domingo, 17 de setembro de 2017

TEXTO: O CONTADOR DE HISTÓRIAS - COM INTERPRETAÇÃO/GABARITO





O contador de histórias
      Tanto tempo, 200 anos, dois séculos.
      Foi no dia dois de abril de 1805 que nasceu, numa pequena cidade da
Dinamarca, o menino Hans Christian.
      Como ele um dia viria a dizer, “a vida de cada pessoa é um conto de fadas,
escrito pela mão de Deus”; também a sua vida mais parece uma história
daquelas que os nossos pais nos contam quando, à noite, na
cama, nos preparamos para dormir e sonhar.
       O pequenino Hans perdeu o pai muito cedo, e a mãe o o acompanhou
no crescimento e nunca lhe contou uma história.



       Por isso, o Hans foi crescendo a inventar as suas próprias histórias e
com a certeza de que, um dia, seria famoso.
       Hei de ser cantor! murmurou uma noite, quando soprava a vela
que lhe iluminava o quarto; sim, porque, duzentos anos, não havia
luz elétrica.
       Mudou de cidade e foi para Copenhaga, a capital da Dinamarca, um
país lindo mas muito frio, no Norte da Europa.
       Bateu à porta do teatro da terra e
       Venho oferecer-me para cantor… – titubeou.
       Não precisamos! – respondeu uma voz antipática.
       E para ator? – tentou de novo.
       Não queremos garotos a representar! a mesma voz.
        sei. Tenho muito jeito para bailarino… o Hans insistia de novo.
       Não te queremos, nem para cantor, nem ator, nem bailarino!
       E zás, a porta fechou-se-lhe na cara.
      Tão triste ficou o nosso Hans que decidiu partir em viagem. Sem
dinheiro e com a mala só cheia de sonhos, visitou outros países, apren-
deu outras línguas e foi escrevendo as histórias que nasciam na sua
cabeça.
       Quando voltou à terra natal, trazia tantas que fez um livro chamado
Hisrias contadas às crianças”.
        Mal ele sabia que, passados estes anos, quase todas as crianças as
conhecem de cor e salteado.

Júlio ISIDRO, 2007. 100 Histórias para Contar e Sonhar. Porto: ASA
 PARA COMPREENDER…

1.Assinala as seguintes afirmações como verdadeiras (V) ou falsas (F).



a.O menino Hans Christian teve uma vida semelhante à de qualquer criança da sua idade. F

b. O seu sonho de criança era ser poeta. F

c. Quando chegou a Copenhaga, foi ao teatro oferecer-se para cantor. V

d. Como não foi bem-sucedido no teatro de Copenhaga, resolveu partir em viagem. V


1.1. Corrige as afirmações falsas.

2. Assinala a resposta correta de acordo com o sentido do texto.
2.1. A história do texto
a. é recente.
b. passou-se algum tempo.
c. passou-se há muito tempo.
2.2. A vida de Hans parece
a. irreal.
b. um sonho.
c. uma hisria.

2.3. Hans partiu em viagem
a. porque queria conhecer o mundo.
b. para procurar amigos.
c. devido à tristeza de ninguém o aceitar.

2.4. Hans Christian Andersen
a. transformou-se num famoso escritor.
b. acabou por ser ator.
c. conquistou a fama como cantor.

3. Justifica o título do texto.
     E que ele contou a história de sua vida.

4. Hans foi crescendo a inventar as suas próprias histórias. Porquê?
     Porque não teve uma mãe para contar histórias.

5. Completa as seguintes frases a partir das informações fornecidas pelo texto.
Hans Christian Andersen nasceu em uma pequena cidade, na Dinamarca.
O seu pai morreu muito cedo e a sua mãe não o acompanhou no seu crescimento.
Assim, Hans inventava as suas próprias histórias a partiu para outros lugares mesmo sem ter dinheiro, quando regressou, já tinha escrito as histórias do livro Histórias contadas às crianças.


6. Explica por palavras tuas a expressão: () com a mala só cheia de sonhos (…).
     Respostas pessoal do aluno.

7. Achas que a infância de Hans influenciou as histórias que escreveu? Justifica a tua resposta.
      Com certeza, pois se inspirava no mundo de fadas e duendes e na tradição popular da Dinamarca.


PARA CONHECER… A LÍNGUA

1. Indica a classe a que pertencem as palavras sublinhadas, colocando  na frente de cada frase:
Nome: Adjetivo -Verbo -Determinante -Quantificador -Interjeição.

a. o menino Hans : Determinante.
b. “O pequenino Hans : Adjetivo.
c. “Mudou de cidade : Determinante.
d. E zás, a porta fechou-se-lhe na cara: Interjeição.

e. Tão triste ficou: Verbo.
f. todas as crianças : Quantificador.


2. Completa as frases, escrevendo os verbos indicados nos tempos do modo indicativo apresentados entre parênteses.

a. Este rapaz perdeu (perder – pretérito perfeito) o pai muito cedo.
b. Hans criava (criar – pretérito imperfeito) as suas próprias histórias.
c. Ele não pode (poder – pretérito perfeito) ter uma infância como as outras.
d. O futuro escritor preparava (preparar – pretérito imperfeito) o seu sucesso.

  
3. Assinala as frases que incluem verbos transitivos diretos.
a. Hans nasceu na Dinamarca.
b. O pai de Hans nunca lhe contou uma hisria.
c. Com o tempo, o jovem inventou as suas narrativas.
d. Em adulto, Hans viajou pela Europa.


4. Coloca no plural os nomes transcritos do texto.
a. “Mão”: mãos.                              b. “Luz”: luzes.
c. “Viagem”: viagens.                      d. “Voz”: vozes.

5. Escreve agora os seguintes nomes no feminino.
a. “Cantor”: cantora.                        b. “Ator”: atriz.
c. “Garoto”: garota.                          d. “Bailarino”: bailarina.





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