Mostrando postagens com marcador FÁBULA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador FÁBULA. Mostrar todas as postagens

domingo, 26 de julho de 2026

FÁBULA: O SEGREDO DO VALE VERDE - COM GABARITO

 Fábula: O Segredo do Vale Verde

         No Vale Verde, a água era o bem mais precioso. O pequeno coelho Théo passava os seus dias cavando pequenos canais de irrigação para levar a água do rio principal até as plantações das famílias mais humildes da floresta. Théo acreditava que, se todos trabalhassem juntos, ninguém passaria fome. Seu sonho era ver o vale prosperar de forma justa.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjeUCywDlLDxXrEI3qyFNK22GhvGGDzRioVS9pgEZ_fAXBnFuL4BXJlsZjKoSsCR_Aou4V8W2wvxbS1AhmIOGq7XlCvKR0Pt17vVRRCxhviXCuwsCHIE6wJV_XY6RP-NBH8ZxD5kKGMKBehJuipEGdeGjRx0H-c2b1WTFqBUbAsnwDetWwce883Ewo4xe0/s320/images.jpg


        No entanto, o Lobo Lobo-Gris, o bicho mais poderoso da região, tinha outros planos. Ele construiu uma grande represa de pedras, desviando todo o curso do rio para suas próprias terras. Lobo-Gris queria cobrar um preço altíssimo por cada balde de água que os outros animais precisassem usar. "Quem tem a força faz as regras", zombava o lobo, enquanto as plantações dos vizinhos começavam a secar.

        Ao perceber a maldade, Théo não se intimidou pela diferença de tamanho. Ele reuniu os animais à noite e, usando a inteligência, desenhou um plano para abrir as comportas da represa sem que o lobo percebesse. A união e a persistência do coelho devolveram a vida ao Vale Verde, mostrando que o egoísmo não vence o trabalho coletivo.

        Moral: A união, a inteligência e o trabalho coletivo são mais fortes do que a força bruta, o egoísmo e a ganância.

Autor desconhecido. Texto é considerado de domínio público/autoria anônima escolar.

 

Entendendo a fábula:

01 – Quem é o protagonista da história e qual é o seu principal objetivo? Justifique com elementos do texto.

      O protagonista é o coelho Théo. Ele ocupa esse papel porque a história gira em torno de suas ações e de seu desejo de ajudar a comunidade. Seu objetivo principal era levar água do rio para as plantações das famílias humildes da floresta para que ninguém passasse fome.

 

02 – O Lobo-Gris atua como o antagonista da narrativa. Explique qual ação dele cria o conflito principal da história e o que ele pretendia alcançar com isso.

      Lobo-Gris é o antagonista porque ele cria o obstáculo central que impede o protagonista de realizar seu objetivo. A ação que gera o conflito é a construção de uma represa para desviar a água do rio. Ele pretendia, com isso, monopolizar a água e cobrar um preço altíssimo dos outros animais, agindo por ganância.

03 – A habilidade EF69LP44 nos convida a identificar valores sociais e humanos nos textos. Quais valores sociais opostos o comportamento de Théo e o de Lobo-Gris representam?

      O comportamento de Théo representa os valores da cooperação, empatia e senso de comunidade, pois ele trabalha pelo bem de todos. Já o comportamento de Lobo-Gris representa o egoísmo, a ganância e o individualismo, pois ele pensa apenas no próprio lucro, mesmo que isso cause o sofrimento alheio.

 

04 – No segundo parágrafo, o lobo afirma: "Quem tem a força faz as regras". Pensando na nossa sociedade real, que tipo de visão de mundo ou comportamento essa frase critica? Como o desfecho da história rebate essa ideia do lobo?

      A frase do lobo critica a visão de mundo baseada na opressão, onde os mais fortes ou poderosos acreditam que podem explorar os mais fracos sem sofrer consequências. O desfecho da história rebate essa ideia ao mostrar que a inteligência, a união e a organização coletiva dos animais menores foram capazes de vencer a força bruta e o autoritarismo do lobo.

 

 

FÁBULA: SEMPRE ALERTA! - MILLÔR FERNANDES - COM GABARITO

 Fábula: Sempre Alerta!

           Millôr Fernandes

        Grande espírito, o daquele escoteiro. Estava na rua, segurando seu feroz cão policial, quando viu parar um ônibus. Os passageiros desceram, subiram, o ônibus pôs-se a andar. No momento em que o ônibus ia andando apareceu um velhinho tentando pegá-lo. Correu atrás do ônibus. Quando já o ia pegando, o ônibus aumentou a velocidade. No instante exato em que o velhinho, aborrecido, ia desistir do ônibus, o escoteiro não teve dúvida: soltou o cachorro policial em cima dele. O velho pôs-se a correr desesperadamente e, como única salvação, pegou o ônibus que já ia quinhentos metros adiante. O escoteiro segurou de novo o cão e voltou para casa, feliz, tendo praticado sua boa ação do dia.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjlez_JJk0I7_CX72c3MrBApwnN667ed-DCRKH1nZNwJXvwqciQyj8FBDQRpPU3JPeygKuqnpCvca0tVftY9_zaezA9_pyNdKqnRWvl-60hB0iamqkLjuj5yJ3uOFHCkSqe-kTQyKiHPdHwEVUHhAmi8Y_gksUHY8_9-zJwH9nlF94n1mIjXJ8xR9ZdnR8/s320/images.jpg


        Moral: Nem toda "ajuda" é motivada por empatia — às vezes, boas intenções executadas sem noção do perigo geram o resultado certo pelos motivos inteiramente errados.

 

Entendendo a fábula:

01 – O que é um "escoteiro"?

      Pessoa que cuida da natureza e auxilia pessoas que precisam de ajuda.

 

02 – Por que, afinal, o escoteiro soltou o cachorro policial em cima do velhinho?

a) para assustar o velhinho

b) para fazer com que o velhinho alcançasse o ônibus.

c) para livrar-se do cão

d) para que ele atacasse o velhinho.


03 – "O velho pôs-se a correr desesperadamente." Qual é o significado da expressão em destaque?

a) voltou                         c) movimentou-se

b) pensou                       d) começou.

 

04 – Que fato é responsável pelo humor da tirinha?

       Que o escoteiro soltou o cachorro pra cima do velhinho para que ele corresse e alcançasse o ônibus.

 

05 – Que outra solução você daria para ajudar o velhinho?

      Resposta pessoal do aluno.

sábado, 25 de julho de 2026

FÁBULA: CÃO! CÃO! CÃO! - MILLÔR FERNANDES - COM GABARITO

 Fábula: CÃO! CÃO! CÃO!

           Millôr Fernandes

 

        Abriu a porta e viu o amigo que há tanto não via. Estranhou apenas que ele, amigo, viesse acompanhado por um cão. Cão não muito grande, mas bastante forte, de raça indefinida, com toda efusão. “Quanto tempo!”. O cão aproveitou as saudações, se embarafustou casa adentro e logo o barulho na cozinha demonstrava que ele tinha quebrado alguma coisa. O dono da casa encompridou um pouco as orelhas, o amigo visitante fez um ar de que a coisa não era com ele. “Ora, veja você, a última vez que nos vimos foi...” “Não, foi depois, na...” “E você, casou também?” O cão passou pela sala, o tempo passou pela conversa, o cão entrou pelo quarto e novo barulho de coisa quebrada. 

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFZrD3W8J0b5Sz6SkzuuOJQH1BvdYq2mKhyphenhyphen_bfK9O1xommjmkjKVTYE4i9Shdo-HJySCzVn0zJ-9_srqMdCqJknbEIKp1x809y0YqBKXFBpryRODQHJTJjp1I1LPr2HPp5eyxg4se63ceaSHjv_uUlaFiWg_RMkn1ZElIFIlY5f-pm2Uxb0jQPnJVo9Ck/s320/images.jpg


Houve um sorriso amarelo por parte do dono da casa, mas perfeita indiferença por parte do visitante. “Quem morreu definitivamente foi o tio... Você se lembra dele?” “Lembro, ora, era o que mais... não?” O cão saltou sobre um móvel, derrubou o abajur, logo trepou com as patas sujas no sofá ( o tempo passando) e deixou lá as marcas digitais de sua animalidade. Os dois amigos tensos, agora preferiam não tomar conhecimento do dogue. E, por fim, o visitante se foi. Se despediu, efusivo como chegara, e se foi. Mas ainda indo, quando o dono da casa perguntou: “Não vai levar o seu cão?” “Cão? Cão? Cão? Ah, não! Não é meu, não. Quando entrei, ele entrou naturalmente comigo e eu pensei que fosse seu. Não é seu, não?”

 

        MORAL: Quando notamos certos defeitos nos amigos, devemos sempre ter uma conversa esclarecedora.

 Entendendo a fábula:

01 – Quais são os personagens da história?

      Os dois amigos e o cão.

02 – O autor não utilizou travessões para indicar os diálogos. Que recurso Millôr Fernandes usou para representar as falas dos personagens?
      Aspas.
03 – O cão era vira-lata. Que expressão do texto indica isso?

      De raça indefinida.

04 – Enquanto os amigos conversavam, o cão passou por três cômodos da casa. Indique quais são os cômodos e o que o cão fez em cada um deles.

      Cozinha (quebrou algo), quarto (quebrou algo), sala (derrubou o abajour e deixou suas marcas no sofá).


05 – Por que os amigos foram ficando tensos à medida que o tempo ia passando?

      Porque o cachorro estava quebrando tudo e ninguém fazia nada.
06 – O que significa o sorriso amarelo do dono da casa no meio de sua conversa com o amigo?

      Que ele estava sem graça.

07 – Por que nenhum dos amigos reagiu às destruições do cachorro?

      Porque o cão não era de nenhum dos dois.

08 – Que fato é responsável pelo humor do texto?

      Que um fica achando que o cão era do outro e não era de ninguém.

 

FÁBULA: O LOBO E O CÃO - RUTH ROCHA - COM GABARITO

 Fábula: O lobo e o cão

            Ruth Rocha

 

        Certo dia, um Lobo só pele e osso encontrou um cão gordo, forte e com o pelo muito lustroso enquanto andava pela estrada. Via-se bem que não passava fome. O Lobo, admirado, quis saber onde é que ele conseguia obter tanta comida.

        -- Se me seguires ficarás tão forte como eu – respondeu o cão. – O homem dar-te-á restos saborosos.

        -- Mas o que preciso fazer em troca? – quis saber o Lobo.

        -- Muito pouco, na verdade – respondeu o Cão. – Uivar aos intrusos, agradar ao dono e adular os seus amigos. Só por isto receberás carne e outras iguarias muito bem cozinhadas. De vez em quando, receberás também festas no dorso.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhtbgVjA0huxfiSRoBVvW3Lymw4a3-qg3hVre6qyZzeNHf7cFoN3tL2bP0vGra-L5JW0boeJ3XNEZP6RuXBh7kwUn_jo4LCg7LhMIZ-JTlOYj2Q9ORWP8gy569of5t6Hdlxi2eLsJyqdofb6g5aLCkKYKiQTliRW2geO9K-okwm44bOuXN3qz6uBCXL5z4/s320/images.jpg


        O Lobo ficou encantado com a ideia e meteram-se ambos ao caminho. A dada altura, o Lobo reparou que o cão tinha o pescoço esfolado.

        -- O que tens no pescoço? – perguntou.

        -- Nada de grave. É da argola com que me prendem – explicou o Cão.

        -- Preso? Então não podes correr quando queres? – exclamou o Lobo. – Esse é um preço demasiado elevado: não troco a minha liberdade por toda a comida do mundo.

        Dito isto, desatou a correr o mais depressa que pode para bem longe dali.

        Moral da história: A tua liberdade não tem preço.

 

Entendendo a fábula:

01 – Qual era a diferença física entre o lobo e o cão no início da história?

      O lobo estava extremamente magro, descrito como "só pele e osso", enquanto o cão era gordo, forte e tinha o pelo muito lustroso, demonstrando que se alimentava bem.

 

02 – O que o cão disse que o lobo precisaria fazer para receber comida saborosa e carinho do dono?

      O lobo precisaria fazer pouca coisa: uivar para os intrusos, agradar ao seu dono e adular os amigos dele. Em troca, receberia carne, comida bem cozinhada e carinho no dorso.

 

03 – O que fez com que o lobo mudasse de ideia e desistisse de acompanhar o cão?

      O lobo reparou que o cão tinha o pescoço esfolado por causa da corrente/coleira e descobriu que ele ficava preso, não tendo a liberdade de correr quando quisesse.

 

04 – Qual é o ensinamento (a moral) trazido por essa fábula?

      A moral da história é que "a tua liberdade não tem preço". Ela mostra que nenhuma fartura, conforto ou segurança vale o custo de perder a própria independência.

 

05 – Na frase “Esse é um preço demasiado elevado: não troco a minha liberdade por toda a comida do mundo”, o que a palavra “demasiado” significa no contexto?

      A palavra "demasiado" significa excessivo, muito grande ou alto demais. O lobo quis dizer que ficar preso era um custo alto demais a se pagar apenas por comida.

 

 

 

 

sábado, 11 de julho de 2026

FÁBULA: O LÍRIO - LEONARDO DA VINCI - COM GABARITO

 Fábula: O Lírio

 

        Nas verdes margens do rio Ticino um belo lírio mantinha-se reto e alvo em sua haste, mirando o reflexo de suas brancas pétalas na água. A água ansiava possuir o lírio.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEighGdiYlIgbiff9EuROtMf2sYsVHNAPxCr_Ldjfntd1e76URww7Y1zvQGDLN35RJC30ySBViyaRAH6xqL7_wC0BJ_MDAWLExNfBis2ZSYvF9DFdorFO6UtdHPBzUGGJjja3HUSBlX_-kYQvHllo1wYe5jONCivkchTZ9y020oyf-oxyuyOXE7bUA6aGuU/s320/images.jpg


        A cada ondulação da superfície passava a imagem da linda flor branca. E o desejo da água voltava-se para as ondulações que ainda estavam por vir.

        E assim todo o rio começou a estremecer e a correnteza tornou-se rápida e turbulenta. A água não conseguiu arrancar o lírio, que mantinha-se firme no alto de sua forte haste, e então atirou-se furiosamente contra a margem, que foi arrastada pela inundação.

        E junto com a margem foi-se a linda e solitária flor.

        Moral: A paixão cega, obsessiva e violenta destrói aquilo que mais deseja possuir.

 

Leonardo da Vinci. Fábulas de Leonardo Da Vinci (Século XV).

 

Entendendo a fábula:

01 – Onde o lírio vivia e o que ele costumava fazer em sua rotina?

      O lírio vivia nas verdes margens do rio Ticino. Ele mantinha-se reto e alvo em sua haste, admirando o reflexo de suas próprias pétalas brancas na água do rio.

02 – Que sentimento o rio desenvolveu pelo lírio ao ver seu reflexo?

      O rio desenvolveu um desejo obsessivo de possuir o lírio. A cada nova ondulação na superfície que carregava a imagem da flor, o desejo da água se renovava e aumentava para as próximas ondas que viriam.

03 – Como o rio reagiu fisicamente à intensidade do seu próprio desejo?

      O rio começou a estremecer por inteiro, fazendo com que sua correnteza se tornasse extremamente rápida, turbulenta e violenta na tentativa de alcançar e tomar a flor para si.

04 – O que impediu o rio de arrancar o lírio diretamente em um primeiro momento?

      O lírio mantinha-se firme e seguro no alto de sua própria haste, que era muito forte, resistindo à força inicial da água que tentava arrancá-lo de onde estava.

05 – Diante da resistência da haste, qual foi a atitude furiosa do rio e qual foi a consequência final para o lírio?

      Sem conseguir arrancar a flor diretamente, a água atirou-se furiosamente contra a margem do rio, provocando uma inundação que arrastou a terra. Com a destruição da margem, o lírio perdeu sua base e foi levado junto pela correnteza, sendo destruído pelo próprio rio que o desejava.

 

 

sexta-feira, 10 de julho de 2026

FÁBULA: A NEVE - LEOANRDO DA VINCI - COM GABARITO

 Fábula: A Neve

 

        No cume de uma montanha muito alta havia uma pedra. E na borda da pedra havia um floco de neve.

        A neve olhou para o Universo em torno e pôs-se a pensar consigo mesma:

        -- As pessoas devem achar que sou convencida e presunçosa, e é verdade! Como pode um pedacinho de neve, um mero floco de neve, como eu, permanecer aqui no alto sem sentir vergonha? 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWDkfIREIlOH7EHQylrRDI9P_qH_PJSwGEZSiWZRiWeWv0iABSHZ8RKE98_KPHcZwy4khEaR83szzk9BBbUBroi1U-mrGG4uyHHKoN7k1rZBB3-cnvQi7Nn-VCkED5-o2mfLzfMXsPMOGDxPiDW2r9W5QcoTuYsM45U7wMgvonvmUtJVPQ_x4rZt3f1oY/s320/images.jpg


Qualquer pessoa que olhe para esta montanha pode ver que todo o resto da neve está mais embaixo. Um pequenino floco de neve, como eu, não tem direito a alturas tão vertiginosas, e chego a merecer que o Sol faça comigo o mesmo que fez ontem com meus companheiros, derretendo-me com um simples olhar. Mas vou escapar á justa ira do Sol descendo para um nível mais apropriado para alguém tão pequeno como eu.

        Ao dizer isto, o pequenino floco de neve, rígido de frio, atirou-se do alto da pedra e rolou para baixo do cume da montanha. Porém quanto mais rolava maior se tornava. Em breve transformou-se numa grande bola de neve e depois em avalanche. Finalmente parou numa colina, e a avalanche era tão grande quanto a colina que ficava por baixo dela.

        E por isso, quando chegou o verão, essa foi a última neve a ser derretida pelo Sol.

        Moral: A verdadeira humildade eleva os pequenos, enquanto a soberba derruba os orgulhosos.

          Leonardo da Vinci. Fábulas de Leonardo Da Vinci (Século XV).

 

Entendendo a fábula:

01 – O que motivou o floco de neve a se atirar do cume da montanha?

      O floco de neve foi motivado pelo sentimento de humildade e autocrítica. Ele achava que era presunção de sua parte estar no ponto mais alto da montanha, enquanto o restante da neve estava mais abaixo, e temia a ira do Sol por estar em uma altura tão vertiginosa sendo tão pequeno.

02 – O que aconteceu com o floco de neve à medida que ele rolava montanha abaixo?

      À medida que rolava, o floco de neve foi acumulando mais neve e crescendo. Ele se transformou primeiro em uma grande bola de neve e, eventualmente, em uma enorme avalanche. 

03 – Onde a avalanche finalmente parou e qual era o seu tamanho naquele momento?

      A avalanche parou em cima de uma colina, e o seu tamanho tornou-se tão monumental que ela ficou tão grande quanto a própria colina que estava por baixo dela.

04 – Qual foi a consequência física do crescimento do floco de neve quando o verão chegou?

      Por ter se tornado uma massa de neve gigantesca (uma avalanche), aquela foi a última neve de toda a região a ser derretida pelo Sol quando o verão chegou.

05 – Como a atitude inicial do floco de neve ironicamente mudou o seu destino final?

      Ironicamente, ao tentar fugir do Sol e do topo para não ser destruído por sua "presunção", o floco de neve tomou uma atitude que o tornou gigante. Se tivesse ficado parado no topo como um simples floco, teria sido derretido rapidamente pelo Sol; ao descer com humildade, ganhou a resistência necessária para sobreviver por muito mais tempo.

 

 

 

quinta-feira, 9 de julho de 2026

FÁBULA: A OSTRA E O CARANGUEJO - LEONARDO DA VINCI - COM GABARITO

 Fábula: A Ostra e o Caranguejo

 

        Uma ostra estava apaixonada pela Lua. Sempre que a Lua cheia brilhava no céu ela passava horas olhando-a boquiaberta.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg_ef4cH0lETORz6cdkjUk_lq_aqpxjEhRKA0n1v5NadXWZvg0qHTMvTNqMmGLmEPrroM0_ouHyo-WVodIxr_afCi9P1hvCRMnItsXwZtgT4i3BcMURlmRz4r2JNKgk3wpHOqqGKGM-_UUA_3FkpQ7GWPGO9GG9gfA6K7_ywmK-iAzrnvaNin6ER4nUp6w/s320/a-ostra-e-a-perola.jpg


        Um caranguejo viu, de seu posto de observação, que durante a Lua cheia a ostra ficava completamente aberta, e decidiu comê-la.

        Na noite seguinte, quando a ostra se abriu, o caranguejo colocou um pedregulho dentro da concha.

        A ostra, imediatamente, tentou fechar-se novamente, porém o pedregulho impediu que assim o fizesse.

        Moral: Isso acontece a qualquer pessoa que abra a boca para contar seus segredos. Há sempre um ouvido à escuta.

 

Leonardo da Vinci. Fábulas de Leonardo Da Vinci (Século XV).

 

Entendendo a fábula:

 

01 – Por que a ostra ficava com a concha completamente aberta durante a Lua cheia?

      A ostra estava apaixonada pela Lua. Por isso, sempre que a Lua cheia brilhava no céu, ela passava horas olhando para o alto, boquiaberta de admiração, o que a fazia abrir totalmente sua concha.

 

02 – O que o caranguejo planejou fazer ao observar o comportamento da ostra?

      O caranguejo percebeu que, ao ficar maravilhada com a Lua, a ostra se esquecia de sua segurança e ficava vulnerável. Ele aproveitou essa distração e decidiu que iria comê-la.

 

03 – Qual foi a estratégia utilizada pelo caranguejo para impedir que a ostra se protegesse?

      Na noite seguinte, assim que a ostra se abriu para olhar a Lua, o caranguejo colocou rapidamente um pedregulho dentro da concha dela, impedindo que ela conseguisse se fechar totalmente de novo.

 

04 – De acordo com a fábula, o que a ostra deveria ter feito para evitar o ataque do caranguejo?

      Ela deveria ter sido mais cautelosa e não ter se exposto tanto. Ao abrir totalmente sua concha e revelar sua vulnerabilidade (ou seu "segredo"), ela deu ao caranguejo a oportunidade perfeita para atacá-la.

 

05 – Como a moral apresentada no texto relaciona o comportamento da ostra com a vida humana?

       A moral alerta que o mesmo acontece com as pessoas que "abrem a boca" para contar seus segredos a qualquer um. Assim como o caranguejo usou a abertura da ostra para destruí-la, sempre existem pessoas mal-intencionadas ("ouvidos à escuta") prontas para usar nossos segredos e vulnerabilidades contra nós.

 

 

quarta-feira, 8 de julho de 2026

FÁBULA: A OSTRA E O CAMUNDONGO - LEONARDO DA VINCI - COM GABARITO

 Fábula: A Ostra e o Camundongo

 

        Uma ostra viu-se, juntamente com um grande número de peixes, dentro da casa de um pescador, pouco distante do mar.

        -- Vamos todos morrer – pensou a ostra ao ver seus companheiros espalhados pelo chão, quase asfixiados.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi00WZQ5r4PARyKkAr1MDEp3HjVAjHxIYcAd-QqyNGl9j7uM3oGTWRSA7fNdNSYeUcQ39orlDBytv6cLfqvOuR77noB5n6_cKKzX378QIeQvMFb94cyYsahzDl1W6_DPvQ5jOm5XjWg2kQ_TmsswiKFDsXPTo5oXO_zUFGvdcugSRJzaYj375m0RBPhrEI/s320/images.jpg


        Um camundongo veio passando.

        -- Escute, camundongo! – disse a ostra – será que você pode fazer favor de me levar para o mar!

        O camundongo olhou para a ostra: era grande e bonita. Devia ser deliciosa.

        -- Certamente – respondeu o camundongo, decidido a comê-la – mas você precisa abrir sua concha, porque assim, fechada desse jeito, não posso carregá-la.

        A ostra abriu cautelosamente a concha e o camundongo imediatamente meteu o focinho para abocanhá-la. Porém, em sua pressa, enfiou demais a cabeça e a ostra fechou-se, prendendo o roedor pelo pescoço. O camundongo deu um grito. Um gato ouviu, veio correndo e devorou-o.

        Moral: A ganância cega e a pressa excessiva levam à própria ruína.

 

Leonardo da Vinci. Fábulas de Leonardo Da Vinci (Século XV).

 

Entendendo a fábula:

 

01 – Onde a ostra se encontrava no início da história e qual era o seu maior temor?

      A ostra estava dentro da casa de um pescador, que ficava pouco distante do mar. Ao ver os peixes espalhados pelo chão e quase asfixiados, seu maior temor era que todos eles — inclusive ela — fossem morrer.

 

02 – Que pedido a ostra fez ao camundongo quando este passou por perto?

      A ostra implorou para que o camundongo fizesse o favor de levá-la de volta para o mar, na esperança de salvar sua vida.

 

03 – Qual era a verdadeira intenção do camundongo ao aceitar ajudar a ostra?

      A intenção do camundongo não era ajudar. Ao ver que a ostra era grande e bonita, ele achou que ela devia ser deliciosa e decidiu que iria comê-la. Por isso, exigiu que ela abrisse a concha, inventando a desculpa de que não conseguiria carregá-la fechada.

 

04 – Como a ostra conseguiu se defender do ataque do camundongo?

      Quando a ostra abriu a concha cautelosamente, o camundongo enfiou a cabeça com muita pressa para abocanhá-la. Percebendo o perigo, a ostra fechou-se rapidamente, prendendo o roedor pelo pescoço.

 

05 – Qual foi o destino final do camundongo após ficar preso na concha?

      Ao ficar preso pelo pescoço, o camundongo deu um grito de dor ou desespero. Um gato que estava por perto ouviu o barulho, veio correndo e devorou o camundongo.

 

segunda-feira, 29 de junho de 2026

FÁBULA: AS CHAMAS - LEONARDO DA VINCI - COM GABARITO

 Fábula: As Chamas

        As chamas brilhavam há mais de um mês na fornalha do soprador de vidro, onde eram feitos vidros e garrafas.

        Um dia viram aproximar-se uma vela colocada num castiçal fino e brilhante. Imediatamente, com um desejo ardente, as chamas tentaram aproximar-se da linda vela.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjvAfsoYsC4AM_6MVhu4OMGcIw1fauEuKVucAwjk7on6GKXh6I4hym1jzkh8783V2DpiIxHdxgIP-gIIdOVRw7xOocGzNEgD6gtSdKp0SzyHhckyss-m6vGsB81CNJ_FnjQ6ESOzYwDldfrhp73g9sSJyIN_99Ky2YiDjFgYDT73wY9nrenPB2FXxtjpOA/s320/DancingFlames.jpg 


        Uma delas, saltando da brasa que a alimentava, virou-se de costas para a fornalha e, passando através de uma pequenina fresta, atirou-se para cima da vela, devorando-a sofregamente.

        Porém a ávida chama logo consumiu a pobre vela e, não desejando morrer com ela, tentou voltar para a fornalha de onde havia fugido.

        Porém não conseguiu desgrudar-se da cera amolecida e, em vão, gritou para as outras chamas, pedindo socorro.

        A chama rebelde transformou-se numa sufocante fumaça, e deixou todas suas irmãs resplandecentes, com a perspectiva de uma vida longa e brilhante.

        Moral: A ganância, o egoísmo e a busca por prazeres imediatos destroem aquilo que cobiçam e isolam o indivíduo de sua fonte de segurança.

 

Leonardo da Vinci. Fábulas de Leonardo Da Vinci (Século XV).

 

Entendendo a fábula:

01 – Onde as chamas viviam inicialmente e há quanto tempo estavam lá?

      As chamas viviam e brilhavam há mais de um mês na fornalha de um soprador de vidro, local onde eram fabricados vidros e garrafas.

02 – O que despertou o desejo ardente de uma das chamas e a fez sair da fornalha?

      O desejo foi despertado quando as chamas viram aproximar-se uma linda vela colocada em um castiçal fino e brilhante. Atraída por ela, uma das chamas saltou de sua brasa alimentadora e escapou por uma pequena fresta para alcançá-la.

03 – O que aconteceu logo após a chama rebelde pular em cima da vela?

      A ávida chama devorou a vela sofregamente e, por ser um combustível limitado, acabou consumindo-a por completo rapidamente.

04 – Por que a chama não conseguiu retornar para a segurança da fornalha?

      Porque ela ficou presa na cera amolecida da vela que havia acabado de derreter. Sem conseguir desprender-se e sem combustível para se manter viva, ela não pôde retornar.

05 – Qual foi o destino final da chama rebelde em comparação ao de suas irmãs?

      A chama rebelde apagou-se, transformando-se em uma fumaça sufocante e escura. Enquanto isso, suas irmãs permaneceram unidas na fornalha, resplandecentes e seguras, com a perspectiva de uma vida longa e brilhante.

 

 

FÁBULA: A NAVALHA - LEONARDO DA VINCI - COM GABARITO

 Fábula: A Navalha

 

        Era uma vez uma navalha de excelente qualidade, que morava numa barbearia. Um dia em que a loja estava vazia ela resolveu dar uma voltinha. Soltou-se do cabo e saiu para apreciar o lindo dia de primavera.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdsYOUb4CjdMVGO7U6jiGD17ASgtwy4EG8eVMnugg8Y0QGv1zzFrQ1IxrQiAi9vAAv8Umuv_4e-T43HfDY6Wgc5wDZCvLUJvc3fKmsIszm0hIYedrd0rUM9m5XKrO6UcJTU4AYWYPGQw1fhCb2T4t1u760_WFwlc8vMZgQgXie3cONudtzdfZRebBPpYo/s320/91nzV5BbErL._AC_UF1000,1000_QL80_.jpg


        Quando a navalha viu o reflexo do Sol em si mesma, ficou surpresa e encantada. A lâmina de aço lançava uma luz tão brilhante que, subitamente, com excessivo orgulho, a navalha disse a si mesma:

        -- E eu vou voltar para aquela loja de onde acabei de fugir? É claro que não! Os deuses não podem querer que uma beleza tal como a minha seja desonrada desta maneira. Seria loucura ficar aqui cortando as barbas ensaboadas daqueles camponeses, repetindo sem cessar a mesma tarefa mecânica! Será que minha beleza foi realmente feita para um trabalho desses? Certamente não! Vou esconder-me num local secreto e passar o resto da vida em paz.

        E em seguida foi procura um esconderijo onde ninguém a visse.

        Passaram-se meses. Um dia a navalha teve vontade de respirar ar fresco. Saiu cautelosamente de seu refúgio e olhou para si mesma.  Ai, que acontecera? A lâmina estava horrorosa, parecendo uma serra enferrujada, e não refletia mais a luz do Sol.

        A navalha ficou muito arrependida pelo que havia feito, e lamentou amargamente a irreparável perda, dizendo:

        -- Oh, como teria sido melhor se eu tivesse conservado em forma a minha linda lâmina, cortando barbas ensaboadas! Minha superfície teria permanecido brilhante e minha borda afiada! Agora aqui estou eu, toda corroída e coberta de uma horrível ferrugem! E não há nada a fazer!

        Moral: O triste fim da navalha é o mesmo que sucede às pessoas inteligentes que preferem ser preguiçosas a usar seus talentos. Essas pessoas, assim como a navalha, perdem o brilho e a parta afiada de seu intelecto, sendo logo corroídas pela ferrugem da ignorância.

 

Leonardo da Vinci. Fábulas de Leonardo Da Vinci (Século XV).

 

Entendendo a fábula:

01 – O que motivou a navalha a fugir da barbearia e abandonar o seu trabalho cotidiano?

      A navalha foi motivada pelo excessivo orgulho e pela vaidade. Ao ver o reflexo do Sol em sua lâmina de aço e notar como ela brilhava, ela se julgou bela e superior demais para realizar o trabalho mecânico e repetitivo de cortar as barbas dos camponeses. Ela considerou que aquela função desonrava a sua beleza e preferiu se esconder para viver em paz.

02 – De que maneira a passagem do tempo no esconderijo afetou a integridade física da navalha? Descreva o que ela encontrou ao sair do refúgio.

      O tempo passado no ócio e no isolamento destruiu as qualidades físicas da navalha. Ao sair do refúgio para respirar ar fresco após meses escondida, ela percebeu que sua lâmina estava horrorosa, parecida com uma serra enferrujada, e que já não refletia mais a luz do Sol, perdendo completamente o seu brilho e o seu corte original.

03 – Após perceber o seu novo estado, qual foi o arrependimento manifestado pela navalha? O que ela concluiu sobre a sua antiga rotina de trabalho?

      A navalha lamentou amargamente ter fugido e percebeu que o trabalho na barbearia, embora repetitivo, era justamente o que a mantinha em boa forma. Ela concluiu que se tivesse continuado a cortar as barbas ensaboadas, sua superfície teria permanecido brilhante e sua borda afiada, em vez de terminar totalmente corroída pela ferrugem.

04 – A moral do texto estabelece uma analogia (comparação). Como essa relação é feita entre os elementos da história e as características humanas?

      A fábula associa as qualidades físicas da navalha (o brilho e o corte afiado) à inteligência e aos talentos humanos. Da mesma forma, a "ferrugem" que corrói o metal é comparada à ignorância que consome a mente das pessoas que escolhem a preguiça e o ócio em vez de exercitarem e utilizarem suas capacidades no dia a dia. 

05 – A partir da leitura da fábula, qual é a principal lição que o autor deseja transmitir sobre a utilidade e a prática do nosso intelecto e talentos?

      A principal lição é a de que o talento e a inteligência não têm valor se forem mantidos isolados ou inativos; eles precisam ser praticados constantemente. Assim como o ferro precisa do trabalho para não enferrujar, as habilidades humanas exigem esforço e utilidade contínua, caso contrário, definham e são destruídas pelo comodismo e pela falta de uso.

 

 

FÁBULA: A NOZ E O CAMPANÁRIO - LEONARDO DA VINCI - COM GABARITO

 Fábula: A Noz e o Campanário

         Um corvo pegou uma noz e levou-a para o topo de um alto campanário. Segurando a noz com as patas começou a bicá-la para abri-la. Porém subitamente a noz rolou para baixo e desapareceu numa fresta do muro.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEir4NdnAdG6j_xeUVz1hbG8ozusYWkjQa8uGqn198hp-82g8SkBmOEJt_LzMzLKpROhKKfV-NNlKfszBLMcJBqHnfZ4rsTbD3vhPK7s3L36EbA1uXs4Od6WoBn4F-NJl2Hh4uvVuNLXaYlyofZpcPRvgV9T8Bfv6Bl-Mp8VE1f8pwLYR4AinK8GRR1iZV0/s320/noz_pecan.jpg


        -- Muro, meu bom muro – suplicou a noz, percebendo que estava livre do bico do corvo – pelo amor de Deus, que foi tão bom para você, fazendo-o alto e forte, e enriquecendo-o com esses belos sinos de tão belo som, salve-me, tenha pena de mim! Meu destino era cair entre os velhos ramos de meu pai – prosseguiu a noz – permanecer no rico solo coberto de folhas amarelas. Por favor, não me abandone! Quando eu estava sendo atacada pelo terrível bico daquele corvo feroz, fiz um voto. Prometi que, se Deus me permitisse escapar, eu passaria o resto de minha vida dentro de uma frestinha.

        Os sinos, num doce murmúrio, avisaram o campanário que tomasse cuidado porque a noz podia ser perigosa. Porém o muro, teve compaixão e decidiu abrigá-la, deixando-a ficar onde havia caído.

        Porém dentro em breve a noz começou a abrir e a estender raízes nas frestas da pedra. Em seguida as raízes forçaram caminho por entre os blocos de pedra e surgiram galhos que saíam pela fresta. Os galhos cresceram, tornaram-se mais fortes e estenderam-se para o alto, acima do topo da torre. E as raízes, grossas e enroscadas, começaram a fazer buracos nos muros, empurrando para fora todas as velhas pedras.

        O muro percebeu, tarde demais, que a humildade da noz e seu voto de ficar escondida numa fresta não eram sinceros. E arrependeu-se de não ter dado ouvido aos sinos.

        A nogueira continuou a crescer e o muro, o pobre muro, desmoronou e ruiu.

        Moral: Cuidado com a falsa humildade daqueles que se fazem de vítimas apenas para conseguir um espaço.

 

   Leonardo da Vinci. Fábulas de Leonardo Da Vinci (Século XV).

 

Entendendo a fábula:

01 – Como a noz foi parar na fresta do muro do campanário?

      A noz foi levada até o topo do campanário por um corvo, que pretendia comê-la. Enquanto o corvo tentava abri-la com o bico, a noz escorregou de suas patas, rolou para baixo e acabou caindo e desaparecendo dentro de uma fresta do muro.

02 – Qual foi a promessa (ou voto) que a noz fez ao muro para convencê-lo a lhe dar abrigo?

      A noz implorou por piedade e afirmou ter feito um voto de que, se Deus a salvasse do bico do corvo, ela passaria o resto de sua vida escondida e quietinha dentro daquela frestinha, sem causar problemas. 

03 – Quem tentou alertar o campanário sobre o perigo de abrigar a noz?

      Foram os sinos. Num doce murmúrio, eles avisaram o campanário para que tomasse cuidado, pois a noz poderia ser perigosa. No entanto, o muro sentiu compaixão e ignorou o aviso.

04 – O que aconteceu quando a noz começou a crescer dentro da fresta do muro?

      A noz se abriu e começou a fincar raízes e a soltar galhos. Com o tempo, as raízes grossas forçaram caminho entre os blocos de pedra, abrindo buracos e empurrando as velhas pedras para fora, enquanto os galhos cresceram tanto que ultrapassaram o topo da torre.

05 – Qual foi o destino final do muro por ter abrigado a noz?

      O muro percebeu tarde demais que a noz havia mentido sobre sua suposta humildade. A nogueira continuou crescendo com tanta força que o pobre muro não resistiu à pressão das raízes, acabou desmoronando e ruiu completamente.

 

FÁBULA: A PULGA E O CARNEIRO - LEONARDO DA VINCI - COM GABARITO

 Fábula: A Pulga e o Carneiro

        Certo dia, uma pulga que morava no pelo macio de um cachorro, sentiu um agradável cheiro de lã.

        -- Que será isso?

        Deu um salto e viu que o cachorro adormecera encostado à pele de um carneiro.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi0n58U05DcoCIg5Vg40CRlBAg_XimPyluqTW1SnsGCRs8V2vi_oWsC3Vb8k_-V0MJ1D4S4pSlWKu37v5oWU5tft-7dolliZRKYj14c8ho8No6J865GZbcgYj1aFaTZtwALzMa4KhkGfZLsHdAGkJwHCqI7tvrCxAK88FigeInzRq_Ie3NRrknQtKmcRYo/s320/ovelhas-carneiro-cordeiro-saiba-quais-sao-as-diferencas%20(1).jpg


        -- Esta pele é exatamente o que preciso – disse a pulga – é mais espessa e mais macia, e principalmente mais segura. Não corro o risco de ser encontrada pelas patas e pelos dentes do cachorro, que a toda hora me procuram. E a pele do carneiro deve ser, certamente, mais agradável.

        Então, sem mais pensar, a pulga mudou-se de casa, saltando das costas do cachorro para a pele do carneiro. Porém a lã era espessa, tão espessa que era difícil atravessá-la para chegar até a pele. Tentou e tornou a tentar, separando pacientemente os fios, procurando laboriosamente um caminho. Finalmente atingiu as raízes dos pelos, mas eles eram tão juntos que ficavam praticamente encostados uns nos outros. A pulga não encontrou sequer um furinho através do qual pudesse atingir a pele do animal.

        Cansada, banhada em suor e profundamente desapontada, a pulga resignou-se a voltar para o cachorro. Porém o cachorro não estava mais lá.

        Pobre pulga! Chorou dias a fio de arrependimento por seu erro.

        Moral: Não abandone o que é seguro e garantido por uma ilusão de maior facilidade ou conforto sem antes conhecer a realidade.

 

Leonardo da Vinci. Fábulas de Leonardo Da Vinci (Século XV).

 Entendendo a fábula:

01 – O que despertou o interesse da pulga em mudar de lugar no início da história?

      A pulga sentiu um cheiro agradável de lã e, ao dar um salto, percebeu que o cachorro em que morava estava dormindo encostado em um carneiro. Ela achou que a pele do carneiro seria mais espessa, macia, segura e agradável do que a do cachorro.

02 – Quais eram as desvantagens de morar no cachorro, segundo o ponto de vista da pulga?

      O cachorro estava constantemente tentando pegá-la com as patas e com os dentes, o que fazia com que a pulga corresse o risco frequente de ser encontrada e destruída. 

03 – Que dificuldades a pulga encontrou ao tentar se estabelecer na pele do carneiro?

      A lã do carneiro era tão espessa e os pelos eram tão juntos e encostados uns nos outros que a pulga teve imensa dificuldade para atravessá-los. Ela não conseguiu encontrar sequer um pequeno espaço ou furo para alcançar a pele do animal e se alimentar.

04 – O que a pulga decidiu fazer após fracassar na tentativa de alcançar a pele do carneiro?

      Cansada, suada e profundamente desapontada com a realidade da lã do carneiro, ela resolveu desistir e voltar para o pelo do cachorro, onde já estava acostumada a viver.

05 – Por que a história termina de forma triste para a pulga?

      Porque quando a pulga decidiu voltar, o cachorro já havia ido embora e não estava mais lá. Ela acabou ficando sem nenhuma das duas opções, restando-lhe apenas o choro e o arrependimento por seu erro impulsivo.