Texto: Os
Portadores de Deficiência e o Lazer
O professor Vinícius Saviolli,
coordenador de lazer, recreação e esportes na APABB – Associação de Pais,
Amigos e Pessoas com Deficiência, de Funcionários do Banco do Brasil e da
Comunidade Associação dos Pais e Amigos do Banco do Brasil, em São Paulo, acha
muito importante o lazer sem fins terapêuticos para pessoas portadoras de
deficiência: “A vida de uma pessoa portadora de deficiência é toda ela um
processo de reabilitação. Dessa forma, o lazer sem fins terapêuticos faz,
inclusive, com que melhore o rendimento nas terapias realizadas durante a
semana, além de melhorar a autoestima.”
Conquistando
afeto e inclusão
Por meio de uma série de eventos de
lazer, como tardes no clube, danceterias, passeios e festas, as famílias da
APABB puderam perceber a importância dessas atividades para o desenvolvimento
dos seus filhos, e a demanda cresceu, como conta Vinícius Saviolli. “As
atividades de lazer, sobretudo os acampamentos, começaram a dar espaço para os
portadores de deficiências se colocarem, terem iniciativas autônomas,
tornando-o mais independentes. Partimos do pressuposto que esses jovens podem
fazer tudo, dentro de uma proposta de lazer descompromissada com o desempenho
ou metas, com o único objetivo de dar satisfação.”
Projeto
Carona
Outra experiência com recreação para
portadores de deficiência que está dando certo é o Projeto Carona, também em
São Paulo. Inicialmente, o serviço oferecido era o transporte de pessoas com
limitações físicas. Por solicitação de pais que tinham dificuldades de levar os
filhos com deficiências para participar de programas culturais e de lazer, os
organizadores começaram a desenvolver esse lado e, hoje, realizam passeios e
acampamentos em grupo todos os finais de semana.
As resistências iniciais, quase sempre
por parte dos pais, são semelhantes às que acontecem na APABB, nas primeiras
vezes que os filhos participam sozinhos do programas. “Eles descobrem coisas
que podem fazer sem os pais, descobrem que podem divertir-se longe das
famílias”, conta Roque Jose da Rocha Filho, responsável pela área de recreação
do Projeto Carona. “A partir daí, a família percebe que a superproteção é
desnecessária, que o filho tem capacidades que desconhecia.”
Fazendo amigos
“Quando a proposta é voltada para a
satisfação do grupo, começam a se estabelecer relações de amizade, que é uma
das dificuldades da vida desses adolescentes e jovens”, ressalta Vinícius.
“Eles começam a sair juntos, telefonar-se, trocar informações, angústias e
alegrias. Nos acampamentos as relações são intensas, o tempo todo quebrando a
rotina rígida a que normalmente estão submetidos. No Projeto Carona também
surgem amizades e namoros, como em qualquer turma de jovens. “Formamos grupos
heterogêneos e eles se dão superbem. Os menos comprometidos acabam ajudando os
outros, querem acompanhar os monitores, criando um clima saudável.” Roque
destaca ainda o papel importante do papel desse trabalho na inclusão social.
“Uma coisa é sabermos que os portadores de deficiência existem, outra, é vê-los
num show, num teatro, passeando. Os empresários de lazer também já os
descobriram como clientes em potencial que, quando bem atendidos, retornam. Às
vezes, a sociedade não os inclui porque nem os vê, pois a própria família
promove a exclusão.”
O processo de inclusão social também é
ressaltado por Vinícius. “O domínio de regras e comportamentos específicos
necessários às propostas recreativas em geral estimula a autoconfiança para que
a pessoa portadora de deficiência busque, espontaneamente, participar das
atividades de lazer existentes na comunidade”, diz o coordenador. “Tornando-se
útil e participativa, ela obtém de seu grupo social reconhecimento, respeito e
afeto. Consequentemente, torna-se agente ativo no processo de inclusão social.”
Publicado pela APABB –
Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência, de Funcionários do Banco
do Brasil e da Comunidade.
Entendendo o texto:
01 – Qual o título do texto?
Os Portadores de Deficiência e o Lazer.
02 – Quais os direitos
fundamentais, privados aos portadores de deficiências?
Os deficientes quase não tem
oportunidades de vivenciar o lazer, seja por falta de opções ou até mesmo pela
própria família.
03 – Quem é o coordenador de
lazer, recreação e esportes na APABB? E o que significa esta sigla?
O Professor Vinícius Saviolli. APABB –
Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência, de funcionários do Banco
do Brasil.
04 – Qual a visão do
professor Vinícius Saviolli, com relação aos deficientes?
“A vida de uma pessoa portadora de
deficiência é toda ela um processo de reabilitação. Dessa forma, o lazer sem
fins terapêuticos faz, inclusive, com que melhore o rendimento nas terapias
realizadas durante a semana, além de melhorar a autoestima.”
05 – Por meio de uma série
de eventos de lazer, como; tardes no clube, danceterias, passeios e festas,
qual é a visão do professor que vem conquistando afeto e inclusão?
“As atividades de lazer, sobretudo os
acampamentos, começaram a dar espaço para os portadores de deficiências se
colocarem, terem iniciativas autônomas, tornando-o mais independentes. Partimos
do pressuposto que esses jovens podem fazer tudo, dentro de uma proposta de
lazer descompromissada com o desempenho ou metas, com o único objetivo de dar
satisfação.”
06 – O que significa Projeto
Carona?
É o serviço oferecido para transportar as
pessoas com limitações físicas.
07 – Quem é a pessoa
responsável pela área de recreação do Projeto Carona?
É
Roque José da Rocha Filho.
08 – Qual é a visão da
família, a partir da primeira vez que seus filhos participam sozinhos dos
programas?
“A partir daí, a família percebe que a
superproteção é desnecessária, que o filho tem capacidades que desconhecia.”
09 – De acordo com o Projeto
Carona, qual é a dificuldade dos adolescentes e jovens antes de conhecerem o
projeto?
Fazer amizade, sentir-se vivo, e sonhar
com o futuro.
10 – No Projeto Carona,
também surge amizades e namoro, como em qualquer turma de jovens, qual é o
procedimento do projeto?
“Formamos grupos heterogêneos e eles se
dão superbem. Os menos comprometidos acabam ajudando os outros, querem
acompanhar os monitores, criando um clima saudável.”
11 – De acordo com o Sr.
Roque, qual é o papel importante desse trabalho na inclusão social?
“Uma coisa é sabermos que os portadores
de deficiência existem, outra, é vê-los num show, num teatro, passeando. Os
empresários de lazer também já os descobriram como clientes em potencial que,
quando bem atendidos, retornam. Às vezes, a sociedade não os inclui porque nem
os vê, pois a própria família promove a exclusão.”
12 – O processo de inclusão
social também é ressaltado por Vinícius, qual é o seu parecer?
“O domínio de regras e comportamentos
específicos necessários às propostas recreativas em geral estimula a
autoconfiança para que a pessoa portadora de deficiência busque,
espontaneamente, participar das atividades de lazer existentes na comunidade”.
13 – De que maneira, o
Projeto Carona, se tornam mais úteis e reconhecida?
“Tornando-se útil e participativa, ela
obtém de seu grupo social reconhecimento, respeito e afeto. Consequentemente,
torna-se agente ativo no processo de inclusão social.”
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