sábado, 6 de junho de 2026

CARTA: O MUNDO DE SOFIA - JOSTEIN GAARDER - COM GABARITO

 Carta: O mundo de Sofia

         Jostein Gaarder

        Querida Sofia!

        Li sua carta com grande interesse, mas também com alguma preocupação. Isto porque sinto decepcioná-la quanto ao seu convite para uma visita, um café, etc. Um dia nós ainda vamos nos encontrar, mas por um bom tempo ainda não vou poder aparecer na “curva do capitão”.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh9nPqH1KhzdqbxHVohPTmSSMwqWCfCaKc_x0yt0eLBlphTQlmMvpEo0VudUVbcgZZl0WrjbVjULPMP0umhb-Zgxy2N6gEXBBoXZHCoGX1bVB45YHNXnkAnqkuAEv45JZpPWPHxCUdnuhod0cOiEVUHu9P_6eUEHCOh0zjwa8aO-982y7roiL8KBI81gcE/s320/71mtH3DhUDL._AC_UF1000,1000_QL80_.jpg


        Devo acrescentar, também, que de agora em diante não vou mais entregar minhas cartas pessoalmente. Com o passar do tempo isto dicou arriscado. As próximas cartas serão entregues pelo meu mensageiro. Em compensação, elas serão entregues diretamente no seu esconderijo do jardim.

        Caso haja necessidade, pode entrar em contato comigo. Você só precisa colocar sua carta num envelope cor-de-rosa, junto com um pedacinho de doce ou um torrão de açúcar. Quando o mensageiro encontrar uma carta com estas características, ele a trará para mim.

        P.S. Não acho nada agradável ter de recusar o convite de uma dama. Mas às vezes não há outra saída.

        P.P.S. Caso você encontre uma echarpe vermelha, peço-lhe que a guarde com cuidado. Às vezes acontece de a gente trocar objetos. Principalmente na escola ou em lugares parecidos. E isto aqui é uma escola de filosofia.

Um grande abraço,

Alberto Knox

GAARDER, Jostein. O mundo de Sofia: romance da história da filosofia. Trad. João Azenha Jr. 30. impr. São Paulo, Cia. das Letras, 1998. p. 72.

Fonte: Linguagem Nova. Faraco & Moura. 6ª série. 17ª edição, 2ª impressão. Editora Ática. São Paulo. 2003. p. 178-179.

Entendendo a carta:

01 – Qual foi a reação do remetente, Alberto Knox, ao ler a carta enviada por Sofia e o que ele decidiu fazer a respeito do convite dela?

      Alberto Knox leu a carta com grande interesse, mas também com alguma preocupação. Ele decidiu recusar o convite de Sofia para uma visita ou um café, explicando que, embora eles vão se encontrar no futuro, por um bom tempo ele não poderá aparecer na "curva do capitão".

02 – O que mudará na forma como as cartas serão entregues a Sofia a partir daquele momento e qual foi a justificativa dada pelo remetente?

      A partir daquele momento, Alberto Knox não entregará mais as cartas pessoalmente, pois isso se tornou arriscado com o passar do tempo. Em vez disso, as próximas cartas serão trazidas por seu mensageiro, que as deixará diretamente no esconderijo dela no jardim.

03 – Caso Sofia sinta a necessidade de entrar em contato com Alberto Knox, quais instruções específicas ela deve seguir para que sua mensagem seja recolhida?

      Sofia deve colocar sua carta dentro de um envelope cor-de-rosa e incluir junto um pedacinho de doce ou um torrão de açúcar. Ao encontrar um envelope com essas características, o mensageiro saberá que deve levá-lo para Alberto Knox.

04 – No segundo pós-escrito (P.P.S.), Alberto Knox faz um pedido a Sofia sobre um objeto perdido. Que objeto é esse e que justificativa ele usa para explicar como as coisas podem sumir?

      Ele pede para Sofia guardar com cuidado uma echarpe vermelha, caso a encontre. A justificativa usada é que, às vezes, as pessoas trocam objetos sem querer, o que acontece principalmente na escola — e ele complementa dizendo que o lugar onde estão é "uma escola de filosofia".

05 – A partir da leitura da carta, o que se pode inferir sobre a relação atual entre Alberto Knox e Sofia e a dinâmica do aprendizado que está ocorrendo?

      Pode-se inferir que a relação deles é de mestre e discípula, envolta em mistério e segredo, já que eles não se conhecem pessoalmente e se comunicam escondidos do resto do mundo. A dinâmica de aprendizado funciona como um curso à distância por correspondência, onde a busca pelo conhecimento é tratada de forma metafórica como uma "escola de filosofia".

 

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