domingo, 19 de agosto de 2018

MÚSICA: CÉREBRO ELETRÔNICO - GILBERTO GIL - COM INTERPRETAÇÃO/GABARITO


Música: Cérebro Eletrônico
                                                     Gilberto Gil
O cérebro eletrônico faz tudo
Faz quase tudo
Faz quase tudo
Mas ele é mudo
        
O cérebro eletrônico comanda
Manda e desmanda
Ele é quem manda
Mas ele não anda

Só eu posso pensar
Se Deus existe
Só eu
Só eu posso chorar
Quando estou triste
Só eu
Eu cá com meus botões
De carne e osso
Eu falo e ouço. Hum

Eu penso e posso
Eu posso decidir
Se vivo ou morro por que
Porque sou vivo
Vivo pra cachorro e sei
Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro
No meu caminho inevitável para a morte
Porque sou vivo
Sou muito vivo e sei

Que a morte é nosso impulso primitivo e sei
Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro
Com seus botões de ferro e seus
Olhos de vidro.
                                                                                              Composição: Gilberto Gil.
Entendendo a canção:
01 – Do que se trata a canção?
      É uma celebração à tecnologia cibernética (aparecendo com a imagem do cérebro eletrônico), que ainda habitava mais o campo da imaginação do que a realidade da vida cotidiana no período.

02 – Quais os limites da máquina que o autor aponta?
      Os limites do cérebro eletrônico é que ele é mudo, não anda e não pensa.

03 – O autor vê a máquina como um ser que auxilia o homem, mas que tem muitos limites em relação à capacidade humana. Localize os versos que comprovam essa afirmação:
      Nos versos: “Mas ele é mudo /
                           Mas ele não anda /
                           Só eu posso pensar.”

04 – Nas duas primeiras estrofes, o que o autor afirma sobre a tecnologia?
      Ele afirma, que a tecnologia, a princípio, parece onipotente, mas em um segundo momento, mostra-se imperfeita, faz quase tudo, manda sem saber executar da forma que um homem faria (não anda).

05 – Nos versos: “Eu cá com meus botões / De carne e osso e posteriormente cérebro eletrônico... com seus botões de ferro e seus /Olhos de vidro”. Que o autor quis dizer?
      Nestes versos o homem é comparado à máquina e sai vitorioso desta comparação.

06 – Em que versos mostra a incapacidade desta tecnologia interferir nas mais banais questões humanas, como a emoção e a fé?
      “Eu posso decidir / Se vivo ou morro por que / Porque sou vivo / Vivo pra cachorro.”

07 – No trecho: “só eu posso pensar / se Deus existe”, o termo "só" enfatiza a ideia de:
A) isolamento.
B) distanciamento.
C) dúvida.
D) antecipação.
E) exclusividade.

08 – Em que versos é afirmado que o cérebro eletrônico não interfere no ciclo da vida, afirma-se também, novamente, sua impotência, seu alheamento a questões relativas à vida e a sua essência?
      “Impulso primitivo / Só eu posso pensar se Deus existe.”

09 – Fazendo uma análise crítica da letra desta canção, pode-se inferir que:
I – O poder da tecnologia é reconhecido, mas não acima da capacidade humana de realizar ações nunca antes realizadas pela tecnologia.
II – Sobrepõe-se a vida humana acima de qualquer invenção tecnológica, reconhecendo a limitação desta.
III – A frieza da tecnologia contrapõe-se às emoções e à subjetividade humanas e, por isso, a tecnologia pode ser considerada limitada.
IV – O título da canção é um prenúncio da exaltação à tecnologia presente ao longo do texto, que reconhece o seu domínio sob o ser humano.
        É correto o que se afirma em:
a)   I e IV, apenas.
b)   II e III, apenas.
c)   I, II e III, apenas.
d)   II, III e IV, apenas.
e)   Todas as assertivas.

10 – Escreva quais as vantagens e as desvantagens das tecnologias em nossa vidas.
      Vantagens e Desvantagens: as máquinas utilizadas na agricultura e o desemprego no campo; a geração de energia elétrica e seus impactos no ambiente; os inseticidas que combatem as pragas e poluem o solo e a água. A velocidade do trabalho passa a ser definida não mais pelo homem, mas pelo ritmo das máquinas. O tempo de comer e dormir são definidos pelo horário de funcionamento das fábricas. A industrialização tem também como consequência o inchaço das cidades, paralelamente ao esvaziamento das áreas rurais. Com a chegada da informática e das telecomunicações, que aceleram o fluxo das informações e das transformações na sociedade.

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