sexta-feira, 15 de maio de 2026

NOTÍCIA: TERRAS INDÍGENAS PROTEGEM A FLORESTA - TIAGO MOREIRA DOS SANTOS - COM GABARITO

 Notícia: Terras Indígenas protegem a floresta

                Tiago Moreira dos Santos

        A conservação ambiental das Terras Indígenas é uma estratégia de ocupação territorial estabelecida pelos povos indígenas. Os povos indígenas ajudam a ampliar a diversidade da fauna e da flora local porque têm formas únicas de viver e ocupar um lugar.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh_I9udKThj3R5__2XDCRnDoSf5y5guHyE14SXZ6Xi1b7cWc-2Twyly-_4TvnFsfo1ae9IA7sukUDkHiPHYSZNPxfAQjZ0_hAVye4UhyphenhyphenWXJP7X2f1wGzeW3ums0YH_YXuJp4u5dhzhGJX1OlUFAOwyt8rgodSpo0jFaJG5wZHRC2YvEwnlpSaZdX_kgRIc/s1600/INDIO.jpg


        Pesquisas recentes têm mostrado que os povos indígenas tiveram um papel fundamental na formação da biodiversidade encontrada na América do Sul. Muitas plantas, por exemplo, surgiram como produto de técnicas indígenas de manejo da floresta, como a castanheira, a pupunha, o cacau, o babaçu, a mandioca e a araucária. No caso da castanha-do-pará e da araucária, estas árvores teriam sido distribuídas por uma grande área pelos povos indígenas antes da ocupação europeia no continente.

        O manejo destes povos sobre a biodiversidade teve um papel fundamental na formação de diferentes paisagens no Brasil, seja na Amazônia, no Cerrado, no Pampa, na Mata Atlântica, na Caatinga, ou no Pantanal. Os povos indígenas sempre usaram os recursos naturais sem colocar em risco os ecossistemas. Estes povos desenvolveram formas de manejo adequadas e que têm se mostrado muito importantes para a conservação da biodiversidade no Brasil. Esse manejo incluiu a transformação do solo pobre da Amazônia em um tipo muito fértil, a Terra Preta de Índio. Estima-se que pelo menos 12% da superfície total do solo amazônico teve suas características transformadas pelo homem neste processo.

        No sul do Brasil, por exemplo, a TI Mangueirinha ajuda a conservar uma das últimas florestas de araucária nativas do mundo, enquanto que no Sul da Bahia, os Pataxó da TI Barra Velha, ajudam a proteger uma das áreas remanescentes de maior biodiversidade da Mata Atlântica. Na Amazônia, maior Bioma brasileiro, enquanto 20% da floresta já foi desmatada nos últimos 40 anos, juntas as Terras Indígenas perderam apenas 1,9% de suas florestas originais.

        E não é só para a conservação das florestas que os povos indígenas e seus territórios são importantes. Em um momento em que cientistas chamam a atenção para o declínio da biodiversidade e da diversidade de plantas cultivadas, a agrobiodiversidade tem os povos indígenas como guardiões fiéis. O Alto Rio Negro é um grande centro de diversidade de plantas cultivadas, sendo que o sistema agrícola dos índios dessa região foi reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural do Brasil.

        A lista dos produtos dessa agrobiodiversidade é bastante extensa, muitas plantas presentes hoje em nossas mesas nos foram apresentadas pelos sistemas agrícolas dos povos indígenas. Açaí, amendoim, diversas espécies de batata e de pimentas, assim como, uma grande quantidade de sementes de milho e feijão, para citar algumas. 

        Não é só sobre plantas cultivadas que os conhecimentos dos povos indígenas se estendem. É por isso que cientistas ligados à Plataforma Intergovernamental de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (Ipbes) têm se debruçado sobre o papel dos conhecimentos indígenas sobre a biodiversidade. O Ipbes é uma entidade internacional criada em 2012 e tem, entre seus princípios, reconhecer a contribuição dos conhecimentos indígenas para a conservação e o uso sustentável da biodiversidade e dos ecossistemas. 

        A importância das Terras Indígenas na conservação da biodiversidade forçou a formulação de um marco legal para promover a gestão ambiental dos territórios indígenas, por meio da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI). Hoje, a grande luta dos povos indígenas é para que o conjunto de leis derivado desse reconhecimento seja cumprido, garantindo a manutenção de suas terras livres de invasores e em condições ambientais que lhes permitam viver de acordo com seus modos de vida.

Tiago Moreira dos Santos. Terras Indígenas protegem a floresta. Terras Indígenas do Brasil, [s.d.]. disponível em: https://terraindigenas.org.br/pt-br/faq/tis-e-meio-ambiente. Acesso em: 28 out. 2020. (Adaptado).

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 280-281.

Entendendo a notícia:

01 – Como os povos indígenas contribuem para a diversidade da fauna e flora local?

      Eles ajudam a ampliar essa diversidade por meio de formas únicas de viver e ocupar o território. Suas técnicas de manejo e seu modo de vida permitem o uso dos recursos naturais sem colocar em risco os ecossistemas, funcionando como uma estratégia de conservação ambiental.

02 – Quais plantas mencionadas no texto são produtos de técnicas indígenas de manejo da floresta?

      O texto destaca a castanheira, a pupunha, o cacau, o babaçu, a mandioca e a araucária. No caso da castanha-do-pará e da araucária, essas espécies foram distribuídas por grandes áreas pelos indígenas antes mesmo da ocupação europeia.

03 – O que é a "Terra Preta de Índio" e qual sua importância na Amazônia?

      É um tipo de solo muito fértil criado a partir da transformação do solo originalmente pobre da Amazônia pelos povos indígenas. Estima-se que pelo menos 12% da superfície total do solo amazônico tenha sido transformado por esse processo humano.

04 – Qual é a diferença estatística entre o desmatamento geral na Amazônia e o desmatamento em Terras Indígenas (TIs)?

      Enquanto 20% da floresta amazônica foi desmatada nos últimos 40 anos, as Terras Indígenas perderam apenas 1,9% de suas florestas originais no mesmo período, demonstrando a eficácia desses territórios na proteção ambiental.

05 – Por que o sistema agrícola dos índios do Alto Rio Negro é importante para o Brasil?

      A região é um grande centro de diversidade de plantas cultivadas (agrobiodiversidade). Por sua importância, esse sistema agrícola foi reconhecido pelo Iphan como Patrimônio Cultural do Brasil.

06 – O que é o Ipbes e qual a sua relação com os conhecimentos indígenas?

      O Ipbes é a Plataforma Intergovernamental de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos, uma entidade internacional criada em 2012. Um de seus princípios fundamentais é reconhecer e estudar a contribuição dos conhecimentos indígenas para a conservação e o uso sustentável da biodiversidade.

07 – Qual é a principal luta atual dos povos indígenas em relação às suas terras e ao meio ambiente?

      A luta atual é para que o conjunto de leis (como a PNGATI) seja cumprido, garantindo que suas terras fiquem livres de invasores e em condições ambientais que permitam a manutenção de seus modos de vida tradicionais.

 

 

 

CONTO: POR QUE A GALINHA D'ANGOLA TEM PINTAS BRANCAS? ROGÉRIO ANDRADE BARBOSA - COM GABARITO

 Conto: Por que a Galinha d’Angola tem pintas brancas?

           Rogério Andrade Barbosa

        Os mais antigos contam que esta história aconteceu durante uma das piores secas ocorridas nas savanas ao Sul da África. O sol, inclemente, castigava todos os seres vivos: plantas e animais.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhVGMHnnp7rhwXFp1FHpna_wcL_TUxIyyfEVobIVWRVJzvZA1tgfzmcDxnbW9ODBEgh4pcmI5Ifk4RQey6BIff2QCY1lsCOvuTCViRaFm3ar1_X7dIFAjzSMzxH1BzGUDnYbaMPvQvgu7ESAYKnFABLG4oc6BLUuXS2CEE8Qc9o6sDiA29u9HsTo3EIVf4/s1600/GANHILANHA.jpg


        Logo os rios e lagos secaram, aumentando o sofrimento. O calor abria fendas no solo e levantava uma espessa poeira que borrava de cinza o céu borrado de azul. Os habitantes dos vilarejos, desnorteados, fugiram para as montanhas, rogando por chuvas, mas não havia prece que desse jeito na calamidade.

        Um dia, porém, uma mancha escura despontou no horizonte. Todos ficaram excitados. Sinal de que as chuvas estavam se aproximando. Só que um elefante, desengonçado, atrapalhou tudo. Afugentando a nuvem.

        A galinha-d’angola que, naquela época, além de uma crista avermelhada no alto da cabeça, tinha as penas inteiramente pretas, não se conteve. Indignada com a atitude do paquiderme, correu horas e horas atrás da nuvem, suplicando para que ela retornasse, sem se importar com os espinhos que iam rasgando-lhe as pernas desnudas.

        – Por favor, Senhora, volte. Por favor, Senhora, volte – repetia sem cessar, enquanto o sangue escorria por suas feridas.

        A Dona das Águas, finalmente, parou e disse:

        – Por causa de sua perseverança, da sua dor e da sua preocupação com o destino de todas as outras criaturas, eu regressarei. Graças aos meus poderes, interromperei a seca.

        – Obrigada – agradeceu a ofegante corredora.

        – E, como você se dirigiu a mim de um modo tão respeitoso, receberá de presente o brilho das gotas da chuva, que cairão sobre o seu corpo. Assim, será uma das aves mais bonitas da terra.

        Não demorou muito para desabar um temporal, em meio a raios e trovões. A galinha-d’angola, toda molhada, ganhou como ornamento os pingos que foram resvalando em suas penas, transformando-a, como fora prometido, em uma das aves mais lindas de toda a África.

        Devido à canseira da galinha-d’angola, suas descendentes ciscam por vários cantos do planeta, agitando a penugem de cor negra, como a pele da maioria dos povos de seu extenso continente. Enquanto exibem as penas salpicadas de pintas brancas, as galinhas-d’angola cacarejam como se estivessem expressando, até hoje, o esforço empreendido por sua ancestral:

        – Tô fraca, tô fraca, tô fraca, tô fraca,tô fraca

Rogério Andrade Barbosa. In: Outros contos africanos para crianças brasileiras. São Paulo: Ed. Paulinas, 2006.

Fonte: Rumo a novos Letramentos e Alfabetização. Ângela M. Chanoski-Gusso / Rossana A. Finau. 3º ano. 1ª edição, Curitiba, 2011. p. 136-137.

Entendendo o conto:

01 – Qual era o cenário inicial da história e como ele afetava a vida dos seres vivos na savana?

      O cenário era de uma seca extrema e devastadora nas savanas do Sul da África. O sol forte castigava plantas e animais, rios e lagos secaram, e o solo estava rachado. Isso causava grande sofrimento, fazendo com que as pessoas fugissem para as montanhas em busca de sobrevivência.

02 – Como a Galinha d’Angola era fisicamente antes dos acontecimentos narrados no conto?

      Originalmente, a Galinha d’Angola possuía uma crista avermelhada no topo da cabeça, mas suas penas eram inteiramente pretas, sem as manchas brancas que conhecemos hoje.

03 – Qual foi a atitude do elefante e como a Galinha d’Angola reagiu a esse comportamento?

      Quando uma nuvem de chuva finalmente apareceu no horizonte, o elefante, de forma desengonçada, a afugentou. A Galinha d’Angola ficou indignada e, em vez de desistir, correu atrás da nuvem por horas, ignorando a dor e os ferimentos causados pelos espinhos, para suplicar que ela voltasse.

04 – Por que a "Dona das Águas" decidiu atender ao pedido da ave? O que ela valorizou na Galinha d’Angola?

      A Dona das Águas decidiu voltar por causa da perseverança da galinha, de sua capacidade de suportar a dor e, principalmente, por sua preocupação altruísta com o destino de todas as outras criaturas, além do modo respeitoso com que ela se comunicou.

05 – De acordo com o texto, qual é a origem das pintas brancas e do cacarejo "Tô fraca" da Galinha d’Angola?

      As pintas brancas representam o brilho das gotas de chuva que a Dona das Águas deu à ave como presente por sua coragem. Já o cacarejo "Tô fraca" é uma lembrança do cansaço e do esforço físico extremo que a ancestral dessas aves fez ao correr por horas atrás da nuvem para salvar a savana.

 

MÚSICA (ATIVIDADES): O CACAU É SHOW - DARLAN ALVES CARNEIRO - COM GABARITO

 Música (Atividades): O cacau é show

           Darlan Alves Carneiro

É tão doce sonhar

E recordar a própria história

Eu, que já fui dádiva celestial

Em misteriosas civilizações

Fui batizado de cacau

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhGZQjE2wJ0c63Ew9VwxxJMq7nGEtsIq7JspN4ajmnLCV5DCaqGseNJUI5tlKoNQjHaOru76qemSMDHgxvrZKVotA7YmAGqWj86CMKRTFUnYAD6dbVqC5aK71CSgZZ9JymKOpADZCyxLpu8rW_Rtc_efY9ogo_xnvXYhrcVF1NNzqBS4c2FPwVa-ewR4n8/s1600/CACAU.jpg


Caminhei entre maias e astecas

Consagrei o meu “valor”

Caí na graça e no gosto

Na taça do imperador

A nobreza da Europa eu conheci

E num tal “mexe-mexe”, eu me vi

Ganhei um gosto especial

A mistura “deu carnaval”!

Sou rei entre os presentes

Se for falar de paixão

Nos sentidos dessa gente

Posso tocar um coração

Agradeço a cada sonhador

Que me deu forma, brilho e cor

Estou aqui pra festejar

Hoje sou o símbolo da vida,

Renasci nessa avenida

Na escolha popular

Tá na boca do povo:

“O cacau é show”!

Sou Rosas, Rosas de Ouro

Meu sabor te conquistou!

Armênio Poesia, Aquiles da Vila, Chanel, Maurício Paiva, Marquinhos Boldrini e Fred Vianna.

Fonte: Rumo a novos Letramentos e Alfabetização. Ângela M. Chanoski-Gusso / Rossana A. Finau. 3º ano. 1ª edição, Curitiba, 2011. p. 177- 178.

Entendendo a música:

01 – Como o cacau define sua própria origem histórica no início do texto?

      Ele se define como uma "dádiva celestial" que esteve presente em misteriosas civilizações antigas, indicando uma origem divina e ancestral.

02 – Quais foram os povos americanos citados que utilizaram o cacau antes da colonização europeia?

      Os povos mencionados são os Maias e os Astecas.

03 – O que o texto quer dizer com o verso "Caí na graça e no gosto / Na taça do imperador"?

      Refere-se ao fato de o cacau ter se tornado uma bebida de prestígio e consumo exclusivo da realeza e de figuras poderosas, como os imperadores astecas.

04 – De acordo com a letra, o que aconteceu quando o cacau chegou à Europa?

      Ele conheceu a nobreza europeia e passou por um processo de transformação (o "mexe-mexe"), ganhando um gosto especial por meio de novas misturas.

05 – Por que o cacau é considerado o "rei entre os presentes" no contexto da música?

      Porque ele está associado à paixão e aos sentimentos, tendo o poder de "tocar um coração" quando oferecido como um gesto de carinho.

06 – A quem o narrador (o cacau) agradece na parte final da letra?

      Ele agradece aos "sonhadores" que lhe deram forma, brilho e cor, referindo-se aos mestres chocolateiros e artesãos que transformam o fruto no produto final.

07 – Qual é a identidade da "voz" que canta essa história e onde ela está se apresentando?

      A voz é da escola de samba Rosas de Ouro, e ela está se apresentando na "avenida" (o sambódromo), celebrando o cacau como um símbolo da vida e escolha popular.

 

NOTÍCIA: CASAMENTO E FAMÍLIA - TODOS TEMOS DIREITOS - COM GABARITO

 Notícia: Casamento e família

        Muitos países garantem às mulheres direitos iguais aos dos homens no que diz respeito ao casamento, ao divórcio e aos bens da família. Mas em alguns lugares a mulher se casa ainda criança. Esses “casamentos infantis” propiciam poucas oportunidades de vida e em geral resultam em pobreza.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjX7COQWR3xiDzmKhWds80AcGCQCm7WhuUBybKe2AxEultPobEy86l95iOt3zZH7V2tHhwP0ALUSAFpNbmenTOsfh28X1L8cWVC8yjRE_WRjAyTFyXAgFGjrg40bMwsLGgH6EoQNNdCE3prYPLbIAsugiBnnYaBh7nNS4eroWmUccfFkDRUdeuz0tPxgTc/s320/casamento-infantil-1280x720.jpg


        Ficamos muito surpresos pela forma como as diferentes culturas encaram o casamento. É difícil acreditar nos informes da organização macedônia “A Primeira Embaixada das Crianças do Mundo” de que algumas meninas europeias são prometidas em casamento. Isso acontece entre os macedônios mulçumanos numa cidade chamada Labuniste. Na rádio dessa cidade ouvem-se mensagens de congratulações de parentes pelo noivado de crianças de pouco meses de idade. Naturalmente que não se trata de um casamento de “livre e espontânea vontade dos noivos”. O costume existe há muitas gerações e ninguém vai quebrar a tradição.

        “Um dos maiores males da sociedade indiana é o ‘sistema de dotes’: se uma noiva não tiver nenhum dote ela é maltratada, torturada e às vezes queimada viva. Já é tempo de nos livrarmos dessa prática odiosa. Os rapazes devem recusar-se a receber o dote e as moças devem rejeitar firmemente os noivos gananciosos. Assim esse sistema ruim iria acabar: DIGA NÃO AO DOTE.” (Surabhi Maru, Índia).

        “Em Uganda acontecem casamentos forçados. Um homem propõe a outro: ‘Dê-me sua filha que lhe dou cinco vacas’. O pai concorda e o homem leva a menina” (Sarah Nalubwama, Uganda).

        “O casamento está associado à felicidade e à responsabilidade, e é um símbolo de maturidade. Em nossa sociedade não temos casamentos forçados, e quando as pessoas se casam, desejamos que vivam felizes com seus filhos. O casamento é uma das melhores coisas da vida: ficar com sua mulher e filhos daí por diante, em vez de passar o tempo todo num bar com outras moças como uns rapazes que conheço! É isso o que quero!!!” (A. S. K., 15 anos, Serra Leoa).

Todos temos direitos. São Paulo, Ática, 2000.

Fonte: Língua portuguesa. Entre Palavras, edição renovada. Mauro Ferreira – 6ª série – FTD. São Paulo – 1ª edição. 2002. p. 40-41.

Entendendo a notícia:

01 – De acordo com o texto, quais são as consequências comuns dos chamados "casamentos infantis"?

      Esses casamentos geralmente oferecem poucas oportunidades de vida às mulheres e costumam resultar em situações de pobreza.

02 – O que acontece na cidade de Labuniste, na Macedônia, em relação ao noivado de crianças?

      Naquela localidade, meninas são prometidas em casamento ainda bebês. Pela rádio da cidade, é comum ouvir mensagens de parentes parabenizando noivados de crianças com apenas alguns meses de idade, seguindo uma tradição de muitas gerações.

03 – Como funciona o "sistema de dotes" na Índia e quais são os riscos para a noiva, segundo Surabhi Maru?

      O sistema consiste em bens ou valores que a família da noiva deve entregar. Se a noiva não possuir um dote, ela corre o risco de ser maltratada, torturada e, em casos extremos, queimada viva.

04 – Como o texto descreve a negociação de casamentos em Uganda?

      O texto relata a ocorrência de casamentos forçados que funcionam como uma troca comercial: um homem oferece bens (como cinco vacas) ao pai de uma menina em troca da mão dela em casamento.

05 – Qual é a visão de A. S. K. (Serra Leoa) sobre o significado do casamento?

      Para ele, o casamento é um símbolo de maturidade associado à felicidade e à responsabilidade. Ele considera o casamento uma das melhores coisas da vida, preferindo o convívio com a esposa e os filhos à vida de solteiro em bares.

 

ARTIGO DE OPINIÃO: MEUS PROFESSORES - GUILHERME C. GURGEL ROCHA - COM GABARITO

Artigo de opinião: Meus professores

           Guilherme C. Gurgel Rocha – 3º ano – 1ª turma – n 163

        Meus professores são: o Dr. Edilson, o Sr. Esio, o Sr. Nirvando e o Sr. Valdemar.

        O Dr. Edilson nos ensina Geografia. Ele é um dos melhores educadores: suas palavras são tão simples que só um mau aluno não o compreende. Ele tem muita paciência, por isso gosto muito de assistir às suas aulas, para tirar boas notas.

 
 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgwpzobWNXG7o8lQYTTsm-OhcGtuVcXhl2ztfZmlm65V51pGtwGk5nZ0vRvrZtcIPj6gzp6I3q4Uxmb04Zxlge1iWnaLITPLbQ7oBbaxeKJiI0xaifFXKwE3JNJ_nBAdQ4L5dnraReYdC20HA1k2Wm87R8Na6Q7Gz2-rbTSdsR1Pabce-BXsXY8zsbHOZQ/s1600/PROFE.jpg



        O Sr. Esio nos ensina Aritmética: ele é muito rigoroso, porém, não deixo de gostar dele pois isso é para o nosso bem.

        O Sr. Nirvando nos ensina Português: ele é muito bom para nós, eu estudo o bastante para dar minhas lições certas, pois vejo que ele fica satisfeito quando vê o aluno se esforçar.

        O Sr. Valdemar nos ensina Ciências e História. Ele é um pouco rigoroso e fica muito zangado quando ouve barulho e por esta razão nos manda botar na prisão, mas eu gosto muito dele porque é nosso amigo.

        Para mim o melhor professor é o Dr. Edilson Soárez.

Disponível em: http://www.cognitiva.com.br/7museu/associados/7revista/vivencias1940-04.html. Acesso em: 9 mar. 2011.

Fonte: Rumo a novos Letramentos e Alfabetização. Ângela M. Chanoski-Gusso / Rossana A. Finau. 3º ano. 1ª edição, Curitiba, 2011. p. 15.

Entendendo o artigo:

01 – Qual é a disciplina ministrada pelo Dr. Edilson e por que o autor o considera um dos melhores educadores?

      O Dr. Edilson ensina Geografia. O autor o considera um dos melhores educadores porque ele utiliza palavras simples que facilitam a compreensão e demonstra muita paciência com os alunos.

02 – Como o autor descreve o Sr. Esio e qual é a sua opinião sobre a forma de ensinar desse professor?

      O autor descreve o Sr. Esio como um professor muito rigoroso. Apesar disso, o autor afirma que não deixa de gostar dele, pois entende que esse rigor é voltado para o bem dos alunos.

03 – O que motiva o autor a estudar Português com o Sr. Nirvando?

      O autor estuda o bastante para acertar as lições porque percebe que o Sr. Nirvando fica satisfeito ao ver o esforço do aluno, descrevendo-o como alguém muito bom para a turma.

04 – Quais são as matérias ensinadas pelo Sr. Valdemar e qual é a sua reação diante de barulho na sala de aula?

      O Sr. Valdemar ensina Ciências e História. Ele fica muito zangado quando ouve barulho e, por essa razão, chega a mandar os alunos "botar na prisão", embora o autor ainda o considere um amigo.

05 – Ao final do texto, o autor destaca um professor como o seu favorito. Quem é ele?

      O autor afirma que, para ele, o melhor professor é o Dr. Edilson Soárez.

 

NOTÍCIA: FUNAI QUER BRANCOS DISTANTES DAS TRIBOS - FRAGMENTO - FOLHA DE SÃO PAULO - COM GABARITO

 Notícia: Funai quer brancos distantes das tribos – Fragmento

        Às margens de dois rios da reserva indígena do vale do Javari, no sudoeste do estado do Amazonas, vivem alguns dos últimos povos do planeta que nunca tiveram contato com o resto da sociedade. Não se sabe quantos são, que língua falam e por que decidiram viver isolados até de outras tribos indígenas.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiMXLKhoftQAoowp7QmS1LPm0pw9k1Lym6jREl3CmkDw7VSagNH1aSEgqYFNLe2DDJZKk9hadN3zkhdVMsBhDFqgFcYu-2aXSggdPyduWzuux1lAfgOmu6iETfTHO11rpivlZOTNeJWcbAaObceZtV1zXlZq9m4SJ-MbgSe1Uq3f4_SpbZHN3iwDOmJ8CA/s320/INDIO.jpg


        Diferentemente do que ocorreu centenas de vezes, uma expedição enviada pela Funai (Fundação Nacional do Índio) à região deu início a um esforço para manter esses índios assim, longe da linha de tiro de garimpeiros, madeireiros, caçadores e pescadores. Será montado um posto com poderes policiais para proteger os índios e isolá-los do resto do Brasil.

        Na nova visão indigenista oficial, se continuarem à distância da sociedade brasileira, os índios viverão mais felizes do que os 345 mil indígenas das tribos conhecidas do resto do país. Eles continuarão tendo de derrubar árvores com machados de pedra e acender fogo atritando gravetos. Em compensação, dificilmente terão de enfrentar epidemias de gripe, casos de alcoolismo e o desaparecimento de parte da sua cultura. [...]

        Para proteger os índios desconhecidos, a equipe da Funai esquadrinhou 5.274 km de rios e 80 km de selva amazônica. Descobriu que a região é regularmente invadida por garimpeiros, caçadores e madeireiros.

        Se nada for feito, fatalmente haverá confronto entre os invasores e as tribos isoladas. E o histórico das relações entre índios armados com flexas e zarabatanas contra ribeirinhos com armas de fogo é favorável ao segundo grupo.

        Foi o caso da última tribo indígena contatada no país, os corubos. Eles também habitam as matas do vale do Javari e foram contatados por uma equipe liderada por Possuelo [Sydney Possuelo, diretor do Departamento de Índios Isolados da Funai em 1996. [...]

        A visão, claramente inspirada no mito do “bom selvagem”, de que índios isolados devem ser protegidos da contaminação da sociedade moderna faz parte de uma reviravolta na política indigenista brasileira.

        No início do século 20, certo de que os índios caminhavam para a extinção, o marechal Cândido Mariano Rondon (descendente de espanhóis, portugueses e das tribos bororó, terena e guará) defendia a integração e a miscigenação como solução.

        Nos anos 50 e 60, também temendo a possibilidade de extinção, os irmãos Orlando, Cláudio e Leonardo Villas-Boas organizaram o parque do Xingu, um santuário para as nações indígenas sem a presença de brancos.

        Nas décadas de 70 e 80, a construção de rodovias e os projetos de colonização forçaram a Funai a realizar dezenas de contatos na Amazônia, todos desastrosos. Um deles, chefiado pelo próprio Sydney Possuelo, tentou pacificar os índios araras, do Pará.

        Menos de quatro anos depois, um quarto da população havia morrido de gripe ou catapora. Só no final dos anos 80 a Funai reviu a sua política de contatos, talvez ainda não seja tarde.

Folha de São Paulo, 27/5/2001.

Fonte: Língua portuguesa. Entre Palavras, edição renovada. Mauro Ferreira – 6ª série – FTD. São Paulo – 1ª edição. 2002. p. 86-88.

Entendendo a notícia:

01 – Qual é o objetivo principal da expedição da Funai enviada ao Vale do Javari?

      O objetivo é garantir que os índios isolados permaneçam assim, longe do contato com a sociedade. Para isso, será montado um posto com poderes policiais para protegê-los e isolá-los de invasores como garimpeiros, madeireiros, caçadores e pescadores.

02 – Segundo a "nova visão indigenista oficial", quais são as vantagens e desvantagens de manter os índios isolados?

      A desvantagem é que eles continuarão utilizando tecnologias rudimentares, como machados de pedra e fogo por atrito. Em compensação, a vantagem é a preservação de sua cultura e a proteção contra males da sociedade moderna, como epidemias de gripe e alcoolismo.

03 – Por que a Funai considera urgente a proteção da região esquadrinhada no Amazonas?

      Porque a equipe descobriu que a região é regularmente invadida por garimpeiros e madeireiros. Sem intervenção, haveria confrontos inevitáveis onde os índios estariam em desvantagem, já que utilizam arcos e zarabatanas contra invasores armados com armas de fogo.

04 – Como a política indigenista brasileira mudou desde o início do século 20 até os anos 80?

      No início do século 20, Marechal Rondon defendia a integração e miscigenação. Nos anos 50 e 60, os irmãos Villas-Boas criaram o Parque do Xingu como um santuário. Já nos anos 70 e 80, o governo forçou contatos para abrir rodovias, o que resultou em experiências desastrosas. Atualmente, a política foca no não-contato e no isolamento protetivo.

05 – Que exemplo o texto cita para justificar por que o contato com tribos isoladas pode ser considerado "desastroso"?

      O texto menciona o caso dos índios Araras, no Pará. Menos de quatro anos após o contato pacificador chefiado por Sydney Possuelo, um quarto da população da tribo morreu vítima de doenças como gripe e catapora, contra as quais não tinham imunidade.

 

NOTÍCIA: O ROBÔ QUE VALE UM CARRO DE LUXO - FRAGMENTO - O ESTADO DE SÃO PAULO - COM GABARITO

 Notícia: O robô que vale um carro de luxo – Fragmento

        Sony mostra o SDR-4X, capaz de reconhecer as pessoas e conversar com elas

        Tóquio – É uma pergunta que qualquer um deve começar a fazer quando procurar um companheiro para compartilhar o lar. O robô doméstico deve ser legal ou prático?

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        Para a gigante do consumo eletrônico Sony Corp., que ontem apresentou o seu elegante e pequeno SDR-4X, que pode cantar em vibrato e dançar com fluidez e charme, robôs devem ser para entreter. Mas para a fabricante de veículos Honda Motor Co. Ltd., que exibiu ontem a última versão de seu robô Asimo para jornalistas, máquinas como essas devem desempenhar funções cotidianas para seus mestres humanos.

      “A Sony é basicamente uma empresa de entretenimento, então é natural que desenvolvamos um robô para entreter”, disse o presidente do Laboratório de Criaturas Digitais da Sony, Toshi Doi.

        O engenheiro-chefe do projeto de desenvolvimento do Asimo, Masato Hirose, tem uma visão diferente. “No fim, isso é uma máquina, uma ferramenta”, diz.

        Sony e Honda, ambas fundadas por carismáticos empreendedores e consideradas as mais inovativas companhias japonesas, lideram agora o desenvolvimento de robôs humanoides para uso doméstico.

        O SDR-4X, da Sony, versão maior e melhorada da apresentada há um ano e meio, veio a público para roubar o brilho do Asimo, que a Honda já negociou com a IBM e outras companhias de alta tecnologia para atuar como recepcionista.

        “Ele tem emoções. Ele tem instintos”, diz Doi, da Sony, ao tocar o SDR-4X, que lhe responde: “Por favor, me toque por um minuto enquanto eu memorizo sua face”. Com duas câmeras, ele é capaz de memorizar o rosto de até 10 pessoas, desde que as fotografias digitais delas sejam arquivadas em sua memória.

        Também é possível conversar com ele, que tem um vocabulário de 60 mil palavras. Com 58 centímetros de altura e pesando seis quilos e meio, o SDR-4X tem entre suas habilidades a de andar por solos de relevos variados, sem tropeçar.

        Com 38 articulações, o robô também é capaz de dançar graciosamente, com movimentos delicados. E, se cair, levanta sozinho.

        No bolso – com toda a graça que lhe permite, o robô da Sony só assusta quando se pensa no preço dele. A companhia apenas adianta que o SDR-4X equivale a um carro de luxo. [...]

        De toda forma, o preço é bem mais alto do que o robô-filhote, Aibo, que custa US$1.400,00 no Japão e US$ 1.500,00 nos Estados Unidos.

      Os leasings que a Honda vem fazendo do seu robô Asimo custam US$ 154 mil. Mas a empresa lembra que ele tem o dobro do tamanho do SDR-4X. Hirose, engenheiro da companhia, diz que essa altura é o mínimo necessário para um robô movimentar-se efetivamente pela casa, na altura dos objetos, fechaduras e escadas. “Para você ter algo que se movimente com facilidade no espaço humano, você tem que melhorar o design para que ele pareça com um humano”.

O Estado de São Paulo, 20/03/2002.

Fonte: Língua portuguesa. Entre Palavras, edição renovada. Mauro Ferreira – 6ª série – FTD. São Paulo – 1ª edição. 2002. p. 43-45.

Entendendo a notícia:

01 – Qual é a principal diferença de filosofia entre a Sony e a Honda no desenvolvimento de seus robôs?

      A Sony, sendo uma empresa de entretenimento, foca em robôs para diversão e companhia (como o SDR-4X). Já a Honda enxerga o robô (como o Asimo) como uma máquina ou ferramenta prática para desempenhar funções cotidianas.

02 – Quais são as capacidades de interação social do robô SDR-4X da Sony?

      Ele é capaz de reconhecer até 10 pessoas através de câmeras e memorização de faces, possui um vocabulário de 60 mil palavras para conversar e pode expressar "emoções" e "instintos".

03 – Por que o título da notícia menciona que o robô vale um "carro de luxo"?

      Porque a Sony adiantou que o preço de mercado do SDR-4X será equivalente ao valor de um automóvel de luxo, sendo consideravelmente mais caro que modelos anteriores, como o robô-filhote Aibo.

04 – Quais são as características físicas e de locomoção do SDR-4X?

      Ele tem 58 centímetros de altura, pesa 6,5 kg e possui 38 articulações. Ele consegue andar em solos irregulares sem tropeçar, dança graciosamente e é capaz de se levantar sozinho caso caia.

05 – Como o robô Asimo, da Honda, já está sendo utilizado comercialmente?

      O Asimo já foi negociado via leasing com empresas como a IBM e outras companhias de alta tecnologia para atuar na função de recepcionista.

06 – Por que a Honda optou por fazer o Asimo com o dobro do tamanho do robô da Sony?

      Segundo o engenheiro Masato Hirose, essa altura é o mínimo necessário para que o robô se movimente efetivamente no "espaço humano", alcançando objetos, fechaduras e subindo escadas com facilidade.

07 – Qual é o custo mencionado para obter o robô Asimo e como esse acesso é feito?

      O acesso é feito através de contratos de leasing (aluguel), que custam cerca de US$ 154 mil.

 

NOTÍCIA: DAS CAVERNAS ÀS CIDADES - REVISTA RECREIO - COM GABARITO

 Notícia: Das cavernas às cidades

        No início da civilização, os grupos que habitavam a Terra eram nômades, não tinham habitação fixa e, por isso, sempre buscavam as cavernas para se abrigar.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgmQjYzntD_a4uYXGznvq7XXy725FcnRTS7E1xMEqe66-Ws09jnYyWrCqov2oB-hY8xWd0d9iQqwQMr0OrLoX0Pg9T71BTHqkVaZP8tzFk3raF8MRf0zgiF2_ytoAKMGkZEodEvvmeRX4ng7u_fZlzUZBp3KUbFegllYA_q3dUduWekFdkX8pbTOR5J1PQ/s320/Caverna-dos-Crotes-Felipe-Guerra-Rio-Grande-do-Norte-Brasil.jpg


        Com o final dessa fase, no início do sedentarismo, quando o homem começou a se fixar em determinadas regiões, as cavernas foram abandonadas e surgiram construções como tendas, choupanas, casas de pedras.

        Já imaginou quantos tipos de moradia o homem experimentou até chegar às que conhecemos hoje?

        Cada sociedade humana tem sua história, seus costumes e suas necessidades. Suas casas também espelham essa situação. Em geral, elas são adaptadas ao ambiente e aos materiais de construção que estão mais disponíveis.

        Recursos da alvenaria

        Casas, prédios e arranha-céus são construções de alvenaria, levantadas com tijolo, cimento e areia, entre outros.

        Nas últimas décadas, os prédios de apartamento pequenos, médios ou muito grandes dominam a paisagem das nossas grandes cidades. Para sustenta-los, novos materiais são adicionados aos anteriores. É o caso do concreto, composto de cimento, areia, pedras e ferro.

Revista Recreio. Ciências humanas: cenários da Geografia.

Fonte: Rumo a novos Letramentos e Alfabetização. Ângela M. Chanoski-Gusso / Rossana A. Finau. 3º ano. 1ª edição, Curitiba, 2011. p. 72-73.

Entendendo a notícia:

01 – Por que os grupos humanos no início da civilização buscavam as cavernas para morar?

      Porque eles eram nômades, ou seja, não tinham habitação fixa, e utilizavam as cavernas para se abrigar enquanto se deslocavam.

02 – O que mudou na forma de morar do ser humano com o início do sedentarismo?

      Com o sedentarismo, o homem passou a se fixar em determinadas regiões, abandonando as cavernas e começando a construir tendas, choupanas e casas de pedras.

03 – De acordo com o texto, o que determina o estilo das casas de cada sociedade?

      As casas espelham a história, os costumes e as necessidades de cada sociedade, sendo geralmente adaptadas ao ambiente e aos materiais de construção disponíveis.

04 – Quais são os materiais básicos utilizados nas construções de alvenaria (casas e prédios)?

      São utilizados principalmente tijolo, cimento e areia.

05 – O que é o concreto e por que ele passou a ser utilizado nas grandes cidades?

      O concreto é uma mistura de cimento, areia, pedras e ferro. Ele passou a ser utilizado para sustentar os prédios de apartamentos que dominam a paisagem das grandes cidades.

 

POESIA: OLEIRO - SIDÓNIO MURALHA - COM GABARITO

 Poesia: Oleiro

            Sidónio Muralha

Eu sou um pássaro

chamado João,

oleiro

de profissão.

Gosto de barro.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjIvKE3ywZu5dYLOSoEycMN02D_OzZqU81ht81pEoSEM2DM38w-kGRRZg_iFmphhPf_662EAZQOa15JMhGxVh4KjXOG8J88Wc6G4peN_Ms-XOh2DbtkRZdb-PTu6vG69cOYxXX7TSAIbVQqKvVUwO7hHRr9S01310QY0SniiqIcrT5TcStfHQhKOi9b4LU/s320/joao-de-barro-ninho.jpg

 

Trabalho com ele,

componho com ele,

construo com ele

e a ele me agarro.

Eu sou o pássaro

João-de-barro.

 

E todos me chamam

João, João,

oleiro de profissão.

 

Se quiser eu faço

um palhaço

de barro,

ou se preferir

e quiser conduzir

eu farei um carro.

 

Farei um palhaço

ou farei um carro

Mas como tudo o que faço

– de barro.

 

De barro,

para o menino,

um palhaço

ou carro

eu faço

e assino:

João-de-barro.

MURALHA, Sidónio. Dança dos pica-paus. 9. ed. São Paulo: Global, 1997.

Fonte: Rumo a novos Letramentos e Alfabetização. Ângela M. Chanoski-Gusso / Rossana A. Finau. 3º ano. 1ª edição, Curitiba, 2011. p. 154.

Entendendo a poesia:

01 – Quem é o narrador do poema e qual é a sua "profissão"?

      O narrador é o pássaro João-de-barro. Ele apresenta-se como um "oleiro de profissão", estabelecendo uma analogia entre o modo como constrói o seu ninho e o trabalho de um artesão que molda o barro.

02 – Que relação o pássaro estabelece com o barro nos versos da segunda estrofe?

      O pássaro demonstra uma relação de grande proximidade e dependência do material. Ele afirma que trabalha, compõe, constrói e "se agarra" ao barro, indicando que este elemento é a base da sua vida e da sua arte.

03 – No poema, o João-de-barro afirma que poderia fazer objetos como um palhaço ou um carro. O que isso revela sobre a imagem que o autor quer passar do pássaro?

      Isso revela a faceta criativa e "artística" do pássaro. Ao sugerir que pode moldar formas complexas (como brinquedos), o autor reforça a ideia do pássaro como um mestre de obras habilidoso e imaginativo, e não apenas um animal que age por instinto.

04 – Para quem o pássaro diz que faz as suas obras e como ele as finaliza?

      Ele diz que faz as suas criações (o palhaço ou o carro) para "o menino". No final, ele afirma que "assina" a obra com o seu próprio nome: João-de-barro, como faria um verdadeiro artista orgulhoso do seu trabalho.

05 – Como a estrutura do poema (rimas e repetições) contribui para o tema do "trabalho do oleiro"?

      A repetição constante das palavras "barro", "faço" e "João" cria um ritmo cadenciado que lembra o movimento repetitivo e cuidadoso de um oleiro a moldar a argila. As rimas simples (como barro/carro/agarro) conferem ao poema uma musicalidade lúdica, apropriada para o público infantil.