quinta-feira, 30 de agosto de 2018

MÚSICA: METAMORFOSE AMBULANTE - RAUL SEIXAS - COM GABARITO

Música: Metamorfose Ambulante
                                                          Raul Seixas
Prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo

Eu vou desdizer
Aquilo tudo que eu lhe disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo

Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo

Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou

Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor

Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator

É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo

Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou

Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor

Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator

Eu vou desdizer
Aquilo tudo que eu lhe disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo.
                                              Composição: Raul Seixas
Entendendo a canção:
01 – Do que se trata a letra?
      Fala do quanto é ruim sermos acomodados, sempre à espera que os outros façam, eternamente agarrados a dogmas antigos.

02 – Nos versos: “Prefiro ser / Essa metamorfose ambulante / Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.” O que o poeta esclarece?
      Ele esclarece que ser “metamorfose ambulante”, algo que muda tanto, é melhor que ser acomodado, achando que é sábio, muito inteligente, com algumas informações que adquiriu na vida.

03 – Cite os versos onde o poeta usa a ironia, e o que ela estava dizendo?
      “Eu quero dizer
       Agora o oposto do que eu disse antes
       Eu prefiro ser
       Essa metamorfose ambulante.”
      É como disse-se: “Se você ainda não ouviu, ouça agora.”

04 – Porque a música "metamorfose ambulante - Raul Seixas" sugeriu "que ter aquela velha opinião / formada sobre tudo " é algo negativo?
      Ele mostra a sua fragilidade enquanto ser, aquele dos “porquês” da vida, que surgem. Afinal, quem sabe com exatidão sobre o amor, sobre quem é você mesmo(a) com total verdade.

05 – A letra tão completa, que pode ser usada em qualquer esfera de nossa sociedade, seja na educação, na política, no trabalho e no dia-a-dia como se fosse o quê?
      Um abaixo-assinado contra a monotonia, um grito libertador para evitar o preconceito e a preconcepção de ideias.

06 – Com base da canção, o que a palavra metamorfose no sentido figurado significa?
      É uma brusca mudança de caráter ou físico de um ser em outro ser, de uma opinião em outra opinião, de um prisma em outro prisma e assim sucessivamente.

07 – Em que verso o eu lírico aborda a questão do imediatismo?
      Quando diz que “é chato chegar num objetivo num instante”.

08 – Analise estes versos:
        “Se hoje eu sou estrela
         Amanhã já se apagou
         Se hoje eu te odeio
         Amanhã lhe tenho amor
         Lhe tenho amor
         Lhe tenho horror
         Lhe faço amor
         Eu sou um ator”.
      Nestes versos existe ideia de oposição (“estrela” e “apagou”; “amor” e “horror”) junto com palavras que denotam tempo (“hoje”; “amanhã”), caracterizando exagero (num dia o eu lírico diz que ama e no outro diz que sente horror. Porque ele acredita realmente na importância da mudança, e talvez da experimentação, afinal diz ser um ator, porém um ator na vida.

09 – Por uma questão de simplicidade expressiva, o autor de letra de música popular às vezes utiliza a norma coloquial da língua. A estrofe abaixo traz exemplos disso.
[...]
Eu vou desdizer
Aquilo tudo que eu lhe disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo.

        Para se adequar a norma culta padrão, um dos versos deveria ser escrito da seguinte forma:
a)   “A ter aquela velha opinião”.
b)   “Isto tudo que lhe disse antes”.
c)   “Aquilo tudo eu o disse antes”.
d)   “Aquilo tudo que disse-lhe antes”.
e)   “Do que ter, aquela velha opinião”.

10 – Leia um trecho da música “Metamorfose ambulante”, de Raul Seixas:
      “Eu quero dizer
       Agora o oposto do que eu disse antes
       Eu prefiro ser
       Essa metamorfose ambulante.”

        A palavra metamorfose, grifada no texto, poderia ser substituída pelo seguinte sinônimo:
a)   Nada.
b)   Transformação.
c)   Tudo.
d)   Oposição.
e)   Ordem.

      






FÁBULA: O FAZENDEIRO, SEU FILHO E O BURRO - ESOPO - COM GABARITO


Fábula: O Fazendeiro, seu Filho e o Burro 

     Um fazendeiro e seu filho viajavam para o mercado, levando consigo um burro. Na estrada, encontraram umas moças salientes, que riram e zombaram deles:
      --- Já viram que bobos? Andando a pé, quando deviam montar no burro?
        O fazendeiro, então, ordenou ao filho:



        --- Monte no burro, pois não devemos parecer ridículos.
        O filho assim o fez.
        Daí a pouco, passaram por uma aldeia. À porta de uma estalagem estavam uns velhos que comentaram:
      --- Ali vai um exemplo da geração moderna: o rapaz, muito bem refestelado no animal, enquanto o velho pai caminha, com suas pernas fatigadas.
        --- Talvez eles tenham razão, meu filho, disse o pai. Ficaria melhor se eu montasse e você fosse a pé.
          Trocaram então as posições.
        Alguns quilômetros adiante, encontraram camponesas passeando, as quais disseram:
        --- A crueldade de alguns pais para com os filhos é tremenda! Aquele preguiçoso, muito bem instalado no burro, enquanto o pobre filho gasta as pernas.
        --- Suba na garupa, meu filho. Não quero parecer cruel, pediu o pai.
        Assim, ambos montados no burro, entraram no mercado da cidade.
        --- Oh!! Gritaram outros fazendeiros que se encontravam lá. Pobre burro, maltratado, carregando uma dupla carga! Não se trata um animal desta maneira.
        Os dois precisavam ser presos. Deviam carregar o burro às costas, em vez de este carregá-los.
        O fazendeiro e o filho saltaram do animal e carregaram-no. Quando atravessavam uma ponte, o burro, que não estava se sentindo confortável, começou a escoicear com tanta energia que os dois caíram na água."
        Moral: Quem a todos quer ouvir, por ninguém é ouvido.

                                                                             Fábulas de Esopo
Entendendo a fábula:     
                      
01 – O problema que dá origem à essa história é:
(A) O fazendeiro e seu filho queriam agradar a todas as pessoas.
(B) O fazendeiro e seu filho precisavam chegar rapidamente ao Mercado da Cidade.
(C) O burro estava muito cansado de caminhar.
(D) O burro estava muito maltratado.

02 – Por que as moças salientes, riram e zombaram do fazendeiro e do filho?
      Porque o fazendeiro e o filho estavam indo a pé e puxando o burro.

03 – Na estrofe: “Ali vai um exemplo da geração moderna: o rapaz, muito bem refestelado no animal, enquanto o velho pai caminha, com suas pernas fatigadas.” Quem disse essas palavras?
      Uns velhos que estavam a porta de uma estalagem.

04 – Após andarem alguns quilômetros adiante, encontraram umas camponesas passeando, Qual foi o comentários delas?
      “A crueldade de alguns pais para com os filhos é tremenda! Aquele preguiçoso, muito bem instalado no burro, enquanto o pobre filho gasta as pernas.”

05 – “Pobre burro, maltratado, carregando uma dupla carga! Não se trata um animal desta maneira”, quem disso essa frase?
      Alguns fazendeiros que se encontravam na porta do mercado.

06 – Por que o fazendeiro e o filho, foram cair dentro do rio?
      Porque eles vinham carregando o burro, e o mesmo começou a acoicear tanto, que terminou derrubando os dois na água.

07 – De acordo com a moral da história, por que aconteceu tantas coisas com o fazendeiro e seu filho?
      Porque eles tentaram atender à vontade dos outros.  





CONTO: O PRÍNCIPE SAPO - IRMÃOS GRIMM - COM GABARITO


Conto: O Príncipe Sapo
(Irmãos Grimm)

        Há muito tempo, quando os desejos funcionavam, vivia um rei que tinha filhas muito belas. A mais jovem era tão linda que o sol, que já viu muito, ficava atônito sempre que iluminava seu rosto.
Perto do castelo do rei havia um bosque grande e escuro no qual havia uma lagoa sob uma velha árvore. 
        Quando o dia era quente, a princesinha ia ao bosque e se sentava junto à fonte. Quando se aborrecia, pegava sua bola de ouro, a jogava alto e recolhia. Essa bola era seu brinquedo favorito. Porém aconteceu que uma das vezes que a princesa jogou a bola, esta não caiu em sua mão, mas sim no solo, rodando e caindo direto na água.
        A princesa viu como ia desaparecendo na lagoa, que era profunda, tanto que não se via o fundo. Então começou a chorar, mais e mais forte, e não se consolava e tanto se lamenta, que alguém lhe diz: 
        -- Que te aflige princesa? Choras tanto que até as pedras sentiriam pena. Olhou o lugar de onde vinha a voz e viu um sapo colocando sua enorme e feia cabeça fora da água. 
        -- Ah, és tu, sapo – disse – Estou chorando por minha bola de ouro que caiu na lagoa. 
        -- Calma, não chores – disse o sapo; Posso ajudar-te, porém, que me darás se te devolver a bola? 
        -- O que quiseres, querido sapo – disse ela – Minhas roupas, minhas pérolas, minhas joias, a coroa de ouro que levo. 
        O sapo disse: 
        -- Não me interessam tuas roupas, tuas pérolas nem tuas joias, nem a coroa. Porém me prometes deixar-me ser teu companheiro e brincar contigo, sentar a teu lado na mesa, comer em teu pratinho de ouro, beber de teu copinho e dormir em tua cama; se me prometes isto eu descerei e trarei tua bola de ouro".
        -- Oh, sim – disse ela – Te prometo tudo o que quiseres, porém devolve minha bola; mas pensou – Fala como um tolo. Tudo o que faz é sentar-se na água com outros sapos e coachar. Não pode ser companheiro de um ser humano. 
        O sapo, uma vez recebida a promessa, meteu a cabeça na água e mergulhou. Pouco depois voltou nadando com a bola na boca, e a lançou na grama. A princesinha estava encantada de ver seu precioso brinquedo outra vez, colheu-a e saiu correndo com ela. 
        -- Espera, espera – disse o sapo; Leva-me. Não posso correr tanto como tu – Mas de nada serviu coachar atrás dela tão forte quanto pôde. Ela não o escutou e correu para casa, esquecendo o pobre sapo, que se viu obrigado a voltar à lagoa outra vez.
        No dia seguinte, quando ela sentou à mesa com o rei e toda a corte, estava comendo em seu pratinho de ouro e algo veio arrastando-se, splash, splish splash pela escada de mármore.
        Quando chegou ao alto, chamou à porta e gritou: 
        -- Princesa, jovem princesa, abre a porta. 
        Ela correu para ver quem estava lá fora. Quando abriu a porta, o sapo sentou-se diante dela e a princesa bateu a porta. Com pressa, tornou a sentar, mas estava muito assustada. O rei se deu conta de que seu coração batia violentamente e disse:
        -- Minha filha, por que estás assustada? Há um gigante aí fora que te quer levar? 
        -- Ah não, respondeu ela – não é um gigante, senão um sapo. 
        -- O que quer o sapo de ti? 
        -- Ah querido pai, estava jogando no bosque, junto à lagoa, quando minha bola de ouro caiu na água. Como gritei muito, o sapo a devolveu, e porque insistiu muito, prometi-lhe que seria meu companheiro, porém nunca pensei que seria capaz de sair da água. 
        Entretanto o sapo chamou à porta outra vez e gritou:
        -- Princesa, jovem princesa, abre a porta. Não lembras que me disseste na lagoa?
        Então o rei disse: 
        -- Aquilo que prometeste, deves cumprir. Deixa-o entrar. 
        Ela abriu a porta, o sapo saltou e a seguiu até sua cadeira. Sentou-se e gritou: – Sobe-me contigo. 
        Ela o ignorou até que o rei lhe ordenou. Uma vez que o sapo estava na cadeira, quis sentar na mesa. Quando subiu, disse: 
        -- Aproxima teu pratinho de ouro porque devemos comer juntos.
        Ela o vez, porém se via que não de boa vontade. O sapo aproveitou para comer, porém ela enjoava a cada bocado. Em seguida disse o sapo: 
        -- Comi e estou satisfeito, mas estou cansado. Leva-me ao quarto, prepara tua caminha de seda e nós dois vamos dormir.
        A princesa começou a chorar porque não gostava da ideia de que o sapo ia dormir na sua preciosa e limpa caminha. Porém o rei se aborreceu e disse:
        -- Não devias desprezar àquele que te ajudou quando tinhas problemas. 
        Assim, ela pegou o sapo com dois dedos, e a levou para cima e a deixou num canto. Porém, quando estava na cama o sapo se arrastou até ela e disse: 
        -- Estou cansado, eu também quero dormir, sobe-me senão conto a teu pai. 
        A princesa ficou então muito aborrecida. Pegou o sapo e o jogou contra a parede. 
        -- Cale-se, bicho odioso; disse ela. 
        Porém, quando caiu ao chão não era um sapo, e sim um príncipe com preciosos olhos. Por desejo de seu pai ele era seu companheiro e marido. Ele contou como havia sido encantado por uma bruxa malvada e que ninguém poderia livrá-lo do feitiço exceto ela. Também disse que no dia seguinte iriam todos juntos ao seu reino.
        Se foram dormir e na manhã seguinte, quando o sol os despertou, chegou uma carruagem puxada por 8 cavalos brancos com plumas de avestruz na cabeça. Estavam enfeitados com correntes de ouro. Atrás estava o jovem escudeiro do rei, Enrique. Enrique havia sido tão desgraçado quando seu senhor foi convertido em sapo que colocou três faixas de ferro rodeando seu coração, para se acaso estalasse de pesar e tristeza.
        A carruagem ia levar ao jovem rei a seu reino. Enrique os ajudou a entrar e subiu atrás de novo, cheio de alegria pela libertação, e quando já chegavam a fazer uma parte do caminho, o filho do rei escutou um ruído atrás de si como se algo tivesse quebrado. Assim, deu a volta e gritou: 
        -- Enrique, o carro está se rompendo. 
        -- Não amo, não é o carro. É uma faixa de meu coração, a coloquei por causa da minha grande dor quando eras sapo e prisioneiro do feitiço. 
        Duas vezes mais, enquanto estavam no caminho, algo fez ruído e cada vez o filho do rei pensou que o carro estava rompendo, porém eram apenas as faixas que estavam se desprendendo do coração de Enrique porque seu senhor estava livre e era feliz. 

Entendendo o conto:

01 – Em sua opinião, que ideia o texto expressa?
      Expressa a ideia de que devemos sempre cumprir com nossas promessas.

02 – Qual era o brinquedo favorito da princesinha?
      Era uma bola de ouro.

03 – O texto fala sobre:
( ) A princesa que virou sapo.
( ) Um sapo que prometeu um beijo a princesa.
( ) A princesa que prometeu um beijo a um sapo.
(X) Um sapo que recuperou a bola da princesa no lago.

04 – Quem fez pergunta: “Que te aflige princesa”?
      Foi um sapo, que colocou sua enorme e feia cabeça fora da água.

05 – O que o sapo pediu a princesinha, para ir ao fundo do lago buscar a bola de ouro?
      “Se me prometes deixar-me ser teu companheiro e brincar contigo, sentar a teu lado na mesa, comer em teu pratinho de ouro, beber de teu copinho e dormir em tua cama; se me prometes isto eu descerei e trarei tua bola de ouro".

06 – A princesinha cumpriu com sua promessa? Justifique com parte do texto.
      Não. “Espera, espera – disse o sapo; Leva-me. Não posso correr tanto como tu.”

07 – Após a princesinha contar toda a história ao rei, seu pai, qual foi a reação do rei?
      “Aquilo que prometeste, deve cumprir. Deixa-o entrar.”

08 – Após o jantar, o que o sapo exigiu que a princesinha fizesse? Copie do texto.
      “Comi e estou satisfeito, mas estou cansado. Leva-me ao quarto, prepara tua caminha de seda e nós dois vamos dormir.”

09 – O que a princesinha fez, quando o sapo disse, que se ela não o subisse ele contaria ao rei?
      A princesinha pegou o sapo e jogou contra a parede e disse: “Cale-se, bicho odioso”.

10 – O que aconteceu com o sapo?
      Quando caiu ao chão não era mais um sapo, e sim um príncipe.

11 – Como era a carruagem que foi buscar o príncipe? E quem foi buscar?
      A carruagem era puxada por 8 cavalos brancos com plumas de avestruz na cabeça e estavam enfeitados com correntes de ouro. Quem foi buscar o príncipe foi o Enrique, escudeiro do rei.

12 – O que você pensa sobre as pessoas que não cumprem suas promessas?
      Resposta pessoal do aluno.

13 – Se você não concorda com o título, invente outro título para este conto de fadas. 
      Resposta pessoal do aluno.



LENDA: DO URUTAU - MÃE-DA-LUA - WIKIAVES - COM GABARITO


Lenda: Do UrutauMãe-da-lua

        Uma das mais belas lendas do folclore brasileiro é a do Urutau.
        O Urutau é um pássaro solitário e de hábitos noturnos que dificilmente se deixa ver.
        Este pássaro habita na região norte e nordeste da Argentina, nas matas do Paraguai, no Norte do Uruguai e do Brasil, onde lhe são atribuídos vários nomes: Jurutaui na região amazónica; Ibijouguaçú entre os Tupis e Mãe-da-Lua entre os mineiros. Estas designações correspondem a diversas regiões linguísticas: à dos tupis e guaranis e à do idioma quichua.
        Pousado na ponta de um galho seco, fitando a lua e estremecendo a calada da noite, emite um canto bruxuleante que mais parece um lamento humano. Tem uma cabeça chata, olhos grandes e muito vivos, a boca rasgada de tal forma que os seus ângulos alcançam a região posterior dos olhos. A sua cor parda em tons de canela com riscas transversais e escuras permite-lhe adaptar-se perfeitamente ao galho da árvore, passando completamente despercebida. Este seu disfarce associado a uma perfeita imobilidade protegem-na dos seus predadores e permitem-lhe caçar as suas presas (besouros e borboletas) com uma grande facilidade.
        O seu grito é, provavelmente, o mais pavoroso de quantos se conhecem no mundo das aves.
        Em forma de "hu-hu-hu", que se faz ouvir após o anoitecer, procura, a solidão mais espessa dos bosques, de onde faz desprender a sua voz cheia de lamentos. Para muitos, a sua voz é semelhante ao clamoroso lamento de uma mulher que termina com amortecidos "ais". O seu canto provoca, portanto, espanto e piedade aos que possam ouvi-lo e é também fantasmagórico. "Meu filho foi, foi, foi" - interpreta o povo.
        A par da voz queixosa e plangente, uma quase invisibilidade, confere-lhe o carácter de um ente misterioso. Muitos não o tomam por uma verdadeira ave, mas sim por um ser fantástico, inacessível à mão e aos olhos humanos. Já outros, porém, não duvidam de sua existência, mas consideram-no como um ente enigmático e superior, dotado de muitas qualidades fora das leis naturais, entre elas, o preservar das seduções e a pureza das jovens moças.
        Conta-se que antigamente, matavam para esse fim uma dessas aves e tirava-se a pele que era, posteriormente, seca ao sol. Esta servia para os pais sentarem as suas filhas, nos três primeiros dias a partir do início da puberdade. No términos desse tempo, as jovens saíam "curadas", isto é, invulneráveis às tentações das paixões desonestas que as pudessem atrair. As qualidades sobrenaturais deste pássaro destacam-se nas crendices populares. As penas e a pele do urutau são para muitas pessoas bastante milagrosas. Assim, se para muitos o Urutau é, muitas vezes, associado a maus presságios, para outros e, segundo a mitologia Tupi-Guarani, trata-se de uma ave benfeitora (abençoada).
        Conta a lenda que Nheambiú, uma bela moça, filha do Tuxaua da nação Guarani, se apaixonou profundamente por um bravo guerreiro Tupi chamado Cuimbaé, que havia sido feito prisioneiro pelos Guaranis.
        Nheambiú pediu aos seus pais que consentissem no seu casamento com Cuimbaé. Porém, esse e os posteriores pedidos foram terminantemente negados, com a alegação de que Cuimbaé era um Tupi, ou seja, um inimigo mortal dos Guaranis.
        Não suportando mais o sofrimento, Nheambiú desapareceu da Taba, causando um enorme alvoroço.
        O velho cacique mobilizou então todos os seus guerreiros para que procurassem, por todo o lado, a sua preciosa filha.
        Após uma longa busca, a jovem foi encontrada no coração da floresta, paralisada e muda, como uma estátua de pedra. Ao vê-la, o pai sacudiu-a, mas ela não deu nenhum sinal de vida.
        Então, o seu pai mandou chamar o feiticeiro da tribo, que a examinou dizendo o seguinte ao cacique: - Nheambiú perdeu a fala para sempre; só uma grande dor poderá fazer Nheambiú voltar ao que era.
        Então começaram por informar a jovem índia de todas as notícias mais tristes possíveis: a morte do seu pai e a de todos os seus amigos.
        No entanto, nada surtiu efeito. A jovem continuou inabalável e intacta.
        Então o pajé da tribo aproximou-se e disse: - Cuimbaé acaba de ser morto.
        Nesse mesmo instante, o corpo da jovem moça estremeceu todo e ela, soltando repetidos lamentos acabando por desaparecer da mata.
        Todos os que ali se encontravam, cheios de dor, acabaram transformados em árvores secas, enquanto Nheambiú se transformou num Urutau ficando a voar, noite após noite, pelos galhos daquelas árvores amigas, chorando a perda do seu grande amor.
        Dizem que foi dessa lenda que se originaram algumas superstições populares relativamente ao Urutau.
        Uma dessas lendas, fala-nos de Jouma, um cacique dos Mocovies (Guaranis) que, surpreende a Marramac, nos braços de um estrangeiro e o mata com flechas. Porém, perde posteriormente a razão e transforma-se num Urutau.
        Segundo uma outra versão, o Urutau é um menino, órfão de pai e mãe, que passa a vida muito triste, chorando a perda dos seus progenitores. Fita o Sol e a Lua e, quando os astros desaparecem, não faz mais do que lamentar-se.
        Contava uma lenda também, que o urutau foi uma pessoa que não quis visitar o Menino Jesus, e por isso hoje chora arrependido de Novembro a Janeiro.
        Outra lenda diz que "carta de amor escrita com pena de Urutau tem sempre resposta favorável".
        Já outra diz que a pele dessa ave preserva as donzelas dos deslizes e as protege contra os alheios de intenções menos honestas.
        Devido à sua existência misteriosa, o Urutau além das lendas era objeto de práticas supersticiosas. Os Guaranis acreditavam que partindo-se as asas e as pernas do pássaro durante a noite, no dia seguinte ele amanhecia perfeito. Segundo algumas crendices indígenas, esta ave noturna revestia-se de atribuições que são inerentes ao Cupido. As penas do Urutau eram eficazes talismãs de amor. Assim sendo, aquele que conduzir uma de suas penas, atrai a simpatia e o desejo do outro sexo; que se consegue qualquer pretensão com a escrita com uma de suas penas. Acreditava-se ainda, que as suas penas e as suas cinzas eram remédios contra doenças.
        Há também quem diga que, na Amazónia, há o costume de varrer o chão, sob o véu das noivas, com as penas da cauda do Jurutauí (designação pela qual o Urutau é conhecido nesta região), a fim de se garantir para as futuras esposas todas as virtudes do mundo.
        Outra das crenças mais curiosas no poder sobrenatural do Urutau é a que faz referências à sua posição face ao ciclo solar. Quando o sol nasce o pássaro volta a sua cabeça para ele e acompanha-o no seu percurso. Quando o astro caminha para o Poente, começa então a entoar o canto dolorido "U - ru - tau". Conta-se também que, Couto de Magalhães elevou o Urutau à categoria dos deuses, reservando-lhe o segundo lugar da sua teogonia Tupi. Todas essas considerações, entretanto, levam-nos a classificar o Urutau como um pássaro feérico (mágico), que existe por direito próprio. O Urutau é um pássaro que pertence à Ordem dos Caprimulgiformes, família dos Nyctibiidae. No Brasil, ocorrem as seguintes espécies: Nyctibius grandis (Urutau, Mãe-da-Lua Gigante); Nyctibius griseus (Urutau) e Nyctibius aethereus (Mãe-da-Lua Parda).
                                                                               Fonte: Wikiaves.
Entendendo a lenda:

01 – Quais as características do Urutau?
      É um pássaro solitário e de hábitos noturnos, que dificilmente se deixa ver. Tem uma cabeça chata, olhos grandes e muitos vivos, a boca rasgada de tal forma que os seus ângulos alcançam a região posterior dos olhos e a sua plumagem cor pardas com riscos transversais.

02 – Por que diz que seu canto bruxuleante, mas parece um lamento humano?
        Porque é em forma de "hu-hu-hu", que se faz ouvir após o anoitecer, procura, a solidão mais espessa dos bosques, de onde faz desprender a sua voz cheia de lamentos.

03 – As qualidades sobrenaturais deste pássaro nas crendices populares. Quais as partes que são bastantes milagrosas?
      As penas e a pele do Urutau.

04 – Embora o Urutau é associado a maus presságios, como é tratado pelo Tupi-Guarani segundo a mitologia?
      É tratado como uma ave benfeitora (abençoada).

05 – O que o pássaro urutau come?
      urutau é uma ave de hábitos noturnos. Sua alimentação é constituída basicamente de insetos que apanha em pleno voo, principalmente os grandes, porém pode comer outros animais de pequeno porte, como morcegos, lagartos e pequenos pássaros. É uma ave que utiliza muito bem sua plumagem para se camuflar.

06 – Qual o tamanho do urutau?
      Nas florestas densas quanto nas bordas de mata, capoeiras e até mesmo em árvores isoladas das grandes cidades. Se comparado com as outras espécies, esse urutau tem tamanho médio, aproximadamente uns 40 cm e peso que varia entre 150 e 190 gramas.

07 – Onde vive o pássaro Urutau?
      A fêmea nidifica em cavidades de tocos ou galhos, onde deposita um ovo e o choca durante cerca de um mês. Facilmente confundida com um galho, devido à coloração da plumagem, o urutau pode ser encontrado em florestas, campos e cerrados por todo o Brasil.

08 – O que diz a lenda, no parágrafo 24° com relação as cartas?
      Diz que toda carta de amor escrita com pena de Urutau, a resposta será favorável.

09 – Tem uma lenda que fala da pele dessa ave, o que ela diz?
      Diz que a pele dela preserva as donzelas dos deslizes e as protege contra os alheios de intenções menos honestas.

10 – O Urutau além das lendas e de sua existência misteriosa, era objeto de práticas supersticiosa. Quais eram elas?
      Os Guaranis acreditavam que partindo-se as asas e as pernas do pássaro durante a noite, no dia seguinte ele amanhecia perfeito. Segundo algumas crendices indígenas, esta ave noturna revestia-se de atribuições que são inerentes ao Cupido. As penas do Urutau eram eficazes talismãs de amor. Assim sendo, aquele que conduzir uma de suas penas, atrai a simpatia e o desejo do outro sexo; que se consegue qualquer pretensão com a escrita com uma de suas penas. Acreditava-se ainda, que as suas penas e as suas cinzas eram remédios contra doenças.”

11 – Na Amazônia, há o costume de varrer o chão, sob o véu das noivas, com as penas da cauda do Urutau. Para que serve?
      Serve para garantir, as futuras esposas todas as virtudes do mundo.

12 – Existe uma outra das crenças mais curiosa no poder sobrenatural do Urutau, qual é ela?
      É a que faz referências à sua posição face ao ciclo solar. Quando o sol nasce o pássaro volta a cabeça para ele e acompanha-o no seu percurso.

13 – Quando o Urutau, começa a entoar o seu canto dolorido “U-RU-TAU”?
      Quando o sol caminha para o poente.

14 – O Urutau é considerado um pássaro feérico, ou seja, mágico, que existe por direito próprio. A que ordem ele pertence?
      Pertence a Ordem dos Caprimulgiformes, família dos Nyctibiidae.