quinta-feira, 6 de agosto de 2026

NOTÍCIA: O AR QUE RESPIRAMOS - JBONLINE - COM GABARITO

 Notícia: O ar que respiramos

        Os maços de cigarros brasileiros passaram a exibir obrigatoriamente imagens chocantes de pacientes vítimas do tabagismo. Esta não é a primeira nem será a última das campanhas ordenadas pelo governo para alertar as pessoas sobre os malefícios do fumo, sobretudo considerando que os fabricantes nos últimos tempos direcionaram sua publicidade para os jovens e as mulheres. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, há 30 milhões de fumantes no Brasil, dos quais 2,4 milhões têm de 15 a 19 anos. Ainda no Brasil, um em cada dez casos de câncer de pulmão é causado pelo cigarro. Isso significa que o tabagismo causa 80 mil mortes todos os anos.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi2BD8adj_JrueUBy3hOz5R33t7Py254Gj7nWVtsgaigjcALrnD2YM7mTQFCakJRSRc7N86yPjopPjIHfJ57aY78GQWbyCgGHulwesBWxLNHVbx1AdDNe2ibjkItVwxV5FcdjBUMNivnH62YLNzbf-xXPkWB3n2cJxMB2TLpZPRmGi3T14u6JhvFjgxXRY/s320/images.jpg


        A Organização Mundial de Saúde também não se cansa de lembrar que atualmente 4 milhões de pessoas morrem de doenças relacionadas com o fumo. Se não se inverter com urgência a tendência, o cigarro, daqui a vinte anos, ocupará o primeiro lugar na lista de causas de morte nos países desenvolvidos. Segundo relatório divulgado em meados do ano passado pelo governo inglês, 8,5 milhões de pessoas morrerão por ano devido ao fumo.

        São estatísticas mais do que convincentes. Só não convencem os fumantes empedernidos que, além de não pararem de fazer mal à própria saúde, ainda prejudicam a saúde alheia, atingindo os chamados “fumantes passivos” nos ambientes fechados.

        A Europa saiu na frente na luta contra o fumo, ciente de que um em cada três europeus fuma, e o objetivo é baixar esta relação para um em cinco, como ocorre nos EUA. A guerra contra o fumo é também uma guerra contra a mentira dos fabricantes que tentam convencer consumidores de que tomam providências para atenuar os efeitos nocivos. São coisas que não passam de propaganda, como é o caso das palavras light e suave, impressas em maços de determinadas marcas, objeto doravante de proibição. Referem-se apenas ao sabor, e não aos efeitos nocivos do fumo.

        O Brasil já entrou nessa guerra. sete estados brasileiros movem ações nos EUA contra fabricantes de cigarros americanos. Processos movidos pelos governos de São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins, Espirito Santo, Mato Grosso do Sul, Goiás e  Piauí buscam ressarcimento das despesas médicas que tiveram com pacientes vitimados por doenças decorrentes do fumo. O Rio saiu na frente entrando com ação no Texas.

        Processos contra empresas americanas começaram em 1999. Perversamente, o consumo de tabaco baixa nos países ricos, mas o lucro dos fabricantes aumenta. Isto se deve graças à ofensiva que se dirige aos jovens e às mulheres nos países em desenvolvimento. Esta proporção, que na realidade é uma desproporção sinistra, tem de acabar. Se não com a atual campanha, seja com outras, e com medidas eficazes do governo, até que a atmosfera volte a ficar rarefeita.

JBOnline. 12/2/2002. http://jbonline.terra.com.br.

Fonte: Linguagem Nova. Faraco & Moura. 8ª série. 15ª edição, 2ª impressão. Editora Ática. São Paulo. 2003. p. 235.

Entendendo a notícia:

01 – Qual foi a medida governamental obrigatória adotada no Brasil mencionada no início do texto e qual é o principal objetivo das campanhas publicitárias de conscientização contra o fumo?

      A medida foi a obrigatoriedade da exibição de imagens chocantes de pacientes vítimas do tabagismo nos maços de cigarros. O objetivo principal das campanhas é alertar a população sobre os malefícios do fumo, especialmente contrapondo-se à publicidade dos fabricantes, que passou a focar fortemente nos públicos jovem e feminino.

02 – Segundo os dados do Instituto Nacional do Câncer e da Organização Mundial de Saúde (OMS) citados no texto, qual é o impacto do tabagismo na saúde pública brasileira e global?

      No Brasil, existem 30 milhões de fumantes (dos quais 2,4 milhões são jovens entre 15 e 19 anos), o cigarro causa um em cada dez casos de câncer de pulmão e é responsável por 80 mil mortes anuais. Globalmente, a OMS indica que 4 milhões de pessoas morrem por ano de doenças ligadas ao fumo, com a previsão de que o tabagismo se torne a principal causa de morte nos países desenvolvidos se a tendência não for revertida.

03 – Como o texto define os "fumantes passivos" e por que o autor critica a atitude dos chamados "fumantes empedernidos"?

      Os "fumantes passivos" são as pessoas que não fumam, mas acabam inalando a fumaça e prejudicando sua saúde ao compartilhar ambientes fechados com quem fuma. O autor critica os "fumantes empedernidos" porque, apesar das estatísticas alarmantes, eles se recusam a parar de fumar, prejudicando tanto a própria saúde quanto a das pessoas ao seu redor.

04 – De que forma os fabricantes de cigarros usavam termos como "light" e "suave" nos maços, e qual é a crítica do texto a essa prática?

      Os fabricantes utilizavam essas palavras como uma estratégia de propaganda para tentar convencer os consumidores de que estavam reduzindo os efeitos nocivos do produto. O texto critica essa prática classificando-a como uma mentira, pois esses termos referem-se apenas ao sabor do cigarro e não à diminuição dos seus riscos à saúde, razão pela qual foram objeto de proibição.

05 – Qual foi a atitude judicial tomada por sete estados brasileiros nos Estados Unidos contra as indústrias de tabaco americanas e qual o motivo dessa ação?

      Sete estados brasileiros (São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Piauí) moveram ações judiciais nos EUA contra fabricantes americanos buscando o ressarcimento de despesas médicas que os governos estaduais tiveram ao tratar pacientes com doenças decorrentes do tabagismo.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário