Notícia: “VIVA A UTOPIA” – Fragmento
A infância na comunidade carente lhe
revelou as faces da pobreza e da violência, das quais ele teve a dádiva de
retirar apenas a experiência de vida. “De onde eu vim muitos amigos já morreram
ou estão presos”, conta. “Não me considero em nada melhor do que eles. Só tive
a sorte de ter uma família me apoiando, de nascer com um dom e de poder
desenvolvê-lo”, acrescenta. “Eu me tornei artista para revolucionar e quero
servir de bom exemplo. Não me conformo com o mundo como está. Desejo ver a
mesma proporção de negros e brancos nas escolas e nas plateias de teatro. Viva
a utopia”.
Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh8KMaLd8ktOKfQJJDsAHvROygYbFseTzekNuT576ju-iQk-ll0nhWkVYBKqZ5ngCRLvu8Wa1piZHmzT4hEboMFUJOBYHZloAKqGq8Gcu3yjM33r8jEOCQ46vV3bofu5rxmc4FZq9gVViqtaRDpKDaY39p8IvGq5QOWFnNgu_IvkGTqhSR62LPXQBxXUmc/s320/images.jpg Apesar dos passos trilhados pela
Química e pelas vendas, o pendor para as artes vem de bem antes, ainda garoto.
Já no início dos anos 80 ele estudava violão e pouco tempo depois entrou para o
grupo de teatro da Igreja de Santo Sepulcro, em Madureira. “Em 1985, fiz a
minha primeira peça amadora”, relembra. “Subi ao palco antes mesmo de assistir
a um espetáculo.” Foi assim que, de grupo em grupo, de peça em peça, a
bola-de-neve artística se avolumou, até chegar a participações e pequenos
papéis em espetáculos, como Cabaré Brasil e Obrigado, Cartola!
além de longas-metragens como Orfeu, Bossa nova e Carandiru,
sem contar minisséries, programas humorísticos e novelas da Globo (...)
Adaptado de Revista Raça Brasil, ed. 98, maio/2006. Disponível em http://racabrasil.uol.com.br/Edicoes/98/artigo17492-1.asp.
Entendendo
a notícia:
01
– Numere os fatos na ordem em que aconteceram na vida de Loroza:
(3) Estudou Química na Universidade Federal do Rio
de Janeiro.
(5) Conseguiu fama em programas humorísticos e
novelas da Rede Globo.
(1) Viveu sua infância no subúrbio carioca de
Madureira.
(2) Estudou violão e participou do grupo de teatro
da igreja.
(4) Abandonou o emprego para tentar a carreira de
artista.
02
– Releia:
“Hoje, ele chama a atenção menos
pela circunferência do que pela competência como músico e ator”.
De
acordo com o texto, isso significa dizer que:
( )
Serjão é bastante discriminado por sua aparência física.
(X) A competência artística é o que mais
impressiona as pessoas em relação a Serjão.
(
) Serjão passa despercebido entre as pessoas.
03
– Numere cada frase, de acordo com o que está informado:
(1)
A informação refere-se apenas a Sérgio Loroza.
(2)
A informação refere-se também a um dos personagens de Sérgio Loroza.
(2) “A popularidade mesmo, porém, só veio com o
bem-humorado, mulherengo e um tanto mau-caráter dono da agência de empregos do
seriado A diarista, da Rede Globo”.
(1) “Para chegar onde está agora, foi com a cara e
a coragem”.
(1) “Eu me tornei artista para revolucionar e quero
servir de bom exemplo”.
04
– Leia o verbete utopia, adaptado do Novo Dicionário Aurélio:
Utopia. 1. País
imaginário, criado pelo escritor inglês Thomas Morus, onde um governo
organizado proporciona ótimas condições de vida a um povo equilibrado e feliz. 2.
Descrição de qualquer lugar ou situação ideal, em que as normas e instituições
políticas sejam muito aperfeiçoadas. 3. Projeto que não se pode
realizar, sonho, produto da imaginação, fantasia.
No
texto, Sérgio Loroza afirma:
“Eu me tornei artista para
revolucionar e quero servir de bom exemplo. Não me conformo com o mundo como
está. Desejo ver a mesma proporção de negros e brancos nas escolas e nas plateias
de teatro. Viva a utopia”.
Responda:
Qual é a utopia de Loroza?
A utopia de
Loroza é a construção de um mundo mais justo e igualitário, onde haja a mesma
proporção e igualdade de acesso de negros e brancos nas escolas e nas plateias
de teatro, superando a desigualdade e o preconceito social e racial.
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