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terça-feira, 2 de junho de 2026

CRÔNICA: A HORA CERTA - FRAGMENTO - OLAVO ROMANO - COM GABARITO

 Crônica: A hora certa – Fragmento

            Olavo Romano

        Maria Joana saiu da banda de fora da casa, olhou o céu, reparou na altura do Sol e disse pra filha:

        -- Já passa das três. Larga isso aí e refoga o arroz, senão vai atrasar a janta.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg1EGEb8ffYC92_3k5_-a5cpbXmG2GGBrzbTqklV0DP2rMRdHhU_DDHnhOqHFqiPT4dGL3_ktKT1WvKID65OFQ_k8XPX5A9vnm7JFoQMILnLMWaeTEfSQuNAASyZtt4d4IufYHOD6pJkJ-2-U7YXklmxzPW1CfQt6c03u-w9h5G-jNSxjKspBkiGJY5ZdY/s1600/SOL.jpg


        Nico brincava no terreiro-da-horta. Parou de tocar o carrinho de boi de sabugo e perguntou: –  Mãe, comé que a gente vê as hora pelo Sol?

        -- É fácil, uai. Questão de prática.

        O menino cresceu vendo a mãe medir o tamanho do dia pelo comprimento de uma sombra, pela altura do Sol nos dias mais claros ou só pelo jeitão quando o tempo ficava brusco [escuro, fechado].

        Rapazinho, Nico Pereira desistiu de aprender aquela arte da mãe. Virou foi catireiro. Excomungado de esperto, a fama correu mundo [...] O povo usava comentar: – “Deus é porque não dá asa a cobra. Analfabeto, é danado assim, imagina se soubesse ler e escrever. Aí ninguém ia poder com ele”.

        No começo, Nico cismou com animal. Cada hora montado num, trocava aquele por outro mais bonito, ficava todo intimado, com pose de fazendeiro forte, boiadeiro rico. Depois, parece coisa que enfarou, principiou lembrar do tempo de menino, recordar o velho Tertuliano, dono da fazenda onde foi criado.

        Aa coisa mais bonita que sempre achou no velho não era a barba branca, compridona. [...] Era o relógio de bolso, que ele puxava dum jeito todo especial, destampava, olhava assim meio de banda, via as horas, depois tornava a tampar. [...]  

        O Nico não queria saber de outra coisa. Vivia especulando, indaga daqui, indaga dali, não sossegou enquanto não apanhou [comprou] um relógio de bolso. Não era um patacão dourado, igual do velho Tertuliano, aquilo não era pro seu bico. Achou um Omega prateado, de duas tampas, bem conservado. Antes de fechar negócio, pegou o relógio com pose de entendido, abriu a primeira tampa, reparou no mostrador, um ponteiro maior e um menor, achou uma beleza o ponteirinho de segundo correndo disparado, os outros dois a gente nem via mexer. Depois abriu a segunda tampa, lá dentro o maquinismo movimentava parecendo fervura.

        Não demorou muito, todo mundo sabia daquele novo capricho do Nico Pereira. E o povo, sabe como é, tem lá sua maldade: logo descobriram que o Nico, aquela farrona toda [aquele contador de vantagens], nem olhar as horas sabia.

        Foi a conta. No primeiro domingo de missa, o arraial assim de gente, cada hora chegava um:

        -- Nico, vi falar que ocê tá de relógio novo?

        -- É devera. Uma beleza de relógio.

        Aí um outro, já combinado, perguntava:

        -- Falar nisso, quantas horas?

        Nico virava pro sujeito e devolvia a pergunta:

        -- Calcula?

        O interessado media a altura do Sol, pensava um pouco e respondia:

        -- Pode ser umas duas e meia, mais ou menos?

        Só então Nico abria o relógio, olhava sério e informava:

        -- Acertou. É duas e meia, exatinho.

        Aquilo funcionou bem com o primeiro, o segundo, o terceiro. Mas de repente o tempo começou a fechar, o céu escureceu, o Sol sumiu. Nico preocupou, resolveu escafeder, exalar do meio do povo. Não conseguiu. Foi pego pelo braço, mais um sujeito querendo saber as horas. Tentou sair correndo, disse que tinha pressa, ia fechar um negócio, depois informava as horas. O moço bateu o pé, insistiu. Apertando, Nico falou:

        -- Adivinha!

        Fazendo de nervoso, o rapaz disse:

        -- Adivinhar como? Deitei tarde, no maior pileque, acordei agora mesmo com gosto de cabo de guarda-chuva na boca. Ainda por cima, esse dia feio, eu nem sei se é de manhã ou de tarde... Falam que ocê anda de relógio novo, pra que serve esse troço, afinal? Quem sabe ocê não sabe é olhar as hora?

        No mesmo instante Nico meteu a mão no bolso, tirou o relógio, destampou e ficou olhando o ponteirinho de segundo. Depois levou o relógio ao ouvido e, então, informou:

        -- As hora, mesmo, não tá dando pra ver não. Mas os minuto, ó! Tá freveno que dá gosto!

Olavo Romano. Minas e seus casos. São Paulo, Ática, 1984.

Fonte: Língua portuguesa. Entre Palavras, edição renovada. Mauro Ferreira – 6ª série – FTD. São Paulo – 1ª edição. 2002. p. 32-33. Unidade 4 – Orientações Específicas.

Entendendo a crônica:

01 – No início da crônica, vemos Maria Joana determinando as horas pela observação do céu e do Sol, uma habilidade que o texto chama de "arte". Como essa forma tradicional de medir o tempo se contrasta com o desejo posterior de Nico Pereira de possuir um relógio de bolso? O que esse relógio representava para ele?

      O contraste se dá entre o saber tradicional/rural — baseado na observação direta da natureza e na experiência prática ("questão de prática") — e a modernidade urbana, representada pelo relógio mecânico. Para Nico, o relógio de bolso não era um instrumento utilitário para saber as horas (já que ele sequer sabia lê-las), mas sim um símbolo de status, poder e prestígio. O objeto remetia à figura do velho Tertuliano, o rico dono da fazenda de sua infância, funcionando como um sinal de ascensão social e vaidade.

02 – O povo comentava sobre Nico: “Deus é porque não dá asa a cobra. Analfabeto, é danado assim, imagina se soubesse ler e escrever.” Explique a ironia contida nessa fala e como o comportamento de Nico ao comprar o relógio confirma ou contradiz essa fama de "esperto".

      A ironia reside no fato de Nico ser extremamente astuto nos negócios ("excomungado de esperto" como catireiro) mesmo sendo analfabeto. No entanto, o episódio do relógio contradiz parcialmente sua fama de esperteza absoluta, pois sua vaidade o faz cair em uma armadilha óbvia criada pelo povo. Ao comprar um objeto que não sabe usar apenas para ostentar, Nico deixa sua vulnerabilidade e ingenuidade social expostas, permitindo que a comunidade brinque com seu orgulho.

03 – Quando as pessoas no arraial começam a lhe perguntar as horas, Nico utiliza uma estratégia específica para não ser desmascarado. Explique como funcionava esse "truque" de Nico e por que a mudança nas condições climáticas (o tempo fechar) arruinou o seu plano.

      O truque de Nico consistia em devolver a pergunta ao interlocutor dizendo "Calcula?". A pessoa, então, olhava para o Sol, estimava a hora e respondia. Nico apenas abria o relógio e fingia confirmar a estimativa, dizendo que estava "exatinho". Essa estratégia dependia totalmente da natureza: quando o céu escureceu e o Sol sumiu, as pessoas perderam a referência visual para estimar o tempo. Sem o palpite dos outros, Nico ficou sem ter como inventar ou confirmar a hora, sendo desarmado pelo próprio clima.

04 – A crônica de Olavo Romano é rica em marcas de oralidade e expressões regionalistas. Identifique pelo menos três exemplos dessas marcas no texto (palavras ou expressões) e explique qual é o efeito que esse tipo de linguagem causa na narrativa.

      Exemplos de marcas de oralidade e regionalismo no texto incluem: "uai", "comé que", "devera", "exalar do meio do povo" (fugir), "pileque" e "tá freveno" (está fervendo). O efeito desse tipo de linguagem é conferir autenticidade e proximidade à narrativa, ambientando o leitor diretamente no universo caipira/interiorano de Minas Gerais. Isso humaniza as personagens e aproxima o leitor do ritmo e do tom de uma história contada "boca a boca".

05 – No clímax da crônica, pressionado por um rapaz em um dia nublado, Nico Pereira dá uma resposta surpreendente: "As hora, mesmo, não tá dando pra ver não. Mas os minuto, ó! Tá freveno que dá gosto!". Analise como essa resposta constrói o humor da crônica e salve o orgulho do personagem.

      O humor é construído pela resposta absurda e espirituosa de Nico, que subverte a lógica do uso de um relógio. Ao invés de admitir que é analfabeto e não sabe ler os ponteiros, ele usa uma metáfora visual baseada no movimento rápido do ponteiro dos segundos e no barulho do mecanismo interno (que ele já achava parecido com "fervura"). Com essa saída cômica e rápida, Nico tenta "sair por cima" e desviar o foco de sua ignorância, mostrando que, embora não saiba as horas, sua malícia e rapidez verbal continuam afiadas.

 

segunda-feira, 6 de maio de 2019

CRÔNICA: O MÉDICO E SEU PACIENTE - OLAVO ROMANO - COM GABARITO

CRÔNICA: O médico e seu paciente
      
         Olavo Romano

        O médico chama:
        --- O próximo!
        O atendente indica:
        --- É sua vez, pode entrar.
        Ele pega o chapéu debaixo do banco (...).
        Depois entra.
        O médico preenche a ficha com as informações do cliente. Então começa o exame: olhos, garganta, pulso, pressão, temperatura. Manda o moço deitar e apalpa: o estômago, intestinos, fígado, baço. Pergunta:
        --- Como é que vai o apetite?
        --- Mais ou menos.
        --- E a disposição?
        --- Duns tempos pra cá, pouca. Ando num desacorçoo que só vendo, Doutor...
        --- E a evacuação?
        --- O quê?
        --- A barriga!
        --- Quê que tem a barriga?
        --- Como é que ela está?
        --- Vai indo, regular.
        --- Regular, como? Presa ou solta?
        --- Presa.
        --- Quantas vezes por dia?
        --- Uma, mesmo assim é uma campanha.
        --- Você costuma nadar?
        --- De vez em quando.
        --- Rio, córrego ou lagoa?
        --- Nenhum.
        --- Água corrente ou parada?
        --- Parada, quase.
        --- Como assim?
        --- Quer dizer, Doutor, que é água mais pra parada, mas sempre tem algum movimento, mesmo pequeno, né?
        --- E que lugar é esse?
        --- É um tanque lá perto de casa, a gente chama ele de tancão. É onde o povo da redondeza usa tomar banho.
        O médico rabisca qualquer coisa num bloco. Vira-se para o cliente e diz:
        --- Se for o que parece, é bom cuidar logo, cura mais fácil.
        Preocupado, o moço pergunta:
        --- É sério, Doutor?
        --- Certeza, mesmo, só com o exame de laboratório que estou pedindo. Mas parece xistose. Tratando, não tem problema. Falar nisso, você notou uns caramujos lá nesse tancão?
        --- Ih, Doutor, demais! Um despotismo!
        [...]
Olavo Romano. No posto de saúde. In:_____. Prosa de mineiro.
Belo Horizonte: Lê, 1986. P.50-1.
Entendendo o texto:

01 – Lendo o diálogo entre um médico e seu paciente, você observou que há diferença em relação ao registro de linguagem empregado por eles. Desse modo assinale a correta.
a)   Linguagem interativa;
b)   Linguagem verbal e não verbal;
c)   Linguagem arcaica;
d)   Linguagem formal e informal.

02 – No último trecho é possível observar a palavra despotismo, com relação a ela, assinale a opção correta:
a)   Deportação;
b)   Autoridade;
c)   Autoritarismo;
d)   Alto índice.

03 – O que está sendo apresentado neste trecho?
      Uma conversa entre um médico e seu paciente.

04 – Em sua opinião, por que há essa diferença de registro na fala desses personagens?
      Resposta pessoal do aluno.

05 –Caso o médico e o paciente fossem amigos e estivessem fora do consultório, o registro empregado pelo médico seria o mesmo? Explique.
      Não, pois o registro empregado varia de acordo com a situação comunicativa e a proximidade entre os interlocutores.

sexta-feira, 23 de março de 2018

TEXTO: O PROGRESSO DA ELETRICIDADE - OLAVO ROMANO - COM GABARITO

Texto: O PROGRESSO DA ELETRICIDADE


        Quando anunciaram a construção da usina e garantiram: - “Desta vez é mesmo pra valer, o engenheiro chega na outra semana”, logo se lembraram do Bento Pereira. Todo mundo apostava como ele não havia de passar sem comprar algum aparelho, qualquer tipo de novidade, dessas que sempre chegam com a eletricidade.
        --- Homem progressista o sô Bento. A gente, aqui, não dá o devido valor – disse Dona Hortência Fernandes, saboreando o licor de pequi que só a Marieta Aquino era capaz de fazer.
        --- Progressista e interesseiro – emendou a Marieta, para depois completar: - O Bento? Aquilo é doido por dinheiro, feito João-tolo por bodoque.
        Cada um tinha um pouco de razão. Bento Pereira era progressista, sim, mas sem deixar de ser interesseiro. Ou, conforme ele próprio costumava dizer, suavizando a coisa dum jeito meio pedante: gostava de usufruir dos benefícios proporcionados pela civilização.
        Naquele fim de mundo, acompanhava o progresso da humanidade pelos jornais do Rio, que, mesmo chegando com três, quatro dias de atraso, mantinham o Bento informado sobre os principais acontecimentos do País e do estrangeiro. (...)
        Pois é, com a notícia da usina, ficou todo mundo apostando sobre o que o Bento ia inventar. Quase esquecia de dizer: ele era dono da mais sortida casa comercial do lugar, dessas que anunciam bebidas nacionais e estrangeiras, doces e conservas, louças, ferragens e tecidos. Trocado em miúdos: vendia de tudo um pouco.
        Alta madrugada, na véspera da inauguração, deram notícia de um caminhão descarregando misteriosa carga na venda do Bento Pereira Cada um falava uma coisa, mas parecia certo que era uma enorme caixa, toda reforçada por fora. O povo, de orelha em pé, tinha palpite pra dar e vender.
        Bom, de palpite em palpite, de comentário em comentário, chegou o dia da inauguração da luz. Festança de deixar saudade: discursos, espetáculo pirotécnico (naturalmente antes de acenderem as lâmpadas), comeria e beberia à vontade, gente de todas quinze bandas, aquilo mais parecia um formigueiro.
        Além de tudo, o pessoal finalmente pode satisfazer a curiosidade: a mercadoria misteriosa, chegada altas horas, era a tal de geladeira, agora já instalada na venda do Bento Pereira. O dono, todo intimado, dava demonstração, abria a porta, explicava o funcionamento, dizia que aquela neblinazinha lá dentro era onde se formava o gelo, não demorava muito ficava pronto.
        A notícia correu, logo foi juntando gente. Uns queriam saber quanto se pagava para ver, outros, mais sabidos, perguntavam a que hora ia ter picolé. O Bento não deu o braço a torcer. Picolé carecia de uns ingredientes que não tinham chegado ainda, explicou, mas não queria decepcionar a freguesia. Estava preparando uns cubos de gelo para daí a pouco.
        Não passou muito tempo, veio chegando com os cubinhos amarrados em barbantes, logo dependurados num arame esticado na entrada da venda. Do lado de fora, Um cartaz anunciava o preço: um tostão.
        --- É a dúzia, sô Bento? – perguntou o moleque.
        --- A unidade, seu ignorante.
        --- Mas por um tostão a gente compra uma penca de banana...
        --- É, banana dá à toa. Geladeira, onde é que tem outra vinte léguas em roda?
        Nisso, veio entrando gente, cada um querendo uma coisa, o dono fazendo questão de atender, ele mesmo, sabe como é. Um pede pra ver um riscado, fica na dúvida, quer olhar outra peça, não se agrada da padronagem, é aquele sebo. Aí entra um querendo ser uma faca. Pega três diferentes, pergunta o preço, pechincha, acaba saindo sem levar nenhuma; se resolver, volta depois.
        Naquele lufa-lufa, Bento Pereira não sente o tempo passar. Quando tira o lápis da orelha pra fazer uma conta, percebe uma gota de suor na testa.
Aí, de repente se lembra: e os cubinhos?
        Feito um cabrito, salta o balcão e chega até a porta. Cadê o gelo?
        Uns meninos, espantados, olham o último pingo d’água escorrendo da ponta dos barbantes e caindo no chão. Com o pulo do negociante, a meninada se escafedeu.
        Bento, furioso, esbravejava:
        --- Molecada vagabunda! Come meu gelo e ainda mija na porta.

                        Olavo Romano. Minas e Seus Casos. págs. 101-104.
                                                           Editora Ática, São Paulo, 1984.

Entendendo o texto:
01 – Qual é o personagem principal da história de Olavo Romano?
      O personagem principal é Bento Pereira.

02 – Quem era Bento Pereira?
      Era um homem progressista, dono da mais sortida casa comercial da pequena cidade onde morava.

03 – A história se passou na época atual ou muitos anos atrás?
      A história se passou muitos anos atrás.

04 – Como era o lugar onde morava Bento Pereira?
      Era uma cidadezinha muito distante dos grandes centros, em pleno sertão.

05 – Que diziam as pessoas a respeito de Bento Pereira?
      Uns diziam que era amigo do progresso, outros, que era “doido por dinheiro” e só tinha em vista seus próprios interesses.

06 – Que acontecimento contribuiu para desencadear na localidade uma série de comentários e palpites em torno de Bento Pereira?
      A construção de uma usina hidrelétrica.

07 – Assinale as afirmações verdadeiras com relação ao protagonista da história:
      (  ) Não lia os jornais nem se interessava pelo progresso da humanidade.
      (X) Gostava de usufruir dos benefícios proporcionados pela civilização.
      (  ) Tratava as crianças com muito carinho, delicadeza e paciência.
      (X) Pensava que o gelo, fora da geladeira, não se derretesse depressa.
      (  ) Não atendia os fregueses, apenas acompanhava o movimento da loja.

08 – Como o povo comemorou a inauguração da usina elétrica?
      O povo a comemorou com uma grande festa, durante a qual houve discursos, fogos de artifício e muita comida e bebida.

09 – Indique o assunto a que o autor deu maior destaque na história:
      (X) A geladeira.
      (   ) A loja de Bento Pereira.
      (   ) A inauguração da usina elétrica (hidrelétrica)

10 – O tom predominante da história de Olavo Romano é:
      (   ) Sério.       (X) Humorístico, divertido.     (   ) Dramático.

11 – A cena final é cômica? Por quê?
      Sim, é cômica, porque o comerciante, não vendo mais os cubinhos de gelo pendurados, pensou que os meninos os tivessem comido e urinado na porta da loja.

12 – Há discurso direto (reprodução exata da fala das personagens) no texto? Em que passagens do texto ocorre tal processo narrativo?
      Sim, há. No segundo e terceiro parágrafos e no diálogo de um menino com Bento Pereira.