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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

TEXTO: ÉPOCA TEMERÁRIA - COM GABARITO

 Texto: Época temerária

 

        Atualmente, temos percebido toda uma onda de negatividades e notícias ruins. Entretanto há que se ter esperança, pois, sem a mesma, torna-se difícil a vida. A toda hora são passados os números atualizados da taxa de mortos nessa pandemia. Reportagens nas variadas emissoras insistem em conscientizar a população contra os males da Covid. 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiUogNTfndY5gqYMw6UvW4wQkVhqPak4h2T0G6bkquSMh3eFxZqSDHeoWExK9MLictvuDVAr-4KydFKwhjsoxCOMWmZrERI673SbGnw6EOlu6oAf9tPFecgXXVyVHdCOxOrraiKtQo1wutIYjcsIlyYsKlKWsewZ0cNl1tj_3JIkfNhC8OgmQBVWtW7ZkA/s320/images.jpg


É gente se aglomerando em festas clandestinas, nas ruas, nos transportes públicos, nas paradas de ônibus, etc. O que podemos notar é uma total irresponsabilidade dos meios públicos nesse combate a um mal maior que é a incompreensão humana.

        Quando eu penso que pessoas inocentes estão perdendo a batalha para o Coronavírus, fico mais aterrorizada com a situação. É inegável que sem a prevenção os índices jamais baixarão rapidamente. Quantos conhecidos têm morrido. A cada semana, eu sei que algum amigo ou conhecido faleceu. Ainda existem as celebridades que também têm perdido a vida por causa da doença. É estarrecedor saber que o mal chega mais perto, pois é constante a informação da morte de colegas professores e professoras. Quem não fica mal, ao receber a mensagem de falecimento de alguém?

        Portanto, façamos a nossa parte. Não vamos nos esquecer das orientações científicas quanto ao uso de máscara e quanto ao isolamento social aliado à manutenção, limpeza das mãos e uso de álcool em gel.

 

Entendendo o texto:

01 – Com base no primeiro parágrafo, qual é a dupla contradição ou conflito apontado pela autora em relação às atitudes da população e à atuação dos meios públicos diante da pandemia?

      A autora aponta que, apesar do constante fluxo de notícias ruins, estatísticas de mortes e reportagens que tentam conscientizar as pessoas sobre a Covid-19, parte da população continua agindo com irresponsabilidade ao causar aglomerações (em festas clandestinas, ruas e transportes públicos). Além disso, ela destaca a omissão e a falta de eficiência dos órgãos e meios públicos em combater um problema ainda maior: a falta de conscientização e a incompreensão humana diante da gravidade da situação.

02 – Como a autora constrói o sentimento de proximidade e gravidade em relação ao vírus ao longo do segundo parágrafo?

      A autora constrói esse sentimento ao relatar sua própria experiência pessoal e emocional. Ela demonstra que a doença deixou de ser um fato distante para se tornar algo cotidiano e aterrorizante, pois semanalmente recebe a notícia da morte de amigos, conhecidos, celebridades e, em especial, de colegas de profissão (professores e professoras). Essa proximidade constante com o luto reforça a ideia de que o vírus está atingindo a todos de forma assustadora. 

03 – Qual é o papel do sentimento de "esperança" ressaltado no início do texto para o enfrentamento desse período de crise?

      Apesar de o texto retratar um cenário repleto de negatividades e notícias tristes, a autora defende que a esperança é essencial para a sobrevivência do indivíduo. Sem ela, torna-se insustentável encarar a realidade difícil e continuar lutando no dia a dia. A esperança funciona como um suporte emocional indispensável em meio à crise sanitária.

04 – Qual é o argumento principal do texto para defender que a redução dos índices da doença não acontecerá rapidamente?

      O argumento principal é de que os índices só baixarão se houver prevenção efetiva por parte de todos. Como ainda há atitudes irresponsáveis de aglomeração por parte de muitas pessoas e falhas na conscientização coletiva, o vírus continua se espalhando, impedindo a diminuição dos casos e das mortes.

05 – No último parágrafo, a autora faz uma convocação aos leitores. Quais são as ações práticas defendidas por ela com base nas orientações científicas?

      A autora convoca cada pessoa a fazer a sua parte assumindo a responsabilidade individual e coletiva. As ações práticas recomendadas são: o uso de máscaras, a prática do isolamento social, a higiene e limpeza frequente das mãos e o uso do álcool em gel.

 

 

TEXTO: ORIGEM DA EXPRESSÃO "PEGAR O BONDE ANDANDO" - MÁRCIO COTRIM - COM GABARITO

 Texto: Origem da expressão “Pegar o bonde andando”

         Vejam só que interessante a origem da expressão " Pegar o bonde andando", uma contribuição da Revista Língua Portuguesa

 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjAk88vI-DlZaOff9ls5sFNZu_NDonldYBP9MafLDaYi6SVNLTiha0Fjyr5wdRS-At1ouz9c-5MKF7c1EQ4YQm8uucwNU25G0LcLRSIgw27u05DhDCyknrRg0xA691-csMW-IsSl4HDLZ3RqT3P0cWTm7dYvl0prfMz-4vqFbZYEo7ALGE1U5tZZ1V95ps/s1600/bonde.jpg

 

Berço da palavra

Pegar o bonde andando

A história desse meio de transporte e como ele está presente em diversas expressões

Por Márcio Cotrim

        Expressão antiga. Literalmente, era tomar o veículo em movimento, com cuidado para não levar um espetacular tombo e perder uma perna na estripulia. Em linguagem figurada, significa “pegar uma conversa pela metade, entrar num assunto sem saber direito do que se trata”. Mas falemos do bonde propriamente dito. Se você é jovem, não deve tê-lo conhecido. Então, é bom saber que, durante décadas, ele foi figurinha fácil na paisagem urbana das maiores cidades brasileiras.

        O berço do vocábulo é curioso. O dinheiro que financiou os primeiros desses veículos que circularam entre nós no século 19 veio de um empréstimo negociado com a Grã-Bretanha. Para garanti-lo, foram emitidos bonds (“bônus”, “debêntures”, “títulos a receber”). Esses bonds, usados pelos passageiros, exibiam a figura do veículo. O nome pegou e o povo passou a chamar de “bonde” não só o bilhete, mas a própria viatura. Dessa palavra derivaram algumas expressões como “pegar o bonde andando” e “comprar um bonde” – adquirir produto sem valor.

        Uma curiosidade sobre o bonde: o que percorria, no Rio, uma linha suburbana em direção ao Real Engenho usava em sua tabuleta frontal a expressão abreviada “Real Engº”, ou seja, Realengo, que acabou virando o nome de um populoso bairro carioca.

        O bonde deixou saudade. Gente da terceira e até da quinta idade ainda se lembra da popular figura do “almofadinha”. Como os bancos dos bondes eram de madeira, sem muito conforto, esses sujeitos levavam almofadas onde se sentavam durante a viagem e, vento no rosto, iam cultivando seus sonhos. Enquanto isso, o trocador, pendurado no estribo, ia cobrando a passagem, que os mais gozadores assim imitavam: “Din din din din, dois pra Light e um pra mim” (Light era a concessionária do serviço...), e um cartaz colado perto dos balaústres dizia, com espírito, os versos do poeta Bastos Tigre:

“Veja ilustre passageiro / o belo tipo faceiro / que você tem a seu lado / no entanto, acredite, quase morreu de bronquite / salvou-o o Rhum Creosotado”. (Revista Língua Portuguesa, edição nº 100, p. 62).

Entendendo o texto:

01 – Qual é o duplo sentido da expressão "pegar o bonde andando", segundo o texto?

      No sentido literal, a expressão se refere ao ato físico e arriscado de embarcar no veículo enquanto ele já estava em movimento, exigindo cuidado para evitar quedas graves. No sentido figurado, significa entrar em uma conversa ou assunto pela metade, sem ter o conhecimento prévio ou o contexto necessário sobre o que está sendo tratado.

02 – Explique a origem etimológica (o "berço") da palavra "bonde" no Brasil.

      A palavra "bonde" surgiu a partir de um empréstimo financeiro negociado com a Grã-Bretanha no século 19 para financiar o transporte. Para garantir esse empréstimo, foram emitidos títulos chamas de bonds (bônus ou debêntures), que traziam a imagem do veículo impressa. Com o tempo, a população brasileira passou a chamar de "bonde" não apenas o bilhete de viagem, mas o próprio veículo de transporte.

03 – Segundo o texto, qual é a origem do nome do bairro carioca "Realengo"?

      O nome do bairro originou-se da abreviação impressa na tabuleta frontal do bonde que percorria uma linha suburbana no Rio de Janeiro em direção ao Real Engenho. A placa indicava "Real Engº", expressão que, pela leitura contínua e popular, acabou sendo assimilada e deu origem ao nome "Realengo". 

04 – Quem eram os chamados "almofadinhas" e por que recebiam esse apelido no contexto dos bondes?

      Os "almofadinhas" eram passageiros que, em busca de mais conforto durante a viagem nos bondes — cujos bancos eram de madeira dura —, levavam suas próprias almofadas para sentar. A expressão acabou sendo associada a esses sujeitos mais delicados ou vaidosos que buscavam esse comodismo ao viajar.

05 – Além de "pegar o bonde andando", qual outra expressão derivada da palavra "bonde" é citada no texto e qual o seu significado?

      A outra expressão citada é "comprar um bonde", que significa figurativamente adquirir algo sem valor, fazer um mau negócio ou ser enganado em uma compra.

 

 

domingo, 23 de agosto de 2026

TEXTO: HISTÓRIA DO 8 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES - COM GABARITO

 Texto: História do 8 de março

 

        No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como: redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

 
Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7QRhj6cEIQp0svz53EZNd1YB0s0YwYJW9rMwdW_a4gFx22Nd082M97xCi6BxzL7c6rzsRAGQ8Td0beTcztYr_DBYYFHU1MZRlBjm20T_kg6eN2V6V-uuwyqSCc0ngOQb_9QlNQlHq9L3Y8J9XwJ7eoWSm_1lQuTObpH_QuutqIY8drLHHE4D6f4rcvRI/s320/images.jpg

        A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

        Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

 

In: http://www.suapesquisa.com/dia_internacional_da_mulher.htm

 

Entendendo o texto:

01 – A finalidade do texto é: 

a) informar.    

b) fazer humor.   

c) defender opiniões sobre um tema.   

d) emocionar.

 

02 – Segundo o texto, as mulheres da fábrica reivindicavam:

a) melhores condições de moradia.   

b) melhores condições de estudo.

c) melhores condições de trabalho.  

d) melhores condições de transporte.

 

03 – Quais eram as três principais reivindicações feitas pelas operárias da fábrica de tecidos durante a greve em Nova Iorque, em 1857?

      As operárias reivindicavam:

      Redução da carga horária de trabalho de 16 horas para 10 horas diárias.

      Equiparação salarial com os homens, já que recebiam até um terço do salário masculino para realizar a mesma função.

      Tratamento digno no ambiente de trabalho.

 

04 – Descreva o trágico desfecho da manifestação das tecelãs em 1857 e informe o número aproximado de vítimas.

      A manifestação foi reprimida de forma violenta: as mulheres foram trancadas no interior da fábrica, que em seguida foi incendiada. Como consequência desse ato desumano, aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas.

 

05 – Com base no texto, explique em quais anos ocorreram dois marcos importantes para o reconhecimento do Dia 8 de Março como o "Dia Internacional da Mulher" e o que aconteceu em cada um desses anos.

      Os dois marcos mencionados são:

      1910: Durante uma conferência realizada na Dinamarca, ficou decidido que o dia 8 de março seria o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem às operárias mortas no incêndio de 1857.

      1975: A data foi oficialmente reconhecida e decretada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

 

 

TEXTO: O ESPAÇO - COM GABARITO

 Texto: O Espaço

        "O Espaço" retrata a história de uma menina imaginativa que deseja viajar para o universo. Trata-se de uma atividade escolar clássica (frequentemente associada a blogs educativos como o Armazém de Texto), cujo objetivo original é identificar e corrigir falas repetitivas, erros de pontuação, problemas de ortografia e misturas de foco narrativo.



Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgEMLf7Flmt6dXxhmr56_aBqH70JCuOE1FCU8CAkPWeYTGUJnGrd5mQZTgd62otLRq0A5j7uuHZIbnxhZri0ZZbw-LDFnyjPaWg9JiGX_JBxKGPCL8WFlJHXiYOB1FUzX2gRlFpYakQ383dejU-5yJyfxTIX-pw2SkOZHJbv1uHq-6HTdFsY-4oTvmQm9I/s320/images%20(1).jpg 


        O Espaço

        Era uma vez uma menina imaginativa. Ela estava pensando em ir para o espaço e disse:

        -- Se eu for para o espaço deixarei meus pais preocupados.

        E fiquei confusa se ia para o espaço ou se avisava meus pais. Eu podia ir para o espaço e disse:

        -- Se avisar meus pais aposto que eles não vão deixar eu ir para o espaço.

        E o problema era esse: como ir para o espaço.

        O primeiro problema foi resolvido eu não ia avisar meus pais que eu ia para o espaço, mas o outro não resolvi e disse:

        -- Vou dormir já e muito tarde a manhã de manhã resolverei esse problema e irei para o espaço.

        E dormi todo alegre e sonhei que estava no espaço, estava assentada e ouvi passos e corri, entrei num objeto estranho e era cheio de computadores. Descobri que era a espaçonave daquele passos que eu ouvi e fiquei com medo e quando eu ia sair da espaçonave os marcianos entraram e me pegaram quando iam me paralisar eu acordei e descobri que era um sonho e disse:

        -- Sabi, eu acho que eu não vou para o espaço não.

 

        O Texto Corrigido (Versão Revisada)

        Esta versão ajusta a pontuação, remove repetições viciosas (como o uso excessivo de "para o espaço") e padroniza a narrativa em 3ª pessoa.

        O Espaço

        Era uma vez uma menina muito imaginativa que planejava uma viagem ao espaço sideral. Pensativa, refletiu:

        — Se eu for, deixarei meus pais muito preocupados.

        Dividida entre partir em segredo ou avisar, concluiu:

        — Se eu contar, aposto que não me deixarão ir.

        O primeiro impasse estava resolvido: não avisaria a família. No entanto, o verdadeiro problema persistia: como chegar lá?

        Exausta, decidiu:

        — Vou dormir, pois já é muito tarde! Amanhã de manhã resolvo esse mistério e viajo de vez.

        Então, a menina imaginativa pegou no sono, feliz e cheia de sonhos.

Fonte: Língua Portuguesa Palavras. 5ª série. Hermínio Geraldo Sargentim. IBEP. 1ª edição. São Paulo, 2002. p. 83.

Entendendo o texto:

01 – No texto original, observa-se uma instabilidade quanto ao ponto de vista do narrador. Explique como essa oscilação ocorre ao longo da narrativa original e de que maneira a versão revisada corrigiu essa incoerência.

      No texto original, há uma mistura indevida de foco narrativo: a narrativa começa em 3ª pessoa ("Era uma vez uma menina imaginativa. Ela estava pensando..."), mas logo migra para a 1ª pessoa sem justificativa ("E fiquei confusa...", "E dormi todo alegre..."). A versão revisada corrigiu esse problema padronizando toda a narração em 3ª pessoa do singular, mantendo a 1ª pessoa restrita apenas aos travessões do discurso direto (as falas das personagens).

02 – A repetição excessiva de termos compromete a qualidade da coesão textual. Identifique a expressão mais repetida no texto original e explique quais recursos foram utilizados na versão reescrita para evitar essa redundância.

      A expressão exaustivamente repetida é "para o espaço". Na versão revisada, para evitar o vício de linguagem, empregaram-se recursos de substituição vocabular e sinônimos (como "ao espaço sideral", "ao universo", "viajo de vez"), o uso de advérbios de lugar ("chegar lá") e a omissão do termo quando o contexto já o tornava subentendido (elipse).

03 – Analise o trecho do sonho no texto original ("E dormi todo alegre e sonhei que estava no espaço, estava assentada e ouvi passos e corri..."). Como a escassez de pontuação afeta a leitura desse trecho e como isso poderia ser solucionado?

      A falta de vírgulas e pontos-finais cria um longo período truncado (uma "frase-chiclete"), acumulando ações coordenadas pela conjunção "e". Isso gera um ritmo acelerado e confuso, prejudicando a clareza das ações da personagem. A solução consiste em fragmentar o período com ponto-e-vírgula ou pontos continuativos, organizando a sequência temporal dos acontecimentos (ouvidos os passos – corrida – entrada na nave – encontro com os marcianos).

04 – Identifique no texto original dois erros referentes à norma-padrão — um de ortografia e outro de concordância nominal — e apresente a correção adequada para ambos.

      Erro de Ortografia: A palavra "a manhã" escrita separadamente no trecho "a manhã de manhã". A forma correta para indicar o dia seguinte é o advérbio de tempo "amanhã" (amanhã de manhã). Além disso, há o desvio ortográfico na fala final com a palavra "Sabi" em vez de "Sabe".

      Erro de Concordância Nominal: No trecho "E dormi todo alegre", a concordância de gênero falha, pois a protagonista é apresentada como "uma menina imaginativa". O correto seria "toda alegre".

05 – Qual é o conflito central enfrentado pela protagonista ao longo da história e como a experiência do sonho atua na resolução desse conflito?

      O conflito central da menina é um dilema de tomada de decisão: ela deseja ir ao espaço, mas se vê dividida entre avisar os pais (e ser proibida) ou não os avisar (e deixá-los preocupados), além da dúvida prática sobre como realizar essa viagem. O sonho atua como o elemento desestruturador da fantasia, pois o susto de ser capturada por marcianos traz um choque de realidade simbólico. Com isso, a menina desiste do desejo inicial, resolvendo o impasse de forma cômica e simplista.

06 – Na fala final da personagem — "-- Sabi, eu acho que eu não vou para o espaço não." —, identificam-se marcas características da linguagem falada. Quais são essas marcas e qual é a função delas dentro do discurso direto em uma narrativa?

      As marcas de oralidade presentes são:

      A grafia fonética da palavra "Sabi" (reproduzindo a pronúncia informal da consoante final /e/ como /i/);

      A dupla negação enfática ("não vou [...] não"), típica da fala informal no português brasileiro.

 

 

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

TEXTO: CONVERSA COM O MAR - FRAGMENTO - ANÍBAL M. MACHADO - COM GABARITO

 Texto: Conversa com o mar – Fragmento

         Aníbal M. Machado

        “Hoje vim mais cedo continuar a nossa conversa. Trouxe banana e sanduíche, posso ficar mais tempo”.

        Abriu o embrulho de comestíveis: “Vim como ontem, tal como me vês.” Estranho que outros não estejam aqui a te contemplar. Nem me lembro bem como foi a nossa conversa de ontem, pois a noite veio tão depressa e o sono, que até pensei que a mamãe estava perto. Eu deixei meus pais, um avô e três tias no planalto e ainda não sei dizer se fico por aqui. Sonhei com um peixe que me chamava. Foi quando escureceu que eu senti tua noite mais profunda que as noites da montanha. Agora vejo por que os namorados abusam tanto de teu luar. Mas não sei o teu mistério... 

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpRQYwOEdQz1xEiym1weB-icBxyFyOKqk-r6yfWk3YbHfBaG4d8yNwkv2Kf0Aywpi-f6fnwSFqV8hTQCGm5T7P0-QYnkeWOsZ0ZZZm5xAaDyZ9OGPu3TtkqgJPzlTN-pL2IHCPThV_oA-fTqBrHXc9O1C5azCwwqEDxON8NKZVFxv1a0NRlvnNiK4kGYM/s320/images.jpg 


Será que vais guardar esse jeito assim tão novo? Lá em casa, quando se ouvia a palavra mar, meu avô se levantava agitado e perguntava se não estávamos sentindo cheiro de maresia. E quando vinha o temporal, a casa boiava entre os vagalhões da Mantiqueira. Ah, meu avô nunca disse por que se afastou de tuas águas!... Tu, agora, tão perto, tão perto!... Os astros passam alto, as nuvens correm longe, o vento a gente nem vê... Tu, não... tu chegas pertinho, e ficas. Agachar e brincas nas tuas águas assusta. Custo acreditar que esteja tocando a tua pele. Pensar que terminas nos meus dedos!... Outro dia me assustei também quando levantei os olhos da pedra de uma igreja enorme. Mar, o que eu queria te dizer é que pertenço a uma espécie aborrecida que não escolhi. Posso um dia optar pelas tuas águas? Mergulha-se e fica... Ninguém vai notar a ausência...

        As ondas mudando de cor. Ou seria perturbação da vista. Começou a mastigar outra banana.

        “Acho que aí no fundo, nas raízes do rochedo, não há dor nem alegria. Se o rochedo falasse!...”.

Anibal M. Machado. João Ternura. 3. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1976.

Fonte: Língua Portuguesa Palavras. 5ª série. Hermínio Geraldo Sargentim. IBEP. 1ª edição. São Paulo, 2002. p. 143.

Entendendo o texto:

01 – O texto é construído a partir da fala direta de uma personagem com o oceano ("Hoje vim mais cedo continuar a nossa conversa..."). Qual recurso estilístico fundamenta esse tipo de interlocução e de que maneira ele revela o estado emocional e o isolamento da personagem?

      O recurso estilístico fundamental é a prosopopeia (ou personificação), em que o mar é dotado de capacidade de escuta e presença quase humana ("Custo acreditar que esteja tocando a tua pele"). Essa conversa unidirecional evidencia um profundo isolamento e solidão: distante da família que ficou no planalto, a personagem não encontra interlocutores humanos e busca no mar um ouvinte para suas angústias, incertezas e desejos de evasão.

02 – Analise como o texto estabelece uma oposição entre o espaço de origem da personagem (o planalto e a Mantiqueira) e o novo espaço em que ela se encontra (a beira-mar). Qual é o significado simbólico do mar nessa transição?

      O espaço de origem (a montanha/Mantiqueira) representa a memória familiar, as raízes e a proteção do lar ("Lá em casa..."). Em contrapartida, o mar representa o desconhecido, o fascínio e o mistério ("não sei o teu mistério..."). A transição do interior para o litoral simboliza uma ruptura com o passado familiar e a atração por um elemento dinâmico e tátil ("tu chegas pertinho, e ficas"), que contrasta com a distância imutável dos astros e das nuvens.

03 – No trecho final do diálogo, a personagem faz uma reflexão profunda sobre a sua condição humana e o fundo do mar ("Posso um dia optar pelas tuas águas? Mergulha-se e fica... Ninguém vai notar a ausência..."). Como essa fala pode ser interpretada sob a perspectiva da evasão da realidade?

      A fala expressa um desejo de evasão radical e anulação do sofrimento. A personagem declara pertencer a uma "espécie aborrecida" e vislumbra o fundo do mar como um lugar neutro, pacífico e livre de angústias ("não há dor nem alegria"). O ato de mergulhar e "ficar" surge como uma ideia de refúgio definitivo ou dissolução da existência, no qual o esquecimento social ("Ninguém vai notar a ausência") funcionaria como libertação do peso de viver.

04 – Qual é a importância da figura do avô nas lembranças trazidas pela personagem e como essa memória se conecta com a presença do mar no presente?

      O avô surge como uma figura de conexão ancestral e misteriosa com o mar. Mesmo vivendo no interior, a palavra "mar" o deixava agitado e à procura do "cheiro de maresia", fazendo com que a própria casa parecesse boiar nos "vagalhões da Mantiqueira". A lembrança do avô, que nunca explicou por que se afastou das águas, lança uma aura de herança psicológica sobre a personagem: ela parece dar continuidade à mesma atração enigmática que o avô sentia, vivendo agora fisicamente a proximidade que ele apenas evocava na memória.

05 – Identifique no fragmento dois recursos de linguagem que reforçam a dimensão sensorial da experiência da personagem ao lado do mar.

      A Sensopercepção Tátil: O uso de metáforas que atribuem ao mar características físicas e biológicas, como em "tocando a tua pele" e "terminas nos meus dedos", tornando concreta e íntima a relação do corpo com a água.

      A Percepção Visual e Cromática: A observação do dinamismo das ondas e da luz ("As ondas mudando de cor", "abusam tanto de teu luar"), aliada a atos cotidianos simples como "mastigar outra banana", que contrapõem a grandiosidade da natureza ao gesto humano comum.

 

 

domingo, 9 de agosto de 2026

TEXTOS: DISSERTATIVOS ARGUMENTATIVOS - COM GABARITO

 Textos: Dissertativos Argumentativos

 

        Os textos dissertativos argumentativos procuram emitir uma visão pessoal de questões relevantes nos mais diversos campos: economia, política, comportamento, cultura, psicologia, educação, saúde, ecologia etc. Pode-se dizer que esses textos querem convencer os leitores, muitas vezes contrapondo-se ao senso comum, isto é, àquilo que todo mundo repete sem necessariamente analisar.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhbS9ZSzlB0HD9_Tit1Kx2CnTVWgtuvw1Z85lf3wCjxf-cqG39Q0solPU4t_g1v9LlqspRFSfiXrrEHKXwD0LITu3UXXXmWbhHM5Ke2zE7zNb-kt09xDjnB0gtZHmWr9XSowDjZVTwXWJOzxbat9GPxgoF55SdWjkQtbzM98i1myZSc1N44usYbfNhpAbw/s320/images.jpg 


        O texto dissertativo deve ser bem estruturado e é por isso que se recomenda que a redação siga, em linhas gerais, o esquema abaixo, dividido em três partes.

        Introdução – 1º parágrafo: Apresentação do tema e da tese.

        Desenvolvimento (argumentação) – 2º ou 3º parágrafos centrais: comprovação da tese por meio de comentários e análises sustentados por dados estatísticos, exemplos, informações históricas, geográficas e científicas.

        Conclusão – último parágrafo: Finalização da discussão, de modo a sintetizar os aspectos discutidos e reafirmar a tese. Dependendo do tema, é possível que na conclusão se anunciem propostas de ação convenientes.

 

Entendendo o texto:

01 – É aconselhável empregar a 1ª pessoa do singular?

      Não. A dissertação procura convencer o leitor. Para isso, as opiniões só valem se forem comprovadas, de modo que pareçam “universalmente” válidas. Assim, não interessa tanto quem emite as opiniões, mas os argumentos que é capaz de apresentar. Daí ser preferível não utilizar o eu, mas uma linguagem mais impessoal.

 

02 – Pode-se empregar a 1ª pessoa do plural?

      Sim. O emprego de nós se justifica quando se refere a um conjunto adequado ao tema e suficientemente compreensível no contexto: nós, pode se referir aos brasileiros, a toda a humanidade, aos jovens. Não cai bem usar o nós para se referir a um grupo muito restrito, específico, como “nós, que moramos na Zona Oeste da cidade”, a não ser que esse grupo seja central para o tema da dissertação.

 

03 – A linguagem precisa ser formal?

      Em termos. A linguagem da dissertação deve estar de acordo com as normas mais importantes da gramática (grafia, acentuação, pontuação, concordância, regência), de modo a não comprometer o entendimento do leitor nem depor contra o texto (quem confia em um autor que erra constantemente a grafia das palavras?). por outro lado, não é preciso exagerar: é péssimo hábito usar palavras desconhecidas apenas porque soam difíceis, empregar termos técnicos sem necessidade, adotar uma linguagem “barroca”, com frases longas e cheias de inversões e intercalações. Tudo o que dificulta inutilmente o entendimento do texto e parece simples enfeite deve ser evitado.

 

04 – Posso inventar dados e exemplos?

      Não. Em hipótese nenhuma devem ser incluídos dados e exemplos que não correspondam à realidade. A dissertação, como qualquer outro texto opinativo argumentativo, não pode, sob pena de perder a credibilidade, falsificar informações para comprovar um ponto de vista.

 

05 – É aceitável usar frases de terceiros?

      Sim. A citação de filósofos, cientistas sociais, artistas, psicólogos, médicos é uma ótima estratégia de convencimento, desde que inclua no texto a voz de personalidades reconhecidamente autorizadas a opinar sobre o assunto. Mas não exagere: não faça de sua dissertação uma simples colagem de frases de outro, deixando de emitir sua opinião.

 

06 – Posso propor perguntas no texto?

      Sim. Fazer perguntas pode ser uma boa estratégia tanto na introdução quanto no desenvolvimento ou na conclusão. A resposta nem precisa vir imediatamente na sequência, mas o texto deve dar pistas para que o leitor consiga, ao final, chegar a uma resposta.

 

07 – É aceitável empregar linguagem metafórica?

      Sim. Desde que o leitor consiga entender as metáforas e outras figuras de linguagem empregadas na dissertação, é possível dar sabor à linguagem dissertativa por meio da conotação. A ironia é igualmente uma arma poderosa na crítica.

 

08 – Pode-se defender mais de uma opinião simultaneamente?

      Em termos. O texto dissertativo não pode ser incoerente. Não se deve afirmar que existe um problema e depois chegar a uma conclusão contrária. Mas é possível mostrar que, em certas circunstâncias, uma ideia é verdadeira, enquanto em outras circunstâncias, ela deixa de o ser. Um fato pode ser vantajoso num certo aspecto, mas representa uma desvantagem em outros. Nesses casos, o importante é discutir quais são essas circunstâncias e quais são esses aspectos.

 

09 – É aconselhável analisar o tema sob mais de um ângulo?

      Sim. É muito importante perceber que a maioria dos temas permite análises distintas, dependendo da perspectiva que se adote. É enriquecedor que a dissertação consiga — sem cair na contradição nem no simples impasse — revelar a perspectiva dos diferentes envolvidos (médicos/pacientes; governo/povo; jovens/pais; economistas/sindicalistas etc.) em relação ao tema discutido.

 

 

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

TEXTO: SAPOS, RÃS, PERERECAS E CIÊNCIA CIDADÃ - FRAGMENTO - JOÃO V. LACERDA - COM GABARITO

 Texto: Sapos, rãs, pererecas e ciência cidadã – Fragmento

 

        [...]

        De repente, um toc-toc-toc à noite, perto do brejo, chama a atenção. “Quem bate?” Na verdade, a pergunta deveria ser: “quem coaxa?”, porque o som é típico da perereca-martelo. Na sequência, ouve-se um “fiu-fiu-fiu”. Seria um passarinho caído da árvore? Que nada! É a rãzinha-assobiadora, que não se contém de alegria depois de um banho de chuva.

 

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgDl42EZhFHSXN4IZQrTDs162ScbyxklEH4u3TOE7Nw-Iv0GZcpHWycz-U4HugKjUFJJgAL5a8iWYAj2dKLeB3fj85jUU4gLfOOq9r6Pb8YLsGWNAhbIlta5jH_yX5Knq4dMhS-6SluJI7FoZkuhek95uVJ2k5BAzO6nODl84m8wFzk8aCUfzhVmmbdWLU/s320/images.jpg  

LACERDA, João V.; GHILARDI-LOPES, Natalia P. Sapos, rãs, pererecas e ciência cidadã. Ciência Hoje das Crianças, Rio de Janeiro, n. 353, abr. 2024. Disponível em: https://chc. org.br/artigo/sapos-ras-pererecas-e-ciencia-cidada/. Acesso em: 26 maio 2026.

 

Entendendo o texto:

01 – As expressões destacadas no texto são exemplos de:

a) metáforas.

b) onomatopeias.

c) comparações.

d) personificações.

 

02 – Ao descobrir que o som não é produzido por alguém “batendo”, mas por um animal, o texto provoca no leitor:

a) medo e preocupação.

b) curiosidade e surpresa.

c) tristeza e desânimo.

d) indiferença e distração.

 

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

TEXTO: REGULAMENTO DA BIBLIOTECA ESCOLAR - HABILIDADE EF69LP56 - COM GABARITO

 Texto: Regulamento da Biblioteca Escolar

           Habilidade EF69LP56

       Para garantir que todos possam estudar com tranquilidade, os alunos devem seguir estas normas:

1 – Sobre o comportamento: é dever do estudante manter o silêncio; não consumir alimentos ou bebidas; e tratar os funcionários com respeito.

2 – Sobre os livros: o aluno pode retirar até dois livros por vez; deve cuidar para não rasgar as páginas; e precisa devolver o material na data correta.

3 – Sobre o ambiente: é necessário manter as cadeiras organizadas; jogar o lixo no local adequado; e desligar os aparelhos sonoros.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjfUICRMBlscXCiu2OH6rZhtApHfYGzlM_53mqTUrOxZNxFlJgy_aswUk4hoUEW1OQJXmBAKHXRSnSx7rpWNHOGeii7JcRrs1VLHN3RxNoYah1haRUsLMXRpt-w7huVNh0HdAWEnhdJx3krWPx8tgpZNHmmjw2clzLyMd7t18tqwdT92pAjLIsCJ5ifUZ4/s320/images.jpg


Entendendo o texto:

01 – No texto, foram usadas listas de regras. Que sinal de pontuação aparece logo após os títulos (como “Sobre os livros”) para indicar que a lista vai começar.

      O sinal de dois-pontos (:).

02 – Dentro das regras, o autor separou os deveres usando o ponto e vírgula (;). Por que esse sinal foi usado em vez de terminar a frase com um ponto final?

      O ponto e vírgula foi usado para separar os itens de uma enumeração que fazem parte do mesmo assunto.

03 – Releia a regra número 1. Quais são as três coisas proibidas ou obrigatórias sobre o comportamento?

      Manter o silêncio, não comer ou beber e tratar bem os funcionários.

04 – O texto utiliza palavras como “deve”, “precisa” e “necessário”. Qual é o objetivo dessas palavras em um regulamento?

      Essas palavras servem para indicar uma obrigação ou uma norma que precisa ser seguida por todos.

sábado, 1 de agosto de 2026

TEXTO: PARTICIPAÇÃO: PALAVRA DE ORDEM - FRAGMENTO - SILVIO GALLO - COM GABARITO

 Texto: Participação: palavra de ordem – Fragmento

         Silvio Ggallo

        Volta e meia, a sociedade chama seus membros para participar. Participar de uma missa, de um torneio esportivo, de uma campanha de aquisição de agasalhos etc. Participação, essa é a palavra de ordem. Porém, será que já paramos para pensar nessa tal participação?

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQX8gmZ6KkdWe93enYkgMy7Ms-RKOm8fi9gjkEBHgtffXh0H7miHzJmqpwUu239GvUQJO7HgzcVvjfAaZR-xTQ_Scm8FYkofJs9Zgf41lCHaul9FEI-ySYTdiwboaLa868axincV4vYoIGwMbk7Ff_kU-eP5F9RJnBK7r6m105NA6CnJTiOA-vkc_qyeQ/s320/images.jpg


        Interessante reparar, antes de mais nada, que o ato de participar nunca é feito sozinho; não é um ato isolado de alguém que não tem companhia, mas algo que fazemos com os outros.

        O solidário, que está sempre disposto a participar, porta-se desta maneira: está em comunhão; vive ansioso pelo encontro; faz questão de trocar suas experiências de vida com os outros. Sabe muito bem que viver é acima de tudo con-viver. O solidário é companheiro; você já pensou sobre i significado dessa palavra? Ela vem do latim, cum-panere, e significa algo mais ou menos como “aqueles que comem juntos o pão da vida”. Logo, o companheiro, o solidário, é aquele que divide sua vida com os outros, aquele para quem a vida não é apenas uma coexistência com os outros, mas uma verdadeira convivência, um viver com os outros. [...]

GALLO, Sílvio (Coord.). Grupo de Estudos sobre Ensino de Filosofia, Ética e Cidadania – Caminhos da filosofia. 3. ed. São Paulo, Papirus, 1998. p. 26.

Fonte: Linguagem Nova. Faraco & Moura. 8ª série. 15ª edição, 2ª impressão. Editora Ática. São Paulo. 2003. p. 70.

Entendendo o texto:

01 – De acordo com o texto, de que maneira a sociedade costuma convocar seus membros e qual é a provocação feita pelo autor em relação a essa convocação?

      A sociedade chama seus membros para participar de diversas atividades do cotidiano, como missas, torneios esportivos ou campanhas de agasalhos, tornando a "participação" uma verdadeira palavra de ordem. A provocação do autor é para que as pessoas parem para refletir criticamente sobre o que realmente significa esse ato de participar.

02 – Qual é a característica fundamental do ato de participar destacada no segundo parágrafo do texto?

      A característica fundamental é que a participação nunca ocorre de forma isolada ou individual. Participar é, por definição, uma ação coletiva, algo que só se realiza em conjunto com outras pessoas.

03 – Como se comporta a pessoa considerada solidária em relação à convivência social e à troca de experiências?

      O indivíduo solidário coloca-se em comunhão com os demais, vive ansioso pelo encontro com o outro e faz questão de compartilhar suas experiências de vida. Ele compreende que o ato de viver é, essencialmente, um "con-viver".

04 – Qual é a origem latina da palavra "companheiro" apresentada no texto e qual é o seu significado prático segundo o autor?

      A palavra vem do latim cum-panere, que significa "aqueles que comem juntos o pão da vida". Na prática, o companheiro é aquele que divide sua existência com o outro, transformando o cotidiano em uma divisão ativa e participativa.

05 – Qual é a diferença implícita no texto entre os conceitos de "coexistência" e "verdadeira convivência"?

      A coexistência refere-se apenas ao fato de estar no mesmo espaço que os outros de forma passiva ou neutra, sem interação real. Já a verdadeira convivência ("viver com") exige solidariedade, companheirismo, partilha da própria vida e envolvimento ativo com as pessoas ao redor.

 

 

segunda-feira, 15 de junho de 2026

TEXTO: MARIA VAI COM AS OUTRAS EM AÇÃO - COM GABARITO

 Texto: Maria vai com as outras em ação

 

        Os mesmos que hoje adotam Dunga como queridinho, em redes sociais e no twitter, [...] serão os que voltar-se-ão contra o técnico da Seleção em caso de fracasso.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh1Kj6rgGS3lIFvvZs2-K0Z7Md6bV5-8AnB4n9Ug-hrag_P1gvvKGOAIEvx3p_RM9F_KePkxHgyPXeRgIoZuBC08jSh6K46W7RhDYZQPkKA6xYG-Ok9wth5BaHnjZ-5QYS0pi_xS1b_ou-fiR1FLSAhQTUZebiePl7inbmBWv-CsU0_ylP9PcgRTXSZye8/s320/dunga1.jpg


        E o farão sem dó nem piedade. É uma legião de maria vai com as outras, cujo cérebro não resiste à manutenção de uma opinião própria.

        Seus conceitos e preconceitos migram de forma proporcional à capacidade neuronal de raciocínio: quase nula. Podem cobrar depois.

http://wp.clicrbs.com.br/castiel/2010/06/24/maria-vai-com-as-outras-eletronicos/?topo=77,2,18.

 

Entendendo o texto:

01 – Segundo o texto, a expressão “Maria vai com as outras” significa pessoas que:

(A) têm pouca capacidade de raciocínio.  

(B) adoram o técnico da seleção.

(C) falam mal do Dunga.                           

(D) seguem a opinião dos outros.

 

02 – Qual é a crítica central que o autor faz aos usuários de redes sociais em relação ao técnico Dunga?

      O autor critica a volatilidade e a falta de opinião própria dessas pessoas. Ele aponta que os mesmos internautas que hoje elogiam e apoiam o técnico serão os primeiros a atacá-lo de forma cruel ("sem dó nem piedade") caso a Seleção Brasileira fracasse, mudando de lado apenas para seguir a corrente do momento.

 

03 – No trecho “...serão os que voltar-se-ão contra o técnico...”, a palavra “que” refere-se a qual termo dito anteriormente?

      Refere-se aos "mesmos" (os usuários de redes sociais / internautas) mencionados no início do parágrafo ("Os mesmos que hoje adotam Dunga...").

 

04 – Que recurso o autor utiliza no último parágrafo para demonstrar total convicção na previsão que fez?

(A) Ele cita dados estatísticos extraídos do Twitter.

(B) Ele desafia o leitor com a frase "Podem cobrar depois".

(C) Ele elogia a capacidade de raciocínio dos torcedores.

(D) Ele usa argumentos científicos sobre os neurônios humanos.

 

05 – O tom geral do texto do autor pode ser classificado como:

(A) Irônico e crítico.

(B) Neutro e informativo.

(C) Divertido e acolhedor.

(D) Indeciso e elogioso.