Notícia: Larvas de insetos na perícia criminal – Fragmento
[...]
O estudo das larvas de moscas
encontradas em cadáveres fornece informações que podem ajudar os peritos e
médicos legistas a esclarecerem as circunstâncias da morte, aponta pesquisa da
Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), em conjunto com o Instituto Adolfo Lutz.
O trabalho de doutorado da bióloga Maria Luiza Cavallari demonstra que os
insetos podem servir como marcadores do local em que a morte ocorreu.
Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjs-xNIt0IZyDnYpj2acltDsbZenoNAwut8B1GCjFW15ONAf6Zstdege0LnMcYwWCHF-3mzBAJXf9jDKxDrh11zQSSD5PWZDzTpy31n1RXZXuzC41zY-yAoFEKj8YD7oJSgdWhKCJC3tlJWQksnHVlEWV6Q3l7rCxIF3RY5-aBR9IFWai6Dq6LH-bNGFYA/s320/Extracao-de-DNA-a-partir-de-fragmento-de-corpo.-Marcos-Solivan-Sucom-2017.jpg O estudo é [...] coorientado por Daniel
Romero Muñoz, professor da FMUSP. Muñoz conta que a linha de pesquisa [...] com
os insetos surgiu devido a um caso de perícia que terminou em dúvida. “O corpo
de um homem foi encontrado num apartamento em adiantado estado de decomposição,
o que impediu que a necrópsia e o exame toxicológico apontassem as causas da
morte”, afirma.
“O exame das larvas no cadáver mostrou
que elas eram de mosca-de-estábulo, inseto que não é endêmico em áreas urbanas.
Se houvesse um estudo indicando a região de origem, seria possível investigar
se o corpo foi trazido de outro local e averiguar a possibilidade de homicídio”.
Fonte: BERNARDES, J.
Jornal da USP, 2 set. 2016. Disponível em: http://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-biologicas/larvas-de-moscas-em-cadaveres-podem-ajudar-peritos-a-esclarecer-casos-de-morte.
Acesso em: 22 abr. 2019.
Entendendo a notícia:
01
– O que o estudo das larvas de moscas encontradas em cadáveres, conduzido pela
FMUSP e pelo Instituto Adolfo Lutz, pode fornecer aos peritos e médicos
legistas?
O estudo fornece
informações que podem ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte. A
pesquisa aponta que os insetos podem servir como marcadores do local em que a
morte ocorreu.
02
– Quem é a principal pesquisadora por trás do trabalho de doutorado que
investiga o uso de insetos como marcadores no local da morte?
A principal
pesquisadora é a bióloga Maria Luiza Cavallari.
03
– Qual foi a situação específica que motivou o surgimento da linha de pesquisa
com insetos na perícia criminal, conforme relatado pelo professor Daniel Romero
Muñoz?
A linha de
pesquisa surgiu devido a um caso de perícia que terminou em dúvida, onde um
corpo em estado avançado de decomposição foi encontrado em um apartamento, e a
necrópsia e o exame toxicológico não conseguiram determinar a causa da morte.
04
– Qual tipo de larva foi encontrado no cadáver do caso que inspirou a pesquisa,
e o que a presença dessa larva sugeriu sobre o local da morte?
Foi encontrada a
larva de mosca-de-estábulo. A presença sugeriu que, como esse inseto não é
endêmico em áreas urbanas, o corpo poderia ter sido trazido de outro local,
levantando a possibilidade de homicídio.
05
– Caso houvesse um estudo indicando a região de origem da mosca-de-estábulo,
como isso poderia auxiliar na investigação do caso citado?
Isso permitiria aos peritos
investigar se o corpo foi trazido de outro local (não o apartamento onde foi
encontrado) e, consequentemente, averiguar a possibilidade de homicídio.
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