sábado, 25 de julho de 2026

FÁBULA: O LOBO E O CÃO - RUTH ROCHA - COM GABARITO

 Fábula: O lobo e o cão

            Ruth Rocha

 

        Certo dia, um Lobo só pele e osso encontrou um cão gordo, forte e com o pelo muito lustroso enquanto andava pela estrada. Via-se bem que não passava fome. O Lobo, admirado, quis saber onde é que ele conseguia obter tanta comida.

        -- Se me seguires ficarás tão forte como eu – respondeu o cão. – O homem dar-te-á restos saborosos.

        -- Mas o que preciso fazer em troca? – quis saber o Lobo.

        -- Muito pouco, na verdade – respondeu o Cão. – Uivar aos intrusos, agradar ao dono e adular os seus amigos. Só por isto receberás carne e outras iguarias muito bem cozinhadas. De vez em quando, receberás também festas no dorso.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhtbgVjA0huxfiSRoBVvW3Lymw4a3-qg3hVre6qyZzeNHf7cFoN3tL2bP0vGra-L5JW0boeJ3XNEZP6RuXBh7kwUn_jo4LCg7LhMIZ-JTlOYj2Q9ORWP8gy569of5t6Hdlxi2eLsJyqdofb6g5aLCkKYKiQTliRW2geO9K-okwm44bOuXN3qz6uBCXL5z4/s320/images.jpg


        O Lobo ficou encantado com a ideia e meteram-se ambos ao caminho. A dada altura, o Lobo reparou que o cão tinha o pescoço esfolado.

        -- O que tens no pescoço? – perguntou.

        -- Nada de grave. É da argola com que me prendem – explicou o Cão.

        -- Preso? Então não podes correr quando queres? – exclamou o Lobo. – Esse é um preço demasiado elevado: não troco a minha liberdade por toda a comida do mundo.

        Dito isto, desatou a correr o mais depressa que pode para bem longe dali.

        Moral da história: A tua liberdade não tem preço.

 

Entendendo a fábula:

01 – Qual era a diferença física entre o lobo e o cão no início da história?

      O lobo estava extremamente magro, descrito como "só pele e osso", enquanto o cão era gordo, forte e tinha o pelo muito lustroso, demonstrando que se alimentava bem.

 

02 – O que o cão disse que o lobo precisaria fazer para receber comida saborosa e carinho do dono?

      O lobo precisaria fazer pouca coisa: uivar para os intrusos, agradar ao seu dono e adular os amigos dele. Em troca, receberia carne, comida bem cozinhada e carinho no dorso.

 

03 – O que fez com que o lobo mudasse de ideia e desistisse de acompanhar o cão?

      O lobo reparou que o cão tinha o pescoço esfolado por causa da corrente/coleira e descobriu que ele ficava preso, não tendo a liberdade de correr quando quisesse.

 

04 – Qual é o ensinamento (a moral) trazido por essa fábula?

      A moral da história é que "a tua liberdade não tem preço". Ela mostra que nenhuma fartura, conforto ou segurança vale o custo de perder a própria independência.

 

05 – Na frase “Esse é um preço demasiado elevado: não troco a minha liberdade por toda a comida do mundo”, o que a palavra “demasiado” significa no contexto?

      A palavra "demasiado" significa excessivo, muito grande ou alto demais. O lobo quis dizer que ficar preso era um custo alto demais a se pagar apenas por comida.

 

 

 

 

MÚSICA(ATIVIDADES): VEJA BEM, MEU BEM - LOS HERMANOS - COM GABARITO

 Música (Atividades): Veja bem, meu bem 

            Los Hermanos

 

Veja bem, meu bem

Sinto te informar que arranjei alguém

pra me confortar.

Este alguém está quando você sai

E eu só posso crer, pois sem ter você

nestes braços tais.

 

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhdZnx_C_F8u6cd-WKZdGg4JicuXHoDzauRS6gkzN4PLGX-DzZw0pfjqebMSFoP1qEFBLRX4pP31ptYNI2S0szuddOT_syRi66olZHDVQFGcqz6GMXrMgRmYZb2jjRYYwLJP1lOLezlxQcu5qT3wHHWz0QIj51ktM7a263qdqfAVRIaZxC7yscWdrrOsZk/s320/images.jpg 

Veja bem, amor.

Onde está você?

Somos no papel, mas não no viver.

Viajar sem mim, me deixar assim.

Tive que arranjar alguém pra passar os dias ruins.

 

Enquanto isso, navegando vou sem paz.

Sem ter um porto, quase morto, sem um cais.

 

E eu nunca vou te esquecer amor,

Mas a solidão deixa o coração neste leva e traz.

 

Veja bem além destes fatos vis.

Saiba, traições são bem mais sutis.

Se eu te troquei não foi por maldade.

Amor, veja bem, arranjei alguém

chamado saudade.

Composição: Marcelo Camelo.

 Entendendo a música:

01 – A palavra “bem” aparece duas vezes no título da música. Explique em que sentido ela é usada em cada uma dessas vezes.

      O bem de “veja bem” faz parte de uma expressão que significa “preste atenção em”, “escute atentamente”, ou seja, funciona como advérbio de intensidade. Já o “bem” de “meu bem”, é uma expressão carinhosa para denominar algo ou alguém, isto é, funciona como substantivo.

 02 – Como você acha que o “eu” da canção está se sentindo? Que passagens do texto te levaram a concluir isso?

      Se sente sozinho quando menciona palavras como “confortar” e “solidão” ou quando faz perguntas como “onde você está?”. Se sente também angustiado porque admite estar “sem paz”.

 03 – O eu lírico da música insinua que está se relacionando com uma outra pessoa. Explique de que maneira o compositor constrói essa expectativa e como ele rompe com ela.

      O eu parece estar se relacionando com uma pessoa física na medida em que a nomeia a como um “alguém”. No entanto, no último verso, ele revela que esse “alguém” é na verdade um sentimento: a saudade.

 04 – Explique o verso: “Somos no papel, mas não no viver”.

      Ele quis dizer que estava casado legalmente, “no papel”, mas não sentia que o relacionamento estivesse bem a ponto de ser considerado um casamento.

 05 – No primeiro verso da quinta estrofe da canção, o autor faz referência a “fatos vis”. Na sua opinião o que seria um fato vil e quais deles são apontados na música?

      Fatos vis são situações tristes, indignas, ruins. Uma delas, por exemplo, é o fato de o eu se sentir sozinho quando seu parceiro viaja, sai ou não está. Por essa razão é que afirma estar com o outro “no papel”, mas não no viver.

06 – A música trata de uma separação? Justifique sua resposta.

      Não, porque ele afirma ainda amar a esposa quando diz: “E eu nunca vou te esquecer” e quando explica que as traições são bem mais sutis do que pensamos. Isso pode indicar que ele não está traindo de fato e, sim, só sentindo saudades, já que é ao lado desta que ele se encontra a maior parte do tempo.

 07 – Você acha que o relato presente na música foi de fato realizado diante de uma pessoa concreta ou aconteceu de outra maneira? Qual? Justifique sua resposta.

      É provável que o interlocutor sinta-se surpreendido ao perceber que o parceiro estivesse dando termino ao relacionamento, por afirmar que tinha arranjado outra pessoa para confortá-lo. No entanto, deveria se sentir aliviado ao saber, ao final do texto, que esse alguém não era uma pessoa física e sim um sentimento, a saudade.

 08 – Se você fosse o interlocutor desse texto, quais seriam suas reações no decorrer da leitura e como você responderia a ele?

      Resposta pessoal do aluno.

 

POEMA: TREM SUJO DA LEOPOLDINA - SOLANO TRINDADE - COM GABARITO

 Poema Trem sujo da Leopoldina 

           Solano Trindade

 

Trem sujo da Leopoldina
Correndo correndo
Parece dizer
Tem gente com fome
Tem gente com fome
Tem gente com fome

 

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh1Ok8Hc3xWMKadblM7-Ts2aAbjaE9iri5Pdd1AukyhR4kOlyHAeXfEAjKvDBYwvVIG80qvLVBkKCUskS90Pegn5scL9UpyrRcit3I1BnmlEwIE8enhDmN2ljnn1nmQYZMk2h9NdqEmWwJPmxji-y-iAveuWA6JnnvDhMGUayGI6KYRdwgJR6fP1nCIJLQ/s320/Leopoldina.jpg 

Piiiiii

Estação de Caxias
De novo a dizer
De novo a correr
Tem gente com fome
Tem gente com fome

 

Tem gente com fome

 

Vigário Geral
Lucas
Cordovil
Brás de Pina
Penha Circular
Estação da Penha
Olaria
Ramos
Bom Sucesso

 

Carlos Chagas
Triagem, Mauá

Trem sujo da Leopoldina
Correndo correndo
Parece dizer

 

Tem gente com fome
Tem gente com fome
Tem gente com fome

 

Tantas caras tristes
Querendo chegar
Em algum destino
Em algum lugar

 

Trem sujo da Leopoldina
Correndo correndo
Parece dizer
Tem gente com fome

Tem gente com fome
Tem gente com fome

 

Só nas estações
Quando vai parando
Lentamente começa a dizer
Se tem gente com fome
Dá de comer
Se tem gente com fome
Dá de comer

Se tem gente com fome
Dá de comer

Mas o freio de ar
Todo autoritário manda o trem calar
Psiuuuuuuuuu.

 

Entendendo o poema:

01 – O que o trem parece dizer enquanto corre pelos trilhos?

      O trem parece repetir incessantemente a frase: "Tem gente com fome / Tem gente com fome / Tem gente com fome".

 

02 – Ao longo do poema, são citados vários nomes próprios em sequência. O que representam esses nomes (como Caxias, Vigário Geral, Olaria, Ramos)?

      Eles representam os nomes das estações e localidades por onde o trem da Estrada de Ferro Leopoldina passa no subúrbio do Rio de Janeiro.

 

03 – Como são descritas as pessoas que viajam no trem e qual é o desejo delas?

      O poema descreve os passageiros como tendo "caras tristes", cujo único desejo é "querer chegar em algum destino, em algum lugar".

 

04 – Qual é a reivindicação ou apelo que surge quando o trem começa a parar nas estações?

      O poema clama por solidariedade e ação diante da miséria, com a mensagem: "Se tem gente com fome, dá de comer".

 

05 – O que acontece no final do poema quando o trem tenta expressar a fome das pessoas, e qual é o significado disso?

      O "freio de ar" do trem, descrito como "todo autoritário", manda o trem calar com um som de silenciamento ("Psiuuuuuuuuu"). Isso simboliza a censura, o abafamento dos problemas sociais e a tentativa de silenciar a voz daqueles que denunciam a fome e a pobreza.

 

sexta-feira, 24 de julho de 2026

AVALIAÇÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA - SEDUC/MT - QUIZ - 6º ANO EF - 2º BIMESTRE - COM GABARITO

 LÍNGUA PORTUGUESA SEDUC/MT-2026- 6º EF -2º BIMESTRE  QUIZ

 


Questão 01  

Leia o texto.

 

PLUFT: Mamãe!

MÃE: O que é, Pluft?

PLUFT: (Sempre com a boneca de pano) Mamãe, gente existe?

MÃE: Claro, Pluft. Claro que gente existe.

PLUFT: Mamãe, tenho tanto medo de gente! (Larga a boneca.)

MACHADO, Maria Clara. Pluft, o fantasminha.

Ilustração Marcus Moraes. 15. ed. Rio de. Janeiro: Nova Fronteira, 2018.

Considerando o contexto e mantendo o sentido, a palavra "medo", em destaque no texto, pode ser substituída por

a.   "raiva".

b.   "pavor".

c.   "angústia".

d.   "melancolia".

Questão 02 

Leia o texto.

 

Vento – Deixem-me dormir, criaturas desagradáveis.

Pedro – Quem é criatura desagradável?

Maria – Acho que somos nós.

Pedro (brincalhão, levantando a voz) – Os incomodados que se mudem.

Vento (furioso) – O quê?

Pedro (provocador) – Disse: os incomodados que se mudem.

Vento – Olhem aqui, pirralhos, ou vocês me deixam dormir em paz ou...

Pedro – Ou o quê? Aqui por acaso é propriedade sua?

Maria – Pedro, não provoca.

Pedro – A praia é pública, a rua é pública, o espaço é público, a atmosfera é pública...

Maria – A estratosfera é pública... [...]

Vento – Vocês querem não é?

(Dá uma lufada de sopro sobre os meninos, que caem no chão [...])

MACHADO, Maria Clara. A menina e o vento. In: A menina e o vento e outras peças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.

No trecho, o uso da palavra em destaque apresenta um prefixo que indica

a.   intensificação.

b.   afirmação.

c.   negação.

d.   exceção.

Questão 03 

Leia o texto.
 

Alguém andava assaltando nosso galinheiro. A cada dia sumia uma galinha. Quem faria isso, estando a casa cercada por paredes de imensos edifícios? Não havia muro para saltar. Nem grades para pular. E na casa só morávamos eu, meus pais, tio Clarimundo e Noca, a velha empregada. Um enigma muito enigmático, sim. Sherlock Holmes chegou e hospedou-se no quarto dos fundos. Ele, seu boné xadrez, seu cachimbo, lógico, e mais logicamente sua lupa, que aumentava tudo. [...]

Por fim, restou apenas uma galinha.

À hora do almoço o famoso detetive, sentindo-se velho e fracassado, sofreu uma crise, chorando na frente de todos. Nós nos comovemos muito com a situação. Um homem daqueles derramar lágrimas... Noca, então, deu um passo à frente e confessou:

— Eu que roubava as galinhas. Dava às famílias pobres duma favela.

Sherlock enxugou imediatamente as lágrimas na manga do paletó.

— Já sabia. Fingi chorar para que ela confessasse.

— Então desconfiava de Noca? — perguntou tio Clarimundo.

— Encontrei penas de galinha no quarto dela. Elementar, Clarimundo. [...]

REY, Marcos. In: PRIETO, Heloísa (Org.). Vice-Versa ao Contrário: histórias clássicas recontadas. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1993.

 

Pelas ações descritas e pelas escolhas de palavras do narrador, Sherlock Holmes parece um(a)

a.   versão modernizada do detetive, adaptada à realidade brasileira.

b.   mestre da dedução, que utiliza métodos científicos para solucionar o caso.

c.   detetive abatido pela idade e marcado pelo fracasso, porém ainda dedutivo.

d.   representação fiel do detetive, com suas habilidades clássicas de observação.

Questão 04  

Leia o texto.

 

O grupo dos Karas estava completo. Haviam sido convocados pelo K desenhado na mão esquerda de Miguel, o sinal de emergência máxima.

Crânio tirou sua famosa gaitinha do bolso e ficou passando-a pelos lábios, sem soprar, lentamente.

Calú quebrou o silêncio, sem se preocupar com o tom de voz, pois o forro do vestiário era bem espesso e não deixava vazar nenhum som:

 — O que houve, Miguel?

Com os olhos nas cópias de jornal, ainda sentado como um sacerdote budista, Miguel falou pausadamente:

— É uma emergência máxima. Está na hora de os Karas...

Um ruído veio do alçapão. Por um décimo de segundo, os Karas se entreolharam. O grupo estava completo. Quem estaria invadindo o esconderijo?

BANDEIRA, Pedro. A droga da obediência. São Paulo: Moderna, 2014.

No trecho, nota-se que o grupo estava em um local secreto a partir das escolhas lexicais, como em

a.   “Haviam sido convocados pelo K desenhado na mão esquerda de Miguel, o sinal de emergência máxima.”

b.   “Crânio tirou sua famosa gaitinha do bolso e ficou passando-a pelos lábios [...].”

c.   “Calú quebrou o silêncio, sem se preocupar com o tom de voz [...].”

d.   “Um ruído veio do alçapão. [...] Quem estaria invadindo o esconderijo?”

AVALIAÇÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA - QUIZ - SEDUC/MT 2026 - 7º ANO - 2º BIM - COM GABARITO

 LÍNGUA PORTUGUESA SEDUC/MT-2026- 7º EF -2º BIMESTRE  QUIZ

 


Questão 01 

Leia o texto.

 

Os cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) monitoraram constantemente as mudanças climáticas na região amazônica ao longo do último ano. De acordo com o relatório divulgado, ‘a observação contínua permitiu identificar padrões antes desconhecidos, contribuindo para a elaboração de políticas públicas mais eficazes. O estudo destacou a importância do uso de tecnologias avançadas para coletar dados precisos e em tempo real.

INPE. Disponível em: https://www.inpe.br/. Acesso em: 27 fev. 2025. (Adaptado).

No texto, o advérbio “constantemente”

a.   indica o tempo exato em que a ação ocorreu.

b.   expressa uma certeza sobre os resultados do monitoramento.

c.   refere-se ao sujeito da oração, descrevendo uma característica dos cientistas.

d.   modifica o verbo "monitoraram", indicando a frequência com que a ação foi executada.

 

Questão 02 

 Leia o texto.

 

O Tampinha Legal conta hoje com 3.220 postos de coleta pelo país. Após recolhidas, as tampas plásticas são encaminhadas para entidades assistenciais que participam da iniciativa. Elas então separam por cor e armazenam os pacotes. 

A equipe do programa vende esse material no mercado pelo melhor preço [...] a indústria reutiliza o plástico para fabricar novos objetos como cadeiras, baldes e caixas. 

Para que servem as tampinhas plásticas coletadas no metrô de São Paulo? Exame, 15 jun. 2023. Disponível em: https://exame.com/. Acesso em: 24 nov. 2024. (Adaptado).

O fato central dessa notícia é o(a)

a.   separação das tampinhas por cores.

b.   valor monetário que as tampinhas têm.

c.   novidade de que as tampinhas podem se tornar móveis.

d.   relato da transformação pela qual as tampinhas podem passar.

 

Questão 03 

Leia o trecho.

 

O dia seguinte era o esperado sábado, quando haveria a quermesse no pátio da escola. Os alunos tinham se envolvido totalmente nos preparativos daquela festa e todo mundo esperava um bom movimento e muitos lucros, que seriam destinados ao orfanato do bairro.

Laurinha, Maíra e Suelen faziam parte da equipe da professora de Geografia, que tinha sido encarregada do Correio elegante.

[...] 

As três deveriam percorrer as mesas oferecendo os papéis. Quem quisesse paquerar alguém, ou simplesmente fazer uma brincadeira anônima, escrevia o que quisesse e colocava o papel numa das cestinhas das “mensageiras do amor”, junto com uma moedinha de qualquer valor. A moeda iria para a caixa do orfanato, e o bilhete, que elas chamavam de “torpedo”, seria entregue discretamente à pessoa indicada, que, se quisesse responder, tinha de escrever outro bilhete e pagar mais uma moedinha.

BANDEIRA, Pedro. O primeiro amor de Laurinha. São Paulo: Editora Moderna, 2009. p. 37.

Os advérbios destacados têm funções diferentes no texto. São elas

a.   lugar e causa, respectivamente.

b.   tempo e lugar, respectivamente. 

c.   causa e tempo, respectivamente.

d.   intensidade e modo, respectivamente.

Questão 04 

Leia o texto.

 

O Museu Nacional, localizado no Rio de Janeiro, reabriu parcialmente nesta sexta-feira (29) após cinco anos de reconstrução devido ao incêndio que destruiu grande parte de seu acervo em 2018. A primeira exposição, chamada ‘Memórias do Museu’, apresenta peças resgatadas e documentos históricos que contam a trajetória da instituição. Segundo a diretora do museu, ‘a reabertura simboliza a resistência e a importância da cultura para o país’. A expectativa é que o museu seja totalmente reaberto até 2025.

GRAELL, Fernanda. Seis anos após incêndio, veja como estão as obras do Museu Nacional, que só deve reabrir em 2026. G1, 02 set. 2024.
Disponível em: https://g1.globo.com/. Acesso em: 27 fev. 2025. (Adaptado).

A partir da identificação do fato central, a notícia está relacionada a um editorial de cultura, pois

a.   destaca o tempo de reconstrução do museu.

b.   indica um prazo para a reabertura total do museu.

c.   aborda a importância da reabertura do museu para o país.

d.   protesta a favor de documentos históricos que foram perdidos no incêndio.

 

 

 

AVALIAÇÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA - 8º ANO EF 2º BIMESTRE - QUIZ - COM GABARITO

 LÍNGUA PORTUGUESA SEDUC/MT-2026- 8º EF -2º BIMESTRE  QUIZ

Questão 01
 


Leia o texto.

 

NORA (meigamente): Pobre Kristina, você ficou viúva.
SENHORA LINDE: Há três anos...
NORA: Soube pelos jornais. Oh! Kristina, acredite que muitas vezes pensei em lhe escrever naquela ocasião... mas sempre alguma coisa me impedia e eu adiava a...
SENHORA LINDE: Compreendo bem isso, cara Nora.
NORA: Não, Kristina; foi horrível de minha parte. Pobre amiga, como você deve ter sofrido. Ele lhe deixou com que viver?
SENHORA LINDE: Não.
NORA: E filhos?
SENHORA LINDE: Também não.
NORA: Absolutamente nada, então?
SENHORA LINDE: Nem mesmo uma dessas saudades de partir coração.
NORA (olhando-a incrédula): Ah, Kristina, isso não pode ser verdade!
SENHORA LINDE (sorrindo amargamente e passando-lhe a mão pelos cabelos): Algumas vezes acontece, minha Nora.
NORA: Sozinha no mundo. Como deve ter sido difícil! Eu tenho três lindas crianças. Por enquanto não posso mostrá-Ias a você; saíram com a babá. Mas conte-me agora...

IBSEN, Henrik. Casa de bonecas. Mairiporã: Veredas, 2009.

 

No texto, são apresentadas diferentes formas de discurso. Quais recursos são utilizados para expressar essas formas?

a.   O uso do discurso direto predomina, evidenciado pela reprodução literal das falas das personagens, criando uma interação natural e dramática.

b.   O discurso indireto livre é utilizado por Nora para revelar seus pensamentos internos sobre Kristina, enquanto o narrador organiza o diálogo.

c.   O texto utiliza exclusivamente discurso indireto, pois todas as falas são interpretadas pelo narrador em vez de reproduzidas literalmente.

d.   O discurso indireto é usado nas falas de Nora, já que ela apresenta suas opiniões sobre Kristina de forma mediada pelo narrador.

Questão 02

Leia o texto.

 

— Porque para o homem o clima 'certo' é um só: o da liberdade. Só nesse clima o homem se sente feliz e prospera harmoniosamente. Quando muda o clima e a liberdade desaparece, vem a tristeza, a aflição, o desespero e a decadência. Como dou a vocês a máxima liberdade, todos vivem no maior contentamento, a inventar e realizar tremendas aventuras. Mas se eu fosse uma avó má, das que amarram os netos com os cordéis do 'não pode' — não pode isto, não pode aquilo, sem dar as razões do 'não pode' — vocês viveriam tristes e amarelos, ou jururus, que é como ficam as criaturas sem liberdade de movimentos e sem o direito de dizer o que sentem e pensam. A Grécia, meus filhos, foi o Sítio do Pica-pau Amarelo da antiguidade, foi a terra da Imaginação às soltas. Por isso floresceu como um pé de ipê. A arquitetura e a escultura chegaram a um ponto que até hoje nos espanta. O pensamento enriqueceu-se das mais belas ideias que o mundo conhece — e deu flores raríssimas, como a sabedoria de Sócrates e Platão...".

LOBATO, Monteiro. Minotauro. Cotia: Pé da Letras, 2019.

Dona Benta dialoga com as crianças e faz referência a um período histórico e cultural da humanidade, estabelecendo uma relação intertextual. Como essa relação é estabelecida no texto?

a.   A narrativa sugere que a Grécia Antiga era um lugar onde a vida cotidiana era simples e sem preocupações.

b.   O texto mostra que a liberdade é desnecessária para a imaginação e a criação, sendo a disciplina mais importante.

c.   A narrativa apresenta a Grécia Antiga como um lugar de aventuras infantis, similar às brincadeiras das crianças no sítio.

d.   O texto compara o Sítio do Picapau Amarelo à Grécia Antiga, destacando a liberdade como essencial para o desenvolvimento humano.

Questão 03

Leia o poema.

 

Maresia

Brisa na restinga
traz maresia
a onda respinga
a gota suspira
o ar que se inspira.

Nariz abre a asa
narina é casa
de aroma morar.

É o lar que inspira
é o mar que respira.


 MACHADO, Ana Maria. Maresia. Disponível em: https://institutoinfantojuvenil.com.br/. Acesso em: 22 nov. 2024.

 No poema “Maresia”, de Ana Maria Machado, aparecem palavras derivadas, como “maresia” e “narina”, que se formam a partir de palavras primitivas. Sobre a relação entre as palavras derivadas e suas palavras primitivas,

a.   “maresia” é derivada de “mar” por derivação prefixal, enquanto “narina” é formada a partir de “nariz” por aglutinação.

b.   “maresia” é derivada de “mar” por derivação sufixal, enquanto “narina” é formada a partir de “nariz” por derivação sufixal.

c.   “maresia” é derivada de “mar” por derivação sufixal, enquanto “narina” é formada a partir de “nariz” por derivação prefixal.

d.   “maresia” é derivada de “mar” por derivação prefixal, enquanto “narina” é formada por justaposição de dois elementos.

 

Questão 04

Leia o texto.

 

(Entram DEMÉTRIO e HELENA, correndo)

HELENA: Fique, Demétrio, mesmo que eu morra!
DEMÉTRIO: Estou mandando que pare de me seguir.
HELENA: Você vai me deixar? Não faça isso!
DEMÉTRIO: O risco é seu; não diga que não avisei.
HELENA: Oh, quanto mais eu corro, mais eu me canso,
Quanto mais eu peço, menos eu consigo!
Hérmia é feliz, onde quer que esteja,
Com seu belo olhar que causa inveja.
Por que os olhos dela brilham tanto?
Os meus nunca tiveram esse encanto.
Não, não, na verdade devo ser um urso,
Pois até até os animais fogem de mim com medo;
Não é de se admirar que Demétrio fuja também,
Como se eu fosse uma coruja feia.
Que espelho estranho, deformado e ruim,
Ousou me comparar com Hérmia assim?

SHAKESPEARE, William. Sonho de uma noite de verão. Florianópolis: Editora da UFSC, 2016.

 

Em Sonho de uma Noite de Verão, as falas dos personagens mostram características da linguagem falada do dia a dia, que ajudam a mostrar as emoções e o comportamento dos personagens. Sobre o uso dessas características,

a.   as repetições e as perguntas, como “Você vai me deixar?” e “Por que os olhos dela brilham tanto?”, mostram que Helena está insegura e quer a aprovação de Demétrio.

b.   a repetição de “quanto mais” no discurso de Helena não é uma característica da fala do dia a dia, mas sim uma forma de falar mais formal.

c.   as repetições e o ritmo das falas de Helena mostram que ela fala de forma muito formal e poética, diferentemente da fala comum.

d. Helena fala de forma muito racional e equilibrada, diferentemente de Demétrio, que é mais emocional