terça-feira, 30 de julho de 2019

MÚSICA: CHUVA, SUOR E CERVEJA - CAETANO VELOSO - COM GABARITO


Música: Chuva, suor e cerveja
Caetano Veloso
Não se perca de mim
Não se esqueça de mim
Não desapareça
A chuva tá caindo
E quando a chuva começa
Eu acabo de perder a cabeça
Não saia do meu lado
Segure o meu pierrot molhado
E vamos embolar
Ladeira abaixo
Acho que a chuva
Ajuda a gente a se ver
Venha, veja, deixa
Beija, seja
O que Deus quiser…(2x)
A gente se embala
Se embora se embola
Só pára na porta da igreja
A gente se olha
Se beija se molha
De chuva, suor e cerveja…(2x)
Não se perca de mim
Não se esqueça de mim
Não desapareça
A chuva tá caindo
E quando a chuva começa
Eu acabo de perder a cabeça
Não saia do meu lado
Segure o meu pierrot molhado
E vamos embolar
Ladeira abaixo
Acho que a chuva
Ajuda a gente a se ver
Venha, veja, deixa
Beija, seja
O que Deus quiser…(2x)

A gente se embala
Se embora, se embola
Só pára na porta da igreja
A gente se olha
Se beija se molha
De chuva, suor e cerveja…

Entendendo a canção
1)   O frevo acima é uma canção de Carnaval. Observe os dois últimos versos e comente o efeito sonoro expresso pelas palavras.
a)   Que som o autor tenta reproduzir?
Trata-se de uma onomatopeia da chuva, por meio da repetição da composição sonora achu e sua variação aju e aje.
b)   Retire do texto palavras em que aparece esse som.
chuva, abaixo, acho, ajuda, gente.
2)   Pelo próprio título da canção, ela nos remete a quê?
Remete a algo que extravasa a pele: além dos limites da norma; afeta pela embriaguez e pelo destempero. Não cabe entre quatro paredes, está nas ruas apertadas e cheias de foliões.

3)   Como se encontra o sujeito da canção, segundo o eu lírico?
Ele está perdido, mas agarrado ao destinatário da canção, no meio da orgia carnavalesca: banhado de chuva, suor e cerveja.

4)   O que é o tempo para o eu lírico?
O tempo é o do destempero, da suspensão de regras, da possibilidade de sentir a vida pelo corpo todo.

5)   Que deseja o eu lírico durante a canção?
Deseja curtir o melhor da vida embalados e embolados: unidos e sem dia seguinte.






POEMA: O TREM - ROSEANA MURRAY - COM QUESTÕES GABARITADAS

Poema: O Trem
        
            Roseana Murray

Vai que vai, vai que vem
faz o balanço do trem.
A menina, com o nariz
achatado na vidraça,
enlaça a paisagem
com o seu olhar encantado.
                                           
Vem também, vem também
faz o balanço do trem.
Na bolsa a menina leva
pérolas coloridas,

girassóis e margaridas,
anõezinhos de voz fina e afinadas flautas mágicas.
                                                             
Você vem, você vem
faz o balanço do trem.
É que a bolsa é cheia de sonhos,
alegres e tristonhos,
e ninguém sabe para onde leva
a menina balançando
no coração do trem.
                                                             
Vai que vai, vem que vem,
vem também, vem também
você vem, você vem
-Faz o balanço do trem.

(MURRAY, Roseana. Fardo de carinho, Belo Horizonte: Lê, 1987.
Fonte: Livro: JORNADAS.port – Língua Portuguesa - Dileta Delmanto/Laiz B. de Carvalho – 6º ano – Editora Saraiva. p.238 e 239.

EXPLORAÇÃO DO POEMA

1)   Sua hipótese sobre o assunto do poema se confirmou? De que trata o poema?
O poema fala de uma menina que viaja em um trem e, durante o trajeto, não se cansa de olhar a paisagem pela janela.

2)   O poema é composto de versos e estrofe?
a)   Quantos versos há na primeira estrofe?
Seis.

b)   Que informação nos trazem os versos da primeira estrofe?
A informação de que o poema vai falar de uma menina e de sua viagem de trem.

3)   Como a menina olha a paisagem? Encontre um trecho do poema que confirme sua resposta.
Encantada, maravilhada com o que vê. “A menina [...]/ enlaça a paisagem/com seu olhar encantado”.

4)   Qual a estrofe que traz a informação sobre os itens que a menina leva na bolsa?
A segunda estrofe: “[...] pérolas coloridas/ girassóis e margaridas, / anões de voz fina/ e afinadas flautas mágicas.”

5)   Identifique e copie os versos que explicam que há uma justificativa para a menina carregar na bolsa esses itens.
É que a bolsa é cheia de sonhos, /alegres e tristonhos.”

6)   Releia estes versos da primeira estrofe do poema.
“A menina, com o nariz
achatado na vidraça
enlaça a paisagem
com seu olhar encantado.”

Esse trecho nos permite dizer que a menina era:
a)   ansiosa.
b)   curiosa.
c)   distraída.
d)   satisfeita.

7)   Na segunda estrofe fala de sonhos. O que seriam sonhos alegres e sonhos tristonhos?
Sonhos alegres são os que nos dão felicidade, em que coisas boas acontecem; sonhos tristonhos são aqueles que nos deixam abatidos, pois neles acontece o que não desejamos.

8)   Releia :”e ninguém sabe para onde/leva a menina”. Quem leva a menina?
Os sonhos.

9)   Por que o eu poético descreve assim o conteúdo da bolsa?
Para descrever algo difícil de ser captado: no caso, como se sentia a menina com o coração cheio de sonhos.

10)              Trem tem coração? Como você interpreta o verso que diz que a menina seguia balançando no coração do trem?
Resposta pessoal.
Sugestão: A menina sentia o coração batendo na cadência do movimento do trem.







FÁBULA: O ASNO E O VELHO PASTOR - ESOPO - COM QUESTÕES GABARITADAS


Fábula: O asno e o velho pastor
        
              Esopo

       Enquanto descansava, um velho pastor observava tranquilo seu asno pastando em um campo muito verde. De repente, ouviu ao longe os gritos de uma tropa de soldados inimigos que se aproximavam rapidamente.
      - Corra o mais rápido que puder, levando-me na garupa! implorou ao animal. – Senão nós dois seremos capturados.
      Então, com calma, o asno falou:
      - Por que eu deveria temer o inimigo? Você acha provável que o conquistador coloque em mim outros dois cestos de carga, além dos dois que já carrego?
      - Não – respondeu o pastor.
      - Então! – retrucou o animal. – Contanto que eu carregue os dois cestos que já possuo, que diferença faz a quem estou servindo?
MORAL: Ao mudar o governante, para o pobre, nada muda além do nome de seu novo senhor.
Esopo.
Fonte: Livro: JORNADAS.port – Língua Portuguesa - Dileta Delmanto/Laiz B. de Carvalho – 6º ano – Editora Saraiva. p.177/178.
Entendendo a fábula
1)   Quais são os personagens dessa fábula?
O asno e o velho pastor.

2)   Todas as ações da fábula se passam no mesmo dia? Explique.
Sim, os acontecimentos surgiram quando o velho pastor descansava.

3)   A história narrada por ESOPO refere-se a um fato:
(   ) real
(    ) histórico
( x ) fictício

4)   As respostas e os argumentos que o asno apresentou ao velho pastor:
(   ) eram sem fundamentos.
(  x ) forma respostas com fundamentos, válidas e justas.
(  ) eram respostas que o velho pastor  não conseguia entender.

5)   Explique, com suas palavras, a moral da história.
     Resposta pessoal.

6)   Qual o desfecho (situação final) da fábula?
O asno disse ao velho pastor que não importaria a quem ele ia servir, pois o trabalho seria o mesmo.



domingo, 28 de julho de 2019

MÚSICA: PRIMEIROS ERROS - KIKO ZAMBIANCHI - COM QUESTÕES GABARITADAS


MÚSICA: PRIMEIROS ERROS
                          Kiko Zambianchi

Meu caminho é cada manhã
Não procure saber onde vou
Meu destino não é de ninguém
Eu não deixo os meus passos no chão
Se você não entende, não vê
Se não me vê, não entende

Não procure saber onde estou
Se o meu jeito te surpreende
Se o meu corpo virasse Sol
Minha mente virasse Sol
Mas só chove chove
Chove chove

Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros, ow

O meu corpo viraria sol
Minha mente viraria
Mas só chove chove
chove chove

Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros, ow

O meu corpo viraria Sol
Minha mente viraria
Mas só chove chove
Chove chove, ow

O meu corpo viraria Sol
Minha mente viraria Sol
Mas só chove chove
Chove chove, ow

Chove chove, ow
Chove chove, ow
Chove chove

Kiko Zambianchi. Primeiros erros. Intérprete: Kiko Zambianchi. Em: Choque. Emi/Odeon, 1985.
Fonte: Livro - Para Viver Juntos - Português - 7º ano - Ensino Fundamental- Anos Finais - Edições SM - p.207.

ENTENDENDO A CANÇÃO

1)   O que a letra da canção expressa sobre o sentimento do eu lírico?
O eu lírico parece infeliz, com uma vida sem sol, sem alegria.

2)   Que palavra ou frase representa esse sentimento na canção?
“Mas só chove”.

3)   Há um desejo não realizado pelo eu lírico. Qual é ele? Como ele aparece?
O desejo de ficar alegre. Está representado pelo verso “O meu corpo viraria sol”.

4)   Quais marcas de subjetividade aparecem na letra?
A presença de pronomes como meu, minha e também as emoções vividas pelo eu lírico expressas pelas imagens poéticas.

5)   Na canção, aparece a repetição do verbo chove. Que sentido essa repetição acrescenta ao sentimento expresso pelo eu lírico?
A repetição intensifica o sentimento de tristeza do eu lírico.

6)   A chuva e o sol são metáforas utilizadas para se referir a quê, respectivamente?
À erros e acertos.


CONTO: ANANSE VIRA O DONO DAS HISTÓRIAS - ADWOA BADOE E BABA WAGUÉ DIAKITÉ - COM GABARITO


Conto: Ananse vira o dono das histórias

        Apenas uma coisa preocupava Ananse: como ele seria lembrado quando morresse! Seria bom poder deixar uma reputação. Seria bom poder ser lembrado entre os grandes e cantado como herói.
        Mas Ananse não dispunha de bravura militar, força assombrosa e sábios provérbios. Tinha apenas sua astúcia. Ele vivia de sua astúcia.
        “Seria bom”, pensou, “se todas as histórias me pertencessem”.
        -- “As histórias de Ananse” – ele proferiu, em voz alta, e achou que soava bem. Todos se lembrariam dele quando passassem as noites contando histórias.
        Ananse não perdeu tempo vangloriando-se do título. Mas, quando o rei das florestas ouviu falar daquilo, disse a Ananse:
        -- Nomes grandiosos são dados àqueles que empreendem grandes façanhas. O que você fez para merecer tal honra?
        Submeta-me a uma prova, grande rei, e descobrirá que não mereço menos – respondeu Ananse, ser se deixar perturbar.
        -- Até hoje ninguém capturou, com vida, três coisas: Wowa, a família inteira de abelhas melíferas; Aboatia, da floresta de gnomos; e Nanka, a píton. Realize esse feito e as histórias serão suas.
        -- Estou à sua disposição, majestade – respondeu Ananse – Embora seja pequeno, aprendi a descobrir as fraquezas dos grandes. Em três dias, terá prova de minha superioridade.
        Ananse passou a noite seguinte planejando suas conquistas e, de manhã cedo, iniciou sua jornada.
        Todo mundo sabe como as abelhas são ocupadas e como ficam zangadas quando as perturbamos e como aferroam quando as aborrecemos. Ananse levou isso em consideração quando se aventurou até a colmeia.
        -- Deve existir muitas de vocês por aqui – ele disse, como forma de saudação.
        -- Somos trezentas – respondeu a operária-chefe.
        -- O que? – gritou Ananse. – Disse que são duzentas?
        -- Trezentas – repetiu a abelha.
        -- Oh. Ouvi dizer que eram duzentas, na semana passada – mentiu Ananse. – Deve haver duzentas de vocês.
        -- Trezentas – zumbiu a operária-chefe, irritada.
        -- Duzentas – insistiu Ananse, em tom de desafio.
        Em pouco tempo, muitas abelhas entraram na discussão e todas gritavam os números que haviam contado.
        -- Muito bem – bradou Ananse, calando o zumbido.
        -- Para resolver essa questão de uma vez por todas, por que não me deixam conta-las?
        A sugestão pareceu justa aos interessados. Ananse mostrou às abelhas uma garrafa e disse:
        -- Basta que voem, uma de cada vez, para dentro da garrafa, que eu as contarei.
        A primeira foi a operária-chefe e, uma de cada vez, todas entraram na garrafa, até mesmo a rainha.
        -- Quantas somos? – Indagaram as abelhas.
        -- Trezentas – respondeu Ananse, selando a boca da garrafa.
        -- Eu falei – disse a operária-chefe.
        -- Sim, mas agora capturei todas vocês! – Disse Ananse. Embora zunissem com toda sua força, ela as carregou até sua casa.
        [...]
        O monarca ficou impressionado. Ele reconheceu a grandeza de Ananse e o consagrou como dono das histórias.
        Até hoje, em todo lugar onde se contam histórias, o nome de Ananse é mencionado como o senhor das melhores narrativas.

                Adwoa Badoe e Baba Wagué Diakité. Histórias de Ananse. São Paulo: SM, 2006.

Fonte: Livro: JORNADAS.port – Língua Portuguesa - Dileta Delmanto/Laiz B. de Carvalho – 6º ano – Editora Saraiva. p.136 a 138.

Entendendo o conto:

01 – Releia este trecho do conto: “Mas Ananse não dispunha de bravura militar, força assombrosa e sábios provérbios. Tinha apenas sua astúcia. Ele vivia de sua astúcia.”
a)   Pensando nas atitudes de Ananse na história, explique o significado da palavra ASTÚCIA.
Astúcia é habilidade para não se deixar enganar ou para enganar outras pessoas.

b)   Você conhece outra personagem de conto ou lenda que seja famosa por tua astúcia?
Resposta pessoal do aluno. Possibilidade: A raposa.

02 – De que forma Ananse engana as abelhas?
      Provoca uma discussão sobre o número de abelhas na colmeia; propõe-se a conta-las para tirar a dúvida e, com isso, consegue aprisiona-las em uma garrafa.

03 – Ananse diz: “Aprendi a descobrir as fraquezas dos grandes”. Qual é a fraqueza das abelhas?
      A zanga ou ira e o fato de quererem mostrar que estavam certas.

04 – Releia estes trechos:
        “Todos se lembrariam dele quando passassem as noites contando histórias.”
        “Até hoje, em todo lugar onde se contam histórias, o nome de Ananse é mencionado como o senhor das melhores narrativas.”
Quais são as características do conto popular que podemos reconhecer nesses trechos?
      A tradição oral e sua transmissão de geração a geração.

05 – Os fatos vividos por Ananse são contados na terceira pessoa, mas há um momento em que o narrador se dirige diretamente ao leitor. Localize o trecho no texto e copie-o em seu caderno.
      Todo mundo sabe como as abelhas são ocupadas e como ficam zangadas quando as perturbamos e como aferroam quando as aborrecemos.

06 – Copie em seu caderno a frase que indica, nesse conto, que a história está chegando ao fim.
a)   “Quantas somos? – indagaram as abelhas”.
b)   “Trezentas – respondeu Ananse, selando a garrafa.”
c)   “Basta que voem, uma de cada vez, par dentro da garrafa, que eu as contarei.”
d)   “A primeira foi a operária-chefe e, uma de cada vez, todas entraram na garrafa, até mesmo a rainha.”

07 – Consulte um dicionário se necessário for, e define as palavras abaixo:
·        Consagrar: conferir um título, uma honra.

·        Gnomo: anão sem idade definida, que, segundo certa crença, vive no interior da Terra e tem a guarda de seus tesouros em pedras e metais preciosos.

·        Melífero: que produz mel.

·        Píton: serpente de até 8,5 m de comprimento, da região indo-malaia.

·        Vangloriar-se: ostentar os próprios méritos e conquistas, reais ou não.