sábado, 16 de maio de 2026

CONTO: VIVA O NATÉRIO - ANTÓNIO TORRADO - COM GABARITO

 Conto: Viva o Natério

             António Torrado

Lá na aldeia todos sabiam que ele era ladrão, mas tinham-lhe medo.
Diziam que ele assaltava viajantes, noite alta. Também contavam de assaltos a casas dos povoados próximos, estivessem lá moradores ou não. E era cruel, rancoroso, arrebatado, perverso. Um tojo, um cardo de malvadez.

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A gente pacífica da aldeia não descortinava maneira de ver-se livre do malfeitor. No tempo em que esta história aconteceu, não havia polícia senão nas cidades maiores. Os caminhos para lá chegar eram demorados e pouco seguros.
Por isso, sem autoridades que lhes valessem, os aldeãos viviam em perpétuo terror.
Até que, um dia, o Natério, um dez-réis de gente, mas muito vivaço e destemido, resolveu dar a volta à história. Naquele estado de pavor geral é que as coisas não podiam continuar.
Antes de o ladrão ir ter à casa onde se acoitava, costumava passar por perto de um poço da aldeia. Quando lhe adivinhavam a sombra, as mulheres que vinham buscar água fugiam e até bilhas e celhas deixavam na borda.
Desta vez, o malfeitor encontrou um rapaz, que chorava baba e ranho, à beira do poço. Era o Natério.
Não que se impressionasse com as lágrimas, mas por curiosidade, o ladrão perguntou qual a razão da choradeira.
- Trazia uma pesada taça de prata, que a minha mãe tinha areado, a mando do senhor padre...
- Era pesada a taça, disseste tu? - interessou-se o maganão, de olhos a luzir.
O rapaz fez que sim e continuou o seu relato:
- Debrucei-me para o poço, à caça de uma lagartixa, e a taça caiu-me lá dentro. Uma desgraça! O que é que eu vou dizer à minha mãe? E ao senhor prior?
Como se temesse as respostas, o rapaz voltou ao berreiro.
- Deixa estar que eles escusam de saber - disse o ladrão, escarranchado no bordo do poço. - Eu trago-te a taça, não tarda.
Enfiou pelo poço abaixo, que era fundo e estava menos de meio.
- Não encontro a taça - dizia ele.
A voz ecoava na abóbada do poço. Era assustadora.
- Procure o senhor do seu lado direito, que ela caiu mais para esse lado.
O ladrão, que se segurava por uma corda presa à cintura, desceu mais um tanto, agarrado às paredes do poço. Valente era ele.
- Ainda não achei - dizia.
- Mas achámo-lo nós - gritou-lhe de cima o Natério.
Dos pinhais ao redor romperam mulheres e homens, à chamada do rapaz. Agarraram todos uma enorme pedra e puseram-na a tapar a boca do poço. O bandido gritou, mas de nada lhe valeu.
Já outros da aldeia tinham ido à cidade chamar a guarda. Dias depois, foi removida a pedra e o ladrão saiu a praguejar da armadilha que lhe tinham pregado. Chegando ao cimo, calou-se. Tinha guarda de honra à espera, uma fieira de canos de espingarda apontada para ele.
Os guardas levaram-no e nunca mais se soube do brutamontes.
O poço ganhou nome. Passou a ser conhecido pelo poço do Natério. E se, um dia, andarem por terras monfortinhas, a caminho de Castelo Branco, talvez ainda haja quem saiba dizer onde fica.

 

Entendendo o texto

01. Por que a população da aldeia não conseguia se ver livre do ladrão e vivia em perpétuo terror?

a. porque o ladrão era muito querido por parte dos moradores, que o protegiam da polícia.

b. porque o poço da aldeia pertencia ao bandido e ninguém podia pegar água sem a permissão dele.

c. porque não havia polícia na região, apenas nas cidades maiores, e os caminhos até lá eram demorados e inseguros.

d. porque o Natério ajudava o malfeitor a planejar os assaltos contra os viajantes.

 

02. Qual foi o argumento utilizado pelo Natério para atrair a atenção e despertar a ganância do ladrão à beira do poço?

a. ele fingiu que estava caçando lagartixas e que havia encontrado moedas de ouro no fundo do poço.

b. ele chorou e inventou que uma pesada taça de prata, que pertencia ao padre, havia caído lá dentro.

c. ele desafiou o bandido a provar a sua valentia descendo até o fundo do poço sem usar cordas.

d. ele prometeu revelar o esconderijo onde os aldeãos guardavam todas as suas bilhas e celhas.

 

03. Como o Natério e os moradores da aldeia conseguiram prender o criminoso antes da chegada das autoridades?

a. eles cortaram a corda que segurava o ladrão assim que ele chegou ao fundo.

b. eles jogaram pedras enormes na cabeça do bandido enquanto ele procurava a taça de prata.

c. eles saíram dos pinhais ao redor, chamados pelo rapaz, e taparam a boca do poço com uma enorme pedra.

d. eles esvaziaram toda a água do poço para deixar o malfeitor preso na lama.

 

04. O que aconteceu com o bandido após passar alguns dias preso na armadilha do poço?

a. ele conseguiu empurrar a pedra sozinho, mas foi cercado pelos moradores armados com foices.

b. ele se arrependeu de seus crimes, pediu perdão ao padre e foi libertado pelo Natério.

c. a pedra foi removida e ele saiu a praguejar, mas acabou preso pela guarda da cidade que já o esperava com espingardas apontadas.

d. ele fugiu pelos canais subterrâneos do poço e nunca mais voltou às terras monfortinhas.

 

05. De acordo com o final do texto, qual foi a homenagem ou marca que esse acontecimento deixou na região?

a. o vilão virou uma estátua de pedra que foi colocada na entrada da cidade.

b. o poço passou a ser conhecido como o "poço do Natério", local que fica a caminho de Castelo Branco.

c. o Natério foi nomeado o novo chefe da guarda e ganhou uma taça de prata real do prior.

d. os pinhais ao redor foram derrubados para que ninguém mais pudesse se esconder ali.

FÁBULA EM POEMA: O RATO CASEIRO E O RÚSTICO - LA FONTAINE - COM GABARITO

 Fábula em Poema: O rato caseiro e o rústico

                                 La Fontaine


Convida, uma vez, ratinho
Mui galante e cortesão,
Certo arganaz montesinho
A sobras dum perdigão.

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Em guedelhudo tapete
Luz o esplêndido talher.
São dois, mas valem por sete.
Que apetite! que roer!

Foi folgança regalada;
Nada inveja um tal festim.
Senão quando, na malhada,
Pilha-os súbito motim.

Passos à porta da sala...
Param os nossos heróis.
E o terror, que pronto os cala,
Lança em pronta fuga os dois.

Foi-se a bulha. Muito à mansa
Vêm-se chegando outra vez.
«Dêmos remate à folgança –
Diz o da corte ao montês.

– Nada. Mas vem tu comigo
Jantar amanhã; bem sei
Que lá me não gabo, amigo,
Desta vidinha de rei.

Mas ninguém me turba em meio
Do jantar; sobra o lazer.
E adeus. Figas ao prazer
Que pode aguar um recreio.»

Tradução de José de Sousa Monteiro

Entendendo o texto

01. No início do poema, o que motiva o encontro entre o rato cortesão (caseiro) e o arganaz montesinho (rústico)?

a. o rato do campo convida o rato da cidade para conhecer a vida na floresta.

b. o rato caseiro convida o rato do campo para um banquete com as sobras de um perdigão.

c. ambos decidem se unir para roubar comida da cozinha de um grande rei.

d. o rato rústico precisava de ajuda para fugir de um motim em sua toca.

 

02. O que interrompe a "folgança regalada" e o grande apetite dos dois ratos durante o banquete?

a. a chegada de um gato que destrói o tapete onde eles comiam.

b. a falta de comida, que acabou rápido demais por causa do apetite deles.

c. um barulho repentino de passos à porta da sala, que espalha o terror e os força a fugir.

d. uma briga entre os dois ratos para decidir quem comeria a melhor parte.

 

03. Após o barulho cessar ("foi-se a bulha"), qual é a reação do rato da corte?

a. ele sugere que eles terminem a festa e continuem comendo ("Dêmos remate à folgança").

b. ele desiste de morar na cidade e pede para ir embora com o amigo.

c. ele chora de medo e se recusa a sair do esconderijo.

d. ele briga com o rato rústico por ter feito barulho e chamado a atenção.

 

04. Por que o rato rústico (montesinho) recusa continuar o jantar na corte e convida o amigo para ir à sua casa no dia seguinte?

a. porque na sua casa a comida é muito mais sofisticada e saborosa do que os restos de perdigão.

b. porque ele prefere comer deitado no chão do que em cima de um tapete luxuoso.

c. porque, embora não tenha uma vida de rei, em sua casa ninguém perturba o jantar e há tranquilidade.

d porque ele ficou com raiva do rato caseiro por causa do susto que levou.

 

05. A expressão "Figas ao prazer / Que pode aguar um recreio" dita pelo rato do campo no final do texto significa que:

a. ele prefere passar fome a ter que comer carne de perdigão.

b. ele rejeita qualquer luxo ou prazer que venha acompanhado de medo, perigo e sobressaltos.

c. ele deseja sorte ao amigo cortesão para que ele continue aproveitando a vida na cidade.

d. ele acredita que o prazer de comer na corte compensa o risco de morrer.

 

CONTO: SORTE PARA O PINTASSILGO - ANTÓNIO TORRADO - COM GABARITO

 Conto: Sorte para o pintassilgo

              António Torrado

 

Era uma vez um velho lenhador. Andara a vida inteira a percorrer a floresta e, agora que as forças já lhe faltavam para empunhar o machado, passava os dias, tristemente, à porta do seu casebre.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjkVuf0oe3TrZom_-u5NZsVLAvRblkiDI8EOI67ZM3pXuUqp86xYGdYHHxS4kIN1NvPxvr-VdoQ1vGb6tPqZ3dgYCTs__sPinX_EcfR4YrjRtER4EBYyR-tnJcobOa-rNZMQOnImx23T4QSMLzO2Ylfsxaae62ZuZHdvDya3l4p-1i0ZE0hMLjSIcSb-CA/s320/pitassilgo.jpg


Entre as lembranças mais antigas que lhe preenchiam a memória, recordava-se de uma história que o tinha encantado, na infância. Nela se contava que havia, na floresta, anõezinhos tão pequenos que nem um palmo mediriam. Os anões ou gnomos, tanto faz, guardavam, num esconderijo, pedras de ouro puro, acumuladas, ao longo de séculos pelo trabalho incansável de várias gerações de mineiros anõezinhos.
O lenhador, que conhecia a floresta de lés a lés, nunca vira um gnomo nem, a bem dizer, acreditava que a história correspondesse à verdade.
- Invenções para entreter meninos. E velhos... - dizia ele de si para si, com um sorriso desencantado.
Mas não é que, um dia, descobriu mesmo um gnomo?
Um gnomo a dormir, de boca aberta, junto à raiz de um pinheiro da floresta, era uma descoberta fantástica.
O lenhador agarrou-o pela cintura como quem agarra um gafanhoto e gritou-lhe:
- Afinal, sempre é verdade. Agora, só falta saber o segredo do tesouro dos gnomos...
O homenzinho, preso entre o polegar e o indicador do homenzarrão, debatia-se e protestava que nunca tinha ouvido falar em tal tesouro.
- Se não me dizes, onde o esconderam, aperto-te a barriga, que nem tempo tens para dizer ? Chega - ameaçou o lenhador.
E era bem capaz... A possibilidade imprevista de vir a ficar rico, riquíssimo, quase o enlouquecia.
- Diz-me onde está o tesouro ou esborracho-te - insistiu o lenhador.
O gnomo, não tendo outra alternativa, acabou por apontar uma árvore, confessando que, debaixo da raiz da árvore, numa loca, estava, agasalhado entre musgos, o maior tesouro do mundo.
- Já vamos saber se é como contas - disse o lenhador.
Mas entardecia. Era Inverno, estação do ano em que, como se sabe, a noite cai cedo e depressa. O lenhador, contrariado por ter de guardar para o dia seguinte o que queria resolver naquele dia, fez uma cruz a canivete, no tronco da árvore indicada, e disse:
- Amanhã voltamos cá e, pelo seguro, tu hoje à noite vais ficar hospedado em minha casa.
Maneira de dizer... Hospedado no casebre, isto é, prisioneiro na gaiola, donde despejou um pintassilgo. Sorte para o pintassilgo.
O lenhador, nessa noite, dormiu mal. Quanto ao gnomo, nunca saberemos se dormiu bem ou não, visto que, na manhã seguinte, o lenhador deu com a gaiola vazia.
- Mas o tesouro há-de estar onde ele apontou - animou-se o lenhador.
De enxadão ao ombro, avançou para a floresta.
- Cá está a árvore que eu marquei - exclamou.
Efectivamente, a árvore tinha uma cruz, no tronco, riscada a canivete. Mas outras árvores perto e outras longe tinham uma cruz igual. Não havia uma única árvore da imensa floresta que não exibisse uma cruz, em cheio, no dorso do tronco.
Os gnomos, pela calada da noite, tinham trabalhado bem.
O lenhador, a sentir-se ainda mais velho e ainda mais cansado, deixou o enxadão encostado a uma das árvores, e voltou para casa, de cabeça baixa. Nada ganhara e até o pintassilgo da gaiola ele tinha perdido...

 

António Torrado

Entendendo o texto

01. O que o velho lenhador costumava fazer nos seus dias atuais, agora que as forças já lhe faltavam para o trabalho?

a) passava os dias tristemente à porta do seu casebre, pois não conseguia mais empunhar o machado.

b) percorria a floresta inteira à procura de pistas sobre o tesouro dos gnomos.

c) divertia as crianças da região contando histórias que ouviu na sua infância.

d) dedicava o seu tempo a criar e cuidar de um pintassilgo em uma gaiola.

 

02. Como o lenhador reagia, inicialmente, à história sobre o tesouro dos gnomos que tinha ouvido quando era criança?

a) ele acreditava piamente e passou a vida inteira cavando buracos sob os pinheiros.

b) ele achava que eram apenas invenções para entreter meninos e velhos, demonstrando desencanto.

c) ele tinha medo dos gnomos e evitava entrar nas partes mais densas da floresta.

d) ele procurava os gnomos apenas para pedir que libertassem as aves da floresta.

 

03. Para garantir que encontraria o tesouro no dia seguinte, já que estava escurecendo, quais medidas o lenhador tomou?

a) amarrou o gnomo no pinheiro e cobriu a raiz da árvore com musgo para ninguém ver.

b) levou o enxadão para a floresta e começou a cavar imediatamente, mesmo no escuro.

c) fez uma cruz a canivete no tronco da árvore indicada e levou o gnomo preso para casa.

d) desenhou um mapa detalhado da floresta e soltou o gnomo como recompensa.

 

04. Por que o título do texto faz uma referência à "Sorte para o pintassilgo"?

a) porque o pintassilgo ganhou o tesouro dos gnomos no final da história.

b) porque o lenhador resolveu soltar a ave por pura bondade antes de ir dormir.

c) porque o gnomo ajudou o pássaro a fugir da gaiola durante a madrugada.

d) porque o lenhador despejou o pássaro da gaiola para poder prender o gnomo lá dentro.

 

05. Qual foi a estratégia utilizada pelos gnomos para proteger o tesouro e enganar o lenhador durante a noite?

a) eles mudaram o tesouro de lugar e o esconderam em uma loca sob outra raiz.

b) eles apagaram a marca que o lenhador tinha feito no tronco da árvore com o canivete.

c) eles fizeram uma cruz idêntica no tronco de absolutamente todas as árvores da imensa floresta.

d) eles prenderam o lenhador dentro do seu próprio casebre para que ele não voltasse à floresta.

 


FÁBULA: A RAPOSA E O PORCO ESPINHO - ESOPO - COM GABARITO

 Fábula: A raposa e o porco espinho

             Esopo

 Uma Raposa, que precisava atravessar a nado um rio não muito caudaloso, acabou surpreendida por uma forte e inesperada enchente.

Depois de muita luta, teve forças apenas para alcançar a margem oposta, onde caiu quase sem fôlego e exausta.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiXu1tw9tXvGMEFtH7ISrDKFEiZgiS4a6VSM9pEdySaTZylDQPxH2IteOjcpErrD1ONOg8MTjS-xT_fzFB3yAYotSExB8YPPS7SBSet94zSGBRW0vPKoy4jMehnhN771MYBWm7OVCEEtiFqs9MtesUfwfH5KxEivbldn_w2nVsOacNg1JF-4F_fEj800Y8/s1600/raposa.jpg 


Mesmo assim, estava feliz por ter vencido aquela forte correnteza, da qual chegou a imaginar que jamais sairia com vida.
Pouco tempo depois, veio um enxame de moscas sugadoras de sangue e pousaram sobre ela. Mas, ainda fraca para fugir delas, permaneceu quieta, repousando, em seu canto.
Então veio um Porco Espinho, que vendo todo aquele seu drama, gentilmente se dispôs a ajudá-la e disse:
- "Deixe-me espantar estas moscas para longe de você!"
E exclamou a Raposa quase sussurrando:
- "Não! Por favor não perturbe elas. Elas já pegaram tudo aquilo de que precisavam. Se você as espanta, logo outro enxame faminto virá e irão tomar o pouco sangue que ainda me resta!"

Moral: Pode ocorrer que, algumas vezes, o remédio para a cura de um mal é pior que o mal em si mesmo.

Entendendo o texto

01. O que aconteceu com a raposa no início do texto enquanto ela tentava atravessar o rio?

a) ela foi atacada por um enxame de moscas sugadoras antes de entrar na água.

b) ela foi surpreendida por uma forte e inesperada enchente.

c) ela desistiu da travessia por achar o rio muito caudaloso e perigoso.

d) ela foi salva por um porco-espinho que a puxou de dentro da correnteza.

 

02. Por que a raposa não conseguiu fugir ou espantar as moscas assim que elas pousaram sobre o seu corpo?

a) ela estava com muito medo de entrar na água novamente.

b) ela achou que as moscas eram suas amigas e não lhe fariam mal.

c) ela estava fraca, exausta e sem fôlego devido ao esforço para sobreviver à correnteza.

d) ela estava presa nos espinhos de um arbusto na margem oposta.

 

03. Qual foi a atitude do porco-espinho ao se deparar com a situação dramática da raposa?

a) ele se ofereceu gentilmente para espantar as moscas para longe dela.

b) ele riu do sofrimento da raposa e continuou o seu caminho pela floresta.

c) ele aconselhou a raposa a pular de volta no rio para se livrar dos insetos.

d) ele chamou outros animais para ajudar a carregar a raposa até um lugar seguro.

 

04. Por qual motivo a raposa recusou a ajuda oferecida pelo porco-espinho?

a) ela temia que os espinhos do porco-espinho a machucassem ainda mais.

b) ela explicou que aquelas moscas já estavam satisfeitas, e que se fossem espantadas, um novo enxame faminto viria sugar o resto de seu sangue.

c) ela preferia resolver seus próprios problemas sozinha, sem a ajuda de estranhos.

d) ela percebeu que o porco-espinho estava aliado às moscas para enganá-la.

 

05. A moral da história afirma que "o remédio para a cura de um mal é pior que o mal em si mesmo". Como essa lição se aplica à decisão da raposa?

a) mostra que ela preferiu continuar sofrendo com as moscas atuais porque a solução proposta traria um sofrimento ainda maior.

b) indica que o porco-espinho queria piorar a situação da raposa de propósito.

c) comprova que o rio era o verdadeiro mal da história e que não havia cura para a raposa.

d) sugere que a raposa errou ao não aceitar o remédio que o porco-espinho lhe ofereceu.

 

FÁBULA: O BURRO, A RAPOSA E O LEÃO - ESOPO - COM GABARITO

 Fábula: O Burro, a Raposa e o Leão

              Esopo

O Burro e a Raposa acordaram proteger-se mutuamente e foram juntos para a floresta em busca de comida. Mal tinham começado a caminhada quando encontraram um Leão. Perante este perigo, a Raposa aproximou-se do Leão e propôs-lhe:
- Se me poupares, ajudo-te a caçares o Burro sem grande esforço.

 
Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjIx2wotweX7MA4XiExrGcKeJCiPsozzzGcoRrokekgCiSJqd9SmqR60J2PjHPh4Yjo-EvFl8qqtzRh8RlRXOBHWwiunKn7-LGmpwjyNUKpX5Sf2oLsYkyF6EVV2GoJJTquFK7IWSgPiJjbDbWl47v6Jof8Iq2DJ-pwKJTV6-NZYhpu7g71YKWUHEjWDZY/s320/BURRO.gif

O Leão aceitou a troca. Satisfeita, a Raposa voltou para junto do Burro e tranquilizou-o:
- Não tenhas receio porque o Leão prometeu que não nos fará mal.
O Burro acreditou no que ela disse e continuou a pastar despreocupadamente. Mas, a pouco e pouco, a Raposa conduziu-o para a beira de uma ravina e provocou a sua queda.
Vendo que o Burro já não podia fugir-lhe, o Leão atirou-se à raposa e comeu-a.

Moral da história: Não confies nos teus inimigos.

Entendendo o texto

01. Qual era o objetivo do acordo inicial feito entre o Burro e a Raposa antes de entrarem na floresta?

a) dividir o território da floresta para que nenhum dos dois ficasse sem espaço.

b) protegerem-se mutuamente enquanto buscavam comida juntos.

c) enganar o Leão para conseguir roubar o alimento dele.

d) apostar quem conseguiria encontrar o caminho de volta primeiro.

 

02. O que a Raposa fez logo após o grupo encontrar o Leão na floresta?

a) correu para se esconder atrás do Burro e pedir proteção a ele.

b) atacou o Leão de surpresa para salvar a vida do Burro.

c) propôs um acordo secreto ao Leão, oferecendo-se para ajudá-lo a caçar o Burro em troca de sua própria vida.

d) aconselhou o Burro a pular na ravina para escapar do predador.

 

03. Como a Raposa conseguiu fazer com que o Burro caísse na ravina sem que ele suspeitasse de suas intenções?

a) ela o assustou com um grito alto, fazendo-o correr na direção errada.

b) ela mentiu dizendo que o Leão não lhes faria mal, deixando-o despreocupado enquanto o guiava lentamente para a armadilha.

c) ela usou a força física para empurrá-lo enquanto ele estava distraído bebendo água.

d) ela o desafiou para uma corrida até a beira do precipício.

 

04. Como o Leão agiu assim que percebeu que o Burro estava preso na ravina e não tinha como fugir?

a) ele cumpriu o trato com a Raposa e dividiu a presa com ela.

b) ele libertou o Burro da ravina por pena e expulsou a Raposa da floresta.

c) ele atacou primeiro a Raposa e a comeu, quebrando a promessa que havia feito.

d) ele foi embora sem atacar nenhum dos dois animais.

 

05. A moral da história é "Não confies nos teus inimigos". Diante do comportamento do Leão com a Raposa, que outra lição pode ser extraída sobre a traição?

a) quem trai um aliado para se salvar acaba se tornando uma vítima da própria falta de caráter de quem se aliou.

b) a inteligência da Raposa foi recompensada no final, pois ela conseguiu o que queria.

c) o Leão mostrou-se um parceiro confiável e justo com os animais mais fracos da floresta.

d) o Burro foi o verdadeiro culpado pela situação por não ter corrido mais rápido.

 

LENDA: A FURNA DE CAL NO FACHO - AÇORES - COM GABARITO

 Lenda: A furna de cal no Facho

No Facho, em Santa Maria, havia, ainda há poucos anos, uma furna com cerca de trinta metros de comprido, onde costumavam tirar pedra de cal, que depois era trabalhada e exportada para as outras ilhas dos Açores.

 Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEixeV6xiUI6WjSbu7xz7RR21lh357fgZkVBeFZ7n-nXN1d5gccsheruWgAsTlRFGvcXZSJ6VClfhKziQPLzoOOgfD953fhNfuuKmXrHsAz3kZCqFVLvCYgULc9vgIJSA4Cn2IVQs3l2nOkWCIvPS4dqO7-nEYsWUF5wH0-_vG69P9WCbfc1MWant3V5HGg/s320/Furna.png


Pelos princípios deste século, um certo dia, estavam uns homens na furna a trabalhar. Era de Verão e lá dentro fazia um calor muito grande, que aumentava à medida que se aproximava o meio-dia. Quando chegou a hora de jantar, um deles disse:
— A gente não janta aqui dentro que é muito calor. Vamos comer aí para fora.
Os outros concordaram e saíram. Sentaram-se na erva amarelada do pasto, tiraram a comida dos cestos e começaram a jantar. Enquanto comiam, falavam, riam, alguns contavam histórias e não davam por o tempo passar.
Estavam nisto quando apareceu uma criança, um rapazinho branco e lindo como um anjo. Os homens ficaram admirados de ver uma criança por ali e um deles perguntou:
— Eh rapaz, o que é que queres? Queres um bocadinho de pão? O rapazinho meneou a cabeça e disse:
— Não, não quero comer. Venho só avisar os senhores que não voltem lá pra dentro. Vai cair um bocado da furna e pôde matar alguém.
Os homens riram-se e um exclamou:
— Hã...hã...hã! Olha agora o pequeno!
Continuaram a comer e o rapazinho sumiu-se. A conversa continuou, mas agora à volta do que tinha acontecido. Um dizia:
— Ora o rapazinho... — e calava-se como se não soubesse mais o que dizer ou não quisesse falar no que estava a pensar.
Um outro, menos preocupado, insistia, como para se convencer a si próprio:
— Ficaste pegado com o rapaz!
Chegou por fim a hora de voltarem ao trabalho e um disse, convicto:
— Eu acredito no pequeno! Uma criança tão branca, tão linda, parecia um anjo... A gente não vai para dentro.
Os outros, entre o duvidoso e o amedrontado, concordaram. Só um deles achou tudo aquilo um disparate e afirmou:
— Ah, agora... ficar por um pequeno! Eu vou trabalhar!
E foi. Mas, na altura em que acabou de entrar, caiu um bocado da furna, desabando sobre o homem pedras enormes e grandes montes de terra. O homem ficou todo despedaçado e morreu. Os outros ficaram horrorizados, mas salvaram-se, apenas porque acreditaram num rapazinho, vindo não se sabe de onde.

Açores

Entendendo o texto

01. Qual foi o motivo inicial que fez com que os trabalhadores saíssem da furna no horário do almoço?

a) o aviso urgente de uma criança que passava pelo local.

b) o desabamento repentino de uma das paredes da caverna.

c) o calor muito grande que fazia lá dentro, especialmente perto do meio-dia.

d) o fim do expediente de trabalho daquele dia de verão.

 

02. Como o texto descreve a aparência da criança que apareceu diante dos homens no pasto?

a) um rapazinho assustado, que usava roupas de trabalhador.

b) um menino da região, que parecia estar faminto e pedia pão.

c) um rapazinho forte, que ajudava na exportação de pedra de cal.

d) um rapazinho branco e lindo como um anjo.

 

03. Qual foi o aviso dado pelo rapazinho aos trabalhadores da furna?

a) que eles deveriam dividir o almoço com ele para evitar o azar.

b) que não voltassem lá para dentro, pois um pedaço da furna iria cair e poderia matar alguém.

c) que os donos da furna nos Açores cancelariam a exportação de cal.

d) que uma tempestade de verão estava se aproximando da ilha de Santa Maria.

 

04. Como os homens reagiram logo após o desaparecimento do rapazinho e antes de decidirem se voltariam ao trabalho?

a) todos acreditaram imediatamente no menino e fugiram do local correndo.

b) eles ignoraram completamente o fato e voltaram a falar sobre o trabalho na furna.

c) a conversa continuou girando em torno do acontecido, deixando alguns pensativos e outros duvidosos ou amedrontados.

d) eles decidiram procurar o menino pelo pasto para lhe dar um pedaço de pão.

 

05. O que aconteceu com o único trabalhador que achou o aviso um "disparate" e decidiu entrar na furna?

a) ele conseguiu trabalhar normalmente e provou que o menino estava errado.

b) ele foi atingido pelo desabamento de pedras enormes e terra assim que entrou, vindo a falecer.

c) ele encontrou o rapazinho escondido dentro da caverna e o expulsou de lá.

d) ele se salvou por pouco porque os companheiros conseguiram puxá-lo a tempo.

 

 

 

FÁBULA: O CANTA GALO - COM GABARITO

 Fábula: O Canta Galo

 Reza a lenda que em tempos passados, São Tomé era o refúgio de todos os galos do mundo. O cocorococó que reinava nesse lugar era imenso e ensurdecedor. Em sua algazarra, os galos esqueciam-se de que não eram os únicos habitantes da ilha. Apesar de alguns estarem contentes com a alegria barulhenta das aves, outros, mais numerosos, estavam furiosos com os galináceos e resolveram mandar a eles um aviso, segundo o qual aconselhavam os galos a mudarem-se para um local mais afastado.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgekIEhi3NFymp_CdWHMiUlPHLOc-i9JkW5kpSk8ChVkKv1I8UJN3kPV0oUUHgvx6H9I7Ez_pjamhz0k0bOfc2P_4Z5BIY6TZKCGerQwFqGNyXdpL6v3M6BtJKqCvmINsv9ftHsm9V1lzGG-3Tha7BQ-c3GoJfbfVzKHrSmXT7-3AXvSLF5juDL-bK2Qd8/s320/galo.png 


Se isso não acontecesse em um prazo de 24 horas, haveria guerra e o grupo vencedor poderia ficar no local. Os galos optaram pela mudança e convocaram uma reunião para decidir quem seria o chefe da expedição. Após escolherem como líder um galo grande e preto, iniciaram a viagem. Após muito procurarem, encontraram o lugar que parecia ter sido feito para eles e ali se fixaram. Desde então, nunca mais se viu os galos cantarem desordenadamente, mas somente em local determinado e com hora certa.
Esse lugar acabou sendo designado, pelos habitantes das ilhas, de Canta Galo. Esse local existe, ainda hoje, e tornou-se um distrito como o mesmo nome.

Lenda de S. Tomé e Príncipe

Entendendo o texto

 

01. No início do texto, qual era a principal reclamação de grande parte dos habitantes de São Tomé em relação aos galos?

a) os galos estavam destruindo as plantações e as casas da ilha.

b) o canto dos galos era imenso, ensurdecedor e causava uma grande algazarra.

c) as aves se recusavam a aceitar a liderança dos moradores locais.

d) os galos queriam expulsar os outros habitantes para dominar a ilha sozinhos.

02.Diante da insatisfação geral, qual foi o ultimato enviado aos galos pelos habitantes mais numerosos da ilha?

a) eles deveriam parar de cantar imediatamente ou seriam presos.

b) eles teriam o prazo de uma semana para escolher um líder e organizar o silêncio.

c) eles deveriam se mudar para um local mais afastado em 24 horas, caso contrário haveria guerra.

d) eles precisariam dividir a ilha igualmente com os outros animais para evitar um conflito.

 03.Como os galos se organizaram para realizar a mudança e resolver a situação de crise?

a) decidiram viajar individualmente e sem rumo para não chamar a atenção.

b) convocaram uma reunião e escolheram um galo grande e preto como chefe da expedição.

c) iniciaram uma guerra contra os habitantes locais e perderam o território.

d) pediram ajuda aos moradores que gostavam do barulho para guiar a viagem.

04. O que mudou no comportamento dos galos após eles encontrarem e se fixarem no novo lugar?

a) eles pararam de cantar definitivamente e tornaram-se aves silenciosas.

b) eles passaram a cantar de forma ainda mais desordenada para provocar os antigos vizinhos.

c) eles começaram a cantar somente em local determinado e com hora certa.

d) eles decidiram que apenas o líder da expedição teria o direito de cantar.

05. De acordo com o desfecho do texto, qual foi a consequência histórica da migração dos galos para aquela região?

a) o local foi abandonado por todas as espécies após a partida das aves.

b) o lugar foi batizado pelos habitantes das ilhas como "Canta Galo" e hoje é um distrito com esse mesmo nome.

c) a região transformou-se em um campo de batalha permanente entre homens e animais.

d) o distrito mudou de nome em homenagem ao galo preto que liderou a viagem.

 

 

FÁBULA: O TOURO E O MOSQUITO - COM GABARITO

 Fábula: O touro e o mosquito

Um Mosquito que estava voando, a zunir em volta da cabeça de um Touro, depois de um longo tempo, pousou em seu chifre, e pedindo perdão pelo incômodo que supostamente lhe causava, disse: "Mas, se, no entanto, meu peso incomoda o senhor, por favor é só dizer, e eu irei imediatamente embora!"
Ao que lhe respondeu o Touro: "Oh, nenhum incômodo há para mim! Tanto faz você ir ou ficar, e, para falar a verdade, nem sabia que você estava em meu chifre."

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZcdnhbVVcv0yuFLq0RAbtfjbhyphenhyphenwmPnD4GSFEG8484tlzppY_ucqXwXg1OPe6uyhiHtvabaxM7U8Z6IkDEpMiF2kBAthSi-ZdBbAZJQlov_NmGJ_QSSl3rqp2FlNCThyphenhyphenECEeU_rCVcbCnsoH5h_VaTqt87-fFBQzsbqz_4p0ED8dB9ZstKNdvCLQ1Sc-o/s320/touro.jpg


Com frequência, diante de nossos olhos, julgamos-nos o centro das atenções e deveras importantes, bem mais do que realmente somos diante dos olhos do outros.

Moral da História: Quanto menor a mente, maior a presunção.

 Entendendo o texto

 01. Qual foi o motivo que levou o mosquito a pedir perdão ao touro?

a) ele sabia que seu zunido alto tinha acordado o touro de um sono profundo.

b) ele acreditava que o seu peso no chifre do touro poderia estar incomodando o animal.

c) ele havia picado o chifre do touro por acidente enquanto voava em círculos.

d) ele queria se desculpar por ter pousado nos olhos do touro e atrapalhado sua visão.

02. Como o touro reagiu à presença e à fala do mosquito?

a) demonstrou total indiferença, revelando que sequer tinha notado a chegada do mosquito.

b) ficou irritado com a audácia do mosquito e tentou espantá-lo com a cauda.

c) agradeceu a gentileza e a educação do mosquito ao se retirar tão rápido.

d) admitiu que o peso do mosquito estava machucando a ponta do seu chifre.

03. A atitude do mosquito reflete um comportamento que o texto critica na sociedade. Que comportamento é esse?

a) a generosidade excessiva com as pessoas desconhecidas.

b) o medo de enfrentar aqueles que são maiores e mais fortes.

c) a pressa em tomar decisões sem antes consultar os outros.

d) a presunção de se julgar o centro das atenções e mais importante do que realmente é.

04. Considerando a moral da história, "Quanto menor a mente, maior a presunção", o que se pode concluir sobre o mosquito?

a) por ter uma mente pequena, ele era incapaz de voar para longe do touro.

b) sua falta de entendimento sobre a realidade o fez superestimar a própria importância.

c) ele demonstrou grande sabedoria ao reconhecer os limites do seu próprio tamanho.

d) sua mente pequena o ajudou a entender perfeitamente os sentimentos do touro.

 

 

 

FÁBULA: AS RÃS QUE QUERIAM UM REI - ESOPO - COM GABARITO

 FÁBULA: AS RÃS QUE QUERIAM UM REI

                  Esopo

 Irritadas com a anarquia que reinava entre elas, as rãs enviaram uma delegação a Zeus: queriam um rei. Zeus viu como elas eram ingénuas. Jogou então um pedaço de madeira no açude dizendo-lhes que aquilo era seu rei. A princípio assustadas com o ruído, as rãs fugiram para a parte mais profunda do açude. Depois, como o pedaço de madeira permanecesse imóvel, elas voltaram à superfície e começaram a zombar do seu soberano a ponto de montar em suas costas.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj9JwqgFYs9knzY1Yrg_Z5IF2rJR7k2PsqkRtMZQGBAO7l1qW3-dcYXyyEyaZTQmtwCQ7usxaP_h70YykqabwhXb0-EjlA60dZZWoAGbZphcCAXnnAS4xrl6RZLKwS0An7PUMJGZlE0c9GKfj8Hj1Exz96y-JOW_cTnbiomHmfFDalhoXnQhYq3tWZSLHE/s1600/RA.jpg


Achando-se logradas, voltaram a Zeus e pediram um rei um pouco mais enérgico. Zeus então lhes enviou uma hidra que se lançou sobre elas e as devorou.

Mais vale ter como governante um bravo homem, embora lento, que um celerado que semeia o terror.

Entendendo o texto

01. No início do texto, qual foi o motivo que levou as rãs a pedirem um rei a Zeus?

a.  Elas queriam alguém para protegê-las da hidra.

b.  Elas estavam cansadas da anarquia (falta de ordem) em que viviam.

c.  Elas queriam ser famosas entre os outros animais do açude.

d.  Zeus as obrigou a escolher um governante.

 

02. Como as rãs reagiram ao primeiro rei (o pedaço de madeira) após perceberem que ele não se movia?

a.  Ficaram com medo e permaneceram no fundo do açude.

b.  Trataram o pedaço de madeira com muito respeito e submissão.

c.  Começaram a zombar dele e chegaram a subir em suas costas.

d.  Decidiram que não precisavam mais de nenhum rei.

 

03. Por que as rãs voltaram a procurar Zeus após a chegada do primeiro rei?

a.  Porque acharam o rei madeira muito parado e queriam alguém mais enérgico.

b. Porque o pedaço de madeira havia afundado no açude.

c. Porque queriam agradecer a Zeus pelo presente recebido.

d. Porque a hidra já estava atacando o açude e elas precisavam de ajuda.

 

04. O que aconteceu quando Zeus enviou o segundo rei (a hidra)?

a. A hidra organizou o açude e acabou com a anarquia.

b. A hidra tornou-se amiga das rãs e brincava com elas.

c. A hidra ignorou as rãs, agindo da mesma forma que o pedaço de madeira.

d. A hidra atacou as rãs e começou a devorá-las.

 

05. A moral da fábula sugere que:

a. É sempre melhor mudar de governante quando não estamos satisfeitos.

b. É preferível um líder tranquilo e honesto do que um cruel que cause medo.

c.  A anarquia é a melhor forma de convivência para os animais.

d. Devemos sempre pedir coisas difíceis aos deuses para sermos ouvidos.

 

 

 

 

POEMA: CANÇÃO DE PRIMAVERA - MÁRIO QUINTANA - COM GABARITO

 Poema: Canção de primavera

              Mário Quintana

 

Um azul do céu mais alto

do vento a canção pura

me acordou num sobressalto

como a outra criatura...

 

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEinTShIaORiu1UiXnC-3JAtvPu-55fWzbRWUQkxZJM8E7yS-ws8_6q568wfh_CJLwf-lpiQd-EOojbtaJtPzItSVe8U9IcPgjbAiXLTK6KafMmsk2A5mDrXBsj1j4y78Xa9rmhmVVifXrs_zPVXRTfTeX9Pp-2aP2ioJZY5k4f5u7qXSyHy9UwK9OQmq94/s1600/CEU.jpg

Só conheci meus sapatos

me esperando, amigos fiéis,

tão afastado me achava

dos meus antigos papéis!

 

Dormi, cheio de cuidados

como um barco de soçobrando,

por entre uns sonhos pesados

que nem morcego voejando...

 

Quem foi que ao rezar por mim

mudou o rumo da vela

para que eu desperte, assim,

como dentro de uma tela?

 

Um azul do céu mais alto,

do vento a canção mais pura

e agora... este sobressalto...

esta nova criatura!

 

Entendendo o poema

01. No primeiro verso do poema, o eu lírico descreve o céu como um "azul do céu mais alto". Identifique o adjetivo presente nesse trecho e explique qual é a função dele na caracterização do cenário.

O adjetivo é "alto". A função dele é caracterizar o substantivo "céu", transmitindo uma ideia de imensidão e clareza, ajudando a construir a atmosfera de despertar e renovação da primavera.

02. Na segunda estrofe, o poeta utiliza a expressão "amigos fiéis" para se referir aos seus sapatos. O adjetivo "fiéis" está no plural para concordar com qual substantivo? Explique por que o autor escolheu esse adjetivo para descrever um objeto.

O adjetivo "fiéis" concorda com o substantivo "sapatos" (que também está no plural). O autor escolheu esse adjetivo para personificar os sapatos, sugerindo que eles são companheiros constantes que estão sempre ali para o dono, assim como bons amigos.

03. No trecho "por entre uns sonhos pesados", identifique o adjetivo e explique como ele ajuda o leitor a entender a sensação do eu lírico durante o sono.

O adjetivo é "pesados". Ele ajuda o leitor a entender que o sono não foi tranquilo; os sonhos eram angustiantes, difíceis ou cansativos, criando um contraste com a leveza da manhã de primavera que vem em seguida.

04. Na última estrofe, o eu lírico se define como uma "nova criatura". Compare essa expressão com o trecho da primeira estrofe ("outra criatura"). O que a mudança para o adjetivo "nova" revela sobre o sentimento do poeta ao final do poema?

O adjetivo "nova" revela um sentimento de transformação e recomeço. Enquanto "outra" apenas indica uma diferença, "nova" reforça a ideia de que o eu lírico se sente revigorado, fresco e transformado pela "canção de primavera", como se tivesse acabado de nascer para um momento melhor.