segunda-feira, 9 de novembro de 2020

TEXTO: RETALHOS CÓSMICOS - MARCELO GLEISER - COM GABARITO

 TEXTO: RETALHOS CÓSMICOS   

  Marcelo Gleiser

        Olhar para o céu noturno é quase um privilégio em nossa atribulada e iluminada vida moderna. Companhias de turismo deveriam criar “excursões noturnas”, em que grupos de pessoas são transportados até pontos estratégicos para serem instruídos por astrônomos sobre maravilhas do céu noturno. Nasceria, assim, o “turismo astronômico”, a fim de complementar perfeitamente o novo turismo ecológico. E por que não?

        Turismo astronômico ou não, talvez a primeira impressão ao observarmos o céu noturno seja uma sensação com itens diversos: paz, permanência, sossego, profunda ausência de movimento, fora um eventual avião ou mesmo um satélite distante (uma estrela que se move!).

        Vemos incontáveis estrelas, emitindo sua radiação eletromagnética, perfeitamente indiferentes às atribulações humanas. Essa idealização pacata para os céus é muito distinta da visão de um astrofísico moderno. As inocentes estrelas são verdadeiras fornalhas nucleares, de modo que produzem uma quantidade enorme de energia a cada segundo.

        A título de exemplo, a morte de uma estrela modesta como o Sol virá acompanhada de uma explosão que chegará até a nossa vizinhança, transformando tudo o que encontrar pela frente em poeira cósmica. No entanto, o leitor não precisa se preocupar com esse perigo de extinção da vida na Terra; porque o Sol ainda produzirá energia “docilmente” por mais uns 5 bilhões de anos.

Fonte: (Marcelo Gleiser, Retalhos Cósmicos)

Entendendo o texto:

01 – Acerca do texto de Marcelo Gleiser, há uma referência correta em:

a)   Na primeira frase do texto, os termos “atribulada” e “iluminada” caracterizam dois aspectos contraditórios e inconciliáveis a que o autor chama de “vida moderna”.

b)   No terceiro parágrafo, o sentido da expressão “perfeitamente indiferentes às atribulações humanas” indica que se desfez aquela “primeira impressão” e desapareceu a “sensação de paz”.

c)   No quarto parágrafo, a expressão “estrela modesta”, referente ao Sol, implica uma avaliação que vai além das impressões ou sensações de um observador comum.

d)   No último parágrafo afirma-se que as estrelas são inocentes por serem capazes de produzir uma quantidade enorme de energia a cada segundo.

02 – O autor considera a possibilidade de se olhar para o céu noturno a partir de duas distintas perspectivas, que se evidenciam no confronto das expressões:

a)   “Maravilhas do céu noturno” / “Sensação de paz”.

b)   “Instruídos por um astrônomo” / “Visão de um astrofísico”.

c)   “Radiação eletromagnética” / “Quantidade enorme de energia”.

d)   “Poeira cósmica” / “Visão de um astrofísico”.

e)   “Ausência de movimento” / “Fornalhas nucleares”.

03 – De acordo com o texto, as estrelas:

a)   São consideradas “Maravilhas doo céu noturno” pelos observadores leigos, mas não pelos astrônomos.

b)   Possibilitam uma “Visão pacata dos céus”, impressão que pode ser desfeita pelas instruções de um astrônomo.

c)   Produzem, no observador leigo, um efeito encantatório, em razão de serem “verdadeiras fornalhas nucleares”.

d)   Promovem um espetáculo noturno tão grandioso, que os moradores das cidades modernas se sentem privilegiados.

e)   Confundem-se, por vezes, com um avião ou um satélite, por se movimentarem do mesmo modo que estes.

04 – Considere as seguintes afirmações:

I – Na primeira frase do texto, os termos “atribulada” e “iluminada” caracterizam dois aspectos contraditórios e inconciliáveis do que o autor chama de “vida moderna”.

II – No segundo parágrafo, o sentido da expressão “perfeitamente indiferentes às atribulações humanas” indica que já se desfez aquela “primeira impressão” e desapareceu a “sensação de paz”.

III – No terceiro parágrafo, a expressão “estrela modesta”, referente ao sol, implica uma avaliação que vai além das impressões ou sensações de um observador comum.

Está correto apenas o que se afirma em:

a)   I.

b)   II.

c)   III.

d)   I e II.

e)   II e III.

05 – Transpondo-se corretamente para a voz ativa a oração “para serem instruídos por um astrônomo (...)”, obtém-se:  

a)   Para que sejam instruídos por um astrônomo (...).

b)   Para um astrônomo os instruírem (...).

c)   Para que um astrônomo lhes instruíssem (...).

d)   Para um astrônomo instruí-los (...).

e)   Para que fossem instruídos por um astrônomo (...).

06 – Na frase “O sol ainda produzirá energia (...)”, o advérbio ainda tem o mesmo sentido que em:

a)   Ainda lutando, nada conseguirá.

b)   Há ainda outras pessoas envolvidas no caso.

c)   Ainda há cinco minutos ela estava aqui.

d)   Um dia ele voltará, e ela estará ainda à sua espera.

e)   Sei que ainda serás rico.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário