Causo: Papo maluco
O
sujeito entra num bar, senta-se à mesa e logo um garçom aparece.
—
Boa noite, o que o senhor toma?
—
Tomo vitamina C pela manhã, o ônibus para ir ao serviço e uma aspirina quando
tenho dor de cabeça.
Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiYOeDcjbicd9EVHaRh1JRff66e0mPTCIbG3vbhf_sbugTcfpxfxyDp58tRF7bqCRTDCbuXcT0tIqpScDEHJ_-hwr8xl1ux52fk_IqdzErtRuexO1ZhLFlhSpNXMWLGdfOK670VnmAMyMFZVRH29SlAuRKnznuIMUrsnVwOrHnB-148AF8JvGrJpQp4xbM/s1600/images.jpg —
Desculpe, mas acho que não fui claro. Eu quis dizer do que é que o senhor
gostaria?
—
Ah! Tudo bem! Gostaria de ter um Ferrari, de casar com a Gisele Bündchen e
mandar a minha sogra para o inferno.
—
Não é nada disso, meu senhor! — Continua o garçom, ainda calmo. — Eu só
gostaria de saber o que o senhor deseja de beber.
—
Ah! É isso? Bem... o que é que você tem?
E o garçom:
—
Eu? Nada, não! Só tô um pouco chateado porque o meu time perdeu pro São
Caetano.
Norma Ferreira da Silva (por e-mail)
Uberlândia – MG Almanaque Drogasil, ano 1, nº 1, maio de 2004, p.22.
Entendendo o causo:
01 – Por que o texto recebeu o título Papo
maluco?
Porque quando o leitor pensa que é só o freguês que não
entende o que o garçom quer dizer, este passa a agir da mesma forma que o
freguês.
02 – Como o garçom poderia ter abordado o
freguês para ser entendido logo na primeira fala?
No próprio texto, temos: “Eu só gostaria de saber o que o
senhor quer beber”.
03 – E a fala do freguês, como poderia ter sido
mais clara?
Sugestão: O que é que você tem pra beber?
04 – Na segunda fala do freguês, que expressão
nos leva a pensar que ele passou a entender o garçom?
“Ah! Tudo bem”!
05 – Como o garçom age em relação ao freguês?
Por quê?
Age com calma, educadamente. Afinal, na condição de servir o
freguês, o garçom tem de ser atencioso, paciente e respeitar pequenos deslizes,
provocações ou mesmo algumas atitudes estranhas para que o cliente tenha boa
impressão sobre os serviços prestados no local.
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