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domingo, 26 de abril de 2026

LENDA: A COVA DA MOIRA - COM GABARITO

 LENDA: A COVA DA MOIRA

 

No já referido lugar de Mourilhe do Concelho de Montalegre, conta-se também esta lenda, igualmente relacionada com a pastorícia.
Havia naquela aldeia um pastor que levava diariamente para o monte uma manada de vacas leiteiras. Todas elas eram ubérrimas, de pura raça barrosã; mas uma delas passava a perna às demais, quer pela produção de leite, quer pela sua imponência e garbosidade.

 
Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjCGYL0pJm7nmJXckq2hllezsMfUu1ryfdh-E8bZEIsnzwCsun38rIA1fyh5F_0K1ZSp48hRgGCSCLeQOPvZOsLtcu-h67DyMLnZQK26anMOlw0_BceLyk7VZayhxfa-km6RCjNefDHeUrBdGoEoajdb4oNmZDsZAavVLn2QwSyKss_fAipVAEE2ExepF8/s320/lenda.jpg

Era, por essas duas razões, a menina bonita do pastor, que a dispensava das tarefas mais pesadas da lavoura e tratava com particular desvelo e carinho.
Um dia, porém, a vaca preferida, que enchia diariamente um amplo tarro do precioso líquido, deixou de dar leite, com grande pesar e estranheza do pastor que não encontrava nenhuma explicação para isso.
Pensando que estaria doente, levou-a a um entendido da vila, que a examinou atentamente e lhe garantiu que ela estava sã como um pêro.
Começou, então, a vigiá-la atentamente, não tirando os olhos dela um segundo, desde que saiu da corte, até que chegou ao monte. Aí, continuou a segui-la, passo a passo, com redobrada atenção.
Tudo decorria com naturalidade: a vaca tosava pachorrentamente a erva tenra e já andava farta como um bombo, até que, ao fim da tarde, deixou de pastar e começou a afastar-se sorrateiramente das companheiras, em direcção à mata, ali próxima.
Seguiu-a discretamente, à distância, pata não a espantar e, para ver em que paravam as modas; e verificou que ele se deteve ao pé duma cova que ele não conhecia, por estar encoberta por espesso mato.
Então, aproximou-se, pé ante pé, pôs-se a espreitar e viu sair da cova uma Senhora muito linda, com uma vasilha numa das mãos e uma facha de feno na outra.
Pôs o feno à frente da vaca e, enquanto ela comia, a moira começou a ordenhá-la.
Estava descoberto o mistério: a vaca não dava leite na corte, porque a moira lho tirava no monte. Agastado com aquele atrevimento e desaforo, saltou do seu esconderijo e gritou, fora de si:
- Ah! Sua desavergonhada! Espera aí, que vais pagá-las com língua de palmo.
E, dizendo isto, avançou para ela, com a aguilhada no ar, para lhe dar umas boas bordoadas. Mas, ao chegar junto dela, ficou desarmado, porque a linda moira, com um sorriso encantador e uma voz melíflua, capaz de amansar as próprias feras, se antecipou e lhe disse:
- Amigo, reconheço que tens boas razões para te sentires ofendido. Mas, por favor, não te amofines nem me ralhes, que eu vou compensar-te generosamente pelo leite que te roubei.
Dito isto, atou um vincelho de giestas nos chifres da sua amiga vaca e, voltando-se para o dono, acrescentou:
- Vais ter uma alegre surpresa, quando chegares a casa, e volta cá todos os dias, que eu te farei muito rico. Mas, atenção: não contes nada a ninguém, se não, deitas tudo a perder.
O pastor, já mais calmo e reconciliado com a moira, prometeu ir lá todos os dias com a vaca e regressou a casa com a manada, a cismar na anunciada surpresa.
Chegado à aldeia, meteu as vacas na loja, fechou a porta e pôs-se a olhar para o vincelho de giesta. Qual não foi o seu espanto, quando viu que ele se transformara num lindo cordão de oiro que dava a volta aos chifres da vaca.
Cheio de contentamento, pegou nele, levou-o para casa e escondeu-o na arca do bragal, debaixo dos lençóis de linho, com a intenção de não dizer nada à mulher. Mas ela desconfiou que algo de anormal se passava e não o largou, enquanto ele não pôs tudo em pratos limpos.
Então, não teve remédio senão mostrar-lhe o cordão que ela se apressou a pôr ao pescoço, contente como um cochicho, e cheia de vaidade, porque em toda a aldeia não havia outro como ele.
No dia seguinte, voltou ao monte, como prometera, à procura da moira. Mas, contra a sua expectativa, ela não apareceu. Esperou, esperou... e nada: da moira nem rasto!
Desiludido e triste, voltou para casa, a tentar descobrir a razão que levara a moira a faltar ao prometido. E a sua tristeza aumentou, quando chegou a casa e verificou que o cordão de oiro se tinha transformado no vincelho de giesta.
Então, lembrou-se de que a moira lhe tinha recomendado muito que não dissesse nada a ninguém, e reconheceu que a culpa era toda sua.
Revoltado consigo mesmo, disse mal da sua sorte e aprendeu à sua custa que o povo tem razão, quando diz que o silêncio é de oiro e que o segredo é a alma do negócio.
Mais tarde, contou aos amigos a peripécia que lhe acontecera e eles puseram a esse local o nome de Cova da Moira.

 

Entendendo o texto

 

01. Por que o pastor considerava uma de suas vacas a sua "menina bonita"?

a) porque ela era a única da raça barrosã em toda a região de montalegre.

b) por ela ser a mais imponente, garbosa e a maior produtora de leite da manada.

c) porque ela o ajudava a vigiar as outras vacas durante o pastoreio no monte.

d) por ter sido um presente dado pela linda moira que vivia na cova encoberta.

02. O que o pastor descobriu ao vigiar a vaca discretamente na mata?

a) que a vaca estava doente e não conseguia mais produzir leite.

b) que um outro pastor da aldeia estava roubando o leite da vaca às escondidas.

c) que uma linda senhora saía de uma cova para alimentar e ordenhar o animal.

d) que a vaca escondia o próprio leite dentro de uma cova profunda na mata.

03. Como a moira reagiu quando o pastor a confrontou com a aguilhada no ar?

a) ela amansou o pastor com palavras doces e prometeu compensá-lo pelo leite.

b) ela fugiu para dentro da cova e nunca mais apareceu para o pastor.

c) ela transformou a aguilhada do pastor em um vincelho de giestas. d) ela explicou que o leite era necessário para alimentar os moradores da vila.

04. O que aconteceu com o vincelho de giesta que a moira amarrou nos chifres da vaca?

a) transformou-se em um facho de feno para alimentar a manada no inverno.

b) permaneceu como mato seco até que o pastor o jogou fora na corte.

c) transformou-se em um lindo cordão de ouro assim que o pastor chegou em casa.

d) deu origem a uma nova raça de vacas que produzia leite dourado.

05. Por que o cordão de ouro voltou a ser um vincelho de giesta e a moira desapareceu?

a) porque o pastor esqueceu de levar a vaca ao monte no dia seguinte.

b) porque a mulher do pastor perdeu o cordão dentro da arca de linho.

c) porque a moira se sentiu ofendida pela vaidade da mulher do pastor.

d) porque o pastor quebrou a promessa de segredo e contou tudo à sua esposa.

 

 

 

LENDA: A ARCA DE TRIGO QUE O FOGO POUPOU - COM GABARITO

 Lenda: A arca de trigo que o fogo poupou

 

Há muitos anos atrás, João Machado Valadão, que morava na Vila das Velas, tinha ficado como mordomo de Espírito Santo para o ano seguinte. Guardava com muito respeito em sua casa, numa arca fechada à chave, a coroa e o estandarte e ainda um moio de trigo em sacos para o pão da coroação.
No mês de Setembro, como castigo pelos desacatos que muitas pessoas cometiam e para lhes animar a fé, pegou fogo na casa do dito homem. O fogo foi-se ateando com tal força que não houve água nem braços suficientes para o apagar.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgLlW8Tj4yyZlyPeAK-K8eOf_sUOrjizB3WZYV5TcMB8aIfbteu8h8t27QP4-afnoz-P0_cR6sm6nqD9F1-2Wjtgw3HdOpCOKSt20aWMyOpeduOLCu_s8IT6GCyIZufMO78LRlMyoOEKcUZnu3czmqsltSZRlTGjLp2044WO2Fla3yVsdIEfG8W6QJnrFc/s1600/images.jpg


Todos os que podiam andar juntaram-se para ajudar João Valadão, mas estavam impotentes. O calor e o barulho eram insuportáveis. Telhas, pedras, madeira saltavam e estalavam por todo o lado. As labaredas iam engordando à medida que queimavam as traves, os trens de casa, a roupa.
Chorosos, lamentavam-se e assistiam à fúria do fogo que queimava tudo o que encontrava à sua frente. Ficaram, porém, muito espantados, quando as chamas investiram contra a arca e os sacos de trigo guardados para o Espírito Santo e recuaram sem lhes causar qualquer dano.
Por fim o fogo foi-se extinguindo e da casa apenas restava um monte de cinza e pedras. Quando o calor diminuiu, começaram a esgravatar nos escombros com pouca esperança de que encontrassem alguma coisa a salvo.
Mas muitos louvores deram ao Espírito Santo, ao verem, no meio das cinzas, a arca com a coroa e o estandarte do Espírito Santo e os sacos de trigo em perfeito estado.
A fé no Espírito Santo tornou-se mais forte e as suas festas foram feitas com muita dedicação.

 

Entendendo o texto

 

01.  Qual era a função de João Machado Valadão na Vila das Velas?       

a. Ele era o responsável por apagar incêndios na vila.

b.  Ele era o mordomo do Espírito Santo para o ano seguinte.

c. Ele era um agricultor que vendia trigo para a coroação.

d.  Ele era o juiz encarregado de punir os desacatos da população.

02. Segundo o narrador, por qual motivo o fogo teria atingido a casa de João Valadão?

        a. Devido a um acidente doméstico com as velas da coroa.

        b. Por causa do calor excessivo que fazia no mês de setembro.

        c. Como um castigo pelos desacatos cometidos por muitas pessoas.

        d. Por negligência do mordomo ao guardar o trigo.

03. O que João Valadão guardava com respeito em sua arca fechada?

      a. As escrituras da sua casa e joias de família.

      b.  Apenas as roupas que seriam usadas no dia da festa.

      c.  A coroa, o estandarte e um moio de trigo em sacos.

      d. As chaves da Vila das Velas e o dinheiro da coroação.

04. Como as chamas reagiram ao encontrar a arca e os sacos de trigo?

      a. Consumiram a madeira da arca, mas pouparam o trigo.

      b.   Investiram contra os objetos, mas recuaram sem causar danos.

      c. Queimaram apenas a coroa e o estandarte, deixando a arca intacta.

      d.  Foram apagadas pela água que os vizinhos jogaram na arca.

05. Qual foi a consequência do evento para a população local?

       a. A fé no Espírito Santo se fortaleceu e as festas foram feitas com mais dedicação.

         b.  As pessoas decidiram não realizar mais as festas de coroação.

        c.  João Valadão foi expulso da vila por ter perdido sua casa.

        d. A população reconstruiu a casa de João com o trigo que sobrou.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

A LENDA DO PERDÃO - COM GABARITO

 A Lenda do Perdão

 

Conta uma antiga lenda que existia uma cidade onde a palavra perdão nunca existiu.
As pessoas eram, portanto, donas da verdade, arrogantes e sofriam de uma terrível moléstia, complexo de superioridade.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhdR1i9fMzccDgTICjUSk_U-zovwa8WmQwkiIywukGaPHr0Rzjfo7LSngBUOUsrVWTCBmSHlkKSs7f7nOl8STc_DGla_ukUDWZI3698bSbejzNXbOUWRVjGCXrRJJVGCpssxFSDUv1Phpjjf9nw1dgOWdp1jSuOWqP0KrhgVX8mXouBdFRmi65RUo_eyk4/s320/8390898.png 


A convivência era bastante complicada porque todos se consideravam perfeitos e com isso não enxergavam, nem admitiam seus defeitos, erros e equívocos.
Nessa cidade reinava a vaidade, a competição e a inimizade, por mais que elas andassem disfarçadas por detrás de sorrisos e manifestações de afeto.
Um dia uma mulher, vinda de outra cidade, foi morar lá.
Todos as tardes ia até a padaria e na volta sempre passava por uma praça onde um grupo de rapazes jogava bola.
Seu trajeto seria bem menor se ela cruzasse a praça, mas para não atrapalhar o jogo deles ela fazia o seu caminho contornando a praça. Claro que nenhum deles nunca percebeu ou deu valor à sua gentileza. Naquela cidade muito poucos entendiam desse assunto.
Certo dia essa mulher estava cheia de preocupações, com a cabeça bastante perturbada e na volta da padaria não se deu conta do caminho que tomou e atravessou a praça no exato momento em que um dos rapazes ia fazer um gol. O jogo parou, todos se olharam e o tal jovem, muito bravo, perguntou à ela:
A senhora não está vendo o que fez? Que falta de atenção, até mesmo de consideração! Custava dar a volta na praça?
E ela respondeu:
- Há cerca de seis meses que todos os dias eu dou a volta na praça para não atrapalhar o jogo de vocês. Hoje, no entanto, eu confesso que me distraí. Estava muito envolvida com meus pensamentos. Peço a todos vocês perdão por isso.
Ninguém entendeu o que ela quis dizer e um dos meninos perguntou:
- Perdão? O que é perdão? Nunca ouvimos essa palavra.
- Perdão é um ato de humildade, embora alguns julguem ser um ato de humilhação.
Os meninos foram para suas casas muito pensativos e contaram a seus pais sobre o perdão.
Errar, cometer injustiças, tomar atitudes precipitadas que podem prejudicar e magoar terceiros são coisas das quais todo ser humano está sujeito.
Reconhecer seus erros e pedir perdão, no entanto, nem todos os seres humanos são capazes. Para isso é necessária uma enorme dose de humildade, um coração sensato e um espírito elevado.
Só os grandes sabem pedir perdão!
Dizem que aquela cidade anda muito diferente, mais alegre, as pessoas mais amigas, menos rivalidades e que todos além de terem aprendido a pedir perdão, agora também estão aprendendo a perdoar.

 

Entendendo o texto

 

01. Qual era a principal característica dos habitantes da cidade antes da chegada da nova moradora?

a. Eles eram conhecidos pela extrema humildade e gentileza.

b. Sofriam de um complexo de superioridade e se consideravam perfeitos.

c. Eram pessoas solitárias que evitavam qualquer tipo de contato social.

d. Dedicavam-se exclusivamente ao esporte e às competições saudáveis.

02. Por que a mulher costumava contornar a praça todos os dias, fazendo um caminho mais longo?

a. Porque ela tinha medo dos rapazes que jogavam bola na praça.

b. Por recomendação médica, para praticar mais exercícios físicos.

c. Por gentileza, para não interromper ou atrapalhar o jogo dos jovens.

d. Porque o caminho por dentro da praça estava em obras e interditado.

03. O que motivou o erro da mulher no dia em que ela atravessou a praça no momento do gol?

a. Um momento de distração causado por preocupações e pensamentos perturbados.

b. O desejo deliberado de desafiar as regras daquela cidade.

c. A vontade de chamar a atenção dos rapazes para sua presença.

d. A pressa em chegar em casa para levar os pães que comprou na padaria.

04. De acordo com a explicação da mulher no texto, o que define o ato de pedir perdão?

a. É um ato de humilhação que demonstra fraqueza diante dos outros.

b. É uma estratégia para vencer competições e ganhar a simpatia das pessoas.

c. É um ato de humildade, embora algumas pessoas possam interpretá-lo mal.

d. É uma obrigação social imposta por leis rigorosas de convivência.

05. Qual foi a principal mudança observada na cidade após os jovens conhecerem o conceito de perdão?

a. A cidade tornou-se mais alegre, com menos rivalidades e maior disposição para perdoar.

b. Os habitantes decidiram construir uma nova praça para evitar novos acidentes.

c. A mulher foi expulsa da cidade por ter introduzido palavras desconhecidas.

d. As pessoas pararam de trabalhar para passar o dia inteiro pedindo desculpas umas às outras.

 

 

 

 

sábado, 18 de abril de 2026

LENDA DA PENINHA - COM GABARITO

 Lenda da Peninha


Conta-se que no reinado de D. João III, na terra de Almoínhos-Velhos, havia uma pastora muda tinha o costume de levar as suas ovelhas a pastar ao cimo da serra.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj0IuiRFHqiJmlGyQUzGP0EQj7YtGaWCsCZY8HsC6CvBk1wopNEffy4VsGSNM_OFjLPHNj1xwrZLHxlqhgb3T8pDHW4os6r1weFJBzKroTLnt1HK3pIVr-A4bj-p-B6HTn0LuSe-UAb46SL98rI3MKrl5wbronDOwsH7ScjB1Z90yWVAkzx_g-c9AjkpOo/s320/millet-pastora-guardando-as-ovelhas-d.jpg


Certo dia, uma das suas ovelhas fugiu, deixando a jovem pastorinha desesperada em busca da tal ovelha.
Após longas buscas observou ao longe uma senhora que trazia consigo a sua ovelha.
A pastorinha agradeceu muito da maneira que pode, visto que esta não conseguia falar.
A senhora, aproveitando a ocasião, pediu à pastorinha que lhe desse um pouco de pão. A pastora explicou-lhe, gestualmente, que esse ano tinha sido mau e havia muita fome. A senhora deu-lhe então um conselho:
- Quando chegares a casa chama pela tua mãe e procura pão.
A pastorinha tentou-lhe explicar que isso era impossível, pois para além de ter a certeza de não haver pão em sua casa, ela não podia chamar pela sua mãe, pois era muda. Mas a senhora tanto insistiu que a pastora decidiu fazer o que esta lhe dizia.
Ao chegar a casa chamou por sua mãe e a sua voz fez-se ouvir em toda a sua casa.
Contou a história a sua mãe e apressou-se em procurar o pão. E qual não foi o espanto das duas quando dentro de uma arca encontraram pão que chegou para a aldeia inteira.
No dia seguinte, como prova de agradecimento, toda a aldeia subiu à serra e precisamente no sítio onde a pastorinha tinha encontrado a senhora, estava agora uma gruta com a imagem de Nossa Senhora.
Esse local passou a ser sagrado e mais tarde foi aí construída uma capela, conhecida por capela de Nossa Senhora da Peninha.

Entendendo o texto


01. No início da narrativa, qual era a principal limitação física da jovem pastora?

a) ela era cega e não conseguia encontrar suas ovelhas na serra.

b) ela era muda e se comunicava apenas através de gestos.

c) ela tinha problemas de audição e não ouvia o chamado da mãe. d) ela era coxa e tinha dificuldade para subir o cimo da serra.

02. O conflito da história começa a ser resolvido quando a pastora encontra uma senhora que:

a) lhe oferece moedas de ouro para comprar comida na aldeia.

b) ajuda a pastora a encontrar uma ovelha que havia fugido.

c) ensina a pastora a fazer pães mágicos com ervas da montanha. d) pede para a pastora construir uma capela no topo da serra.

03. Por que a pastora ficou hesitante em seguir o conselho dado pela senhora?

a) porque ela tinha medo de ser castigada por perder o rebanho.

b) porque ela acreditava que sua mãe não estava em casa naquele momento.

c) porque ela sabia que não havia pão em casa e ela não conseguia falar.

d) porque a subida de volta para a aldeia era muito perigosa à noite.

04. Dois milagres ocorrem simultaneamente quando a jovem chega em casa. Quais foram eles?

a) a pastora recuperou a voz e a arca vazia apareceu cheia de pão. b) a ovelha perdida voltou sozinha e a aldeia inteira ficou rica.

c) a mãe da pastora voltou a enxergar e a chuva acabou com a fome.

d) a pastora tornou-se rainha e o pão transformou-se em pedras preciosas.

05. Qual foi a prova física encontrada pela aldeia que confirmou a natureza divina da senhora?

a) uma arca de ouro deixada no meio do pasto para os pobres.

b) o cajado da pastora que havia se transformado em uma árvore de pão.

c) uma gruta com a imagem de Nossa Senhora no local do encontro.

d) pegadas gigantescas que levavam até o palácio de D. João III.

 

 

 

LENDA ÁRABE: A PRIMEIRA PEDRA - COM GABARITO

 Lenda árabe: A primeira pedra

Na cidade de Bássora vivia um sultão muito sábio, rico, generoso, cheio de bondade e valentia.
Um dia, esse sultão saiu para passear sozinho pelos arredores de seu palácio, quando avistou quatro homens, com atitude agressiva, rodeando uma mulher, que escondia o rosto com as mãos descarnadas.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjNvlll0IY08eqAZPDisyNU8wY3NORKducm5htEisek2SyXgs7Pdqpwd3Eoui2I55QMfA2xUbFz7nGmN6uP6l9EN9-aUPFf_Bui0ubjxNTRYmGaatkq7rGhhOvcUzpGdmhWWDmUXgXzE-WWD0Y_5X9mNYP5t-n6RiJrzDkOPZ5ETL8NI3elz5nzOX2X5kg/s320/SULTAO.jpg



Ao serem surpreendidos pelo soberano, ficaram mudos de espanto e medo.
- Que fez esta mulher? - perguntou, sereno, o sultão.
- É uma ladra ó senhor! - respondeu um dos homens - Foi pega por nós roubando frutas de seu pomar.
- Roubei para meus filhinhos - soluçava a mulher - eles têm fome...
- A lei é clara, ó rei generoso - interrompeu-a um dos homens - diz que se deve cortar a mão direita do ladrão. Estou bem certo, ó rei, que é esse castigo que cabe a esta pecadora.
- Na minha opinião, esta pobre mulher deve ser perdoada, afinal, só quis pegar comida para os filhos. E, uma mãe desesperada que rouba para matar a fome de um filho merece nossa simpatia e faz jus ao nosso perdão. Mas, como a lei deve ser obedecida, ela vai ser castigada com impiedoso rigor. Penso, porém, que o castigo dado a um ladrão ainda é pouco para este pecado tão grave que esta infeliz cometeu. Determino que ela seja imediatamente apedrejada!
Esta determinação causou total espanto entre os homens, afinal, um sultão tão bom iria dar um castigo tão rigoroso como este?
- Vizir, atire a primeira pedra!
- Mas eu não tenho pedra alguma aqui, ó senhor!
- Então atirai esta que prende em seu turbante! - ordenou o rei.
Diante desta ordem, o vizir não teve outra saída. Com grande mágoa no coração, atirou a valiosa gema, que lhe servia de adorno, aos pés da mulher.
- Agora vós, Namã! Atirai estas pedras que brilham em vossos dedos!
- Os três homens, um a um, tiveram que se desfazer dos preciosos anéis que brilhavam em seus dedos.
Voltando-se para a mulher, disse-lhe o sultão:
- Apanhe todas estas "pedras" minha filha! Terás aí o que comprar, por toda a vida, o pão e o agasalho para seus filhinhos...Estás livre!
A pobre mulher, as lágrimas de gratidão escorrendo em seu rosto, beijou a mão do rei, tão bondoso, que era capaz de fazer a bondade, castigando ao mesmo tempo, quatro homens malvados, sem coração.

Entendendo o texto

 

01. No início do texto, o sultão é descrito como um homem:

a) autoritário e cruel com seus súditos.

b) sábio, generoso e cheio de bondade.

c) indiferente aos problemas da cidade de Bássora.

d) preocupado apenas em acumular riquezas no palácio.

02. Qual foi a justificativa da mulher para ter roubado as frutas do pomar?

a) Ela queria vender as frutas para ganhar dinheiro.

b) Ela achava que as leis do sultão não eram justas.

c) Ela precisava alimentar seus filhos que estavam com fome.

d) Ela queria dar um presente aos homens que a cercavam.

03. O sultão decide que a mulher deve ser apedrejada. No entanto, o desfecho revela que sua real intenção era:

a) cumprir a lei rigorosa de cortar a mão do ladrão.

b) humilhar os homens diante de toda a cidade de Bássora.

c) dar pedras preciosas à mulher para que ela pudesse sustentar a família.

d) testar a força física dos homens que a acusavam.

04. A frase "Vizir, atire a primeira pedra!" faz uma referência a uma ideia de julgamento. No contexto da lenda, as "pedras" que os homens atiraram eram:

a) pedras comuns encontradas nos arredores do palácio.

b) frutas que haviam sido roubadas do pomar real.

c) objetos sem valor que eles carregavam nos bolsos.

d) joias e gemas valiosas que eles usavam como adornos.

05. O que se pode concluir sobre a atitude dos quatro homens que cercavam a mulher?

a) Eles eram justiceiros que buscavam apenas a aplicação correta da lei.

b) Eles eram homens malvados e sem compaixão, que queriam um castigo severo.

c) Eles eram amigos do sultão e queriam ajudá-lo a distribuir riquezas.

d) Eles estavam tentando proteger a mulher da fúria do povo.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

LENDA: A LENDA DO COELHO - COM GABARITO

Lenda: A lenda do coelho


Houve um tempo em que não chovia e os animais estavam a morrer de muita sede. Então, resolveram todos se reunir a fim de solucionar o problema. O coelho recusou-se a participar das tentativas de encontrar água. Os outros animais, cavaram, cortaram árvores, até que, uma tartaruga encontrou água, suficiente para formar uma pequena lagoa. Fizeram logo uma festa, tocaram batuque durante três semanas, pois não sentiriam mais sede.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhc5UMEZVI3iMH6w7utkACA5jSOfWUDn9-2iIji7DRc6n5SYrYCKwiGCXW_r2qa01_fY2JDj-CirIQOJmuWawFx8y9F51Tu_ujbKQRDB1mCpUXu4i3hlP6FMgzTNZejX1C_PZqwG4vXVQyQ4I1W0vEE531KV4WV3_Yzd4Z0UVB0BMxXDHbzfj9xMXjfemo/s320/COELHO.png


O leão sugeriu que não deixassem o coelho beber a água deles e todos concordaram. Quando os animais saíram para a caça, deixaram a gazela tomar conta da lagoa. Sentindo sede, o coelho colocou mel dentro de uma cabaça, foi até à gazela e chamou-a. A gazela perguntou quem era e o que queria. O coelho respondeu que lhe trouxera mel de presente. Sem saber o que era o mel, o coelho convenceu que ela provasse. Ela gostou tanto que implorou mais ao coelho. Este, então, lhe disse que ela ainda não havia sentido todo o sabor do mel, pois isso só aconteceria se ela o comesse atada a uma árvore. Dessa forma, a gazela deixou-se amarrar. O coelho não deu mais mel à gazela e, ainda, foi à lagoa beber água e tomar banho, sujando toda a lagoa.
Quando chegaram os outros animais, repreenderam a gazela e puseram o macaco de guarda. No dia seguinte, o coelho, novamente, chamou o macaco e este respondeu que não perdesse o seu tempo, pois todos os seus artifícios já eram conhecidos. O coelho disse que era uma pena, pois trazia consigo uma coisa muito saborosa, e fingiu ir-se embora. O macaco pediu para ver ao menos do que se tratava. O coelho passou um pouco de mel em seus lábios e o macaco ficou maravilhado com o sabor. Quando o macaco implorou mais um pouco, o coelho disse-lhe que não poderia dar-lhe, pois tinha medo que depois ele o seguisse para descobrir onde ele obtinha o mel. O macaco jurou que não faria isso e o coelho pediu-lhe, como prova, que o deixasse atar-lhe a uma árvore.
Louco pelo mel, o macaco permitiu, repetindo-se com ele o mesmo que com uma gazela. Ao retornarem, os animais ficaram enfurecidos. O mesmo sucedeu com o búfalo, o hipopótamo, o elefante e com os demais bichos, deixando o leão desesperado. Até que a tartaruga ofereceu-se para ficar de guarda. Ela, então, resolveu ficar de vigia dentro da lagoa, escondendo-se debaixo da água. Chegando à lagoa, o coelho pensou que os outros tivessem desistido de enfrentá-lo. Entrou na lagoa e fez a festa. Quando ia sair da água, a tartaruga agarrou-lhe a perna. Ele implorava que a tartaruga lhe largasse a perna e ela nada. Quando os outros animais retornaram, ficaram muito contentes, julgando o coelho e condenando-o à morte.
O condenado exigiu o seu direito a uma última vontade: ser executado ao colo da mulher do chefe. No momento em que ia atirar uma seta, o coelho começou a fazer gracinhas, fazendo-a rir e errar o alvo, acertando na mulher do chefe, possibilitando a fuga do coelho. Por isso, todos os animais o procuram, a fim de executa-lo. Desde então, têm-se visto o coelho, sempre sozinho, correndo de um lado para o outro, aos saltos e aos ziguezagues.

Moçambique

 Entendendo o texto

01. Por que os outros animais decidiram proibir o coelho de beber a água da lagoa recém-descoberta?

a) Porque o coelho já tinha sua própria fonte de água secreta.

b) Porque o coelho se recusou a ajudar no trabalho de busca e escavação da água.

c) Porque o leão tinha uma rivalidade antiga com a família dos coelhos.

d) Porque a lagoa era muito pequena e não havia água para todos.

02. Qual foi a estratégia principal utilizada pelo coelho para enganar guardas como a gazela e o macaco?

a) Ele utilizava sua velocidade para passar correndo sem ser visto.

b) Ele se disfarçava de outros animais para fingir que tinha permissão do leão.

c) Ele prometia contar segredos sobre onde encontrar mais água na floresta.

d) Ele usava mel para despertar a cobiça dos guardas e convencê-los a serem amarrados.

03. Qual animal finalmente conseguiu capturar o coelho e qual foi o método utilizado?

a) O elefante, que utilizou sua força para esmagar o coelho contra uma árvore.

b) O leão, que montou uma armadilha com redes de caça ao redor da lagoa.

c) A tartaruga, que se escondeu dentro da água e agarrou a perna do coelho quando ele ia sair.

d) O búfalo, que fingiu estar dormindo para dar o bote no momento certo.

04. Como o coelho conseguiu escapar da execução no final da história?

a) Ele pediu desculpas ao leão e prometeu trabalhar para todos os animais.

b) Ele usou sua última vontade para distrair a todos com gracinhas, fazendo o carrasco errar o alvo.

c) Ele conseguiu se desamarrar sozinho enquanto os animais discutiam a sentença.

d) Ele cavou um buraco profundo sob o colo da mulher do chefe e desapareceu.

05. Segundo a lenda, qual é a explicação para o coelho correr sempre sozinho e em ziguezague nos dias de hoje?

a) É uma forma de ele procurar por mais mel escondido nas árvores.

b) É o resultado de um feitiço jogado pela tartaruga durante a captura.

c) É uma estratégia de fuga constante, pois todos os outros animais ainda o procuram para executá-lo.

d) É uma brincadeira que ele faz para provocar os predadores da floresta.

 

  


LENDA: A BRUXA E OS DOIS LADRÕES - COM GABARITO

 LENDA: A BRUXA E OS DOIS LADRÕES

 

Dois ladrões lembraram-se, certa noite, de assaltar a casa de uma mulher que vivia sozinha e que, ao que lhes constava, era pessoa de grandes teres.
Julgando-a a dormir, os ladrões subiram sorrateiramente a um janelo e entraram na casa, onde vasculharam tudo o que puderam à procura de coisa que valesse a pena roubar. A dada altura, porque o barulho que faziam já era muito e a dona da casa não dava qualquer sinal, os ladrões aperceberam-se de que, afinal, não se encontrava lá mais ninguém. Podiam, por isso, roubar à vontade.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjz0Vg8RkvmBT1Iic0UNoS0um4tBM-0HECH-WD9h1Tm85lZMGmORpnHpi-02E3XGAHUdeYHwuGHNB4D9cqtTync2fB04Fv3BZgfrX2v7NgkG9cOpODYCB1b3EkoiB-p2X5sMQJazeZxyDmgKZKv1PPLbcRvri_3EzCxP6WvQBgFKpz19OWXWK7uvGntM8A/s320/bruxa.png 


- Onde teria ela ido a estas horas? — perguntaram um para o outro.
Nisto, um deles, ao remexer por baixo do escano, junto à chaminé, encontrou uma estranha taça, com um líquido meio amarelado, que tanto podia ser azeite como podia ser mel, ou coisa parecida. E logo desconfiaram que a mulher era uma bruxa, e que, àquela hora, teria ido embogar-se a qualquer lado. A explicação estava naquela taça que tinha o óleo com que ela se untava antes de partir.
Mas a curiosidade tentou-os. Os dois ladrões resolveram untar-se também para verem o efeito, e, mal acabaram de o fazer, voaram ambos pela chaminé, indo pousar ao cimo da torre da igreja, de onde não puderam descer. Na manhã seguinte, quando as pessoas saíam de casa para o trabalho, deram pela presença dos dois homens empoleirados no campanário e todas desataram em grandes gargalhadas.
- Tirem-nos daqui! Tirem-nos daqui! — gritavam eles.
- E como diabo é que vós fostes aí parar? — perguntavam as pessoas, ao mesmo tempo que procuravam uma escada comprida para os tirarem dali.
Eles, no entanto, não deram qualquer explicação. Se o fizessem teriam de confessar que haviam estado a roubar uma casa na aldeia. E, assim, nem eles acusaram a mulher como bruxa, nem esta os acusou a eles como ladrões.

Local: Vinhais, Bragança
PARAFITA, Alexandre, O Maravilhoso Popular - Lendas, contos, mitos,
Lisboa, Plátano Editora, 2000

Entendendo o texto

01.Qual foi a motivação inicial dos dois homens para entrarem na casa da mulher durante a noite?

a) Eles pretendiam assaltar a residência, acreditando que ela possuía muitas riquezas.

b) Eles queriam confirmar se a mulher era realmente uma bruxa.

c) Eles buscavam abrigo contra o frio e precisavam de comida.

d) Eles estavam à procura de uma taça mágica que pertencia à aldeia.

02. A partir de qual momento os ladrões perceberam que a dona da casa poderia ser uma bruxa?

a) Assim que entraram na casa e viram a mulher voando pela chaminé.

b) Quando notaram que a casa estava protegida por feitiços de proteção.

c) Ao encontrarem uma taça com um líquido estranho e perceberem a ausência da mulher àquela hora.

d) Quando ouviram vozes vindas do campanário da igreja de Vinhais.

03. O que causou a ida repentina dos ladrões para o topo da torre da igreja?

a) O susto que levaram ao verem a dona da casa retornar.

b) A tentativa de fuga pela chaminé após ouvirem as pessoas da aldeia.

c) Um castigo aplicado pela bruxa assim que ela os encontrou roubando.

d) O efeito do líquido amarelado que passaram no corpo por curiosidade.

04. Por que os ladrões se recusaram a explicar às pessoas como foram parar no campanário?

a) Porque haviam perdido a voz devido ao feitiço da taça.

b) Porque tinham medo de que a bruxa os transformasse em animais.

c) Porque, se explicassem, teriam de admitir que entraram na casa para roubar.

d) Porque ninguém na aldeia acreditaria em histórias sobre poções e voos.

05. Qual é o desfecho da relação entre os ladrões e a dona da casa ao final da história?

a) A mulher foi denunciada pela aldeia e os ladrões foram presos pelo roubo.

b) Houve um "acordo de silêncio" implícito: ninguém denunciou ninguém para não revelar seus próprios segredos.

c) Os ladrões prometeram nunca mais roubar e tornaram-se ajudantes da mulher.

d) A mulher usou sua magia para fazer com que todos na aldeia esquecessem o ocorrido.

 

LENDA: O CURUPIRA - COM GABARITO

 LENDA: O Curupira

        No fundo das matas, bem longe das cidades e das aldeias, quando soam gritos longos e estridentes, é o Curupira que se aproxima.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEie-HjHsO56HZEHN0tBxm08wHNd_dOyCrDdB5XK7YEm2jCC_xN9dk9yHTSsB-TBSvpVxV8SwUpa47PH5Qjie9iibgbcSHbt24Jg0bZb8W050-1XMi46RNknVKYZwdvs4Zr8Ee2CXCCD21SHz0vIj3UN5nJBbaRjy5S7c8Fq-kQ8dsfDZHSUD9jdwzY1G7w


        O melhor que se faz é sair dali correndo.

        O Curupira é um anão de cabelos vermelhos, dentes verdes e com os pés virados para trás. Para os índios, ele é o demônio da floresta. Corre atrás deles, enfurecido, para bater e até mesmo matar. Para se protegerem, quando se afastam de suas aldeias, os índios deixam pelo caminho penas de aves, abanadores e flechas.

        O Curupira é o protetor das árvores e dos animais. Batendo nos troncos das árvores como se fossem tambores, testa a resistência delas, quando ameaça cair uma tempestade.

        Ele odeia os homens que caçam e destroem as matas. Por isso, gosta de deixar os caçadores perdidos dentro da floresta. Quem vê o Curupira perde totalmente o rumo, não sabe mais achar o caminho de volta...

        Para atrair suas vítimas, o Curupira, às vezes, chama as pessoas com gritos que imitam a voz humana.

        As histórias do Curupira são contadas em todo o Brasil. Em algumas regiões, ele tem o nome de Caipora ou Caapora, e aparece, frequentemente, montado em um porco-do-mato.

Entendendo a Lenda

01. Como é o Curupira?

          Ele é um anão de cabelos vermelhos, dentes verdes e possui os pés virados para trás.

02.  O que o Curupira faz com os caçadores?

Ele os deixa perdidos dentro da floresta, fazendo com que percam totalmente o rumo e não consigam achar o caminho de volta.

03.  O que o Curupira faz para atrair suas vítimas?

Ele solta gritos que imitam a voz humana para enganar e atrair as pessoas.

04.  Que outros nomes o Curupira tem em outras regiões do Brasil?

Ele também é conhecido como Caipora ou Caapora.

05. Alternativas Corretas

a) Na floresta, que sinais anunciam que o Curupira está chegando?

          a) (X) Gritos longos e estridentes.

              (   ) Árvores destruídas no caminho.

              (   ) Rastros de porco-do-mato.

              (   ) Sons de tempestade.

        b) O Curupira testa a resistência das árvores para:

           ( ) protegê-las dos índios.

           (X) saber se elas não cairão com a chuva forte.

           ( ) atrair suas vítimas humanas.

           ( ) assustar os destruidores da floresta.

     c) A história do Curupira é sobre um:

          ( ) demônio que assusta os animais da floresta.

          ( ) índio que usa abanadores e flechas.

          ( ) homem que se perde na mata e fica apavorado.

          (X) anão que protege as árvores e os animais.

     d) O Curupira vive em:

          ( ) aldeias. ( ) cidades. (X) matas. ( ) troncos.

     e) As pessoas têm medo porque o Curupira:

         (X) persegue quem destrói a natureza.

         ( ) toca tambores escondido durante a noite.

         ( ) protege as árvores das tempestades.  

         ( ) ataca os animais selvagens e perigosos da mata.

f) No texto, a palavra enfurecido significa:

         ( ) apressado.

        (X) furioso.

         ( ) desajeitado.

         ( ) barulhento.

 

Sintaxe: Sujeito e Predicado

Para facilitar: o sujeito é de quem se fala, e o predicado é tudo o que se diz sobre esse sujeito (incluindo o verbo).

01 – Separe os sujeitos e predicado das orações abaixo:
a) Os jovens gostam de aventuras.

Sujeito: Os jovens

Predicado: gostam de aventuras.

b) O ônibus escolar chegou cedo no ginásio.

Sujeito: O ônibus escolar

Predicado: chegou cedo no ginásio.

c) Ariana e Luana saíram de férias.

Sujeito: Ariana e Luana

Predicado: saíram de férias

domingo, 29 de março de 2026

LENDA PORTUGUESA: LENDA DO PENDO DOS OVOS (PEDRA AMARELA) - COM GABARITO

 Lenda Portuguesa: Lenda do penedo dos ovos

(pedra amarela)

 Existe, no meio da serra de Sintra um penedo elevado a prumo, caprichosamente, pela Natureza, ou produzidos pelas convulsões vulcânicas do terreno em tempos ignotos, anda ligada à seguinte lenda:

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjs-beHz-LKE_T7MGdiA8Lk4gQ0UVly7Km5m972jWDmpLuliJyoo2wUCH7omY_qVIJsFOESdtC93GIIf2fF-U8EEBrjCNWwkoL2DA3ZeZuCGWCww48wGXorFC_7GxJSxQltLu4Iz_dI09GA1SAuLkAjticsvZ4FM8Wv62VXPl4hot0i1YPU4WyrO5hIFCI/s320/ovos.jpg 


Dizia-se em tempos que por baixo de tal pedra havia um tesouro escondido (um tesouro encantado) que pertenceria a quem fosse capaz de derrubar o penedo, atirando-lhe com ovos.
Uma velha meteu então na cabeça que esse tesouro havia de lhe pertencer. Para tal, a velha começou a juntar tantos ovos quantos podia. Quando achou que já tinha uma boa provisão, deu início à sua ingénua tarefa. Carregou, pouco a pouco, todos os ovos para as imediações do penedo, e meteu mãos à obra. Um a um, dois a dois, e com quanta força dispunha, ia arremessando os ovos contra o penedo. Quando já não lhe restava nenhum, terrível decepção! O penedo continuava erecto e firme, lavado com ovos!
E foi assim que, em vez de cair por terra, o penedo, pondo a descoberto o maravilhoso tesouro, caíram por terra desfeitos todos os sonhos e todas as esperanças da pobre velha! E ainda hoje, o povo sempre propenso ao maravilhoso, julga ver nos musgos amarelados que cobrem o penedo, as gemas dos ovos que a velha contra ele arremessou.

 Entendendo o texto

01. Segundo a lenda, o que se encontraria debaixo do penedo da Serra de Sintra?

a. Uma entrada secreta para um vulcão antigo e adormecido.

b. As ossadas de gigantes que habitaram a serra em tempos ignotos.

c. Um tesouro encantado que pertenceria a quem derrubasse a pedra.

d. Uma fonte de água mágica capaz de realizar desejos.

02. Qual era a condição necessária para conseguir derrubar o penedo e obter a recompensa?

a. Utilizar a força de vários homens da região.

b. Arremessar ovos contra o penedo até que este caísse.

c. Escavar a terra à volta da pedra durante uma noite de luar.

d. Pronunciar palavras mágicas aprendidas com os antigos.

 03. Como se preparou a "velha" da história para tentar obter o tesouro?

a. Juntou a maior quantidade de ovos que conseguiu e levou-os para junto do penedo.

b. Pediu ajuda aos vizinhos para carregarem as pedras mais pesadas.

c. Estudou as convulsões vulcânicas do terreno para saber onde bater.

d. Consultou um sábio para entender como os ovos poderiam derrubar a rocha.

04. Qual foi o resultado final da tentativa da personagem principal?

a. O penedo caiu, mas o tesouro tinha desaparecido devido ao tempo.

b. Apenas uma parte da pedra se partiu, revelando moedas de ouro.

c. A velha desistiu a meio da tarefa por estar demasiado cansada.

d. O penedo permaneceu firme e erecto, apenas ficando lavado com os ovos.

 05. Que explicação popular é dada para a cor amarelada dos musgos que cobrem o penedo atualmente?

a. São reflexos do ouro do tesouro que ainda está lá em baixo.

b. São as gemas dos ovos que a velha arremessou contra a pedra.

c. É o resultado de substâncias vulcânicas que subiram à superfície.

d. É uma característica natural das rochas da serra de Sintra.