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sexta-feira, 27 de março de 2026

CORDEL: A FORÇA DO PROFESSOR - BRÁULIO BESSA - COM GABARITO

 CORDEL: A Força do Professor 

                 Bráulio Bessa

 

Um guerreiro sem espada

sem faca, foice ou facão

armado só de amor

segurando um giz na mão

o livro é seu escudo

que lhe protege de tudo

que possa lhe causar dor

por isso eu tenho dito

Tenho fé e acredito

na força do professor.

 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEika8LuMRRhkrOykf4ppiabuKHurdwZ-SA3WdmLOEgbwR8ZCY6S3wK6vaDFWDzF_hH7UQBrkO1Pjyn9KnDCf6gN56wAujc-yIR1oNrQECH5j9u4rIx3mlHWKOd9i8DjwawQ53NIlgERPZ1bnnSfCSpnlWTeqaXUnJT_Fpw9VLqJMq8nMyRPfCZ_0go66Uc/s320/PROFESSOR.jpg

Ah... se um dia governantes

prestassem mais atenção

nos verdadeiros heróis 

que constroem a nação

ah... se fizessem justiça 

sem corpo mole ou preguiça

lhe dando o real valor 

eu daria um grande grito

Tenho fé e acredito

na força do professor.

 

Porém não sinta vergonha

não se sinta derrotado

se o nosso país vai mal

você não é o culpado

Nas potências mundiais

são sempre heróis nacionais

e por aqui sem valor

mesmo triste e muito aflito

Tenho fé e acredito

na força do professor.

 

Um arquiteto de sonhos

Engenheiro do futuro 

Um motorista da vida

dirigindo no escuro

Um plantador de esperança

plantando em cada criança 

um adulto sonhador

e esse cordel foi escrito

por que ainda acredito

na força do professor.

 FONTE:https://www.recantodasletras.com.br

 

Entendendo o texto

 

01.  No poema, o professor é chamado de 'guerreiro sem espada' e 'verdadeiro herói'. Qual figura de linguagem predomina nessas caracterizações para exaltar a importância do docente?

          a. Eufemismo

          b. Personificação

          c. Metáfora

          d. Hipérbole

02. Sobre a postura do eu lírico em relação aos professores, é correto afirmar que ele demonstra:

        a.  Admiração e solidariedade perante as dificuldades da profissão.

        b. Indiferença diante dos problemas educacionais do país.

        c. Pessimismo total quanto ao futuro da educação brasileira.

        d. Arrogância ao exigir que os professores façam mais pela nação.

 

03.O poema apresenta uma crítica social direcionada principalmente a qual setor?

       a. Aos próprios professores por sentirem vergonha da profissão.

       b. Às potências mundiais que roubam os heróis nacionais brasileiros.

       c. Aos governantes pela falta de valorização e atenção à classe docente.

       d. Às crianças que não desejam se tornar adultos sonhadores.

 04. Na última estrofe, o professor é chamado de 'motorista da vida / dirigindo no escuro'. O que essa expressão sugere sobre os desafios da profissão?

      a. O perigo físico que as estradas brasileiras oferecem aos educadores.

      b. A necessidade de os professores trabalharem no turno da noite.

     c. A facilidade de guiar alunos que já sabem o que querem.

     d. O ato de guiar vidas mesmo diante de incertezas e falta de recursos.

         05. O poema utiliza uma série de metáforas no campo semântico da "guerra" e da "construção" para definir a figura do professor. Analise como essas figuras de linguagem contribuem para a construção do sentido do texto e qual é a principal arma utilizada por esse "guerreiro", segundo o eu lírico.

        O eu lírico utiliza metáforas de guerra (como "guerreiro", "escudo", "armado") para enfatizar que o ensino, no contexto brasileiro, é uma forma de luta e resistência. Ao mesmo tempo, usa termos da construção civil ("arquiteto", "engenheiro") para mostrar que o professor é a base estrutural da sociedade. A principal "arma" mencionada não é um objeto de violência (faca ou facão), mas sim o amor, o giz e o livro, simbolizando que o conhecimento e o afeto são os instrumentos de transformação social do educador.

 

       06. Na terceira estrofe, o autor estabelece uma comparação entre o Brasil e as "potências mundiais". Explique qual é a crítica social presente nesse trecho e de que maneira o eu lírico tenta consolar o professor diante da realidade educacional do país.

        A crítica social reside na desvalorização do profissional da educação no Brasil em contraste com outros países desenvolvidos, onde os professores são tratados como "heróis nacionais". O eu lírico consola o professor ao afirmar que ele não deve sentir vergonha nem se sentir culpado pelo fracasso do país ("se o nosso país vai mal / você não é o culpado"), transferindo a responsabilidade da crise educacional para a falta de atenção e justiça por parte dos governantes, mencionada anteriormente no texto.