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quinta-feira, 4 de junho de 2026

TESTE SOBRE VARIAÇÕES LINGUÍSTICA E FIGURAS DE LINGUAGEM - COM GABARITO

 TESTE SOBRE VARIAÇÕES LINGUÍSTICA E FIGURAS DE LINGUAGEM

01.Considere o texto abaixo:
“A variação é inerente às línguas, porque as sociedades são divididas em grupos: há os mais jovens e os mais velhos, os que habitam numa região ou outra, os que têm esta ou aquela profissão, os que são de uma ou outra classe social e assim por diante. O uso de determinada variedade linguística serve marcar a inclusão num desses grupos, dá uma identidade para os seus membros. Aprendemos a distinguir a variação. Quando alguém começa a falar, sabemos se é de São Paulo, gaúcho, carioca ou português. Sabemos que certas expressões pertencem à fala dos mais jovens, que determinadas formas se usam em situação informal, mas não em ocasiões formais. Saber uma língua é ser “poliglota” em sua própria língua. Saber português não é só aprender regras que só existem numa língua artificial usada pela escola. As variações não são fáceis ou bonitas, erradas ou certas, deselegantes ou elegantes, são simplesmente diferentes. Como as línguas são variáveis, elas mudam.”


FIORIN, José Luiz. “Os Aldrovandos Cantagalos e o preconceito linguístico”. In O direito à fala. A questão do preconceito linguístico. Florianópolis. Editora Insular, pp. 27, 28, 2002.


Assinale a alternativa que apresenta ideia incompatível com o que se defende no texto do professor José Luiz Fiorin.
a) Todo o falante nativo de uma determinada língua tem competência linguística, portanto a norma padrão seria uma dentre as variedades da língua.
b) Visto que qualquer língua é essencialmente heterogênea, cabe à escola enfatizar o conhecimento das regras, a fim de que os falantes desenvolvam a competência discursiva.
c) A língua sofre a influência do contexto em que o falante está inserido, dessa forma ensino da língua não preconceituoso pressupõe reconhecer o fato de que as diferentes formas de falar constituem variedades linguísticas que não devem ser desprezadas.
d) A competência discursiva do aluno não pode ser medida pela variedade linguística por ele empregada.
e) O falante “poliglota” revela sua competência linguística uma vez que é capaz de distinguir diferentes variações em sua própria língua.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiCmGZKMbHxLGHPwrc1TdQPra0_Mz48b4dLn57QA3pdFTv8DnoXWYhteks7YYdpu5JMym0h8NDKkjLp_8ke_DBA0xD3e9PMfd3YhKuFblwgQ8ofSTZ05und3IrKXbvrDt10o7TCyZDL-J9Ddbl7IHcwC6Tdf42b3mFQgZv6r6WjPsbcmQPLlYTr9qK758k/s320/TESTE.png


02. No trecho “quando alguém começa a falar, sabemos se é de São Paulo, gaúcho, carioca ou português” (l.5). O autor faz referência a um tipo de variação linguística que se encontra na alternativa:

a. sociocultural
b. histórica
c. geográfica
d. coloquial

 

03.Considere o texto abaixo:
“Os linguistas sabem que não vale tudo, porque a língua, em todas as suas variantes, obedece a um conjunto de regras. Sabem, no entanto que esse conjunto de regras pode ser distinto de uma variante para a outra. Em segundo lugar, é preciso considerar que há formas linguísticas que podem ser usadas em determinadas situações de comunicação e não em outras e que há regras que são observadas por todos os falantes de uma dada língua e outras que não são gerais. (...)
Usar uma variante inadequada cria uma imagem inadequada do falante. “


FIORIN, José Luiz. “Os Aldrovandos Cantagalos e o preconceito linguístico.” In O direito à fala. A questão do preconceito linguístico. Florianópolis. Editora Insular, pp. 35,36, 2002.

Com base no texto, levando em consideração a situação de interlocução, assinale a alternativa que apresenta inadequação quanto ao aspecto linguístico.
a. Por gentileza, senhor, dirija-se a segunda sala. (a secretária de uma empresa para um cliente)
b. A gente é também responsável pelo fracasso do aluno, se os governantes não faz o que eles merece, nós temo a obrigação de fazer. (um professor em uma reunião de pais e mestres.)
C. -Lê, a comida está na geladeira, não deixa nada sujo garoto.
–tá bom, já ouvi.( diálogo entre irmãos)
d.KD vc?? Sumiu?
tô estudando.
tá bom. Xau,xau.( conversa de amigos no MSN)

 

04.(U. F. VIÇOSA) — Suponha um aluno se dirigindo a um colega de classe nestes termos: “Venho respeitosamente solicitar-lhe se digne emprestar-me o livro.” A atitude desse aluno se assemelha à atitude do indivíduo que:
a) comparece ao baile de gala trajando “smoking”.
b) vai à audiência com uma autoridade de “short” e camiseta.
c) vai à praia de terno e gravata.
d) põe terno e gravata para ir falar na Câmara dos Deputados.
e) vai ao Maracanã de chinelo e bermuda.

 

05. .Comente sobre a linguagem dos textos, se é conotativa ou denotativa, se são literários ou não literários.
a.
Na região nordeste do Japão, devastada pelo terremoto e tsunami de 11 de março, 25 mil soldados japoneses e americanos entraram no terceiro dia de buscas de vítimas. Até o momento apenas 167 corpos foram recuperados.

 

Linguagem: Denotativa. As palavras são usadas em seu sentido literal, real e objetivo, sem dupla interpretação. O foco é transmitir informações exatas sobre o acontecimento.

Natureza: Não literário. Trata-se de um texto jornalístico (uma notícia ou informativo). Sua única função é informar o leitor sobre fatos reais da forma mais direta e clara possível, sem preocupação com a beleza estética ou expressão de sentimentos.

Texto b.

b. Máquina breve
O pequeno vaga-lume
com sua verde lanterna,
que passava pela sombra
inquietando a flor e a treva
— meteoro da noite, humilde,
dos horizontes da relva;
o pequeno vaga-lume,
queimada a sua lanterna,
jaz carbonizado e triste
e qualquer brisa o carrega:
mortalha de exíguas franjas
que foi seu corpo de festa

 

 Linguagem: Conotativa. O texto está repleto de sentido figurado e metáforas. O vaga-lume é chamado de "máquina breve" e sua luz natural virou uma "verde lanterna". Ele também é comparado a um "meteoro da noite". As palavras ganham novos significados para criar imagens poéticas.

 Natureza: Literário. É um poema (composto por versos e estrofes). O objetivo principal não é dar uma notícia ou informar um dado científico sobre o inseto, mas sim emocionar, provocar reflexão sobre a brevidade da vida e criar uma experiência estética e artística por meio das palavras.

06. (UEL-PR) – Está usada em sentido denotativo a palavra sublinhada em:
a Embriagava-se daquela paisagem de intensas cores e cheiros.
b)
O homem batendo com violência no animal, que se aproximava vagarosamente..
c) Era a brisa do amanhecer que lhe afagava no peito uma tênue esperança.
d) A menção à sua beleza e encantos próprios iluminou-se o sorriso.
e) A freada fez o pneu assobiar no asfalto, mas nada houve, além disso.

07. (FUVEST–SP) – Na frase “(...) data da nossa independência política, e do meu primeiro cativeiro pessoal”, ocorre o mesmo recurso expressivo de natureza semântica que em:
a) Meu coração / não sei por quê / Bate feliz / quando te vê.
b) Há tanta vida lá fora / Aqui dentro, sempre / Como uma onda no mar.
c) Se lembra da fogueira, / Se lembra dos balões, Se lembra dos luares dos sertões?
d) Meu bem querer, / É segredo, é sagrado, / Está sacramentado / Em meu coração.

 

MAR PORTUGUÊS


Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

 

08. Em relação aos versos acima, ocorrem, respectivamente, duas figuras de linguagem nomeadas:
a) Metáfora e onomatopéia.
b) Catacrese e ironia.
c) Anacoluto e antítese.
d) Pleonasmo e metáfora.

 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

AMBIGUIDADE - FIGURA DE LINGUAGEM - EXEMPLOS E O QUE É? - COM GABARITO

 Ambiguidade – Figura de Linguagem – Exemplos e O que é?

 Ambiguidade é considerada um vício de linguagem. É também chamada de Anfibologia. Ocorre quando há a duplicidade de sentido em palavras ou expressões do texto.

Apesar de ser uma alternativa linguística admissível dentro do contexto poético e também na linguagem literária, seu uso não é recomendado em casos de escrita mais objetiva, em textos informativos e em redação de cunho técnico. 

 
 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiEkEyvbpnvX2bFEYBkFcr3g4m9FUaqw7keejf5XSDC2HsnI8OL4Oi2gHZgeBfQxXZeQedYqT0Bx5Ug4BIRFzUzEItNaWEu1Nh6Yl27OM_A1ijYkxovS294YWCtXOp1AjiHsUAqadw8CQ2-w9-RZ_etbaOS50aNs4sA8OyHAyetlrWpvk_TLeNXhuXYZb0/s320/AMBIGUIDADES.jpg




Veja abaixo diferentes exemplos de Ambiguidade.

A menina disse à colega que sua mãe havia chegado.

(A oração deixa um entendimento duvidoso, pois não se sabe ao certo quem chegou. A mãe da menina ou a mãe da colega).

O atleta falou ao treinador caído no chão.

(Não há como saber quem está caído. Se é o atleta ou o treinador.)

Perseguiram o porco do meu tio.

(Quem foi perseguido? o porco que é um animal ou o tio que está sendo chamado de porco?)

A cachorra da minha mulher está na rua.

(Ele se refere ao animal ou está chamando a mulher de cachorra?)

O menino olhou o pai deitado na cama.

(Afinal quem estava deitado na cama? o menino ou o pai?)

Ouvi falar da festa no restaurante.

(Neste caso, ele ouviu falar da festa quando estava no restaurante ou ouviu falar da festa que acontecia no restaurante? )

A vaca se diverte com a pata na lama.

(A palavra pata se refere à pata animal ou à pata que é o pé da vaca?)

Os meninos jogam futebol no campo.

 (A palavra campo pode se referir à campo – área própria para jogar futebol. Mas, também pode estar se referindo ao campo – zona rural.)

Cortaram a rede.

(Rede possui diversos significados não explícitos na frase. Pode ser rede de conexão à internet; pode se referir à rede usada para dormir; pode ser rede elétrica.

A menina estava perto do banco.

(Banco pode ser o banco da praça, assim como pode referir-se ao banco instituição financeira.)

Conclusão: A Ambiguidade, como vemos, pode levar à interpretação dupla ou duvidosa de uma mensagem. Apesar disto, é permitido seu uso como recurso ou alternativa linguística, para chamar a atenção para um determinado contexto.

01-Qual o tema central do texto-discurso?

     a- Figuras de Linguagem;

     b- A ambiguidade;

     c- O vício de linguagem.

02-O texto-discurso é predominantemente:

     a- injuntivo, pois dá instruções de como lidar com a ambiguidade;

     b- expositivo, pois explica a teoria e dá exemplos de como funciona a ambiguidade;

   c- narrativo, pois conta uma história sobre a ambiguidade;

   d- argumentativo, pois tenta convencer o leitor a compreender a ambiguidade;

03-Marque (V) para efeitos de sentidos próprios do texto-discurso e (F) para efeitos de sentidos não pertinentes:

     a-( V   ) percebe- o discurso de que a ambiguidade também recebe o nome de Anfibologia;

     b-( V  ) percebe-se o discurso de que a ambiguidade acontece quando há duplo sentido nas palavras ou expressões de um texto-discurso;

     c-( F ) percebe-se o discurso de que a ambiguidade reflete o sentido único de um enunciado;

     d-( F ) percebe-se o discurso de que a ambiguidade não é permitida em contextos poéticos;

     e-( F   ) percebe-se o discurso de que a ambiguidade é permitida textos informativos;

     f-( V ) percebe-se o discurso de que a ambiguidade não é permitida em redação de cunho técnico;

    g-( V ) percebe-se o discurso de que a ambiguidade é aceita na linguagem literária;

04-O enunciado “Perseguiram o porco do meu tio” foi empregado como recurso de:

     a- exemplificação;

     b- produção humorística;

     c- crítica;

     d- argumento de autoridade.

05-No enunciado “A cachorra da minha mulher está na rua. (Ele se refere ao animal ou está chamando a mulher de cachorra?)”, o uso dos parênteses serviu para:

      a- opor-se ao que foi dito antes;

      b- explicar o que foi dito antes;

      c- chamar atenção para o que foi dito antes.

06- No enunciado “A Ambiguidade, como vemos, pode levar à interpretação dupla ou duvidosa de uma mensagem. Apesar disto, é permitido seu uso como recurso ou alternativa linguística...”, a palavra grifada foi usada para não repetir:

      a- a palavra ambiguidade;

      b- a palavra mensagem;

      c- a expressão interpretação dupla ou duvidosa.

FIGURAS DE LINGUAGEM - EXEMPLOS - O QUE SÃO? - ATIVIDADES COM GABARITO

 Figuras de Linguagem – Exemplos – O que são? 

As figuras de linguagem são recursos de nosso idioma para tornar as mensagens que emitimos mais expressivas e significativas. Tais recursos podem ampliar o significado de uma oração, assim como suprir lacunas de uma frase com novos significados.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhwg-t138cYIexy0td_BHip7p6dqD6Uc19MxrT2efeNgoRfhzNFDfiDghb7wCu18wtm0JWebGmhyphenhyphenL8BNB_E29Lmg78Jpsp_hNxiXKfvFFU9aO9MD-z7nVxa2QEPCSpVqb90WuG0GDbAwpUfv1t4F-UFgmxOK7Leb7wp_fZWFxhh9F692CneWXmlJuTLw3c/s1600/FIGURAS.png

Metáfora: A metáfora ocorre quando é utilizada uma substituição de termos que possuem significados diferentes, atribuindo a eles o mesmo sentido. Veja o exemplo abaixo:

“Meu pensamento é um rio subterrâneo.”

Na frase acima o autor dá o sentido de “pensamento” ao termo “rio subterrâneo”, que nada têm em comum, mas passam a ter na oração.

Metonímia: Metonímia é o uso da parte pelo todo. Ocorre quando o autor substitui uma palavra por outra próxima. É utilizada para evitar a repetição de palavras em um texto. Por exemplo:

– “Os meus braços precisam dos teus”

Na frase acima, Vinicius de Morais se refere à necessidade que ele tem de ter a presença de outra pessoa e não somente dos braços.

– “Eu adoro ler Maurício de Souza”

Na frase acima, a pessoa está querendo dizer que gosta de ler as obras de Maurício de Souza, e não ler o autor, o que seria impossível.

Sinestesia: Sinestesia é o jogo da mistura das sensações. Quando na mesma oração o autor realiza o cruzamento de diferentes sentidos humanos. Perceba no exemplo abaixo:

“Ela sentiu o sabor frio da derrota”

Na frase acima, a sensação de frio que sentimos nos tatos foi direcionada para o paladar (sabor). De fato, não podemos sentir o sabor do “frio”, por isso ocorreu um cruzamento de sensações na frase, o que configura uma figura de linguagem sinestesia.

Catacrese: A Catacrese é um tipo de recurso muito interessante. Tal figura de linguagem ocorre quando atribuímos um “nome” a algo que não possui um nome específico, fazendo referência a outras coisas e objetos.

Um ótimo exemplo seria o “céu da boca” ou a “asa da xícara”. Perceba que nossa boca não possui um céu de fato, assim como a xícara não possui asas de fato, parte atribuída somente às aves.

Antítese: Quando, em uma mesma oração, usamos termos que possuem sentidos contrários, configura-se a antítese. Por exemplo:

“O Renato estava dormindo acordado na aula”

Perceba que “dormindo” e “acordado” entram em contraste de significado na frase.

Paradoxo: Esta figura de linguagem se refere a algo “contrário ao que se pensa”, fugindo do senso comum e até mesmo refletindo a falta de nexo. Confira um exemplo simples de um paradoxo:

“Ele não passa de um pobre homem rico”

Eufemismo: Troca de um termo por outro mais “leve”, que acaba passando uma conotação mais agradável a um sentido. Um bom exemplo de eufemismo é quando trocamos o termo “morreu” por “foi para o céu“.

Hipérbole: Ao contrário de eufemismo, a hipérbole é uma figura de linguagem que dá um exagero intencional ao contexto. Por exemplo, em vez de dizermos “eu estou com muita sede“, às vezes, dizemos “estou morrendo de sede“. Na verdade, não estamos morrendo literalmente, mas ocorre um exagero para ilustrar a grandeza da sede.

Ironia: Ironia é a utilização proposital de termos que manifestam o sentido oposto do seu significado. O falante diz A, mas pensa B. Por exemplo, uma pessoa que foi demitida após péssimo dia de trabalho, dizer:  “- Era o que faltava para encerrar o meu dia maravilhosamente bem”.

Apóstrofe: Esta figura de linguagem ocorre quando alguma pessoa faz uso da “invocação” de algo ou alguém para manifestar algum sentido ao contexto. Por exemplo: “Meu Deus! Que susto!”.

Personificação ou Prosopopeia: A personificação ou prosopopeia ocorre quando atribuímos sentidos racionais a elementos irracionais. Por exemplo, quando dizemos “A natureza está chorando…” estamos atribuindo o “choro” (algo racional) à natureza (um elemento irracional). Outro exemplo seria dizer “Meu coração está em prantos…“.

Pleonasmo: Trata-se da repetição de palavras que tem o mesmo significado, em uma mesma oração. Exemplos: “Sair para fora”, “subir para cima”, “dupla de dois”…

Cacofonia: A cacofonia surge quando ocorre uma junção do final de um vocábulo e começo de outro, formando tonalidades estranhas, dando significados controversos, quando lemos ou pronunciamos a frase rapidamente. Assim, outras pessoas podem entender ou atribuir sentidos contrários ao que falamos. É considerado um vício de linguagem.

Exemplo: Eu vi ela na praça. (vi+ ela= viela)

Alma minha gentil que te partiste (Alma + minha = maminha)

In: http://www.figuradelinguagem.com/

Entendendo o texto

 

01-Baseado no que foi teoricamente explicado e exemplificado acima, a respeito das diversas figuras de linguagem, identifique qual figura de linguagem se relaciona a cada um dos exemplos abaixo:

1-“Maria é uma gata” é um exemplo de:

       a- hipérbole;

       b- ironia;

       c- metáfora;

       d- metonímia.

2-“Estou morrendo de saudades de você” é um exemplo de:

       a- eufemismo;

       b- hipérbole;

       c- apóstrofe;

       d- antítese.

3-“O amor é ferida que dói e não se sente” é um exemplo de:

       a- antítese;

       b- sinestesia;

       c- hipérbole;

       d- eufemismo.

4-“O amor é dor que desatina sem doer” é um exemplo de:

       a- sinestesia;

       b- hipérbole;

       c- eufemismo;

       d- antítese.

5-“Manoel está com tersol no olho” é um exemplo de:

       a- metáfora;

       b- metonímia;

       c- pleonasmo;

       d- antítese.

6-“Vovô Joaquim foi morar com Deus” é um exemplo de:

       a- hipérbole;

       b- eufemismo;

       c- pleonasmo;

       d- ironia.

7-““Que bonitinho vocês matando aula, hein?”, diz o professor aos alunos!” é um exemplo de:

       a- metáfora;

       b- ironia;

       c- pleonasmo;

       d- metonímia.

8-“O Brasil chora a eliminação na copa” é um exemplo de:

       a- metáfora;

       b- personificação ou prosopopeia;

       c- pleonasmo;

       d- ironia.

9-“Eu vou descer para baixo, alguém quer carona?” é um exemplo de:

      a- eufemismo;

      b- hipérbole;

      c- apóstrofe;

      d- pleonasmo.

10-“Estou com um dor aguda na barriga da perna” é um exemplo de:

      a- hipérbole;

      b- eufemismo;

      c- catacrese;

      d- metáfora.

11-“Minha Nossa Senhora! Esqueci os sapatos!” é um exemplo de:

        a- catacrese;

        b- apóstrofe;

        c- ironia;

        c- metonímia.

12-“Quebramos a perna da cadeira” é um exemplo de:

        a- apóstrofe;

        b- catacrese;

        c- metáfora;

        d- hipérbole.

13-“Aquela menina é uma flor” é um exemplo de:

        a- metonímia;

        b- metáfora;

        c- antítese;

      d- eufemismo.

14-Os meninos comeram dois “pratos” no jantar.” É um exemplo de:

      a- catacrese;

      b- metonímia;

      c- metáfora;

      d- sinestesia

15-“A viagem à Lua significou um grande avanço para o “homem.é um exemplo de:

         a- metáfora;

         b- ironia;

         c- pleonasmo;

         d- metonímia.

16-Já sentia o cheiro doce da liberdade.” é um exemplo de:

         a- antítese;

         b- metáfora;

         c- apóstrofe;

         d- sinestesia.

17-“Comprei uma caixa de Gilette” é um exemplo de:

        a- ironia;

        b- metonímia;

        c- metáfora;

        d- eufemismo.

18-““Com certeza, todos vocês, queridos alunos, são apaixonados por estudar figuras de linguagem”, diz o professor a uma turma desatenta.” é um exemplo de:

      a- metáfora;

      b- ironia;

      c- catacrese;

      d- cacofonia.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Comparação, Metáfora, Metonímia: Figuras Importantes na Construção dos Textos

Comparação, Metáfora, Metonímia: Figuras Importantes na Construção dos Textos



Metáfora (Gilberto Gil)
Uma lata existe para conter algo,
Mas quando o poeta diz lata
Pode estar querendo dizer o incontível
Uma meta existe para ser um alvo,
Mas quando o poeta diz meta
Pode estar querendo dizer o inatingível
Por isso não se meta a exigir do poeta
Que determine o conteúdo em sua lata
Na lata do poeta tudo-nada cabe,
Pois ao poeta cabe fazer
Com que na lata venha a caber
O incabível
Deixe a meta do poeta, não discuta,
Deixe a sua meta fora da disputa
Meta dentro e fora, lata absoluta
Deixe-a simplesmente metáfora
(in https://www.vagalume.com.br/gilberto-gil/metafora.html )
Essa canção, empregando a função metalinguística, apresenta o conceito de metáfora, uma figura bastante presente nos textos literários e nos textos do cotidiano. E por falar em conter, contido e incontível, observemos as figuras abaixo:

FIGURA 1

FIGURA 2

FIGURA 3
Quando empregamos as palavras para expressar ideias, podemos fazer isso usando os vocábulos no seu sentido real (denotação) ou desviar o sentido para dar mais expressividade ao texto, lançando mão do sentido figurado (conotação) e, nesse segundo caso, estarão em ação as chamadas figuras de linguagem.
Vamos começar o assunto de hoje pegando emprestadas da Matemática algumas ideias, especificamente da teoria dos conjuntos. As imagens acima servem bem para que visualizemos as três figuras de linguagem sobre as quais falaremos hoje: a comparação (ou símile), a metáfora e a metonímia.

Comparação

Observando a primeira figura constatamos que A = B, ou seja, as características de A também aparecem em B. Assim, quando verbalizamos essa semelhança, estamos estabelecendo uma comparação, como a que está presente nos versos abaixo:
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar (…)
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor”
( https://www.vagalume.com.br/vinicius-de-moraes/a-felicidade.html)
A leveza está presente na felicidade e na pluma, o brilho também aparece tanto no sentimento quanto na gota de orvalho. Relacionando as características temos a conjunção como. Nas comparações sempre estão presentes os conectivos, para ligar as semelhanças presentes nos seres.

Metáfora

É uma espécie de comparação implícita, em que o elemento comparativo não aparece (não há conjunções), o autor espera que o leitor ‘desvende’ o implícito, com base no conhecimento de mundo que possui. Nos conjuntos, essa semelhança implícita aparece na intersecção, conforme a figura 2.
O amor é um grande laço
Um passo pr’uma armadilha” 
(Djavan, Faltando um pedaço)
A = amor ; B = laço
A Intersecção com B = ação de prender
O que há em comum é que ambos prendem, mas é o leitor que precisa inferir isso. Quando o elemento em comum não faz parte do nosso conhecimento de mundo, ficamos impossibilitados de compreender totalmente a ideia do artista, o que dificulta inclusive a apreciação da obra (e a resolução de algumas questões nos exames e provas, daí a necessidade de ler bastante e ampliar cada vez mais o nosso repertório cultural).

Metonímia

Essa figura aparece quando um termo assume outro sentido, não real ou denotativo, por meio de uma associação de ideias tendo como base a contiguidade entre os elementos, ou seja, é uma analogia por sentidos próximos.
Fotografei você na minha RolleiFlex
Revelou-se a sua enorme ingratidão
(In https://www.vagalume.com.br/joao-gilberto/desafinado.html )
Na canção de Tom Jobim, ele empregou a marca, Rolleiflex, pelo equipamento, para fazer referência à máquina fotográfica. Mas pode ser também o autor pela obra (Adoro ler Machado de Assis); o lugar pelo produto (Meu primo gosta de fumar Havana e beber Paraty. – Havana = charuto e Paraty = cachaça) entre outras relações.