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sexta-feira, 12 de junho de 2026

MÚSICA (ATIVIDADES): PEDRO PEDREIRO - CHICO BUARQUE - COM GABARITO

 Música (Atividades): Pedro pedreiro

          Chico Buarque

Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
Manhã parece, carece de esperar também
Para o bem de quem tem bem de quem não tem vintém
Pedro pedreiro fica assim pensando.

 

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhoscJzgOI1zQsiL8uLw0k5q8YX7f69cGtrSUHaU_X35fEFyqF9CjUIAQlP1Uxlf6h227bxlisG_XnllCeRYt63YQtgYo3n_XfZ2GvR8K48qcl6g_z3g_twoTJyD97QOyJ0UeXJUjFdjq77IQpdejuCALqaLBNvRZwMY7a12awLAjVJH0BBwoTMZvKsuIk/s320/images.jpg 

Assim pensando o tempo passa e a gente vai ficando prá trás
Esperando, esperando, esperando, esperando o sol esperando o trem,

Esperando aumento desde o ano passado para o mês que vem

Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
Manhã parece, carece de esperar também
Para o bem de quem tem bem de quem não tem vintém.

 

Pedro pedreiro espera o carnaval

E a sorte grande do bilhete pela federal todo mês
Esperando, esperando, esperando, esperando o sol
Esperando o trem, esperando aumento para o mês que vem
Esperando a festa, esperando a sorte
E a mulher de Pedro, esperando um filho prá esperar também

Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
Manhã parece, carece de esperar também
Para o bem de quem tem bem de quem não tem vintém.

 

Pedro pedreiro tá esperando a morte
Ou esperando o dia de voltar pro Norte
Pedro não sabe mas talvez no fundo

Espere alguma coisa mais linda que o mundo
Maior do que o mar, mas prá que sonhar se dá

O desespero de esperar demais.


Pedro pedreiro quer voltar atrás, quer ser 

Pedreiro pobre e nada mais, sem ficar
Esperando, esperando, esperando, esperando o sol
Esperando o trem, esperando aumento para o mês que vem
Esperando um filho prá esperar também
Esperando a festa, esperando a sorte,

Esperando a morte, esperando o Norte
Esperando o dia de esperar ninguém,

Esperando enfim, nada mais além
Da esperança aflita, bendita.

Infinita do apito de um trem
Pedro pedreiro pedreiro esperando
Pedro pedreiro pedreiro esperando
Pedro pedreiro pedreiro esperando o trem
Que já vem...
Que já vem...
Que já vem...

 

Entendendo a música:

01 – Quem é Pedro, personagem da música de Chico Buarque?

      Pedro representa o trabalhador braçal brasileiro (especificamente um pedreiro), pertencente às classes mais desfavorecidas. Ele é o símbolo do cidadão comum, periférico, que vive na dependência do transporte público, de salários baixos e da eterna promessa de uma vida melhor que nunca chega.

 

02 – Por que a personagem se chama Pedro?

      O nome "Pedro" é um dos nomes mais comuns e populares no Brasil. Ao escolhê-lo, Chico Buarque não está falando de um indivíduo isolado, mas sim criando um personagem-tipo. "Pedro" representa qualquer trabalhador, a massa anônima que constrói as cidades, mas que permanece invisível para a sociedade. Além disso, cria um forte efeito sonoro de aliteração com a palavra "pedreiro" (Pedro pedreiro penseiro...).

 

03 – O que você entende da seguinte passagem de Pedro pedreiro: “esperando o sol, esperando o trem, esperando aumento desde o ano passado para o mês que vem”?

      Essa passagem resume a rotina alienante e a falsa esperança do trabalhador. Ele espera o sol (o amanhecer para começar a jornada), o trem (a condução diária) e o aumento salarial, que é sempre adiado pelos patrões ou pela inflação ("desde o ano passado para o mês que vem"). Mostra que a vida de Pedro é pautada por promessas e expectativas que nunca se concretizam no presente.

 

04 – Quantas vezes o verbo esperar e suas conjugações são repetidos na música? Que efeito de sentido essa repetição provoca?

      O verbo "esperar" e suas derivações (esperando, espera, espere, esperança) aparecem cerca de 37 vezes ao longo da letra.

      O efeito de sentido dessa repetição exaustiva é imitar a monotonia, o cansaço e a estagnação da vida de Pedro. A música faz o ouvinte "cansar" de tanto ouvir a palavra, traduzindo artisticamente a sensação de uma vida onde nada acontece e o tempo passa devagar na rotina do trabalhador.

 

05 – Reescreva a 5ª estrofe da música, de “Pedro pedreiro” até “apito de um trem”, evitando repetir a palavra “esperando”. Feito isso, compare a sua versão com a versão original. Elas provocam o mesmo impacto no leitor? Explique.

      "Pedro pedreiro quer voltar atrás, quer ser pedreiro pobre e nada mais, sem ficar aguardando o sol, na expectativa do trem, na ambição do aumento para o mês que vem. Na contagem regressiva para o filho que vai nascer, no desejo da festa, na busca pela sorte, na iminência da morte, na saudade do Norte. Na torcida pelo dia de não aguardar ninguém, querendo enfim, nada mais além da esperança aflita, bendita, infinita do apito de um trem."

      Comparação: Não, elas não provocam o mesmo impacto. A substituição por sinônimos elimina o efeito de "looping" e a angústia da repetição original. A versão de Chico Buarque é impactante justamente porque a palavra "esperando" funciona como as engrenagens de um relógio ou o som rítmico do próprio trem. Sem ela, o texto vira uma lista comum de desejos.

 

06 – Por que o verbo esperar é usado predominantemente no gerúndio?

      O gerúndio ("esperando") indica uma ação contínua, prolongada e que não tem fim. Se o autor usasse o presente ("Pedro espera"), pareceria uma ação pontual. O gerúndio reforça a ideia de que a vida de Pedro é um eterno processo de aguardar; ele está permanentemente travado nessa condição.

 

07 – Os versos: “Pedro pedreiro tá esperando a morte//Ou esperando o dia de voltar pro Norte” retratam a realidade de muitos brasileiros. Quem são eles e que realidade é essa?

      Retratam a realidade dos migrantes nordestinos (historicamente chamados de "baianos" ou "do Norte" no Sudeste). Eles deixavam suas terras natais fugindo da seca e da pobreza em busca de oportunidades nas grandes metrópoles (como São Paulo e Rio de Janeiro), mas acabavam encontrando subempregos, moradias precárias e uma vida de privações, restando-lhes apenas o sonho romântico de um dia voltar para casa.

 

08 – Que sentidos podemos atribuir à palavra “norte” usada nesse texto?

      Podemos atribuir dois sentidos principais:

      Sentido Geográfico/Literal: A região de origem do trabalhador (o Nordeste/Norte do Brasil), o seu lar.

      Sentido Figurado: Um "norte" como sinônimo de direção, sentido ou propósito de vida. Pedro está perdido na rotina e busca um rumo para sua existência.

 

09 – Por que Pedro pedreiro “quer voltar atrás, quer ser pedreiro pobre e nada mais”?

      Porque a dinâmica de "esperar" por tantas coisas (aumento, sorte, futuro do filho) gera uma ansiedade e um sofrimento psicológico insuportáveis ("se dá o desespero de esperar demais"). Pedro sente que a ambição e a esperança o escravizam. Ele prefere a ignorância e a pobreza absoluta, desde que isso o liberte da tortura mental de viver esperando por um futuro que nunca chega.

 

10 – Quando se diz: “Pedro não sabe, mas talvez no fundo//Espere alguma coisa mais linda que o mundo”, que coisa mais linda poderia ser essa?

      Essa "coisa mais linda" pode ser interpretada como a libertação plena, a dignidade humana ou a justiça social. Mesmo alienado e sem conseguir verbalizar, no fundo do seu ser, Pedro anseia por um mundo ideal, onde o homem não seja explorado e onde a vida não seja resumida apenas a trabalhar e pegar o trem.

 

11 – O verso: “Esperando um filho pra esperar também” revela um ciclo difícil de se romper no Brasil. Que ciclo é esse? Por que ele acontece e como ele poderia ser quebrado?

      O Ciclo: É o ciclo da pobreza hereditária e da falta de mobilidade social. O filho do pedreiro está fadado a ter o mesmo destino social e econômico do pai.

      Por que acontece: Devido à desigualdade estrutural, falta de acesso a empregos dignos e salários justos que assolam as classes mais baixas.

      Como quebrar: Através de políticas públicas profundas, principalmente com educação pública de alta qualidade, distribuição de renda, oportunidades de emprego e acesso à cultura para as periferias.

 

12 – O que nos sugere o efeito sonoro produzido pelo final da música: “que já vem...// que já vem...// que já vem... que já vem...”?

      O ritmo decrescente e repetitivo mimetiza o som do trem freando na estação, aproximando-se da plataforma. Ao mesmo tempo, ironiza a própria dinâmica da vida de Pedro: após passar a música inteira parado esperando, finalmente algo (o trem/o futuro) parece estar chegando, mas a música acaba, deixando o desfecho em aberto.

 

13 – Pode-se dizer que Pedro pedreiro é um homem esperançoso? Justifique sua resposta.

      É uma resposta ambígua. Pedro vive da "esperança", mas não de uma esperança ativa (de quem luta para mudar), e sim de uma esperança passiva (daquele que apenas aguarda o destino). A própria letra chama essa esperança de "aflita" e diz que ela dá o "desespero de esperar demais". Portanto, ele é esperançoso por necessidade de sobrevivência psicológica, mas essa esperança é o seu próprio castigo.

sexta-feira, 6 de março de 2026

MÚSICA(ATIVIDADES) - BYE BYE, BRASIL - CHICO BUARQUE & ROBERTO MENESCAL - COM GABARITO

 Música (Atividades) -Bye Bye, Brasil

                                  Chico Buarque & Roberto Menescal

 Oi, coração,

Não dá pra falar muito não,

Espera passar o avião.

Assim que o inverno passar,

Eu acho que vou te buscar,

Aqui tá fazendo calor,

Deu pane no ventilador,

Já tem fliperama em Macau,

Tomei a costeira em Belém do Pará,

Puseram uma usina no mar,

Talvez fique ruim pra pescar,

Meu amor.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEir6Lw0muHWy3x1iSHha46KnnYT_FYzaH_t2O23vBg7E-ApdHjI7-ruZBoHEoUgCI4H71FTx0-7qyk7M9Aim6PQv__CDLQIcMkX8bqt71NJ9YsbDNsHh_94NWKnMXVmM0yjLbZrsxubgY2EIlWt7N87qzWPYP5htDC0uixtekP8Jw0RriCfhx5-LXrtnyM/s1600/CHICO.jpg


No Tocantins,

O chefe dos parintintins 

Vidrou na minha calça Lee,

Eu vi uns patins pra você,

Eu vi um Brasil na TV,

Capaz de cair um toró,

Estou me sentindo tão só,

Oh, tenha dó de mim.

Pintou uma chance legal,

Um lance lá na capital,

Nem tem que ter ginasial,

Meu amor.

No Tabariz,

O som é que nem os Bee Gees,

Dancei com uma dona infeliz,

Que tem um tufão nos quadris,

Tem um japonês trás de mim,

Eu vou dar um pulo em Manaus,

Aqui tá quarenta e dois graus,

O sol nunca mais vai se pôr,

Eu tenho saudades da nossa canção,

Saudades de roça e sertão,

Bom mesmo é ter um caminhão,

Meu amor.

Baby, bye, bye,

Abraços na mãe e no pai,

Eu acho que vou desligar,

As fichas já vão terminar,

Eu vou me mandar de trenó

Pra Rua do Sol, Maceió,

Peguei uma doença em Ilhéus,

Mas já tô quase bom.

Em março vou pro Ceará,

Com a bênção do meu orixá,

Eu acho bauxita por lá,

Meu amor.

Bye, bye Brasil,

A última ficha caiu ,

Eu penso em vocês night and day,

Explica que tá tudo okay,

Eu só ando dentro da lei,

Eu quero voltar, podes crer,

Eu vi um Brasil na TV,

Peguei uma doença em Belém,

Agora já tá tudo bem,

Mas a ligação tá no fim,

Tem um japonês trás de mim,

Aquela aquarela mudou,

Na estrada peguei uma cor,

Capaz de cair um toró,

Estou me sentindo um jiló,

Eu tenho tesão é no mar,

Assim que o inverno passar,

Bateu uma saudade de ti,

Tô a fim de encarar um siri,

Com a bênção do Nosso Senhor,

O sol nunca mais vai se pôr.

 

Entendendo a canção

 

01. Sobre o eu lírico da canção, onde ele se encontra e como ele se comunica com a pessoa amada?

 a. Ele está em um orelhão (telefone público) em trânsito pelo Brasil.

 b. Ele está em casa escrevendo uma carta sobre suas viagens.

 c.  Ele é um locutor de rádio transmitindo notícias de várias capitais.

 d. Ele está em uma viagem de férias fixa em Maceió.

 02. No verso 'Aquelas aquarelas mudaram', há uma referência cultural à famosa música 'Aquarela do Brasil'. O que essa mudança sugere no contexto da canção?

 a. Que a imagem romântica e idealizada do Brasil deu lugar a um país em processo de modernização e industrialização.

b. Que a natureza brasileira permanece intocada e idêntica ao passado.

c. Que o Brasil ficou mais colorido e artístico com o passar do tempo.

d. Que o eu lírico não gosta mais de música brasileira antiga.

 03. Na estrofe que menciona 'o chefe dos parintintins vidrou na minha calça Lee', qual processo cultural está sendo representado?

a. A preservação total da cultura indígena contra influências externas.

b. A influência da cultura estrangeira e do consumo atingindo até os lugares mais remotos do Brasil.

c. A exportação de produtos brasileiros para tribos de outros países.

d. O desinteresse dos brasileiros pela tecnologia da televisão.

04.  A expressão 'Capaz de cair um toró' é um exemplo de qual nível de linguagem?

a.  Linguagem coloquial e informal.

b. Linguagem técnica e científica.

c.  Linguagem culta e formal.

d.  Linguagem arcaica e em desuso.

05. No verso 'Estou me sentindo um jiló', o eu lírico utiliza uma figura de linguagem para expressar seu sentimento. Qual é essa figura e o que ela significa?

a. Metáfora, indicando que ele se sente amargurado ou solitário.

b. Eufemismo, para suavizar uma notícia boa.

c.  Personificação, dando vida ao jiló.

d.  Hipérbole, exagerando o tamanho do seu corpo.

 06. A letra mistura termos em português com estrangeirismos como 'Bye bye', 'Night and day' e 'Okay'. Qual o objetivo dessa mistura no texto?

a.   Indicar que a música foi escrita para ser gravada nos Estados Unidos.

b.   Provar que a língua inglesa é mais bonita que a portuguesa.

c.   Mostrar que o eu lírico não sabe falar português corretamente.

d.    Refletir a 'invasão' da cultura e língua inglesa no cotidiano brasileiro da época.

07. Ao final da música, o eu lírico diz: 'Eu tenho saudades da nossa canção / Saudades de roça e sertão'. O que esses versos revelam sobre o sentimento dele?

a. Que ele está feliz com a poluição sonora das fábricas e usinas.

b. Que ele decidiu se tornar um agricultor no futuro.

c. Uma nostalgia por um Brasil mais simples e tradicional que está desaparecendo com a modernidade.

d. Que ele prefere viver nas grandes capitais e nunca mais voltar.

 

 

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

MÚSICA (ATIVIDADES): SAMBA DE ORLY - CHICO BUARQUE - COM GABARITO

 Música (Atividades): Samba de Orly

            Chico Buarque

Vai, meu irmão
Pega esse avião
Você tem razão de correr assim
Desse frio, mas beija
O meu Rio de Janeiro
Antes que um aventureiro
Lance mão

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh5u8G4FLJcc4La1XVwFboDu0MZmAEOV3kVufKXkmg5LWLTVNwGoMx4XPpcQdjse-cnmw2ALEY40Ivvzk2JA5NBWqEsQDD2heaXNM5s3U_oV2EyzkfbD2BOUJEeEGVWtvw8sp2DaPqvHXg_4UkhNsbdZCTDObuheqapCQcW7kB8kUNzxYQSiUIrXrcx9Oo/s320/ORLY.jpg


Pede perdão
Pela duração dessa temporada
Mas não diga nada
Que me viu chorando
E pros da pesada
Diz que eu vou levando
Vê como é que anda
Aquela vida à toa
E se puder me manda
Uma notícia boa

Vai, meu irmão
Pega esse avião
Você tem razão de correr assim
Desse frio, mas beija
O meu Rio de Janeiro
Antes que um aventureiro
Lance mão

Pede perdão
Pela duração dessa temporada
Mas não diga nada
Que me viu chorando
E pros da pesada
Diz que eu vou levando
Vê como é que anda
Aquela vida à toa
E se puder me manda
Uma notícia boa

Vai, meu irmão
Pega esse avião
Você tem razão

Mas não diga nada
Que me viu chorando
E pros da pesada
Diz que eu vou levando

Pede perdão
Pela duração dessa temporada

Vê como é que anda
Aquela vida à toa
E se puder me manda
Uma notícia boa.

Composição: Chico Buarque / Toquinho / Vinícius de Moraes. A arte de Chico Buarque.

Fonte: Gramática da Língua Portuguesa Uso e Abuso. Suzana d’Avila – Volume Único. Editora do Brasil S/A. Ensino de 1º grau. 1997. p. 110.

Entendendo a música:

01 – Qual é a provável localização do eu lírico (o falante) no início da canção e qual a implicação do nome "Orly" no título?

      O eu lírico está em um local frio e fora do Brasil, provavelmente em exílio. Orly é o principal aeroporto de Paris, na França. O título sugere que a canção é cantada em um momento de despedida, onde o "irmão" está prestes a embarcar, e alude diretamente à experiência de exílio de muitos artistas brasileiros durante a Ditadura Militar (período em que a canção foi criada).

02 – Qual é o papel do eu lírico e qual é a função do "irmão" na narrativa da canção?

      O eu lírico é aquele que permanece na situação de dificuldade, sendo o portador da tristeza e da saudade. Ele é o elo de ligação com a terra natal. O "irmão" é o mensageiro e o emissário, a pessoa que consegue ir embora (do exílio) ou retornar ao Brasil, a quem o eu lírico confia pedidos e instruções.

03 – O que a frase "Beija o meu Rio de Janeiro / Antes que um aventureiro / Lance mão" sugere no contexto da canção de Chico Buarque?

      A frase contém uma advertência de natureza política. No contexto da época, o "aventureiro" é uma metáfora para uma força externa ou autoritária (implica-se o regime militar) que pode tomar, corromper ou danificar o país. O eu lírico pede ao irmão que vá logo, antes que seja tarde demais para a pátria.

04 – O eu lírico dá duas instruções principais ao "irmão" relacionadas ao seu próprio estado emocional e à sua imagem pública. Quais são elas?

      As duas instruções são:

      "Mas não diga nada / Que me viu chorando": O eu lírico pede para que o irmão esconda sua vulnerabilidade e tristeza.

      "E pros da pesada / Diz que eu vou levando": O eu lírico pede para que o irmão transmita uma imagem de resiliência e força aparente às autoridades ou aos oponentes ("os da pesada"), mostrando que ele está suportando a situação.

05 – Analise o contraste entre o pedido para "Vê como é que anda / Aquela vida à toa" e a realidade histórica implícita na canção.

      A expressão "vida à toa" remete à alegria, à despreocupação e à leveza que são características culturais do Rio de Janeiro e do samba. O contraste é irônico: o eu lírico pede que o irmão verifique se o Brasil ainda mantém sua essência alegre, sugerindo que a realidade da ditadura militar e a censura provavelmente sufocaram ou limitaram essa vida livre e "à toa" no país.

06 – Por que o eu lírico pede especificamente por uma "notícia boa" ao invés de apenas pedir informações sobre amigos ou família?

      O pedido por uma "notícia boa" é um pedido de esperança que transcende o pessoal. O eu lírico não quer apenas detalhes do cotidiano; ele anseia por uma confirmação de que a situação política ou social do Brasil está melhorando, de que a liberdade retornou ou de que o perigo cessou. Essa seria a verdadeira "notícia boa" para alguém sofrendo com o exílio ou a repressão.

07 – Qual é o recurso de repetição mais notável e como ele se relaciona com a forma musical do samba?

      O recurso mais notável é a Anáfora ("Vai, meu irmão," "A tua presença") e a repetição integral das estrofes centrais. Ele é eficaz porque imita o ritmo cíclico e insistente do samba e da canção popular, reforçando a mensagem principal (o lamento, a despedida e as instruções) de forma a dar à canção um tom de súplica constante e a sensação de que a saudade e o sofrimento do eu lírico se repetem.

 

 

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

MÚSICA(ATIVIDADES): RETRATO EM BRANCO E PRETO - TOM JOBIM E CHICO BUARQUE - COM GABARITO

 Música (Atividade): Retrato em branco e preto

            Tom Jobim e Chico Buarque

Já conheço os passos dessa estrada

Sei que não vai dar em nada

Seus segredos sei de cor

Já conheço as pedras do caminho

E sei também que ali sozinho

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh2sQZsKA9TboJUaZU0FRcJDF2dNWaJDBlU-5vIClLcwJMpzWB6AvSl_i3J1CoSUWuxUC4hK6TBCD4gXw09Z20swb8t7JgwItq2i0Ueq4XV4Ln4TWpA4LtzoL7TxdcELujqnLhGhrshg5nvqsG7CbA33IoaxW_y_BVBOEJIUnMKwaOk85pUQ_5am9wRhlM/s320/hqdefault.jpg


Eu vou ficar tanto pior

O que é que eu posso contra o encanto

Desse amor que eu nego tanto

Evito tanto

E que no entanto

Volta sempre a enfeitiçar

Com seus mesmos tristes, velhos fatos

Que num álbum de retratos

Eu teimo em colecionar

Lá vou eu, de novo como um tolo

Procurar o desconsolo

Que cansei de conhecer

Novos dias tristes, noites claras

Versos cartas, minha cara

Ainda volto a lhe escrever

Para lhe dizer que isso é pecado

Eu trago o peito tão marcado

De lembranças do passado

E você sabe a razão

Vou colecionar mais um soneto

Outro retrato em branco e preto

A maltratar meu coração.

Ed. Musical Arlequim Ltda, 1968.

Entendendo a música:

01 – Que tipo de conhecimento o eu lírico afirma ter sobre o relacionamento?

      O eu lírico afirma que já conhece os passos dessa estrada e sabe que "não vai dar em nada". Ele conhece "os segredos" e "as pedras do caminho" de cor, indicando uma experiência prévia e repetitiva com o término e a dor desse relacionamento.

02 – Qual é a contradição central no comportamento do eu lírico em relação ao amor?

      A contradição central é que, apesar de negar e evitar tanto esse amor, ele "volta sempre a enfeitiçar". O eu lírico reconhece que a insistência nesse sentimento o levará a um "desconsolo" que ele já cansou de conhecer, mas ainda assim cede ao seu encanto.

03 – A que o eu lírico compara a sua teimosia em revisitar as lembranças desse amor?

      O eu lírico compara sua teimosia em revisitar as lembranças desse amor a colecionar "seus mesmos tristes, velhos fatos" num "álbum de retratos". Essa metáfora visual sugere a persistência em guardar e reviver memórias, mesmo que dolorosas.

04 – O que o eu lírico ainda pretende fazer, mesmo sabendo o desfecho negativo, e para qual finalidade?

      Mesmo sabendo do desfecho negativo, o eu lírico ainda pretende escrever "versos, cartas" para a pessoa amada. A finalidade é "lhe dizer que isso é pecado", ou seja, expressar o sofrimento e a dor que ela lhe causou, marcada pelas "lembranças do passado".

05 – Qual é a imagem final usada para descrever o impacto desse amor no coração do eu lírico?

      A imagem final utilizada é a de que ele vai colecionar "mais um soneto" e "outro retrato em branco e preto / A maltratar meu coração". Essa imagem reforça a ideia de que a cada revisita a esse amor, mais uma lembrança dolorosa é adicionada à sua coleção de sofrimento, que não possui cores vibrantes, apenas o luto e a melancolia do preto e branco.

 

 

domingo, 27 de julho de 2025

MÚSICA(ATIVIDADES): ODE AOS RATOS - CHICO BUARQUE - COM GABARITO

 Música (Atividades): Ode Aos Ratos

             Chico Buarque

Rato de rua
Irrequieta criatura
Tribo em frenética proliferação
Lúbrico, libidinoso transeunte
Boca de estômago
Atrás do seu quinhão

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgeQ5aXV7qJnSE6Lcd2dm71_xxRSU_A1V12v0yVv6JCpOtHBIGuIqz4DgdwPFXhBuvYl69KWP-IUhAkHnPUs10OsjPnTDMVee92N_qtOv7jwj2Ya0kjj2-H9OkFEsFU2Bp6Cgp1cEAJ6yaCCUrB2Jo2KEdJlAR19Y1ZE2bcUAnRpJEz4JneaoNGzyk094M/s1600/CHICO.jpg


Vão aos magotes
A dar com um pau
Levando o terror
Do parking ao living
Do shopping center ao léu
Do cano de esgoto
Pro topo do arranha-céu

Rato de rua
Aborígene do lodo
Fuça gelada
Couraça de sabão
Quase risonho
Profanador de tumba
Sobrevivente
À chacina e à lei do cão

Saqueador da metrópole
Tenaz roedor
De toda esperança
Estuporador da ilusão
Ó meu semelhante
Filho de Deus, meu irmão

Rato
Rato que rói a roupa
Que rói a rapa do rei do morro
Que rói a roda do carro
Que rói o carro, que rói o ferro
Que rói o barro, rói o morro
Rato que rói o rato
Ra-rato, ra-rato
Roto que ri do roto
Que rói o farrapo
Do esfarra-rapado
Que mete a ripa, arranca rabo
Rato ruim
Rato que rói a rosa
Rói o riso da moça
E ruma rua arriba
Em sua rota de rato.

Composição: Chico Buarque / Têtes Raides. Disponível em: http://www.chicobuarque.com.br/construcao/mestre.asp?pg=ode_ratos_01.htm. Acesso em: 16 mr. 2015.

Fonte: Universos – Língua Portuguesa – Ensino fundamental – Anos finais – 6º ano – Camila Sequetto Pereira; Fernanda Pinheiro Barros; Luciana Mariz. Edições SM. São Paulo. 3ª edição, 2015. p. 232.

Entendendo a música:

01 – Qual das seguintes descrições melhor caracteriza o "rato de rua" conforme a primeira estrofe da canção?

A – Um animal prolífico, agitado e em busca constante de sustento.

B – Um roedor de hábitos noturnos e comportamento discreto.

C – Um ser passivo que busca apenas abrigo.

D – Uma criatura solitária e inofensiva.

02 – De acordo com a segunda estrofe, quais são os locais que os ratos "vão aos magotes", indicando sua capacidade de invasão?

A – Uma variedade de ambientes, do subterrâneo aos pontos mais altos da cidade.

B – Exclusivamente espaços de lazer e compras.

C – Somente áreas residenciais e comércios.

D – Apenas áreas urbanas restritas como estacionamentos e esgotos.

03 – A frase "Sobrevivente À chacina e à lei do cão" (terceira estrofe) sugere que o rato é:

A – Uma vítima constante da perseguição humana, sem capacidade de resistência.

B – Um roedor que evita o contato com humanos e se esconde em locais seguros.

C – Uma criatura resiliente, capaz de resistir a ambientes hostis e tentativas de extermínio.

D – Um animal frágil que facilmente sucumbe às adversidades da cidade.

04 – Ao se referir ao rato como "Ó meu semelhante Filho de Deus, meu irmão", o eu-lírico expressa:

A – Um sentimento de repulsa e condenação pela natureza destrutiva do animal.

B – Uma ironia sobre a convivência forçada entre humanos e ratos na cidade.

C – Uma identificação surpreendente e uma reflexão sobre a condição humana.

D – A resignação diante da impossibilidade de erradicar a praga urbana.

05 – Na última estrofe, a repetição do verbo "rói" enfatiza qual característica dos ratos?

A – Sua agilidade e rapidez de movimento.

B – Sua capacidade de reprodução e proliferação.

C – Sua preferência por determinados tipos de alimento.

D – Sua persistência e o poder de destruição gradual e abrangente.

 

 

domingo, 27 de abril de 2025

MÚSICA(ATIVIDADES): GENI E O ZEPELIM - CHICO BUARQUE - COM GABARITO

 Música (Atividades): Geni e o Zepelim

              Chico Buarque

De tudo que é nego torto
Do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada
O seu corpo é dos errantes
Dos cegos, dos retirantes
É de quem não tem mais nada

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Dá-se assim desde menina
Na garagem, na cantina
Atrás do tanque, no mato
É a rainha dos detentos
Das loucas, dos lazarentos
Dos moleques do internato

E também vai amiúde
Com os velhinhos sem saúde
E as viúvas sem porvir
Ela é um poço de bondade
E é por isso que a cidade
Vive sempre a repetir

Joga pedra na Geni!
Joga pedra na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!
Maldita Geni!

Um dia surgiu, brilhante
Entre as nuvens, flutuante
Um enorme zepelim
Pairou sobre os edifícios
Abriu dois mil orifícios
Com dois mil canhões assim

A cidade apavorada
Se quedou paralisada
Pronta pra virar geleia
Mas do zepelim gigante
Desceu o seu comandante
Dizendo: Mudei de ideia!

Quando vi nesta cidade
Tanto horror e iniquidade
Resolvi tudo explodir
Mas posso evitar o drama
Se aquela formosa dama
Esta noite me servir

Essa dama era Geni!
Mas não pode ser Geni!
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni!

Mas de fato, logo ela
Tão coitada e tão singela
Cativara o forasteiro
O guerreiro tão vistoso
Tão temido e poderoso
Era dela, prisioneiro

Acontece que a donzela
(E isso era segredo dela)
Também tinha seus caprichos
E ao deitar com homem tão nobre
Tão cheirando a brilho e a cobre
Preferia amar com os bichos

Ao ouvir tal heresia
A cidade em romaria
Foi beijar a sua mão
O prefeito de joelhos
O bispo de olhos vermelhos
E o banqueiro com um milhão

Vai com ele, vai, Geni!
Vai com ele, vai, Geni!
Você pode nos salvar
Você vai nos redimir
Você dá pra qualquer um
Bendita Geni!

Foram tantos os pedidos
Tão sinceros, tão sentidos
Que ela dominou seu asco
Nessa noite lancinante
Entregou-se a tal amante
Como quem dá-se ao carrasco

Ele fez tanta sujeira
Lambuzou-se a noite inteira
Até ficar saciado
E nem bem amanhecia
Partiu numa nuvem fria
Com seu zepelim prateado

Num suspiro aliviado
Ela se virou de lado
E tentou até sorrir
Mas logo raiou o dia
E a cidade em cantoria
Não deixou ela dormir

Joga pedra na Geni!
Joga bosta na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!
Maldita Geni!

Joga pedra na Geni!
Joga bosta na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!
Maldita Geni!

Chico Buarque. Geni e Zepelim.

Fonte: Livro – Português: Linguagens, 2. William Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães, 9ª Ed. – Ensino médio. São Paulo: Saraiva, 2013. p. 392.

Atividades da música:

01 – Como a figura de Geni é inicialmente apresentada na música em relação à sociedade e a quem ela se dedica?

      Geni é apresentada como uma figura marginalizada, ligada a locais como o mangue e o cais do porto, e que se relaciona intimamente com os excluídos da sociedade: errantes, cegos, retirantes, detentos, loucos, lazarentos, moleques de internato, velhinhos doentes e viúvas. Ela é descrita como alguém que se doa a todos eles.

02 – Qual a atitude da cidade em relação a Geni, expressa no refrão, e como essa atitude se justifica na narrativa?

      A atitude da cidade em relação a Geni é de agressão e desprezo, expressa no refrão "Joga pedra na Geni! Ela é feita pra apanhar! Ela é boa de cuspir! Ela dá pra qualquer um! Maldita Geni!". Essa atitude se justifica pela sua promiscuidade e pela forma como ela se relaciona com os marginalizados, sendo vista como impura e merecedora de punição.

03 – Qual o evento extraordinário que interrompe a rotina da cidade e qual a ameaça que ele representa?

      A chegada de um enorme zepelim brilhante e armado com dois mil canhões interrompe a rotina da cidade. A ameaça é de destruição total, pois o comandante do zepelim anuncia sua intenção de explodir a cidade devido à "tanto horror e iniquidade" que presenciou.

04 – Qual a condição imposta pelo comandante do zepelim para poupar a cidade da destruição e quem é a pessoa escolhida para cumprir essa condição?

      A condição imposta pelo comandante para poupar a cidade é que "aquela formosa dama" o sirva naquela noite. Essa dama é Geni.

05 – Qual a reação inicial da cidade ao saber que Geni é a pessoa que pode salvá-los e como essa reação se transforma ao longo da negociação?

      A reação inicial da cidade é de incredulidade e repulsa, expressa na repetição do refrão depreciativo sobre Geni. No entanto, diante da ameaça iminente, a cidade muda radicalmente sua atitude, implorando para que Geni aceite a proposta do comandante, chegando a beijar sua mão e chamá-la de "Bendita Geni!".

06 – Qual a preferência íntima de Geni em relação aos seus amantes e como essa preferência se manifesta na noite em que ela se entrega ao comandante?

      Geni preferia amar com os bichos a deitar com um homem "tão nobre" e "cheirando a brilho e a cobre". Apesar de seu asco, ela se entrega ao comandante como quem se entrega a um carrasco, motivada pelos pedidos da cidade para salvá-los.

07 – Como a cidade reage após a partida do zepelim e do comandante, e qual a ironia presente nessa reação final?

      Após a partida do zepelim, a cidade sente um suspiro aliviado, mas logo ao raiar do dia, volta a hostilizar Geni com ainda mais intensidade, jogando pedras e bosta, e repetindo o refrão maldizente. A ironia reside na completa falta de gratidão e na persistência da crueldade da cidade em relação àquela que se sacrificou para salvá-los, mostrando a hipocrisia e a ingratidão da sociedade.

 

 

domingo, 9 de março de 2025

CONTO: CHAPEUZINHO AMARELO - (FRAGMENTO) - CHICO BUARQUE - COM GABARITO

 Conto: Chapeuzinho Amarelo – Fragmento 

           Chico Buarque

[...]

E Chapeuzinho amarelo,
de tanto pensar no LOBO,
de tanto sonhar com LOBO,
de tanto esperar o LOBO,
um dia topou com ele
que era assim:
carão de LOBO,
olhão de LOBO,
jeitão de LOBO,
e principalmente um bocão
tão grande que era capaz de comer duas avós,
um caçador, rei, princesa, sete panelas de arroz…
E um chapéu de sobremesa.

[...].

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiM4DIB5T4PDIMbuPIAJTWQKeYAZPYZEI17q28u2VZb9SjQj3XYVMFnujLptI7m6m0pI3Q58Z6ywJli2uOhBypRzIo4ScfNwQpUzKIejyNkf4MeXvUnu-FJFbLoxeMlu8i88gIbavszRhgkAFDpUmuPvxcIJxPGMs4L4srLWdP_i64wxlY3XhR7_ccePlY/s1600/CHAPEUZINHO.jpg


Chico Buarque. Chapeuzinho Amarelo. Rio de Janeiro: José Olympio, 2004.

Fonte: Português. Vontade de Saber. 6º ano – Rosemeire Alves / Tatiane Brugnerotto – 1ª edição – São Paulo – 2012. FTD. p. 89.

Entendendo o conto:

01 – Qual o principal medo de Chapeuzinho Amarelo?

      O principal medo de Chapeuzinho Amarelo é o Lobo Mau.

02 – O que Chapeuzinho Amarelo fazia devido ao medo do lobo?

      Chapeuzinho Amarelo pensava, sonhava e esperava pelo lobo constantemente.

03 – Como o lobo é descrito no conto?

      O lobo é descrito com "carão de LOBO, olhão de LOBO, jeitão de LOBO" e um bocão capaz de comer duas avós, um caçador, rei, princesa, sete panelas de arroz e um chapéu de sobremesa.

04 – O que o tamanho da boca do lobo sugere?

      O tamanho exagerado da boca do lobo sugere a intensidade do medo de Chapeuzinho Amarelo, que imagina o lobo como uma criatura monstruosa e capaz de tudo.

05 – Qual a diferença entre este lobo e o lobo da história tradicional da Chapeuzinho Vermelho?

      Este lobo é uma criação da imaginação de Chapeuzinho Amarelo, amplificada pelo medo, enquanto o lobo da história tradicional é um personagem real que interage com a protagonista.