sexta-feira, 7 de agosto de 2026

MÚSICA (ATIVIDADES): SUTILMENTE - SKANK - COM GABARITO

 Música (Atividades): Sutilmente

            Skank

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiWGZvKtdXnEg2OQplttv9i6ZLE49oQFmuzsatmb_6tfd4W822VeHomcnjKKs6VhCejGz5yBMXsSuPDgGNq76CKRyYk0AUdQDpEwQeoJD8xdEGUQ-GPT_FCigyCZ3j7O4VAeXxCoI9k6JbqG7SD0St8wcGzANbMr1PRg8DjQIbkYf6tezqzmYogki2Hwmw/s320/images.jpg
 

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste

E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce, é
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti
Dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste

E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce, é
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti
Dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti, yeah

Composição: Nando Reis, Samuel Rosa.

Entendendo a música:

01 – No trecho "E quando eu estiver triste / Simplesmente me abrace", a oração em destaque expressa uma circunstância de:

a) Causa.

b) Tempo.

c) Condição.

d) Consequência.

02 – Releia a estrofe:

"E quando eu estiver bobo

Sutilmente disfarce, é

Mas quando eu estiver morto

Suplico que não me mate, não"

        A palavra "Mas" estabelece que tipo de relação com o restante do texto?

a) Adição de ideias.

b) Oposição e quebra de expectativa.

c) Explicação de um motivo.

d) Alternância de opções.

03 – Observe os advérbios destacados ao longo da letra: simplesmente, subitamente, suavemente, sutilmente. Qual é o papel desses advérbios de modo na construção do sentido do texto?

      Os advérbios indicam a maneira exata ou a delicadeza com que a outra pessoa deve agir diante de cada estado emocional do eu lírico. Eles demonstram a busca por equilíbrio, tato e sensibilidade na relação, ajustando o comportamento do parceiro ao momento vivido.

04 – Na frase "Suplico que não me mate", a oração destacada em negrito é classificada como:

a) Oração subordinada adverbial final.

b) Oração subordinada substantiva objetiva direta.

c) Oração coordenada sindética explicativa.

d) Oração subordinada adjetiva explicativa.

05 – No verso "Mesmo que o mundo acabe, enfim / Dentro de tudo que cabe em ti", a expressão "Mesmo que" introduz uma ideia de:

a) Concessão (ideia de um obstáculo que não impede a ação).

b) Comparação (igualdade entre duas situações).

c) Proporção (duas ações que mudam juntas).

d) Finalidade (objetivo a ser alcançado).

 

 

 

CONTO: BOB, UM GATO FORA DO NORMAL - JAMES BOWEN - COM GABARITO

 Conto: Bob, um gato fora do normal

           BOWEN, James

        Há uma citação famosa que diz que recebemos uma segunda chance todos os dias, mas geralmente não a aproveitamos. Passei grande parte de minha existência provando que isso é verdade. Mas tudo mudou no começo da primavera de 2007, quando me tornei amigo de um gato, o Bob.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdWOhM6LanUvBKgO4EDNm9423xFhSVpi2jDZb0CZU4X7AymmtQNkQX_F5bE3x7jfM2cko40kPBSu2otHM-LxcY8uQr9JKRhuYMc8dCul0Ti14jojdDKZVsZwoRhFQ3nKr-vEZwblQkZKC26VJaw2y-sSbJE7e4A9170ggQ5KVVCEhSM_DsqR53PUO0CsQ/s320/images.jpg


        Conheci Bob numa noite sombria. Era uma quinta-feira de março. Havia previsão de geada, por isso cheguei em casa, no norte de Londres, um pouco mais cedo do que de costume, após mais um dia nas ruas movimentadas de Covent Garden.

        O elevador do meu prédio não estava funcionando, então minha amiga Belle e eu seguimos em direção à escada. A lâmpada estava quebrada, e o hall de entrada, escuro como breu, mas não pude deixar de notar um par de olhos reluzindo na escuridão. Um gato laranja estava enrolado sobre um capacho, do lado de fora de um dos apartamentos do térreo. Era um macho.

        Ele me encarou com um olhar inteligente. “Então, quem é você e o que faz aqui?”, parecia perguntar.

        Eu me ajoelhei.

        — Olá, companheiro. Nunca te vi antes. Você mora aqui?

        Ele continuou me encarando, me analisando. Fiz carinho no seu pescoço, em parte para ficar amigo dele e, por outro lado, para saber se usava coleira. Não usava.

        Ele adorou a atenção. Seu pelo era desigual, havia falhas em alguns lugares, e ele estava visivelmente faminto. Pelo modo como encostou em mim, pude perceber que precisava de um amigo. 

        — Acho que é um gato de rua — eu disse a Belle.

        Belle sabia que eu adorava gatos.

        — Você não pode ficar com ele, James — ela me advertiu, apontando para o capacho onde o gato estava sentado. — Provavelmente ele pertença a alguém aqui do prédio.

        Ela estava certa. A última coisa de que eu precisava naquele momento da minha vida era de um gato. Já estava bem difícil tomar conta de mim mesmo.

        Na manhã seguinte, o gato ainda estava lá. Fiz novamente um carinho nele, que ronronou, agradecendo a atenção.

        Com a luz do dia, pude perceber que era um animal lindo. Tinha um rosto impressionante, com penetrantes olhos verdes. A julgar pelos arranhões em suas patas e no focinho, devia ter-se envolvido em alguma briga ou acidente. Seu pelo era ralo e espetado, havia buracos em vários lugares. Fiquei realmente preocupado com o bichano.

        Pare de se preocupar com o gato; em vez disso, preocupe-se com você mesmo, pensei. Contrariado, me afastei e fui pegar o ônibus para o distrito de Covent Garden, onde tentaria ganhar alguns trocados me apresentando na rua.

        Ao voltar para casa, já era tarde — quase dez horas. Desci apressado pelo corredor para ver se encontrava o tal gato laranja, mas ele havia ido embora. Parte de mim ficou desapontada, porém, mais do que tudo, fiquei aliviado.

        No dia seguinte, meu coração deu um pulo ao vê-lo novamente, no mesmo lugar. Ele estava mais fraco e mais desgrenhado que nunca. Parecia faminto e com frio, pois estava tremendo.

        Talvez estivesse na hora de Bob encontrar um novo dono. Talvez ele tenha encontrado em mim sua alma gêmea.

        Foi, então, que tomei uma decisão ali mesmo.

        — Vem comigo! — exclamei.

        Senti algo muito bom por ele estar ali no meu apartamento. Eu tinha agora uma companhia.

Novo Conceito. Extraído e adaptado de BOWEN, James. Bob, um gato fora do normal. Ribeirão Preto: Conceito. Ed. 2014.

Entendendo o conto:

01 – De acordo com o texto, qual o significado das palavras abaixo:

-- Hall – corredor de passagem para chegar a algum lugar.

-- Breu – escuro.

-- Ronronou – produziu ruído (os felinos).

02 – Considerando o texto, não se pode afirmar que se trata:

a) da carência de um jovem que precisa de cuidados.

b) das chances que podemos receber da vida.

c) do encontro de um jovem e de um gato perdido.

d) dos maus-tratos sofridos por animais de rua.

e) do afeto entre pessoas e animais.

03 – Enumere as frases abaixo de acordo com a ordem em que os fatos aparecem no texto. Depois, escolha a alternativa que corresponda à resposta correta.

( ) James e Belle viram, pela primeira vez, o gato laranja porque precisaram usar a escada do prédio.

( ) James ficou desapontado, mas, principalmente, aliviado quando não encontrou o gato laranja no corredor.

( ) A previsão de mau tempo levou James a voltar para casa mais cedo do que de costume.

(  ) O rapaz fez carinho no pescoço do animal para ficar seu amigo e, também, para saber se usava coleira.

(  ) A companhia do gato, em seu apartamento, provocou em James uma sensação boa.

a) 2 – 4 – 1 – 3 – 5.          

b) 3 – 1 – 4 – 5 – 2.

c) 1 – 3 – 5 – 2 – 4.          

d) 2 – 4 – 3 – 1 – 5.    

e) 3 – 4 – 2 – 1 – 5.

04 – Analise os trechos sublinhados das frases abaixo e marque (F) se indicar um FATO ou (O) uma OPINIÃO sobre determinado fato. Depois, escolha a alternativa que corresponda à resposta correta.

( ) “Ele me encarou com um olhar inteligente.”

( ) “Na manhã seguinte, o gato ainda estava lá.”

( ) “Desci apressado pelo corredor para ver se encontrava o tal gato laranja, mas ele havia ido embora.”

( ) “Senti algo muito bom por ele estar ali no meu apartamento.”

( ) “Eu tinha agora uma companhia.”

a) F – F – O – O – F        

b) O – F – O – F – O

c) O – F – F – O – F        

d) O – O – F – F – O       

e) F – O – O – F – F.

05 – Se o narrador da história fosse Belle, a frase “Contrariado, me afastei e fui pegar o ônibus para o distrito de Covent Garden, onde tentaria ganhar alguns trocados me apresentando na rua” poderia ser reescrita, mantendo a coerência, como:

a) Contrariado, se afastou e foi pegar o ônibus para o distrito de Covent Garden, onde tentaria ganhar alguns trocados me apresentando na rua.

b) Contrariada, me afastei e fui pegar o ônibus para o distrito de Covent Garden, onde tentaria ganhar alguns trocados me apresentando na rua.

c) Contrariado, se afastou e foi pegar o ônibus para o distrito de Covent Garden, onde tentaria ganhar alguns trocados se apresentando na rua.

d) Contrariados, nos afastamos e fomos pegar o ônibus para o distrito de Covent Garden, onde tentaríamos ganhar alguns trocados nos apresentando na rua.

e) Contrariada, se afastei e foi pegar o ônibus para o distrito de Covent Garden, onde tentaria ganhar alguns trocados se apresentando na rua.

06 – Em “Passei grande parte de minha existência provando que isso é verdade”, o pronome isso se refere:

a) à imensa sorte de recebermos chances todos os dias da nossa vida sem valorizarmos essa excelente oportunidade.

b) às chances perdidas no decorrer das nossas vidas.

c) à ideia de recebermos uma segunda chance todos os dias, e, de modo geral, não a aproveitarmos.

d) à prova de que uma segunda chance deve ser aproveitada.

e) à amizade entre James e Bob.

07 – Em “Conheci Bob numa noite sombria. Era uma quinta-feira de março. Havia previsão de geada, por isso cheguei em casa, no norte de Londres, um pouco mais cedo do que de costume, após mais um dia nas ruas movimentadas de Covent Garden”, os termos em negrito podem ser substituídos, sem mudar o sentido do texto, respectivamente, por:

a) escura – habitualmente.          

b) fria – usualmente.

c) triste – sempre.                         

d) cinzenta – ontem.

e) desanimadora – diariamente.

08 – A partir da leitura do texto e da passagem “… tentaria ganhar alguns trocados me apresentando na rua”, pode-se entender que James:

a) se distrai com as suas apresentações pelas ruas do distrito de Convent Garden.

b) vai para as ruas para alegrar as pessoas que transitam por elas.

c) faz apresentações pelas ruas do distrito para se tornar um artista.

d) tem uma ONG que protege animais de rua.

e) se apresenta nas ruas porque precisa ganhar dinheiro

TEXTO: SAPOS, RÃS, PERERECAS E CIÊNCIA CIDADÃ - FRAGMENTO - JOÃO V. LACERDA - COM GABARITO

 Texto: Sapos, rãs, pererecas e ciência cidadã – Fragmento

 

        [...]

        De repente, um toc-toc-toc à noite, perto do brejo, chama a atenção. “Quem bate?” Na verdade, a pergunta deveria ser: “quem coaxa?”, porque o som é típico da perereca-martelo. Na sequência, ouve-se um “fiu-fiu-fiu”. Seria um passarinho caído da árvore? Que nada! É a rãzinha-assobiadora, que não se contém de alegria depois de um banho de chuva.

 

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgDl42EZhFHSXN4IZQrTDs162ScbyxklEH4u3TOE7Nw-Iv0GZcpHWycz-U4HugKjUFJJgAL5a8iWYAj2dKLeB3fj85jUU4gLfOOq9r6Pb8YLsGWNAhbIlta5jH_yX5Knq4dMhS-6SluJI7FoZkuhek95uVJ2k5BAzO6nODl84m8wFzk8aCUfzhVmmbdWLU/s320/images.jpg  

LACERDA, João V.; GHILARDI-LOPES, Natalia P. Sapos, rãs, pererecas e ciência cidadã. Ciência Hoje das Crianças, Rio de Janeiro, n. 353, abr. 2024. Disponível em: https://chc. org.br/artigo/sapos-ras-pererecas-e-ciencia-cidada/. Acesso em: 26 maio 2026.

 

Entendendo o texto:

01 – As expressões destacadas no texto são exemplos de:

a) metáforas.

b) onomatopeias.

c) comparações.

d) personificações.

 

02 – Ao descobrir que o som não é produzido por alguém “batendo”, mas por um animal, o texto provoca no leitor:

a) medo e preocupação.

b) curiosidade e surpresa.

c) tristeza e desânimo.

d) indiferença e distração.

 

ORAÇÕES COORDENADAS - TIRINHA - COM GABARITO

 Orações Coordenadas – Tirinha

Leia a tirinha do cartunista Jean Galvão:

 


Entendendo a tirinha:

01 – Os amigos se distanciarem e só se encontrarem muito tempo depois é comum. Contudo, essa tirinha nos surpreende, com a intenção de provocar humor. Em que quadrinho ficamos sabendo o real motivo do afastamento dos dois amigos? Explique.

      No 4º quadrinho. Ao bater o "tá" no 3º quadrinho e começar a contar no 4º quadrinho, revela-se o verdadeiro motivo da procura.

 

02 – Há uma conjunção que colabora para a mudança de expectativa do leitor. Que conjunção é essa e que ideia ela expressa? Explique.

      É a conjunção "mas" ("Mas finalmente te achei..."). Ela expressa uma ideia de oposição/adversidade.

 

03 – A conjunção e pode expressar outras ideias além da adição, como adversidade e conclusão. Que ideia essa conjunção expressa no terceiro quadrinho? 

      No terceiro quadrinho ("...te achei e agora está com você!"), a conjunção "e" expressa uma ideia de conclusão (ou consequência / sequência temporal).

 

04 – Reescreva o período do terceiro quadrinho, substituindo a conjunção e por outra, conforme a resposta dada na questão 3. Classifique as orações.

      "Mas finalmente te achei, portanto agora está com você!" (ou "por isso", "logo").

      "Mas finalmente te achei": Oração coordenada sindética adversativa (devido ao "mas" no início).

      "agora está com você": Oração coordenada sindética conclusiva (pela introdução da conjunção "portanto" / "logo").

 

05 – Nos itens abaixo, reúna cada par de orações em um único período, usando uma conjunção que explicite adequadamente a relação lógico-semântica entre elas, depois indique se essa relação é de adição, oposição, alternância, conclusão ou explicação.

a) Sabemos muito sobre o universo. Às vezes, não sabemos o nome do nosso vizinho.

      Período reunido: Sabemos muito sobre o universo, mas às vezes não sabemos o nome do nosso vizinho. (ou "porém", "contudo")

      Relação: Oposição (Adversidade).

b) Com a falta de chuvas a vegetação rasteira secou. O perigo de incêndio era constante.

      Período reunido: Com a falta de chuvas a vegetação rasteira secou, por isso o perigo de incêndio era constante. (ou "portanto", "logo")

      Relação: Conclusão.

c) Lute com toda disposição do mundo. Desista de seus sonhos.

      Período reunido: Lute com toda disposição do mundo ou desista de seus sonhos.

      Relação: Alternância.

d) Lute com toda disposição do mundo. A realização de seus sonhos depende só de você.

      Período reunido: Lute com toda disposição do mundo, pois a realização de seus sonhos depende só de você. (ou "porque", "já que")

      Relação: Explicação.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

POEMA: BOM DIA, TODAS AS CORES! RUTH ROCHA - COM GABARITO

 Poema: Bom Dia, Todas as Cores! 

             Ruth Rocha

Meu amigo Camaleão acordou de bom humor.
-- Bom dia, sol, bom dia, flores,
bom dia, todas as cores!

Lavou o rosto numa folha
Cheia de orvalho, mudou sua cor
Para a cor-de-rosa, que ele achava
A mais bonita de todas, e saiu para
O sol, contente da vida.

Meu amigo Camaleão estava feliz
Porque tinha chegado a primavera.
E o sol, finalmente, depois de
Um inverno longo e frio, brilhava,
Alegre, no céu.
-- Eu hoje estou de bem com a vida
-- Ele disse. – quero ser bonzinho
Pra todo mundo...

Logo que saiu de casa,
O Camaleão encontrou
O professor pernilongo.
O professor pernilongo toca
Violino na orquestra
Do Teatro Florestal.
-- Bom dia, professor!
Como vai o senhor?
-- Bom dia, Camaleão!
Mas o que é isso, meu irmão?
Por que é que mudou de cor?
Essa cor não lhe cai bem...
Olhe para o azul do céu.
Por que não fica azul também?

O Camaleão,
Amável como ele era,
Resolveu ficar azul
Como o céu da primavera...

Até que numa clareira
O Camaleão encontrou
O sabiá-laranjeira:
-- Meu amigo Camaleão,
Muito bom dia e você!
Mas que cor é essa agora?
O amigo está azul por quê?

E o sabiá explicou
Que a cor mais linda do mundo
Era a cor alaranjada,
Cor de laranja, dourada.

Nosso amigo, bem depressa,
Resolveu mudar de cor.
Ficou logo alaranjado,
Louro, laranja, dourado.
E cantando, alegremente,
Lá se foi, ainda contente...

Na pracinha da floresta,
Saindo da capelinha,
Vinha o senhor louva-a-deus,
Mais a família inteirinha.
Ele é um senhor muito sério,
Que não gosta de gracinha.
-- bom dia, Camaleão!
Que cor mais escandalosa!
Parece até fantasia
Pra baile de carnaval...

Você devia arranjar
Uma cor mais natural...
Veja o verde da folhagem...
Veja o verde da campina...
Você devia fazer
O que a natureza ensina.

É claro que o nosso amigo
Resolveu mudar de cor.
Ficou logo bem verdinho.
E foi pelo seu caminho...

Vocês agora já sabem como era o Camaleão.
Bastava que alguém falasse, mudava de opinião.
Ficava roxo, amarelo, ficava cor-de-pavão.
Ficava de toda cor. Não sabia dizer NÃO.

Por isso, naquele dia, cada vez que
Se encontrava com algum de seus amigos,
E que o amigo estranhava a cor com que ele estava...
Adivinha o que fazia o nosso Camaleão.
Pois ele logo mudava, mudava para outro tom...

Mudou de rosa para azul.
De azul para alaranjado.
De laranja para verde.
De verde para encarnado.
Mudou de preto para branco.
De branco virou roxinho.
De roxo para amarelo.
E até para cor de vinho...

Quando o sol começou a se pôr no horizonte,
Camaleão resolveu voltar para casa.
Estava cansado do longo passeio
E mais cansado ainda de tanto
mudar de cor.
Entrou na sua casinha.
Deitou para descansar.
E lá ficou a pensar:
-- Por mais que a gente se esforce,
Não pode agradar a todos.
Alguns gostam de farofa.
Outros preferem farelo...
Uns querem comer maçã.
Outros preferem marmelo...
Tem quem goste de sapato.
Tem quem goste de chinelo...
E se não fossem os gostos,
Que seria do amarelo?

Por isso, no outro dia, Camaleão levantou-se
Bem cedinho.
-- Bom dia, sol, bom dia, flores,
Bom dia, todas as cores!

Lavou o rosto numa folha
Cheia de orvalho,
Mudou sua cor para
A cor-de-rosa, que ele
Achava a mais bonita
De todas, e saiu para
O sol, contente
Da vida.

Logo que saiu, Camaleão encontrou o sapo cururu,
Que é cantor de sucesso na Rádio Jovem Floresta.
-- Bom dia, meu caro sapo! Que dia mais lindo, não?
-- Muito bom dia, amigo Camaleão!
Mais que cor mais engraçada,
Antiga, tão desbotada...
Por que é que você não usa
Uma cor mais avançada?

O Camaleão sorriu e disse para o seu amigo:
-- Eu uso as cores que eu gosto,
E com isso faço bem.
Eu gosto dos bons conselhos,
Mas faço o que me convém.
Quem não agrada a si mesmo,
Não pode agradar ninguém...
E assim aconteceu
O que acabei de contar.
Se gostaram, muito bem!
Se não gostaram, AZAR! 

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiPRMCE1aq1kAU6xCuVUPCnDCY5_2fgtQ4WAarRAkA8i0UWv76GpXpUZryvnZh48jy21RHgsc5x9FXetl4XA9XiSq3Ob26qhRhEbhcchsHUbCxHiG8axbzIZUBpZSuW7AdoUIQTMJIFDJ3tjkNr8G1UR7YSpO8LVQi4pVqavRlLx8tGwa1TUj-Zd9VJHGs/s1600/images.jpg 

 

Disponível em: http://www2.uol.com.br/ruthrocha/historias_15.htm

 

Entendendo o poema:

01 – Escreva o nome de alguns personagens do texto.

      Alguns dos personagens que aparecem na história são: Camaleão; Professor Pernilongo; Sabiá-Laranjeira; Senhor Louva-a-Deus (e sua família) e Sapo Cururu.

 

02 – Quem é o personagem principal do texto? Quais suas características?

      O personagem principal é o Camaleão.

      Suas características: Ele é alegre, simpático, amável, bem-humorado e gosta de agradar os outros. No início, ele era muito ingênuo e sem opinião própria, pois "não sabia dizer NÃO" e mudava de cor sempre que alguém sugeria. No final, ele se torna mais autoconfiante e decidido.

 

03 – Qual era a cor preferida do Camaleão?

      A cor preferida dele era a cor-de-rosa, que ele achava a mais bonita de todas.

 

04 – O Camaleão mudou várias vezes de cor. Escreva uma dessas mudanças e porque ela a fez.

      Mudou do rosa para o azul porque o Professor Pernilongo disse que a cor rosa não lhe caía bem e sugeriu o azul do céu.

 

05 – O Camaleão acordava de bom humor e cumprimentava as coisas ao seu redor. Como era esse cumprimento? E você? Costuma cumprimentar as pessoas? Como?

      Como o Camaleão cumprimentava: Ele dizia alegremente: "-- Bom dia, sol, bom dia, flores, bom dia, todas as cores!"

      Resposta pessoal: (Escreva como você costuma dar bom dia ou cumprimentar sua família, amigos e professores no dia a dia, por exemplo: "Sim, eu costumo dar bom dia para minha família com um sorriso" ou "Cumprimento meus amigos na escola com um aceno").

 

06 – Depois de fazer os gostos de todos, o Camaleão mudou de ideia. Mudou para a cor que mais gostava e disse ao sapo:

Eu uso as cores que eu gosto,

E com isso faço bem.

Eu gosto dos bons conselhos,

Mas faço o que me convém.

Quem não agrada a si mesmo,

Não pode agradar ninguém...

        O que você achou das palavras do Camaleão? Concorda ou não com ele?

      Respostas pessoal. Sugestão: Achei as palavras do Camaleão muito sábias. Concordo com ele porque é importante ouvir os conselhos das pessoas, mas não podemos deixar de ser quem realmente somos só para tentar agradar todo mundo. Se não respeitarmos nossos próprios gostos e desejos, nunca seremos felizes de verdade.

 

07 – Agora vamos falar de você. Você costuma mudar de ideia ou fazer alguma coisa só porque os outros querem ou tem suas próprias ideias? Escreva.

      Se você tem opinião própria: "Eu costumo manter minhas ideias. Quando me sugerem algo, eu escuto, mas só mudo de opinião se eu realmente achar que a outra pessoa tem razão."

      Se você costuma ceder: "Às vezes eu acabo mudando de ideia só para agradar meus amigos ou evitar brigas, mas estou aprendendo a defender mais o que eu gosto."

 

08 – Qual mensagem o texto passou a você?

      Respostas pessoal. Sugestão: A mensagem principal é sobre autenticidade, autoaceitação e respeito às diferenças. O texto ensina que é impossível agradar a todos, pois cada pessoa tem gostos e opiniões diferentes. Portanto, o mais importante é estarmos bem conosco mesmos.

 

09 – Identifique os elementos da narrativa seguindo as pistas abaixo:

a) Espaço: Onde acontece a história ou o fato narrado? Que pistas se tem para poder identificar o espaço?

      Na floresta (passando por clareiras, pela pracinha perto da capelinha e pelo caminho de volta para a casa do Camaleão). As pistas no texto são menções a "Teatro Florestal", "clareira", "pracinha da floresta", "campina" e "folhagem".

b) Tempo: Quando acontece a história do Camaleão?

      A história se passa ao longo de dois dias, começando pela manhã bem cedinho na primavera, passando pelo pôr do sol, e terminando na manhã do dia seguinte.

c) Personagem: Quem participou da história? Quem o Camaleão encontrou?

      O Camaleão (protagonista), o Professor Pernilongo, o Sabiá-Laranjeira, o Senhor Louva-a-Deus (com sua família) e o Sapo Cururu.

d) Narrador: Quem contou a história? Foi o camaleão?

      Narrador-observador (em 3ª pessoa). Não foi o Camaleão quem contou a história, mas sim alguém de fora que conhece tudo o que aconteceu ("Meu amigo Camaleão...", "Vocês agora já sabem...").

e) Enredo: O que foi contado? Sobre o que se falou? 

      É a história de um camaleão que, por querer agradar a todos os amigos que encontrava pelo caminho, passava o dia todo mudando de cor. Cansado no fim do dia, ele percebe que cada um tem seu gosto e que é impossível agradar a todos. No dia seguinte, decide usar a cor que ele próprio mais gosta (rosa) e aprende a defender suas vontades.

MÚSICA (ATIVIDADES): QUANDO EU ESTIVER CANTANDO - CAZUZA/JOÃO REBOUÇAS - COM GABARITO

 Música (atividades): Quando eu estiver cantando

           Cazuza / João Rebouças)

Tem gente que recebe Deus quando canta
Tem gente que canta procurando Deus
Eu sou assim com a minha voz desafinada
Peço a Deus que me perdoe no camarim

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhiu04xvhpRDTQd-OSE2KOVi1nkaRVq1iLu-_uuvkLZ6W6VgAZdv028eKTj6DinIquGOXI_y1PxpOfVk3V2W0nD3SpsPDbIksZFP099MlJ_HES-LtrmPjbi8gG-L9WMGAY23Omx7G_ZaWk87w8QDym1pbWlKXCOIqFBbuAc4zvfk-wlEwjOJE1abg1fTok/s320/images.jpg



Eu sou assim
Canto pra me mostrar
De besta
Ah, de besta

Quando eu estiver cantando
Não se aproxime
Quando eu estiver cantando
Fique em silêncio
Quando eu estiver cantando
Não cante comigo

Porque eu só canto só
E o meu canto é a minha solidão
É a minha salvação

Porque o meu canto redime o meu lado mau
Porque o meu canto é pra quem me ama
Me ama, me ama

Quando eu estiver cantando
Não se aproxime
Quando eu estiver cantando
Fique em silêncio
Quando eu estiver cantando
Não cante comigo

Quando eu estiver cantando
Fique em silêncio

Porque o meu canto é a minha solidão
É a minha salvação
Porque o meu canto é o que me mantém vivo
E o que me mantém vivo.

 

Entendendo a música:

01 – Identifique na primeira estrofe uma oração subordinada adverbial temporal (ideia de tempo).

      "quando canta" (na frase: "Tem gente que recebe Deus quando canta").

02 – No verso “Tem gente que canta procurando Deus”, o texto destacado expressa circunstância de: 

a) Tempo.        

b) Causa.  

c) Consequência.      

d) Finalidade.

03 – Identifique na segunda estrofe uma oração subordinada adverbial final (ideia de finalidade).  

      "Canto pra me mostrar" (ou "para me mostrar").

04 – Qual oração subordinadas adverbial se repete sete vezes na letra da música? Escreva a oração e classifique-a.

      "Quando eu estiver cantando". expressa a ideia de tempo / circunstância temporal em relação à ação principal.

  

CONTO: CHAPEUZINHO VERDE - AUGUSTA FARO FLEURY - COM GABARITO

 Conto: CHAPEUZINHO VERDE

          Augusta Faro Fleury

 

        Havia alguns anos que Chapeuzinho Vermelho mudara do bosque para a cidade. Mesmo assim, fazia questão de usar chapéu, até para ir à aula de música.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg64Zf63kdHpm5j68Zs8i4oqgreb7qOUFE4D7B-EpQompUJZ1AEAOsLgMus5u8GBOqkTmzdzt1KBzETes0-c41ixvMjXEvaXOCNN26mZ98VAZlwv6XzRt_5Bnitjq13Xk6EffEYhirgsuIx9c1qPhnFbtkkUMAeVHaaQDHgNgl2Lzo6RUVyJuv9uee8AJg/s320/images.jpg


        Morava com a avó, já velhinha, mas, ainda, muito animada, conversadeira e ótima nos quitutes da cozinha. Vovó sempre recordava o dia em que Lobo Mau a engolira inteirinha, sem uma mordida nem um arranhão. E vieram os caçadores, abriram a barrigona do lobo e encheram-na com pedras ásperas, aos montes! Mas Lobo Mau bebeu muita água, ficou tempos doente e acabou se recuperando. Aprendeu a lição? Não sei, não.

        No momento, Lobo Mau, que é primo do Lobo Bom, mora numa jaula do zoológico. Vovó até visita o bicho. Sem medo nenhum, ainda leva broas de fubá, que ele saboreia, feliz da vida! Às vezes, ele convida vovó para sentar um pouco, contar novidades. Vovó, discreta, agradece, dizendo que tem pressa, porque o céu é pura carranca de chuva. Sabe como é, né? Os sinaleiros entram em pane, as árvores desmontam, enfim, é o maior auê. Só chover!

        Lobo Mau, que não é tão mau assim (é médio), compreende a desculpa da vovó e vai cochilar no canto quentinho da jaula, enquanto não vem muita gente visitá-lo.

        E Lobo Bom? Fugiu do bosque para matas distantes. Por quê? Os homens vinham chegando, chegando, com suas motosserras, e arrebentando tudo. Lobo Bom, filosofando, repetia: “O homem é o mais selvagem de todos os animais, o pior deles. E ainda é estúpido, estraga sua própria moradia, que é a natureza!” Chapeuzinho fica pensativa e sempre comenta isso nas aulas com seus colegas. Havia até fundado um clube dos Protetores do Verde.

        O clube fazia muito sucesso e era bastante movimentado. O pessoal gostava e ajudava. Queriam, assim, acordar muita gente sobre os perigos de violentar animais, plantas, poluir rios e mares, desmatar a torto e a direito.

        Chapeuzinho Vermelho, por isso, trocou a cor de seu chapéu. Agora só usa um bem transado, moderninho, hiper verde-clorofila. Chapeuzinho Verde sempre diz que, no Brasil (aliás, em todos os países tropicais), as pessoas deveriam usar chapéu, constantemente, por dois motivos principais:

        1°) Proteger-se dos raios solares, porque a camada de ozônio está cada dia mais frágil e o sol tornou-se perigoso para a pele. Até cancerígeno pode ser, já pensou?

        2°) Chapéu é um enfeite superelegante e embeleza o rosto de moças, meninas, mulheres e velhinhas.

        Mas ainda é uma moda que não pegou. Mas deverá acontecer isso nos próximos anos, fala Chapeuzinho Verde, toda sabereta!

        Pois é, o tempo passa, mesmo. Aliás, voa. E o bosque onde Chapeuzinho morava? Tornou-se um deserto horroroso, uma sequidão terrível! Os rios por perto secaram e os que sobraram são córregos malcheirosos. “Que tragédia! Que tristeza!”, diz vovozinha, assustada.

Disponível em <http://www.odiarioverde.com.br>. Acesso em novembro de 2010.

 

Entendendo o conto:

01 – De acordo com o texto, qual o significado das palavras abaixo:

-- Ásperas: de superfície irregular, desiguais.

-- Pane: interrupção no funcionamento de um mecanismo.

-- Filosofando: pensando, raciocinando.

 

02 – Qual é a personagem principal dessa história?

      Chapeuzinho Vermelho, que, ao final da história, troca a cor de seu chapéu, tornando-se Chapeuzinho Verde.

 

03 – A personagem principal dessa história está presente em uma outra história bastante conhecida. Qual?

      A história Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau.

 

04 – Se vovó não tem mais medo do Lobo Mau, por que ela não se demora quando vai visitá-lo?

      Ela não consegue esquecer o que se passou. No fundo, ela parece ter medo do Lobo Mau.

 

05 – Para o Lobo Bom, qual é a causa das mudanças no bosque?

      As ações do homem, que, para ele, é o mais selvagem dos animais.

 

06 – Que iniciativa de Chapeuzinho Verde mostra que ela é muito ligada à natureza?

      Ela fundou um clube de protetores do verde.

 

07 – Hoje, o que deixa a vovó de Chapeuzinho triste e assustada?

      O estado em que se encontra o bosque onde morava. Ele tornou-se um deserto.

08 – A palavra “sabereta” não é registrada no dicionário, e sim “saberete”, que significa “pessoa metida a saber tudo”. Para você, essa palavra foi bem empregada no texto? Por quê?

      Resposta pessoal.

 

09 – No texto, qual é o significado de acordar na seguinte passagem: “Queriam, assim, acordar muita gente.”

      Informar as pessoas, fazer com que ficassem conscientes (no caso do texto sobre os perigos da destruição da natureza).

·        Você sabe outro sentido da palavra acordar? Diga qual e mostre uma frase em que acordar tem o sentido que você conhece.

      Resposta pessoal. Uma possibilidade: despertar, sair do sono/ Eu acordei hoje às 5 horas da manhã.

 

10 – Que trecho do texto sugere que o narrador da história não acredita muito nas boas intenções do Lobo?

      “Aprendeu a lição? Não sei, não”.

 

 

NOTÍCIA: POR QUE ALGUNS ATLETAS TÊM MORTES FULMINANTES? - FRAGMENTO - MUNDO ESTRANHO - COM GABARITO

 Notícia: POR QUE ALGUNS ATLETAS TÊM MORTES FULMINANTES? – Fragmento

 

        Eles estão sujeitos a mortes súbitas na mesma frequência que indivíduos comuns e sedentários. Para isso, basta o atleta ter predisposição ou uma doença crônica. “Como são pessoas públicas, eles são mais observados que um cidadão e o caso se torna maior. Mas mortes súbitas sempre aconteceram, não estão aumentando”, diz o fisiologista Turíbio Leite de Barros, da Unifest (Universidade Federal de São Paulo). Calcula-se que no Brasil, a cada ano, cerca de 160 mil pessoas sejam vítimas de mortes fulminantes. Só que isso não rende muita notícia. Mas basta a vítima ser um atleta mais conhecido [...] para o caso ganhar os jornais.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiTID9wwA3wc9Si2o70ykfAusBmk3aUmgtxjP1S4KcAOGu6HzSsA-9U_5b9byc7hlxI6StPOsWqzRFWxNl-27FVzK1Urs6u6Uw4EjQsN2HanbioV2SPlZBlxXv3ucQFjOBNLdzOHmG6xhCyOWv2bzWWlK1J2KEa8CJ-Sh44f_iLFDphNEAmqacV74_-jiA/s320/images.jpg


        É bom lembrar, porém, que algumas características do dia-a-dia dos atletas são fatores agravantes. A hipertermia, ou seja, o aquecimento excessivo do corpo, especialmente em dias de calor e de alta umidade do ar, é um deles.

        Outro é o possível uso de anabolizantes, pois o usuário tende a ter um aumento no nível de colesterol, o que compromete as funções cardíacas. Por falar nisso, ao contrário do que se pensa, essas mortes repentinas não são sempre relacionadas ao coração. Também podem acontecer óbitos fulminantes ligados a problemas pulmonares ou neurológicos.

        Para evitar novos sustos, os médicos recomendam, além de exames preventivos mais rigorosos, que estádios e ginásios passem a contar com mais recursos, como aparelhos adequados  para ressuscitação.

(Mundo estranho, ed. 26. Publicação mensal da revista Superinteressante – adaptado).

 

Entendendo a notícia:

01 – Segundo o texto:

(A) Somente os atletas com predisposição ou doença crônica sofrem mortes súbitas.

(B) A cada ano, cerca de 160 mil pessoas são vítimas de mortes fulminantes.

(C) Pessoas sedentárias têm mais chances de sofrer uma morte súbita que os atletas.

(D) Óbitos fulminantes ocorrem por problemas pulmonares e neurológicos.

(E) Atletas e indivíduos com vida sedentária têm a mesma chance de sofrer uma morte súbita.

 

02 – Em “Para isso, basta o atleta ter predisposição ou uma doença crônica.”, o pronome isso se refere a(o)(s):  

(A) frequência.            

(B) indivíduos. 

(C) mortes súbitas.                

(D) sujeitos.     

(E) eles – os atletas.

 

03 – No trecho: “Como são pessoas públicas, eles são mais observados que um cidadão e o caso se torna maior. Mas mortes súbitas sempre aconteceram, não estão aumentando”, o pronome eles refere-se a(o)(s):   

(A) mortes súbitas.          

(B) atleta.

(C) pessoas sedentárias.

(D) indivíduos comuns.

(E) fisiologista Turíbio Leite de Barros.

 

04 – Uma das características do dia a dia do atleta que agrava o problema da morte súbita é (são) a (o)(s)

(A) óbitos fulminantes.

(B) mortes relacionadas ao coração.

(C) aumento das funções cardíacas.

(D) dias de calor e baixa umidade.

(E) aquecimento excessivo do corpo.

 

05 – No trecho “Só que isso não rende muita notícia.”, o pronome isso se refere a(o)(s)

(A) jornais, que tornam maior o caso da morte súbita de um atleta.

(B) predisposição ou à doença crônica dos atletas.

(C) indivíduos comuns e sedentários.

(D) fato de que, se a vítima for um atleta conhecido, o caso ganha os jornais.

(E) número de vítimas anuais de mortes fulminantes no Brasil.

 

06 – A solução para o problema levantado apresentada pelo autor do texto é

(A) ter predisposição ou uma doença crônica, mais observados em um cidadão.

(B) o aquecimento excessivo do corpo, especialmente em dias de calor e de alta umidade do ar.

(C) exames preventivos mais rigorosos que estádios e ginásios passem a contar com mais recursos, como aparelhos adequados para ressuscitação.

(D) um aumento no nível de colesterol, o que compromete as funções cardíacas.

(E) óbitos fulminantes ligados a problemas pulmonares ou neurológicos.

 

07 – A pergunta feita no título “POR QUE ALGUNS ATLETAS TÊM MORTES FULMINANTES?” é respondida em:

(A) Para evitar novos sustos, estádios devem contar com mais recursos.

(B) Atletas estão sujeitos a elas com a mesma frequência que indivíduos comuns.

(C) Porque os anabolizantes comprometem as funções cardíacas.

(D) Basta o indivíduo ter predisposição ou doença crônica.

(E) Cerca de 160 mil pessoas são vítimas delas a cada ano.

 

08 – Qual é a tese apresentada pelo texto?

      Eles (os atletas) estão sujeitos a mortes súbitas na mesma frequência que indivíduos comuns e sedentários.

 

09 – Quais os argumentos usados pelo autor para sustentar a tese defendida no texto?

      1º Basta o atleta ter predisposição ou uma doença crônica.

      2º A hipertermia, ou seja, o aquecimento excessivo do corpo, especialmente em dias de calor e de alta umidade do ar, é um deles.

      3º O possível uso de anabolizantes.

      4º Não são sempre relacionadas ao coração, mas também podem acontecer óbitos fulminantes ligados a problemas pulmonares ou neurológicos.