História: Faz muito tempo II – Continuação
Ruth Rocha
E
a história continua! Veja o que aconteceu...
Pedrinho
gostou logo do seu trabalho.
Para Pedrinho, era o mais bonito de todos.
Ficar lá em cima do mastro mais alto, numa cestinha, e ir avisando tudo o que
via.
Aprendeu logo as palavras diferentes que os marujos usavam e, logo que havia
alguma coisa, gritava, muito importante:
-- Nau capitânia a bombordo...
-- Baleias a estibordo...
Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhEeCjG2H4mES6YzN215X3zJX2W0iV_QnE-wM1fSRm0BwM5XlPl35ZRtagAS7TCrrNCJNUXwwhvyJzWmZxLKoMm3ORz5gjrFe-1dBVLjqbpl9-o_NhJPvwpIFrLRlZo7zWUXlkYu1zs2i5IX5kwNZvm0HfH37ORxoF4_hNw6hWfAx8CqpHfjXfVWOPXUjM/s320/images.jpg Depois de alguns dias, Pedrinho viu ao longe as ilhas Canárias, mais tarde, as ilhas de Cabo Verde.
E depois não se viu mais nenhuma terra.
Somente céu e mar, mar e céu.
E peixes, que pulavam fora da água, como se voassem.
E baleias, que passavam ao longe, espirrando colunas de água.
Pedrinho viu noites de lua, quando o mar parecia um espelho.
E noites de tempestade, quando as ondas, enormes, pareciam querer engolir o navio.
E dias de vento, e dias de calmaria.
Até que um dia...
Até que um dia, boiando sobre as águas, Pedrinho avistou alguma coisa.
O que seria?
Folhas, galhos, parecia.
De repente, uma gaivota, voando seu voo branco contra o céu.
Pedrinho sabia o que isso queria dizer:
-- Sinais de terra!!!
Todos vieram olhar e houve grande alegria.
-- Sinais de terra!!!
E todos trabalharam com mais vontade.
Até que, no outro dia, Pedrinho avistou, ao longe, o que parecia um monte.
E gritou o aviso tão esperado:
-- Terra à vista!
E como era o dia da Páscoa, o monte recebeu o nome de Monte Pascoal.
E no outro dia chegaram mais perto e viram.
A praia branca, a mata fechada...
-- Deve ser uma ilha – diziam todos.
Pedrinho, lá do alto, enxergava melhor:
-- A praia está cheia de gente...
Os navios procuraram um lugar abrigado e lançaram suas âncoras.
E esse lugar se chamou Porto Seguro.
E Pedrinho viu o que havia do outro lado do mar.
Era uma terra de sol, terra de matas, terra de mar...
Do outro lado do mar viviam pessoas.
Homens, mulheres, meninos, meninas.
Todos muito morenos, enfeitados de penas, pintados de cores alegres: índios.
Viviam pássaros de todas as cores.
Cobras de todos os tamanhos.
Feras de todas as bravezas.
Do outro lado do mar viviam meninos índios que pensavam:
-- O que é que existe do outro lado do mar?
Adaptação:
ROCHA, Ruth. Faz muito tempo. São Paulo: Editora Ática, 2000.
Entendendo a história:
01 – Todos os marinheiros tinham um trabalho a
realizar. Qual era a função de Pedrinho?
A função dele era ficar no topo do mastro mais alto, dentro de uma
cestinha (conhecida como cesto de gávea), observando e avisando a tripulação
sobre tudo o que via no mar.
02 – Os marinheiros têm uma linguagem
diferente, que usam quando estão navegando. Transcreva o trecho em que essas
palavras aparecem.
“-- Nau capitânia a bombordo...” e “-- Baleias a estibordo...”
03 – “─ O que é que existe do outro
lado do mar?” [...] Essa fala é utilizada por personagens da história, em
dois momentos e em dois lugares diferentes. Quem são esses personagens?
Pedrinho (em Portugal) e os meninos índios (na terra que viria a ser o
Brasil).
04 – Onde se encontravam Pedrinho e os meninos
índios ao se perguntarem o que havia do outro lado do mar?
Pedrinho estava em Portugal (na Europa) e os meninos índios estavam na
praia/terra onde os navios desembarcaram (na América / no Brasil).
05 – Explique com suas palavras, por que isso
ocorre.
Respostas pessoal. Sugestão: Isso acontece porque ambos tinham
curiosidade sobre o desconhecido. Como nenhum dos dois lados sabia da
existência do outro ou o que havia através do oceano, todos se faziam a mesma
pergunta sobre o que existia além do horizonte.
06 – Em 1500, as viagens pelo mar demoravam
muito, pois as caravelas (barcos) dependiam do vento para se movem no mar.
Depois de algum tempo de viagem, Pedrinho teve um sinal de que estava se aproximando
de terras. Que sinal foi esse?
Ele avistou folhas e galhos boiando nas águas, além de uma gaivota
voando no céu.
07 – Que nome os navegantes deram às terras?
Por quê?
Deram o nome de Monte Pascoal ao monte avistado, porque no dia em que
avistaram a terra era o dia da Páscoa. Já o local onde ancoraram os navios foi
chamado de Porto Seguro, por ser um local abrigado.
08 – Retire do texto um trecho que revela as
características da terra avistada.
“Era uma terra de sol, terra de matas, terra de mar...” (Também pode ser
citado: “A praia branca, a mata fechada...”)
09 – Escreva a frase que Pedrinho utilizou para
dizer que avistava terra.
“-- Terra à vista!”
10 – “─ Ó menino, tu queres ser marinheiro?
Pedrinho arregalou os olhos.” Explique, com suas palavras, o
significado da expressão “arregalou os olhos”.
Significa abrir muito os olhos por ter ficado surpreso, espantado ou
muito entusiasmado com a pergunta do padrinho.
11 – A pergunta que Pedrinho fez ao pai, no
início da história, foi respondida.
a) Quando isso ocorreu?
Ocorreu no momento em que a expedição chegou à nova terra e Pedrinho
pôde observar a praia, a natureza e as pessoas que moravam lá.
b) Transcreva o trecho que revela o que
Pedrinho encontrou do outro lado do mar.
“Era uma terra de sol, terra de matas, terra de mar... Do outro lado do
mar viviam pessoas. Homens, mulheres, meninos, meninas. Todos muito morenos,
enfeitados de penas, pintados de cores alegres: índios.”
12 – A curiosidade sobre o que havia do outro
lado do mar não estava somente na cabeça de Pedrinho. Do outro lado do mar,
para onde Pedrinho viajava, também havia curiosidade em seus habitantes.
Escreva o trecho em que é possível identificar esse fato.
“Do outro lado do mar viviam meninos índios que pensavam: -- O que é que
existe do outro lado do mar?”.
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