terça-feira, 3 de julho de 2018

POEMA: VOZES D'ÁFRICA - CASTRO ALVES - COM INTERPRETAÇÃO/GABARITO


Poema: VOZES D’ÁFRICA
                                        Castro Alves


Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes?
Em que mundo, em qu’estrela tu t’escondes
                   Embuçado nos céus?
Há dois mil anos te mandei meu grito,
Que embalde desde então corre o infinito...
                   Onde estás, Senhor Deus?

Qual Prometeu tu me amarraste um dia
Do deserto na rubra penedia
                   - Infinito: galé!...
Por abutre – me deste o sol candente,
E a terra de Suez – foi a corrente
                    Que me ligaste ao pé...
(...)

Cristo! Embalde morreste sobre um monte...
Teu sangue não lavou de minha fronte
                    A mancha original.
Ainda hoje são, por fado adverso,
Meus filhos – alimária do universo,
                    Eu – pasto universal...

Hoje em meu sangue a América se nutre
- Condor que transformara-se em abutre,
                    Ave da escravidão,
Ela juntou-se às mais... irmã traidora
Qual de José os vis irmãos outrora
                      Venderam seu irmão.

Basta, Senhor! De teu potente braço
Role através dos astros e do espaço
                     Perdão p’ra os crimes meus!...
Há dois mil anos... eu soluço um grito...
Escuta o brado meu lá no infinito,
                     Meu Deus! Senhor, meu Deus!!...

Entendendo o Poema:

01 – O fragmento desse poema de Castro Alves fala:
a) da religiosidade do povo africano
b) da exploração do território africano
c) da escravidão do povo africano
d) da história do povo africano.

02 – O eu-lírico do poema é a África personificada. Nas duas primeiras estrofes do fragmento o interlocutor do eu-lírico é:
a) Prometeu           
b) Deus                 
c) abutre                     
d) Suez.

03 – No verso “Que embalde desde então corre o infinito...”, a palavra destacada tem o sentido de:
a) inutilmente       
b) rapidamente       
c) lentamente             
d) isoladamente.

04 – O grito dado “Há dois mil anos” pelo eu-lírico é em favor:
a) de Cristo          
b) de José                
c) da América           
d) dos seus filhos.

05 – Ao mencionar o personagem mitológico Prometeu, o eu-lírico estabelece uma relação:
a) de oposição      
b) de afetividade       
c) de semelhança        
d) de animosidade.

06 – No verso “Condor que transformara-se em abutre”, temos a figura de linguagem:
a) metáfora          
b) antítese                  
c) metonímia             
d) catacrese.

07 – Quando se refere à América, o eu-lírico expressa:
a) um elogio     
b) um questionamento      
c) uma lamentação      
d) uma acusação.


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