sábado, 1 de agosto de 2026

NOTÍCIA: MORCEGOS URBANOS EM PERIGO - FRAGMENTO - WAGNER OLIVEIRA - COM GABARITO

 Notícia: Morcegos urbanos em perigo – Fragmento

           Wagner Oliveira

        No Brasil ocorrem 139 das 987 espécies de morcegos que existem em todo o planeta. A extinção de algumas delas [oito encontram-se ameaçadas] pode provocar um desastre ecológico, com drásticas consequências para o ser humano, porque muitas delas alimentam-se de insetos e roedores. Em outras palavras: se o morcego sair de cena, aa proliferação daqueles bichos pode fugir do controle. [...]

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiHJiIlNWM_mnSpEcrixqmhwBABmENL45dHqGvqboYnKQbU-QJ_7Xl_V5IZHfm3baH2zOAlfmGLgT9tzPC-mnCWxNhtO2_Aw_rswu6jOId8R-J7ki1d7ZV9-X1SSmgLgdPjFRjYcJiGWYnYEGs-cq-3MYwWn2J0ag21TVnizsvFlplD7EpPE2f7eR6YhaA/s320/images.jpg 


        Como fazem abelhas, pássaros e borboletas durante o dia, os morcegos transportam sementes e pólen à noite, ajudando assim a perpetuar espécies vegetais. Essa função é desempenhada particularmente pelos morcegos frugíferos, aqueles que se alimentam de frutas e vegetais. Os indivíduos dessas espécies carregam sementes de cerca de 500 plantas típicas de florestas, muitas delas usadas no paisagismo urbano. [...] Algumas espécies do gênero Glossophaga, conhecidas como morcego-beija-flor, são as únicas polinizadoras de plantas que abrem suas flores durante a noite, como o maracujá-da-praia, a pita e o pau-de-falsa. [...]

        Algumas espécies, como os morcegos insetívoros, não tiveram muita dificuldade para se adaptar à cidade. são especialistas em caçar baratas, mosquitos e besouros, e chegam a consumir o correspondente a cerca de 50% de seu peso. “Um morcego de apenas 4 gramas pode devorar até 200 insetos em uma única noite”, revela o biólogo Alexandre Chagas, do Projeto Morcegos Urbanos, do Zoológico do Rio de Janeiro. [...]

        A ciência também estuda a utilidade dos morcegos para a indústria farmacêutica. O morcego-vampiro (Desmodus rotundus), por exemplo, que ao contrário do que se pensa, raramente ataca pessoas, possui glândulas na boca que secretam um potente anticoagulante para manter jorrando o sangue de suas presas. Apenas algumas gotas dessa substância poderia dissolver trombos e coágulos em seres humanos, evitando ataques do coração.

OLIVEIRA, Wagner. Ambiente. Globo Ciência, ano 7, n. 75, out. 1997.

Fonte: Linguagem Nova. Faraco & Moura. 6ª série. 17ª edição, 2ª impressão. Editora Ática. São Paulo. 2003. p. 197-198.

Entendendo a notícia:

01 – Com base no texto, qual pode ser a consequência ecológica e humana caso ocorra a extinção de espécies de morcegos no Brasil?

      A extinção de espécies de morcegos pode provocar um desastre ecológico com sérias consequências para a vida humana. Como muitas espécies se alimentam de insetos e roedores, a ausência dos morcegos provocaria um aumento descontrolado na proliferação desses animais, desequilibrando o ecossistema e potencialmente aumentando pragas e vetores de doenças nas cidades e no meio ambiente.

02 – Explique o papel dos morcegos frugíferos e das espécies conhecidas como "morcego-beija-flor" na manutenção e preservação da flora.

      Os morcegos frugíferos atuam no transporte noturno de sementes de cerca de 500 espécies de plantas florestais, ajudando na regeneração e perpetuação da vegetação (inclusive espécies usadas no paisagismo urbano). Já os "morcegos-beija-flor" (gênero Glossophaga) desempenham um papel único na polinização, pois são os únicos agentes polinizadores de plantas cujas flores se abrem exclusivamente à noite, como o maracujá-da-praia, a pita e o pau-de-falsa.

03 – Como os morcegos insetívoros se comportam no ambiente urbano e de que maneira sua dieta contribui para a higiene pública?

      Os morcegos insetívoros adaptaram-se com facilidade às cidades por serem especialistas na caça de pragas urbanas, como baratas, mosquitos e besouros. Eles possuem uma capacidade de consumo elevada, podendo ingerir em uma única noite uma quantidade equivalente a 50% do seu próprio peso (por exemplo, um indivíduo de 4 gramas pode devorar até 200 insetos por noite), atuando como um controle biológico natural de insetos causadores de incômodos e doenças.

04 – De que forma o morcego-vampiro (Desmodus rotundus) pode contribuir para os avanços na medicina e na indústria farmacêutica?

      O morcego-vampiro possui glândulas na boca que secretam um potente anticoagulante, utilizado pelo animal para manter o sangue de suas presas fluindo durante a alimentação. Na medicina humana, o estudo dessa substância revelou que apenas algumas gotas podem ser capazes de dissolver coágulos e trombos sanguíneos no organismo humano, ajudando na prevenção e tratamento de ataques cardíacos e acidentes vasculares.

05 – Qual mito sobre a relação entre o morcego-vampiro e os seres humanos é desmistificado no texto?

      O texto desconstrói a crença popular de que os morcegos-vampiros atacam frequentemente as pessoas. O fragmento deixa claro que, ao contrário do que o senso comum imagina, essa espécie raramente ataca seres humanos.

 

MITOS E LENDAS: QUAL É A DIFERENÇA? COM GABARITO

 Mitos e Lendas: Qual é a diferença?

        Habilidade EF67LP28 – Distinguir mitos de lendas (mitos explicam origem do mundo e dos seres já lendas narram feitos históricos ou acontecimentos extraordinários).

        Embora pareçam iguais, os mitos e as lendas têm objetivos diferentes. Os mitos são histórias sagradas criadas por povos antigos para explicar como o mundo surgiu, como os seres humanos nasceram ou de onde vieram as forças da natureza (como o trovão ou o sol). Eles geralmente envolvem deuses e heróis poderosos.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjBXbCo0ItXHsRGQhFCwBRlmCTCcFXbzET-97ZrBWkgenkx0xM0VAa8LoYPC6xtn51GKqTaPcybyjtFT4hRqtTRZhihbRQ7gj3GVQyz3S6-bQs7T9rbAbHy2-Cj7AIt6IbEGQrOw8tuL4BAFSENinFY6TCV6sKSNAZ2RpfyelbMFo3wOxH-FXr1LESkYYg/s320/images.jpg


        Já as lendas misturam um pouquinho de história real com imaginação. Elas nascem do povo e narram acontecimentos extraordinários, mistérios ou feitos de pessoas que realmente existiram no passado, mas que ganharam elementos mágicos com o passar do tempo.

Entendendo os mitos e lendas:

01 – Qual é o principal objetivo de um mito?

      Explicar a origem do mundo, dos seres ou das forças da natureza.

02 – Que tipo de personagens costuma aparecer nos mitos?

      Deuses, semideuses e heróis poderosos.

03 – O que as lendas usam como base para a sua história?

      Fatos históricos reais misturados com imaginação e elementos mágicos.

04 – Se uma história conta como o Deus Sol criou a noite, ela é um mito ou uma lenda?

      É um mito, porque explica a criação, origem de algo no mundo.

05 – Qual é a diferença entre o que o mito explica e o que a lenda narra?

      O mito explica a origem das coisas, a lenda narra acontecimentos extraordinários ou feitos do passado.

 

POEMA: FELICIDADE - JULIANY REIS - COM GABARITO

 Poema: Felicidade

           Juliany Reis

      Habilidade EF89LP34 – Consiste na organização de texto dramático, para teatro/TV.

Hoje à tardinha o céu se pintou de rosa

Estava por vir alguma alegria...

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhQMDVJfOB1Xvt5PhujVLp8WetuubsjBlz1zS7rpM__e8633UX7FORuBbO1yZGRzKSJOAPu3ETi8MRh1wKfJEHUN_1BDE2_o2Z81ahFu9UZTNhSVw_UHZH1TC5lgOg64t6U2NOMw11qWGAcAgm-btm46J1DgWbsdEsg5CcciSuosVfsrlRRS8LFpr036mg/s320/images.jpg 


Meu amor me chamou para casar

Teve show no boteco da praça

Vi a noite despertando em luar.

Eu vesti meu vestido florido.

Encontrei mais que velho amigo

Desatei nesta noite a sorrir.

Juliany Reis.

Entendendo o poema:

        Reescreva o poema acima na estrutura de um texto teatral de cena única, com dois personagens intitulados “MOÇA” e “MEU AMOR”, transformando os últimos versos de cada estrofe em rubricas relativas ao personagem MOÇA e adaptando tudo o que for necessário para compor esse tipo de texto.

Título da cena: Felicidade

        CENA ÚNICA

        (A cena se passa em uma praça ao entardecer. O céu apresenta tons rosados. O som de um bar ao fundo indica que haverá música).

        MOÇA

        Hoje à tardinha p céu se pintou de rosa. Está por vir alguma alegria... (A MOÇA olha para o céu e suspira, pressentindo algo bom).

        MEU AMOR

        (Aproximando-se com ternura). Quero que você se case comigo.

        MOÇA

        (Surpresa e feliz) Ouça... já começou o show no bar da praça! (A MOÇA volta o olhar para o horizonte, observando a noite despertando em luar).

        MEU AMOR

        Você está linda com este vestido florido.

        MOÇA

        Hoje encontrei em você muito mais que um velho amigo; encontrei o meu destino. (A MOÇA desata a sorrir).

         

TEXTO: PARTICIPAÇÃO: PALAVRA DE ORDEM - FRAGMENTO - SILVIO GALLO - COM GABARITO

 Texto: Participação: palavra de ordem – Fragmento

         Silvio Ggallo

        Volta e meia, a sociedade chama seus membros para participar. Participar de uma missa, de um torneio esportivo, de uma campanha de aquisição de agasalhos etc. Participação, essa é a palavra de ordem. Porém, será que já paramos para pensar nessa tal participação?

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQX8gmZ6KkdWe93enYkgMy7Ms-RKOm8fi9gjkEBHgtffXh0H7miHzJmqpwUu239GvUQJO7HgzcVvjfAaZR-xTQ_Scm8FYkofJs9Zgf41lCHaul9FEI-ySYTdiwboaLa868axincV4vYoIGwMbk7Ff_kU-eP5F9RJnBK7r6m105NA6CnJTiOA-vkc_qyeQ/s320/images.jpg


        Interessante reparar, antes de mais nada, que o ato de participar nunca é feito sozinho; não é um ato isolado de alguém que não tem companhia, mas algo que fazemos com os outros.

        O solidário, que está sempre disposto a participar, porta-se desta maneira: está em comunhão; vive ansioso pelo encontro; faz questão de trocar suas experiências de vida com os outros. Sabe muito bem que viver é acima de tudo con-viver. O solidário é companheiro; você já pensou sobre i significado dessa palavra? Ela vem do latim, cum-panere, e significa algo mais ou menos como “aqueles que comem juntos o pão da vida”. Logo, o companheiro, o solidário, é aquele que divide sua vida com os outros, aquele para quem a vida não é apenas uma coexistência com os outros, mas uma verdadeira convivência, um viver com os outros. [...]

GALLO, Sílvio (Coord.). Grupo de Estudos sobre Ensino de Filosofia, Ética e Cidadania – Caminhos da filosofia. 3. ed. São Paulo, Papirus, 1998. p. 26.

Fonte: Linguagem Nova. Faraco & Moura. 8ª série. 15ª edição, 2ª impressão. Editora Ática. São Paulo. 2003. p. 70.

Entendendo o texto:

01 – De acordo com o texto, de que maneira a sociedade costuma convocar seus membros e qual é a provocação feita pelo autor em relação a essa convocação?

      A sociedade chama seus membros para participar de diversas atividades do cotidiano, como missas, torneios esportivos ou campanhas de agasalhos, tornando a "participação" uma verdadeira palavra de ordem. A provocação do autor é para que as pessoas parem para refletir criticamente sobre o que realmente significa esse ato de participar.

02 – Qual é a característica fundamental do ato de participar destacada no segundo parágrafo do texto?

      A característica fundamental é que a participação nunca ocorre de forma isolada ou individual. Participar é, por definição, uma ação coletiva, algo que só se realiza em conjunto com outras pessoas.

03 – Como se comporta a pessoa considerada solidária em relação à convivência social e à troca de experiências?

      O indivíduo solidário coloca-se em comunhão com os demais, vive ansioso pelo encontro com o outro e faz questão de compartilhar suas experiências de vida. Ele compreende que o ato de viver é, essencialmente, um "con-viver".

04 – Qual é a origem latina da palavra "companheiro" apresentada no texto e qual é o seu significado prático segundo o autor?

      A palavra vem do latim cum-panere, que significa "aqueles que comem juntos o pão da vida". Na prática, o companheiro é aquele que divide sua existência com o outro, transformando o cotidiano em uma divisão ativa e participativa.

05 – Qual é a diferença implícita no texto entre os conceitos de "coexistência" e "verdadeira convivência"?

      A coexistência refere-se apenas ao fato de estar no mesmo espaço que os outros de forma passiva ou neutra, sem interação real. Já a verdadeira convivência ("viver com") exige solidariedade, companheirismo, partilha da própria vida e envolvimento ativo com as pessoas ao redor.

 

 

CORDEL: O VENDEDOR DE OVOS - JOSÉ F. BORGES - COM GABARITO

 Cordel: O Vendedor de Ovos

           José F. Borges

Um homem vendia ovos

numa feira da usina.

Numa época de São João

uma senhora grã-fina

lhe encomendou ovos grandes

que não tivessem ruína.

 

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgLDxcevAmOAyVGmmwDfCU6ww_9UksLe-d-1cC2ApR6x6uFizmUJzLHkuHsSfLRWA1mI-JFUpjsrFtv8dgdmjbKwGpQi_jvX9qazv9aAmhwbE-MON1RC7ApV09PC1oEhVvUc8mjQj3Awz3w80XC0osoxXtpW_DcW7wpeyi_w0TJHDsm2-qRg-8iYrob7gc/s320/images.jpg 

Ele carregou a égua

com dois pares de caixão

e os ovos da mulher

colocou no caldeirão

e amontou-se na égua

levando o mesmo na mão.

 

Ao passar na linha férrea

o maquinista lhe avistou

montado no meio da carga

o maquinista apitou

e com o apito da máquina

a égua se assustou.

 

E na corda do apito

o maquinista pendurou-se

com o apito estridente

a égua mais espantou-se

e o caldeirão com os ovos

da mulher, logo quebrou-se.

 

O homem pulou da carga

logo a cangalha virou

e as quatro caixas de ovos

de serra abaixo embalou

a égua vidrou os olhos

e no momento endoidou.

 

Correu da estrada afora

com o pescoço levantado

o homem foi pegar ela

caiu dentro dum valado

a estrada virou lama

fedendo a ovo quebrado

 

Voltou o pobre pra casa

com a roupa toda molhada

as caixas fedendo a ovos

e a cangalha quebrada

e a égua findou a vida

para sempre espantada.

 José Francisco Borges.

Fonte: Linguagem Nova. Faraco & Moura. 6ª série. 17ª edição, 2ª impressão. Editora Ática. São Paulo. 2003. p. 206.

Entendendo o cordel:

01 – O texto que você acabou de ler está escrito em versos ou prosa?

      O texto está escrito em versos. Cada linha do poema corresponde a um verso, organizados em estrofes de seis linhas (sextilhas).

02 – Como é nomeado o texto escrito neste estilo?

      Trata-se de uma Literatura de Cordel (ou simplesmente Cordel). É um gênero literário popular, muito tradicional na região Nordeste do Brasil, tipicamente impresso em folhetos e frequentemente acompanhado de gravuras (xilogravuras).

03 – O texto “O vendedor de ovos” descreve um sentimento, narra acontecimentos do dia a dia de modo poético ou enumera características do povo nordestino?

      O texto narra acontecimentos do dia a dia de modo poético. Ele conta uma história rápida e bem-humorada (um entrevero/incidente) envolvendo a encomenda de uma cliente, o barulho do trem, o susto da égua e o prejuízo do feirante.

04 – Que nome recebe os sons que se repetem nas palavras, em geral, no final dos versos?

      Esses sons repetidos são chamados de rimas.

05 – Do ponto de vista gramatical e sonoro, podemos dizer que são rimas ricas ou pobres?

      São rimas pobres. Por quê? Na classificação gramatical, a rima é considerada pobre quando ocorre entre palavras de mesma classe gramatical (por exemplo, verbo com verbo ou substantivo com substantivo). No cordel analisado, a maioria das rimas ocorre entre verbos no mesmo tempo verbal ou entre substantivos:

-- usina / grã-fina / ruína (substantivo com adjetivo/substantivo)

-- caixão / caldeirão / mão (substantivos)

-- avistou / apitou / assustou (verbos no pretérito perfeito)

-- pendurou-se / espantou-se / quebrou-se (verbos no pretérito perfeito com pronome)

-- virou / embalou / endoidou (verbos no pretérito perfeito).

06 – Numa narrativa, o clímax é o ponto culminante, o momento mais tenso da história. Logo após o clímax, vem o desfecho, o final da história.

a) Qual é o clímax da narrativa lida?

      O clímax se dá a partir do momento em que a égua endoida e vai até a queda do homem no valado.

b) Qual é o desfecho?

      O desfecho da história ocorre na última estrofe.

07 – A literatura de cordel emprega uma linguagem popular. Por isso, incorpora ocorrências que fogem às regras gramaticais. Identifique na primeira estrofe:

a) Duas palavras que não estão de acordo com a ortografia oficial.

      Granfina (grã-fina) e ruina (ruína).

b) Um problema de concordância.

      Ovos grandes é sujeito da forma verbal tivesse. O verbo deveria estar na 3ª pessoa do plural.

 

 

 

 

 

 

CORDEL: UM TESOURO SEM PAR - 100 ANOS DE CORDEL - COM GABARITO

 Cordel: Um tesouro sem par

        Antes de serem impressos no Brasil, as histórias de cordel eram contadas pelo povo e reproduziam outras, vindas de tempos e terras distantes, trazidas pelos portugueses.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEilf_gE5q4KJnpR2PTjneGE0RM6h_9axMGKOihfbvjZrdp1paO5LBIYKWzBCJaafKVQhcRSo3hjzQ4i2tYGwnyOLKDlq2MQoL-MXmMILJD-ysiBcARj5aHyTlaUlsL8WhJMCuMMm9eNn7lO9iiQijzGzqcpG14vqeXlSknhLdV-QJ9wHPTAE9oruEki2Rs/s320/images.jpg


        São narrativas de heróis, princesas de beleza deslumbrante, príncipes destemidos, reis, como Carlos Magno, e seus intrépidos guerreiros, que se transportaram da Idade Média para o imaginário do povo do nosso sertão.

        A literatura popular em versos desenvolveu-se aqui como em nenhuma outra parte do mundo. Mas, além de histórias fantásticas, os poetas cantadores faziam chegar aos pontos mais distantes do sertão nordestino notícias das coisas acontecidas, comentários políticos, as valentias de Lampião, os milagres do Padre Cícero.

        A imprensa instalou-se no Brasil, em 1808, com a chegada da família real portuguesa, mas a circulação dos jornais ficava limitada às cidades mais importantes. Assim, só nos últimos anos do século XIX, surgiram os primeiros folhetos.

        As ilustrações, os cabeçalhos e vinhetas dos folhetos de cordel eram feitos por xilogravura (gravura em madeira). A madeira preferida era a umburana, e os entalhes eram feitos com canivete, hastes de guarda-chuva, lâminas de barbear, etc.

        O Cordel inspirou escritores, como Jorge Amado, poetas, como João Cabral de Melo Neto, dramaturgos, como Ariano Suassuna, e está no cinema de Glauber Rocha, nas artes plásticas, como na obra de Gilvan Samico, e principalmente na música popular brasileira.

Fonte: 100 anos de cordel. São Paulo, Sesc, 2001.

Fonte: Linguagem Nova. Faraco & Moura. 6ª série. 17ª edição, 2ª impressão. Editora Ática. São Paulo. 2003. p. 208.

Entendendo o cordel:

01 – De que maneira as narrativas de origem europeia se transformaram ao chegar ao Brasil e como passaram a fazer parte do imaginário popular?

      As histórias de cordel eram originalmente contadas pela tradição oral e foram trazidas ao Brasil pelos colonizadores portugueses. Traziam temas europeus e medievais, como relatos de heróis, princesas, príncipes e figuras históricas como o rei Carlos Magno e seus guerreiros. Ao chegarem ao sertão nordestino, essas narrativas foram incorporadas e adaptadas à cultura local, mesclando a tradição literária da Idade Média com a realidade, o imaginário e o contexto do povo sertanejo.

02 – Além de contar histórias fantásticas, qual era a função social e informativa da literatura de cordel no sertão nordestino?

      O cordel desempenhava um papel fundamental de veículo de informação e jornalismo popular no sertão. Como a circulação dos jornais tradicionais ficava restrita às grandes cidades, os poetas cantadores levavam às regiões mais isoladas as notícias sobre os acontecimentos do país, comentários e debates políticos, relatos sobre o cangaço (como as valentias de Lampião) e aspectos da religiosidade popular (como os milagres do Padre Cícero).

03 – Como eram confeccionadas as ilustrações dos folhetos de cordel e quais recursos eram utilizados pelos artesãos?

      As ilustrações, cabeçalhos e vinhetas eram produzidos por meio da técnica da xilogravura, que consiste no entalhe da imagem em blocos de madeira. Para isso, os artesãos preferiam utilizar a madeira de umburana e usavam ferramentas adaptadas do cotidiano para fazer os cortes, tais como canivetes, hastes de guarda-chuva e lâminas de barbear.

04 – Qual foi o impacto da chegada da imprensa ao Brasil para o aparecimento do cordel impresso e quando surgiram os primeiros folhetos?

      Embora a imprensa tenha se instalado no Brasil em 1808 com a chegada da família real portuguesa, o acesso aos jornais permaneceu limitado aos centros urbanos de maior importância. Por essa razão, a produção e circulação dos primeiros folhetos impressos de cordel só ganharam força e se consolidaram no país nos últimos anos do século XIX.

05 – Com base no texto, demonstre como o cordel influenciou outras linguagens artísticas e culturais no Brasil.

      A literatura de cordel serviu de fonte de inspiração para diversos campos da cultura nacional. Na literatura e no teatro, influenciou grandes nomes como Jorge Amado, João Cabral de Melo Neto e Ariano Suassuna. No cinema, fez-se presente nas obras de Glauber Rocha; nas artes plásticas, destacou-se no trabalho de Gilvan Samico; e, de forma marcante, integrou-se à música popular brasileira.

 

 

NOTÍCIA: ILHA NASCE NA COSTA DE TRINIDAD E TOBAGO - FRAGMENTO - FOLHA ONLINE - COM GABARITO

 Notícia: Ilha nasce na costa de Trinidad e Tobago – Fragmento


        Uma pequena ilha de lama surgiu de dentro do oceano na costa de Trinidad e Tobago pela quarta vez em 90 anos. A ilhota foi encontrada por moradores da vila costeira de Chatham no dia 11 de maio, no canal de Columbus, cerca de 2,5 quilômetros da praia.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiJX1N9ZwpSisfNSyIGPGdpUG_J6-O352tmWIMCyhGHk20W6pnm_-AvyKg_4R7z2ECC2ysJPYkhuewAoOIB7TfYOkWJCsNY9qL5bFf7P85u8YSaI23RNSwJaz6GlRyWmYKZevN2UdQINeEqkEd73JdQBXYP8S31MC9WvCQ8dkXKmDnILW7_whDUnspDZhQ/s320/images.jpg


        Segundo os cientistas da Unidade de Pesquisas Sismológicas de Trinidad, Jan Lindsay e Kirstie Simpson, o fundo do mar começou a subir há cerca de quatro anos, de uma profundidade de 4 metros. Há seis meses, o fundo chegou à superfície.

        Com 5 metros de diâmetro e 1 metro de altura, o local tornou-se uma atração turística e alguns se dispuseram a pagar US$ 4 para dar uma olhada mais de perto no espetáculo natural.

        A ilha já se tornou o lar de vários pássaros e deu aos pescadores uma rara oportunidade de faturar um dinheiro extra, o que foi bem recebido, "especialmente em uma época em que o negócio da pesca anda em baixa", disse o proprietário do barco Seenath Singh.

        Os cientistas afirmaram que a ilha se formou com lama vulcânica e não representava nenhuma ameaça para as populações e propriedades costeiras. Os dois, porém, advertiram as pessoas para que ficassem longe da ilha e, caso se aproximassem dela, o fizessem com cautela, uma vez que o local pode explodir ou emitir gases tóxicos que entrariam em combustão espontaneamente.

        Os vulcões de lama não são vulcões verdadeiros e não entram em erupção soltando lava e cinza.

        Eles surgem quando a lama e a areia sob a superfície são pressionados para cima por forças compressivas, disseram os cientistas. [...]

fonte: Folha OnLine. www.folha.com.br.

Fonte: Linguagem Nova. Faraco & Moura. 6ª série. 17ª edição, 2ª impressão. Editora Ática. São Paulo. 2003. p. 219.

Entendendo a notícia:

01 – Onde a nova ilha foi encontrada e por que esse fenômeno não é considerado algo inédito na região?

      A pequena ilha de lama foi encontrada por moradores da vila costeira de Chatham no canal de Columbus, a cerca de 2,5 quilômetros da praia de Trinidad e Tobago. O fenômeno não é inédito porque essa é a quarta vez em 90 anos que uma ilha surge de dentro do oceano naquela mesma área.

02 – Quanto tempo durou o processo de elevação da ilha do fundo do mar até a superfície e quais eram as suas dimensões quando foi avistada?

      O processo começou cerca de quatro anos antes do aparecimento da ilha, subindo de uma profundidade de 4 metros até atingir a superfície seis meses antes da descoberta. Quando foi encontrada, a ilhota apresentava 5 metros de diâmetro e 1 metro de altura.

03 – De que maneira o surgimento da ilha impactou a economia local e os moradores da região costeira?

      O local se tornou uma atração turística, levando pessoas a pagarem US$ 4 para vê-la de perto. Isso beneficiou os pescadores locais, que puderam faturar um dinheiro extra transportando turistas em seus barcos, o que foi positivo diante da baixa na atividade da pesca.

04 – Embora os cientistas afirmem que a ilha não representa uma ameaça para as populações costeiras, quais alertas foram dados aos visitantes que tentam se aproximar?

      Os cientistas advertiram para que as pessoas fiquem longe da ilha ou se aproximem com extrema cautela, pois o local corre o risco de explodir ou de emitir gases tóxicos capazes de sofrer combustão espontânea.

05 – De acordo com o texto, qual é a diferença entre os vulcões de lama e os vulcões verdadeiros quanto à sua formação e ao material liberado?

      Os vulcões de lama não são vulcões verdadeiros porque não entram em erupção expelindo lava e cinza. Eles se formam pelo acúmulo de lama e areia que estão sob a superfície e acabam sendo pressionados para cima devido a forças de compressão.

 

 

CONTO: ADIVINHAS - RICARDO AZEVEDO - COM GABARITO

 Conto: Adivinhas

          Ricardo Azevedo

I

O que é, o que é?
Separa as coisas do mundo
Na terra manda e desmanda
Sobe morro, desce morro
Vive parada e não anda?

      A cerca.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiIigHa-5kG0LNhqGaqna9aoKYqFZmRg8Zbb8RkR9L2iTBJSjssm6hX6NLuwdZxFXBZG7LvlcavzsJpg8oeTgmfFp7OvycyFtT1NeAVehMiw2OCBLU7MqOCdzP-M2R0wiYbIf-mhyphenhyphenjpvYzYXU_XSFjm-f4-RUVpxm29svERuQTtA4jC41a004wDW84JA90/s320/images.jpg


II

O que é, o que é?  
Deita na cama com a gente
Às vezes tapa o nariz
Às vezes dói na cabeça
Gosta de frio, mas não diz.     

      O resfriado.

III 

O que é, o que é?
Agarra, coça e atira
Escreve, pinta e inventa
Aperta, aponta e dá soco
Faz carinho e cumprimenta?

      A mão.

IV

O que é, o que é?
Nunca dorme e não acorda
Quando acorda, não concorda
Quando concorda, discorda
Quando discorda, acorda?  

      A corda.

Campo grande
Gado miúdo
Moça formosa
Pai Carrancudo

      Céu, estrelas, lua e sol.

VI

Quanto mais cresce menos se vê?
Quanto mais se tira menor fica?
Sempre se quebra quando se fala?

      Escuridão, buraco, segredo (ou silêncio).

VII

Quem faz nunca vai querer
Quem compra não quer usar
Quem usa não pode ver
Quem vê não vai desejar?

      O caixão de defunto.

Fonte: Linguagem Nova. Faraco & Moura. 6ª série. 17ª edição, 2ª impressão. Editora Ática. São Paulo. 2003. p. 214.

 

POESIA: A GALINHA - D'ANGOLA - VINÍCIUS DE MORAES - COM GABARITO

 Poesia: A galinha-d’angola

           Vinicius de Moraes

Coitada
Da galinha-
- D’angola
Não anda
Regulando
Da bola
Não para
De comer
A matraca
E vive
A reclamar
Que está fraca:

— “Tou fraca! Tou fraca!”

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgYKUJwY9EC7cml0OI4S1MYjgg4VcSvImONGwDdu44m-dG_Ee7j5MFs7FU1h3C4DJJyss0KY63pfi7pQWcEkoosMXNZHDfb9spco1_c7OfBtqhl1XZQJBIhjneAk2Fp0qmd9ixosn-1LoBMu_9BxAEmCXYAEAGNVCObPpmANUfjXirUc0xMKYGcLGS8LBY/s320/images.jpg


MORAES, Vinicius de. A arca de Noé. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2004.

Habilidade EF15LP03 – Localizar informações explícitas em textos.

Entendendo a poesia:

01 – No poema, Vinicius de Moraes utiliza um recurso sonoro muito comum na poesia infantil para caracterizar a personagem. Identifique esse recurso no desfecho do texto e explique como ele estabelece a relação entre a linguagem humana e o comportamento do animal.

      O recurso utilizado é a onomatopeia. No desfecho ("— 'Tou fraca! Tou fraca!'"), o poeta transpõe o som natural emitido pela galinha-d'angola para a língua portuguesa, criando um trocadilho. Isso humaniza a ave (personificação), atribuindo-lhe uma fala que justifica o título "Coitada", pois o som que ela emite é interpretado como uma reclamação constante de debilidade física, apesar de sua agitação característica.

02 – Analise a estrutura rítmica do poema. Como a escolha de versos curtos e a pontuação contribuem para a construção da imagem da galinha-d'angola perante o leitor?

      A estrutura de versos curtíssimos (muitas vezes compostos por apenas uma ou duas palavras) e o ritmo quebrado imprimem uma agilidade e um nervosismo à leitura. Esse estilo mimetiza o comportamento saltitante e "desorientado" da ave. A falta de pausas longas até o clímax da fala final reforça a ideia de que a galinha "não para" e está em constante movimento, transmitindo visual e sonoramente a confusão descrita na expressão "não anda regulando da bola".

03 – Existe uma contradição ou ironia apresentada entre as ações da galinha e o seu discurso final. Explique que contradição é essa e como ela contribui para o humor da obra.

      A contradição reside no fato de o poema descrever que a galinha "não para de comer a matraca" (ou seja, come incessantemente e faz barulho), mas vive a reclamar que "está fraca". O humor nasce dessa ironia: a ave, apesar de bem alimentada e extremamente ativa, utiliza seu canto para expressar uma suposta fraqueza. Isso cria uma imagem cômica de uma personagem hipocondríaca ou eternamente insatisfeita, característica marcante da poesia de Vinicius para o público infantil em "A Arca de Noé".

04 – Tanto o conto como o poema são textos literários, ou seja, neles não há compromissos com a veracidade dos fatos. Então, a finalidade deles é:

(  ) Informar.     (X) Entreter e emocionar.      (  ) Opinar.

05 – Os textos literários, em sua maioria, são publicados em:

(  ) Enciclopédias.       (  ) Gibis.         (X) Livros.

 

MÚSICA(ATIVIDADES): A VELHA A FIAR ... HUMBERTO MAURO - COM GABARITO

 Música (Atividades): A velha a fiar...

 

Estava a velha a fiar...  

Veio a mosca lhe fazer mal 

A mosca na velha e a velha a fiar 

 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirnDLRYpdjPWz1N3PIpD-MhCRTUC5SQ4RycKfnXZMYiq7nKkCurrTlm51B85YouC9_PUgAAEpDO7bQUwUOW_KBe16S46PTRrGdMWEEjnAM6BPbgLb-IJY1u8Yotaf_oRs_gTVM9dSR6dJ2Fi_sqExm1CeV62BS7H_96fx9EdGQWmp1ibDITyEglIRjzBU/s320/images.jpg

Estava a mosca em seu lugar 

Veio a aranha lhe fazer mal 

A aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar 

 

Estava a aranha em seu lugar 

Veio o rato lhe fazer mal 

O rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar 

 

Estava o rato em seu lugar 

Veio o gato lhe fazer mal 

O gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar 

 

Estava o gato em seu lugar 

Veio o cão lhe fazer mal 

O cão no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar 

 

Estava o cão em seu lugar

Veio o pau lhe fazer mal 

O pau no cão, o cão no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar 

 

Estava o pau em seu lugar 

Veio o fogo lhe fazer mal 

O fogo no pau, o pau no cão, o cão no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar 

 

Estava o fogo em seu lugar 

Veio a água lhe fazer mal 

A água no fogo, o fogo no pau, o pau no cão, o cão no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar 

 

Estava a água em seu lugar 

Veio o boi lhe fazer mal 

O boi na água, a água no fogo, o fogo no pau, o pau no cão, o cão no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar 

 

Estava o boi em seu lugar 

Veio o homem lhe fazer mal 

O homem no boi, o boi na água, a água no fogo, o fogo no pau, o pau no cão, o cão no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar 

 

Estava o homem em seu lugar 

Veio a mulher lhe fazer mal 

A mulher no homem, o homem no boi, o boi na água, a água no fogo, o fogo no pau, o pau no cão, o cão no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar 

 

Estava a mulher em seu lugar 

Veio a morte lhe fazer mal 

A morte na mulher, a mulher no homem, o homem no boi, o boi na água, a água no fogo, o fogo no pau, o pau no cão, o cão no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar.

Cantiga popular que inspirou o curta-metragem Velha a fiar, de 1964, do cineasta brasileiro Humberto Mauro.

Fonte: Linguagem Nova. Faraco & Moura. 6ª série. 17ª edição, 2ª impressão. Editora Ática. São Paulo. 2003. p. 209-210.

Entendendo a música:

01 – A canção "A Velha a Fiar" é classificada como uma cantiga acumulativa ou de repetição. Como funciona a estrutura do texto ao longo das estrofes?

      A cada nova estrofe, um elemento inédito surge para interromper a ação do elemento anterior. A estrutura se repete ao resgatar em ordem inversa todos os seres e objetos apresentados até o momento, formando uma longa cadeia de ações acumuladas que sempre termina com a ação inicial: "e a velha a fiar".

02 – Qual é a atividade que dá origem à narrativa e quem é o primeiro elemento a tentar interrompê-la?

      A atividade inicial é a ação de fiar (trabalhar com o fuso/fio), realizada pela velha. O primeiro elemento que surge para atrapalhá-la é a mosca ("Veio a mosca lhe fazer mal").

03 – Na lógica da canção, qual elemento aparece para fazer mal ao gato e qual surge em seguida para fazer mal a esse novo elemento?

      O elemento que surge para fazer mal ao gato é o cão ("Veio o cão lhe fazer mal"). Na sequência, quem vem fazer mal ao cão é o pau.

04 – A partir de determinado momento, a cantiga deixa de listar apenas animais e introduz elementos da natureza e objetos inanimados. Quais são eles e em que ordem aparecem?

      Os elementos inanimados e naturais que aparecem em ordem na cantiga são: o pau, o fogo e a água.

05 – De que forma a música constrói as relações entre os animais apresentados (mosca, aranha, rato, gato, cão)?

      A canção utiliza uma cadeia que remete às relações de predação e conflito do mundo animal, onde cada bicho é ameaçado por outro tradicionalmente considerado seu opositor ou predador (a aranha pega a mosca, o rato ameaça a aranha, o gato persegue o rato e o cão ataca o gato).

06 – Qual é o último elemento a entrar na sequência da canção e como a narrativa é finalizada?

      O último elemento a entrar na história é a morte, que vem fazer mal à mulher. A narrativa é finalizada recapitulando toda a extensão da cadeia acumulada — desde a morte até a mosca — culminando no retorno à cena inicial da velha continuando a fiar.

07 – O que a permanência da frase "e a velha a fiar" ao final de todas as estrofes sugere sobre a rotina da personagem?

      Sugere persistência e continuidade. Apesar de todas as interferências, confusões e reações em cadeia geradas ao seu redor (envolvendo animais, elementos naturais, pessoas e até a morte), a velha não para seu trabalho e segue firme na sua tarefa cotidiana de fiar.