sexta-feira, 8 de setembro de 2017

MÚSICA: MEUS BONS AMIGOS - BARÃO VERMELHO - COM ANÁLISE/GABARITO

MEUS BONS AMIGOS    
  
 Barão Vermelho
Meus bons amigos, onde estão?
Notícias de todos quero saber
Cada um fez sua vida
De forma diferente
Às vezes me pergunto
Malditos ou inocentes?

Nossos sonhos, realidades
Todas as vertigens, crueldades
Sobre nossos ombros
Aprendemos a carregar
Toda a vontade que faz vingar
No bem que fez pra mim
Assim, assim
Me fez feliz, assim

O amor sem fim
Não esconde o medo
De ser completo
E imperfeito

Meus bons amigos, onde estão?
Notícias de todos quero saber
Sobre nossos ombros
Aprendemos a carregar
Toda a vontade que faz vingar
No bem que fez pra mim
Assim, assim
Me fez feliz, assim

O amor sem fim
Não esconde o medo
De ser completo
E imperfeito
Não, não, não
O amor sem fim
Não esconde o medo
De ser completo
E imperfeito

COMPREENDO A MÚSICA
1 – Quantas estrofes e quantos versos o texto apresenta?
      Apresenta cinco estrofes e trinta e cinco versos.

2 – Podemos encontrar nessa canção traços do Barroco, através de uma figura de linguagem característica dessa escola literária. Que figura é essa? Comprove com passagens do texto:
      A figura de linguagem é antítese.
      Ex.: Malditos / inocentes.
             Sonhos / realidades.

3 – O texto possui uma linguagem coloquial e há uma palavra que só deve ser usada na oralidade e não na escrita. Que palavra é essa?
      A palavra é ME no início de frase. Segundo as regras gramaticais não se pode começara frase com pronome oblíquo átono, como o ME.

4 – Qual é a principal indagação do poeta?
      Meus bons amigos, onde estão?

5 – Em “Sobre NOSSOS OMBROS aprendemos a carregar” que figura de linguagem o termo em destaque exemplifica? Justifique seu raciocínio:
      Prosopopeia/Personificação -  (atributos humanos ao não-humano).

6 – Reescreva o primeiro e o segundo versos na ordem direta:
      Primeiro verso: Onde estão meus bons amigos?
      Segundo verso: Quero saber notícias de todos.

7 – Faça uma lista dos seus grandes amigos e ao lado de cada nome responda a primeira pergunta da letra da música:
      Resposta pessoal do aluno.

8 – Use a mesma lista da questão anterior e escreve na frente de cada nome duas características (adjetivos), evitando repeti-los:
      Resposta pessoal do aluno.

9 – Diga como você entendeu o questionamento do eu-lírico quando diz “Malditos ou inocentes?”:
      Quando o eu-lírico diz: “Às vezes me pergunto malditos ou inocentes”, ele se pergunta, qual o motivo que os amigos se afastaram, pelas circunstâncias ou propositalmente, sendo falsos amigos.

10 – Qual o sentido da palavra VINGAR, no décimo primeiro verso?
      No sentido de reviver aqueles momentos bons com os amigos.

11 – O texto foi escrito em que pessoa? Justifique sua resposta:
      Eles – 3ª pessoa do plural. De forma impessoal.

12 – Quem é o eu-lírico do texto? Como ele se sente? Quem são seus interlocutores?
      É uma pessoa madura. Se sente nostálgica e frustrada pelo tempo que se passou, e apesar de tudo tem vontade de saber o que seus amigos estão fazendo. Seus interlocutores são seus amigos.

13 – Retire do texto um exemplo de antítese:
      Malditos / inocentes.

14 – Qual o conceito da palavra AMIGO para você?
      Resposta pessoal do aluno.

15 – “O homem pode orgulhar-se de ter muitos amigos, mas há amigo mais chegado do que um irmão”. Você concorda ou não com essa afirmação? Explique:
      Resposta pessoal do aluno.

16 – O título está de acordo com o que diz a canção? Que outro título você daria?
      Resposta pessoal do aluno.

17 – Copie do texto um exemplo de vocativo:
      “Meus bons amigos, onde estão?”


ANÁLISE DA CANÇÃO

        A música pode ser interpretada como uma reflexão do eu lírico em relação aos seus amigos que se afastaram:
        1ª estrofe – Vem o questionamento, “malditos ou inocentes”? O eu lírico se pergunta se os amigos se afastaram pelas circunstâncias da vida, ou propositalmente, sendo falsos amigos.
        2ª estrofe – é dito todos os sonhos que tiveram juntos e a realidade pela qual passaram, o tempo em que foram amigos a amizade era considerada verdadeira o que o fez feliz.
        3ª estrofe – é relatado que o amor sem fim, ou seja, o amor verdadeiro não esconde o medo, nos dá uma dica de que depois de tanto tempo aqueles que eram bons amigos talvez estejam com vergonha de se reaproximar devido a ação do tempo e, quanto mais o tempo passa, torna-se uma reaproximação mais difícil, cada um se considera imperfeito e com vergonha de admitir que estão distantes.
        Apesar de tudo, o narrador tem vontade de saber o que estão fazendo aqueles que considerava amigos, uma certa nostalgia frustrada pelo tempo, já que agora, uma aproximação é praticamente impossível.



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