sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

MÚSICA: O MESTRE SALA DOS MARES (O ALMIRANTE NEGRO) - JOÃO CÂNDIDO - COM GABARITO

MÚSICA: O MESTRE SALA DOS MARES (O ALMIRANTE NEGRO) 


 

(João Bosco-Aldir Blanc)

Há muito tempo nas águas da Guanabara
O dragão no mar reapareceu
Na figura de um bravo feiticeiro
A quem a história não esqueceu
Conhecido como Navegante Negro
Tinha a dignidade de um mestre-sala
E ao acenar pelo mar na alegria das regatas
Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas
Jovens polacas e por batalhões de mulatas
Rubras cascatas
Jorravam das costas dos santos entre cantos e chibatas
Inundando o coração do pessoal do porão
Que a exemplo do feiticeiro gritava, então
Glória aos piratas, às mulatas, às sereias
Glória à farofa, à cachaça, às baleias
Glória a todas as lutas inglórias
Que através da nossa história
Não esquecemos jamais
La, la, la, la, la, la, la, la, la, la...
Salve o Navegante Negro
Que tem por monumento
As pedras pisadas do cais
Glória aos piratas, às mulatas, às sereias
Glória à farofa, à cachaça, às baleias
Glória a todas as lutas inglórias
Que através da nossa história
Não esquecemos jamais
La, la, la, la, la, la, la, la, la, la...
Salve o Navegante Negro
Que tem por monumento
As pedras pisadas do cais
Mas salve
Salve o Navegante Negro
Que tem por monumento
As pedras pisadas do cais
Mas faz muito tempo
Fonte: Musixmatch
Compositores: Joao Bosco De Joao Bosco / Aldir Blanc Aldir Blanc

Letra de O Mestre Sala dos Mares © Universal Music Publishing Mgb Brasil Lt

QUESTÃO 01 (PROJETO (CON)SEGUIR)

No texto, a expressão em destaque refere-se

(A) ao dragão do mar representado pela figura de um bravo marinheiro.

(B) ao Almirante negro.

(C) ao sangue que escorria nas costas dos negros.

(D) ao coração dos escravos negros.

TEXTO: APOSTA NA PREVENÇÃO - REVISTA CRESCER - COM GABARITO

 TEXTO: Aposta na prevenção

 


         A prevenção da obesidade deve ser feita desde o nascimento e uma das ferramentas mais eficazes é a amamentação. “Bebês amamentados no peito têm menos chances de se tornarem adultos gordos porque, no esforço de sugar o seio, desenvolvem a percepção da saciedade, ou seja, sentem que a fome acaba e param de mamar”, afirma o médico pediatra Fábio Ancoria Lopes. Já o leite oferecido na mamadeira, além de chegar à boca com mais facilidade, o que faz o bebê receber mais alimento do que necessita, costuma ser muito calórico, principalmente se for engrossado com farinhas e adoçado. Para saber se o bebê caminha para ser um adulto com peso normal ou um obeso, basta ficar de olho na balança.

         De acordo com o padrão internacional de pediatria, no primeiro ano de vida é normal que ele triplique o peso que tinha ao nascer. A partir do segundo aniversário e até a adolescência, a criança pode ganhar em média de 2 a 3 quilos, por ano.

 Revista crescer, ano 2001.

Fonte da imagem - https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fbr.pinterest.com%2Fajuliogonalves%2Fprojetos-para-experimentar%2F&psig=AOvVaw0X759lxZsmOEJXVPuB9u44&ust=1613866859853000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCJjA5eSY9-4CFQAAAAAdAAAAABAK


 QUESTÃO 05 (SAEGO – 2009)

De acordo com esse texto, qual alimento que pode evitar que o bebê se torne um adulto gordo?

(A) Misturas calóricas.

(B) Mamadeiras.

(C) Leite materno.

(D) Farinhas.

TEXTO: O PULO - FRANCISCO MARQUES - COM GABARITO

 TEXTO: O PULO

A Onça encontrou com o Gato e pediu:

– Amigo Gato, você me ensina a pular?

O Gato ficou muito desconfiado, mas concordou.

Nas últimas aulas, a Onça pulava com rapidez e agilidade – parecia um Gato gigante.

– Você é um professor maravilhoso, amigo Gato! – dizia a Onça, agradando.

Uma tarde, depois da aula, foram beber água no riacho. E a Onça fez uma aposta:

– Vamos ver quem pula naquela pedra?

–Vamos lá!

– Então, você pula primeiro – ordenou a Onça.

O Gato – zuuum – pulou em cima da pedra. E a Onça – procotó – deu um pulo traiçoeiro em cima do Gato.

Mas o Gato pulou de lado e escapuliu tão rápido como a ventania.

A Onça ficou vermelha de raiva:

– É assim? Esta parte você não ensinou pra mim!

E o Gato respondeu cantando:

– O pulo de lado é o segredo do Gato!

 MARQUES, Francisco. O pulo. In: A floresta da Brejaúva. Belo Horizonte: Dimensão, 1995.

Fonte da imagem - https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fwww.patasdacasa.com.br%2Fnoticia%2Fanatomia-do-gato-veja-7-curiosidades-sobre-o-corpo-dos-felinos_a1086%2F1&psig=AOvVaw03TGAfx2Xad5dYFVDQ2-Cu&ust=1613866387780000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCOiov_uW9-4CFQAAAAAdAAAAABAD 

QUESTÃO 01 (SAEP 2013)

De acordo com o texto, o segredo do Gato é

(A) “... – zuuum – pulo em cima da pedra”.

(B) o pulo de lado.

(C) “... – procotó – pulo traiçoeiro”.

(D) pulo rápido e ágil.

TEXTO: CADA ESPÉCIE TEM UMA DENTIÇÃO DIFERENTE, ADEQUADA À SUA DIETA! - COM GABARITO

 TEXTO: Cada espécie tem uma dentição diferente, adequada à sua dieta!

 


       Se de tanto observar peixinhos no aquário você achava que os peixes eram banguelas, está em tempo de se informar melhor e mudar de opinião, afinal quase todas as espécies de peixes possuem dentes.

    Antes de falarmos especificamente dos peixes, vá para a frente do espelho, abra a boca e repare como os seus dentes são diferentes uns dos outros. Isso acontece porque a alimentação dos seres humanos é bastante variada, inclui alimentos que precisam ser rasgados, cortados, triturados. Dá para concluir que o formato dos dentes está associado à dieta de cada espécie. Então, passemos aos peixes...

          No caso dos tubarões, os dentes são todos pontiagudos para

segurar e rasgar melhor a presa. Já o baiacu – que se alimenta de

animais duros, como moluscos com conchas e ouriços do mar – tem dentes em forma de bico e achatados na parte anterior para triturar bem o que for comer. Os dentes do peixe-papagaio, que é um herbívoro, formam placas que servem para raspar o fundo das partes mais rasas do oceano em busca de alimento, que incluem algas e detritos. Peixes que se alimentam somente de algas, por exemplo, costumam ter dentes em forma de lâminas com serrinhas que servem para cortar.

         Anote aí uma curiosidade: muitas espécies – como raias, peixes papagaio e outras – apresentam dentes na faringe, que são usados para triturar os alimentos.

         E os dentes de leite? Será que os peixes também têm esses dentes temporários, como nós? Bem, apesar de a maioria dos peixes começar a desenvolver, ainda na fase larval, os dentes que vão acompanhá-los por toda a vida, alguns peixes trocam de dentição. Por exemplo: muitos herbívoros, quando jovens, se alimentam de carne para acumular proteínas e crescer rápido e, por isso, possuem uma dentição adequada a esse alimento. Ao crescer, ela é trocada por outra, mais adaptada à sua nova dieta. Já algumas espécies de predadores, que possuem esqueletos feitos de cartilagem e não de ossos, como tubarões, têm dentes que crescem como unhas. Assim, como esses animais precisam lutar com suas presas e acabam perdendo muitos dentes, eles voltam a crescer naturalmente.

 Por: A Redação e Carlos Eduardo Leite Ferreira

 Ilustração: Fernando.

 

QUESTÃO 01 (SAEP 2013)

De acordo com o texto, que espécies de peixes apresentam dentes na faringe, que são usados para triturar os alimentos?

(A) Os tubarões.

(B) O baiacu.

(C) Raias e peixes-papagaio.

(D) Moluscos.

ARTIGO DE OPINIÃO: SAÚDE PÚBLICA: POR ONDE COMEÇAR O TRATAMENTO? COM GABARITO

 TEXTO: SAÚDE PÚBLICA: POR ONDE COMEÇAR O TRATAMENTO?



Meu município, Remígio, está localizado no brejo paraibano. É uma cidadezinha interiorana calma e considerada uma cidade-polo, tendo em vista sua ótima localização, que dá acesso a vários outros municípios. Entretanto, um grave problema maltrata os remigenses há mais de 10 anos: a falta de um hospital público. Os “vários” pequenos postos de atendimento da família (PSF) só nos servem para vacinação e receitas de remédios; em casos mais graves, somos obrigados a nos humilharmos em hospitais das cidades circunvizinhas.

O caos da saúde pública do nosso país parece-nos até muito normal. Vemos qualquer notícia de pessoas morrendo em corredores dos hospitais públicos ora por falta de atendimento, ora por falta de remédios. Desde que o Brasil é Brasil que as pessoas sofrem com esse problema. O que falta é uma tonelada de vergonha na cara, interesse, comprometimento e planejamento daqueles que são responsáveis por administrar o dinheiro público dos nossos impostos. A corrupção e o péssimo eleitorado brasileiro são em quem nós devemos pôr a culpa.

A culpa disso na maior parte sabemos que é nossa, mesmo. O povo deve ter o político que merece. Nós eleitores ainda estamos anos luzes de distância de saber escolher os candidatos dignos e honestos para nos representarmos. Na maioria das vezes, vê-se tanto eleitores quanto candidatos em busca de interesses particulares e não no bem comum. Os políticos fazem uma “promessinha” de emprego para um aqui; uma “carguinha” de tijolos para outro ali; pagam umas contas de água e luz para outro acolá; e esses mesmos beneficiados de um dia, sofrem por décadas afins, pois a politicagem é hereditária.

Enfim, discutir problemas públicos não tem como fugir de política. Segundo nossa Constituição Federal saúde é um direito que deve ser garantido para a população. O problema é que faltou concordar isso com as pessoas que escolhemos como responsáveis. O Brasil precisa de gente honesta. O povo precisa de uma (re) educação eleitoral. Quem mais sofre com isso é meu município, meu Brasil.

(Texto de Jean Rodrigues. Disponível em: http://professorjeanrodrigues.blogspot.com/2014/06/atividade-sobre-o-genero-artigo-de.html Acesso em 07 set. 2020).

Fonte da imagem - https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fprojetoacademico.com.br%2Ftemas-para-tcc-saude-publica%2F&psig=AOvVaw17WACflMDnV6tQn3glXCA6&ust=1613863656649000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCKiDqeaM9-4CFQAAAAAdAAAAABAD


Entendendo o texto

1.   Agora responda:

A qual gênero textual pertence o texto que você acabou de ler?

   ( X ) Artigo de opinião      (    ) Comentário       (    ) Meme

2.   Para que serve um texto como esse?

a.   (    ) Contar uma história; 

b.   ( x ) Tratar de um assunto polêmico por meio de tese e argumentos;

c.   (    ) Vender um produto;

d.   (    ) Ensinar uma receita;

e.   (    ) Nenhuma das alternativas anteriores.

3.   Qual o tema tratado nesse texto e qual é a tese (opinião) defendida pelo autor?

   O tema é saúde pública e a tese defendida pelo autor é a que o sistema público de saúde é caótico e isso é um problema político.

4.   Pensando no tema abordado no texto, que outro título você daria a ele?

      Resposta pessoal do aluno.

5.   Segundo o autor, de quem é a culpa pelo descaso com a saúde no Brasil e por quê?

       Segundo ele a culpa é nossa, do povo, por não sabermos escolher bons representantes políticos.

6.   Qual é a solução apontada pelo autor para resolver o problema tratado no texto e em qual parágrafo ela aparece?

        Segundo o autor, o Brasil precisa de gente honesta e o povo precisa de uma reeducação eleitoral. Aparece no último parágrafo do texto.

 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

MÚSICA: VOCÊ NÃO ENTENDE NADA - CAETANO VELOSO - COM GABARITO

 MÚSICA: VOCÊ NÃO ENTENDE NADA

               


                                               Caetano Veloso


 Quando eu chego em casa nada me consola

Você está sempre aflita

Com lágrimas nos olhos de cortar cebola

 Você é tão bonita

 

 Você traz coca-cola

 Eu tomo

 Você bota a mesa

 Eu como eu como eu como eu como eu como

 Você

 Não tá entendendo quase nada do que eu digo

 Eu quero é ir-me embora

 Eu quero dar o fora

 E quero que você venha comigo

 

 Eu me sento

 Eu fumo

 Eu como

 Eu não aguento

 Você está tão curtida

 Eu quero é tocar fogo nesse apartamento

 Você não acredita

 Traz meu café com suíta

 Eu tomo

 Bota a sobremesa

 Eu como eu como eu como eu como eu como

 Você

 Tem que saber que eu quero é correr mundo

 Correr perigo

 Eu quero é ir-me embora

 Eu quero dar o fora

 E quero que você venha comigo.

(VELOSO, Caetano. Literatura Comentada: Você Não Entende Nada. 2 Ed. Nova Cultura. 1998).

Descritor 19 – Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou morfossintáticos

01. A repetição da expressão “eu quero”, em diversos versos, tem por objetivo

(A) fazer associações de sentido.

(B) refutar argumentos anteriores.

(C) detalhar sonhos e pretensões.

(D) apresentar explicações novas.

(E) reforçar a expressão dos desejos

CRÔNICA: LEITE - MILLÔR FERNANDES - COM GABARITO

 CRÔNICA - LEITE

                       


     
Millôr Fernandes

         Vocês que têm mais de 15 anos, se lembram quando a gente comprava leite em garrafa, na leiteria da esquina? (...)

         Mas vocês não se lembram de nada, pô! Vai ver nem sabem o que é vaca. Nem o que é leite. Estou falando isso porque agora mesmo peguei um pacote de leite − leite em pacote, imagina, Tereza! − na porta dos fundos e estava escrito que é pasterizado ou pasteurizado, sei lá, tem vitamina, é garantido pela embromatologia, foi enriquecido e o escambau.

          Será que isso é mesmo leite? No dicionário diz que leite é outra coisa: “líquido branco, contendo água, proteína, açúcar e sais minerais”. Um alimento pra ninguém botar defeito. O ser humano o usa há mais de 5.000 mil anos. É o único alimento só alimento. A carne serve pro animal andar, a fruta serve para fazer outra fruta, o ovo serve pra fazer outra galinha (...) O leite é só leite. Ou toma ou bota fora.

         Esse aqui examinando bem, é só pra botar fora. Tem chumbo, tem benzina, tem mais água do que leite, tem serragem, sou capaz de jurar que nem vaca tem por trás desse negócio.

         Depois o pessoal ainda acha estranho que os meninos não gostem de leite. Mas, como não gostam? Não gostam como? Nunca tomaram! Múúúúúúú!

Millôr Fernandes. O Estado de São Paulo. 22/08/1999.

Fonte da imagem - https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fhi-in.facebook.com%2FVitalatteLaticinios%2Fphotos%2Fo-delicioso-sabor-da-fazenda-direto-para-sua-mesa-nas-vers%25C3%25B5es-desnatado-e-integr%2F1669432763193120%2F&psig=AOvVaw0VONc_iXDUNQ_xqTfTkeFo&ust=1612488310267000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCNCf9KKJz-4CFQAAAAAdAAAAABAF

Descritor 18 – Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou expressão

01. Ao criar a palavra “embromatologia” (ℓ. 6), o autor pretendeu ser

(A) conciso.

(B) sério.

(C) formal.

(D) cordial.

(E) irônico.

TEXTO: ANIMAIS NO ESPAÇO - FOLHA DE SÃO PAULO - COM GABARITO

 ANIMAIS NO ESPAÇO   

Vários animais viajaram pelo espaço como astronautas.



      Os russos já usaram cachorros em suas experiências. Eles têm o sistema cardíaco parecido com o dos seres humanos. Estudando o que acontece com eles, os cientistas descobrem quais problemas podem acontecer com as pessoas.

           A cadela Laika, tripulante da Sputnik-2, foi o primeiro ser vivo a ir ao espaço, em novembro de 1957, quatro anos antes do primeiro homem, o astronauta Gagarin.

           Os norte-americanos gostam de fazer experiências científicas espaciais com macacos, pois o corpo deles se parece com o humano. O chimpanzé é o preferido porque é inteligente e convive melhor com o homem do que as outras espécies de macacos. Ele aprende a comer alimentos sintéticos e não se incomoda com a roupa espacial.

           Além disso, os macacos são treinados e podem fazer tarefas a bordo, como acionar os comandos das naves, quando as luzes coloridas acendem no painel, por exemplo.

            Enos foi o mais famoso macaco a viajar para o espaço, em novembro de 1961, a bordo da nave Mercury/Atlas 5. A nave de Enos teve problemas, mas ele voltou são e salvo, depois de ter trabalhado direitinho. Seu único erro foi ter comido muito depressa as pastilhas de banana durante as refeições.

(Folha de São Paulo, 26 de janeiro de 1996).

Fonte da imagem - https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fpt.ripleybelieves.com%2Ffirst-animals-in-space-6230&psig=AOvVaw2hdB8i5edupdtnt7rk7Sul&ust=1612487565840000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCMi527qGz-4CFQAAAAAdAAAAABAD

Descritor 9 – Diferenciar as parte principais das secundárias em um texto

01. Entre as informações do texto acima, uma das principais é que

(A) o chimpanzé mais famoso viajou para o espaço a bordo da Mercury-Atlas 5.

(B) os cientistas descobrem problemas que podem acontecer com as pessoas.

(C) a cadela Laika viajou ao espaço quatro anos depois de Gagarin. 

(D) a viagem do mais famoso macaco para o espaço aconteceu em 1961.

(E) na nave espacial serviam pastilhas de banana durante as refeições.

TEXTO: O TEATRO DA ETIQUETA - REVISTA SUPERINTERESSANTE - COM GABARITO

 O TEATRO DA ETIQUETA



     No século XV, quando se instalavam os Estados nacionais e a monarquia absoluta na Europa, não havia sequer garfos e colheres nas mesas de refeição: cada comensal trazia sua faca para cortar um naco da carne – e, em caso de briga, para cortar o vizinho. Nessa Europa bárbara, que começava a sair da Idade Média, em que nem os nobres sabiam escrever, o poder do rei devia se afirmar de todas as maneiras aos olhos de seus súditos como uma espécie de teatro. Nesse contexto surge a etiqueta, marcando momento a momento o espetáculo da realeza: só para servir o vinho ao monarca havia um ritual que durava até dez minutos.

           Quando Luís XV, que reinou na França de 1715 a 1774, passou a usar lenço não como simples peça de vestuário, mas para limpar o nariz, ninguém mais na corte de Versalhes ousou assoar-se com os dedos, como era costume. Mas todas essas regras, embora servissem para diferenciar a nobreza dos demais, não tinham a petulância que a etiqueta adquiriu depois. Os nobres usavam as boas maneiras com naturalidade, para marcar uma diferença política que já existia. E representavam esse teatro da mesma forma para todos. Depois da Revolução Francesa, as pessoas começam a aprender etiqueta para ascender socialmente. Daí por que ela passou a ser usada de forma desigual – só na hora de lidar com os poderosos.

Revista Superinteressante, junho 1988, nº 6 ano 2.

Fonte da imagem - https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fwww.calendarios.info%2Fluis-xv-rei-de-franca-nasceu-a-15-02-1710%2F&psig=AOvVaw2rOk8o9lQHQTVSBa9U5xTM&ust=1612486807785000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCMDb6dKDz-4CFQAAAAAdAAAAABAD

Descritor 7 – Identificar a tese de um texto

01. Nesse texto, o autor defende a tese de que

(A) a etiqueta mudou, mas continua associada aos interesses do poder.

(B) a etiqueta sempre foi um teatro apresentado pela realeza.

(C) a etiqueta tinha uma finalidade democrática antigamente.

(D) as classes sociais se utilizam da etiqueta desde o século XV.

(E) as pessoas evoluíram a etiqueta para descomplicá-la.

LENDA - O QUIROMANTE - CRISTINA DA COSTA PEREIRA - COM GABARITO

 LENDA - 


O QUIROMANTE

 

    Há muitos anos atrás, havia um rapaz cigano que, nas horas vagas, ficava lendo as linhas das mãos das pessoas.  

      O pai dele, que era muito austero no que dizia respeito à tradição cigana de somente as mulheres lerem as mãos, dizia sempre para ele não fazer isso, que não 5 era ofício de homem, que fosse fazer tachos, tocar música, comerciar cavalos.

         E o jovem cigano teimava em ser quiromante. Até que um dia ele foi ler a sorte de uma pessoa e, quando ela se virou de frente, ele viu, assustado, que ela não tinha mãos.

         A partir daí, abandonou a quiromancia.

PEREIRA, Cristina da Costa. Lendas e histórias ciganas. Rio de Janeiro: Imago, 1991.

Fonte da imagem - https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fjornalismocolaborativo.com%2Fquiromancia%2F&psig=AOvVaw3_VRVsm2CdeRt8ThS8mpo6&ust=1612486129991000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCNintY2Bz-4CFQAAAAAdAAAAABAD

Descritor 11 – Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto

01.O trecho “A partir daí, abandonou a quiromancia” (ℓ. 8) apresenta, com relação ao que foi dito no parágrafo anterior, o sentido de

(A) comparação.

(B) condição.

(C) consequência.

(D) finalidade.

(E) oposição.

CONTO: O MATO - ARRIGUCCI, JR. - COM GABARITO

 CONTO: O MATO

   Veio o vento frio, e depois o temporal noturno, e depois da lenta chuva que passou toda a manhã caindo e ainda voltou algumas vezes durante o dia, a cidade entardeceu em brumas. Então o homem esqueceu o trabalho e as promissórias, esqueceu a condução e o telefone e o asfalto, e saiu andando lentamente por aquele morro coberto de um mato viçoso, perto de sua casa. O capim cheio de água molhava seu sapato e as pernas da calça; o mato escurecia sem vaga-lumes nem grilos.

          Pôs a mão no tronco de uma árvore pequena, sacudiu um pouco, e recebeu nos cabelos e na cara as gotas de água como se fosse uma bênção. Ali perto mesmo a cidade murmurava, estava com seus ruídos vespertinos, ranger de bondes, buzinar impaciente de carros, vozes indistintas; mas ele via apenas algumas árvores, um canto de mato, uma pedra escura. Ali perto, dentro de uma casa fechada, um telefone batia, silenciava, batia outra vez, interminável, paciente, melancólico. Alguém, com certeza já sem esperança, insistia em querer falar com alguém.

           Por um instante o homem voltou seu pensamento para a cidade e sua vida. Aquele telefone tocando em vão era um dos milhões de atos falhados da vida urbana. Pensou no desgaste nervoso dessa vida, nos desencontros, nas incertezas, no jogo de ambições e vaidades, na procura de amor e de importância, na caça ao dinheiro e aos prazeres. Ainda bem que de todas as grandes cidades do mundo o rio é a única a permitir a evasão fácil para o mar e a floresta. Ele estava ali num desses limites entre a cidade dos homens e a natureza pura; ainda pensava em seus problemas urbanos - mas um camaleão correu de súbito, um passarinho piou triste em algum ramo, e o homem ficou atento àquela humilde vida animal e também à vida silenciosa e úmida das árvores, e à pedra escura, com sua pele de musgo e seu misterioso coração mineral.

ARRIGUCCI, Jr. Os melhores contos de Rubem Braga. São Paulo: Editora Global Ltda, 1985.

Fonte da imagem - https://www.google.com/url?sa=i&url=http%3A%2F%2Fblogs.diariodonordeste.com.br%2Fcentrosul%2Fcategory%2Fchuva&psig=AOvVaw3cleByerSjdlJuvZxuExle&ust=1612485611143000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCMDU2J__zu4CFQAAAAAdAAAAABAJ

Descritor 10 – Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa

01. No texto, o elemento que gera a história narrada é

(A) a preocupação do homem com os problemas alheios.

(B) a proximidade entre a casa do homem e o morro com mato viçoso.

(C) o desejo do homem de buscar alento próximo da natureza.

(D) o toque insistente do telefone em uma casa fechada e silenciosa. (E) os ruídos vespertinos da cidade, com seus murmúrios constantes.

TEXTO: SERMÃO DO MANDATO - ANTÔNIO VIEIRA - COM GABARITO

 Sermão do Mandato

                 


 
Antônio Vieira

       O primeiro remédio que dizíamos, é o tempo. Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera? São as afeições como as vidas, que não há mais certo de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas, que partem do centro para a circunferência, que tanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por isso os Antigos sabiamente pintaram o amor menino; porque não há amor tão robusto que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza, o desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já não atira; embota-lhe as setas, com que já não fere; abre-lhe os olhos, com que vê o que não via; e faz-lhe crescer as asas, com que voa e foge. A razão natural de toda esta diferença, é porque o tempo tira a novidade às cousas, descobre-lhe defeitos, enfastia-lhe o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais amor? O mesmo amor é a causa de não amar, e o de ter amado muito, de amar menos.

VIEIRA, Antônio. Sermão do Mandato. In: Sermões. 8. ed. Rio de Janeiro: Agir, 1980.

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Descritor 2 – Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto

01. O tempo é a principal solução para os problemas. A frase que reproduz essa ideia é

(A) “Antigos sabiamente pintaram o amor menino...” (ℓ.5)

(B) “Atreve-se o tempo a colunas de mármore...” (ℓ.2)

(C) “O primeiro remédio que dizíamos, é o tempo.” (ℓ.1)

(D) “(...) o tempo tira a novidade às cousas...” (ℓ. 9-10)

(E) “(...) partem do centro para a circunferência...” (ℓ. 4)

TEXTO: QUAL A ORIGEM DO DOCE BRIGADEIRO?ALMANAQUE DAS CURIOSIDADES - COM GABARITO

 TEXTO:Qual a origem do doce brigadeiro?



      Em 1946, seriam realizadas as primeiras eleições diretas para presidente após os anos do “Estado Novo”, de Getúlio Vargas. O candidato da aliança PTB/PSD, Eurico Gaspar Dutra, venceu com relativa folga. Mas o título de maior originalidade na campanha ficou para as correligionárias do candidato derrotado, Eduardo Gomes (da UDN).

           Brigadeiro da Aeronáutica, com pinta de galã, Eduardo Gomes tinha um apoio, digamos, entusiasmado. Para fazer o “corpo-a-corpo” com o eleitorado, senhoras da sociedade saiam às ruas convocando as mulheres a votar em Gomes, com o slogan: “Vote no brigadeiro. Ele é bonito e solteiro”. Não satisfeitas ainda promoviam almoços e chás, nos quais serviam um irresistível docinho coberto com chocolate granulado. Ao qual deram o nome, claro, de brigadeiro.

Almanaque das curiosidades, p. 89.

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Descritor 12 – Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros

01.A finalidade desse gênero de texto é

(A) propor mudanças.

(B) refutar um argumento.

(C) advertir as pessoas.

(D) trazer uma informação.

(E) orientar procedimentos.