segunda-feira, 31 de julho de 2017

TEXTO:UM IDOSO NA FILA DO DETRAN - ZUENIR VENTURA - COM INTERPRETAÇÃO/GABARITO

TEXTO:UM IDOSO NA FILA DO DETRAN

 Zuenir Ventura


"O senhor aqui é idoso", gritava a senhora para o guarda, no meio da confusão na porta do Detran da Avenida Presidente Vargas, apontando com o dedo o tal "senhor". Como ninguém protestasse, o policial abriu o caminho para que o velhinho enfim passasse à frente de todo mundo para buscar a sua carteira.
Olhei em volta e procurei com os olhos 0 velhinho, mas nada. De repente, percebi que o "idoso" que a dama solidária queria proteger do empurra-empurra não era outro senão eu.
Até hoje não me refiz do choque, eu que já tinha me acostumado a vários e traumáticos ritos de passagem para a maturidade: dos 40, quando em crise se entra pela primeira vez nos "entra"; dos 50, quando, deprimido, salte que jamais vai se fazer outros 50 (a gente acha que pode chegar aos 80, mas aos 100?); e dos 60, quando um eufemismo diz que a gente entrou na "terceira idade". Nunca passou pela minha cabeça que houvesse uma outra passagem, um outro marco, aos 65 anos. E, muito menos, nunca achei que viesse a ser chamado, tão cedo, de "idoso", ainda mais numa fila do Detran.
Na hora, tive vontade de pedir à tal senhora que falasse mais baixo. Na verdade, tive vontade mesmo foi de lhe dizer: "idoso é o senhor seu pai. O que mais irritava era a ausência total de hesitação ou dúvida. Como é que ela tinha tanta certeza? Que ousadia! Quem lhe garantia que eu tinha 65 anos, se nem pediu pra ver minha identidade? E 0 guarda paspalhão, por que não criou um caso, exigindo prova e documentos? Será que era tão evidente assim? Como além de idoso eu era um recém-operado, acabei aceitando ser colocado pela porta adentro. Mas confesso que furei a fila sonhando com a massa gritando, revoltada: "esse coroa tá furando a fila! Ele não é idoso! Manda ele lá pro fim!" Mas que nada, nem um pio.
O silêncio de aprovação aumentava o sentimento de que eu era ao mesmo tempo privilegiado e vítima — do tempo. Me lembrei da manhã em que acordei fazendo 60 anos: "Isso é uma sacanagem comigo", me disse, "eu não mereço." Há poucos dias, ao revelar minha idade, uma jovem universitária reagira assim: "Mas ninguém lhe dá isso." Respondi que, em matéria de idade, o triste é que ninguém precisa dar para você ter. De qualquer maneira, era um gentil consolo da linda jovem. Ali na porta do Detran, nem isso, nenhuma alma caridosa para me "dar" um pouco menos.
Subi e a mocinha da mesa de informações apontou para os balcões 15 e 16, onde havia um cartaz avisando: "Gestantes, deficientes físicos e pessoas idosas." Hesitei um pouco e ela, já impaciente, perguntou: "O senhor não tem mais de 65 anos? Não é idoso?"
— Não, sou gestante — tive vontade de responder, mas percebi que não carregava nenhum sinal aparente de que tinha amamentado ou estava prestes a amamentar alguém. Saí resmungando: "não tenho mais, tenho só 65 anos."
O ridículo, a partir de uma certa idade, é como você fica avaro em matéria de tempo: briga por causa de um mês, de um dia. "Você nasceu no dia 14, eu sou do dia 15", já ouvi essa discussão.
Enquanto espero ser chamado, vou tentando me lembrar quem me faz companhia nesse triste transe. Ai, se não me falha a memória — e essa é a segunda coisa que mais falha nessa idade —, me lembro que Fernando Henrique, Maluf e Chico Anysio estariam sentados ali comigo. Por associação de ideias, ou de idades, vou recordando também que só no jornalismo, entre companheiros de geração, há um respeitável time dos que não entram mais em fila do Detran, ou estão quase não entrando: Ziraldo, Dines, Gullar, Evandro Carlos, Milton Coelho, Jânio de Freitas (Lemos, Cony, Barreto, Armando e Figueiró já andam de graça em ônibus há um bom tempo). Sei que devo estar cometendo injustiça com um ou com outro — de ano, meses ou dias —, e eles vão ficar bravos. Mas não perdem por esperar: é questão de tempo.
Ah, sim, onde é que eu estava mesmo? "No Detran", diz uma voz. Ah, sim. "E o atendimento?" Ah, sim, está mais civilizado, há mais ordem e limpeza. Mas mesmo sem entrar em fila passa-se um dia para renovar a carteira. Pelo menos alguma coisa se renova nessa idade.

1.  O texto promove uma discussão sobre:
    a) a velhice, de forma dissertativa e crítica
    b)      a velhice, com humor e desprendimento
    c)    a qualidade do serviço público no país
    d)     os limites de idade para conceder benefícios a idosos
    e)    os serviços prestados pelo DETRAN

2.            “O silêncio de aprovação aumentava o sentimento de que eu era ao mesmo tempo privilegiado e vítima — do tempo.” O fragmento em destaque demonstra uma atitude de:
    a)  melancolia
    b)   resignação
    c)  raiva
    d)  revolta
    e)   pena

3.           Ao longo do texto, o autor encontra um motivo para aceitar de forma mais calma sua condição. Esse é:
     a)   o fato de ser atendido mais rapidamente
     b)  o bom nível do atendimento na repartição pública
     c)   o longo tempo de vida
     d)  a possibilidade de viver ainda mais
     e)  outras pessoas que estariam na mesma situação que ele

4.           A classificação mais adequado para o gênero do texto é:
     a)  conto
     b)     romance
    c)    artigo
    d)   crônica
    e)  reportagem

5.           No terceiro parágrafo do texto, o autor se refere a um eufemismo, que pode ser assim interpretado:
    a)   a terceira idade é somente uma forma suave de dizer que você está velho
     b)   passar dos sessenta não é entrar na terceira idade, pois esta só ocorre depois dos oitenta anos.
     c)   a terceira idade é o momento da maturidade e também da liberdade, já que não há mais a obrigação do trabalho nem do sustento dos filhos. É, portanto, o melhor momento da vida.
     d)   não existe terceira idade. O que há é a infância e a velhice, nada mais
      e) na terceira idade, você ganha o direito de ser chamado de idoso, e não mais de velho, consistindo aí o eufemismo apontado pelo autor.


quarta-feira, 26 de julho de 2017

TEXTO: TELEVISÃO PARA DOIS - FERNANDO SABINO - COM INTERPRETAÇÃO/GABARITO

TEXTO : TELEVISÃO PARA DOIS

         Ao chegar, ele via uma luz que se coava por baixo da porta para o corredor às escuras. Era enfiar a chave na fechadura e a luz se apagava. Na sala, punha a mão na televisão, só para se certificar: quente, como desconfiava. Às vezes, ainda pressentia movimento na cozinha:
— Etelvina, é você? A empregada aparecia, esfregando os olhos: — Ouvi o senhor chegar… Quer um cafezinho? Um dia, ele abriu o jogo:
— Se você quiser ver televisão quando eu não estou em casa, pode ver à vontade.
— Não precisa não, doutor. Não gosto de televisão.
— E eu muito menos. Solteirão, morando sozinho, pouco parava em casa. A pobre da cozinheira metida lá no seu quarto o dia inteiro, sozinha também, sem ter muito o que fazer… Mas a verdade é que ele curtia o seu futebolzinho aos domingos, o noticiário todas as noites e mesmo um ou outro capítulo da novela, “só para fazer sono”, como costumava dizer:
— Tenho horror de televisão. Um dia, Etelvina acabou concordando:
— Já que o senhor não se incomoda… Não sabia que ia se arrepender tão cedo: ao chegar da rua, a luz azulada sob a porta já não se apagava quando introduzia a chave na fechadura. A princípio, ela ainda se erguia da ponta do sofá onde ousava se sentar muito erecta:
— Quer que eu desligue, doutor? Com o tempo, ela foi deixando de se incomodar quando o patrão entrava, mal percebia a sua chegada. E ele ia se refugiar no quarto, a que se reduzira seu espaço útil dentro de casa. Se precisava vir até a sala para apanhar um livro, mal ousava acender a luz:

— Com licença… . Nem ao menos tinha mais liberdade de circular pelo apartamento em trajes menores, que era o que lhe restava de comodidade, na solidão em que vivia: a cozinheira lá na sala a noite toda, olhos pregados na televisão. Pouco a pouco, ela se punha cada vez mais à vontade, já derreada no sofá, e se dando mesmo ao direito de só servir o jantar depois da novela das oito. Às vezes, ele vinha para casa mais cedo, especialmente para ver determinado programa que lhe haviam recomendado, ficava sem jeito de estar ali olhando ao lado dela, sentados os dois como amiguinhos. Muito menos ousaria perturbá-la, mudando o canal, se o que lhe interessava estivesse sendo mostrado em outra estação. A solução do problema lhe surgiu um dia, quando alguém, muito espantado que ele não tivesse televisão em cores, sugeriu-lhe que comprasse uma:
— Etelvina, pode levar essa televisão lá para o seu quarto, que hoje vai chegar outra para mim.
— Não precisava, doutor! — disse ela, mostrando os dentes, toda feliz. Ele passou a ver tranquilamente o que quisesse na sua sala, em cores, e o que era melhor, de cuecas.
— quando não inteiramente nu, se bem o desejasse. Até que, uma noite, teve a surpresa de ver a luz por debaixo da porta, ao chegar. Nem bem entrara e já não havia ninguém na sala, como antes
— a televisão ainda quente. Foi à cozinha a pretexto de beber um copo d’água, esticou um olho para o quarto na área: a luz azulada, a empregada entretida com a televisão certamente recém-ligada.
— Não pensa que me engana, minha velha — resmungou ele. Aquilo se repetiu algumas vezes, antes que ele resolvesse acabar com o abuso: afinal, ela já tinha a dela, que diabo. Entrou uma noite de supetão e flagrou a cozinheira às gargalhadas com um programa humorístico.
— Qual é, Etelvina? A sua quebrou? Ela não teve jeito senão confessar, com um sorriso encabulado:

— Colorido é tão mais bonito…
Desde então, a dúvida se instalou no seu espírito: não sabe se despede a empregada, se lhe confia o novo aparelho e traz de volta para a sala o antigo, se deixa que ela assista a seu lado aos programas em cores. O que significa praticamente casar-se com ela, pois, segundo a mais nova concepção de casamento, a verdadeira felicidade conjugal consiste em ver televisão a dois.

Fernando Sabino. Melhores contos de Fernando Sabino.
                                                           Rio de Janeiro: Recorde, 1980.

1ª QUESTÃO: Marque a informação equivocada sobre o Texto I:
       A - ( ) No decorrer do texto, o comportamento da empregada tirou a liberdade do patrão.
       B - (X) A aquisição da televisão a cores, resolveu, definitivamente, o problema de falta de privacidade do patrão.
       C - ( ) Etelvina não se satisfez plenamente com a tevê em preto e branco que ganhara do patrão.
       D - ( ) O patrão, no desfecho do texto, mostra-se indeciso quanto ao fato de manter ou demitir a empregada.
       E - ( ) No decorrer do texto, tanto a empregada quanto seu patrão demonstraram que, de fato, gostavam de assistir à televisão.

Após a leitura atenta do Texto I, realize as questões propostas. 
2ª QUESTÃO: “— Qual é, Etelvina? A sua quebrou?”  A fala do dono da casa, neste trecho, só não demonstra:
       A – ( ) irritação.
       B – ( ) impaciência.
       C – (X) tolerância.
       D – ( ) desagrado.
       E – ( ) repreensão.

3ª QUESTÃO: “Um dia, ele abriu o jogo…”  A expressão grifada foi empregada no sentido conotativo. Tendo em vista o contexto em que foi usada, ela só não se explica denotativamente com a seguinte afirmativa:
        A – ( ) Deixou claro que estava ciente de que a empregada o enganava.
       B – ( ) Fez a empregada saber que não era incômodo para ele o fato de ela usar a tevê.
       C – ( ) Mostrou à empregada que sabia que ela assistia à tevê escondido dele.
       D – ( ) Revelou à empregada que ela poderia assistir à televisão enquanto ele não estivesse em casa.
       E – (X) Demonstrou seu desapontamento à empregada pelo fato de ela estar usufruindo de um bem material dele.

4ª QUESTÃO: Marque a passagem cujo verbo em destaque não transmite ideia de ação:
       A – ( ) “ — Ouvi o senhor chegar… Quer um cafezinho?”
       B – ( ) “— Quer que desligue, doutor?”
       C – ( ) “... tinha mais liberdade de circular pelo apartamento…”
       D – ( ) “ … especialmente para ver determinado programa…”
       E – (X) “— Colorido é tão mais bonito…”

5ª QUESTÃO: Tanto a doméstica quanto o patrão fizeram uma declaração não muito verdadeira a respeito da televisão. Observe: 

“Não gosto de televisão.”
“— Tenho horror de televisão.”

Podemos estabelecer, entre as declarações feitas, uma relação de:
       A – ( ) adversidade.
       B – (X) analogia.
       C – ( ) superioridade.
       D – ( ) inferioridade.
       E – ( ) antagonismo.


TEXTO - Racismo, discriminação, preconceito - QUESTÕES COM GABARITO

TEXTO- Racismo, discriminação, preconceito.

    Colocando os pingos nos “is”.

                    Maria Aparecida da Silva
         
Recentemente assisti ao programa esportivo Cartão Verde, da TV Cultura, no qual se discutia, de maneira tímida, a discriminação racial que um jogador branco do Palmeiras (Paulo Nunes) teria praticado contra dois jogadores negros, Rincón (Corinthians) e Wagner (São Paulo), em momentos distintos.
         Havia controvérsias quanto à veracidade dos fatos, quanto à sinceridade dos protagonistas, quanto à oportunidade ou oportunismo das denúncias. Mas o que de fato despertou minha atenção foi a relativização do racismo presente no futebol brasileiro. Os cronistas utilizavam a todo tempo a expressão pre conceito, quando as situações em foco constituíam, na verdade, práticas de discriminação racial. Depois de feita essa constatação, procurei explicar para mim mesma porque existe tanta confusão em torno das palavras preconceito, discriminação racial e racismo. É preciso entender exatamente o significado de cada uma dessas expressões.
         Estabelecendo diferenças
         O preconceito é basicamente um sentimento negativo (é necessário que haja alguma possibilidade de comparação), um estado de espírito negativamente determinado com relação a um grupo ou pessoa. Ele é fruto da ignorância, de opiniões inexatas e de estereótipos. Os preconceitos são muito genéricos e disseminados. Em todas as épocas e em todo o mundo, os grupos humanos alimentaram preconceitos uns em relação aos outros. Diariamente, enfrentamos inúmeros preconceitos. O racial é um deles.
         A discriminação é a materialização dos preconceitos. São as atitudes práticas que dão corpo e ação à disposição psicológica dos preconceitos. No caso específico da discriminação racial são as atitudes de vetar, impedir, dificultar, preterir pessoas (predominantemente negras, no caso brasileiro) em seu processo de desenvolvimento pleno como seres humanos.
         O racismo. Ah, o racismo... tão presente em nossas vidas, nas instituições, na cultura e nas relações pessoais e tão ausente do rol de preocupações da intelectualidade brasileira e dos veículos formadores de opinião. A dificuldade de defini-lo – e assumir sua existência entre nós – vem do fato de o racismo constituir-se numa prática social negativa, cruel, humanamente repreensível, com a qual, ninguém, em sã consciência (afora os racistas declarados), deseja se identificar.

         Revista Raça Brasil. São Paulo: Símbolo, ano 4, n.39, nov. 1999, p. 51.


01 - A expressão “colocando os pingos nos “is”, que serve de subtítulo ao texto, tem o valor equivalente a:
     (A) reagindo contra algo ofensivo;
     (B) dizendo a verdade;
     (C) esclarecendo uma dúvida;
     (D) argumentando contrariamente a algo;
     (E) examinando melhor a questão.

02 - “Discriminação” e “descriminação” são parônimos; a alternativa em que se trocou a forma destacada pelo seu parônimo ou homônimo é:

     (A) o afastamento do jogador racista é iminente;
     (B) a injustiça do ato foi flagrante;
     (C) os negros sofrem discriminação, na Europa, por serem emigrantes;
     (D) o jogador racista teve sua matrícula cassada;
     (E) o jogador assistiu a uma sessão espírita.

03 - O objeto maior do artigo é:
     (A)distinguir termos que se confundem;
     (B) combater o racismo;
     (C) criticar a hipocrisia social;
     (D) provocar humor;
     (E) condenar a discriminação no futebol.

04 - A autora não afirma com segurança, no primeiro parágrafo, que o jogador Paulo Nunes cometeu um ato discriminatório; o meio lingüístico empregado para relativizar essa afirmação é:
     (A) a adjetivação de “tímida”, dada à discussão;
     (B) o emprego do futuro do pretérito composto “teria praticado”;
     (C) o discurso indireto;
     (D) a inversão dos termos da frase;
     (E) a utilização dos parênteses.


05 - “Havia controvérsias quanto à veracidade dos fatos”; a forma abaixo que ALTERA o sentido original desse segmento do texto é:

     (A) quanto à veracidade dos fatos, havia controvérsias;
     (B) em relação à veracidade dos fatos, existiam controvérsias;
     (C) no que diz respeito à veracidade dos fatos, havia controvérsias;
     (D) afora a veracidade dos fatos, havia controvérsias;
     (E) quanto à veracidade dos fatos, controvérsias havia.

06 - Segundo o que se pode depreender do texto lido, a alternativa que mostra preconceito e não discriminação é:
     (A) os negros não são tão inteligentes quanto os brancos;
     (B) os negros não podem viajar na primeira classe;
     (C) não se servem negros naquele restaurante;
     (D) os negros não podem chegar aos altos postos do poder;
     (E) os negros só podem estudar em escolas públicas.


07 - Se trocarmos os substantivos e adjetivos abaixo de posição, a alternativa em que há uma modificação de forma e sentido é:
     (A) jogadores negros;

     (B) momentos distintos;
     (C) sentimento negativo;
     (D) opiniões inexatas;
     (E) disposição psicológica.

08 – “Um jogador branco do Palmeiras”; a elipse do termo “time” faz com que se juntem palavras de gêneros e números diferentes; o mesmo ocorre em:
(A)       O celular.
(B)       O micro-ondas.
(C)               O caixa.
(D)               O despertador.
(E)       O Vasco da gama.

09 – “Em todas as épocas e em todo o mundo”; a alternativa em que houve troca indevida entre as expressões “todo mundo” e “todo o mundo” é:
(A)      O jogador percorreu todo o mundo;
(B)      O atleta falou com todo mundo para pedir desculpas;
(C)               Ele conhecia todo o mundo na festa;
(D)               Via todo o mundo em seus filmes;
(E)      Todo o mundo está poluído.

10 – “O racismo. Ah, o racismo...”; a inclusão da interjeição “ah” mostra:
(A)       Espanto;
(B)       Alegria;
(C)               Arrependimento;
(D)               Tristeza;
(E)       Surpresa.

11 – Não há críticas no texto:
(A)       Aos órgãos formadores de opinião;
(B)       À intelectualidade brasileira;
(C)               Aos racistas declarados;
(D)               Aos cronistas do programa aludido;
(E)       À inconsciência do governo.

12 – O nome da revista de onde foi retirado o texto é Raça Brasil; esse nome revela:
(A)       Uma atitude preconceituosa da revista;
(B)       Um estereótipo de que os brasileiros são negros;
(C)               Uma adequação com o tema tratado: a discriminação;
(D)               Uma preocupação em educar os negros;
(E)       Um incentivo a que os brasileiros se unam.

13 – “O racismo (...) tão ausente do rol de preocupações na intelectualidade brasileira”, nesse segmento, a expressão “intelectualidade brasileira” só NÃO deve referir-se a (à):
(A)       Intelectuais brasileiros alienador;
(B)       Intelectuais brancos, em sua maioria;
(C)               Intelectualidade tradicional, originária da classe dominante;
(D)               Todos os intelectuais das regiões mais desenvolvidas do país;
(E)       Intelectuais sem preocupações político-sociais.



                             

terça-feira, 25 de julho de 2017

PRONOME - ATIVIDADES - PARA ENSINO FUNDAMENTAL - ATIVIDADES COM GABARITO

PRONOME -  ATIVIDADES

v PRONOME é a palavra que substitui ou acompanha um substantivo

Ø PRONOMES PESSOAIS são aqueles que representam as pessoas do discurso.

PRONOMES PESSOAIS
Pessoa do discurso
CASO RETO
CASO OBLÍQUO
1ª pessoa do singular
eu
me, mim, comigo
2ª pessoa do singular
tu
te, ti, contigo
3ª pessoa do singular
ele, ela
o, a, lhe, se, si, consigo
1ª pessoa do plural
nós
nos, conosco
2ª pessoa do plural
vós
vos, convosco
3ª pessoa do plural
eles, elas
os, as, lhes, se, si, consigo

Ø PRONOMES POSSESSIVOS são palavras que se referem às pessoas do discurso, atribuindo-lhes a posse de algo.

PRONOMES POSSESSIVOS
Pessoa
Singular
Plural
meu, minha
meus, minhas
teu, tua
teus, tuas
seu, sua
seus, suas
nosso, nossa
nossos, nossas
vosso, vossa
vossos, vossas
seu, sua
seus, suas

Ø PRONOMES DEMONSTRATIVOS são aqueles que indicam a posição dos seres em relação às três pessoas do discurso.

PRONOMES DEMONSTRATIVOS
Pessoa
Variáveis
Invariáveis
este, esta, estes, estas
isto
esse, essa, esses, essas
isso
aquele, aquela, aqueles, aquelas
aquilo

Ø PRONOMES INDEFINIDOS são aqueles que se referem à terceira pessoa do discurso de forma vaga, imprecisa ou genérica.
  

PRONOMES INDEFINIDOS
Variáveis
Invariáveis
algum, alguma, alguns, algumas
alguém
todo, toda, todos, todas
tudo
outro, outra, outros, outras
nada
muito, muita, muitos, muitas
algo
pouco, pouca, poucos, poucas
cada



Ø PRONOMES INTERROGATIVOS introduzem frases interrogativas e se referem à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso. São interrogativos os pronomes: que, quem, qual (quais), quanto (quanta, quantos, quantas).

EXERCÍCIOS:
1) Reescreva as frases, substituindo as palavras sublinhadas pelo pronome pessoal correspondente:
a) Cláudia gosta muito de estudar.
     Ela gosta muito de estudar.
b) As mulheres rodearam a criancinha.
     Elas rodearam a criancinha.
c) Os estudantes participaram da festa.
     Eles participaram da festa.
d) Mauro é o melhor advogado da cidade.
    
     Ele é o melhor advogado da cidade.
2) Reescreva as frases abaixo, completando-as com o pronome EU ou MIM.
a) Vovô deu dinheiro para eu comprar figurinhas.
b) Aquelas flores são para mim?
c) O tênis preto é para eu jogar futebol.
d) Este caderno é para eu fazer redações.
e) Esse doce é para você e este é para mim.

3) Reescreva as frases, substituindo os termos sublinhados pelo pronome pessoal oblíquo correspondente. Observe a terminação dos verbos.

Observação: Os pronomes o, a, os, as se transformam em:
·        lo, la, los, las – quando vêm depois dos verbos terminados em r, s ou z.
ex: Ele vai vender o carro.
      Ele vai vendê-lo.
·        no, na, nos, nas – quando vêm depois de verbos terminados em som nasal.
ex: Eles levaram o cachorro.
      Eles levaram-no.

a)   Vou pagar o empregado.
Vou pagá-lo.
b)   Mário cortou a grama.
Mário cortou-a.
c)   Resolveram os problemas.
Resolveram-no.
d)   Vou chamar a menina.
Vou chama-la.
e)   É preciso trazer os cadernos diariamente.
É preciso trazê-lo diariamente.
f)    Os alunos deixaram o recado.
Os alunos deixaram-no.
g)   Ele quebrou os brinquedos.
Ele quebrou-os.
h)   As meninas fizeram a vitamina.
As meninas fizeram-na.

4) Preencha a lacuna usando o pronome possessivo na mesma pessoa em que aparece o pronome pessoal destacado:
Exemplo: Eu vendi minhas jóias.

a) Nós reformamos nossa casa.
b) Ela arrumou sua mala.
c) Eu explique aos funcionários o meu projeto.
d) Nós ouvimos nossos discos preferidos.
e) Elas pediram seus prêmios.
f) Tu derramaste tuas lágrimas?

5) Classifique o pronome destacado de acordo com o seguinte código:
( 1 ) pessoal
( 2 ) possessivo
( 3 ) demonstrativo
( 4 ) indefinido
( 5 ) interrogativo

( 5 ) a) Quem entende essa criança?
( 3 ) b) Você já leu este livro?
( 5 ) c) Qual é a atriz principal da peça?
( 4 ) d) Há poucos erros na redação.
( 3 ) e) Estes estudantes são muito unidos.
( 1 ) f) Quero pedir-te maior colaboração.
( 1 ) g) Ela sempre gostou de ler.
( 2 ) h) Nosso povo está despertando.
( 3 ) i) Aquele jornal é bom?
( 4 ) j) Ninguém vai enfrentar esse problema?

6) Entre parênteses, aparecem dois pronomes demonstrativos. Escolha o que preenche corretamente a lacuna:
a) Não me preocupa esta mancha que tenho no rosto. (esta – essa)
b) Marcela, é bom esse livro que está com você? (este – esse)
c) Ricardo, é seu aquele caderno aí perto de sua carteira? (esse – aquele)
d) Este técnico aqui ao meu lado vai explicar o funcionamento da máquina. (este – esse)
e) Tatiana, aquele guarda-chuva lá no canto é seu? (esse – aquele)
f) Senhores jurados, este documento aqui é a maior prova da inocência! (este – esse)

7) Diga se o pronome destacado é demonstrativo, indefinido ou interrogativo:
a) Este animal não vai participar da exposição.
     Demonstrativo.
b) Vários atletas já chegaram.
     Indefinido.
c) Ninguém quer discutir a questão.
     Indefinido.
d) Qual é a comida preferida aqui?
     Interrogativo.
e) Esses livros aí não devem sair da biblioteca.
     Demonstrativo.
f) Quantos ainda não votaram?
     Interrogativo.
g) Alguns presidiários se revoltaram.
     Indefinido.
i)     Poucas perguntas ficaram sem resposta.
     Indefinido.


8) Que pronomes interrogativos completariam corretamente as frases?
a) Qual é o nome do professor?
b) Quem é aquele rapaz?
c) Que tempo você nadou?
d) Quantos anos você tem?
e) Quem são seus amigos?
f) Quanta sujeira há na gaveta!


9) Leia a anedota e identifique todos os pronomes pessoais:

O Juninho é muito comilão. Um dia ele chegou na cozinha, pela vigésima vez, e disse pra cozinheira:
— Me dá mais um pastel.
E a cozinheira:


— Se você comer mais um pastel, vai explodir.
E ele:
— Então me dá o pastel e sai de perto!

 (Zíraldo. O livro do riso do Menino Maluquinho. São Paulo:
Melhoramentos, 2000. p. 102.)

10) Reescreva as frases abaixo, substituindo as palavras em destaque pelos pronomes correspondentes:
a) Bianca e Débora ganharam o concurso de beleza. Bianca e Débora são muito bonitas.
     Bianca e Debora ganharam o concurso de beleza. Elas são muito bonitas.
b) Hoje Carlos ficou de castigo. Carlos está muito teimoso.
     Hoje Carlos ficou de castigo. Ele está muito teimoso.
c) Beatriz foi passar as férias na praia. Beatriz adora ir pra lá.
     Beatriz foi passar as férias na praia. Ela adora ir pra lá.
d) Eu e meu irmão fomos à sorveteria. Eu e meu irmão adoramos sorvete.
     Eu e meu irmão fomos à sorveteria. Nós adoramos sorvete.
e) Meu pai e meu irmão jogam futebol. Meu pai e meu irmão adoram praticar este esporte.
     Meu pai e meu irmão jogam futebol. Eles adoram praticar este esporte.

11) Complete as lacunas com um dos pronomes pessoais abaixo:

Ela        ele       eu      nos      ti      vocês
  
a) (Eu) e os meus irmãos não nos cansamos de pedir à nossa mãe para (nos) levar ao cinema, mas (ela) anda muito ocupada.
b) Soube que (vocês) vieram à minha casa.
c) Foi a (ti) que o Francisco convidou para ir a festa com (ele)

12) Faça como o exercício anterior:

Comigo      contigo      consigo.

a) Eu e Débora vamos ao clube. A Débora vai (comigo)
b) Tu irás ao mercado com teu pai. Teu pai irá (contigo)
c) O professor saiu da sala. Ele levou (consigo) as provas dos alunos.

13) Circule os pronomes demonstrativos presentes nas frases abaixo:
a) Aquele menino é inteligente.
b) Isto não estava combinado.
c) Não comprei aquela camisa.
d) Esta bola aqui é minha.
e) Achei aquela roupa muito feia.

14) Circule os pronomes possessivos presentes nas frases abaixo:
a) Nossas brincadeiras são as nossas alegrias.
b) Seus pedidos serão atendidos.
c) Meus amigos e minhas amigas chegaram.
d) Esse é o meu lanche. Você não trouxe o seu?
e) Ele não marcou pontos para a nossa equipe.

15) Complete as lacunas com pronomes demonstrativos:
a) Você quer (este) lápis que está comigo?
b) Passe-me (essa) caneta que está perto de você.
c) Estamos em novembro, (este) ano está passando rapidamente.
d) Vês (aquele) guarda-chuva, aí? É o meu. O teu é (este) que aqui está.
e) Wilson e Marlene divertiam-se a valer. (Esta) (Marlene) batia palmas e (aquele) (Wilson) dançava loucamente.

16) Reescreva as frases, substituindo os termos sublinhados pelo pronome pessoal oblíquo correspondente. Observe a terminação dos verbos.    
a) Escrevi as cartas com capricho.
     Escrevi-as com capricho.
b) Preciso deixar as roupas na costureira.
     Preciso deixa-las na costureira.
c) Leandro fez o trabalho sozinho.
     Leandro o fez sozinho.
d) Levem as meninas ao colégio.
     Levem-nas ao colégio.
e) Iremos conhecer os atores brevemente.


     Iremos conhece-los brevemente.