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domingo, 12 de abril de 2026

MÚSICA(ATIVIDADES): SEMENTES - FRAGMENTO (PART. DRIK BARBOSA) - EMICIDA - COM GABARITO

 Música (Atividades): Sementes – Fragmento (part. Drik Barbosa)

            Emicida

Se tem muita pressão
Não desenvolve a semente
É a mesma coisa com a gente
Que é pra ser gentil
Como flor é pra florir
Mas sem água, Sol e tempo
Que botão vai se abrir?
É muito triste, muito cedo
É muito covarde
Cortar infâncias pela metade
Pra ser um adulto, sem tumulto, não existe atalho
Em resumo
Crianças não têm trabalho, não, não, não
Não ao trabalho infantil

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEghdBI4rburCRpSl7RwnW6FpYI7Hpv6rjzb5TvgMSiJNA7V3-umuDp3fLejYo9msio2WkQUwQUXMhAJlEAiRCPGJAq19zL552tfXPacpz_juhxC13V5-S8cFcQWgm2jDmt9ZrLKInEBzc8bHx_W1un1VCJaYCAIyz8LH-ChV8oFw4NHMR0RPH5_1_oA9xE/s320/EMICIDA.jpg


Desde cedo, 9 anos, era um pingo de gente
Empurrado a fórceps, pro batente
O bíceps dormente, a mão cheia de calo
Treme, não aguenta um lápis, no fundão de São Paulo (puts)
Se a alma rebelde se quer domesticar
Menina preta perde infância, vira doméstica
Amontoados ao relento, sem poder se esticar
Um baobá vira um bonsai, é só assim pra explicar
Que o nosso povo nas periferia
Precisa encher suas panela vazia
Dignidade é dignidade, não se negocia
Porque essa troca leva infância, devolve apatia
E é pior na pandemia
Sobra ferida na alma
Uma coleção de trauma
Fora a parte física
E nóis já tá na parte crítica
Pra que o nosso futuro não chore
A urgência é: Precisamos ser melhores, viu?

[...]

SEMENTES. Intérpretes: Emicida, Drik Barbosa. Composição: Emicida; Drik Barbosa; Nave; Thiago Jamelão. Sementes: single de Emicida, Drik Barbosa. São Paulo: Laboratório Fantasma, 2020. Digital (3min56s).

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 236.

Entendendo a música:

01 – No início da letra, o autor utiliza uma metáfora comparando o desenvolvimento humano ao de uma planta. O que a 'semente' representa nesse contexto?

a) A semente é uma referência direta à agricultura, tema principal da música.

b) A semente simboliza o dinheiro que as famílias ganham com o trabalho infantil.

c) A semente representa o trabalho pesado que a criança deve realizar desde cedo.

d) A semente representa o potencial de uma criança que precisa de condições adequadas para crescer.

02 – O que o trecho 'Cortar infâncias pela metade' significa em relação ao trabalho infantil?

a) Dividir o tempo da criança entre a escola e o trabalho doméstico.

b) Uma técnica de amadurecimento precoce incentivada pelos autores.

c) A interrupção do desenvolvimento natural e do direito de viver a infância plenamente.

d) O ato de crianças ajudarem os pais em tarefas simples de casa.

03 – A música afirma categoricamente: 'Crianças não têm trabalho'. Qual é a principal mensagem dessa afirmação?

a) Que não existem vagas de emprego para menores de idade no Brasil.

b) Que as crianças são preguiçosas e não gostam de obrigações.

c) Que as crianças não sabem realizar tarefas de forma eficiente.

d) Que a única função da criança deve ser o estudo e o brincar, livre de exploração laboral.

04 – Na estrofe de Drik Barbosa, ela diz: 'Um baobá vira um bonsai'. O que essa comparação simboliza?

a) A adaptação necessária para sobreviver em apartamentos pequenos.

b) A limitação forçada do potencial de uma pessoa devido às condições sociais.

c) A beleza de se tornar um adulto resiliente nas periferias.

d) O crescimento natural de árvores em diferentes ambientes.

05 – De acordo com a letra, por que muitas famílias nas periferias acabam submetendo crianças ao trabalho?

a) Para que os filhos aprendam o valor do dinheiro desde cedo.

b) Porque o trabalho é visto como uma forma de lazer na comunidade.

c) Por falta de interesse dos pais na educação dos filhos.

d) Pela necessidade urgente de combater a fome e 'encher as panelas'.

06 – Quais são as consequências físicas e emocionais do trabalho infantil mencionadas no fragmento?

a) Apenas o cansaço passageiro que se resolve com descanso.

b) Melhora na caligrafia e no desempenho escolar nas escolas de São Paulo.

c) Mãos com calos, bíceps dormentes e traumas na alma.

d) Maior força física e amadurecimento emocional precoce.

07 – O que a letra sugere quando diz que 'Dignidade não se negocia'?

a) Que os direitos básicos de uma criança não devem ser trocados por sobrevivência econômica.

b) Que as negociações salariais devem ser feitas apenas por adultos.

c) Que o trabalho infantil é aceitável se o salário for digno.

d) Que a dignidade só pode ser alcançada por meio do trabalho árduo.

 

 

quinta-feira, 19 de março de 2026

MÚSICA(ATIVIDADES): PRECISO ME ENCONTRAR - ANTÔNIO CANDEIA FILHO - COM MARISA MONTE

 Música(Atividades): Preciso me encontrar

                   Autor: Antônio Candeia Filho

 

Deixe-me ir, preciso andar

vou por aí a procurar

rir pra não chorar

quero assistir ao sol nascer

ver as águas dos rios correr

ouvir os pássaros cantar

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg0z3S9pqb1z69gyLxGy-bQuyGvNlhQhQc_6RFx31Pa98a4m-aas_9fe5DfMZEsHnM77IRKKwUSFrfGBrDHqhTmuY31eoMiu3k5HeYiPT63JQ2Uy6xhrk67U4R17gdGo6cFoL9A13OePc-g_0pFc-1f7o49WW6xfuNKoJHjtOnIsDwxFP1uDg-cBPbbZxI/s320/MARISA.jpg


eu quero nascer, quero viver

deixe-me ir, preciso andar

vou por aí a procurar

rir pra não chorar

se alguém por mim perguntar

diga que eu só vou voltar

quando eu me encontrar

quero assistir ao sol nascer

ver as águas dos rios correr

ouvir os pássaros cantar

eu quero nascer, quero viver

deixe-me ir, preciso andar

vou por aí a procurar

rir pra não chorar.

(CANDEIA (Antônio Filho), "Preciso me encontrar". In: encarte do disco  Marisa Monte, 1989)

 

Entendendo o texto

 

01. Sobre o estado emocional e o desejo do eu lírico, qual a interpretação correta para o verso "rir pra não chorar"?

a. O eu lírico sente-se genuinamente alegre e quer compartilhar essa felicidade com o mundo.

b. Trata-se de uma antítese que revela um esforço para mascarar a tristeza ou o sofrimento através de uma aparência de alegria.

c. Indica que o eu lírico está confuso e não sabe distinguir entre o choro e o riso.

d. Demonstra que a jornada de autodescoberta é, desde o início, um caminho de piadas e diversão.

02. No trecho "quero assistir ao sol nascer / ver as águas dos rios correr / ouvir os pássaros cantar", o eu lírico busca a cura para seu dilema através de qual elemento?

a. Da tecnologia e do progresso das grandes cidades.

b. Do isolamento total em um ambiente escuro e silencioso.

c. Da conexão com a natureza e com a simplicidade do ciclo da vida.

d. Da busca por riquezas materiais para preencher seu vazio.

03. Quanto à estrutura de rimas da letra, observe a estrofe: "se alguém por mim perguntar / diga que eu só vou voltar / quando eu me encontrar". Qual a classificação dessa rima?

a. Rimas ricas, pois utilizam classes gramaticais diferentes (substantivo e adjetivo).

b. Rimas pobres, pois rimam verbos no infinitivo da mesma conjugação (perguntar/voltar/encontrar).

c. Rimas brancas, pois não há repetição de sons finais entre os versos.

d. Rimas alternadas, onde o primeiro verso rima apenas com o terceiro.

04. A repetição do verso "Deixe-me ir, preciso andar" cumpre qual função na construção do sentido do texto?

a. Demonstra que o eu lírico está perdido e não sabe para que direção seguir.

b. Indica que o eu lírico está sendo impedido fisicamente por alguém de sair de casa.

c. Reforça a necessidade de autonomia e o caráter urgente da sua busca pessoal por liberdade.

d. Serve apenas para preencher o tempo da melodia, sem impacto no significado da letra.

05. No verso "Eu quero nascer, quero viver", o uso da palavra "nascer" assume um sentido figurado (conotativo). O que isso representa para o eu lírico?

a. O desejo de voltar a ser uma criança pequena.

b. A necessidade biológica de um novo nascimento físico.

c. Uma metáfora para o renascimento espiritual e o início de uma nova fase de vida.

d. Uma alusão ao fato de que ele ainda não possui documentos de identificação.

 

terça-feira, 17 de março de 2026

MÚSICA(ATIVIDADES): SAMBA DO ARNESTO - ADONIRAN BARBOSA - COM GABARITO

 MÚSICA(ATIVIDADES): SAMBA DO ARNESTO

                  Adoniran Barbosa

 O Arnesto nus convidô

Prum samba, ele mora no Brais

Nóis fumu num encontremu ninguém

Nóis vortemu cuma baita duma reiva

Da outra veiz nóis num vai mais

Nóis não semu tatu

 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjHTrMo4tPV7-u3osVw4rpnnZFYc64stcX5y4UEYdpu7vZ-7jN8dDQz3ljwBrMLzS6oqDbm-YaYmIZboodluYevoeBNIG5Bad9cBoHF0IjPWr310-yePy9KCglwAXHfndM1LwVuaRdPQCZB8QXZE0ROPTuubArQUBrEBMKcT-pNrwK4tBjVMqXFxylsNiI/s320/ADONIRAN.jpg

Noutro dia encontremu co’Arnesto

Qui pediu discurpas mais nóis num aceitemu

Isso num si faiz Arnesto

Nóis num si importa

Mais ocê divia ter punhado um recado na porta

 

O Arnesto nus convidô

Prum samba, ele mora no Brais

Nóis fumu num encontremu ninguém

Nóis vortemu cuma baita duma reiva

Da outra veiz nóis num vai mais

 

BARBOSA, Adoniran, Samba do Arnesto. In: Reviva(CD).

Entendendo o texto

 

01. Ao analisar a letra da música, percebe-se que o conflito principal da história acontece porque:

a. O Arnesto não morava mais no Brás quando os amigos chegaram.

b. Os amigos se perderam e não conseguiram encontrar a casa do Arnesto.

c. O Arnesto convidou os amigos para um samba, mas não estava em casa no horário combinado.

d. Os amigos resolveram não ir ao samba porque estavam com muita raiva do Arnesto.

02. No trecho "Nóis não semu tatu", o autor utiliza uma expressão popular para transmitir a ideia de que:

a. Eles não são bobos e não aceitam ser feitos de palhaços.

b. Eles não gostam de ficar em lugares fechados ou buracos.

c. Eles são pessoas que gostam muito de festas e sambas.

d. Eles moram longe do Brás e tiveram dificuldade para chegar.

03. A linguagem utilizada por Adoniran Barbosa nessa composição é classificada como:

a. Linguagem formal, seguindo rigidamente as normas da gramática culta.

b. Linguagem técnica, utilizada por profissionais de música.

c. Linguagem coloquial (informal), reproduzindo o falar regional e popular de certas camadas de São Paulo.

d. Linguagem arcaica, com palavras que não são mais compreendidas hoje em dia.

04. De acordo com a segunda estrofe, o que os amigos esperavam que o Arnesto tivesse feito para evitar a confusão?

a. Tivesse feito o samba em outro bairro, fora o Brás.

b. Tivesse deixado um bilhete ou aviso na porta avisando sobre sua ausência.

c. Tivesse pedido desculpas logo no primeiro encontro.

d. Tivesse convidado mais pessoas para o encontro.

05. No verso "Nóis vortemu cuma baita duma reiva", a palavra destacada indica que o sentimento dos amigos ao não encontrar ninguém foi de:

a. Grande tristeza e desânimo.

b. Muita pressa para voltar para casa.

c. Intensa irritação ou raiva.

d. Cansaço por terem caminhado muito.

 

 

sexta-feira, 6 de março de 2026

MÚSICA(ATIVIDADES) - BYE BYE, BRASIL - CHICO BUARQUE & ROBERTO MENESCAL - COM GABARITO

 Música (Atividades) -Bye Bye, Brasil

                                  Chico Buarque & Roberto Menescal

 Oi, coração,

Não dá pra falar muito não,

Espera passar o avião.

Assim que o inverno passar,

Eu acho que vou te buscar,

Aqui tá fazendo calor,

Deu pane no ventilador,

Já tem fliperama em Macau,

Tomei a costeira em Belém do Pará,

Puseram uma usina no mar,

Talvez fique ruim pra pescar,

Meu amor.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEir6Lw0muHWy3x1iSHha46KnnYT_FYzaH_t2O23vBg7E-ApdHjI7-ruZBoHEoUgCI4H71FTx0-7qyk7M9Aim6PQv__CDLQIcMkX8bqt71NJ9YsbDNsHh_94NWKnMXVmM0yjLbZrsxubgY2EIlWt7N87qzWPYP5htDC0uixtekP8Jw0RriCfhx5-LXrtnyM/s1600/CHICO.jpg


No Tocantins,

O chefe dos parintintins 

Vidrou na minha calça Lee,

Eu vi uns patins pra você,

Eu vi um Brasil na TV,

Capaz de cair um toró,

Estou me sentindo tão só,

Oh, tenha dó de mim.

Pintou uma chance legal,

Um lance lá na capital,

Nem tem que ter ginasial,

Meu amor.

No Tabariz,

O som é que nem os Bee Gees,

Dancei com uma dona infeliz,

Que tem um tufão nos quadris,

Tem um japonês trás de mim,

Eu vou dar um pulo em Manaus,

Aqui tá quarenta e dois graus,

O sol nunca mais vai se pôr,

Eu tenho saudades da nossa canção,

Saudades de roça e sertão,

Bom mesmo é ter um caminhão,

Meu amor.

Baby, bye, bye,

Abraços na mãe e no pai,

Eu acho que vou desligar,

As fichas já vão terminar,

Eu vou me mandar de trenó

Pra Rua do Sol, Maceió,

Peguei uma doença em Ilhéus,

Mas já tô quase bom.

Em março vou pro Ceará,

Com a bênção do meu orixá,

Eu acho bauxita por lá,

Meu amor.

Bye, bye Brasil,

A última ficha caiu ,

Eu penso em vocês night and day,

Explica que tá tudo okay,

Eu só ando dentro da lei,

Eu quero voltar, podes crer,

Eu vi um Brasil na TV,

Peguei uma doença em Belém,

Agora já tá tudo bem,

Mas a ligação tá no fim,

Tem um japonês trás de mim,

Aquela aquarela mudou,

Na estrada peguei uma cor,

Capaz de cair um toró,

Estou me sentindo um jiló,

Eu tenho tesão é no mar,

Assim que o inverno passar,

Bateu uma saudade de ti,

Tô a fim de encarar um siri,

Com a bênção do Nosso Senhor,

O sol nunca mais vai se pôr.

 

Entendendo a canção

 

01. Sobre o eu lírico da canção, onde ele se encontra e como ele se comunica com a pessoa amada?

 a. Ele está em um orelhão (telefone público) em trânsito pelo Brasil.

 b. Ele está em casa escrevendo uma carta sobre suas viagens.

 c.  Ele é um locutor de rádio transmitindo notícias de várias capitais.

 d. Ele está em uma viagem de férias fixa em Maceió.

 02. No verso 'Aquelas aquarelas mudaram', há uma referência cultural à famosa música 'Aquarela do Brasil'. O que essa mudança sugere no contexto da canção?

 a. Que a imagem romântica e idealizada do Brasil deu lugar a um país em processo de modernização e industrialização.

b. Que a natureza brasileira permanece intocada e idêntica ao passado.

c. Que o Brasil ficou mais colorido e artístico com o passar do tempo.

d. Que o eu lírico não gosta mais de música brasileira antiga.

 03. Na estrofe que menciona 'o chefe dos parintintins vidrou na minha calça Lee', qual processo cultural está sendo representado?

a. A preservação total da cultura indígena contra influências externas.

b. A influência da cultura estrangeira e do consumo atingindo até os lugares mais remotos do Brasil.

c. A exportação de produtos brasileiros para tribos de outros países.

d. O desinteresse dos brasileiros pela tecnologia da televisão.

04.  A expressão 'Capaz de cair um toró' é um exemplo de qual nível de linguagem?

a.  Linguagem coloquial e informal.

b. Linguagem técnica e científica.

c.  Linguagem culta e formal.

d.  Linguagem arcaica e em desuso.

05. No verso 'Estou me sentindo um jiló', o eu lírico utiliza uma figura de linguagem para expressar seu sentimento. Qual é essa figura e o que ela significa?

a. Metáfora, indicando que ele se sente amargurado ou solitário.

b. Eufemismo, para suavizar uma notícia boa.

c.  Personificação, dando vida ao jiló.

d.  Hipérbole, exagerando o tamanho do seu corpo.

 06. A letra mistura termos em português com estrangeirismos como 'Bye bye', 'Night and day' e 'Okay'. Qual o objetivo dessa mistura no texto?

a.   Indicar que a música foi escrita para ser gravada nos Estados Unidos.

b.   Provar que a língua inglesa é mais bonita que a portuguesa.

c.   Mostrar que o eu lírico não sabe falar português corretamente.

d.    Refletir a 'invasão' da cultura e língua inglesa no cotidiano brasileiro da época.

07. Ao final da música, o eu lírico diz: 'Eu tenho saudades da nossa canção / Saudades de roça e sertão'. O que esses versos revelam sobre o sentimento dele?

a. Que ele está feliz com a poluição sonora das fábricas e usinas.

b. Que ele decidiu se tornar um agricultor no futuro.

c. Uma nostalgia por um Brasil mais simples e tradicional que está desaparecendo com a modernidade.

d. Que ele prefere viver nas grandes capitais e nunca mais voltar.

 

 

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

MÚSICA (ATIVIDADES): O MOCHO E A GATINHA - ADRIANA CALCANHOTTO - COM GABARITO

 Música (atividades): O Mocho e a Gatinha

           Adriana Calcanhotto

O Mocho e a Gatinha foram pro mar
Num lindo bote verde-ervilha,
Eles tinham mel e grana a granel
E uma nota de um milha.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEioLcZMGuYNKA2uNNLIJbAB3HjIrm3HfUangL0z8nKXXCPlsYhyphenhyphenxsACFxoDT3W4tS6UNhQJAK8Te70ObnsHkOROyXpTRYhRzEJ91zADkNa5lgHdYNRxiOAYztOGdXVPDLpC3axCbwfKD3FBL5wc0FpJapvulBCpcIMWiDm8JR9gghONkgHtdHAQ2BGzC3s/s320/MG2.jpg


O Mocho olhou pro o céu
E cantou na viola de lata,
"Que linda gata! Que linda gata,
Que linda gata Deus me deu.

Me deu
Me deu.

Que linda gata Deus me deu!"
E de braço dado, na praia do lado,
Saíram a dançar sob a luz do luar,
Luar,
Luar,
Saíram a dançar sob a luz do luar
.

Composição: Augusto de Campos / Cid Campos / Edward Lear. Música: Cid Campos. In: Adriana Partimpim – o show. [S.I.]: Sony & BMG, 2005. DVD.

Fonte: Set Brasil. Ensino Fundamental, anos finais, 7º ano, livro 2. Thaís Ginícolo Cabral – São Paulo: Moderna, 2019. p. 95.

Entendendo a música:

01 – Qual foi a principal atividade que o Mocho e a Gatinha fizeram no início da canção?

      A principal atividade inicial foi ir para o mar em um "lindo bote verde-ervilha".

02 – Que tipo de instrumento musical o Mocho utilizou para cantar para a Gatinha?

      O Mocho utilizou uma viola de lata.

03 – O que o Mocho e a Gatinha fizeram após chegarem à praia ("praia do lado")?

      Eles saíram a dançar (de braço dado) sob a luz do luar.

04 – Quais são os dois itens/recursos que o Mocho e a Gatinha possuíam "a granel" no bote?

      Eles tinham mel e grana (dinheiro) a granel.

05 – Qual o sentimento principal que o Mocho expressa na letra da música, repetindo a frase "Que linda gata Deus me deu!"?

      O Mocho expressa um sentimento de admiração/êxtase (pela beleza da gata) e gratidão/alegria (por tê-la ao seu lado).

 

 

 

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

MÚSICA (ATIVIDADES): A VOZ DO MORRO - ZÉ KETI - COM GABARITO

 Música (Atividades): A Voz do Morro

            Zé Keti

Eu sou o samba
A voz do morro sou eu mesmo sim senhor
Quero mostrar ao mundo que tenho valor
Eu sou o rei dos terreiros
Eu sou o samba

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhmi4XmtF-2jzAhlxNb7haPZIxStmGlz2fV8sKc63BBtvqP3YdLYo7AzeR93rMvs7hZyFKe9-n4LFqvb85Z5IHqv3BwHEeIkC-SXBO-LSZJ0iztkO83fMWMRhVDbQszdOsZaHTh8MOOpRKMlR6q2Genk372HI1PBl2MWU1Y0zJNBbM4gc4x3YEif-pHohc/s320/morro.jpg


Sou natural daqui do Rio de Janeiro
Sou eu quem leva a alegria
Para milhões de corações brasileiros
Mais um samba, queremos samba
Quem está pedindo é a voz do povo de um país
Pelo samba, vamos cantando
Esta melodia de um Brasil feliz
.

Composição: Zé Kéti.

Fonte: Gramática da Língua Portuguesa Uso e Abuso. Suzana d’Avila – Volume Único. Editora do Brasil S/A. Ensino de 1º grau. 1997. p. 233.

Entendendo a música:

01 – Quem é o narrador ou a voz que se apresenta no início da música?

      O narrador é o próprio samba, que se identifica como "a voz do morro".

02 – Qual é a intenção declarada do narrador ("Eu sou o samba") em relação ao mundo?

      O samba quer "mostrar ao mundo que tenho valor".

03 – De onde o narrador afirma ser e qual título ele reivindica para si?

      Ele afirma ser "natural daqui do Rio de Janeiro" e se autodenomina "o rei dos terreiros".

04 – Qual é o impacto ou o efeito que o samba afirma ter sobre o povo brasileiro?

      O samba afirma ser quem "leva a alegria / Para milhões de corações brasileiros".

05 – Qual é o pedido que é feito na parte final do trecho e em nome de quem ele é feito?

      O pedido é "Mais um samba, queremos samba", e ele é feito em nome da "voz do povo de um país".

 

 


MÚSICA(ATIVIDADES): EXPLODE CORAÇÃO - GONZAGUINHA - COM GABARITO

 Música (Atividades): Explode Coração

            Gonzaguinha

Chega de tentar dissimular
E disfarçar e esconder
O que não dá mais pra ocultar
E eu não posso mais calar
Já que o brilho desse olhar foi traidor e
Entregou o que você tentou conter
O que você não quis desabafar e me cortou.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhhuHVzQnipve91ylA6Hkw3M2HgqlhEgbwhpg9A-yzSFaKyP9l6Fn7T6_9IJVtuDYg11jP692kLLherOjI2CjKNs1ypYYaYFMMGDT1KPnlEJHzZ0Uu3-1vLUbLH7hpw6iWfwE-Vm67g1icr0YMtTPoPDVSMlnn6P84rN8GFWnfF7uT-bO-oJAsRjn8nLhM/s320/GONZAGUINHA.jpg


Chega de temer, chorar, sofrer
Sorrir, se dar, e se perder, e se achar
Que tudo aquilo que é viver,
Eu quero mais e me abrir
E que essa vida entre assim
Como se fosse o sol
Desvirginando a madrugada
Quero sentir a dor dessa manhã.

Nascendo, rompendo, rasgando,
E tomando meu corpo e então eu
Chorando, sofrendo, gostando, adorando, gritando
Feito louco, alucinado e criança
Sentindo o meu amor se derramando
Não dá mais pra segurar
Explode coração.

Composição: Gonzaguinha.

Fonte: Gramática da Língua Portuguesa Uso e Abuso. Suzana d’Avila – Volume Único. Editora do Brasil S/A. Ensino de 1º grau. 1997. p. 259.

Entendendo a música:

01 – Qual é a atitude inicial que o eu lírico decide abandonar ou pôr fim?

      O eu lírico decide parar de "tentar dissimular / E disfarçar e esconder / O que não dá mais pra ocultar / E eu não posso mais calar".

02 – O que é o elemento que o eu lírico aponta como o "traidor" que revelou os sentimentos que a outra pessoa tentava esconder?

      O elemento traidor é "o brilho desse olhar", que "Entregou o que você tentou conter".

03 – Depois de decidir não mais temer e sofrer, o que o eu lírico deseja que a vida faça em relação a ele, e com qual metáfora ele compara isso?

      Ele deseja se abrir ("me abrir") e quer que essa vida entre em seu ser "Como se fosse o sol / Desvirginando a madrugada".

04 – Na segunda estrofe, o eu lírico expressa o desejo de sentir a dor da manhã nascendo. Quais são os verbos intensos que ele usa para descrever o processo desse novo despertar?

      Os verbos usados são: "Nascendo, rompendo, rasgando, / E tomando meu corpo".

05 – Qual é a ação final e enfática que o eu lírico proclama no último verso, e o que a motiva?

      A ação é "Explode coração". Ela é motivada pela intensidade dos sentimentos que ele não consegue mais conter ("Não dá mais pra segurar"), após ter passado por um turbilhão de emoções ("Chorando, sofrendo, gostando, adorando, gritando").

 

MÚSICA (ATIVIDADES): A TUA PRESENÇA MORENA - CAETANO VELOSO - COM GABARITO

 Música (Atividades): A Tua Presença Morena

            Caetano Veloso

A tua presença
Entra pelos sete buracos da minha cabeça
A tua presença
Pelos olhos, boca, narinas e orelhas
A tua presença
Paralisa meu momento em que tudo começa
A tua presença
Desintegra e atualiza a minha presença
A tua presença
Envolve meu tronco, meus braços e minhas pernas
A tua presença
É branca verde, vermelha azul e amarela
A tua presença

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgetOqWqocEPmrFLW0lPPWZ-z8v11mXs8XQN4jldobMWHgVm8gzF_HHYnQUsY-yXRTHsvVj3CcOwvAZ6iWAhSWgVly_LKELDQTbMrtNGBvKUBoZV9y7kPjoze7rpT3L394MHgWOjVWA7xQPQXZQt2EdA_rsEhsjs7QAwnci5aGZxZ1JmrPa5DTj7AvZW0Y/s320/caetano-veloso.jpg


É negra, negra, negra
Negra, negra, negra
Negra, negra, negra
A tua presença
Transborda pelas portas e pelas janelas
A tua presença
Silencia os automóveis e as motocicletas
A tua presença
Se espalha no campo derrubando as cercas
A tua presença
É tudo que se come, tudo que se reza
A tua presença
Coagula o jorro da noite sangrenta
A tua presença é a coisa mais bonita em toda a natureza
A tua presença
Mantém sempre teso o arco da promessa
A tua presença
Morena, morena, morena
Morena, morena, morena
Morena.

Compositor: Caetano Veloso.

Fonte: Gramática da Língua Portuguesa Uso e Abuso. Suzana d’Avila – Volume Único. Editora do Brasil S/A. Ensino de 1º grau. 1997. p. 104.

Entendendo a música:

01 – Qual é a figura de linguagem central utilizada na música e como a sua repetição no início de quase todos os versos contribui para o tema?

      A figura central é a Anáfora, a repetição da expressão "A tua presença". Essa repetição é essencial para o tema, pois enfatiza a onipresença, a persistência e o efeito avassalador dessa presença na vida e na percepção do eu lírico, quase como uma obsessão ou uma verdade incontestável.

02 – De que forma a presença da pessoa amada é descrita como uma experiência sensorial total no início da música?

      A presença é descrita como invadindo o eu lírico por todos os canais sensoriais, mencionados metaforicamente como os "sete buracos da minha cabeça," e explicitamente como "Pelos olhos, boca, narinas e orelhas." Isso sugere que a percepção do eu lírico é dominada e absorvida completamente pela presença, sem escapatória.

03 – De que maneiras a "tua presença" afeta o sentido de tempo e a identidade do eu lírico?

      A presença tem um efeito paradoxal e transformador: ela "paralisa meu momento em que tudo começa" (suspende o tempo e a confusão, mas marca um novo e decisivo início) e "Desintegra e atualiza a minha presença" (destrói o eu antigo e incompleto para, em seguida, construir um novo eu, transformado e renovado).

04 – Analise o significado da sequência de cores utilizada na canção ("branca verde, vermelha azul e amarela" e, em seguida, "negra, negra, negra").

      A primeira sequência, que mistura diversas cores, simboliza a totalidade, a plenitude e a diversidade da presença, como a soma de todas as luzes. A subsequente repetição intensa de "negra, negra, negra" confere a essa totalidade uma intensidade, profundidade, mistério e uma força fundamental e radical, sugerindo uma beleza que transcende a superfície.

05 – A música utiliza a hipérbole (exagero) para descrever o efeito da presença no mundo externo. Cite dois exemplos que ilustram como a presença transcende o eu lírico e afeta a realidade.

      Exemplos de hipérbole que transcendem o eu lírico:

      A presença "Silencia os automóveis e as motocicletas," sugerindo que a sua força e beleza são capazes de anular o barulho, o caos e a agitação do mundo moderno.

      A presença "Se espalha no campo derrubando as cercas," simbolizando a abolição de barreiras, limites e convenções, tanto sociais quanto geográficas.

06 – O que os versos "A tua presença / É tudo que se come, tudo que se reza" e "Coagula o jorro da noite sangrenta" sugerem sobre a função da presença na vida do eu lírico?

      Esses versos elevam a presença a uma função universal e vital. Ela é o sustento ("tudo que se come"), a fé e a esperança ("tudo que se reza"), e o elemento ordenador e pacificador ("Coagula o jorro da noite sangrenta" - estanca o caos, o perigo ou a turbulência da vida). A presença é, portanto, a base da existência.

07 – O poema culmina com o adjetivo repetido "Morena." Qual o significado ou importância desse adjetivo na construção da identidade e do tema da canção?

      "Morena" é o adjetivo que finaliza, materializa e personaliza toda a força cósmica e universal descrita. Ele ancora a intensidade espiritual e sensorial a uma identidade feminina, brasileira e concreta, transformando o conceito abstrato da "presença" em uma figura física de grande importância cultural, estética e afetiva para o eu lírico.

 

 

MÚSICA (ATIVIDADES): SAMBA DE ORLY - CHICO BUARQUE - COM GABARITO

 Música (Atividades): Samba de Orly

            Chico Buarque

Vai, meu irmão
Pega esse avião
Você tem razão de correr assim
Desse frio, mas beija
O meu Rio de Janeiro
Antes que um aventureiro
Lance mão

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh5u8G4FLJcc4La1XVwFboDu0MZmAEOV3kVufKXkmg5LWLTVNwGoMx4XPpcQdjse-cnmw2ALEY40Ivvzk2JA5NBWqEsQDD2heaXNM5s3U_oV2EyzkfbD2BOUJEeEGVWtvw8sp2DaPqvHXg_4UkhNsbdZCTDObuheqapCQcW7kB8kUNzxYQSiUIrXrcx9Oo/s320/ORLY.jpg


Pede perdão
Pela duração dessa temporada
Mas não diga nada
Que me viu chorando
E pros da pesada
Diz que eu vou levando
Vê como é que anda
Aquela vida à toa
E se puder me manda
Uma notícia boa

Vai, meu irmão
Pega esse avião
Você tem razão de correr assim
Desse frio, mas beija
O meu Rio de Janeiro
Antes que um aventureiro
Lance mão

Pede perdão
Pela duração dessa temporada
Mas não diga nada
Que me viu chorando
E pros da pesada
Diz que eu vou levando
Vê como é que anda
Aquela vida à toa
E se puder me manda
Uma notícia boa

Vai, meu irmão
Pega esse avião
Você tem razão

Mas não diga nada
Que me viu chorando
E pros da pesada
Diz que eu vou levando

Pede perdão
Pela duração dessa temporada

Vê como é que anda
Aquela vida à toa
E se puder me manda
Uma notícia boa.

Composição: Chico Buarque / Toquinho / Vinícius de Moraes. A arte de Chico Buarque.

Fonte: Gramática da Língua Portuguesa Uso e Abuso. Suzana d’Avila – Volume Único. Editora do Brasil S/A. Ensino de 1º grau. 1997. p. 110.

Entendendo a música:

01 – Qual é a provável localização do eu lírico (o falante) no início da canção e qual a implicação do nome "Orly" no título?

      O eu lírico está em um local frio e fora do Brasil, provavelmente em exílio. Orly é o principal aeroporto de Paris, na França. O título sugere que a canção é cantada em um momento de despedida, onde o "irmão" está prestes a embarcar, e alude diretamente à experiência de exílio de muitos artistas brasileiros durante a Ditadura Militar (período em que a canção foi criada).

02 – Qual é o papel do eu lírico e qual é a função do "irmão" na narrativa da canção?

      O eu lírico é aquele que permanece na situação de dificuldade, sendo o portador da tristeza e da saudade. Ele é o elo de ligação com a terra natal. O "irmão" é o mensageiro e o emissário, a pessoa que consegue ir embora (do exílio) ou retornar ao Brasil, a quem o eu lírico confia pedidos e instruções.

03 – O que a frase "Beija o meu Rio de Janeiro / Antes que um aventureiro / Lance mão" sugere no contexto da canção de Chico Buarque?

      A frase contém uma advertência de natureza política. No contexto da época, o "aventureiro" é uma metáfora para uma força externa ou autoritária (implica-se o regime militar) que pode tomar, corromper ou danificar o país. O eu lírico pede ao irmão que vá logo, antes que seja tarde demais para a pátria.

04 – O eu lírico dá duas instruções principais ao "irmão" relacionadas ao seu próprio estado emocional e à sua imagem pública. Quais são elas?

      As duas instruções são:

      "Mas não diga nada / Que me viu chorando": O eu lírico pede para que o irmão esconda sua vulnerabilidade e tristeza.

      "E pros da pesada / Diz que eu vou levando": O eu lírico pede para que o irmão transmita uma imagem de resiliência e força aparente às autoridades ou aos oponentes ("os da pesada"), mostrando que ele está suportando a situação.

05 – Analise o contraste entre o pedido para "Vê como é que anda / Aquela vida à toa" e a realidade histórica implícita na canção.

      A expressão "vida à toa" remete à alegria, à despreocupação e à leveza que são características culturais do Rio de Janeiro e do samba. O contraste é irônico: o eu lírico pede que o irmão verifique se o Brasil ainda mantém sua essência alegre, sugerindo que a realidade da ditadura militar e a censura provavelmente sufocaram ou limitaram essa vida livre e "à toa" no país.

06 – Por que o eu lírico pede especificamente por uma "notícia boa" ao invés de apenas pedir informações sobre amigos ou família?

      O pedido por uma "notícia boa" é um pedido de esperança que transcende o pessoal. O eu lírico não quer apenas detalhes do cotidiano; ele anseia por uma confirmação de que a situação política ou social do Brasil está melhorando, de que a liberdade retornou ou de que o perigo cessou. Essa seria a verdadeira "notícia boa" para alguém sofrendo com o exílio ou a repressão.

07 – Qual é o recurso de repetição mais notável e como ele se relaciona com a forma musical do samba?

      O recurso mais notável é a Anáfora ("Vai, meu irmão," "A tua presença") e a repetição integral das estrofes centrais. Ele é eficaz porque imita o ritmo cíclico e insistente do samba e da canção popular, reforçando a mensagem principal (o lamento, a despedida e as instruções) de forma a dar à canção um tom de súplica constante e a sensação de que a saudade e o sofrimento do eu lírico se repetem.