domingo, 31 de janeiro de 2021

PECADOS MORTAIS DA DISSERTAÇÃO

 Pecados Mortais da Dissertação

PECADO 1– Letra ilegível

Vestibulares e concursos – Aplica-se este item à dissertação exigida nos vestibulares e concursos, cuja composição é feita de forma manuscrita.

Decifrando a escrita – Não se consegue valorizar ou admirar o que é incompreensível. O professor encarregado da avaliação tem tempo estipulado para concluir o trabalho de correção. Não pode, pois, perder tempo tentando adivinhar (às vezes decifrar) o que o candidato escreveu. Não se exige do redator letra bonita; exige-se letra legível, de fácil compreensão.

Solução – Depois de uma certa idade, é quase impossível mudar totalmente o aspecto da caligrafia. Mas é possível melhorá-la, atentando no formato de algumas letras. Às vezes, a leitura torna-se difícil por causa do m, do n e do u que se confundem no papel. Outras vezes, o l e o t são grafados de tal forma (ou tamanho) que atrapalham a compreensão das palavras contidas nas linhas superiores ou inferiores. Uma vez identificado o problema, deve-se escrever com mais apuro, principalmente quando se produz texto para ser avaliado por alguém.

PECADO 2– Fuga do assunto

Falha grave – É, com certeza, o pior deslize numa dissertação. Se o trabalho vale nota, a fuga do tema conduz ao zero por falta de adequação entre o texto ou título proposto e as ideias expostas pelo candidato. Escrever fugindo do assunto sugere:

a) Falta de planejamento sobre o que se está produzindo.

b) Pouca capacidade de concentração.

c) Incapacidade de delimitação do assunto.

d) Desvio intencional para tópicos decorados previamente.

Fuga parcial – Às vezes, os rodeios, a preparação excessiva para finalmente falar se do tema constituem fugas parciais que, dependendo de quem está avaliando o trabalho, também conduzem ao zero. O tema “Violência urbana” pode virar livro nas mãos de escritor habilidoso. O que se quer do aluno é apenas uma dissertação de, no máximo, trinta e cinco linhas. Falar de Abel e Caim, da violência praticada em Roma à época dos Césares é fugir do assunto porque não há espaço (nem tempo) para tantos dados. O melhor caminho é falar da violência urbana hoje, apontando causas, consequências e, se possível, soluções para o problema abordado.

Solução – É preciso organizar-se didaticamente para escrever bem. A elaboração de rascunho, enumerando tópicos como causas, consequências, soluções, ideias contra ou a favor ajuda o redator a manter-se fiel ao tema, além de garantir uma sequência lógica para os parágrafos da dissertação.

PECADO 3– Uso de gírias

Linguagem formal – No texto narrativo, a gíria é, em certos momentos, perfeitamente cabível. Às vezes, faz parte dos traços individuais da personagem. No dissertativo, porém, é um desastre. Isso porque a dissertação exige uma linguagem formal, não necessariamente erudita, mas pelo menos bem elaborada. Veja expressões que não têm espaço em dissertações:

1. Esses caras.

2. Maneiro.

3. Saia dessa.

4. Estou noutra.

5. O meganha.

6. O maior barato.

7. Esse papo não cola.

8. Mina.

9. Gente da pesada.

10. Cada um na sua.

11. Pra cima de mim, não.

12. Tudo em cima.

13. Muito legal.

14. Bicho.

15. Não enche.

16. Tudo em riba.

Solução – O uso de gírias em textos dissertativos só acontece, pela lógica, com os adolescentes. Pessoas adultas têm um senso de correção (e de ridículo) mais apurado quando se trata de texto escrito.

PECADO 4 – Provérbios, frases feitas, ditos populares.

As frases feitas, os provérbios, os ditos que estão na boca de todo mundo empobrecem a redação, dando a impressão de que o autor não tem criatividade. Veja expressões que você deve evitar.

a) Primeiro parágrafo

Para iniciar a dissertação (primeira linha do primeiro parágrafo), NÃO use:

1. Atualmente...

2. Antigamente...

3. Hoje em dia...

4. Nos dias de hoje...

5. No mundo de hoje...

6. Dando início ao meu trabalho...

7 Desde os primórdios da nossa existência...

Observação:

Algumas das expressões acima podem ser usadas no corpo dos parágrafos sem que isso implique lugar-comum.

b) Último parágrafo

Para iniciar o último parágrafo da dissertação, não use:

1. Finalizando o meu trabalho...

2. Concluindo...

3. Resumindo tudo o que eu disse antes...

4. Em síntese...

5. Em resumo...

c) Em qualquer parte do texto

De modo geral, não use as expressões seguintes em texto dissertativo:

1. Como já dizia meu avô...

2. A esperança é a última que morre...

3. Quem avisa amigo é...

4. Quem espera sempre alcança...

5. Dar a volta por cima...

6. Agradar a gregos e a troianos...

7. Colocando um ponto final...

8. De mão beijada...

9. De vento em popa...

10. Depois de um longo e tenebroso inverno...

11. Ensaiar os primeiros passos...

12. Faca de dois gumes...

13. Fazer das tripas coração...

14. Passar em brancas nuvens...

15. Pôr a casa em ordem...

16. Procurar chifre em cabeça de cavalo...

17. Tábua de salvação...

18. Tirar o cavalo da chuva...

Observação:

Algumas das expressões listadas podem ser empregadas coerentemente, desde que predomine a criatividade. Às vezes, os lugares-comuns denotam ironia. Nesse caso, ao invés de depreciar, valorizam o texto em que se inserem.

PECADO 5 – Incluir-se na dissertação

Indecisão

Dissertar é emitir sua visão (crítica, de preferência) sobre um assunto proposto. É analisar de modo impessoal e com total objetividade. Mas o que fazer diante  o emprego do “eu” ou do “nós” em dissertações bem estruturadas. O que acontece, às vezes, é o uso de tais pronomes sem argumentação que os justifique. Ao invés de mostrar firmeza e segurança, o aluno passa ao examinador a ideia de indecisão e de fraqueza.

Expressões pessoais

Outro aspecto negativo é a mistura de problemas pessoais ou particulares com a problemática sobre a qual se está dissertando. Aconselha-se, pois, que o candidato evite o uso das expressões seguintes. Se forem empregadas, entretanto, de forma adequada, no momento certo, podem estar coerentes e ser valorizadas pelo examinador.

1. Na minha opinião...

2. No meu entender...

3. Ao meu ver...

4. No meu ponto de vista...

5. Eu vejo por mim mesmo...

6. Como já aconteceu comigo...

7. Isso é o que eu penso...

8. Conforme a minha visão do mundo...

9. Eu acho...

10. Eu imagino que...

11. Eu penso que...

12. Eu concluo que...

Solução

Deve-se adotar na dissertação uma atitude crítica, dizendo verdades universais, aplicáveis a todos. A questão pessoal soa como depoimento, e dissertar, exige mais que isso: tem-se de argumentar, sustentando ideias que convençam.

PECADO 6 – Misturar dissertação com religião

Argumentação

A dissertação é baseada sempre na argumentação cuja base é a lógica. Misturá-la com questões de fé é inconcebível, pois os dogmas religiosos, os preceitos e as crendices independem de provas ou de evidências constatáveis.

Veja algumas construções que denotam fanatismo e exagero por parte de quem as usa:

1. A solução para a violência urbana está em Jesus Cristo, nosso salvador.

2. Frequentar a igreja regularmente e confessar-se uma vez por semana: é o conselho que dou para quem está passando por conflitos familiares.

3. O conflito pela posse da terra só acontece no Brasil por falta de leitura da Bíblia. Tanto o Velho quanto o Novo Testamento trazem ensinamentos que, se aplicados ao campo brasileiro, resolveriam o problema da Reforma Agrária.

4. Antes de cultura e de educação, o povo brasileiro precisa mistificar-se, aceitar Jesus como salvador universal. Aí, sim, todos os problemas de injustiças sociais serão resolvidos.

Em nenhuma hipótese, crendices ou dogmas devem servir de base para a composição de textos dissertativos. Os aspectos místicos ou esotéricos não combinam com visão crítica.

PECADO 7 – Emoções exageradas Emoções pessoais

Às vezes, o tema que se está explorando na dissertação engloba problemas e/ou situações pelos quais o escrevente já passou (ou está passando). Nesse caso, devem-se evitar as emoções pessoais. Elas denotam revolta, e o registro no papel pende para o exagero.

Veja algumas construções que depreciam o exto dissertativo:

1. Os autores do último pacote econômico deveriam ser exterminados, um a um, pelo mal que fizeram à economia do Brasil.

2. Pessoas como essas, que estupram e matam, devem arder para sempre no fogo do inferno.

3. Morte aos monstros que assaltam e roubam em nome do progresso...

4. A morte é castigo muito pequeno para quem estupra e mata...

5. Criminosos assim não merecem a pena de morte. Merecem uma doença incurável, que provoque o apodrecimento lento do corpo e da alma...

6. Pessoas assim não devem morrer. Devem ficar presas para sempre, mesmo depois de mortas, para que suas almas não cometam crimes por aí.

7. O abuso sexual contra crianças deve ser punido com a morte. Não a morte pura e simples, por meio de choque elétrico ou de injeção letal. Os pedófilos devem, antes de morrer, passar pelo estupro, para que sintam a mesma dor que provocaram em suas vítimas.

PECADO 8 – Abreviações e números

Caráter didático

O caráter didático da dissertação poda inovações e vícios próprios da pressa ou do desleixo. Por isso, as expressões numéricas devem ser escritas por extenso, e as abreviações devem ser usadas com cautela, até pelo aspecto da correção gramatical. Poucos têm segurança no momento de grafar por extenso determinados números e de abreviar determinadas palavras. Veja exemplos que a norma culta condena:

1. O vestibular é injusto e ñ (não) mede capacidade de ninguém.

2. É c/ (com) desespero que notamos o aumento da criminalidade no Brasil.

3. Faz-se necessária uma reforma profunda no ensino p/ (para) q/ (que) se possa exigir mais do aluno brasileiro.

4. Nos E.U.A. (Estados Unidos), o racismo é mais forte que no Brasil.

5. Pesquisas atestam que 90% (noventa por cento) do povo brasileiro votam sem consciência político-social.

PECADO 9 – Repetições

Vocabulário escasso

A repetição (quer da ideia, quer da mesma palavra) causa impressão desagradável a quem lê: sugere pobreza de vocabulário.

Faz-se mister, nesse caso, o uso de sinônimos adequados.

Veja construções erradas; compare-as, a seguir, com o modelo correto.

1. Errado – A poluição, por sua vez, prejudica qualquer tentativa de desenvolvimento, pois o desenvolvimento só consegue beneficiar o homem se estiver dissociado da poluição.

Certo – A poluição, por sua vez, prejudica qualquer tentativa de desenvolvimento, pois as inovações só conseguem beneficiar o homem se estiverem dissociadas de qualquer aspecto maléfico.

2. Errado – A inflação gera desemprego; para combater a inflação, o governo deve atacar o déficit público e abaixar as taxas de juros, pois com juros tão elevados, os ricos é que se beneficiam do fenômeno da inflação.

Certo – A inflação gera desemprego; para combatê-la, o governo deve atacar o déficit público e abaixar as taxas de juros, pois é sabido que o fenômeno inflacionário beneficia os ricos e prejudica os pobres.

PECADO 10 – Inovações na caligrafia

Letra grande

Numa dissertação de vinte linhas (tamanho mínimo exigido em concursos e vestibulares), se a letra do aluno é muito grande, esse mínimo deve ser ampliado para vinte e cinco, trinta linhas. A razão é óbvia: muitos alunos aumentam a letra para alcançar a quantidade de linhas exigidas no exame.

Espaços entre as palavras

Os espaços em branco entre as palavras constituem recurso muito usado por quem tem dificuldade de escrever. Porém os professores encarregados da correção conhecem bem esse artifício. Por isso, se você, naturalmente, escreve assim, tente evitar os espaços exagerados entre as palavras. Se não for possível, escreva uma dissertação com bastantes linhas.

Letra muito pequena

Há alunos com letra tão reduzida que, dependendo do caso, o professor, mesmo de óculos, não consegue ler. Pior ainda: o próprio aluno, quando questionado sobre o que escreveu, também não consegue.

Letra ilegível

Às vezes, o aluno demonstra que vai fazer vestibular para Medicina por meio da grafia das palavras: já exibe letra de médico. Para decifrá-la, só pedindo ajuda ao pessoal que trabalha em farmácias. Não se trata de letra feia, mas de escrita ilegível. A sua grafia pode ser feia e legível. Nesse caso, tudo bem.

Dissertação não é um concurso de caligrafia

 Fonte da imagem - https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fwww.jrmcoaching.com.br%2Fblog%2Fcarta-de-gratidao-aprenda-como-escrever-a-sua%2F&psig=AOvVaw08QgNKfUmynuS_BmB-m8ES&ust=1612184571242000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCJiKkOadxu4CFQAAAAAdAAAAABAJ

 

sábado, 30 de janeiro de 2021

MÚSICA: AMOR SEM LIMITE - ROBERTO CARLOS - COM GABARITO

 Música: Amor Sem Limite

            


                                                      Roberto Carlos

 

Quando a gente ama alguém de verdade
Esse amor não se esquece
O tempo passa, tudo passa, mas no peito
O amor permanece
E qualquer minuto longe é demais
A saudade atormenta
Mas qualquer minuto perto é bom demais
o amor só aumenta

Vivo por ela
Ninguém duvida
Porque ela é tudo
Na minha vida

Eu nunca imaginei que houvesse no mundo
Um amor desse jeito
Do tipo que quando se tem não se sabe
Se cabe no peito

Mas eu posso dizer que sei o que é ter
Um amor de verdade
E um amor assim eu sei que é pra sempre
É pra eternidade

Vivo por ela
Ninguém duvida
Porque ela é tudo
Na minha vida

Quem ama não esquece quem ama
O amor é assim
Eu tenho esquecido de mim
Mas d'ela eu nunca me esqueço

Por ela esse amor infinito
O amor mais bonito
É assim nosso amor sem limite
O maior e mais forte que existe

Vivo por ela
Ninguém duvida
Porque ela é tudo
Na minha vida

Quem ama não esquece quem ama
O amor é assim
Eu tenho esquecido de mim
Mas d'ela eu nunca me esqueço

Por ela esse amor infinito
O amor mais bonito
É assim nosso amor sem limite
O maior e mais forte que existe

Vivo por ela
Ninguém duvida
Porque ela é tudo
Na minha vida

                   Compositor: Roberto Carlos / Erasmo Carlos

Entendendo a canção:

01 – De que se trata a primeira estrofe dessa canção?

      Que a passagem do tempo apaga muitas coisas, mas a memória afetiva registra as coisas que emocionalmente tem importância; essas permanecem.

02 – A quem Roberto Carlos homenageou com essa canção?

      Sua ex-mulher, Maria Rita (in memoriam) no ano de 1999.

03 – Ao escutar essa música, você:

a)   (  ) Desliga imediatamente.

b)   (X) Ouve atentamente.

c)   (  ) Compra o CD.

d)   (  ) Deixa tocando como música de fundo.

      Resposta pessoal.

04 – O que você sente ao ouvir essa música?

      Resposta pessoal.

05 – O que você vê ou imagina se fechar os olhos e ouvir essa música?

      Resposta pessoal.

06 – A música é:

(  ) Divertida.     (X) Suave.             (  ) Chata.     (  ) Melancólica.   

07 – A letra da música é:

(  ) Repetitiva.   (  ) Muito longa.     (  ) Bonita.    (X) Romântica.

MÚSICA: TE DESEJO VIDA - FLÁVIA WENCESLAU - COM GABARITO

                                                 Música: Te Desejo Vida

                     


                                       Flávia  Wenceslau

Eu te desejo vida, longa vida

Te desejo a sorte de tudo que é bom

De toda alegria, ter a companhia

Colorindo a estrada em seu mais belo tom

 

Eu te desejo a chuva na varanda

Molhando a roseira pra desabrochar

E dias de sol pra fazer os teus planos

Nas coisas mais simples que se imaginar

E dias de sol pra fazer os teus planos

Nas coisas mais simples que se imaginar

 

Eu te desejo a paz de uma andorinha

No voo perfeito contemplando o mar

E que a fé movedora de qualquer montanha

Te renove sempre e te faça sonhar

 

Mas se vier as horas de melancolia

Que a lua tão meiga venha te afagar

E que a mais doce estrela seja tua guia

Como mãe singela a te orientar

 

Eu te desejo mais que mil amigos

A poesia que todo poeta esperou

Coração de menino cheio de esperança

Voz de pai amigo e olhar de avô

Coração de menino cheio de esperança

Voz de pai amigo e olhar de avô

 

Eu te desejo vida, longa vida

Te desejo a sorte de tudo que é bom

De toda alegria, ter a companhia

Colorindo a estrada em seu mais belo tom

 

Eu te desejo a chuva na varanda

Molhando a roseira pra desabrochar

E dias de sol pra fazer os teus planos

Nas coisas mais simples que se imaginar

 

Eu te desejo a paz de uma andorinha

No voo perfeito contemplando o mar

E que a fé movedora de qualquer montanha

Te renove sempre e te faça sonhar

 

Mas se vier as horas de melancolia

Que a lua tão meiga venha te afagar

E que a mais doce estrela seja tua guia

Como mãe singela a te orientar

 

Eu te desejo muito mais que mil amigos

A poesia que todo poeta esperou

Coração de menino cheio de esperança

Voz de pai amigo e olhar de avô

 

Eu te desejo a chuva na varanda

Molhando a roseira pra desabrochar

E dias de sol pra fazer os teus planos

Nas coisas mais simples que se imaginar

E dias de sol pra fazer os teus planos

Nas coisas mais simples que se imaginar

E dias de sol pra fazer os teus planos

Nas coisas mais simples que se imaginar

                                                         Composição: Flavia Wenceslau

Entendendo a canção:

01 – Que tema é abordado nessa canção?

      A esperança de uma vida longa e alegre.

02 – A canção pode ser considerada um hino a vida? Por quê?

      Sim, pois é repleta de desejos bons, como: vida longa, sorte, chuva na varanda, dias de sol, paz de uma andorinha e outros.

03 – Mas se vier as horas de melancolia, que sugere o eu lírico?

      “Que a lua tão meiga venha te afagar / E que amais doce estrela seja tua guia / Como mãe singela a te orientar”.

04 – Em que estrofe o eu lírico se refere as pessoas de uma família?

      Na sexta estrofe.

05 – Identifique a opção que completa corretamente o enunciado a seguir. Pode-se afirmar que canção cumpre seu objetivo, pois...

a)   Simplesmente passa as informações.

b)   Provoca emoções e reflexões.

c)   Serve de diversão.

d)   Modifica o comportamento.

 

domingo, 24 de janeiro de 2021

MÚSICA: LEMBRO DE NÓS DOIS - BIOLLO Ft. Maycon & Vinícius - COM GABARITO

 Música: Lembro de Nós Dois

          


                                              Biollo Ft. Maycon & Vinícius

Lembro de nós dois sentados na calçada

Lembro da gente conversando, altas gargalhadas

Lembro de nós dois no telefone várias madrugadas

Eu lembro do dia que aceitou ser minha namorada

 

Lembro de nós dois andando de mãos dadas

E eu lembro de que eu sempre te deixava na porta da sua casa

Lembro dos planos para o casamento

Eu lembro das brigas bobas sem fundamento

Eu lembro e choro, eu lembro e choro

 

Beautiful girl, this is not a goodbye

Beautiful girl, isso não é um adeus

 

De repente aquela música toca

Olhos enchem de água, coração desabafa

Lembro do sorriso, lembro do seu jeito

Lembro dos seus olhos, lembro do seu cheiro

Eu lembro dos seus abraços, da sua voz, lembro de tudo

 

Beautiful girl this is not a goodbye

Beautiful girl, isso não é um adeus

 

Fiz essa canção simples pra dizer

Tem coisas que só Deus pode responder pra nós

Só entende de lágrimas quem já chorou

Só quem sente a dor sabe o que ela causou

 

Beautiful girl, this is not a goodbye

Beautiful girl, isso não é um adeus

                                                 Composição: Robson Biollo

Entendendo a canção:

01 – Que tema é abordado na canção?

      O eu lírico fala da saudade de sua amada.

02 – Que verso da canção expressa mais claramente o entusiasmo e paixão do eu lírico pela sai amada?

      “Os olhos enchem de água, coração desabafa”.

03 – Há efeitos sonoros na canção?

      Sim, há aliteração (repetição de um fonema ou palavra).

04 – Onde há aliteração na canção?

      Na repetição no início dos versos “Lembro...”.

05 – Como se sente o eu lírico na primeira estrofe?

      Se sente feliz, desabrochando para o amor, e se sentindo correspondido.

     

 

MÚSICA: ANTIGA VIOLA - TONICO E TINOCO - COM GABARITO

 Música: Antiga Viola

          


                                                  Tonico e Tinoco

A minha antiga viola
Feita de pau de pinheiro
É minha eterna lembrança
Do meu tempo de violeiro
A saudade do catira
Do meu sertão brasileiro

Corta-jaca recortado
Alembro dos mutirão
O xote alembro as gaucha
O churrasco no galpão
As moda de viola é triste
Faz sofrê quem tem paixão

O baião é lá do Norte
Paulista é o cateretê
Quando escuto a Cana Verde
Alembro de Tietê
Numa festa do Divino
Que eu me encontrei com você

A valsa é uma serenata
Na janela da morena
O rasqueado faz lembrá
O cantar das siriema
Do tempo de boiadeiro
Nas madrugada serena

Cantei muitos desafio
Já fui cabra fandangueiro
Na congada já fui rei
Em todo sertão mineiro
Hoje só canto a saudade
Do folclore brasileiro

Composição: Tonico.

Entendendo a canção:

01 – A letra da canção revela que, entre tantas funções da língua, ela contribui para a preservação da identidade nacional sertaneja. No texto, o que caracteriza linguisticamente essa identidade?

a)   O uso de adjetivos qualificadores das experiências do enunciador.

b)   O emprego de palavras contrárias à destruição da natureza.

c)   As escolhas lexicais caracterizadoras da fala coloquial.

d)   As palavras sugestivas do caráter romântico do homem sertanejo.

e)   A marca pronominal indicativa de um interlocutor feminino.

02 – Que ritmos de músicas são citados na canção?

      Recortado, catira, fandango, xote, baião, cateretê, valsa, rasqueado e congada.

03 – Como foi feita a antiga viola?

      Feita de pau de pinheiro.

04 – O poeta fala de que povo brasileiro?

      Gaúcho, nordestino, paulista e mineiro.

05 – Transcreva o verso que lembra as tradições do gaúcho.

      “O xote alembro as gaúchas / O churrasco no galpão...”.

06 – De que o poeta tem saudades?

      Do tempo de violeiro, dos fandangos, do sertão brasileiro.

 

 

POEMA: SOB O CÉU TODO ESTRELADO - MANUEL BANDEIRA - COM GABARITO

 Poema: Sob o Céu Todo Estrelado

           


  Manuel Bandeira

As estrelas, no céu muito límpido, brilhavam,
divinamente distantes.
Vinha de caniçada o aroma amolecente dos jasmins.
E havia também, num canteiro perto, rosas que
cheiravam a jambo.


Um vaga-lume abateu sobre as hortênsias e ali ficou
luzindo misteriosamente.
A parte as águas de um córrego contavam a eterna história
sem começo nem fim.
Havia uma paz em tudo isso…
(Era de resto o que dizia lá dentro o meio adágio de HaydnTudo era tudo isso era tão tranquilo… tão simples…
E deverias dizer que foi o teu momento mais feliz.

    Antologia poética. Rio de Janeiro, José Olympio, 1978.

Fonte: Livro – Ler, entender, criar – Português – 6ª Série – Ed. Ática, 2007 – p. 13-4.

Fonte da imagem - https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fwww.abcdavida.com.br%2Fposts%2Fsob-o-ceu-estrelado%2F&psig=AOvVaw2isN-xrDNVxt1QZN5U2M2r&ust=1611612262129000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCPjrsOLJte4CFQAAAAAdAAAAABAD

Entendendo o poema:

01 – De acordo com o texto, qual o significado das palavras abaixo:

·        Amolecente: que faz amolecer, que enternece.

·        Caniçada: armação feita com bambu para sustentar uma trepadeira.

·        Córrego: riacho, pequeno rio.

·        Luzir: brilhar.

02 – Em “Sob o céu todo estrelado”, o poeta descreve um lugar. Vamos examinar como ele faz isso:

a)   Que elementos o poeta percebe pela visão?

Estrelas que brilham, um vaga-lume sobre hortênsias.

b)   O que é percebido pelo sentido do olfato?

O aroma dos jasmins e das rosas.

c)   O que ele ouve?

O som das águas de um córrego e o de uma música.

03 – A que o poeta compara o som das águas do córrego?

      Ao som da voz de uma pessoa contando uma história.

04 – Releia:

        “A parte as águas de um córrego contavam a eterna história
sem começo nem fim.”

a)   Na sua opinião, a que história o poema se refere?

Resposta pessoal do aluno. Sugestão: provavelmente, o poema alude ao incessante correr das águas, que entretanto não são sempre as mesmas. O fluxo pode simbolizar o próprio ciclo da vida.

b)   Um rio pode contar uma história?

Resposta pessoal do aluno. Sugestão: Contar uma história é um ato próprio do ser humano.

05 – Leia:

        “E deverias dizer que foi o teu momento mais feliz”.

        Considerando que o poeta descreve uma paisagem vista por ele mesmo, converse com seus colegas: a quem o poeta se dirige no último verso?

      A ele próprio, que foi quem percebeu a paz, a tranquilidade e a simplicidade do lugar.

06 – No caderno, faça uma comparação entre a paisagem descrita no poema e a mostrada na foto que abre esta unidade, considerando:

a)   O período do dia.

Foto: dia; poema: noite.

b)   O rio.

Foto: um grande rio poluído que atravessa uma cidade; poema: um córrego.

c)   As sensações que um lugar e outro transmitem.

Resposta pessoal do aluno.