CORDEL: A Força do Professor
Bráulio Bessa
Um
guerreiro sem espada
sem
faca, foice ou facão
armado
só de amor
segurando
um giz na mão
o
livro é seu escudo
que
lhe protege de tudo
que
possa lhe causar dor
por
isso eu tenho dito
Tenho
fé e acredito
na
força do professor.
Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEika8LuMRRhkrOykf4ppiabuKHurdwZ-SA3WdmLOEgbwR8ZCY6S3wK6vaDFWDzF_hH7UQBrkO1Pjyn9KnDCf6gN56wAujc-yIR1oNrQECH5j9u4rIx3mlHWKOd9i8DjwawQ53NIlgERPZ1bnnSfCSpnlWTeqaXUnJT_Fpw9VLqJMq8nMyRPfCZ_0go66Uc/s320/PROFESSOR.jpgAh...
se um dia governantes
prestassem
mais atenção
nos
verdadeiros heróis
que
constroem a nação
ah...
se fizessem justiça
sem
corpo mole ou preguiça
lhe
dando o real valor
eu
daria um grande grito
Tenho
fé e acredito
na
força do professor.
Porém
não sinta vergonha
não
se sinta derrotado
se
o nosso país vai mal
você
não é o culpado
Nas
potências mundiais
são
sempre heróis nacionais
e
por aqui sem valor
mesmo
triste e muito aflito
Tenho
fé e acredito
na
força do professor.
Um
arquiteto de sonhos
Engenheiro
do futuro
Um
motorista da vida
dirigindo
no escuro
Um
plantador de esperança
plantando
em cada criança
um
adulto sonhador
e
esse cordel foi escrito
por
que ainda acredito
na força do professor.
Entendendo
o texto
01. No poema, o
professor é chamado de 'guerreiro sem espada' e 'verdadeiro herói'. Qual figura
de linguagem predomina nessas caracterizações para exaltar a importância do
docente?
a. Eufemismo
b. Personificação
c. Metáfora
d. Hipérbole
02. Sobre a postura do eu lírico em relação aos
professores, é correto afirmar que ele demonstra:
a. Admiração e solidariedade
perante as dificuldades da profissão.
b. Indiferença
diante dos problemas educacionais do país.
c. Pessimismo
total quanto ao futuro da educação brasileira.
d. Arrogância ao exigir que os professores façam mais pela nação.
03.O poema apresenta uma crítica social direcionada
principalmente a qual setor?
a. Aos
próprios professores por sentirem vergonha da profissão.
b. Às
potências mundiais que roubam os heróis nacionais brasileiros.
c. Aos governantes pela falta de valorização e atenção à
classe docente.
d. Às
crianças que não desejam se tornar adultos sonhadores.
04. Na
última estrofe, o professor é chamado de 'motorista da vida / dirigindo no
escuro'. O que essa expressão sugere sobre os desafios da profissão?
a. O
perigo físico que as estradas brasileiras oferecem aos educadores.
b. A
necessidade de os professores trabalharem no turno da noite.
c. A
facilidade de guiar alunos que já sabem o que querem.
d. O ato de guiar vidas mesmo diante de incertezas e falta de recursos.
O eu lírico
utiliza metáforas de guerra (como "guerreiro", "escudo",
"armado") para enfatizar que o ensino, no contexto brasileiro, é uma
forma de luta e resistência. Ao mesmo tempo, usa termos da construção civil
("arquiteto", "engenheiro") para mostrar que o professor é
a base estrutural da sociedade. A principal "arma" mencionada não é
um objeto de violência (faca ou facão), mas sim o amor, o giz e o livro,
simbolizando que o conhecimento e o afeto são os instrumentos de transformação
social do educador.
06. Na terceira
estrofe, o autor estabelece uma comparação entre o Brasil e as "potências
mundiais". Explique qual é a crítica social presente nesse trecho e de que
maneira o eu lírico tenta consolar o professor diante da realidade educacional
do país.
A crítica
social reside na desvalorização do profissional da educação no Brasil em
contraste com outros países desenvolvidos, onde os professores são tratados
como "heróis nacionais". O eu lírico consola o professor ao afirmar
que ele não deve sentir vergonha nem se sentir culpado pelo fracasso do país
("se o nosso país vai mal / você não é o culpado"), transferindo a
responsabilidade da crise educacional para a falta de atenção e justiça por parte
dos governantes, mencionada anteriormente no texto.