terça-feira, 31 de março de 2026

PARÁBOLA: ABUNDÂNCIA E PENÚRIA - COM GABARITO

 Parábola: Abundância e Penúria

 

Duas pequenas ilhas, uma em frente da outra, separadas pelo mar. Uma era a Abundância: era fértil e produzia, em grande quantidade, fruta e trigo dourado; a outra era a Penúria: pedregosa e estéril, tinha pouca água e a fruta e o trigo eram ali escassos.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiTuuqIdV89aqdrBKYyPrr59yZvv_67nloyJm2Mtjz2PwfFpjnapm85BUUyqMtOQOVe_cbU8kU1MJCDhApfRvaUwPNLKyG9SFL9dKKq841CendKjbdPQeQviHkWTtPtjV4LWiJLs8zi9E8gH7o7rmY9Tr7wrhCGGhSX8QXNwjERSiB0svGlRjVcThQ13lI/s1600/OI.jpg 


Os habitantes da Penúria eram todos pobres e era para eles muito difícil prover à sua mísera subsistência. Entre os habitantes da Abundância, havia o senhor Interesse, que amiúde subia a um pequeno outeiro para contemplar a Penúria, que estava do outro lado. Homem bondoso desfazia o que eu é preciso e poderíamos dar-nos ao luxo de repartir tudo com a Penúria. Vou convidá-los a unir-se a nós.
O senhor interesse desceu depressa o outeiro e atirou-se à água. Como era excelente nadador, chegou em poucas horas à desolada praia da Penúria. Os ilhéus depressa se juntaram à volta dele, surpreendidos com a visita de um estrangeiro. Perguntaram-lhe o que queria.
- Vim convidá-los todos a irem comigo para a Abundância, respondeu amavelmente. Ali poderias participar de grande riqueza que a nossa ilha fértil produz. É só descansar um pouco; amanhã de manhã iremos, como espero, todos juntos.
Os cidadãos da Penúria puseram-se a discutir a proposta do senhor Interesse e depressa chegaram a uma conclusão: todos deveriam aceitar o seu generoso convite. Na manhã seguinte, ao raiar do dia, estavam todos prontos para se meterem ao mar. Alguns dos habitantes da Penúria levaram consigo pequenas bolsas, em que tinham metido os seus bens mais preciosos: dinheiro, pedras resplandecentes e joias. Postas as bolsas ao ombro, seguiam animadamente o senhor Interesse através do mar.
Este, uma vez regressado à sua ilha da Abundância, sentiu-se aliviado e satisfeito pelo êxito da missão. Começou a contar com regozijo os vizinhos da Penúria que tinham conseguido alcançar com ele terra firme.
Então, com grande horror de sua parte, ao terminar de contar, deu-se conta, demasiado tarde, de que os únicos que tinham completado a travessia eram as crianças e outras pessoas que não traziam bolsas e tiracolo, todos os outros se tinham afogado.

Entendendo o texto

 

01. Qual era a principal diferença geográfica entre as duas ilhas mencionadas?

a) a abundância era deserta e a penúria era densamente povoada. b) a abundância era fértil e produzia frutos, enquanto a penúria era pedregosa e estéril.

c) a penúria ficava no alto de uma montanha e a abundância ficava ao nível do mar.

d) as duas ilhas eram idênticas, mudando apenas o nome de seus governantes.

02. O que motivou o senhor Interesse a nadar até a ilha da Penúria?

a) o desejo de conquistar novas terras e tornar-se o rei daquela região.

b) a necessidade de fugir da abundância por causa de uma grande seca.

c) a sua bondade e a vontade de convidar os pobres para partilharem a riqueza de sua ilha.

d) a busca por joias e pedras resplandecentes que só existiam na outra margem.

03. Como os habitantes da Penúria reagiram à proposta feita pelo estrangeiro?

a) ficaram desconfiados e expulsaram o senhor interesse da praia. b) discutiram a proposta e decidiram aceitar o convite generoso.

c) pediram uma semana para pensar antes de abandonar suas casas.

d) aceitaram ir, mas apenas se o senhor interesse lhes desse barcos para a travessia.

04. Por que muitos habitantes da Penúria decidiram levar bolsas ao ombro durante a travessia?

a) para carregar mantimentos e água para a longa viagem a nado. b) para transportar pedras da ilha estéril que seriam usadas em construções.

c) para garantir que seus bens mais preciosos, como dinheiro e joias, fossem com eles.

d) porque o senhor interesse os obrigou a levar todo o lixo da ilha.

05. Qual foi o trágico desfecho da travessia para os que carregavam as bolsas?

a) eles se afogaram devido ao peso das riquezas que tentaram carregar.

b) eles chegaram exaustos e tiveram seus bens roubados na chegada.

c) eles se perderam no mar porque as bolsas taparam sua visão.

d) eles decidiram voltar para a penúria no meio do caminho por arrependimento.

 

 

PARÁBOLA: O POTE RACHADO - COM GABARITO

 Parábola: O Pote Rachado

 Aquele homem ganhava a vida a carregar água. Dois potes grandes, pendurados nas pontas de uma vara, que ele apoiava no pescoço. Todos os dias era este o trabalho daquele aguadeiro: carregar os potes de água, do poço até à casa do seu patrão.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhY43Wl2uss7SuLCvXL-xqQGb_cWqvZC0DZO186SMRS4daNVaukhfJImbwaz_ghyphenhyphenTaYhimnvS9C3FasaTD6NxJlptW_n9_4gmZBAwer7eInpZrChzWaOXk_jsJIhIvZgumCvz5C1J6bsIKHosMMOrABhZvJ_sij01KLzFtQ79ycEQEVIH8JW3wL2LnkAPs/s1600/POTE.jpg


Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito. Quando o aguadeiro chegava à casa do seu patrão, depois de uma longa e penosa viagem, um dos potes estava cheio, enquanto o pote rachado trazia só metade da água. Esta foi a sina que se repetiu ao longo de dois anos... o aguadeiro a entregar um pote e meio de água na casa do seu patrão.
O pote que era perfeito estava orgulhoso da sua façanha. O outro, porém, cada vez vivia mais envergonhado da sua imperfeição, por se sentir incapaz de produzir tanto quanto o outro. Depois de carregar durante dois anos esse sentimento de culpa, o pote rachado desabafou a sua amargura com o aguadeiro, na beira do poço:
Estou envergonhado... e quero pedir desculpas...
Desculpas, porquê? – Perguntou o homem.
Nestes dois anos, apenas consegui chegar ao destino com meia carga de água, pois esta rachadura faz com que ela vaze pelo caminho. Por causa deste meu defeito, tu precisas de fazer mais viagens a carregar água e isso aumenta o teu trabalho...
O homem ficou triste e compadecido daquele velho pote... e disse:
Quando regressarmos a casa, quero que prestes atenção à beira do caminho.
De fato, à medida que iam subindo a montanha, o velho pote rachado foi percebendo uma trilha de flores, exuberantes e belas, na beira do caminho. Achou lindo... pois nunca reparado nelas... mas isso ainda não foi suficiente para o fazer esquecer a sua angústia e, no fim da viagem, novamente pediu desculpas ao aguadeiro pela sua imprestabilidade. E o aguadeiro, paciente, explicou ao pote:
Notaste que ao longo do caminho, havia uma trilha de flores... e essa trilha era apenas do teu lado. De fato, quando eu percebi a tua rachadura, logo nas primeiras viagens, tirei proveito desse teu defeito e resolvi lançar sementes ao longo do caminho. Cada dia, ao passar, a tua rachadura deixava vazar água que regava as plantas. E, durante estes dois anos, eu tive a possibilidade de sentir o perfume das flores e apreciar a sua beleza, enquanto fazia o meu trabalho!

Entendendo o texto

 

01. Qual era o motivo da tristeza e da vergonha do pote rachado?

a) ele sentia inveja da beleza das flores que cresciam no caminho. b) ele acreditava que sua rachadura prejudicava o trabalho do aguadeiro, entregando menos água.

c) ele não gostava da vara que o aguadeiro usava para carregá-lo todos os dias.

d) ele tinha medo de que o patrão o trocasse por um pote mais novo e mais bonito.

02. Durante quanto tempo a rotina de entregar apenas um pote e meio de água se repetiu?

a) por apenas alguns meses, até o pote ser consertado.

b) durante um ano inteiro de viagens penosas.

c) ao longo de dois anos.

d) por tempo indeterminado, já que o texto não menciona datas.

03. O que o aguadeiro fez ao perceber a rachadura do pote, logo nas primeiras viagens?

a) decidiu ignorar o defeito e continuar trabalhando normalmente.

b) plantou sementes de flores apenas do lado do caminho onde o pote rachado passava.

c) tentou tapar a rachadura com barro para não desperdiçar água. d) pediu ao patrão que comprasse um pote perfeito para substituir o velho.

04. Qual foi a reação do pote rachado ao ver as flores na beira do caminho pela primeira vez?

a) ele sentiu-se imediatamente curado de sua angústia e parou de pedir desculpas.

b) ele achou as flores bonitas, mas continuou se sentindo triste por sua "imprestabilidade".

c) ele ficou com raiva por ter que carregar água para flores em vez de para o patrão.

d) ele não conseguiu ver as flores porque estava muito ocupado chorando.

05. Qual é a principal lição de moral que o aguadeiro tenta ensinar ao pote no final da história?

a) que a perfeição é a única forma de agradar ao patrão e ter sucesso no trabalho.

b) que devemos esconder nossos defeitos para que ninguém perceba nossas falhas.

c) que mesmo nossas imperfeições podem criar algo belo e útil se soubermos aproveitá-las.

d) que é melhor carregar flores do que carregar água em um deserto.

 

 

PARÁBOLA (TRADIÇÃO ORAL DO ORIENTE MÉDIO): A CARAVANA - FOLCLORE ÁRABE/PERSA - COM GABARITO

 Parábola (Tradição oral do Oriente Médio): A Caravana
                   (Folclore Árabe/Persa)


Uma caravana do deserto caminhava penosamente num terreno árido, poeirento e pedregoso. As pessoas que a compunham tinham toda fé absoluta no guia e, confiadamente, entregavam-lhe a ele todas as decisões. Gostavam de o fazer, sobretudo quando, devido ao intenso calor do sol, ele decidiu que viajassem de noite, reservando o dia para dormir.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjl1LqgmvtnI0A_0ZxWlbOwPhtGwi-AaIkHLxYKfK8AqpYR0UYvUJQ6uWu_0Sk2HVyfFAGEvkLyIyXa1FCDLXBF8ogcK_s1Zp9-E1WzBsbJceYOk0f_q4vVUJgKAz8rrDs1ffx3B9D9X2iDr0y-tvoGQ9TnQ9PBZZniH4P953aP5tRVgaWECpdpIlk4sCQ/s320/CAMELO.jpg
 


Certa noite, após uma jornada particularmente esgotada, o guia de repente, exclamou:

- Alto. Deter-nos-emos aqui por alguns momentos. Como veem, atravessamos neste momento, um terreno invulgarmente pedregoso. Quero que se abaixem e apanhem todas as pedras que condigam alcançar. Talvez consigam encher as bolsas e levá-las assim cheias para casa. Vamos depressa! Prosseguiu batendo as palmas, tendes apenas cinco minutos; passados eles, retomaremos a marcha.

- Os viajantes, que apenas desejavam um prolongado descanso e um sono repousante, pensaram que o guia tinha enlouquecido.
- Pedras? Disseram eles. Quem pensa ele que somos nós? Uma cáfila de camelos?
Somente alguns fizeram o que o guia sugerira: meteram nas bolsas uns quatro punhados de pedras soltas
- Bem, cheia! Disse o guia. Toca a andar de novo!
Enquanto continuavam a difícil caminhada, durante o resto da noite, todos se encontravam demasiado cansados para se darem ao incomodo de falar. Mas todos continuavam a perguntar a si mesmos eu poderia significar as estranhas ordens daquele guia.
Quando o sol se levantou no horizonte, a caravana deteve-se de novo. Todos armaram as suas tendas. Os poucos viajantes que tinham apanhado as referidas pedras puderam vê-las nitidamente pela primeira vez. Assombrados, começaram a gritar:
- Santo Deus! Todas elas são cores diferentes! E como brilham! Realmente são pedras preciosas!
Mas essa sensação de júbilo depressa deu lugar à outra de depressão e abatimento:
- Porque não tivemos bom senso de seguir as ordens do guia? Se assim fosse, teríamos apanhado a maior número de pedras possível!

Entendendo o texto


01. Qual era a principal característica da relação entre os viajantes e o guia no início do texto?

a) os viajantes desconfiavam de todas as rotas escolhidas pelo guia.

b) os viajantes tinham fé absoluta no guia e confiavam-lhe todas as decisões.

c) o guia era obrigado a seguir as ordens impostas pelos viajantes. d) a caravana viajava apenas durante o dia para evitar o frio da noite.

02. Por que a maioria dos viajantes reagiu com desdém à ordem de recolher pedras?

a) porque as pedras eram pesadas demais para os camelos carregarem.

b) porque eles já tinham as bolsas cheias de comida e água para a viagem.

c) porque o guia deu apenas um minuto para que eles fizessem a colheita.

d) porque eles estavam exaustos e acharam que a ordem do guia não fazia sentido.

03. O que aconteceu quando o sol nasceu e a caravana parou novamente?

a) o guia admitiu que estava louco e pediu desculpas aos viajantes. b) as pedras recolhidas transformaram-se em pó devido ao calor do sol.

c) os viajantes descobriram que as pedras eram, na verdade, pedras preciosas.

d) a caravana percebeu que tinha voltado para o mesmo lugar de onde partiu.

04. Qual sentimento substituiu a alegria daqueles que haviam recolhido as pedras?

a) medo de serem assaltados por outros viajantes da caravana.

b) raiva do guia por ele não ter explicado claramente o valor das pedras.

c) abatimento por não terem tido o bom senso de colher a maior quantidade possível.

d) alívio por não terem enchido demais as bolsas, evitando o cansaço.

05. Qual é a lição central transmitida por esta parábola?

a) que devemos aproveitar as oportunidades e confiar na sabedoria, mesmo sem entender o motivo imediato.

b) a importância de descansar durante o dia para trabalhar melhor à noite.

c) a necessidade de questionar sempre as ordens de quem está na liderança.

d) que o deserto é um lugar perigoso onde pedras comuns podem enganar a visão.


PARÁBOLA: A BOMBA D'ÁGUA - AUTORIA DESCONHECIDA - COM GABARITO

 Parábola: A bomba d’água

                 Autoria desconhecida


Um homem estava perdido no deserto, prestes a morrer de sede.
Eis que ele chegou a uma cabana velha, desmoronando, sem janelas, sem teto.
Andou por ali e encontrou uma pequena sombra onde se acomodou, fugindo do calor do sol desértico.
Olhando ao redor, viu uma velha bomba de água, bem enferrujada.
Ele se arrastou até a bomba, agarrou a manivela e começou a bombear, a bombear, a bombear sem parar.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg2NYa7TOX8rZm5hS_GIFTfvp0ai15a75CIbiQbFx6pPC_uspjDCU8KGKU7kVm3Kz0nC4dD-drw5U1WC2ILsRW90iy0PNLCYQHDlvSNl3ldyAQsCwi6p-DmfBHu0o_TJ9K3Ldo5CkDjj4mi9iuujNMGBPPg9m8d3aEUw5as7RIWSx-MdW_xWfFg3m9-HDs/s320/bomba-para-poco-artesiano-03.jpg


Nada aconteceu.
Desapontado, caiu prostrado, para trás.
E notou que ao seu lado havia uma velha garrafa. Olhou-a, limpou-a, removendo a sujeira e o pó, e leu um recado que dizia:
"Meu Amigo, você precisa primeiro preparar a bomba derramando sobre ela toda água desta garrafa.
Depois faça o favor de encher a garrafa outra vez antes de partir, para o próximo viajante.
" O homem arrancou a rolha da garrafa e, de facto, lá estava a água.
A garrafa estava quase cheia de água!
De repente, ele se viu num dilema.
Se bebesse aquela água, poderia sobreviver.
Mas se despejasse toda aquela água na velha bomba enferrujada, e ela não funcionasse morreria de sede.
Que fazer Despejar a água na velha bomba e esperar vir a ter água fresca, fria, ou beber a água da velha garrafa e desprezar a mensagem Com relutância, o homem despejou toda a água na bomba.
Em seguida, agarrou a manivela e começou a bombear... e a bomba e pôs-se a ranger e chiar sem fim. E nada aconteceu!
E a bomba foi rangendo e chiando.
Então, surgiu um fiozinho de água, depois, um pequeno fluxo e finalmente, a água jorrou com abundância! Para alívio do homem a bomba velha fez jorrar água fresca, cristalina.
Ele encheu a garrafa e bebeu dela ansiosamente.
Encheu-a outra vez e tornou a beber seu conteúdo refrescante.
Em seguida, voltou a encher a garrafa para o próximo viajante.
Encheu-a até o gargalo, arrolhou-a e acrescentou uma pequena nota:
"Creia-me, funciona.
Você precisa dar toda a água antes de poder obtê-la de volta.
" Várias lições preciosas podemos extrair desta estória ...
Quantas vezes temos medo de iniciar um novo projeto pois este demandará um enorme investimento de tempo, recursos, preparo e conhecimento.
Quantos ficam parados satisfazendo-se com pequenos resultados, quando poderiam conquistar significativas vitórias.
E você...
O que falta para despejar esta garrafa de água que você guarda e está prestes a beber e conseguir água fresca em abundância de uma nova fonte.

Para refletir!

 

Entendendo o texto

01. Qual era o dilema central enfrentado pelo homem ao encontrar a garrafa com água?

a. Decidir se usava a água para limpar a bomba enferrujada ou para se refrescar do calor.

b. Escolher entre beber a água para garantir a sobrevivência imediata ou arriscá-la na bomba para obter água em abundância.

c. Determinar se a água da garrafa estava potável ou se estava contaminada pela sujidade da cabana.

d. Escolher entre guardar a garrafa para o próximo viajante ou levá-la consigo na jornada pelo deserto.

02. O que aconteceu logo após o homem ter despejado a água na bomba e começado a bombear?

a. A água jorrou imediatamente, fria e cristalina.

b. A bomba partiu-se, deixando o homem desesperado e sem água. c. A bomba fez barulhos de ranger e chiar, e nada aconteceu num primeiro momento.

d. O homem desmaiou de cansaço antes de ver o resultado do seu esforço.

03. Que ação o homem tomou após saciar a sua sede e antes de partir?

a. Levou a garrafa cheia consigo para garantir que não passaria sede novamente.

b. Quebrou a bomba para que ninguém mais tivesse de enfrentar o mesmo dilema.

c. Escreveu uma nota a dizer que a mensagem original era mentira e que ele quase morreu.

d. Encheu a garrafa para o próximo viajante e acrescentou uma nota confirmando que o método funciona.

04. Na mensagem final que o homem escreveu, qual é a principal lição transmitida?

a. De que a água do deserto é mais fresca do que a água das cidades.

b. De que é necessário dar algo (investir/arriscar) antes de poder receber algo de volta.

c. De que nunca se deve confiar em recados deixados por estranhos em cabanas velhas.

d. De que a sorte favorece apenas aqueles que têm força física para manusear bombas velhas.

05. Segundo a reflexão final do texto, o que a "garrafa de água" simboliza na vida das pessoas?

a. Os pequenos recursos ou confortos que retemos por medo de arriscar em algo maior.

b. A sede física que sentimos quando não planeamos bem as nossas viagens.

c. O conhecimento técnico necessário para consertar equipamentos antigos.

d. A ganância de querer guardar tudo para si mesmo sem pensar no futuro.

 

PARÁBOLA SUFI (UMA VERTENTE MÍSTICA DO ISLÃ): A PEREGRINAÇÃO - COM GABARITO

 Parábola Sufi (uma vertente mística do Islã): A Peregrinação

Tradição árabe e islâmica clássica

 

O xeique Abd Allah Mubarak, encontrava-se um dia em Meca. Viu em sonho dois anjos que tinham baixado do céu e perguntavam quantos peregrinos tinham ido a Meca nesse ano.
- "Seiscentos mil" - disse um dos anjos.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgDMtVCvTF3G24RZBlQCaIIDXeM383yej9IfQ7rW9fsx-GFc7OjYjgjf7h4OMVB5Qt6dYRzJOWsB9_GqAlaytB6bIDh51U-olwEP1ZgMz2-NHe18Qin-F9_Pk9BDM-nSlNK4Kaw_9fQ3CdwxsA3dYw7IxfZL-XTIzvB5X3nG-wffcyTuLlIMOPtshZCiKc/s320/MECA.jpg


- "E a quantos lhes foi aceite a peregrinação que fizeram"? - perguntou o outro.
- "Nenhum" - respondeu o primeiro. "Contudo há em Damasco um homem chamado Ali ben Mufiq, que não veio em peregrinação a Meca; mas a sua peregrinação foi aceite e foi-lhe concedida a graça destes seiscentos mil peregrinos.
Logo que acordou, o xeique decidiu ir a Damasco procurar aquele homem. Assim que o encontrou contou-lhe o seu sonho.
Era um velho, que depois de escutar o relato pôs-se a chorar. E contou que trinta anos atrás, depois de ter economizado com muitas dificuldades, trezentas e cinquenta moedas de ouro para ir a Meca, descobriu que os seus vizinhos tinham fome. E tinha-lhes entregado esse dinheiro dizendo-lhes:
"Tomai! essa quantia é para as vossas necessidades. Essa será a minha peregrinação".

Entendendo o texto


01. Qual foi a revelação feita pelos anjos no sonho do xeique Abd Allah Mubarak?

a. Que todos os 600 mil peregrinos de Meca tiveram suas preces atendidas.

b. Que a peregrinação de nenhum dos 600 mil presentes em Meca foi aceita.

c. Que Ali ben Mufiq estava em Meca e era o peregrino mais santo de todos.

d. Que o xeique deveria parar de viajar para Damasco imediatamente.

02. Por que Ali ben Mufiq não foi a Meca, apesar de ter economizado dinheiro por trinta anos?

a. Porque ele perdeu o dinheiro em uma viagem para Damasco.

b. Porque ele decidiu que era velho demais para a longa jornada.

c. Porque ele deu suas economias para vizinhos que passavam fome.

d. Porque ele foi roubado pouco antes de iniciar sua partida.

03. O que Ali ben Mufiq quis dizer com a frase: "Essa será a minha peregrinação"?

a. Que ele planejava visitar seus vizinhos todos os anos em vez de ir a Meca.

b. Que o ato de caridade substituiria o ritual religioso da viagem física.

c. Que o dinheiro dado aos vizinhos seria devolvido para ele viajar no ano seguinte.

d. Que ele estava desistindo de sua fé e não faria mais peregrinações.

04. Como o xeique Abd Allah Mubarak reagiu ao sonho que teve?

a. Ele ignorou o sonho por considerar que anjos não falam com humanos.

b. Ele ficou em Meca tentando convencer os peregrinos a serem pessoas melhores.

c. Ele decidiu viajar até Damasco para encontrar o homem mencionado pelos anjos.

d. Ele começou a distribuir moedas de ouro para todos os pobres de Meca.

05. Qual é a principal mensagem ou "moral" transmitida por este conto?

a. A importância de economizar dinheiro por longos períodos para realizar sonhos.

b. A ideia de que sonhos com anjos sempre indicam o local de tesouros escondidos.

c. A crítica aos xeiques que viajam muito sem necessidade.

d. A ideia de que a essência da religião reside no amor ao próximo e na caridade prática.

 

 

domingo, 29 de março de 2026

PARÁBOLA: A BONECA E A ROSA BRANCA - COM GABARITO

 PARÁBOLA: A BONECA E A ROSA BRANCA


Apressada, entrei em um shopping center para comprar alguns presentes de última hora para o Natal. Olhei para toda aquela gente ao meu redor e me incomodei um pouco. "Ficarei aqui uma eternidade; com tantas coisas para fazer", pensei. O Natal já havia se transformado quase em uma doença. Estava pensando em dormir enquanto durasse o Natal. Mas me apressei o máximo que pude por entre as pessoas que estavam no shopping. Entrei numa loja de brinquedos. Mais uma vez me surpreendi reclamando para mim mesma sobre os preços. Perguntei-me se os meus netos realmente brincariam com aquilo. Parti para a seção de bonecas. 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjbENAQOEC3X7fPcUPonSaR1S935BBVdbnHZI9h2EGm0vOtgXGeV-baEmD0AxrJfv6xUCH6v4smIZJWkX7TXEh4GT-Icul_iXynca4q9oQqn7WyUqCKod5KRqDoC8JJYm0f93ZEyjKZ6qVKTRpq3Nr7lJLjc-E1p3CMwxh8Xz41N1TQcJzVBG84v2CRKDY/s320/BONECA.jpg


Em uma esquina encontrei um menino de aproximadamente 5 anos segurando uma boneca bem cara. Estava tocando seus cabelos e a segurava com muito carinho. Não pude me conter; fiquei olhando para ele fixamente e perguntava-me para quem seria a boneca que ele segurava com tanto apreço, quando dele se aproximou uma mulher que ele chamou de tia. O menino lhe perguntou: "Sabe que não tenho dinheiro suficiente?". E a mulher lhe falou com um tom impaciente: "Você sabe que não tem dinheiro suficiente para comprá-la". A mulher disse ao menino que permanecesse onde estava enquanto ela buscava outras coisas que lhe faltavam. O menino continuou segurando a boneca. Depois de um tempo, me aproximei e perguntei-lhe para quem era a boneca. Ele respondeu: "Esta é a boneca que minha irmãzinha tanto queria ganhar no Natal". Ela estava certa de que Papai Noel iria trazê-la". Então eu disse ao o menino que o Papai Noel a traria. Mas ele me disse: "Não, Papai Noel não pode ir aonde minha irmãzinha está. Eu tenho que entregá-la à minha mãe para que ela leve até a minha irmãzinha". Então eu lhe perguntei onde estava a sua irmã. O menino, com uma feição triste, falou: "Ela se foi com Jesus. Meu pai me disse que a mamãe irá encontrar-se com ela". Meu coração quase parou de bater. Voltei a olhar para o menino. Ele continuou: "Pedi ao papai para falar para a mamãe para que ela não se vá ainda. Para pedir-lhe para esperar até que eu volte do shopping". O menino me perguntou se eu gostaria de ver a sua foto e respondi-lhe que adoraria. Então, ele tirou do seu bolso algumas fotografias que tinham sido tiradas em frente ao shopping e me disse: "Vou pedir para o papai levar estas fotos para que a minha mãe nunca se esqueça de mim. Gosto muito da minha mãe, não queria que ela partisse. Mas o papai disse que ela tem que ir encontrar a minha irmãzinha". Me dei conta de que o menino havia baixado a cabeça e ficado muito calado. Enquanto ele não olhava, coloquei a mão na minha carteira e retirei algumas notas. Pedi ao menino para que contasse o dinheiro novamente. Ele se entusiasmou muito e comentou: "Eu sei que é suficiente". E começou a contar o dinheiro outra vez. O dinheiro agora era suficiente para pagar a boneca. O menino, em uma voz suave, comentou: "Graças a Jesus por dar-me dinheiro suficiente". Ele falou ainda: "Eu acabei de pedir a Jesus que me desse dinheiro suficiente para que eu comprar esta boneca para a mamãe levar até a minha irmãzinha. E Ele ouviu a minha oração. Eu queria pedir-Lhe dinheiro suficiente para comprar uma rosa branca para a minha mãe também, mas não o fiz. Mas Ele acaba de me dar o bastante para a boneca da minha irmãzinha e para a rosa da minha mãe. Ela gosta muito de rosas brancas...". Em alguns minutos a sua tia voltou e eu, desapercebidamente, fui embora. Enquanto terminava as minhas compras, com um espírito muito diferente de quando havia começado, não conseguia deixar de pensar naquele menino. Segui pensando em uma história que havia lido dias antes num jornal, a respeito de um acidente, causado por um condutor alcoolizado, no qual uma menininha falecera e sua mãe ficara em estado grave. A família estava discutindo se deveria ou não manter a mulher com vida artificial. Logo me dei conta de que aquele menino pertencia a essa família. Dois dias mais tarde li no jornal que a mulher do acidente havia sido removida das máquinas que a mantinham viva e morrido. Não conseguia tirar o menino da minha mente. Mais tarde, comprei um buquê de rosas brancas e as levei ao funeral onde estava o corpo da mulher. E ali estava; a mulher do jornal, com uma rosa branca em uma de suas mãos, uma linda boneca na outra, e a foto de seu filho no shopping. Eu chorava e chorava... Minha vida havia mudado para sempre. O amor daquele menino pela sua mãe e irmã era enorme. Em um segundo, um condutor alcoolizado havia destroçado a vida daquela criança.
"OS AMIGOS SÃO ANJOS QUE AJUDAM A COLOCAR-NOS DE PÉ NOVAMENTE QUANDO NOSSAS ASAS
SE ESQUECEM COMO VOAR"

Entendendo o texto

01. Qual era o sentimento inicial da narradora ao entrar no shopping center?

a) ela estava radiante com o espírito natalino e a decoração das lojas.

b) ela sentia-se apressada, incomodada com a multidão e reclamava dos preços.

c) ela estava emocionada por comprar o primeiro presente de seus netos.

d) ela sentia-se generosa e buscava alguém para ajudar financeiramente.

 

02. Por que o menino dizia que o Papai Noel não poderia entregar a boneca para sua irmã?

a) porque a irmã era muito malcriada e não merecia ganhar presentes.

b) porque o Papai Noel não tinha dinheiro suficiente para comprar aquela boneca cara.

c) porque a irmãzinha havia morrido ("se foi com Jesus") e o Papai Noel não poderia ir até lá.

d) porque a tia do menino o proibiu de acreditar em figuras lendárias como o Papai Noel.

03. Qual era o plano do menino para que a boneca e as fotos chegassem até a sua irmã?

a) ele daria a boneca e as fotos para sua mãe, que também estava para partir para encontrar a irmã.

b) ele pretendia enviá-las pelo correio para um endereço especial no céu.

c) ele entregaria os objetos para a tia levar no dia do enterro da irmã.

d) ele planejava enterrar os presentes no quintal de sua casa para que a irmã os encontrasse.

04. Como o menino conseguiu o dinheiro que faltava para comprar a boneca e a rosa branca?

a) a tia dele se arrependeu e deu o dinheiro necessário antes de ir embora.

b) a narradora colocou notas na carteira do menino sem que ele percebesse enquanto ele não olhava.

c) ele encontrou uma nota de alto valor perdida no chão da seção de brinquedos.

d) o gerente da loja de brinquedos decidiu dar um desconto especial ao ver a tristeza do menino.

 

05. O que aconteceu na vida do menino que foi relatado no jornal lido pela narradora?

a) um incêndio na casa da família que destruiu todos os brinquedos de Natal.

b) a vitória do menino em um concurso de fotografia realizado no shopping center.

c) o desaparecimento da mãe do menino após uma discussão familiar no Natal.

d) um acidente causado por um condutor alcoolizado que matou a irmã e deixou a mãe em estado grave.

 

06. O que a narradora encontrou ao visitar o funeral da mãe do menino?

a) a tia do menino chorando e pedindo perdão por ter sido impaciente na loja.

b) o menino segurando um novo buquê de rosas brancas e sorrindo para as fotos.

c) o corpo da mulher com uma rosa branca, a boneca e a foto do filho no shopping.

d) apenas um caixão vazio, pois a família decidira não fazer um funeral aberto.

 

07. Qual foi a principal mudança causada na narradora após esse encontro?

a) ela decidiu que nunca mais voltaria a frequentar shopping centers no Natal.

b) ela passou a odiar o Natal ainda mais devido à tragédia daquela família.

c) sua vida mudou para sempre ao presenciar o enorme amor e a fé daquela criança.

d) ela resolveu tornar-se uma escritora de notícias policiais para o jornal local.

 

PARÁBOLA BUDISTA: A MELHOR DAS ARMAS - COM GABARITO

 Parábola budista – A melhor das armas

 Havia um príncipe muito hábil no manejo de cinco armas. Um dia, ao retornar dos treinamentos, encontrou um monstro de pele invulnerável, que avançou sobre o príncipe.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjR20vODXZHvjXVBvuqCumQUPsV1Gu05e1DMd1rmeyxseF99FSFgJmdgIChN70wm8sVgVjmcO3DjYg-4oZV25X4DHKmOWfjAHE6Njc0FZCKz8mhYpa4U_VfI6uZe0P_hkq7qCzphKN6TF0-jNm2IPqah6yWIyit6wXM-7jrReuoIirNuKhWsVp9VzbB-Ho/s320/PRINCIPE.jpg


Este atirou uma flecha contra o monstro, sem conseguir causar-lhe danos. Depois lhe atirou uma lança que não penetrou na grossa pele da fera. Em seguida, atirou-lhe uma barra e um dardo que não chegaram a ferir o monstro. Brandiu-lhe a espada, mas ela se quebrou.
O príncipe, então, atacou o monstro com punhos e pés, mas em vão, pois o monstro o agarrou com seus enormes braços e o manteve afastado. Persistente e corajoso, o príncipe tentou usar a cabeça como arma, mas foi em vão.
O monstro disse: - É inútil resistir; eu vou devorá-lo.
O príncipe respondeu: - Não pense que estou sem recursos; tenho uma arma escondida. Se me devorar, eu o destruirei de dentro de seu estômago.
A coragem do príncipe abalou o monstro, que lhe perguntou: - Como você fará isso?
O príncipe respondeu: - Com o poder da Verdade.
Então o monstro soltou o príncipe, pedindo a ele que lhe ensinasse a Verdade.

 

Entendendo o texto

 

01. Quais foram as primeiras tentativas do príncipe para derrotar o monstro de pele invulnerável?

a) ele tentou usar o poder da meditação para acalmar a fera.

b) ele utilizou diversas armas físicas, como flecha, lança, barra, dardo e espada.

c) ele tentou oferecer tesouros e joias em troca de sua liberdade.

d) ele fugiu para a floresta para buscar reforços de outros soldados.

 

02. O que aconteceu quando o príncipe decidiu atacar o monstro usando o próprio corpo (punhos, pés e cabeça)?

a) o monstro sentiu dor pela primeira vez e recuou para a caverna. b) as partes do corpo do príncipe tornaram-se mágicas e atravessaram a pele da fera.

c) os ataques foram em vão, e o monstro agarrou o príncipe com seus enormes braços.

d) o príncipe conseguiu derrubar o monstro apenas com a força de sua cabeça.

 

03. Qual foi a estratégia final do príncipe quando o monstro ameaçou devorá-lo?

a) ele afirmou ter uma arma escondida que destruiria o monstro de dentro do estômago.

b) ele implorou por misericórdia e prometeu ser escravo do monstro para sempre.

c) ele fingiu estar morto para que o monstro perdesse o interesse em comê-lo.

d) ele disse que seu sangue era venenoso e que o monstro morreria se o provasse.

 

04. Que "arma" específica o príncipe revelou possuir e que acabou abalando a confiança do monstro?

a) uma adaga de diamante escondida sob suas vestes nobres.

b) o poder da Verdade.

c) uma poção mágica que transformava monstros em pedras.

d) o domínio da técnica de luta invisível aprendida nos treinamentos.

 

05. Qual foi a reação final do monstro ao ouvir as palavras do príncipe e perceber sua coragem?

a) o monstro devorou o príncipe rapidamente para testar se a ameaça era real.

b) o monstro riu da arrogância do príncipe e o transformou em uma estátua.

c) o monstro fugiu apavorado para nunca mais retornar àquela região.

d) o monstro soltou o príncipe e pediu que ele lhe ensinasse a Verdade.

 

 

 

 

PARÁBOLA: DESAFIO - COM GABARITO

 PARÁBOLA: DESAFIO

 Ouvi uma antiga parábola - deve ser muito antiga, porque naquela época Deus costumava morar na Terra...

Um dia um velho fazendeiro veio a Deus e disse:
"Olha, você pode ser Deus e ter criado o mundo, mas preciso lhe dizer uma coisa: você não é fazendeiro, e não sabe nem o abc da agricultura. Você tem muito o que aprender."
Deus disse:
"O que você sugere?"

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrIxIR9BC_8yPFL2Lr3Ho_BmlMYh9BfIneOcG1-BTnjne6AB_OdDTZOcXoKxeFHlzuB_09TesjiAl9Y5e-xhQjBEXg7iPtkUxkTf4zftGJmm4cEI-ofKx83J1y3Hd_I_s2SK6C20UiRMd177LLa4GFJ3dnG0_SULzCEEDEvbCHswdsWwveDwgNHOgPb5E/s320/FAZENDA.jpg


O fazendeiro respondeu:
"Dê-me um ano e permita que as coisas sejam de acordo comigo, e veja o que acontece. Não haverá mais pobreza!"
Deus concordou, e um ano foi dado ao fazendeiro. Naturalmente ele pediu o melhor, pensava somente no melhor - nada de trovões, nada de ventos fortes, nenhum perigo para a safra. Tudo confortável e aconchegante, e ele estava muito feliz. O milho estava crescendo tanto!
Quando queria sol, havia sol, quando queria chuva, havia chuva, o quanto quisesse. Nesse ano, tudo estava certo, matematicamente certo. O trigo crescendo tanto...
O fazendeiro ia a Deus e dizia:
"Olhe! Dessa vez a safra será tão grande, que por dez anos, mesmo que as pessoas não trabalhem, haverá comida suficiente!"
Mas quando fizeram a colheita, não havia grãos. O fazendeiro ficou surpreso. Ele perguntou a Deus:
"O que aconteceu, o que saiu errado?"
Deus disse:
"Por não existir nenhum desafio, nenhum conflito, nenhuma fricção, já que você evitou tudo de ruim, o trigo permaneceu impotente. Uma pequena fricção é uma necessidade. As tempestades são necessárias, os trovões e os raios são necessários. Eles agitam a alma dentro do trigo!"
Esta parábola tem um valor imenso.
Se você for apenas feliz, e feliz, a felicidade perderá todo o sentido. Será como se alguém estivesse escrevendo com giz branco em uma parede branca - ele pode continuar a escrever, mas ninguém será capaz de ler. A noite é tão necessária quanto o dia. E os dias de tristeza são tão essenciais quanto os dias de felicidade. Isto eu chamo de compreensão. E lentamente, quanto mais você percebe o ritmo da dualidade, o ritmo da polaridade, você para de pedir, para de escolher. E você descobriu o segredo.
Viva com este segredo, e de repente ficará surpreso: Como as bênçãos da vida são imensas! O quanto é derramado sobre você a cada momento! Mas você tem vivido em suas expectativas, em seus pequenos, insignificantes desejos triviais, e porque as coisas não se ajustavam a seus desejos, você ficava infeliz.
Quando você segue a natureza das coisas, não existe nenhuma sombra. Então, mesmo a tristeza é luminosa. Não é que a tristeza não virá; ela virá, mas não será sua inimiga. Você a acolherá, porque verá sua necessidade. Você será capaz de ver sua graça, será capaz de ver porque ela está ali e porque é necessária. E sem ela você será menos, não mais.

Entendendo o texto

01. Qual foi o argumento utilizado pelo fazendeiro para convencer Deus a lhe dar o controle sobre a natureza por um ano?

a) ele afirmou que as pragas estavam destruindo a criação de Deus e precisavam ser extintas.

b) ele declarou que Deus não entendia de agricultura e que, sob seu controle, não haveria mais pobreza.

c) ele sugeriu que a terra precisava de mais tempestades e trovões para que o milho crescesse.

d) ele queria provar que o trigo era uma planta que não precisava de água para sobreviver.

02. Durante o ano em que o fazendeiro controlou o clima, como ele organizou os fenômenos naturais?

a) ele alternou períodos de secas extremas com grandes inundações para testar o solo.

b) ele pediu que houvesse apenas trovões e ventos fortes para fortalecer as raízes.

c) ele escolheu apenas o que considerava melhor, como sol e chuva na medida exata, sem nenhum perigo ou tempestade.

d) ele deixou que a natureza seguisse seu curso original, intervindo apenas no momento da colheita.

03. Qual foi a grande surpresa do fazendeiro ao realizar a colheita no final do ano?

a) a safra foi tão gigantesca que não havia espaço suficiente nos armazéns para guardar o trigo.

b) as plantas cresceram muito, porém, ao colher, ele percebeu que não havia grãos dentro delas.

c) os grãos de trigo transformaram-se em ouro puro devido à intervenção divina.

d) o milho e o trigo secaram completamente antes mesmo de crescerem alguns centímetros.

04. Segundo a explicação de Deus, por que o trigo permaneceu "impotente" e sem frutos?

a) porque o fazendeiro esqueceu de pedir a Deus que colocasse sementes na terra.

b) porque o sol brilhou intensamente durante todos os dias, queimando o interior das plantas.

c) porque não houve desafio, conflito ou fricção; as tempestades e trovões eram necessários para "agitar a alma" do trigo.

d) porque a terra ficou cansada de obedecer às ordens de um homem em vez de obedecer a Deus. 

05. Qual é a principal lição moral ou "segredo" que a parábola tenta transmitir ao leitor?

a) que a dualidade da vida, incluindo a tristeza e os desafios, é essencial para o crescimento e para dar sentido à felicidade.

b) que devemos evitar qualquer tipo de tristeza ou conflito para alcançar a verdadeira iluminação.

c) que a felicidade só faz sentido se for constante, tal como giz branco escrevendo em uma parede branca.

d) que o ser humano deve sempre tentar controlar a natureza para evitar desastres naturais.

 

 

PARÁBOLA BUDISTA: A JOIA NA CABEÇA - COM GABARITO

 Parábola  budista: A joia na cabeça

Certa vez havia um grande e santo rei! que tinha uma imensa força e um coração extremamente amável. Ele foi o supremo entre os reis e era considerado de uma maneira altamente honrada que não era apropriado a ninguém. As pessoas chamavam-no de Rei Girador da Roda porque tinha recebido uma roda de joias dos céus que girava enquanto governava o seu domínio e porque parecia como um sagrado e santo homem.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj0dNfO4ww10JR_C6g8MvWpKWYE1hCxa1dLvvgCmSbwSO6yvJRnQZPze5jSY2CMjZi_rWulee5kXOK4zTl-4TOX7gSlhfd-ijYWO4DoIGAEgVDi8g4DuZPdfDpcYOhimMhiOkFIK03LYA005RbdRNSoN-bHZ2xDo0ap5ZFv0QejAMywZXj-g2n01VP5i6k/s320/BUDISTA.jpg


Ele foi um fino governante, e quando encontrava um estado que era dominado pelo mau, empreendia uma guerra contra ele e esmagava-o. Lutou continuamente: contra esses maus estados até que os subjugou a todos.
O Rei ficava muito contente em ver alguns dos seus soldados distinguir-se na guerra. De acordo com os seus méritos, dava-lhes vários tesouros como ouro, prata, conchas, ágata, coral e âmbar, ou almofadas, casas, vilas e cidades. Ele também distribuiu elefantes, cavalos e veículos aos que foram dignos. Cada vez que os soldados eram recompensados com presentes honráveis do rei, eles se vangloriavam, dizendo:
- Recebi anéis dourados e colares do Rei Girador da Roda.
- Ele me deu um fabuloso elefante e uma carreta de boi, elogiando a minha brava luta na guerra.
- Foram roupas desta vez para mim. Mas ainda conseguirei muito mais na próxima vez por minha valiosa luta.
- Mas os senhores não me superam. Estarei lutando com todas as minhas forças também.
Ele, contudo, não lhes deu uma brilhante gema que mantinha em sua cabeça porque a gema era a única da sua espécie no mundo. Se desse a alguém, seus seguidores poderiam ficar chocados.
Sakyamuni então explicou a história a Manjusri: "Manjusri! Eu, o Buda, tenho guardado o Sutra de Lótus cuidadosamente em meu coração e não contei a ninguém a respeito dele. Neste sentido sou como o Rei Girador da Roda que deu muitos tesouros aos seus soldados, mas que escondeu a mais valiosa gema. Eu, como o rei, tenho lutado e vencido muitos demônios. Muitos dos meus discípulos também lutam contra eles. Dei-lhes muitos tesouros da Lei e trouxe-os mais próximos da iluminação, mas não lhes ensinei o Sutra de Lótus que é a quintessência de toda Lei budista.
"Não disse anteriormente aos meus seguidores sobre o Sutra de Lótus porque ele poderiam não ter compreendido. Num mundo que está dominado pela mal e pela ignorância, as pessoas não têm a capacidade de compreender essa doutrina profunda. Assim foi necessário empreender a guerra e destruir o mal. Assim fazendo, foi possível ensinar gradualmente as pessoas, cada vez mais a respeito do verdadeiro estado de vida. Uma vez que as suas visões errôneas da realidade e a sua ignorância sejam revertidas, eles se tornarão mais receptivos e menos céticos daquilo que agora desejo lhes ensinar.
"Um dia o Rei Girador da Roda. viu um soldado de extraordinário mérito e deu-lhe aquela preciosa gema. Sou como esse rei. 0 Sutra de Lótus é o mais excelente e profundo de todos os ensinos pregados pelos Budas. Estou, portanto, expondo-o finalmente tal conto o rei que, somente no final, deu a brilhante gema a aquele que foi o seu mais digno seguidor.
" Manjusri! 0 Sutra de Lótus é o depósito do secreto saber do Buda. Está acima de todos os outros sutras e ensinos. Eu, portanto, conservei-o secreto e abstive-me de revelá-lo por um longo tempo. Agora estou pronto para o expor a toda a humanidade pela primeira vez! "

Esta história é uma das sete parábolas ensinadas no Sutra de Lótus, que aparece no décimo-quarto capitulo, '"Anrakugyohon". Ela mostra o principio de "kaigon kenjitsu" - Substituir os ensinos provisórios com o verdadeiro, que é, naturalmente, o Sutra de Lótus.

Entendendo o texto

01. Por que o Rei Girador da Roda não entregava a gema de sua cabeça aos soldados logo no início?

a) porque a gema não tinha valor comercial e os soldados preferiam ouro e prata.

b) porque a gema era a única de sua espécie e sua entrega poderia causar choque ou incompreensão nos seguidores.

c) porque o rei pretendia vendê-la para financiar novas guerras contra os estados maus.

d) porque os soldados já estavam satisfeitos com os elefantes e carretas de boi que recebiam.

02. Na analogia feita por Sakyamuni, quem representa os "soldados" que lutam na guerra?

a) os demônios que dominam os estados maus e espalham a ignorância.

b) os reis de outros domínios que tentam roubar a roda de joias dos céus.

c) os discípulos de Buda que lutam contra o mal e buscam a iluminação.

d) as pessoas comuns que não acreditam em nenhuma doutrina religiosa.

 

03. O que o "Sutra de Lótus" representa dentro da parábola contada por Buda?

a) representa os tesouros comuns, como o coral e o âmbar, dados aos iniciantes.

b) representa a roda de joias que o rei recebeu dos céus para governar.

c) representa os elefantes e cavalos usados para subjugar os estados inimigos.

d) representa a gema preciosa e secreta que o rei guardava em sua cabeça.

 

04. Qual foi o motivo apresentado por Buda para manter o Sutra de Lótus em segredo durante tanto tempo?

a) porque ele ainda não tinha escrito os versos finais da doutrina.

b) porque as pessoas, dominadas pelo mal e pela ignorância, não tinham capacidade para compreender uma doutrina tão profunda.

c) porque ele temia que outros reis roubassem o segredo da imortalidade contido no livro.

d) porque o Rei Girador da Roda o proibiu de contar o segredo antes da próxima guerra.

 

05. O que simboliza o momento em que o rei finalmente entrega a gema ao soldado de "extraordinário mérito"?

a) o fim de todas as guerras e a destruição total de todos os soldados.

b) a substituição dos ensinos provisórios pelo ensino verdadeiro e definitivo (kaigon kenjitsu).

c) a desistência do rei em continuar governando seu domínio com a roda de joias.

d) a necessidade de o rei comprar a lealdade de seus súditos em um momento de crise.