YnKemrYmoBwwZ2fvmCVIZmtPPhYY/s320/images.jpg


        — E como então a gente deve fazer? perguntou a menina.

        — Devemos fazer o que nos parece mais certo, mais justo, mais conveniente. E para nos guiar temos a nossa razão e a nossa consciência. Aquela fita que vimos no cinema da cidade tem um título muito sábio.

        — Qual, vovó?

        — E ISTO ACIMA DE TUDO...

        — Não estou entendendo...

        — Esse título é a primeira parte dum verso de Shakespeare: “E isto acima de tudo: sê fiel a ti mesmo”. Bonito, não?

        — Lindo, vovó! exclamou Pedrinho entusiasmado. E vou adotar esse verso como lema da minha vida. Quero ser fiel a mim mesmo — e o mundo que se fomente...

Habilidade EF06LP04.

LOBATO, Monteiro. O velho, o menino e a mulinha. In: LOBATO, Monteiro. Obras completas de Monteiro Lobato. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1943.

Fonte: Mapas de Progresso. Língua Portuguesa: 6º ano. Ensino Fundamental. Anos Finais. 3º bimestre. SEDUC. Rio de Janeiro, 2026. p. 28.

Entendendo a fábula:  

01 – Qual é a principal lição ou moral que Dona Benta extrai da história do velho, do menino e da mulinha?

      A moral central destacada por Dona Benta é que é impossível agradar a todos ("Quem quer contentar todo mundo, não contenta a ninguém"). Ela explica que sobre qualquer assunto sempre haverá opiniões contrárias e divergentes, tornando inútil tentar agir apenas para satisfazer o julgamento alheio.

02 – Diante da diversidade de opiniões das pessoas, qual é a orientação dada por Dona Benta sobre como devemos agir em nossas decisões?

      Dona Benta orienta que devemos fazer aquilo que nos parece mais certo, mais justo e mais conveniente. Para nos guiar nessas escolhas, devemos recorrer à nossa própria razão e à nossa consciência, em vez de nos pautarmos pelas críticas externas.

03 – Que citação literária Dona Benta utiliza para reforçar o seu conselho e qual é o autor dessa frase?

      Dona Benta cita o verso de William Shakespeare: “E isto acima de tudo: sê fiel a ti mesmo” (frase originalmente dita pelo personagem Polônio na peça Hamlet), que ela também relembra ter visto como título de um filme no cinema da cidade.

04 – Como Pedrinho reage à explicação de Dona Benta sobre o verso de Shakespeare e qual decisão ele toma a partir dessa reflexão?

      Pedrinho reage com entusiasmo e admiração ("Lindo, vovó!"). Ele decide adotar o verso "Quero ser fiel a mim mesmo" como o lema de sua própria vida, demonstrando ter compreendido a importância da autenticidade e da autonomia moral.

05 – Como a fala final de Pedrinho ("...e o mundo que se fomente...") reflete a mudança de atitude que a fábula propõe em relação às críticas alheias?

      A expressão informal de Pedrinho indica um desapego em relação às opiniões e julgamentos dos outros. Ela reflete a mudança de atitude proposta pela fábula: em vez de mudar constantemente de comportamento para agradar a todos (como o velho e o menino fizeram ao longo da história), deve-se priorizar a integridade pessoal e a consciência própria, sem se deixar abalar pela pressão social externa.

 

 

 

 

NOTÍCIA: QUANDO SAI A FUMAÇA DO CONCLAVE? FRAGMENTO - THALLYS MENEZES - COM GABARITO

 Notícia: Quando sai a fumaça do Conclave? – Fragmento

        Conclave: Veja horários das votações e quando deve sair a primeira fumaça.

        [...]

        O Conclave para eleger o próximo papa começa nesta quarta-feira (7), no Vaticano. Ao todo, 133 cardeais participam da votação secreta que escolherá o novo líder da Igreja Católica.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiJcvQT8PGpBFqKiN6xWUcbwYYjCKxyLIU8aajNfti0MRE4nRrlhZgYXpbujljh7aRdsUIxwBUsULr1iyEzR24Ouqhgej6DFSDeIF1tr7ULNCHF-KhEq1XLNQqXIebKZ3sFJ3UpkJC5O32BwabkWqnTZFFTOzbAhXwcHmANR55A1S-NalGuLS-J91UHJh4/s320/images.jpg


        [...]

        Quarta-feira (7)

        11h30 – Entrada na Capela Sistina, juramentos coletivos e individuais. Após o fechamento das portas, há um discurso dentro da capela, abertura para possíveis perguntas e, em seguida, votação

        14h – Previsão para que primeira fumaça saia da chaminé da Capela Sistina

        Quinta-feira (8)

        5h30 – Fim de votação; só haverá fumaça se de fato um papa for eleito

        7h00 – Fim de segunda votação e, caso não haja papa, a fumaça preta sairá da chaminé

        12h30 – Fim de votação; novamente, só haverá fumaça se de fato um papa for eleito

        14h00 – Fim de nova votação e, caso não haja papa, a fumaça preta sairá da chaminé.

        Se não houver definição, haverá mais dias de votação.

Habilidade EF05LP06.

MENEZES, Thallys. Quando sai a fumaça do Conclave? Confira horários da votação da escolha do Papa. UOL Notícias, 2025. Disponível em: https://social1.ne10.uol.com.br/noticias/2025/05/06/quando-sai-a-fumaça-do-conclave-confira-horarios-da-votacao-da-escolha-do-papa.html. Acesso em: 25 mar. 2026.

Fonte: Mapas de Progresso. Língua Portuguesa: 6º ano. Ensino Fundamental. Anos Finais. 3º bimestre. SEDUC. Rio de Janeiro, 2026. p. 25.

Entendendo a notícia:

01 – Qual é o objetivo principal do Conclave citado na notícia e quantos cardeais participam dessa votação?

        O objetivo principal do Conclave é eleger o próximo papa, que será o novo líder da Igreja Católica. Ao todo, participam do processo de votação secreta 133 cardeais.

02 – Quais são as etapas e rituais previstos para ocorrer na Capela Sistina no primeiro dia do Conclave (quarta-feira, dia 7), a partir das 11h30?

      A partir das 11h30, ocorrem a entrada dos cardeais na Capela Sistina e os juramentos coletivos e individuais. Em seguida, após o fechamento das portas, há um discurso dentro da capela, espaço aberto para possíveis perguntas e, por fim, a realização da votação.

03 – Qual é o horário previsto para a emissão da primeira fumaça no primeiro dia de Conclave e qual local específico do Vaticano ela deve expelir?

      A primeira fumaça tem previsão de sair às 14h da quarta-feira (7) e será emitida pela chaminé da Capela Sistina.

04 – De acordo com o cronograma de quinta-feira (8), em quais circunstâncias específicas a fumaça sairá da chaminé nos horários das 5h30 e das 12h30?

      Nos horários das 5h30 e das 12h30, a fumaça só sairá da chaminé caso um papa seja de fato eleito nessas votações. Se não houver eleição nesses horários específicos, a fumaça não é expelida imediatamente.

05 – Em que condições a fumaça preta é expelida da chaminé da Capela Sistina durante a quinta-feira (8)? Indique os horários associados a esse evento no texto.

      A fumaça preta é expelida quando uma votação é encerrada e não se chega à escolha de um novo papa. Segundo o texto, isso está previsto para ocorrer às 7h00 e às 14h00 caso a decisão não seja alcançada.

06 – Como o texto descreve o procedimento a ser adotado caso os cardeais não cheguem a um consenso ao final da quinta-feira (8)?

      O texto indica que, se não houver uma definição sobre a escolha do novo papa ao término da quinta-feira, haverá mais dias seguidos de votação até que ocorra a eleição.

07 – O que a variação na cor da fumaça (ou a sua ausência em determinados horários intermediários) representa do ponto de vista jornalístico e de comunicação com o público externo?

      Representa um código visual de comunicação informativa instantânea: a fumaça (e sua cor) serve para informar ao público externo, em horários predeterminados, o andamento do processo secreto de escolha. A fumaça preta indica a indefinição (ausência de consenso), enquanto a fumaça branca (ou a presença da fumaça nos horários de 5h30 e 12h30) anuncia a eleição efetuada do novo pontífice.

 

 

ENTREVISTA: O MENINO MALUQUINHO DE ZIRALDO FAZ 40 ANOS! VEJA ENTREVISTA COM O AUTOR - FRAGMENTO - COM GABARITO

 Entrevista: O Menino Maluquinho de Ziraldo faz 40 anos! Veja entrevista com o autor. – Fragmento

        [...]

        Entrevista com Ziraldo, criador do Menino Maluquinho. Ziraldo é muitos em um só: cartunista, desenhista, jornalista, chargista, pintor e dramaturgo. Na literatura infantil, a grande marca da sua carreira foi o Menino Maluquinho. Em entrevista à Dentro da História, o autor conta sobre a sua carreira, a criação do personagem e as novidades que chegam junto com a comemoração dos 40 anos do personagem: 

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpGnVF3jvcg_u1DtmkegzwvbdjLMImzq5dcXzoh9jW8F3FiiAm-WO56C0qvRdlMX3FTjeKyikBZkZ7NNDa2zMaOgwvfpbKEZibpFF-b5_NMRtyiBTVHdhFzPr0pRi69MF5tqhTKlvXx4XQarGUTgHUfIq_utQOovzH96hixzVSHeNEFvF3_eKiXxp_hUg/s1600/images.jpg 


        [...]

        DDH: Como se forma um leitor? Para você, o que é um bom livro infantil? 

        Ziraldo: Se você conseguir fazer uma história que é interessante, que as crianças fiquem presas, conversem sobre o livro, entendam a história ou, até mesmo que não entendam, mesmo assim podem amar ela. Então o escritor fez o certo. São essas qualidades que os livros precisam ter.

        [...]

        DDH: Como você enxerga a importância da leitura nesse momento em que o mundo passa por uma transformação digital cada vez mais intensa?

        Ziraldo: A pandemia me deixou muito mais tecnológico, e as crianças já são muito tecnológicas. Acredito que os livros sempre serão importantes, em todos os momentos e épocas eles terão o seu valor único. 

        [...]

        DDH: Se você pudesse virar personagem e viver a história de qualquer livro no mundo, qual escolheria? 

        Ziraldo: Se pudesse virar um personagem, eu seria o Robinson Crusoé. Fiquei muito encantado com esse personagem quando era menino.

Habilidade EF67LP28.

O Menino Maluquinho de Ziraldo faz 40 anos! Veja entrevista com o autor. Dentro da história, 2020. Disponível em: https://www.dentrodahistoria.com.br/blog/educacao/alfabetizacao-e-leitura/entrevista-ziraldo-menino-maluquinho/?utm_source=chatpt.com. Acesso em: 26 mar. 2026.

Fonte: Mapas de Progresso. Língua Portuguesa: 6º ano. Ensino Fundamental. Anos Finais. 3º bimestre. SEDUC. Rio de Janeiro, 2026. p. 33-34.

Entendendo a entrevista:

01 – Além de escritor de literatura infantil, quais são as outras atuações profissionais de Ziraldo destacadas na introdução da entrevista, e qual obra é citada como a grande marca da sua carreira?

      A introdução destaca que Ziraldo atua em diversas áreas artísticas e jornalísticas: cartunista, desenhista, jornalista, chargista, pintor e dramaturgo. Na literatura infantil, a grande marca da sua carreira é o livro O Menino Maluquinho.

02 – De acordo com Ziraldo, quais características essenciais fazem com que um escritor acerte ao criar uma obra para crianças e torná-las leitoras?

      Para Ziraldo, o escritor acerta quando cria uma história interessante que consiga prender a atenção das crianças, fazendo com que conversem sobre a obra, entendam a trama ou até mesmo gostem e amem o livro, mesmo sem compreender tudo perfeitamente.

03 – Como Ziraldo avalia o valor e o papel dos livros diante do avanço da transformação digital e da familiaridade das crianças com a tecnologia?

      Ziraldo afirma que, embora as crianças sejam muito tecnológicas e a própria pandemia o tenha tornado mais adaptado à tecnologia, ele acredita que os livros sempre serão importantes e manterão seu valor único em todas as épocas e momentos.

04 – Qual personagem literário Ziraldo escolheria ser se pudesse entrar no universo de qualquer livro do mundo, e qual o motivo dessa escolha?

      Ziraldo escolheria ser o Robinson Crusoé (personagem do romance de Daniel Defoe). O motivo foi o grande encantamento e fascínio que sentiu por esse personagem quando ainda era menino.

05 – Como a resposta de Ziraldo sobre Robinson Crusoé reforça a sua visão sobre a formação do leitor expressa no início da entrevista?

      A resposta mostra na prática como a leitura afeta o leitor: a história de Robinson Crusoé o prendeu e encantou quando ele era criança a ponto de marcar sua memória para a vida toda. Isso exemplifica perfeitamente a tese de Ziraldo de que um bom livro infantil é aquele capaz de capturar a imaginação e gerar uma conexão afetiva duradoura com a criança.