Conto: O fio mágico – Paciência
William J. Bennett
Era
uma vez uma viúva que tinha um filho chamado Pedro. O menino era forte e
saudável, mas não gostava de ir à escola e passava todo o tempo a sonhar
acordado.
—
Pedro, com o que estás sonhar a uma hora destas? — perguntava-lhe a professora.
— Estava a pensar no que serei quando
crescer — respondia ele.
Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjCzyP2P8dJZR21DV3dR6DDrr1pcIBd8p8XX2LEW5YGJaNOqx8Z6_tgBgmStF_E5hwTEFENwuqbCW5gEspPfjgqDgCT3Z-LDEJsp42U74NCIS8vrtfR8oB13KRYc6FHv52gquSHCkOy7NdjqfDp3XKP1VhRuVMPVnPM-N7g7q2lLTrCwS4Q6-WLin1cSI8/s320/images.jpg —
Sê paciente. Tens muito tempo para pensar nisso. Depois de crescido, nem tudo é
divertimento, sabes? — dizia ela.
Mas
Pedro tinha dificuldade de apreciar alguma coisa que estivesse a fazer no
momento, e ansiava sempre pelo que vinha a seguir. No Inverno, ansiava pelo
retorno do Verão; no Verão, sonhava com passeios de esqui e trenó. Na escola,
ansiava pelo fim das aulas, para poder voltar para casa; e, nas noites de domingo,
suspirava dizendo: “Ah, se as férias chegassem depressa!” O que mais o
entretinha era brincar com a amiga Lise. Era uma companheira tão boa como
qualquer rapaz, e a ansiedade de Pedro não a afetava nem ofendia. “Quando
crescer, vou casar-me com ela”, dizia Pedro consigo mesmo.
Costumava
perder-se em caminhadas pela floresta, sonhando com o futuro. Às vezes,
deitava-se ao sol sobre o chão macio, com as mãos postas sob a cabeça, e ficava
a olhar o céu através das copas altas das árvores. Uma tarde quente, quando
estava quase a cair no sono, ouviu alguém chamando por ele. Abriu os olhos e
sentou-se. Viu uma mulher idosa de pé à sua frente. Ela trazia na mão uma bola
prateada, da qual pendia um fio de seda dourado.
—
Olha o que tenho aqui, Pedro — disse ela, oferecendo-lhe o objeto.
—
O que é isso? — perguntou, curioso, tocando o fino fio dourado.
—
É o fio da tua vida — retrucou a mulher. — Não toques nele e o tempo passará
normalmente. Mas, se desejares que o tempo ande mais depressa, basta dares um
leve puxão ao fio, e uma hora passará como se fosse um segundo. Mas devo
avisar-te: uma vez que o fio tenha sido 139 puxado, não poderá ser
colocado de volta dentro da bola. Ela desaparecerá como uma nuvem de fumo. A
bola é tua. Mas se aceitares o meu presente, não contes a ninguém; se não,
morrerás no mesmo dia. Agora diz-me, queres ficar com ela?
Pedro
tomou-lhe das mãos o presente, satisfeito. Era exatamente o que queria.
Examinou--a. Era leve e sólida, feita de uma única peça. Havia apenas um furo
de onde saía o fio brilhante. O menino colocou-a no bolso e foi a correr para
casa. Quando chegou, depois de se certificar da ausência da mãe, examinou-a
outra vez. O fio parecia sair lentamente de dentro da bola, tão devagar que era
difícil perceber o movimento a olho nu. Sentiu vontade de lhe dar um rápido
puxão, mas não teve coragem. Ainda não.
No
dia seguinte, na escola, Pedro imaginava o que fazer com o seu fio mágico. A
professora repreendeu-o por não se concentrar nos deveres. “Se ao menos”,
pensou ele, “já fossem horas de ir para casa!” Tateou a bola prateada que se
encontrava dentro do bolso. Se desse apenas um pequeno puxão, logo o dia
chegaria ao fim. Cuidadosamente, pegou no fio e puxou. De repente, a professora
mandou que todos arrumassem as suas coisas e fossem embora, organizadamente.
Pedro ficou maravilhado. Correu sem parar até chegar à casa. Como a vida seria
fácil agora! Todos os seus problemas haviam terminado. Dali em diante, passou a
puxar o fio, só um pouco, todos os dias.
Entretanto,
logo se apercebeu que era tolice puxar o fio apenas um pouco todos os dias. Se
desse um puxão mais forte, o período escolar estaria concluído de uma vez.
Poderia aprender uma profissão e casar-se com Lise. Naquela noite deu, então,
um forte puxão ao fio, e acordou na manhã seguinte como aprendiz de um
carpinteiro da cidade. Pedro adorou a sua nova vida, subindo aos telhados e
andaimes, erguendo e colocando, à força de marteladas, enormes vigas que ainda
exalavam o perfume da floresta. Mas, às vezes, quando o dia do pagamento
demorava a chegar, dava um pequeno puxão ao fio e logo a semana terminava, já
era a noite de sexta-feira e ele tinha dinheiro no bolso.
Lise
também se mudara para a cidade e morava com a tia, que lhe ensinava os afazeres
do lar. Pedro começou a ficar impaciente a respeito do dia em que se casariam.
Era difícil viver, ao mesmo tempo, tão perto e tão longe dela. Perguntou-lhe,
então, quando se poderiam casar.
—
No próximo ano — disse ela. — Eu já terei aprendido a ser uma boa esposa.
Pedro
tocou com os dedos a bola prateada dentro do bolso.
—
Ora, o tempo vai passar bem depressa — disse, com muita certeza.
Naquela
noite, não conseguiu dormir. Passou o tempo todo agitado, virando-se de um lado
para o outro na cama. Tirou a bola mágica que estava debaixo do travesseiro.
Hesitou um instante, mas logo a impaciência o dominou, e ele puxou o fio
dourado. Pela manhã, descobriu que aquele ano já havia passado e que Lise
concordara afinal com o casamento. Pedro sentiu-se realmente feliz.
Mas,
antes que o casamento pudesse realizar-se, recebeu uma carta com aspecto de
documento oficial. Abriu-a, trémulo, e leu a notícia de que deveria
apresentar-se no quartel do exército na semana seguinte, para servir por dois
anos. Mostrou-a, desesperado, a Lise.
—
Ora — disse ela — não há nenhum problema, basta-nos esperar. Mas o tempo
passará depressa, vais ver. Há tanto que preparar para nossa vida a dois!
Pedro
sorriu com galhardia, mas sabia que dois anos durariam uma eternidade a passar.
Quando já se acostumara à vida no quartel, entretanto, começou a achar que não
era tão má assim. Gostava de estar com os outros rapazes, e as tarefas não eram
tão árduas como a princípio. Lembrou-se da mulher que o aconselhara a usar o
fio mágico com sabedoria e evitou usá-lo por algum tempo. Mas depressa voltou a
sentir-se inquieto. A vida no exército entediava-o, com as suas tarefas de
rotina e a sua rígida disciplina. Começou a puxar o fio para acelerar o decurso
da semana, a fim de que chegasse logo o domingo ou o dia da sua folga. E assim
se passaram os dois anos, como se fosse um sonho.
Terminado
o serviço militar, Pedro decidiu não mais puxar o fio, exceto por uma
necessidade absoluta. Afinal, era a melhor época da sua vida, conforme todos
lhe diziam. Não queria que acabasse assim tão depressa. Mas deu um ou dois
pequenos puxões ao fio, só para antecipar um pouco o dia do casamento. Tinha
muita vontade de contar a Lise o seu segredo; mas sabia que, se contasse,
morreria.
No
dia do casamento, todos estavam felizes, inclusive Pedro. Mal podia esperar
para lhe mostrar a casa que construíra para ela. Durante a festa, lançou um
rápido olhar na direção da mãe. Percebeu, pela primeira vez, que o cabelo dela
estava a ficar grisalho. Envelhecera rapidamente. Pedro sentiu uma ponta de culpa
por ter puxado o fio com tanta frequência. Dali em diante, seria muito mais
parcimonioso no seu uso, e só o puxaria se fosse estritamente necessário.
Alguns
meses mais tarde, Lise anunciou que estava à espera de um filho. Pedro ficou
entusiasmadíssimo, e mal podia esperar. Quando o bebé nasceu, ele achou que não
iria querer mais nada na vida. Mas, sempre que o bebé adoecia ou passava uma
noite em claro a chorar, ele puxava um pouco do fio para que o bebé tornasse a
ficar saudável e alegre.
Os tempos andavam difíceis. Os negócios
iam mal e chegara ao poder um governo que mantinha o povo sob forte opressão e
pesados impostos, e não tolerava oposição. Quem quer que fosse tido como
agitador era preso sem julgamento, e um simples boato bastava para se condenar
um homem. Pedro sempre fora conhecido por dizer o que pensava, e logo foi preso
e lançado na cadeia. Por sorte, trazia a bola mágica consigo e deu um forte
puxão ao fio. As paredes da prisão dissolveram-se diante dos seus olhos e os inimigos
foram arremessados à distância, numa enorme explosão. Era a guerra que se
insinuava, mas que logo acabou, como uma tempestade de Verão, deixando o rasto
de uma paz exaurida. Pedro viu-se de volta ao lar com a família. Mas era agora
um homem de meia-idade.
Durante
algum tempo, a vida correu sem percalços, e Pedro sentia-se relativamente
satisfeito. Um dia, olhou para a bola mágica e surpreendeu-se ao ver que o fio
passara da cor dourada para a prateada. Foi olhar-se ao espelho. O cabelo começava
a ficar-lhe grisalho e o seu rosto apresentava rugas onde nem se podia
imaginá-las. Sentiu um medo súbito e decidiu usar o fio com mais cuidado ainda
do que antes. Lise dera-lhe outros filhos e ele parecia feliz como chefe da
família que crescia. O seu modo imponente de ser fazia as pessoas pensarem que
ele tinha perfil de chefe. Possuía uma certa de autoridade, como se tivesse nas
mãos o destino de todos. Mantinha a bola mágica bem escondida, resguardada dos
olhos curiosos dos filhos, sabendo que, se alguém a descobrisse, seria fatal.
Cada
vez tinha mais filhos, de modo que a casa foi ficando cheia de gente. Precisava
de a ampliar, mas não dispunha do dinheiro necessário para a obra. Tinha também
preocupações. A mãe estava a ficar idosa e, com a passagem dos dias, ia
parecendo mais cansada. Não adiantava puxar o fio da bola mágica, pois isto só
lhe aceleraria a chegada da morte. De repente, ela faleceu, e Pedro, parado
diante do túmulo, pensou no modo como a vida passara tão rapidamente, mesmo sem
fazer uso do fio mágico.
Uma
noite, deitado na cama, sem conseguir dormir, pensando nas suas preocupações,
achou que a vida seria bem melhor se todos os filhos já estivessem crescidos e
com carreiras encaminhadas. Deu um fortíssimo puxão ao fio, e acordou no dia
seguinte vendo que os filhos já não estavam em casa, pois tinham arranjado
empregos em diferentes pontos do país, e que ele e a mulher estavam sós. O
cabelo estava quase todo branco e doíam-lhe as costas e as pernas quando subia
uma escada, ou os braços quando levantava uma viga mais pesada. Lise também
envelhecera, e estava quase sempre doente. Ele não aguentava vê-la sofrer, de
tal forma que lançava mão do fio mágico cada vez mais frequentemente. Mas,
sempre que o problema se resolvia, já outro surgia em seu lugar. Pensou que talvez
a vida corresse melhor se ele se aposentasse. Assim, não teria de continuar a
subir aos edifícios em obras, sujeito a lufadas de vento, e poderia cuidar de
Lise sempre que ela adoecesse. O problema era a falta de dinheiro suficiente
para sobreviver. Pegou na bola mágica, então, e ficou a olhar. Para seu
espanto, viu que o fio já não era prateado, mas cinza, e perdera o brilho.
Decidiu ir para a floresta dar um passeio e pensar melhor no significado de
tudo aquilo.
Já
fazia muito tempo que não ia àquela parte da floresta. Os pequenos arbustos
haviam crescido, transformando-se em árvores frondosas, e foi difícil encontrar
o caminho que costumava percorrer. Acabou por chegar a um banco no meio de uma
clareira. Sentou-se para descansar e caiu num sono leve. Foi despertado por uma
voz que o chamava pelo nome: — Pedro! Pedro!
Abriu
os olhos e viu a mulher que encontrara havia tantos anos e lhe dera a bola
prateada com o fio dourado mágico. Aparentava a mesma idade que tinha no dia em
questão, exatamente igual. Ela sorriu-lhe.
—
E então, Pedro, a tua vida foi boa? — perguntou.
—
Não tenho a certeza — disse ele. — A sua bola mágica é maravilhosa. Nunca na
minha vida tive de suportar qualquer sofrimento ou esperar por qualquer coisa.
Mas tudo foi tão rápido! Sinto como se não tivesse tido tempo de apreender tudo
o que se passou comigo; nem as coisas boas, nem as más. E agora falta tão pouco
tempo! Já não ouso puxar o fio, pois isso só anteciparia a minha morte. Acho
que o seu presente não me trouxe sorte.
—
Mas que falta de gratidão! — disse a mulher — Gostarias que as coisas fossem
diferentes?
—
Talvez se me tivesse dado uma outra bola, em que eu pudesse puxar o fio para
fora e para dentro também. Talvez, então, eu pudesse reviver as coisas más.
A
mulher riu-se.
—
Estás a pedir muito! Achas que Deus nos permite viver as nossas vidas mais de
uma vez? Mas posso conceder-te um último desejo, meu tonto exigente.
—
Qual? — perguntou ele.
— Escolhe — disse ela.
Pedro
pensou bastante. Ao fim de bastante tempo, disse:
—
Gostaria de voltar a viver a minha vida, como se fosse a primeira vez, mas sem
a sua bola mágica. Assim, poderei experimentar as coisas más da mesma forma que
as boas, sem encurtar a sua duração. Pelo menos, a minha vida não passará tão
rapidamente e não se parecerá com um devaneio.
—
Seja — disse a mulher. — Devolve-me a bola.
Ela
esticou a mão e Pedro entregou-lhe a bola prateada. Em seguida, ele recostou-se
e fechou os olhos, exausto. Quando acordou, estava na sua cama. A sua jovem mãe
debruçava-se sobre ele, tentando acordá-lo carinhosamente.
—
Acorda, Pedro, não vás chegar atrasado à escola. Estavas a dormir como uma
pedra!
Ele
olhou para ela, surpreendido e aliviado.
—
Tive um sonho horrível, mãe. Sonhei que estava velho e doente e que minha vida
passara como num piscar de olhos sem que eu sequer tivesse ficado com algo para
contar. Nem ao menos algumas lembranças.
A
mãe riu-se e fez que não com a cabeça.
—
Isso nunca vai acontecer — disse ela. — As lembranças são algo que todos temos,
mesmo quando somos velhos. Agora, anda, vai-te vestir. A Lise está a tua
espera, não deixes que ela se atrase por tua causa.
A
caminho da escola, em companhia da amiga, observou que estavam em pleno Verão e
que fazia uma linda manhã, uma daquelas em que era óptimo estar-se vivo. Em
poucos minutos, estariam a encontrar os amigos e colegas, e mesmo a perspectiva
de enfrentar algumas aulas não parecia tão desagradável assim. Na verdade, ele
não cabia em si de contente.
William J. Bennett O Livro das Virtudes Editora Nova Fronteira, 1995.
Entendendo o conto:
01 – Qual era a
principal característica de Pedro quando criança e de que forma ela afetava a
sua maneira de vivenciar o presente?
Pedro era um
menino sonhador e extremamente impaciente, que tinha uma enorme dificuldade em
apreciar o momento presente. Ele vivia sempre ansiando pelo que viria a seguir:
no inverno queria o verão, nas aulas desejava o fim do dia e, nos domingos à
noite, suspirava pelas férias, incapaz de aproveitar as fases de sua vida à
medida que aconteciam.
02 – Quais eram as
regras e os avisos impostos pela mulher idosa ao entregar a bola prateada com o
fio mágico a Pedro?
A mulher explicou
que, se Pedro não tocasse no fio, o tempo passaria normalmente. Caso quisesse
acelerá-lo, bastaria dar um leve puxão no fio dourado para que uma hora
passasse em um segundo. Ela advertiu que o fio puxado jamais poderia voltar
para dentro da bola e que a bola desapareceria como fumaça no final. Além
disso, Pedro deveria manter o presente em segredo absoluto, sob pena de morrer
no mesmo dia se contasse a alguém.
03 – Como o uso da
bola mágica alterou a juventude de Pedro e quais foram os momentos em que ele
recorreu ao fio nessa fase?
O uso da bola fez
com que a juventude de Pedro passasse sem que ele vivenciasse verdadeiramente o
processo de amadurecimento. Ele puxou o fio para terminar a escola rapidamente
e virar aprendiz de carpinteiro, para acelerar os dias de pagamento, para pular
um ano de espera até o casamento com Lise e para fazer passar rapidamente os dois
anos de serviço militar obrigatório.
04 – Como Pedro
percebeu pela primeira vez o impacto negativo que o uso constante do fio
causava nas pessoas ao seu redor?
Pedro percebeu
esse impacto no dia do seu casamento quando, durante a festa, olhou para a sua
mãe e notou que os cabelos dela estavam ficando grisalhos e que ela havia
envelhecido rapidamente. Nesse momento, sentiu uma ponta de culpa, percebendo
que ao acelerar o seu próprio tempo, também estava encurtando a juventude e a
vida daqueles a quem amava.
05 – O que a mudança
de cor do fio mágico (de dourado para prateado e depois para cinza) simboliza
ao longo da vida de Pedro?
A mudança de cor
do fio simboliza o envelhecimento biológico de Pedro e o esgotamento
irreversível do tempo de sua vida. O fio dourado representava a infância e a
juventude cheias de energia; o prateado indicava a chegada da maturidade, com
os cabelos grisalhos e as primeiras rugas; e o cinza sem brilho indicava a
velhice avançada, o cansaço físico e a proximidade do fim da vida.
06 – Ao reencontrar
a mulher idosa na floresta, qual foi a reflexão e o desabafo de Pedro sobre o
impacto do presente em sua vida?
Pedro desabafou
que, embora nunca tivesse precisado suportar o sofrimento ou a espera, a sua
vida passara tão rápido que ele sentia não ter tido tempo de apreender nada do
que lhe acontecera — nem as coisas boas, nem as más. Ele concluiu que o
presente não lhe trouxera sorte, pois sua vida parecia um mero devaneio, sem
lembranças reais para guardar.
07 – Qual foi o
último desejo concedido pela mulher idosa a Pedro e como a experiência
transformou a sua atitude ao "acordar"?
Pedro pediu para voltar a viver a sua
vida desde o início, como se fosse a primeira vez, mas sem a bola mágica,
aceitando experimentar tanto as coisas boas quanto as más sem acelerá-las. Ao
"acordar" no seu quarto de infância, percebeu que tudo fora um
aprendizado intenso; satisfeito e aliviado, ele passou a valorizar a caminhada,
a companhia de Lise, o dia ensolarado e até mesmo a perspectiva das aulas na
escola.
Nenhum comentário:
Postar um comentário