Poesia: Moça
e soldado
Carlos Drummond de Andrade
Meus olhos espiam
a rua que passa.
Passam mulheres,
passam soldados.
Moça bonita foi feita para
namorar.
Soldado barbudo foi feito para
brigar.
Meus olhos espiam
as pernas que passam.
Nem todas são grossas...
Meus olhos espiam.
Passam soldados.
... mas todas são pernas.
Meus olhos espiam.
Tambores, clarins
e pernas que passam.
Meus olhos espiam
espiam espiam
soldados que marcham
moças bonitas
soldados barbudos
…para namorar,
para brigar.
Só eu não brigo.
Só eu não namoro.
Passam mulheres,
passam soldados.
Moça bonita foi feita para
namorar.
Soldado barbudo foi feito para
brigar.
Meus olhos espiam
as pernas que passam.
Nem todas são grossas...
Meus olhos espiam.
Passam soldados.
... mas todas são pernas.
Meus olhos espiam.
Tambores, clarins
e pernas que passam.
Meus olhos espiam
espiam espiam
soldados que marcham
moças bonitas
soldados barbudos
…para namorar,
para brigar.
Só eu não brigo.
Só eu não namoro.
Autor: Carlos Drummond de Andrade
Livro: Alguma Poesia
Entendendo a poesia:
01 – Pode-se afirmar que
“Moça e soldado” é um poema, porque o texto:
(A) apresenta uma
divisão em estrofes.
(B) está organizado em
vários parágrafos.
(C) possui versos que rimam
entre si.
(D) tem versos com igual
número de sílabas.
02 – No poema, ao repetir a
expressão "Meus olhos espiam", o autor expressa sua:
(A) admiração.
(B) infidelidade.
(C) conformidade.
(D) passividade.
03 – O termo que, empregado
nas expressões “que passa”, “que passam”, “que passam”, “que marcham”,
representa, respectivamente:
(A) moça – clarins –
tambores – soldados.
(B) moça – mulheres –
soldados – pernas.
(C) rua – pernas –
pernas – soldados.
(D) rua – pernas – soldados
– olhos.
04 – Nesse poema, ao falar
de moças bonitas e de soldados barbudos, o poeta expressa:
(A) a alegria de ver os que
passam.
(B) a angústia de perder a
namorada.
(C) o prazer diante do
movimento.
(D) a monotonia de
sua vida na cidade.
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