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terça-feira, 2 de junho de 2026

CORDEL: CARTILHA DO POVO - FRAGMENTO - RAIMUNDO SANTA HELENA - COM GABARITO

 Cordel: Cartilha do Povo – Fragmento

           Raimundo Santa Helena

Ninguém nasceu neste mundo

Pra sofrer e virar Santo

Deus nos fez para gozar

Mais do que derramar pranto

Mas na panela do povo

Só tem farofa de ovo

Quando almoço não janto.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj5jp_FHL-G11_XttepX_dxQyScecWx5IHwTDM4NKV_injnWYN_uzjQfFfHpMRmbH5JUV6leob0tpBh4cg064TyqPKqpIyCTsd8LhQff7-SXsDtf5vIqkG7mZRe8dXZzFvo_7jAxbrGNyuH_1M1jcUHLyOSl1UP7ctghB_Fy9h_fVxKo4VC9-VUDB1FWo8/s1600/images.jpg


E todo trabalhador

Ao teto vai ter direito

Um salário compatível

Pelo que faz ou foi feito

Quem lavrar terra é dono

Não haverá abandono

Para quem tiver defeito.

[...] 

Do progresso brasileiro

O povão não usufrui

Embora com seu suor

É o que mais contribui

Mas num regime que suga

O honesto que madruga

Nada que preste possui.

 

Ninguém aguenta mais

Abrangentes privações

Estrangeiros controlando

No Brasil nossas ações

Vamos revirar as normas

Decretar nossas reformas

A partir das eleições.

[...] 

Queremos Democracia

Plena e Constituinte.

Não queremos o menor

Vivendo como pedinte

O BNH dos nobres

Deve se virar pros pobres

Queremos mais o seguinte:

[...] 

Nosso povo apoiado

Na vida de mutirão

E queremos a mulher

Com mais valorização

Nosso meio ambiente

Puro como lá se sente

Nas florestas do sertão.

[...] 

Que haja maior respeito

Pelos grupos raciais

Também pelas minorias

Porque nós somos iguais

Um ensino democrático

Humano moderno prático

Justiça nos tribunais.

[...]

Nenhum Governo respeita

Povão que é desunido

O Lobo vira Senhor

Do cordeiro encolhido

Quem não se junta perece

Mas quem se une merece

Um viver evoluído.

[...]

Raimundo Santa Helena. In: Hélder Pinheiro e Ana Cristina M. Lúcio. Cordel na sala de aula. São Paulo, Duas Cidades, 2001.

Fonte: Língua portuguesa. Entre Palavras, edição renovada. Mauro Ferreira – 6ª série – FTD. São Paulo – 1ª edição. 2002. p. 203.

Entendendo o cordel:

01 – Na primeira estrofe, o autor faz um contraste entre o plano divino para a humanidade e a realidade material do povo trabalhador. Como esse contraste é construído e qual expressão popular ilustra a escassez vivida por eles?

      O contraste é construído ao afirmar que Deus criou o ser humano para gozar da vida e não para sofrer ou derramar pranto. No entanto, a realidade material contraria esse plano divino devido à pobreza. A expressão que ilustra essa escassez é "Quando almoço não janto", que, somada à "farofa de ovo" na panela, sintetiza a situação de insegurança alimentar e a falta de recursos básicos.

02 – Na terceira estrofe, o eu lírico aborda a contradição entre a força de trabalho e a divisão das riquezas no país. Segundo o texto, por que o trabalhador honesto "nada que preste possui"?

      O trabalhador não possui bens de qualidade porque o país vive sob um "regime que suga" o cidadão. O texto aponta a injustiça social de que, embora o "povão" seja quem mais contribui para o progresso brasileiro por meio do seu suor e de madrugar para trabalhar, ele é excluído dos benefícios desse desenvolvimento, não conseguindo usufruir daquilo que produz.

03 – O cordelista manifesta um forte desejo de soberania nacional e mudança política. De acordo com a quarta estrofe, quem está controlando as ações no Brasil e qual é o mecanismo proposto pelo autor para alterar essa situação?

      De acordo com o texto, são os "estrangeiros" que estão controlando as ações dentro do Brasil, gerando privações que a população não aguenta mais. O mecanismo proposto pelo autor para mudar essa realidade, revirar as normas e decretar as reformas necessárias é a via democrática e institucional, especificamente através do voto nas "eleições".

04 – Nas estrofes centrais, o autor lista uma série de bandeiras e direitos sociais necessários para uma "Democracia Plena". Quais são as demandas apresentadas pelo eu lírico no que diz respeito à moradia, ecologia e igualdade social?

      No âmbito da moradia, ele exige que o BNH (Banco Nacional da Habitação, historicamente voltado aos nobres) seja direcionado para os pobres e que o menor não viva como pedinte. Na ecologia, demanda a preservação do meio ambiente puro, como as florestas do sertão. Já na igualdade social, defende a valorização da mulher, o respeito aos grupos raciais, às minorias e a garantia de que todos sejam tratados como iguais.

05 – Na última estrofe, o poeta utiliza a metáfora do "Lobo" e do "cordeiro". Qual é a lição moral que essa comparação transmite sobre a importância da organização popular frente aos governantes?

      A metáfora do "Lobo" (que representa os governantes opressores ou o poder instituído) e do "cordeiro encolhido" (que representa o povo acuado) serve para alertar que nenhum governo respeita uma população desunida. A lição moral é a de que a passividade e o isolamento levam à opressão ("quem não se junta perece"), enquanto a união do povo é a única ferramenta capaz de conquistar o respeito e um "viver evoluído".

 

CORDEL: A MULHER QUE MAIS AMEI - FRAGMENTO - PATATIVA DO ASSARÉ - COM GABARITO

 Cordel: A Mulher Que Mais Amei – Fragmento

           Patativa do Assaré

Era um modelo perfeito 
A mulher que mais amei, 
Linda e simpática de um jeito 
Que eu mesmo dizer não sei. 
Era bela, muito bela; 
Para comparar com ela, 
Outra coisa eu não arranjo 
E por isso tenho dito 
Que se anjo é mesmo bonito, 
Era o retrato dum anjo.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhGU6ezcijxL5acd4s2uGVQysE_kIkpOXxBGBplDyjdEFJ498tmhiGrBfa398m_gBreBZZ988mk8R__k3i3R20VFN2dJtUNtLZVBIUAEPHhx9aBhbaWXXEGQGNMEjxUyRI0_APsDKqrfq-aedLl0dRakOMuOZH5FD1wRtnIn1YCXxDkVECeTwtOgTkTCX8/s1600/PATATIVA.jpg


Sei que alguém não me acredita, 
Mas eu digo com razão, 
Foi a mulher mais bonita 
De cima de nosso chão; 
Era mesmo de encomenda 
E do amor daquela prenda 
Eu fui o merecedor, 
Eu era mesmo sozinho 
Dono de todo carinho 

Daquele anjo encantador.

Era bem firme a donzela, 

Só em mim vivia pensando. 
Quando eu olhava ela, 
Ela já estava me olhando. 
Para a gente conversar 
Quando eu não ia, ela vinha, 
Um do outro sempre bem perto 
Nosso amor dava tão certo 
Quem nem faca na bainha.

E por sorte ou por capricho, 

Eu tinha prata, ouro e cobre. 
Dinheiro em mim era lixo 
Em casa de gente pobre. 
Nós nunca perdíamos ato 
De cinema e de teatro 
De drama e mais diversão, 
Não faltava coisa alguma, 
As notas eu tinha de ruma 
Para nós andar de avião.

Meu grande contentamento, 
Não havia mais maior 
E nossos dois pensamentos 
Pensava uma coisa só. 
Para desfrutar a minha vida 
Perto de minha queria 
Eu não poupava dinheiro. 
Tanta sorte nós tivemos 
Que muitas viagens fizemos 
Nas terras do estrangeiro.

[...]

Era boa a nossa sorte 
E n]ao mudava um segundo 
Ninguém pensava na morte 
E o céu era aqui no mundo. 
Na refeição nós comia 
Das melhores iguarias 
Sem falar de carne e arroz 
E por isso muita gente 
Ficava rangendo os dentes 
Com ciúmes de nós dois.

Foi uma coisa badeja 
A vida que eu desfrutei, 
Mas para quem tiver inveja 
Dessa vida que levei 
Com tanta felicidade, 
Eu vou dizer a verdade, 
Pois não engano ninguém. 
Aquele anjinho risonho 
Eu vi foi durante um sonho; 
Mulher nunca me quis bem!

A história não foi verdade, 
Todo sonho é mentiroso 
Aquela felicidade 
De tanto luxo e de gozo 
Sem o menor sacrifício, 
Foi negócio fictício, 
Não foi coisa verdadeira. 
Eu fiquei dando o cavaco: 
“Este alimento fraco 
Só dá para sonhar besteira.”

De noite eu tinha jantado 
Um mucunzá sem tempero 
E acordei alvoroçado 
Sem mulher e sem dinheiro; 
Ainda reparei bem 
Para vê se via alguém 
De junto de minha rede 
Mas, em vez de tudo aquilo 
Só ouvi cantando o grilo 
Nos buracos da parede.

Quando acordei estava só 
Sem ter ninguém do meu lado, 
Era muito mais melhor 
Que eu não tivesse sonhado. 
Quem já vai no fim da estrada 
Levando a carga pesada 
De sofrimento sem fim, 
Doente, cansado e fraco 
Vem um sonho enchendo o saco 
Piorar quem já está ruim.”

Patativa do Assaré. In: Hélder Pinheiro e Ana Cristina M. Lúcio. Cordel na sala de aula. São Paulo, Duas Cidades, 2001.

Fonte: Língua portuguesa. Entre Palavras, edição renovada. Mauro Ferreira – 6ª série – FTD. São Paulo – 1ª edição. 2002. p. 185-187.

Entendendo o cordel:

01 – Nos dois primeiros estrofes, o eu lírico faz uma descrição detalhada da aparência da mulher amada. Que recurso comparativo ele utiliza para expressar essa beleza e como ele define a reciprocidade desse amor?

      O eu lírico compara a mulher a um anjo, afirmando que ela era o "retrato dum anjo" e a criatura mais bonita "de cima de nosso chão". Quanto à reciprocidade, ele deixa claro que o sentimento era mútuo e exclusivo, pois afirma ter sido o único merecedor e "dono de todo carinho daquele anjo encantador".

02 – No terceiro estrofe, o poeta recorre a uma metáfora popular e a descrições cotidianas para explicar a sintonia do casal. Explique a metáfora utilizada e como era a dinâmica de comunicação entre eles.

      A sintonia do casal é coroada com a metáfora "Nem faca na bainha", que expressa um encaixe perfeito, ou seja, que eles combinavam perfeitamente. A dinâmica de comunicação era marcada pela busca mútua e atenção constante: quando se olhavam, já havia reciprocidade no olhar e, se um não podia ir conversar, o outro tomava a iniciativa de ir ao seu encontro.

03 – O eu lírico descreve uma vida de extrema riqueza e ostentação. Quais são os luxos e prazeres mencionados por ele que contrastam drasticamente com a realidade da maioria das pessoas?

      Ele menciona possuir "prata, ouro e cobre" em abundância, afirmando que o dinheiro em suas mãos era tanto que parecia "lixo em casa de gente pobre" e que tinha notas "de ruma". Entre os luxos usufruídos pelo casal, destacam-se as idas frequentes ao cinema, teatro e dramas, viagens de avião e viagens internacionais para "terras do estrangeiro", além do consumo de refeições com as "melhores iguarias".

04 – Qual é a grande reviravolta (clímax) que ocorre no poema e como ela altera o sentido de tudo o que foi narrado até então?

      A reviravolta ocorre quando o eu lírico revela que toda aquela vida de riqueza, viagens e felicidade ao lado da mulher perfeita não passou de um sonho. Ele confessa que "mulher nunca me quis bem" e que a história era mentira, transformando o tom do poema de um relato romântico e triunfante para uma realidade de solidão e desilusão.

05 – O que o eu lírico aponta, no plano real, como a causa física e biológica para ter tido um sonho tão fantasioso e cheio de luxos?

      O poeta atribui o sonho fantasioso à sua alimentação precária daquela noite. Ele revela ter jantado apenas "um mucunzá sem tempero" e conclui, de forma bem-humorada e irônica, que aquele "alimento fraco só dá para sonhar besteira".

06 – Ao acordar do sonho, qual é o cenário real que o eu lírico encontra ao seu redor e como esse ambiente é descrito?

      Ao acordar alvoroçado, ele se depara com a mais completa solidão e pobreza. Ele percebe que está deitado em uma rede, sem mulher e sem dinheiro. Em vez do luxo sonhado, o ambiente é silencioso e precário, restando-lhe apenas ouvir o canto de um grilo saindo "nos buracos da parede".

07 – No último estrofe, o eu lírico reflete sobre o impacto de sonhar acordado para quem já vive uma realidade difícil. Qual é a conclusão dele sobre os efeitos desse sonho em sua vida atual?

      O eu lírico conclui que o sonho, em vez de trazer alento, acabou por piorar o seu estado. Para quem já está no "fim da estrada" carregando uma "carga pesada de sofrimento sem fim", estar doente, cansado e fraco e ter um vislumbre de falsa felicidade só serve para "encher o saco" e trazer mais frustração ao acordar e encarar a dura realidade.

 

 

CORDEL: INFÂNCIA - UM LUGAR DE FLORESCER - COM GABARITO

 Cordel: Infância – Um lugar de florescer

18 de maio é lembrança
Pra memória não morrer.
É lembrar de um passado
Que não se pode esquecer.
Toda criança violentada,
Toda história silenciada
Precisa reaparecer.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjby_hXPagDFWAQL7vv9HcLk2dbE0pZiET6k9MYuYZX7Jp2KEYwemRY8xKfWRtjv87EAEUFboHZEo6p1qqXWk0kg91Zf278DebvxoD9SOtd45D67RbHA-O57BLhEFyiErdN3btow1RscOh5Xb1n6_TvtpR5uDvOeeVRwIr99NkMORIvxXMwfl-huiZ-Cb4/s1600/CORDEL.jpg

Entendendo o cordel:

 

01 – Qual é o principal objetivo desse cordel?

      O objetivo principal do cordel é conscientizar as pessoas sobre a importância de proteger as crianças e adolescentes contra a violência, reforçando o dever de denunciar abusos e acolher as vítimas.

 

02 – No poema, o que a cor laranja e a flor simbolizam?

      A cor laranja representa a campanha de combate ao abuso infantil (Maio Laranja) e a flor simboliza a infância como uma "vida delicada" que precisa de cuidados, afeto e espaço seguro para crescer e florescer.

 

03 – De acordo com a terceira estrofe, como devemos agir quando uma criança pede ajuda?

      Devemos acolher o pedido com respeito e empatia. O texto destaca que a "escuta é um abrigo", ou seja, é preciso ouvir a criança com atenção e seriedade, indo além de leis ou burocracias ("papelada").

 

04 – Quem, segundo os versos, tem a responsabilidade de perceber e denunciar situações suspeitas?

      A responsabilidade é de toda a sociedade. O cordel deixa isso claro ao citar que "seja pai, vizinho ou tia", todos devem ficar atentos e agir.

 

05 – Qual é o canal de denúncia indicado no cordel e como ele deve ser usado?

      O canal indicado é o Disque 100. Ele deve ser usado sem medo ("sem se esconder") sempre que houver qualquer suspeita de violência ou abuso contra crianças e adolescentes.

06 – Explique o significado do último verso: "A infância é um lugar de florescer".

      Significa que a infância deve ser um período de vida seguro, saudável e feliz, onde a criança receba amor, proteção e estímulos para se desenvolver plenamente, livre de traumas e violências.

 

sexta-feira, 27 de março de 2026

CORDEL: A FORÇA DO PROFESSOR - BRÁULIO BESSA - COM GABARITO

 CORDEL: A Força do Professor 

                 Bráulio Bessa

 

Um guerreiro sem espada

sem faca, foice ou facão

armado só de amor

segurando um giz na mão

o livro é seu escudo

que lhe protege de tudo

que possa lhe causar dor

por isso eu tenho dito

Tenho fé e acredito

na força do professor.

 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEika8LuMRRhkrOykf4ppiabuKHurdwZ-SA3WdmLOEgbwR8ZCY6S3wK6vaDFWDzF_hH7UQBrkO1Pjyn9KnDCf6gN56wAujc-yIR1oNrQECH5j9u4rIx3mlHWKOd9i8DjwawQ53NIlgERPZ1bnnSfCSpnlWTeqaXUnJT_Fpw9VLqJMq8nMyRPfCZ_0go66Uc/s320/PROFESSOR.jpg

Ah... se um dia governantes

prestassem mais atenção

nos verdadeiros heróis 

que constroem a nação

ah... se fizessem justiça 

sem corpo mole ou preguiça

lhe dando o real valor 

eu daria um grande grito

Tenho fé e acredito

na força do professor.

 

Porém não sinta vergonha

não se sinta derrotado

se o nosso país vai mal

você não é o culpado

Nas potências mundiais

são sempre heróis nacionais

e por aqui sem valor

mesmo triste e muito aflito

Tenho fé e acredito

na força do professor.

 

Um arquiteto de sonhos

Engenheiro do futuro 

Um motorista da vida

dirigindo no escuro

Um plantador de esperança

plantando em cada criança 

um adulto sonhador

e esse cordel foi escrito

por que ainda acredito

na força do professor.

 FONTE:https://www.recantodasletras.com.br

 

Entendendo o texto

 

01.  No poema, o professor é chamado de 'guerreiro sem espada' e 'verdadeiro herói'. Qual figura de linguagem predomina nessas caracterizações para exaltar a importância do docente?

          a. Eufemismo

          b. Personificação

          c. Metáfora

          d. Hipérbole

02. Sobre a postura do eu lírico em relação aos professores, é correto afirmar que ele demonstra:

        a.  Admiração e solidariedade perante as dificuldades da profissão.

        b. Indiferença diante dos problemas educacionais do país.

        c. Pessimismo total quanto ao futuro da educação brasileira.

        d. Arrogância ao exigir que os professores façam mais pela nação.

 

03.O poema apresenta uma crítica social direcionada principalmente a qual setor?

       a. Aos próprios professores por sentirem vergonha da profissão.

       b. Às potências mundiais que roubam os heróis nacionais brasileiros.

       c. Aos governantes pela falta de valorização e atenção à classe docente.

       d. Às crianças que não desejam se tornar adultos sonhadores.

 04. Na última estrofe, o professor é chamado de 'motorista da vida / dirigindo no escuro'. O que essa expressão sugere sobre os desafios da profissão?

      a. O perigo físico que as estradas brasileiras oferecem aos educadores.

      b. A necessidade de os professores trabalharem no turno da noite.

     c. A facilidade de guiar alunos que já sabem o que querem.

     d. O ato de guiar vidas mesmo diante de incertezas e falta de recursos.

         05. O poema utiliza uma série de metáforas no campo semântico da "guerra" e da "construção" para definir a figura do professor. Analise como essas figuras de linguagem contribuem para a construção do sentido do texto e qual é a principal arma utilizada por esse "guerreiro", segundo o eu lírico.

        O eu lírico utiliza metáforas de guerra (como "guerreiro", "escudo", "armado") para enfatizar que o ensino, no contexto brasileiro, é uma forma de luta e resistência. Ao mesmo tempo, usa termos da construção civil ("arquiteto", "engenheiro") para mostrar que o professor é a base estrutural da sociedade. A principal "arma" mencionada não é um objeto de violência (faca ou facão), mas sim o amor, o giz e o livro, simbolizando que o conhecimento e o afeto são os instrumentos de transformação social do educador.

 

       06. Na terceira estrofe, o autor estabelece uma comparação entre o Brasil e as "potências mundiais". Explique qual é a crítica social presente nesse trecho e de que maneira o eu lírico tenta consolar o professor diante da realidade educacional do país.

        A crítica social reside na desvalorização do profissional da educação no Brasil em contraste com outros países desenvolvidos, onde os professores são tratados como "heróis nacionais". O eu lírico consola o professor ao afirmar que ele não deve sentir vergonha nem se sentir culpado pelo fracasso do país ("se o nosso país vai mal / você não é o culpado"), transferindo a responsabilidade da crise educacional para a falta de atenção e justiça por parte dos governantes, mencionada anteriormente no texto.

sábado, 21 de março de 2026

CORDEL: CAUSOS E PERSONAGENS DO INTERIOR - ABDIAS CAMPOS - COM GABARITO

 CAUSOS E PERSONAGENS DO INTERIOR (Poema de Cordel)

                      Autor: Abdias Campos


Foi numa briga em família
Por causa de uma partilha
De terra á beira de um rio
Que Afrísio, o maioral
Foi parar no tribunal
E em volta do corrupio

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhnqgeAaYfiUdaPUPu7o58vwZuhhMbv6UBstEtY48vDsbr-2r0faADrkyCXfV_0Wa2GGeXmHLRtX8VUlqUkGrd_3ZXWuaRXwzO6qhf0HdS7mSm7VZd89bJ3b5OInsGklwGPBdwtq4LJqtzerwQ9zp-jr6doEvYsbgvTXGEOHxNMdZeTbwjFkmGDySylKBE/s1600/JUIZ.jpg



O juiz se atrapalhou
E disse: você botou
No rio seu próprio teto?
E ele lhe respostou
Eu vou dizer ao senhor:
Pergunta de analfabeto

“Eu lhe meto na cadeia
Sujeito cabra da peia
Você está sob escolta”
E de cabeça erguida
Com uma voz espremida
Disse pro juiz: Mas solta

Tem um outro no Sertão
Que mesmo com precisão
Não dá o braço a torcer
Gosta é de contar vantagem
Modificando a imagem
Do que aparenta ter

Outro dia em sua casa
Com o fogo ainda em brasa
Após ter feito o almoço
Chegaram de supetão
Três amigos no oitão
E foi aquele alvoroço

Mandou os cabra apear
E pela cozinha entrar
Se sentar e se servir
Foi comida a vontade
Mesmo assim pela metade
Ele começou pedir:
Maria traz mais feijão!
De lá de dentro: “tem não!
Uma carninha? Acabou!
Um arrozinho? Não tem
Suspirou e disse: amém
Eu comi feito um doutor!

São histórias de valor
Desse almanaque folclórico
Dia a dia de um povo

Que deixa o legado histórico

A natureza matuta.

 

De um jeito categórico.

Chico de Dedez, eufórico

Recém-casado, pegou

Uma toalha limpinha

Tomou banho, se enxugou

Ao invés de estendê-la

Num canto qualquer jogou.

 

A esposa perguntou

Com aquele jeitinho manso

Por que num botou no sol?

Ele disse: Não alcanço!

Perguntas e respostas ditas

Sem existência de ranço.

 

Entendendo o texto

01. No início do poema, por qual motivo o personagem Afrísio foi parar no tribunal?

a. Por causa de uma briga em família devido à divisão (partilha) de terras.

b. Porque ele foi acusado de roubar um "berço pequenino".

c. Por ter desobedecido às ordens do juiz durante uma pescaria no rio.

d. Por não querer pagar os impostos do seu teto à beira do rio.

02. Na interação entre Afrísio e o Juiz, o personagem demonstra qual traço de personalidade?

a. Submissão, pois ele pede desculpas ao juiz imediatamente.

b. Ironia e altivez, pois ele responde com audácia ao juiz, chegando a chamá-lo de "analfabeto".

c. Medo, pois ele começa a chorar ao ouvir que será preso.

d. Silêncio, pois ele se recusa a responder qualquer pergunta no tribunal.

03. O segundo causo narra a história de um sertanejo que "gosta é de contar vantagem". O que aconteceu quando três amigos chegaram de surpresa para o almoço?

a. Ele expulsou os amigos por não ter comida suficiente na cozinha. b. Ele fingiu que ainda havia muita comida (pedindo feijão e carne), mesmo sabendo que os alimentos já tinham acabado.

c. Ele dividiu o pouco que tinha e confessou que estava passando necessidade.

d. Ele saiu para caçar um veado na quaresma para servir aos convidados.

04. No trecho "Maria traz mais feijão! / De lá de dentro: 'tem não!'", o que a resposta da esposa revela sobre a situação real da casa?

a. Que Maria estava com preguiça de servir os convidados no oitão. b. Que, apesar das aparências e da "vantagem" contada pelo marido, a comida era escassa e já havia terminado.

c.  Que Maria não gostava dos amigos que chegaram de supetão. d. Que o fogão de brasa havia apagado antes de cozinhar o feijão.

05. No terceiro causo, o personagem Chico de Dedez dá uma resposta inusitada à esposa sobre a toalha de banho. O que ele quis dizer com "Não alcanço!"?

a. Que ele era muito baixo e não conseguia atingir o varal de roupas.

b. Foi uma resposta literal (e possivelmente irônica ou preguiçosa) para justificar por que não colocou a toalha no sol.

c. Que o sol estava muito longe no céu e, por isso, ele não conseguia chegar até ele.

d. Que ele não tinha braços compridos o suficiente para estender a toalha.

06. O autor afirma que essas histórias fazem parte de um "almanaque folclórico". Qual é o principal objetivo desse tipo de literatura de cordel?

a. Ensinar leis jurídicas complexas para o povo do sertão.

b. Preservar e celebrar o legado histórico, a natureza matuta e o jeito de ser do povo do interior.

c. Convencer as pessoas a não se casarem, como aconteceu com Chico de Dedez.

d. Criticar o uso de toalhas limpas em regiões onde o sol é muito forte.

07. Uma característica marcante da linguagem deste poema, típica do Cordel, é:

a. O uso de termos científicos e palavras em outras línguas.

b. A presença de rimas e expressões da fala popular regional (como "apear", "oitão", "cabra da peia").

c. A ausência total de diálogos entre os personagens.

d. Uma estrutura em prosa, sem divisão de estrofes ou versos.

 

 

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

CORDEL: HEROÍNAS NEGRAS BRASILEIRAS - FRAGMENTO - JARID ARRAES - COM GABARITO

 Cordel: Heroínas negras brasileiras – Fragmento

           Jarid Arraes

Maria Firmina dos Reis

De mulata foi chamada

Mas renego esse termo

Pra gente miscigenada

Reconheço-a como negra

Sendo assim bem nomeada.

 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg9AoWhgTIPR4ug25tqxJ5ZSZtaemfLYLgMfjLhh07in6myrX304xIaVjxS8vyYLIwFdsxG_GmEsso3h0y3uvL3X9VPt8w53ixBiaOLGE-RoiBaiMSLCGfL-NCUk0SEtpk80Bk5TcnTPTuvXuyMQ0uJ4E0M1I3WTJnS2h2OP_kQMPe41Z9OSiQrNF3i-58/s1600/NGRAS.jpg

Foi nascida em São Luís

No estado Maranhão

Dia onze de março

No país, a escravidão

Mil oitocentos e vinte e dois

No Nordeste da nação.

 

Apesar do seu registro

De bastarda carimbada

Sofreu muito preconceito

Por não ser endinheirada

E foi na dificuldade

Que se fez iluminada.

 

Para ter vida melhor

Coma tia foi morar

Sempre muito esforçada

Conseguiu se educar

Pois sabia da importância

Que existe em estudar.

 

Tinha assim vinte e dois anos

Quando ela foi aprovada

Para vaga numa escola

Onde muito dedicada

Excelente professora

Foi por todos registrada.

[...].

ARRAES, Jarid. Heroínas negras brasileiras: em 15 cordéis. São Paulo: Pólen, 2017. p. 107-108.

Fonte: Set Brasil. Ensino Fundamental, anos finais, 7º ano, livro 2. Thaís Ginícolo Cabral – São Paulo: Moderna, 2019. p. 90.

Entendendo o cordel:

01 – No início do cordel, a autora, Jarid Arraes, faz um comentário sobre a classificação racial de Maria Firmina dos Reis. Qual termo ela rejeita e qual termo ela escolhe usar, e por quê?

      A autora rejeita o termo "mulata" para se referir à Maria Firmina dos Reis. Ela escolhe usar o termo "negra" e o faz por reconhecer e valorizar a ancestralidade africana da escritora, nomeando-a de forma clara e assertiva, renegando classificações que historicamente foram usadas para minimizar ou desviar a identidade racial de pessoas miscigenadas.

02 – De acordo com o fragmento, em que ano e em que contexto social Maria Firmina dos Reis nasceu?

      Maria Firmina dos Reis nasceu em mil oitocentos e vinte e dois (1822), em São Luís, no estado do Maranhão, na região Nordeste do Brasil. O cordel ressalta que esse nascimento ocorreu em um contexto social de "escravidão" no país.

03 – Quais foram os principais obstáculos sociais e pessoais que Maria Firmina dos Reis enfrentou em sua vida, conforme narrado no cordel?

      Os principais obstáculos sociais e pessoais citados são:

      O registro de "bastarda carimbada".

      O preconceito que sofreu.

      A condição de "não ser endinheirada", ou seja, a falta de recursos financeiros.

      Apesar dessas dificuldades, o cordel afirma que foi "na dificuldade / Que se fez iluminada."

04 – Qual foi a atitude de Maria Firmina dos Reis para melhorar de vida e qual era o valor que ela atribuía a essa atitude?

      Para ter uma vida melhor, Maria Firmina foi morar com a tia e se mostrou "muito esforçada" para conseguir se educar. Ela atribuía um grande valor à educação, pois "sabia da importância / Que existe em estudar."

05 – Em que idade e em qual área Maria Firmina dos Reis começou a se destacar profissionalmente, de acordo com o texto?

      Maria Firmina dos Reis começou a se destacar profissionalmente aos vinte e dois anos de idade. Ela foi aprovada "para vaga numa escola," onde se tornou uma "Excelente professora" por ser muito dedicada.

 

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

POEMA CORDEL: 500 ANOS DE BRASIL - EM VERSOS DE CORDEL - JOSÉ FRANCISCO BORGES - COM GABARITO

 Poema Cordel: 500 anos de Brasil – Em versos de cordel

            José Francisco Borges

José Francisco Borges

Em abril de 1500

Quando Cabral ancorou

Na praia em Porto Seguro

Logo na terra pisou

Os índios logo cercaram

E ele assustou.

 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgjFs_ha3OxNuUR9ljNcaOx49F0nl9cDcydWZkPseWHqoYmlVbwtok1YdTH2V5thLrVy2gc-rO9eVqm-jSdmXxLAhlAKAFdYjSqfV0Pf2GixX1H7KpY9XRPeDh291fh_4AgCCbZGvhpQMrBL07DRLCRe51YywolJkfsx8gQC6213eNvSGAtdjIXXwDbFhE/s320/bg1.png

Cabral disse aos índios

Estou cumprindo o meu papel

E eu vou provar que sou

Um forasteiro fiel

Vou mandar ler pra vocês

Uma história de cordel.

 

Os índios ao ouvir gostaram

Num tom alegre e sutil

Não precisou usar armas

A 22 de abril

Do ano de 1500

Foi descoberto o Brasil.

 

E daí continuou

A história deste país

Veio lá de Portugal

A primeira diretriz

Que até a independência

Bem poucos foram feliz.

 

O Brasil era na época

Um reino da natureza

Montanha e água limpa

Índio em sua fortaleza

As águas limpas espumando

No topo da correnteza.

 

Depois que eles voltaram

Quando chegaram em Lisboa

Disseram ao seu rei

A viagem não foi à toa

Descobrimos um país

Uma terra fértil e boa.

 

E o rei logo em seguida

Uma equipe escolheu

Para habitar as terras

sobre o domínio seu

Vieram homem e mulher

Com ordens que o rei lhes deu.

 

E todos desembarcaram

Ao chegarem na Bahia

Reinava uma esperança

De serem felizes um dia

E todos foram separados

Pra cada capitania.

 

E logo mais começou

A grande explosão

De todo minério

Prata, ouro e carvão

E todas pedras preciosas

Que havia no chão.

 

O Brasil nasceu na Bahia

Lá mesmo em Porto Seguro

E levou centenas de anos

Pra ter brasileiro puro

E os primeiros protestos

Pra melhorar o futuro.

 

O Brasil passou a ter

O domínio dos portugueses

Depois veio os espanhóis

Os alemães e ingleses

E ainda sofremos de guerra

Na invasão dos holandeses.

 

Foi mais de 300 anos

Pra vir a independência

Os brasileiros lutando

Com força e com paciência

E ainda hoje se sofre

Desses tempos a influência.

 

Falando em melhoramento

Veio a nós a ferrovia

Que transportava o minério

Gente e mercadoria

No tempo que os escravos

Sonhavam com alforria.

 

O grande Joaquim Nabuco

E a princesa Isabel

Em 1888

Vendo o sofrer cruel

Libertaram os escravos

Daquela taça de fel.

 

Depois que muitos morreram

Lutando por liberdade

A proclamação da república

Foi a grande novidade

Veio a democracia

O símbolo da igualdade.

 

E foi aí que começou

Ganância pelo poder

Os homens mais influentes

Querendo se eleger

Prometendo ao eleitor

O que não pode fazer.

 

Com o poder do voto livre

Houve grandes estadistas

Em 1930

Getúlio entre os otimistas

se elegeu presidente

lançou as leis trabalhistas.

 

Acabou com a anarquia

Com cartéis e com ladrão

Trouxe várias indústrias

Pra melhora da nação

Acabou o cangaceirismo

Que assombrava o sertão.

 

Construiu mais ferrovia

E estrada de rodagem

Fechou câmaras e senado

Acabou a malandragem

E sua história política

Merece nossa homenagem.

 

Outro grande personagem

O presidente Juscelino

Que construiu Brasília

Da onde sai o destino

desta imensa nação

do sul ao solo nordestino.

 

O grande Tancredo Neves

Que lutou pelas diretas

Defendendo os brasileiros

De todas horas incertas

Morreu pela democracia

Deixando as portas abertas.

 

Num colégio eleitoral

Foi desfeita a ditadura

Elegeram José Sarney

Ele honrou sua figura

Protegendo o artesão

O artista e a cultura.

 

Depois dele vieram outros

Desfazer o que ele fez

Durante suas gestões

Artista não teve vez

E ajuda para cultura

Pode vir, mas é talvez.

 

Apesar de muitas coisas

Mas inda dou atenção

Ao presidente atual

Que dirige esta nação

porque ele foi herói

Acabando a inflação.

 

Lançou o plano real

Enfrentando o precipício

Mas trouxe muita alegria

Para o povo no início

Mas agora o desemprego

Vem trazendo o sacrifício.

 

Aqui eu vou encerrando

Estes versinhos que fiz

Dando toques na história

Desse imenso país

Que ainda está muito longe

Para o povo ser feliz.

 

Cuidamos em belas ações

Cuidamos de trabalhar

Cuidamos de ser honestos

Cuidamos de estudar

Trabalho, estudo e cultura

Faz o Brasil avançar.

 

Neste ano de 2000

A 22 de abril

É o grande aniversário

deste torrão varonil

Brindamos 500 anos

Do nosso amado Brasil.

Fonte: Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. Coletânea de textos – Módulo 1. p. 154-155.

Entendendo o poema:

01 – Como o cordel descreve o primeiro contato de Cabral com os índios em Porto Seguro?

      O cordel descreve que, em abril de 1500, Cabral ancorou em Porto Seguro e os índios o cercaram, assustando-o. Para se apresentar como um "forasteiro fiel", Cabral "mandou ler pra vocês / Uma história de cordel", o que agradou aos índios e evitou o uso de armas.

02 – Qual era a principal característica do Brasil na época da chegada dos portugueses, segundo o poema?

      O poema descreve o Brasil daquela época como "Um reino da natureza", com "Montanha e água limpa", e os "Índio em sua fortaleza", sugerindo uma terra intocada e rica em recursos naturais.

03 – Após a volta dos portugueses a Lisboa, qual foi a decisão do rei de Portugal em relação às terras descobertas?

      Ao saberem da "terra fértil e boa", o rei de Portugal logo em seguida escolheu uma equipe de homens e mulheres para habitar as terras sob seu domínio, que desembarcaram na Bahia e foram separados para cada capitania.

04 – Que tipo de riquezas naturais foram exploradas no Brasil logo após a colonização, de acordo com o cordel?

      O cordel menciona uma "grande explosão" de minérios como "Prata, ouro e carvão", e "todas pedras preciosas / Que havia no chão", indicando a vasta riqueza mineral explorada.

05 – Além dos portugueses, que outras nacionalidades o poema menciona como tendo tido domínio ou envolvimento em guerras no Brasil?

      O poema cita, além dos portugueses, os espanhóis, alemães e ingleses como tendo domínio ou influência, e destaca a invasão dos holandeses como um período de guerra.

06 – Quais são os personagens históricos mencionados pelo cordel como importantes na luta pela abolição da escravatura e em que ano a abolição é citada?

      O cordel menciona o "grande Joaquim Nabuco / E a princesa Isabel" como figuras que, "em 1888", "Libertaram os escravos / Daquela taça de fel".

07 – De que forma o cordel caracteriza o período pós-proclamação da República em relação à política?

      O poema descreve que, com a República, começou a "Ganância pelo poder", com "homens mais influentes / Querendo se eleger" e "Prometendo ao eleitor / O que não pode fazer", evidenciando a corrupção e a falta de compromisso político.

08 – Quais foram as principais realizações de Getúlio Vargas, segundo o poema?

      O cordel credita a Getúlio Vargas, eleito em 1930, o lançamento das leis trabalhistas, o fim da "anarquia", "cartéis" e "ladrão", a atração de várias indústrias e o fim do cangaceirismo. Além disso, menciona a construção de ferrovias e estradas de rodagem, e o fechamento de câmaras e senado.

09 – Que feito marcante de Juscelino Kubitschek é destacado no cordel?

      O cordel destaca a construção de Brasília como o grande feito do presidente Juscelino Kubitschek, a cidade de onde "sai o destino / desta imensa nação".

10 – Com que tom o autor encerra o cordel em relação ao futuro do Brasil e quais conselhos ele oferece para o avanço do país?

      O autor encerra o cordel com um tom de ceticismo sobre a felicidade do povo, afirmando que o país "ainda está muito longe / Para o povo ser feliz". No entanto, ele oferece conselhos para o avanço do Brasil: "Cuidamos em belas ações / Cuidamos de trabalhar / Cuidamos de ser honestos / Cuidamos de estudar", resumindo em "Trabalho, estudo e cultura" como pilares para o progresso.