terça-feira, 31 de julho de 2018

CONTO: DANÇANDO COM O MORTO -ÂNGELA LAGO - COM INTERPRETAÇÃO/GABARITO


Conto: Dançando com o morto

        A viúva estava na cozinha com o filho, contando feliz o dinheiro que tinha encontrado debaixo do colchão, quando o marido, falecido fazia meses, apareceu e veio sentar-se à mesa com eles.
        A mulher não se intimidou:
        --- O que você está fazendo aqui, seu miserável?! Me dá paz! Você está morto! Trate de voltar para debaixo da terra.
        --- Nem pensar – disse o morto. – Estou me sentindo vivinho.
        A mulher mandou o filho buscar um espelho. Entregou ao morto para que ele visse a sua cara de cadáver.
        --- É ... estou abatido. Deve ser falta de exercício – disse o falecido.
        E mandou o filho buscar a sanfona, e convidou a mulher para dançar. Ela é claro, não quis saber de dançar com o defunto, que cheirava pior que gambá.
        O morto nem ligou. Começou dançar sozinho. De repente a mulher viu que um dedo dele estava caindo, e ordenou:
        --- Toca mais rápido, menino!
        Assim que o ritmo se acelerou, caiu outro pedaço.
        --- Mais que depressa, que eu também vou dançar – ela resolveu.
        E começou a requebrar e saltar e jogou a perna para o alto e balançar a saia.
        O marido, animado, tratava de acompanhar as piruetas da mulher, e enquanto isso o corpo dele desmoronava. Até que só ficou a caveira pulando no chão, batendo o queixo.
        A mulher caprichou uma pirueta, a caveira imitou e o queixo desmontou. Pronto.
        Mais que depressa, a mulher mandou o filho buscar um baú para guardar os pedaços do marido:
        --- Põe tudo que é dele, filho. Tudo. Que eu vou procurar uns pregos e um martelo.
        Dali a pouco ela voltou e caprichou nas marteladas, para que o morto nunca mais escapulisse.
        Enterraram o defunto de novo. Depois jogaram bastante cimento em cima.
        Só no dia seguinte a viúva lembrou do dinheiro do marido, que ela tinha deixado em cima da mesa.
        --- Cadê!?!
        --- Uai, Mãe! Não era para guardar no baú tudo que fosse dele?

                                                                              Ângela Lago.
Entendendo o conto:
01 – Por que a mulher ficou tão aborrecida com a chegada do finado marido?
      Porque ele veio atrapalhar ela a contar o dinheiro que encontrou debaixo do colchão.

02 – Por que a mulher foi buscar o espelho?
      Para o falecido olhar e ver que tinha morrido mesmo.

03 – Ao olhar a sua imagem no espelho, o defunto alegou que estava meio abatido e que era falta de exercícios, diante disso o que ele resolveu fazer?
      Resolveu a dançar sozinho.

04 – O que fez a mulher mudar de ideia e dançar com o morto?
      A mulher viu que um dedo dele estava caindo.

05 – À medida que o morto imitava as piruetas da mulher, o que acontecia com ele?
      Quanto mais rápido dançava, os pedaços iam caindo.

06 – Por que o morto fedia mais que um gambá?
      Porque o falecido fazia meses que tinha morrido.

07 – Ao final do texto o menino diz: “--- Uai, Mãe! Não era para guardar no baú tudo que fosse dele?” Como essa frase deixou a mãe: Por quê?
      Muito triste. Porque era todo o dinheiro que eles tinham.

08 – A obediência do filho acabou se transformando num problema. Por quê?
      Porque eles para ter o dinheiro; teriam que desenterrar o defunto.

09 – Ao dizer: “--- O que é que você está fazendo aqui seu miserável?”
a)   A mulher elogiou o marido.
b)   Maltratou o marido.
c)   Se expressou de forma muito feliz.

10 – Na frase: “Enterraram o defunto de novo.” Há uma palavra em negrito a expressão em destaque tem o mesmo sentido que:
a)   Caveira.
b)   Morto.
c)   Marido.

11 – O marido fedia mais que um gambá, por quê?
a)   Não gostava de tomar banho.
b)   Mexeu com um gambá.
c)   Estava morto.

12 – Esse texto é:
a)   Fábula.
b)   Conto.
c)   Texto informativo.

13 – Que outro título você daria ao texto? Por quê?
      Resposta pessoal do aluno.

14 – Sentiu medo ao ler o texto? Justifique.
      Resposta pessoal do aluno.

15 – Você acha que esse texto poderia acontecer na vida real? Explique.
      Resposta pessoal do aluno.


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