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domingo, 3 de agosto de 2025

MÚSICA(ATIVIDADES): GELÉIA GERAL - GILBERTO GIL - COM GABARITO

 Música (Atividades): Geleia Geral

             Gilberto Gil

Um poeta desfolha a bandeira
E a manhã tropical se inicia
Resplandente, cadente, fagueira
Num calor girassol com alegria
Na geleia geral brasileira
Que o Jornal do Brasil anuncia
Ê, bumba-yê-yê-boi
Ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê
É a mesma dança, meu boi

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_FO9h_G09wjcLDkm8hyphenhyphenMclmkkWjxY9fDMopeGiCAt0OkhRmn7RQgr6xdsnp2eMLu8QhdqlUgb_OBwB0fFqhRI9pZLH_m0fbPqI-xTeKEzQyZL8JhhPzJuJThUNZsrUpogkm4Twg0IMhKMYSadeWXRaQymqjp99-bSefOdDXA8HhP8kIJJWMHVMDujbPc/s320/unnamed.png


A alegria é a prova dos nove
E a tristeza é teu porto seguro
Minha terra é onde o Sol é mais limpo
E Mangueira é onde o samba é mais puro
Tumbadora na selva-selvagem
Pindorama, país do futuro

Ê, bumba-yê-yê-boi
Ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê
É a mesma dança, meu boi

É a mesma dança na sala
No Canecão, na TV
E quem não dança não fala
Assiste a tudo e se cala
Não vê no meio da sala
As relíquias do Brasil
Doce mulata malvada
Um LP de Sinatra
Maracujá, mês de abril
Santo barroco baiano
Superpoder de paisano
Formiplac e céu de anil
Três destaques da Portela
Carne-seca na janela
Alguém que chora por mim
Um carnaval de verdade
Hospitaleira amizade
Brutalidade jardim

Ê, bumba-yê-yê-boi
Ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê
É a mesma dança, meu boi

Plurialva, contente e brejeira
Miss linda Brasil diz: Bom dia
E outra moça também Carolina
Da janela examina a folia
Salve o lindo pendão dos seus olhos
E a saúde que o olhar irradia

Ê, bumba-yê-yê-boi
Ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê
É a mesma dança, meu boi

Um poeta desfolha a bandeira
E eu me sinto melhor colorido
Pego um jato, viajo, arrebento
Com o roteiro do sexto sentido
Voz do morro, pilão de concreto
Tropicália, bananas ao vento

Ê, bumba-yê-yê-boi
Ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê
É a mesma dança, meu boi.

Composição: Gilberto Gil / Torquato Neto. Tropicália ou panis et circencis. Philips, 1968.

Fonte: Arte em Interação – Hugo B. Bozzano; Perla Frenda; Tatiane Cristina Gusmão – volume único – Ensino médio – IBEP – 1ª edição – São Paulo, 2013. p. 314-315.

Entendendo a música:

01 – Qual é o significado da expressão "Geleia Geral Brasileira" no contexto da música?

      A expressão "Geleia Geral Brasileira" é central para a música e representa a fusão caótica, mas vibrante, de elementos díspares que compõem a cultura e a realidade do Brasil. Gilberto Gil a utiliza para descrever a mistura de tradições antigas e modernidade, o popular e o erudito, o belo e o brutal, o nacional e o estrangeiro. A "geleia" sugere uma mistura densa e heterogênea, onde tudo se entrelaça sem uma ordem aparente, refletindo a complexidade e a diversidade do país, que é anunciada, ironicamente ou não, pelo "Jornal do Brasil". É a coexistência de contrastes que define a identidade brasileira.

02 – De que forma a música explora a dualidade entre otimismo e pessimismo na realidade brasileira?

      A música explora a dualidade entre otimismo e pessimismo de várias maneiras. Por um lado, há uma clara exaltação da alegria e da beleza do Brasil, com versos como "a manhã tropical se inicia / Resplandente, cadente, fagueira / Num calor girassol com alegria" e "Minha terra é onde o Sol é mais limpo / E Mangueira é onde o samba é mais puro". A "alegria é a prova dos nove", sugerindo sua força e resiliência. Por outro lado, há a menção de que "a tristeza é teu porto seguro", reconhecendo a presença constante da melancolia e das dificuldades. A coexistência de "Hospitaleira amizade" e "Brutalidade jardim" também ilustra essa dualidade, mostrando que a beleza e a cordialidade podem coexistir com aspectos mais ásperos da realidade brasileira. A música, portanto, não nega os desafios, mas celebra a capacidade de encontrar alegria e resiliência neles.

03 – Quais elementos da cultura e do cotidiano brasileiros são citados na letra e o que essa variedade sugere?

      A letra de "Geleia Geral" cita uma vasta gama de elementos da cultura e do cotidiano brasileiros, misturando o popular e o erudito, o tradicional e o moderno:

      Elementos culturais e geográficos: "Mangueira", "Pindorama", "Santo barroco baiano", "Portela", "carnaval de verdade".

      Objetos e costumes: "bandeira", "Tumbadora", "LP de Sinatra", "Maracujá", "carne-seca na janela".

      Sensações e conceitos: "calor girassol", "alegria", "tristeza", "sexto sentido", "voz do morro", "Tropicália", "bananas ao vento".

      Personagens e mídias: "poeta", "Jornal do Brasil", "Miss linda Brasil", "Carolina", "Canecão", "TV". Essa variedade sugere a diversidade e a complexidade da identidade brasileira, reforçando a ideia da "geleia geral". É um mosaico de referências que não se limita a um único aspecto, mas abraça a totalidade da experiência brasileira, com suas contradições, belezas e particularidades.

04 – Como o refrão "Ê, bumba-yê-yê-boi / Ano que vem, mês que foi / Ê, bumba-yê-yê-yê / É a mesma dança, meu boi" contribui para o sentido da música?

      O refrão "Ê, bumba-yê-yê-boi / Ano que vem, mês que foi / Ê, bumba-yê-yê-yê / É a mesma dança, meu boi" é fundamental para o sentido da música, pois ele evoca a circularidade do tempo e a persistência das tradições. A referência ao "bumba-meu-boi" conecta a música a uma manifestação cultural popular e ancestral, que se repete ciclicamente. As expressões "Ano que vem, mês que foi" e "É a mesma dança, meu boi" reforçam a ideia de que, apesar das mudanças e da passagem do tempo, certas essências e ritmos da vida brasileira permanecem, marcados por uma repetição quase ritualística. O refrão, portanto, serve como um elo entre o passado e o presente, e uma celebração da continuidade cultural em meio à "geleia geral" de transformações.

05 – Qual o papel da figura do "poeta desfolha a bandeira" na abertura e no encerramento da música?

      A figura do "poeta desfolha a bandeira" no início e no final da música é simbólica e multifacetada. Ao "desfolhar a bandeira", o poeta pode estar realizando um ato de desconstrução da identidade nacional oficial, revelando as múltiplas camadas e realidades por trás dos símbolos patrióticos. É como se ele estivesse abrindo a bandeira para expor as contradições e a riqueza da "geleia geral". No final, quando o eu-lírico afirma "Um poeta desfolha a bandeira / E eu me sinto melhor colorido", há uma sugestão de que essa desconstrução e a exposição da complexidade brasileira levam a uma maior compreensão e a um sentimento de pertencimento mais profundo e autêntico. O poeta, assim, atua como um mediador entre a realidade multifacetada e a percepção do indivíduo.

06 – Como a música aborda a relação entre o observador (aquele que "não dança") e a "Geleia Geral"?

      A música aborda a relação entre o observador e a "Geleia Geral" de forma crítica e sugestiva na estrofe: "E quem não dança não fala / Assiste a tudo e se cala / Não vê no meio da sala / As relíquias do Brasil". Aqui, a ação de "dançar" é uma metáfora para a participação ativa na vida e na cultura brasileira, enquanto "não dançar" representa a passividade, a alienação ou a incapacidade de se engajar com a complexidade do país. Quem não participa ("não dança") é incapaz de expressar-se ("não fala") e apenas observa passivamente ("Assiste a tudo e se cala"). Mais crucialmente, essa passividade impede que o observador perceba as "relíquias do Brasil" – os elementos ricos e valiosos que compõem a identidade nacional, que estão "no meio da sala", visíveis para quem se permite interagir. A crítica é àqueles que se afastam ou se recusam a imergir na diversidade cultural.

07 – Que papel a "Tropicália" desempenha na mensagem final da música, especialmente quando mencionada em conjunto com "bananas ao vento"?

      A menção de "Tropicália" no final da música, em conjunto com "bananas ao vento", é crucial para a mensagem. A Tropicália foi um movimento artístico e cultural do qual Gilberto Gil foi um dos principais expoentes, caracterizado justamente pela fusão de elementos diversos, nacionais e estrangeiros, tradicionais e modernos, em uma estética de apropriação e ressignificação. "Bananas ao vento" é uma imagem icônica do Tropicalismo, remetendo à antropofagia cultural (devorar e digerir influências) e a um certo exotismo e autoafirmação tropical. Ao citar esses elementos, a música reforça sua própria identidade como uma manifestação da Tropicália, celebrando a liberdade criativa, a mistura e a capacidade do Brasil de reinventar-se a partir de suas próprias particularidades. É um manifesto final sobre a vitalidade e a originalidade da cultura brasileira, que se expressa nessa "geleia geral".

 

 

domingo, 27 de abril de 2025

MÚSICA(ATIVIDADES): MEU AMIGO, MEU HERÓI - GILBERTO GIL - COM GABARITO

 Música (Atividades): Meu Amigo, Meu Herói

             Gilberto Gil

Oh meu amigo, meu herói
Oh como dói saber que a ti também corrói
A dor da solidão
Oh meu amado, minha luz
Descansa tua mão cansada sobre a minha
Sobre a minha mão

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjLlziaVxROPOaQ4rcr10rjZhUCinixvhPa8yR7597z9f0DXqZUHA3d45wJ5KvwS7FqeyggSicW6pTTUW7fm-NvR8Xp3yid4RuC26PSOanYc5Ee2Gs4tXlb4oeExHDarAbExjjk5nY_wkzYxo37U2aZm_D1nO_XVarvoaPN_0DLtTxbHpocTqr7wVRjIz0/s320/MUSICA.jpg


A força do universo não te deixará
O lume das estrelas te alumiará
Na casa do meu coração pequeno
No quarto do meu coração menino
No canto do meu coração espero
Agasalhar-te a ilusão
Oh meu amigo, meu herói
Oh como dói.
Oh como dói.

Composição: Gilberto Gil. “Meu amigo, meu herói”. In: http://letras.terra.com.br/gilberto-gil/46220.

Fonte: Livro – Português: Linguagens, 2. William Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães, 9ª Ed. – Ensino médio. São Paulo: Saraiva, 2013. p. 383.

Atividades da música:

01 – Qual o sentimento predominante expresso na canção em relação ao amigo/herói?

      O sentimento predominante é de profunda empatia e dor, expresso na repetição da frase "Oh como dói", revelando a tristeza compartilhada pela solidão do amigo/herói.  

02 – Que tipo de apoio o narrador oferece ao amigo/herói na canção?

      O narrador oferece apoio emocional e um refúgio seguro, convidando o amigo a descansar sua "mão cansada" sobre a sua e oferecendo o "coração pequeno" como um lugar de acolhimento para "agasalhar-te a ilusão".  

03 – Quais elementos da natureza são mencionados na canção e qual o seu significado simbólico?

      A "força do universo" e o "lume das estrelas" são mencionados, simbolizando esperança, proteção e orientação. Eles representam a crença de que, apesar da dor e da solidão, o amigo/herói não está desamparado.

04 – Como a canção descreve o coração do narrador e qual a sua função na relação com o amigo/herói?

      O coração do narrador é descrito como "pequeno", "menino" e um lugar de espera, sugerindo fragilidade, sinceridade e disponibilidade para acolher e confortar o amigo/herói, oferecendo um espaço seguro para suas emoções.

05 – Qual a mensagem central transmitida pela canção sobre amizade e apoio mútuo?

      A mensagem central é a de que a amizade verdadeira implica em compartilhar a dor e oferecer apoio incondicional, mesmo diante da solidão e do sofrimento. A canção celebra a força do vínculo afetivo e a importância de oferecer um refúgio seguro para aqueles que amamos.

 

 

quarta-feira, 9 de abril de 2025

MÚSICA(ATIVIDADES): PRA FAZER O SOL NASCER - GILBERTO GIL - COM GABARITO

 Música (Atividades): Pra Fazer o Sol Nascer

             Gilberto Gil

Sol
Acende a luz
Atende à minha voz
A(s)cende de acender e de subir

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEisd04U_DFZJItaZBQu0c3TX1HRFJ1_MUp5WMaRzO2OCzi_5Kd75_2S30QRRkG_NIoxvQ4HLIVY7JVy8RXH9KOaS8dmAlikZHBx-5Da1QtjS0H9lGcX374gFNe2J4f7c_3SKazT3UxhGzIoyCm9qKUqu0DY7ufUjiUq0NvOqoQRBpapEmm0JGVmZaRRGbM/s320/GIL.jpg

De clarear
De despertar assim
A mim, a tudo mais
Atende à minha voz
Ao meu saxofone
Cor do sol
Sol
Nasce d'ouro pra nós.

Composição: Gilberto Gil. Carlos Rennó, org. Gilberto Gil – todas as letras. São Paulo: Cia das Letras, 1996. p. 323.

Fonte: Livro – Português: Linguagem, 8ª Série – William Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães, 4ª ed. – São Paulo: Atual Editora, 2006. p. 217.

Entendendo a música:

01 – Qual é a metáfora central utilizada na música?

      A metáfora central é o sol como um símbolo de renovação, esperança e despertar. Gilberto Gil usa a imagem do sol nascendo para transmitir uma mensagem de otimismo e positividade.

02 – Qual é a relação entre a voz do cantor e o saxofone na música?

      Na música, Gilberto Gil menciona que o sol atende à sua voz e ao seu saxofone. Isso sugere uma conexão profunda entre a expressão artística (a voz e o saxofone) e a força da natureza (o sol). Ambos são vistos como instrumentos de despertar e renovação.

03 – Qual o significado da palavra "acende" na música e como ela é utilizada?

      A palavra "acende" é utilizada com dois significados: "acender" de iluminar e "ascender" de subir. Essa dupla interpretação reforça a ideia do sol como uma força que tanto ilumina quanto eleva, despertando o mundo e as pessoas.

04 – Qual a mensagem que a música transmite sobre a relação entre o indivíduo e o mundo?

      A música transmite uma mensagem de que o indivíduo, através de sua voz e expressão, pode influenciar e se conectar com o mundo ao seu redor. Há uma sensação de que a positividade e a esperança podem ser invocadas e manifestadas.

05 – Qual o simbolismo da "cor do sol" na música?

      A "cor do sol" simboliza a vitalidade, a energia e a beleza da natureza. Ao mencionar a "cor do sol", Gilberto Gil evoca uma imagem de calor, luz e vida, reforçando a mensagem de esperança e renovação presente na música.

 

 

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

MÚSICA(ATIVIDADES): VAMOS FUGIR - GILBERTO GIL - COM GABARITO

 Música(Atividades): Vamos Fugir

             Gilberto Gil

Vamos fugir!
Deste lugar, Baby!
Vamos fugir
Tô cansado de esperar
Que você me carregue

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjNJtJJhiQNv5mSxd0-nM5u3wbN2TbA9Djdy7OElF8_wxLnVbXw12xUPmkVM57fm1LTQIegnlDOC1-U2WMWhGg6ROzSFcLQJqgOcsNXE7nRQVgDUEaMXRZm2_bEBOuX2nGGTGlb0L-X4oYZAEJgbH1aLyER_1geBLuA-LbGqf_2z75RwgTx06Ea8AQVRRo/s320/FUGIR.jpg


Vamos fugir!
Pr'outro lugar, Baby!
Vamos fugir
Pr'onde quer que você vá
Que você me carregue

Pois diga que irá
Irajá, Irajá
Pra onde eu só veja você
Você veja a mim só
Marajó, Marajó
Qualquer outro lugar comum
Outro lugar qualquer

Guaporé, Guaporé
Qualquer outro lugar ao sol
Outro lugar ao sul
Céu azul, céu azul
Onde haja só meu corpo nu
Junto ao seu corpo nu

Vamos fugir!
Pr'outro lugar, Baby!
Vamos fugir
Pr'onde haja um tobogã
Onde a gente escorregue

Todo dia de manhã
Flôres que a gente regue
Uma banda de maçã
Outra banda de reggae

Composição: Liminha / Gilberto Gil.

Fonte: Português – José De Nicola – Ensino médio – Volume 1 – 1ª edição, São Paulo, 2009. Editora Scipione. p. 77.

Entendendo a música:

01 – Qual a principal mensagem da música "Vamos Fugir"?

      A principal mensagem da música é um convite à fuga da rotina, da insatisfação e da busca por um novo horizonte. A canção expressa o desejo de liberdade e a vontade de construir uma nova vida ao lado de alguém amado.

02 – Qual a importância dos nomes de lugares citados na música?

      Os nomes de lugares como Irajá, Marajó e Guaporé não têm um significado literal, mas sim um valor simbólico. Eles representam destinos desconhecidos, lugares onde os amantes podem construir uma nova realidade juntos, longe das preocupações e do cotidiano.

03 – Qual a relação entre a natureza e o amor na música?

      A natureza é utilizada como metáfora para representar a liberdade e a beleza da vida. A imagem do "céu azul" e das "flores que a gente regue" simbolizam um novo começo e a possibilidade de construir um futuro juntos.

04 – Qual o papel da repetição na música?

      A repetição do verso "Vamos fugir" enfatiza o desejo intenso de escapar da realidade e buscar um novo caminho. A repetição cria um ritmo e uma atmosfera de urgência, transmitindo a emoção do momento.

05 – Como a música "Vamos Fugir" pode ser interpretada em diferentes contextos?

      A música pode ser interpretada de diversas formas, dependendo do contexto e da experiência de cada ouvinte. Além da busca por um amor idealizado, ela pode representar a busca por liberdade, a vontade de mudar de vida ou a necessidade de escapar de uma situação difícil.

06 – Qual a influência da música reggae na canção?

      A influência do reggae é evidente na melodia, no ritmo e na temática da fuga e da liberdade. A referência a uma "banda de reggae" reforça essa conexão e contribui para criar um clima de leveza e descontração.

07 – Por que a música "Vamos Fugir" se tornou um clássico da música brasileira?

      A música "Vamos Fugir" se tornou um clássico por sua letra poética e inspiradora, que fala diretamente ao coração das pessoas. A melodia contagiante e a mensagem universal de amor e liberdade contribuíram para a sua popularidade duradoura.

 

 

segunda-feira, 13 de maio de 2024

MÚSICA(ATIVIDADES): A LINHA E O LINHO - CAETANO VELOSO, GILBERTO GIL E IVETE SANGALO - COM GABARITO

 MÚSICA(ATIVIDADES): A LINHA E O LINHO

                                          Caetano Veloso, Gilberto Gil e Ivete Sangalo

 É a sua vida que eu quero bordar na minha

Como se eu fosse o pano e você fosse a linha
E a agulha do real nas mãos da fantasia
Fosse bordando ponto a ponto nosso dia-a-dia
E fosse aparecendo aos poucos nosso amor
Os nossos sentimentos loucos, nosso amor

 

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsCCZSq31WX0TcKYCtrXlkYhNDswAmOefLnMbOBw_RButByKCe1rmdSxOgn4wrbhkPfwDteVo1xj-kGjH1bmZhljBSUkadU4PiTYkkXf_xykE-a5NhcvnFNf1OaprZiD7h3jfnxWCrfZARY8Dm7zng39IGHz3_a-CoUQm60vZqAbdFbtVjiqI0Nj_P9HA/s320/Bordado.jpg

O zig-zag do tormento, as cores da alegria
A curva generosa da compreensão
Formando a pétala da rosa, da paixão
A sua vida o meu caminho, nosso amor
Você a linha e eu o linho, nosso amor
Nossa colcha de cama, nossa toalha de mesa
Reproduzidos no bordado
A casa, a estrada, a correnteza
O sol, a ave, a árvore, o ninho da beleza

 

Entendendo o texto

01. Qual é o tema principal abordado na música "A Linha e o Linho"?

a) As estações do ano.

b) A importância da amizade.

c) A construção de um relacionamento amoroso.

d) O amor pela natureza.

02. Que figura de linguagem é utilizada na frase "Como se eu fosse o pano e você fosse a linha"?

a) Metáfora.

b) Hipérbole.

c) Personificação.

d) Metonímia.

03. Qual elemento é comparado à agulha do real nas mãos da fantasia na música?

a) Uma pena.

b) Uma folha seca.

c) Uma flor.

d) Uma estrela.

04. Segundo a música, qual é o papel do linho em relação à linha?

a) Representar a realidade.

b) Representar a fantasia.

c) Ser o protagonista da história.

d) Simbolizar a jornada.

05. Como é descrita a relação entre os personagens na música? a) Como uma colcha de cama.

b) Como uma toalha de mesa.

c) Como uma correnteza.

d) Como um ninho da beleza.

 

domingo, 1 de maio de 2022

MÚSICA(ATIVIDADES): FILHOS DE GANDHI - GILBERTO GIL - COM GABARITO

 Música(Atividades): Filhos de Gandhi

         Gilberto Gil

Omolu, Ogum, Oxum, Oxumaré
Todo o pessoal
Manda descer pra ver
Filhos de Gandhi

Iansã, Iemanjá, chama Xangô
Oxossi também
Manda descer pra ver
Filhos de Gandhi

Mercador, Cavaleiro de Bagdá
Oh, Filhos de Obá
Manda descer pra ver
Filhos de Gandhi

Senhor do Bonfim, faz um favor pra mim
Chama o pessoal
Manda descer pra ver
Filhos de Gandhi

Oh, meu pai do céu, na terra é carnaval
Chama o pessoal
Manda descer pra ver
Filhos de Gandhi.

GIL, Gilberto. In: Todas as letras. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. p. 146.

Fonte: Livro – Língua Portuguesa – Heloísa Harue Takazaki – ensino médio – Coleção Vitória-Régia – Volume único – IBEP. 2004, p. 77.

Entendendo a música:

01 – O que significa respeito pela pluralidade religiosa de um povo? Troque ideias com o professor e colegas a partir da letras da canção presente.

      O respeito pela pluralidade é entender que a convivência em sociedade pressupõe posturas e atitudes não discriminatórias e/ou preconceituosas.

02 – Em muitas regiões do Brasil é interessante observar um sincretismo religioso, ou seja, há uma identificação entre santos do catolicismo com entidades do candomblé. Converse sobre isso com o professor.

      Na letra de “Filhos de Gandhi”, Gilberto Gil evoca o Senhor do Bonfim, no sincretismo religioso representa Oxalá, o orixá que governa a Terra.

03 – Como você observou, no Brasil, a religiosidade é muito forte e se manifesta das mais diversas formas. É comum que as crenças religiosas entrem em conflito com conhecimentos científicos? Comente.

      Sim, A ciência toma como base a investigação, a pesquisa, a experimentação; enquanto que a religião tem, como base, a fé.

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domingo, 1 de agosto de 2021

MÚSICA(ATIVIDADES): A RAÇA HUMANA - GILBERTO GIL - COM GABARITO

 MÚSICA(ATIVIDADES): A RAÇA HUMANA

                                                     Gilberto Gil

A raça humana é

Uma semana

Do trabalho de Deus

 

A raça humana é a ferida acesa

Uma beleza, uma podridão

O fogo eterno e a morte

A morte e a ressurreição

 

A raça humana é

Uma semana

Do trabalho de Deus

 

A raça humana é o cristal de lágrima

Da lavra da solidão

Da mina, cujo mapa

Traz na palma da mão

 

A raça humana é

Uma semana

Do trabalho de Deus

 

A raça humana risca, rabisca, pinta

A tinta, a lápis, carvão ou giz

O rosto da saudade

Que traz do Gênesis

Dessa semana santa

Entre parênteses

Desse divino oásis

Da grande apoteose

Da perfeição divina

Na Grande Síntese

 

A raça humana é

Uma semana

Do trabalho de Deus

 

(Todas as letras. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.

p. 261. © Gege Edições Musicais – Brasil e América do Sul/

Preta Music – Resto do mundo.

Fonte: Livro- Português: Linguagem, 2/ William Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães, 11.ed – São Paulo: Saraiva, 2016.p.280-281.

 

Entendendo a canção

1. A letra da canção se propõe a refletir sobre um dos temas mais inquietantes de toda a história da humanidade: a raça humana e suas origens.

a) Que palavras ou expressões do texto comprovam a busca das origens?

Entre outras, “Uma semana/Do trabalho de Deus” e “Gênesis.

b) A abordagem do tema é, portanto, científica ou mítica.

Mítica.

 2. Observando a estrutura sintática das estrofes, notamos que quase todas elas são semelhantes.

Veja a 1ª estrofe, que também é o refrão:

“A raça humana é

Uma semana

Do trabalho de Deus”

a)   Identifique a função sintática dos termos a raça humana e uma semana do trabalho de Deus.

A raça humana: sujeito; uma semana do trabalho de Deus: predicativo do sujeito.

 

b)   Classifique o predicado dessa oração.

         Predicado nominal

c)   Que outras estrofes apresentam uma estrutura sintática semelhante?

          2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 7ª

d)   Qual é a única estrofe que apresenta uma estrutura sintática completamente diferente?

          6ª estrofe

3. Ao conceituar a raça humana, o eu lírico faz uso de uma linguagem figurada, metafórica, como neste verso: “A raça humana é a ferida acesa”.

a) Qual é a função sintática do termo a ferida acesa?

    predicativo do sujeito

b) Que outras metáforas são empregadas na 2ª estrofe com a mesma função sintática?

“Uma beleza, uma podridão”, “O fogo eterno e a morte”, “A morte e a ressurreição”.

c) Sobre a metáfora ferida acesa, Gil comenta: “Eu adorava essa expressão do Caetano Veloso, ‘ferida acesa’ [da canção ‘Luz do Sol’: ‘Marcha o homem sobre o chão / Leva no coração uma ferida acesa’], e resolvi transpô-la, traduzi-la para o contexto de ‘A raça humana’, ‘Ferida acesa’: como se o pus fosse luz...”. Explique as associações que Gil faz entre ferida acesa, pus e luz.

Se é ferida, então tem pus, parte da podridão e da morte. Mas, se está acesa, então tem luz, vida.

4. Observe este trecho da canção: “A raça humana risca, rabisca, pinta / A tinta, a lápis, carvão ou giz / O rosto da saudade”.

a) Qual é a predicação dos verbos riscar, rabiscar e pintar?

São verbos transitivos diretos.

b) Logo, que tipo de predicado essas orações possuem?

Predicados verbais.

5. Como conclusão de estudo, compare estes dois trechos quanto ao sentido e ao tipo de predicado:

I. “A raça humana é

Uma semana

Do trabalho de Deus”

II. “A raça humana risca, rabisca, pinta

A tinta, a lápis, carvão ou giz

O rosto da saudade

Que traz do Gênesis”

Em seguida, indique os itens que traduzem afirmações apropriadas sobre o texto:

a) São empregadas duas estruturas sintáticas distintas, com diferentes finalidades: o predicado nominal é empregado quando se quer conceituar a raça humana: “A raça humana é [...]”; o predicado verbal, com verbos transitivos, quando se quer dizer o que a raça humana faz.

b) Os verbos de ligação facilitam a construção das metáforas, que desempenham a função sintática de predicativo do sujeito, o núcleo do predicado verbal.

c) Tanto nas estrofes em que predomina o predicado nominal (o que o homem é) quanto naquela em que predomina o predicado verbal (o que o homem faz), tudo lembra o Gênesis, o que comprova a abordagem mítica do tema.

d) A “Grande Síntese” a que faz referência o texto é a raça humana.

e) A “semana santa” a que faz referência o texto é a semana da criação do mundo.

domingo, 20 de dezembro de 2020

MÚSICA(ATIVIDADES): ANDAR COM FÉ - GILBERTO GIL - COM GABARITO

 MÚSICA(Atividades): Andar com fé

                                                    Gilberto Gil/Caetano Veloso

Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá

Que a fé 'tá na mulher
A fé 'tá na cobra coral
Oh oh
Num pedaço de pão

A fé 'tá na maré
Na lâmina de um punhal
Oh oh
Na luz, na escuridão
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá olêlê
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Olálá

Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Oh menina
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá

A fé 'tá na manhã
A fé 'tá no anoitecer
Oh oh
No calor do verão

A fé 'tá viva e sã
A fé também 'tá prá morrer
Oh oh
Triste na solidão

Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Oh menina
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá

Andá com fé eu vou
Que a fé não…


Entendendo a canção

1 – As palavras abreviadas e expressões populares utilizadas na letra da canção provocam efeito de:

a)   formalidade.

b)   comicidade.

c)   descrença.

d)   informalidade.

 2 – Antítese é a figura da linguagem em que ideias contrárias são colocadas lado a lado. Na letra da canção, há antítese em:

a)   “Triste na solidão/Andá com fé eu vou.”

b)   “A fé tá na maré/Na lâmina de um punhal.”

c)   “A fé tá viva e sã/A fé também tá pra morrer.”

d)   “Que a fé não costuma faiá/Que a fé tá na mulher.”

 

3 – De que se trata a canção?

      Ela aponta para o horizonte na busca da ressignificação do eu.

 4 – A primeira estrofe o eu lírico entoa-se o mantra “Andá com fé eu vou/que a fé não costuma faiá/Andá com fé eu vou/que a fé não costuma faiá”, e assim repete-se até o próximo verso, intercalando-se.

   Com que sentido o eu lírico usa do artifício da repetição?

    Ele puxa o sentido da reza, oração, vozes incessantes evocando, chamando, para a materialização do pedido. Vá com fé, gana, graça, acredite.

 5 – Por que o eu lírico usa a expressão “Faiá”?

       Ele personifica o pedido da pessoa humilde, desprovida de bens, a fé e a certeza da oração, por ser quem é, do jeito que é.

 6 – No verso: “Na luz, na escuridão”. Que sentido tem na canção referente a fé?

      Que em todas as situações a fé não o abandona, na alternância contínua de momentos.

7 – Após analisar a letra da canção responda: a temática é positiva ou negativa. Em seguida, explique por quê?

       Positiva. Porque a fé é algo tão pessoal, tem vários significados, distintos a cada pessoa, um artifício para o caminho parecer menos amargo, para dar sentido, o farol distante que nos guia, uma doce ilusão, a verde esperança... Contudo, andá com fé meu povo... entoa este canto, a fé não costuma faiá.


8 – Que tipo de linguagem há nessa canção?

       Apresenta uma linguagem sociocultural marcado pelo regionalismo.

9 – Que mensagem traz essa canção em tempos atuais, diante da Pandemia?

     Neste momento independente de religiões, através da prece tentamos ouvir a serena voz e o som do silêncio que nem sempre tão claro e de fácil compreensão; em tempos sombrios, de mudanças, crises e de certa desesperança, o remédio é andar com fé, pois esta não costuma falhar, jamais.